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Retiro

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

BRASIL: Decisão provisória da Justiça mantém ‘Deus seja louvado’ no Real

 Ele, porém, respondeu: “Eu vos digo: se eles se calarem, as pedras gritarão” (Lucas 19,40).


Um pouco de bom senso e certa sensibilidade e inteligência para saber que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa! Parabéns, dra. Diana Brunstein, por negar o pedido de antecipação de tutela feito pelo Ministério Público Federal solicitando que a União e o Banco Central retirassem, no prazo de 120 dias, a expressão “Deus seja louvado” de todas as cédulas a serem impressas. 

Estado laico não é Estado ateu. Estado laico é aquele que não permite que qualquer religião se intrometa - a não ser enquanto parte da sociedade e em igual posição com todos os demais segmentos - nos assuntos de Estado. O Estado que bane Deus (ou qualquer assunto religioso) da vida pública, e às vezes até da privada, é o Estado ateu. O Brasil, em que pesem opiniões em contrário, ainda é um Estado laico. 

Quem sabe, agora, o sr. Jefferson Aparecido Dias aprenda alguma coisa sobre Direito e Legislação, sobretudo acercad da Constituição Federal, e pare de jogar dinheiro público - NOSSO - fora!

Decisão provisória da Justiça mantém ‘Deus seja louvado’ no Real


Justiça Federal negou pedido de antecipação de tutela.
MPF entrou com ação solicitando retirada da frase no início de novembro.


A 7ª Vara de Justiça de São Paulo negou na quinta-feira (29) pedido de antecipação de tutela feito pelo Ministério Público Federal solicitando que a União e o Banco Central retirassem, no prazo de 120 dias, a expressão “Deus seja louvado” de todas as cédulas a serem impressas.

A juíza federal Diana Brunstein argumenta na decisão que “não foi consultada nenhuma instituição laica ou religiosa não cristã que manifestasse indignação perante as inscrições da cédula e não há notícia de nenhuma outra representação perante o Ministério Público neste sentido. Entendo este fato relevante na medida em que a alegação de afronta à liberdade religiosa não veio acompanhada de dados concretos, colhidos junto à sociedade, que denotassem um incômodo com a expressão ‘Deus’ no papel-moeda”.

A decisão é provisória, e o processo segue agora os trâmites normais. Não há previsão de quando a ação será julgada. O que foi negado nesta quinta-feira foi o pedido de antecipação de tutela, pois a Justiça interpretou não se tratar de algo urgente.

Um dos principais argumentos apresentados pela Procuradoria da República no Estado de São Paulo pedindo a retirada da frase é que o Estado brasileiro é laico e, portanto, deve estar completamente desvinculado de qualquer manifestação religiosa.

Uma das teses da ação é que a frase “Deus seja louvado” privilegia uma religião em detrimento das outras. Como argumento, o texto cita princípios como o da igualdade e o da não exclusão das minorias.

Para a juíza da 7ª Vara Federal, “a menção a expressão Deus nas cédulas monetárias não parece ser um direcionamento estatal na vida do indivíduo que o obrigue a adotar ou não determinada crença, assim como também não são os feriados religiosos e outras tantas manifestações aceitas neste sentido, como o nome de cidades, exemplificativamente”.

Desde 1986


A inclusão da expressão nas cédulas aconteceu em 1986, por determinação do então presidente José Sarney, de acordo com informações do Ministério da Fazenda passadas à procuradoria. Em 1994, com o Plano Real, a frase foi mantida pelo ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, supostamente por ser “tradição da cédula brasileira”, apesar de ter sido inserida há poucos anos, diz.

Um dia depois de o MPF entrar com a ação na Justiça, Sarney criticou a situação. "Eu acho que é uma falta do que fazer, porque, na realidade, precisamos cada vez mais ter a consciência da nossa gratidão a Deus por tudo o que ele fez por todos nós humanos e pela criação do universo. Nós não podemos jamais perder o dado espiritual. Eu tenho pena do homem que na face da terra não acredita em Deus", disse o presidente do Senado.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

REQUIEM: Recordando meu pai

Recordando meu pai

Esvai-se o tempo e mais e mais me lembro do que,
para olvidar, luto com afinco,
de um vinte e nove sinistro de novembro,
- mil novecentos e oitenta e nove!
Não consigo esquecer por um momento,
daquele dia que bem longe vai...
em que um vento de morte e de tormento,
para bem longe transportou meu pai!

Assim é a vida: um báratro profundo,
onde o homem se afoga e,
quase louco, se perde nas mentiras deste mundo,
que tanto nos promete e dá tão pouco!
E neste mundo assim, de falso brilho,
guardo a lembrança que de mim não sai:
- de um homem bom que me chamou de filho e,
enternecido, eu o chamei de Pai!


Desconheço o autor deste poema que eu achei em um papel velho, no meio de outros tantos, enviado para descarte. Tomei a liberdade de mudar a data - está em vermelho - pela do ano em que meu pai faleceu. Quem souber o autor, por favor, me informe!
Por gentileza, leitor que por aqui passa no dia de hoje, 29 de Novembro, reze comigo uma oração (abaixo) pela alma de meu querido e amado pai. Muito obrigada. 

Giulia d'Amore di Ugento

  Rèquiem aetèrnam,
dona eis, Domine,
et lux perpètua lùceat eis.
Requiéscant in pace.
Amen.

(Latim)

L'eterno riposo, 
dona loro, o Signore,
e splenda ad essi la Luce Perpetua.
Riposino in pace.
Amen.
(Italiano)

Dai-lhes, Senhor, 
o descanso eterno
E a luz perpétua os ilumine
Descansem em paz.
Amém.
(Português)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

DOM WILLIAMSON: UM BISPO INCONVENIENTE

Um Bispo Inconveniente: A Verdade Sobre Richard Williamson

por Edwin Faust


A Igreja tornou-se cada vez mais solícita com sua imagem pública. Os meios de comunicação aplaudiram o Papa João XXIII, que queria abrir as janelas da Igreja para deixar entrar o ar do mundo moderno. Mas a Igreja pagou um preço alto pela aprovação de curta duração da mídia, e a brisa da modernidade foi varrida junto aos volúveis ventos da opinião pública.

Seja qual for a diferença que Dom Williamson possa estar tendo com a liderança da Fraternidade São Pio X, qualquer avaliação honesta acerca de sua definitiva expulsão da FSSPX teria que principiar pelo incidente que fez com que o seu Superior o removesse do Ministério público e o isolasse.

Mons. Williamson é da opinião de que as câmaras de gás não foram utilizadas no extermínio de Judeus perpetrado pelos Nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial. Ele aceita as conclusões de um disputados estudo científico conhecido como “Relatório Leuchter” [PDF (em Italiano)]. Consequentemente, Sua Excelência entende que o número de Judeus mortos nos campos de concentração possa estar mais perto de um milhão e meio, ao invés de seis milhões [Para a Cruz Vermelha, teriam sido 300.000, segundo um relatório de 66 páginas feito em 1948 e que vasou no site WikiLeaks]. Ele disse isso durante uma entrevista para a televisão sueca realizada [ardilosamente] na Alemanha.

Foi esta opinião que realmente fez com que Richard Williamson se tornasse um problema para a FSSPX e seus adeptos que querem um acordo com o Vaticano. Mons. Williamson foi julgado e considerado culpado pelo crime de Negação do Holocausto, segundo a lei Alemã. Ele foi extraoficialmente considerado culpado de ser inconveniente pela FSSPX e a Santa Sé.

A expulsão de Sua Excelência da FSSPX foi consumada em Outubro. E foi imediatamente seguida por um anúncio por parte das autoridades do Vaticano de que as negociações com a FSSPX não haviam chegado ao fim ou a uma paralisação, como pensado anteriormente, mas que era necessário paciência e esperança para uma reconciliação ainda demasiado viva. Coincidência?
 
Organizações judaicas que mantêm relações com o Vaticano denunciaram o levantamento das excomunhões dos Bispos da FSSPX, fazendo notar que um “negador do Holocausto” estava entre eles. O porta-voz do Papa disse que o Santo Padre não sabia dos comentários de Mons. Williamson na época do decreto, o que implica que tal conhecimento, se houvesse existido, poderia ter afetado o levantamento das excomunhões.

Sem analisar o mérito da opinião de Mons. Williamson sobre o “Relatório Leuchter”, não seria pertinente perguntar o que tal opinião tem a ver com a Fé católica? É preciso subscrever uma específica versão da História para ser qualificado a praticar um ministério episcopal no seio da Igreja Católica? Poderíamos também perguntar: Em que medida autoridade eclesiástica foi estendida, de fato, aos tribunais alemães, às organizações judaicas e aos meios de comunicação populares?

Mons. Williamson foi removido de seu cargo de reitor do Seminário da FSSPX da América do Sul e exilado em Wimbledon, não por transgressão a uma lei de sua fraternidade sacerdotal, não por qualquer infração ao direito canônico, não por qualquer dissenso, público ou privado, acerca da doutrina dogmática da Igreja. Mons. Williamson foi destituído de seu ministério e escondido da vista do público por ser um problema de relações públicas.

Se Dom Williamson tivesse se retratado de sua opinião, pedido desculpas a todos os que foram ostensivamente ofendidos por ela, pago sua multa ao tribunal e feito seu mea culpa perante seu Superior, tudo poderia estar bem. O problema é: Ele é um homem honesto.

Ele não foi convencido de que está errado em sua opinião, e ele sabe que não transgrediu qualquer disciplina ou doutrina da Igreja. Ele continuou falando sua opinião através de seu blog. E ele foi sincero em afirmar a sua posição em relação a um acordo entre a FSSPX e o Vaticano: Ele entende que ainda não tenha chegado o momento para que a FSSPX possa confiar na ortodoxia e nas boas intenções das autoridades romanas.

Ele se opõe aos esforços nesse direção de seu Superior, mons. Fellay, e tem apelado por uma nova liderança na FSSPX. Se isso merece a sua expulsão da Fraternidade é uma pergunta que é melhor deixar para os membros da fraternidade. Mas a eliminação do Bispo Williamson certamente alivia a FSSPX de um problema de relações públicas e facilita qualquer possível acordo que possa estar em  andamento com uma Cúria Romana fortemente sensível à mídia. Naturalmente, aqueles que aprovam a expulsão de Dom Williamson podem não perceber que a acusação de antissemitismo continuará a ser dirigida à Igreja Católica sob qualquer pretexto possível, uma vez que é a própria Fé que muitos Judeus acham ofensiva.

Qualquer pessoa que conheça Dom Williamson percebe que sua integridade é inquestionável, assim como sua caridade. Não importa quão impopulares sejam suas opiniões, elas não são formadas por maldade, mas por uma honesta convicção. Ele pode ser julgado excêntrico, e até mesmo imprudente. Mas ele é Católico até a alma. E isso pode ser o cerne do problema. Chegou a hora de reconhecê-lo.

Fonte: Fátima.org
Tradução: Giulia d'Amore

LER TAMBÉM: FSSPX: O VERDADEIRO PROBLEMA!

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NEO-SANTOS DA NEO-IGREJA: A vez de Paulo VI.

BEATIFICAÇÃO DE PAULO VI?

 

- Carta aos Cardeais -

 

Eminência Reverendíssima:

Li na Imprensa que, em 11 de Dezembro[1], os Cardeais e os Bispos, ultrapassado o obstáculo dos teólogos, darão o seu “sim” à beatificação de Paulo VI, apesar de não ter tido, durante a sua vida, fama de santidade e de ter sido, para muitos, o primeiro responsável pelos problemas atuais da Igreja, isto para não dizer que o seu Pontificado foi, na realidade, catastrófico!

Então, seja-me concedido citar o que foi relatado, em letras garrafais, na revista “Avvenire” de 19 de Março de 1999, página 17, acerca de Mons. Montini: “Ruini[2] traça o perfil do Papa [Paulo VI] que mudou a Igreja”.

Certíssimo!... Já o havíamos demonstrado com a nossa “Trilogia Montiniana”[3], nunca tida nem como falsa nem pouco fiável pelos meus opositores, limitando-se a graçolas e insultos, sem nunca denunciarem em público o “como”, o “onde”, o “porquê” de os nossos argumentos e documentos serem contrários à verdade.

Decerto, dizer a Verdade não é, de modo algum, uma ofensa, nem sequer à pessoa de Paulo VI, já entrado na História, motivo pelo qual toda a sua vida é objeto de estudo, sem reticências nem mistificações, sem lhe colocar a auréola na cabeça, o que significaria colocá-la igualmente na sua “revolução” operada pela Maçonaria, por seu intermédio, em nome do Vaticano II.

***

Deve-se, assim, apresentar o esboço das suas presumíveis virtudes, necessárias para uma beatificação. O Cardeal Ruini, no discurso de encerramento do Processo Diocesano, disse: “A sua resplandece através da sua pessoa, brilha nas suas palavras. Em 1967, inicia o Ano da Fé. Em 1968, no átrio de São Pedro, proclama o Credo do povo de Deus[4]; uma Fé baseada no Credo de Niceia”.

Todavia, quanto a essa presumível Fé, que o Cardeal inclusivamente qualificou como “apaixonada”, desmente-a o mesmo Paulo VI, no seu famoso discurso sobre a autodemolição da Igreja, durante o qual disse: “A Igreja encontra-se numa hora de interrogação, de autocrítica. Dir-se-ia mesmo de autodemolição. Uma Igreja que quase, quase fere a si mesma. Todos esperam do Papa gestos clamorosos e decisivos. Mas o Papa não considera que deva seguir linha diferente daquela da confiança em Jesus Cristo, que se preocupa com a Sua Igreja mais do que qualquer outro. Será Ele que acalmará a tempestade”.

Esta sua declaração soa à traição ao seu dever de Vigário de Cristo, o Qual, para a defesa da Fé, se serviu sempre de Seus sucessores, a começar por São Pedro, Seu primeiro Vigário na Terra.

Logo, essa decidida recusa de Paulo VI em defender ele próprio a Fé foi uma aberta recusa de fazer aquilo que era, contudo, o seu primeiro dever. Portanto, a sua política de “não intervenção” foi uma abdicação do seu ofício próprio, no dever de intervenção na autodestruição da Igreja, que ELE mesmo conduzia. Uma recusa, assim, que constitui autêntico pecado de omissão.

Como pensar, então, em levar aos altares, à veneração dos fiéis, um Papa que tão gravemente faltou ao seu principal dever, que é, de fato, a defesa do “depositum fidei”?

Paulo VI abdicou do seu principal dever, não o cumprindo como Cabeça da Igreja Católica, a fim de se colocar ao serviço da Humanidade e conciliar todas as crenças e todos os cultos numa única religião universal. Sonhando converter-se no grande unificador dos povos, sacrificava a Igreja Católica, a Tradição, as Instituições, os próprios fiéis, para formar esse movimento de animação espiritual da Democracia Universal, que deve escravizar a Igreja a o mundo.

Deste modo, Paulo VI, não distinguindo já a Igreja de Cristo, que é “uma e não duas ou mais”, foi o primeiro Papa que, no discurso de abertura da Terceira Sessão[5], em 14 de Setembro de 1964, conclamou as comunidades religiosas cismáticas e heréticas, dizendo:
“Oh Igrejas distantes e tão perto de nós! Oh Igrejas objeto do nosso sincero pensamento! Oh Igrejas da nossa incessante nostalgia! Igrejas das nossas lágrimas!”… E anunciou, logo e em muitas ocasiões, o mútuo perdão pelas culpas recíprocas[6].

Posteriormente, a sua incessante propaganda ecumênica foi só para levar ao reconhecimento das outras comunidades cristãs, e não para conduzi-las à verdadeira comunidade de salvação[7].

Prova disso é a sua visita ao Conselho Ecumênico das Igrejas[8], em 10 de Junho de 1969, onde foi recebido por cerca de 230 comunidades religiosas. Ali, Paulo VI assumiu a linguagem deles e ainda participou desse cisma geral com esta afirmação: “a fraternidade cristã (…) entre as Igrejas que formam o Conselho Ecumênico e a Igreja Católica”… ignorando que não pode haver fraternidade entre a Igreja Católica e os dissidentes. Por outro lado, ele mesmo levantou a questão, dizendo: “A Igreja Católica deve tornar-se membro do Conselho Ecumênico”. E disse logo: “em tão grande fraternidade, não cremos que a questão da participação Católica no Conselho Ecumênico esteja madura a ponto de que se possa e deva dar uma resposta positiva. A questão fica no campo das hipóteses (…) graves implicações (…) caminho largo e difícil”.

Foi um discurso “balão de ensaio”, porque, no fundo, lá estava o seu “sim”; provou-o ao dizer: “O espírito de um são Ecumenismo[9], que anima uns e outros (…) reclama, como condição primeira para o contato frutuoso entre diferentes confissões, que cada um professe lealmente a própria fé”; e, aqui, Paulo VI convidou ao reconhecimento dos valores positivos cristão-evangélicos que se encontram nas outras confissões e à abertura de todas as possibilidades de colaboração… como no campo da caridade e da busca da paz entre os povos.

Finalmente, à pergunta sobre se há salvação em uma ou outra das 234 “igrejas” membros do CEI, ao passo que a doutrina da Igreja Católica sempre tinha respondido negativamente, Paulo VI, pelo contrário, responde afirmativamente! Vê-se sempre esta “mens” sua quando acolhe judeus, muçulmanos, bonzos, budistas… e visitando-os durante as “viagens apostólicas”, com o fim do “diálogo”.

Mas, antes de Paulo VI, nenhum Papa tinha declinado a Fé no plural; Paulo VI, contudo, dizia que as “confissões” se homenageavam mutuamente.

Durante a sua viagem ao Uganda, Paulo VI falou dos “mártires ugandeses”; foi, pois, visitar esses “mártires católicos”, mas confundidos, indiscriminadamente, com os muçulmanos, com os protestantes; segundo ele, morreram em “espírito ecumênico”, unidos para além dos conflitos dogmáticos. Igualmente, na sua viagem a Bombaim (onde os hindus lhe ofereceram um pequeno ídolo, e os budistas, um Buda!), Paulo VI não mostrou nenhum discernimento entre as religiões humanas e a Católica.

E mais se poderia continuar sobre este tema da Fé. Bastará mencionar, por agora, esse seu escandaloso gesto da entregar aos turcos, com um pedido de desculpas por escrito, o “glorioso estandarte de Lepanto”, quase se desculpando de que não tivessem tido liberdade para ocupar e entregar ao Islã toda a Europa Católica.

Quanto ao seu “Credo do povo de Deus”, que o Cardeal Ruini comparou ao “Credo de Niceia” e apresentou como o non plus ultra da Fé de Paulo VI, tem de se dizer que o citado “Credo”, recitado em público no átrio de São Pedro, foi precedido por “dois esclarecimentos” de Paulo VI: o primeiro, que ele queria dar um “firme testemunho da verdade divina confiada à Igreja” (isto é louvável!); mas o segundo esclarecimento punha tudo em discussão, porque excluía, expressamente, que o seu “Credo” fosse uma “definição dogmática”. Disse, de fato: “Vamos fazer uma profissão de Fé, pronunciar um ‘Credo’ que, sem ser uma definição dogmática (…), com algum desenvolvimento requerido pelas condições espirituais do nosso tempo”[10].

Ora, esta sua expressão eliminava do nosso Credo Católico a nota de infalibilidade, por ser este de “Verdade revelada”, de Fé Divina e de Fé Católica, atestada pela Sagrada Escritura e pela Tradição.

Em São Pedro lê-se: “Inde oritur unitas sacerdotii”[11], ou seja, o Papa deve ser o vínculo da Caridade e, portanto, da união. Todavia, Paulo VI honrava e preferia “aqueles que estão distantes” aos próximos na Fé, mostrando, em relação a estes, uma fria amizade; admirava a linguagem, os ritos religiosos e as tradições dos “outros”, enquanto perseguia os que pertencem à antiga Tradição Católica. As portas da sua casa estavam sempre abertas para os teólogos aventureiros, para os agitadores, para os que espalhavam escândalos e heresias, não dissimulando nunca, pelo contrário, a sua animosidade em relação aos tradicionalistas e integristas que defendiam o que ele queria destruir. Não os excomungou porque não tinha razões canônicas para tal, mas precavia-se em não manter contato pessoal direto com eles. O que é mais do que uma excomunhão, porque é a anulação e supressão dialética do adversário, como o que este texto assina, que não se vergou jamais às loucuras, aos caprichos, às distorções, às extravagâncias de tanto clero progressista de obediência servil em levar a termo, como disse o Cardeal Garrone, “a derrota do outro partido”.

Dos muitos feitos da sua falsa Caridade, podem se ler uns quantos nos meus três livros sobre Paulo VI a respeito do seu sectarismo que tinha todo o sabor do cisma. Sim, porque o cisma, sendo a separação da Igreja Católica de uma parte dos fiéis, pode se definir como um “pecado-delito” contra a Caridade, que é amor guiado pela Fé e pela Esperança; e que, necessariamente, implica ódio contra o Reino de Deus e a Igreja, para debilitar esta e arrancar-lhe as almas mediante excisões e heresias!

Por isso, jamais Paulo VI poderia ter lançado este grito:
“CHARITAS CHRISTI URGET NOS!”[12].

***

Depois do que escrevo sobre Paulo VI, sou obrigado a colocar em evidência o profundo mistério da “mens” de Paulo VI modernista, por meio dos seus “feitos” e “ditos, porque constituem a razão da minha reação espiritual, que tanto me faz sofrer”.

Digne-se, Eminência, tomar em consideração o meu trabalho, expressão do meu respeito e da minha oração.

Pbro. Luigi Villa







LISTA DOS “FEITOS” Y “DITOS” DE PAULO VI


PAULO VI E A DUPLA MISSA NEGRA


A eleição ao papado do Cardeal Montini (21 de Junho de 1963) foi devida à intervenção de alguns representantes da Alta Maçonaria Hebraica da B’nai B’rith[13].

Em 29 de Junho de 1963, oito dias após a eleição de Paulo VI, foi celebrada, na Capela Paulina e numa capela de Charleston (Carolina do Sul – EUA) uma dupla missa negra, com o fim de entronizar Lúcifer na Capela de São Paulo, coração do Catolicismo.

No fim dessa missa sacrílega, os participantes da Capela Paulina juraram:

“entregar a Alma nas mãos do onipotente Lúcifer”;
“serem instrumentos e colaboradores voluntários dos fundadores da ‘Casa do Homem sobre a Terra’.”;
“modelar a ‘Nova Era do Homem’.”;
“erigir a ‘Igreja Universal do Homem’.”.

Depois dessa missa negra, que fez Paulo VI nos seus 15 anos de Pontificado?

Desde a sua viagem à Terra Santa, em 1964, Paulo VI começou a usar o “Éfode[14], símbolo da negação da divindade de Jesus Cristo.

Em 1964, Paulo VI, na presença de 2.000 Bispos, depôs definitivamente a Tiara sobre o altar, repelindo os três poderes papais, significando, assim, que já não desejava governar a Igreja.

Lendo a Trilogia Montiniana de Dom Luigi Villa, descobre-se que Paulo VI:

- inventou um cristianismo novo, desligado da Cruz;
- substituiu o “Culto de Deus” pelo “Culto do Homem”, ou seja, o primado do sobrenatural pelo primado do natural e do temporal;
- substituiu o primado da “Lei de Deus” pelo primado da “consciência”;
- substituiu o primado do “Reino de Deus” e da vida eterna pelo primado do “mundo”, da “Paz” e do “paraíso na Terra”!;
- inventou um cristianismo que considera Cristo como um “libertador”, não do pecado, mas do sofrimento e da escravidão;
- inventou um Evangelho confundido com a “Carta dos Direitos do Homem” e colocado ao serviço da “justiça social”; os “Direitos de Deus” foram abolidos em favor da exaltação dos “Direitos” e dos “gostos” do homem;
- reduziu a evangelização do sobrenatural “docete” a um “diálogo” que se apoia apenas nos meios humanos e não procura a conversão;
- inventou um cristianismo que, idolatrando o homem, proclamou a “Liberdade religiosa” como direito fundamental e absoluto do homem, e promoveu um falso amor pelo homem, sobre o qual Paulo VI fundou a sua “Religião do Homem”:
“Devemos assegurar, no caminho da Igreja, um novo modo de sentir, de querer, de comportar-se”;
“A religião deve ser renovada”;
“Já não é caso de atrair as almas e interessá-las pelas ‘coisas supremas’.”;
“Não se trabalha para a Igreja, mas trabalha-se para a Humanidade”;
“Não chegará o homem moderno, um dia (…), a prestar ouvidos à voz maravilhosa do Espírito que nele palpita? Não será a religião de amanhã?”;
“O nosso Humanismo transforma-se em Cristianismo, e o nosso Cristianismo transforma-se em teocêntrico, de modo que podemos igualmente afirmar: para conhecer Deus, há que conhecer o homem”!;
“O homem revela-se-nos gigante. Revela-se-nos divino. Revela-se-nos divino não em si, mas no seu princípio e no seu destino. Honra ao homem, honra à sua dignidade, ao seu espírito, à sua vida! […]. Honra ao homem; honra ao pensamento! Honra à ciência! […]. Honra ao homem, Rei da Terra, e agora também Príncipe do Céu!”.

Em 7 de Dezembro de 1965, Paulo VI, perante toda a Assembleia Conciliar, pronunciou o discurso no qual proclamou o “CULTO do HOMEM”[15]:

“Para conhecer Deus, há que conhecer o homem”.
“Toda esta riqueza doutrinal do Concílio não visa senão uma coisa: servir ao homem”.
“o Humanismo laico e profano apareceu, finalmente, na sua terrível estatura e, em certo sentido, desafiou o Concílio. A religião do Deus que se fez Homem encontrou-se com a religião do homem que se fez Deus… Nós, mais que quaisquer outros, NÓS TEMOS O CULTO DO HOMEM!”.
“… O homem revela-se divino. Revela-se-nos divino não em si, mas no seu princípio e no seu destino”.


PAULO VI MAÇOM


Mons. Montini disse ao P. Felix A. Morlion, OP: “Não passará uma geração e será feita a paz entre as duas sociedades” (Igreja e Maçonaria).

Em 20 de Março de 1965, Paulo VI recebia em audiência dirigentes do “Rotary Club”[16], uma organização maçônica, e disse que “a forma associativa deste grupo para-maçônico” era boa e que “bom era o método” e, portanto, “bons também os fins”.

Em 1965, Paulo VI recebeu no Vaticano o Chefe da Loja P2[17], Lício Gelli[18] e conferiu-lhe a nomeação de Comendador: “Equitem Ordinis Sancti Silvestri Papae”[19].

Paulo VI recebeu o elogio fúnebre do Grão-mestre do Palácio Giustiniani[20], Giordano Gamberini[21], escrito na Rivista Massonica.

Na Comissão Diretiva para uma Bíblia harmonizada, Paulo VI quis também o Grão-mestre do Grande Oriente de Itália, o já mencionado Prof. Giordano Gamberini, um dos fundadores e “bispos” do ramo italiano da “Igreja Gnóstica”[22], que é a “Igreja satanista”, fundada na França, em 1888[23].

O Visconde Léon de Poncins[24] afirmou que a Maçonaria “com Paulo VI tinha vencido”!

O alto iniciado Marsaudon[25], falando de Montini, escreveu: “se pode verdadeiramente falar de uma Revolução saída de nossas Lojas maçônicas, se estendeu magnificamente sob a Basílica de São Pedro”[26].

No Pontificado de Paulo VI aprovaram-se leis maçônicas, como o aborto, o divórcio, a separação entre a Igreja e o Estado, a degradação dos Seminários e das Congregações Religiosas.

Paulo VI, na ONU, entrou na Sala de Meditação (Meditation Room), santuário maçônico, em cujo centro está “um altar para um Deus sem rosto”.

Durante a sua viagem à Terra Santa, em 1964, no Monte das Oliveiras, Paulo VI abraçou o Patriarca ortodoxo Atenágoras I, maçom do 33º grau!

Paulo VI dará o “seu Pastoral” e o seu “anel” ao budista birmanês e maçom U’Thant[27], Secretário-geral da ONU.

Em 23 de Março de 1966, Paulo VI colocou no dedo do Dr. Ramsey[28], laico e maçom, o seu novo anel conciliar, e, a seguir, ambos deram a bênção aos presentes.

Em 1971, Paulo VI recebeu em audiência pública, no Vaticano, membros da Loja maçônica dos B’nai B’rith, que Paulo VI chamou “meus queridos amigos!”.

O alto iniciado mexicano Carlos Vasquez Rangel[29] revelou que “Ângelo Roncalli e Giovanni Montini foram iniciados, no mesmo dia, nos augustos mistérios da Fraternidade”.

Paulo VI – segundo especialistas de heráldica da nobreza – seria descendente de judeus convertidos[30]. Além disso, teria sido “iniciado” na Loja dos B’nai B’rith.

O Príncipe Scortesco[31] escreveu que a eleição ao Papado do Cardeal Montini se deveu à intervenção de representantes da Alta Maçonaria Hebraica dos B’nai B’rith.

Os principais e muito poderosos colaboradores de Paulo VI eram maçons. Entre eles:

- Mons. Pasquale Macchi[32], seu Secretário pessoal de 1967 a 1978;
- Card. Jean Villot[33], muitos anos Secretário de Estado de Paulo VI;
- Card. Agostino Casaroli[34], o homem a quem confiou a sua Ostpolitik[35];
- Card. Ugo Poletti[36], representante de Paulo VI na Diocese de Roma;
- Card. Sebastiano Baggio[37], Prefeito da “Congregação dos Bispos”;
- Card. Joseph Suenens[38], um dos grandes eleitores de Paulo VI;
- Mons. Annibale Bugnini[39], a quem Paulo VI confiou a Reforma Litúrgica;
- Card. Franz König[40], Arcebispo de Viena;
- Card. Achille Liénart[41];
- Mons. Paul Marcinkus[42], Presidente do Istituto per le Opere di Religione[43], a esta altura ligado à Máfia.

Outras provas da pertença de Paulo VI à Maçonaria são:

- O painel nº 12 da Porta de Bronze da Basílica de São Pedro, no qual havia uma estrela de cinco pontas, inscrita num círculo, sobre a mão esquerda de Paulo VI. Foto.

- O monumento a Paulo VI, no Sacro Monte de Varese, que glorifica as três traições de Paulo VI: a Cristo, à Igreja e à História. Foto.

- A estranha assinatura que aparece no retrato oficial de Paulo VI, além da Marca da Besta, do Número do Anticristo e a Declaração de Guerra a Deus, indica Paulo VI como a Segunda Besta saída da Terra no Apocalipse de São João, quer dizer, o Chefe Supremo da Ordem dos Illuminati da Baviera[44].

- No pálio de Paulo VI aparece a Cruz Templária coroada pelo archote, símbolo do Chefe Supremo dos Illuminati da Baviera.

- Na lápide tumular de Giuditta Alghisi (mãe judia de Paulo VI, falecida em 1943), no cemitério de Verolavecchia (Brescia), estão gravados, muito visivelmente, símbolos maçônicos: esquadro, compasso, triângulo, desenhados por Mons. Montini. Estes símbolos exprimem a geometria da blasfema e satânica Tripla Trindade maçônica[45], o segredo mais profundo e zelosamente guardado pelos Superiores desconhecidos da Maçonaria. O significado desta representação não pode ser senão a “predestinação” concedia pelos Superiores Desconhecidos a Mons. Montini como futuro Patriarca do Mundo, isto é, como futuro Chefe Supremo da Ordem dos Illuminati das Baviera.

PAULO VI E O COMUNISMO


Durante os anos da II Guerra Mundial, Dom Giovanni Battista Montini trabalhou para o Office of Strategic Services (OSS – informações militares, predecessor da CIA), como também para as Informações Britânica e Soviética, e forneceu informações que serviram aos Aliados para conhecer os objetivos estratégicos dos bombardeamentos aéreos.

Montini teve encontros secretos com os comunistas, apesar da posição oficial anticomunista dos Papas Pio XI e Pio XII. Em 1938, Mons. Montini teve um encontro reservadíssimo com os comunistas Donini[46] e Sereni[47]; em 1944, entrou em negociações com Palmiro Togliatti[48]; em 1945, com o comunista Eugenio Reale[49].

Em 1954, Pio XII recebeu do Coronel Arnauld[50] as provas da traição de Mons. Montini com os serviços secretos soviéticos e o afastou da Secretaria de Estado.

No arquivo do Cardeal Tisserant[51] estavam as cartas de Montini, que informavam ao KGB[52] acerca dos nomes e dos movimentos sacerdotais daqueles que exerciam, clandestinamente, o ministério sacerdotal entre a gente oprimida e perseguida nos países comunistas.

No arquivo do Cardeal Tisserant está, também, o “credo” marxista do então Mons. Battista Montini.

Em 1954, Pio XII descobriu também que Mons. Montini “lhe tinha escondido todas as mensagens noticiosas relativas ao cisma dos Bispos chineses”.

Em 1954, em Milão, Montini reuniu à sua volta uma camarilha de companheiros de viagem de mentalidade liberal, anarquistas, comunistas, socialistas, mafiosos e membros da comunidade artística e literária de “vanguarda”.

Outro escândalo foi a subtração fraudulenta da “Petição dos 450 Bispos”[53] que queriam, em Setembro de 1965, no Concílio (e em concílio), a condenação do comunismo, mas Paulo VI não quis que o Concílio o condenasse. Uma verdadeira traição!

Paulo VI não interveio mais, nem tampouco condenou as campanhas em favor do comunismo e da exaltação do racismo negro, permanecendo indiferente ante as desgraças dos Cristãos injustamente reduzidos à escravidão.

Paulo VI abriu a Igreja ao “diálogo” e à cooperação com os comunistas. A sua traição manifestou-se em 1971, com a remoção forçada do grande Cardeal Mindszenty[54], ao qual Paulo VI impediu a publicação das suas Memórias.

Paulo VI encontrou-se com Gromyko[55], com Podgorny, e, em longas sessões secretas, com Mons. Nicodemo[56], arcebispo de Leninegrado e agente secreto de alto nível.

Descobriu-se que Berlinguer[57], então secretário do Partido Comunista italiano, era o agente diplomático secreto de Paulo VI com o governo comunista de Hanói.

Paulo VI, num apelo à China[58], manifestou a sua alegria ante o anúncio da Revolução Cultural.

Sob o Pontificado de Paulo VI, foram consumadas as traições ao Cardeal Mindszenty, ao Cardeal Slipyi[59] e a tantos outros milhões de vítimas do comunismo, em especial na Hungria, Checoslováquia, Vietnam do Sul, Angola, Moçambique, Uganda…

A “Igreja do Silêncio”[60] foi um crime para as “testemunhas” que se deixavam matar para testemunhar e defender Jesus Cristo!

A “abertura a Leste” de Paulo VI foi um verdadeiro matadouro para a Fé! Tal “abertura”, designada Ostpolitik”, veio a ser a maior traição de todos os tempos, para que Paulo VI se servisse da Igreja com fins subversivos, até transformar Cristo em um “revolucionário social” em prol do bem-estar humano.  

A “Igreja do Silêncio” incomodava o “Silêncio da Igreja” de Paulo VI. Por isso, o Cardeal Slipyi, após decênios a viver em campos de concentração com trabalhos forçados, foi, por vontade de Paulo VI, para o Vaticano, onde, seguidamente, foi encerrado numa prisão, na qual – como me disse ele mesmo durante uma minha “visita” – “em cada instante estão na minha mente a odisseia passada nos campos de concentração soviéticos e a minha condenação à morte; mas, em Roma, dentro dos muros do Vaticano, vivi momentos piores!”.

Paulo VI depôs o Cardeal Mindszenty do seu cargo de Primaz da Hungria, porque este sempre se recusou a aceitar o diálogo com o comunismo. O Cardeal, num encontro em Viena, disse-me: “Creia-me (…), Paulo VI entregou países Cristãos inteiros nas mãos do comunismo (…) mas a verdadeira Igreja continua sendo a nossa, obrigada às catacumbas!”.

O filo-comunismo de Paulo VI deu a vitória ao comunismo na Itália.

A sua “Ostpolitik”, no seu Pontificado, procurou e conduziu a uma grande aproximação com a Rússia bolchevique.

A sua “Populorum Progressio”[61] (26 de Março de 1967) tem um tom completamente marxista, porque a sua “justiça” equivale à “igualdade” e porque quer a fusão das religiões.


PAULO VI HOMOSSEXUAL[62]


Testemunhas da homossexualidade de Paulo VI são:

O escritor homossexual Robin Bryans[63], que revelou a relação homossexual entre Mons. Montini e Mons. Hugh Montgomery.

O ex-Embaixador homossexual Roger Peyrefitte[64], que falou da homossexualidade de Paulo VI, dizendo que, quando este era Arcebispo de Milão, ia a uma casa afastada para encontrar jovens ad hoc.

O articulista do New York Times, que publicou o nome de um famoso ator italiano, Paolo Carlini[65], que se tornou uma visita frequente dos apartamentos privados de Paulo VI, no Vaticano.

O Abade Georges de Nantes[66], que acusou Paulo VI de homossexualidade, citando várias fontes.

O escritor Franco Bellegrandi[67], que descreveu os seguintes fatos: a chantagem dos soviéticos sobre Montini, a fim de conhecerem os nomes dos sacerdotes enviados clandestinamente para o interior da Cortina de Ferro[68]; o processo de “colonização homossexual” sob o reinado de Montini; as intervenções noturnas da polícia contra o Arcebispo de Milão, Mons. Montini, encontrado nas ruas da cidade em trajes civis e em companhia duvidosa; a autorização do predileto[69] de Montini de entrar e sair à vontade do apartamento do Papa; a chantagem que alguns maçons exerceram sobre Paulo VI, ameaçando-o com a publicação de fatos referentes à sua homossexualidade, a fim de obterem a cremação dos cadáveres, sempre recusada pela Igreja.

O Cardeal Pietro Palazzini[70] tinha em seu poder duas grandes pastas cheias de documentos que atestavam, de maneira irrefutável, o vício impuro e contra natura de Paulo VI.

A homossexualidade de Paulo VI foi instrumental na alteração do comportamento que originou o surgimento do “Coletivo Homossexual”[71] na Igreja Católica dos Estados Unidos, no qual constam:

O Cardeal Joseph Bernardin[72], o Cardeal Terence James Cooke[73], o Cardeal John Wright[74], o Arcebispo Rembert George Weakland[75], o Bispo James S. Rausch[76], o Bispo George Henry Guilfoyle[77], o Bispo Francis Mugavero[78], o Bispo Joseph Hubert Hart[79], o Bispo Howard James Hubbard[80]


PAULO VI E O SEU PONTIFICADO


Paulo VI foi um Papa que não governou a Igreja, pelo que não pode ser absolvido de toda essa autodestruição da Igreja, da qual só ele foi o primeiro responsável.

A ação demolidora do Pontificado de Paulo VI pode resumir-se assim:

- demolição do Santo Ofício[81], guardião da ortodoxia;
- ab-rogação do Juramento Anti-modernista[82];
- supressão do Index[83], que proibia a leitura de livros danosos para a Fé;
- escandalosa passividade perante o cisma holandês;
- autorização de uma edição italiana do Catecismo dos heréticos holandeses;
- visita à Assembleia do Conselho Ecumênico das Igrejas;
- desintegração do tesouro litúrgico;
- luteranização da Missa;
- homenagens públicas a Lutero[84];
- demolição de encíclicas que tinham condenado o Comunismo, o Modernismo, a Maçonaria;
- demolição da vida religiosa e clerical;
- constante nomeação de Bispos liberais ou progressistas para as Sés vacantes em todo o orbe Católico.

Paulo VI substituiu a “religião”, princípio de união entre os homens, pela “liberdade”. Com Paulo VI e o Vaticano II, entrou a “desunião” na Igreja, também entre a Hierarquia, pelo que nos encontramos não perante uma Igreja, mas duas igrejas diferentes: a “Igreja de Cristo” e a “Igreja Universal do homem”, de inspiração satânica.

Imediatamente após a sua eleição como Sumo Pontífice, Paulo VI colocou-se ao serviço do renascimento da “Nova Teologia”, chamando para o ensino bíblico os jesuítas Lyonnet[85] e Zerwick[86], já condenados[87] pelo Santo Ofício; prontamente chamou, para fazerem parte da Comissão Bíblica[88], os Cardeais Alfrink[89] e König e mais quatro estudiosos progressistas modernistas, os quais, em 21 de Abril de 1964, publicaram uma “Instrução”[90] que era a rejeição do Monitum[91] do Santo Ofício que defendia a historicidade dos Evangelhos.

Paulo VI fez de Michele Sindona[92] o seu “homem de confiança”, o qual geria os dinheiros da Máfia siciliana, da Loja Propaganda 2 e da Central Intelligence Agency (CIA) [na Itália – N.T.].

Paulo VI determinou a demissão dos Bispos aos 75 anos de idade, e dos Cardeais membros do Conclave aos 80 anos.

Paulo VI fez desaparecer todas as formas de devoção e de oração públicas. Nunca alguém o viu rezar. Nem sequer em Fátima, ninguém o viu ou jamais o ouviu recitar uma Ave Maria! O mesmo se pode dizer dos “costumes”. Sob o seu pontificado a sua decadência foi geral. Inclusivamente, o “matrimônio dos sacerdotes” desenrolou-se com o seu consentimento, cumplicidade e cooperação.

Paulo VI introduziu, também, o divórcio por mútuo acordo.

Paulo VI não condenou o pérfido e satânico Catecismo Holandês[93], querendo que tal venenoso livro se difundisse em toda a Igreja.

Paulo VI acolheu no Vaticano terroristas assassinos de mulheres e crianças. De fato, em 1970, recebeu os três chefes do terrorismo de Angola, Moçambique, Guiné e Cabo Verde[94].

Sob Paulo VI foram rejeitadas a “Escolástica Tomista” e a “Tradição” da “Lei Natural”, substituindo-as pelos métodos teológicos do pensamento científico, como a Fenomenologia[95] e o Existencialismo[96].

Sob o Pontificado de Paulo VI, os sacerdotes efeminaram-se no aspecto pouco casto, sentimental, acomodatício, ecumênico, indiferente aos erros e a quem os ensina e difunde, incapazes de conduzir uma batalha contra o mal pela busca do bem.

O mesmo Paulo VI presidiu à completa laicização de milhares de sacerdotes validamente ordenados, concedendo-lhes a dispensa “pro-gratia”.

Paulo VI debilitou o celibato obrigatório dos Sacerdotes, abrindo o diaconato permanente aos casados (“Sacrum diaconatus ordinem”[97]), e promoveu a aceitação de “Ministros leigos” no papel de “Leitores” e para abrir caminho ao “rito laico da Comunhão” (“Fidei custos”[98]).

Paulo VI quis que se abandonasse o hábito talar pelo vestuário civil[99].

Paulo VI eliminou todas as Ordens Menores[100]: a Tonsura, o Ostiariato, o Exorcistado, o Subdiaconato; permitiu “concelebrações” de Pastores anglicanos; tentou, várias vezes, suprimir a vida de “clausura”; permitiu a “Comunhão na mão” (“Memoriale Domini”[101]) e, também, que se desse a Comunhão a jovens de minissaia.

Paulo VI aboliu o latim da Liturgia, obrigando ao uso da língua nacional e até de dialetos; destruiu a música sacra com o uso do tam-tam e do rock; fez virar os altares – agora mesas para a “Ceia” protestante – para ficarem de frente para o povo, contra a “Humani Generis”[102]; deixou demolir os dogmas; deixou obscurecer os Sacramentos e debilitar os Mandamentos; abençoou os “pentecostais”, bailarinos estridentes em São Pedro.

Paulo VI, com os seus “aggiornamenti” para se adaptar ao mundo, esvaziou os Seminários, os Noviciados religiosos; deu à Igreja “sacerdotes sindicalistas”, de “esquerda”, reduzindo a mensagem da Cruz a um vil Humanismo; suprimiu muitas Festas de preceito; suprimiu a abstinência da carne às Sextas-feiras; emitiu um “Decreto” sobre o “matrimônio misto” (“Matrimonia mixta”[103]), deixando de exigir o Baptismo Católico dos filhos.

Paulo VI enviou o Cardeal Willebrands[104], como seu legado, à Assembleia da Federação Luterana Mundial, realizada em Évian[105], na França, a fim de fazer o elogio de Lutero; destruiu o “triunfalismo” na Igreja, criando o slogan “a Igreja dos pobres”.

Paulo VI teve uma espécie de fúria na destruição dos Estados Católicos (Itália, Espanha, etc.).

Paulo VI, pelo seu orgulho, seu sensualismo, seu materialismo, seu laicismo, nunca fez nada sério e esforçado na reabilitação da Europa descristianizada.

Paulo VI destruiu a excomunhão “latae sententiae” de São Pio X contra os eclesiásticos que impugnavam o “decreto Lamentabili”[106] e a encíclica “Pascendi”[107], e impôs que não se falasse sequer de excomunhão.

Paulo VI, apesar de não ter formação teológica e de, além disso, lhe faltar espírito sobrenatural, no Concílio Vaticano II alterou e literalmente profanou a Religião Católica.

Paulo VI, em 1978, disse: “A hora presente (…) é, agora, de tempestade! O Concílio não nos deu (…) a tranquilidade, mas, desafortunadamente, suscitou perturbação”.

Paulo VI, com o Motu Proprio “Sacrum diaconatus ordinem”, estabeleceu que “podem ser chamados ao diaconato homens de idade madura, sejam celibatários ou unidos em matrimónio”. Foi um gesto papal que preludiava a Ordenação sacerdotal também para os casados [vide nota relativa:].

Paulo VI, com o Motu Proprio “Matrimonia mixta” [vide nota relativa:], desobrigou o cônjuge não Católico do solene compromisso de batizar e educar os filhos na Igreja Católica. Esta norma passou, prontamente, para o Código de Direito Canônico de 1983 (cân. 1125).

Paulo VI, com a Instrução “Memoriale Domini” [vide nota relativa:], autorizava as Conferências Episcopais a conceder também a distribuição da Comunhão na mão. Foi outro gesto sacrílego!

Paulo VI, com a Instrução “Fidei custos”[vide nota relativa:], autorizava os leigos a distribuir a Santa Comunhão, contra o que Jesus havia reservado para os Apóstolos e o Clero.

Paulo VI, ao passo que travava amizade com dissidentes, heréticos, mundanos, revoltosos, ateus e membros de todas as religiões, manteve constante inflexível hostilidade para com os defensores da Fé Católica.

Paulo VI recusou receber 4.000 Católicos Tradicionalistas de todo o mundo, mas recebeu em audiência um grupo de Rabinos Talmúdicos e o Patriarca dos Bonzos.

Paulo VI, com a desculpa do “aggiornamento”, também doutrinal, abriu portas a todo tipo de heresias.


PAULO VI E A SUA NOVA IGREJA


A “Nova Igreja” de Paulo VI resumia-se nestes termos:

- devia mudar o seu conceito verdadeiro e profundo;
- devia substituir o docetepelo “diálogo”;
- devia ser libertada dos Dogmas;
- devia transformar-se na “Igreja do Homem”;
- devia aprender um novo modo de orar;
- devia ter uma nova liturgia;
- a Igreja devia ser descristianizada para ser “absolvida” pelo seu passado;
- devia aceitar o primado secular, e não o religioso;
- devia substituir a “philosophia perennis” por outra “filosofia revolucionária”;
- devia abrir-se ao Mundo, a todas as falsas religiões, aos não crentes, aos ateus;
- devia aceitar um sincretismo ecumênico fundado na filosofia moderna;
- devia abandonar o sobrenatural em troca de uma simples atitude religiosa;
- devia transformar-se numa contrarreligião natural;
- devia servir à criação de uma “Nova Ordem Mundial”[108] maçônica;
- devia ser protestantizada para favorecer a sua transformação em “Igreja Universal do Homem”;
- devia adoptar a política de não-intervenção, para facilitar a autodestruição da Igreja.

Paulo VI, em 1963, declarou: “Não há que admirar-se de que, depois de vinte séculos (…) o conceito verdadeiro, profundo, completo da Igreja, como Cristo a fundou (…) todavia necessite de ser mais precisamente anunciado”.

Na sua encíclica “Ecclesiam Suam”[109], Paulo VI escreveu: “A Igreja faz-se ‘diálogo’, e este ‘diálogo’ deverá caracterizar a nossa tarefa católica”. Queria abrir-se a todas as religiões e ideologias do mundo, que, em seguida, foram suas colaboradoras na “autodestruição” da Igreja, para substituí-la pela satânica “religião do homem”!

Paulo VI obrigou a Igreja a aprender uma nova maneira de orar, em coro; uma “nova Liturgia”, uma “nova atitude em relação ao mundo”, um “novo relacionamento” com os irmãos de outras igrejas e confissões cristãs. Com os “irmãos maiores judeus”; com os não-cristãos; com os não-crentes…

Paulo VI queria protestantizar toda a Igreja, para dissolvê-la logo na “Super-Igreja-Universal” maçônica, ou seja, uma religião sintética, a O.R.U., ou “Organização das Religiões Unidas”[110].

Paulo VI levou a cabo a política de “não-intervenção” para justificar a renúncia do seu dever de intervir no impedimento da autodestruição da Igreja, que ele mesmo conduzia, para colocá-la ao serviço da Humanidade e conciliar todas as crenças e todos os cultos em uma única Religião Universal.


PAULO VI E A SUA MISSA


Paulo VI entendia que a Igreja dogmática era o maior obstáculo ao Ecumenismo, porque a “verdade” revelada por Cristo, fundando a unidade na Verdade, era um obstáculo à unidade das religiões!

Paulo VI, com a Constituição “Missale Romanum”[111] e o “Novus Ordo Missae”, de 3 de Abril de 1969, substituiu o antigo Rito Romano da Santa Missa pela sua “Nova Missa”, completamente protestante.

A “Missa” de Paulo VI é a destruição intencional do conceito e do valor intrínseco do “Sacrifício Eucarístico”, da “Presença Real” e da “sacramentalidade” do Sacerdócio ministerial, quer dizer, a destruição completa do valor dogmático essencial da Santa Missa.

A Missa ecumênica de Paulo VI “dessacraliza” a Santa Comunhão, tomada de pé, na mão e distribuída por leigos; mistura o “Sacrifício Propiciatório” do “povo de Deus” com o do Sacerdote (convertido em “Presidente”), com o rito no qual a “reforma” foi inspirada com um maçônico Ecumenismo sincretista.

A Missa de Paulo VI foi asperamente criticada pelos Cardeais Ottaviani[112] e Bacci[113], porque “se afastava, de modo impressionante, no conjunto e nos detalhes, da Teologia Católica da Santa Missa”, tal como formulada pelo Concílio de Trento[114]. Paulo VI foi obrigado a alterar a sua definição herética, mas, na “nova definição”, juntou só um débil aceno ao “Santo Sacrifício”, sem nada mudar em todo o resto do texto litúrgico.

Com a sua “Nova Missa”, Paulo VI impôs “erros” já condenados pelo Concílio de Trento e por PIO VI[115], que condenou os mesmos erros do “Sínodo de Pistóia”[116] contra os Jansenistas[117].

Paulo VI, após ter suprimido as “Ordens Menores” e o “Subdiaconato”, fez com que, pouco a pouco, os “leigos” assumissem o posto dos Sacerdotes, como fez Lutero e como fazem os protestantes.


PAULO VI CONTRA O CULTO DE MARIA SANTÍSSIMA.


Montini não tinha “sensibilidade Mariana”, sempre ausente das tradicionais festividades de entronização de Maria e peregrinações a Loreto, e não participava nunca da recitação pública do Rosário.

Paulo VI tentou, inclusive, limitar o culto de Maria S.S.ª, para agradar aos protestantes[118].

Em Milão, disse: “A proposta de um novo título, vale dizer, de “Medianeira”, a ser atribuído a Maria S.S.ª parece-me “inoportuna” e, inclusive, “nociva”…”. “A extensão deste título não parece favorecer a verdadeira piedade”.

A “Mediação de Maria” foi totalmente ocultada pelo Vaticano II, por vontade própria de Paulo VI.


O FÉRETRO DE PAULO VI


No ataúde de Paulo VI não estava nenhum símbolo cristão, nem sequer a Cruz[119].




Fonte: Chiesa Viva
Revisão e notas: Giulia d'Amore di Ugento



[1] Em meados se setembro os teólogos da “Congregação para as Causa dos Santos”, depois de ter examinado a “Positio” com os documentos o processo canônico manifestaram seu voto favorável sem qualquer objeção. A 11 de dezembro será a vez dos cardeais e bispos, membros da Congregação, se manifestarem. O último “sim” dos cardeais é considerado quase provável. Portanto, já no próximo consistório para a promulgação dos decretos relacionados às beatificações e canonizações, previsto antes do Natal. Bento XVI poderia provar também este que reconhece as “virtudes heroicas” de Papa Montini. Um ato que garante a conclusão do processo. A este ponto, para a beatificação, faltaria só o reconhecimento oficial de um milagre alcançado pela intercessão do candidato ao altar. No caso de Paulo VI, o postulador da causa, padre Antonio Marrazzo, já escolheu entre as indicações recebidas, um caso de cura que até agora é “inexplicável” aos exames médicos. O possível milagre diz respeito à cura de uma criança ainda não nascida, que aconteceu dezesseis anos atrás na Califórnia. Durante a gravidez, os médicos detectaram um grave problema no feto e por causa das consequências cerebrais que acontecem nestes casos tinham sugerido à jovem mãe o aborto. A jovem mulher quis levar até o fim a gravidez e, então, confiou na intercessão de Paulo VI, o papa que em 1968 escreveu a encíclica “Humanae vitae”. A criança nasceu sem problemas: esperou-se que chegasse aos quinze anos de idade para constatar a ausência de consequências e a perfeita cura. Também se formalmente o processo vaticano sobre o milagre iniciará após a proclamação das virtudes heroicas, os tempos poderão ser breve, porque toda a documentação já está pronta. Bento XVI seguiu de perto todo o processo da causa de seu antecessor que o nomeou Arcebispo de Munique e Cardeal. Após ter proclamado bem-aventurado no ano passado em tempo recorde João Paulo II, o Papa com quem colaborou durante 25 anos, agora Ratzinger espera poder fazer o mesmo com o bresciano Montini. Fonte.
[2] Cardeal Camillo Ruini é um Cardeal italiano, vigário emérito para a Diocese de Roma.
[3] Trilogia Montiniana: “Paulo VI…beato? (em Espanhol)“; “Paulo VI, processo a um Papa”; “A Nova Igreja de Paulo VI”.
[4] Credo do Povo de Deus: Vaticano (completo) e Revista 30 Dias (só o “Credo”). Há quarenta anos, entre 1967 e 1968, Paulo VI dedicou um ano de celebração aos Apóstolos Pedro e Paulo, por ocasião do 19º centenário de seu Martírio, chamando-o de “Ano da Fé”. E o concluiu na Praça de São Pedro, no dia 30 de junho de 1968, pronunciando uma solene profissão de fé, o “Credo do Povo de Deus”. Como e por que nasceu em Paulo VI a ideia de coroar o Ano da Fé com a proclamação do Credo do Povo de Deus? E como foi redigido aquele texto? A resposta a estas duas perguntas está no Volume VI do livro “Correspondance“ entre o teólogo e Cardeal suíço Charles Journet e o filósofo francês Jacques Maritain, ou seja, as 303 cartas que os dois trocaram entre 1965 e 1973. Porque foi exatamente Maritain quem escreveu o rascunho do “Credo do Povo de Deus”, que depois Paulo VI pronunciou. No livro, são publicados os dois textos, um ao lado do outro, com as poucas mudanças postas em evidência. Leia mais.
[5] Do Concílio Vaticano II.
[6] De fato, só houve pedido e concessão de perdão com reconhecimento de culpa por parte da Igreja. Nenhuma “vítima” jamais se manifestou a respeito, a não ser para um clássico: “Eu sabia! A Igreja estava errada!” Ou algo assim.
[7] Outra situação fática: o Ecumenismo da igreja Conciliar é uma via de mão única. Somente a Igreja “reza junto”, somente a Igreja cede seus templos às outras “religiões”. Somente a Igreja assiste aos outros cultos. Os “outros” só recebem os católicos que queiram se converter e só rezam as orações deles.
[8] O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) é a principal organização ecumênica em nível internacional, fundada em 1948, em Amsterdam, Holanda. Com sede em Genebra, Suíça, o CMI congrega mais de 340 igrejas e denominações. Estas igrejas e denominações representam mais de 500 milhões de fiéis presentes em mais de 120 países. O atual secretário geral do CMI é Olav Fykse Tveit, luterano da Noruega, e o Moderador do Comitê Central é Walter Altmann, luterano do Brasil. Entre seus membros estão igrejas protestantes e ortodoxas, também algumas pentecostais e independentes. A Igreja Católica não faz parte desta organização, mas tem com ela um grupo de trabalho permanente e participa como membro pleno de alguns departamentos, como na Comissão de Fé e Ordem e na Comissão de Missão e Evangelismo. Ler mais aqui.
[9] Ecumenismo é uma heresia que tem raízes antigas. A raiz do Ecumenismo moderno data do final do século XVIII, com as missões protestantes. O grande impulsionador destas missões, William Carey, propôs a cooperação entre os cristãos para fazer frente à evangelização de um mundo cada vez maior a ser cristianizado. O Papa Pio XI publicou em 1928 a Encíclica “Mortalium animos”, que afirmava que a única Igreja verdadeira é a Igreja Católica e que a salvação só pode ser alcançada pelo regresso a ela. Apesar desta posição oficial, diversas iniciativas no âmbito católico foram efetuadas no sentido da aproximação e cooperação com outras denominações cristã, particularmente pelo Concílio Vaticano II. A Igreja Católica incorpora-se oficialmente ao movimento ecumênico a partir de 1960, quando o João XXIII criou o “Secretariado Romano para a Unidade dos Cristãos”, o qual participou ativamente no assessoramento ao papa e aos bispos durante o Vaticano II, além de ajudar os padres conciliares na elaboração do decreto “Unitatis Redintegratio” de 1964, de Paulo VI, que define o movimento ecumênico como “uma graça do Espírito Santo”, considera que o caráter ecumênico é essencialmente espiritual e estabelece que o olhar da Igreja Católica é dirigido às igrejas separadas do Catolicismo: as Igrejas Ortodoxas e as Igrejas Protestantes. Paulo VI instituiu diversos grupos de trabalho na linha do diálogo inter-religioso: o “Secretariado para os Não-Cristãos”, a “Comissão para o Diálogo com os Judeus” e o “Secretariado para os Não-Crentes”. Do ponto de vista institucional, o “Secretariado para a Unidade dos Cristãos” estabeleceu o diálogo sobre a doutrina com outras igrejas, assessorou as “Conferências Episcopais” pelo mundo e foi responsável pelos documentos “Diretório Ecumênico” (1967-1970) e A colaboração ecumênica em nível regional, nacional e local (1975). João Paulo II reafirmou o Ecumenismo como essencial para a fé cristã na Encíclica “Ut unum sint” (Que todos sejam um). Nem todas as denominações protestantes participam do movimento ecumênico, algumas (pentecostais e neopentecostais) não só não o aceitam como creem que o Ecumenismo cumpre perfeitamente as profecias bíblicas do livro do Apocalipse que prevê que o seu líder - o falso profeta - levará a Humanidade a aceitar o Anticristo que está por vir (Apocalipse 13,11-12). No Brasil e no mundo existem vários organismos de natureza ecumênica. O mais importante, no Brasil, é o “Conselho Nacional de Igrejas Cristãs” (CONIC), fundado em novembro de 1982, com sede em Brasília e cujo símbolo é um barco. Seus membros são: a Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil e Igreja Católica Ortodoxa Siriana do Brasil. Existem também organismos ecumênicos que atuam em causas comuns, como Koinonia, Diaconia, Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), Centro Ecumênico de Serviços à Educação e Evangelização Popular, que têm ações de apoio ao movimento popular e às igrejas. Fazem parte também a Igreja O Brasil Para Cristo, Igreja Reformada do Brasil e Igreja Metodista. No âmbito global, destaca-se o Conselho Mundial de Igrejas ver nota 9. Ver mais aqui.
[11] Na cúpula da Basílica de São Pedro, há uma inscrição em letras douradas que diz: “Inde oritur unitas sacerdotii”. Fonte.
[12]Caritas Christi urget nos”: o amor de Cristo nos impele (2 Cor 5, 14).
[13] Segundo a Wikipédia, a “Ordem Independente de B’nai B’rith” (Os Filhos da Aliança) é a mais antiga organização judaica em todo o mundo e também a mais antiga organização dedicada aos “Direitos Humanos” ainda em funcionamento. Funciona sob uma estrutura “semelhante” à da maçonaria. Fundada na cidade de Nova York em 13 de outubro de 1843 por Henry Jones e onze outras pessoas, a B’nai B’rith se dedica a inúmeros “serviços sociais” dentro e fora da Comunidade Judaica, como assistência médico-hospitalar a pessoas carentes, campanhas humanitárias em favor de vítimas de guerras e desastres naturais, educação, combate ao racismo, ao antissemitismo e à discriminação de todas as espécies, além da defesa do sionismo e dos Direitos Humanos. Presente em 47 países, a B’nai B’rith é considerada uma “Organização Não Governamental (ONG)”. É formada por voluntários, que se reúnem em grupos, denominados ‘lojas’, como a maçonaria. A organização chegou ao Brasil no ano de 1931, mas foi banida durante a vigência do “Estado Novo” (1937-1945). Voltou às atividades com a “redemocratização” e se tornou um distrito independente em 1969. Desde então, tem contribuído com a “criação e o aperfeiçoamento de leis nacionais contra o racismo”, mostrando que se imiscui em assuntos que não lhes dizem respeito. Desta filosofia decorre a série de programas de relações sociais entre judeus e não judeus, o incentivo permanente à fraternidade, ao diálogo inter-religioso, a educação democrática e ao trabalho social, viabilizando parcerias com outros setores da sociedade. A B’nai B’rith mantem ‘lojas’ nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.
[14] Éfode (Ephod) era uma antiga vestimenta feita de linho fino, carmesim, estofo azul, ouro e púrpura que continha os nomes das doze tribos de Israel e era utilizada pelo sumo sacerdote ao apresentar-se a Deus no Lugar Santo do templo. De acordo com o Talmud, o uso do éfode expiou o pecado da idolatria por parte dos “Filhos de Israel”. “Então tens de tomar as roupas e vestir Arão com a veste comprida e a túnica sem mangas do éfode, e com o éfode e o peitoral, e tens de atá-lo bem a ele com o cinto do éfode” (Êxodo 29:5). Foto: Paulo VI com o éfode, um alto sacerdote judeu com o éfode, as pedras do éfode.
[15] Trata-se do Antropocentrismo: toda a doutrina que considera o Homem o centro do cosmos, e não mais Deus.
[16] O Rotary é uma organização de líderes de negócios e profissionais, que prestam serviços humanitários, fomentam um elevado padrão de ética em todas as profissões, através da Prova Quádrupla e ajudam a estabelecer a paz e a boa vontade no mundo – A Prova Quádrupla foi criada em 1932, pelo rotariano Herbert J. Taylor, que também foi Presidente do Rotary International. As quatro perguntas foram utilizadas como filosofia de trabalho pela Companhia do autor, que na época enfrentava uma grave crise. A Prova Quádrupla: do que nós pensamos, dizemos ou fazemos: 1) É a VERDADE? 2) É JUSTO para todos os interessados? 3) Criará BOA VONTADE e MELHORES AMIZADES? E 4) Será BENÉFICO para todos os interessados? – O Rotary Club é definido como um clube de serviços à comunidade local e mundial sem fins lucrativos, filantrópico e social. Seu lema principal é: Dar de si antes de pensar em si. Atualmente, existem mais de 1.2 milhão de rotarianos associados a mais de 32.400 Rotary Clubs espalhados por 168 países do mundo. A Fundação Rotária do Rotary International é a principal organização não governamental sem fins lucrativos do mundo, promovendo a paz e a compreensão mundial através de programas internacionais humanitários, educacionais e de intercâmbio cultural. Alguns rotarianos célebres: Albert Sabin, Bill Gates, Ernest Medina, My Lai, George W. Bush, José Alencar, Rainier III de Mônaco, Walt Disney.
[17] Loja P2 ou Propaganda Dois. Era uma Loja maçônica operando sob a jurisdição do Grande Oriente da Itália, entre 1945 a 1976 (quando a Constituição foi reformada) e uma Loja maçônica “negra” ou “encoberta”, funcionando ilegalmente (em violação ao art. 18 da Constituição da Itália, que proíbe associações secretas), de 1976 a 1981. Durante os anos em que a Loja foi liderada por Licio Gelli nota 18, a P2 esteve implicada em inúmeros crimes e mistérios na Itália, incluindo o colapso do Banco do Vaticano (afiliado do Banco Ambrosiano), os assassinatos do jornalista Mino Pecorelli e do banqueiro Roberto Calvi, e casos de corrupção nacional no escândalo Tangentopoli. A P2 veio à tona através das investigações sobre o colapso do império financeiro de Michele Sindona nota 93. A Loja P2 esteve envolvida na Operação Gládio (“Gládio” era o nome das organizações paramilitares nos bastidores da OTAN). Entre 1965 e 1981, tentou condicionar o processo político italiano através da penetração de indivíduos da sua confiança no Poder Judiciário, no Parlamento, no Exército e na imprensa.
[18] Licio Gelli é um financeiro italiano, Mestre Venerável da Loja Maçônica P2. É conhecido o seu envolvimento nas mortes de Aldo Moro – primeiro-ministro italiano assassinado nas mãos do grupo terrorista Brigadas Vermelhas, em 1978 – , do jornalista Carmine “Mino” Pecorelli – O nome dele constava na lista nota 34 de membros de Licio Gelli, da Loja maçônica P2 descoberta em 1980 pela polícia italiana. Em 2002, o ex-primeiro-ministro Giulio Andreotti foi condenado, juntamente com Gaetano Badalamenti, o chefe da Máfia, a 24 anos de prisão pelo assassinato de Pecorelli –, do “banqueiro de DeusRoberto Calvi – era chamado assim pela imprensa por causa de sua estreita associação com a Santa Sé. Calvi era o presidente do Banco Ambrosiano, que faliu em um dos maiores escândalos políticos da Itália. Sua morte foi simulada como um suicídio, mas depois foi comprovada como assassinato. Os suspeitos foram absolvidos em 2007 –, de João Paulo I (sua morte até hoje é um mistério, apesar das várias versões dadas pelo Vaticano. A freira que cuidava dele e o teria encontrado morto, após sua morte fez voto de silêncio) e outros. A sua associação criminosa de Gelli com o Arcebispo Paul Marcinkus, Roberto Calvi e Michele Sindona produziu um buraco de 1.4 mil milhões de dólares no Istituti per le Opere di Religione (Banco do Vaticano) nota 43. Atualmente vive em prisão domiciliária na sua mansão na Toscana.
[19]Ordem Equestre de Papa São Silvestre” (Ordo Sanctus Silvestri Papae) é uma ordem honorífica do Estado do Vaticano. Foi regulamentada pelo Papa Pio X em 7 de Fevereiro de 1905, dividindo-a em duas ordens, uma com o nome de São Silvestre e outra com o nome de “Ordem da Milícia Dourada”. É atribuída aos católicos que se nota bilizaram no exercício da sua profissão, recomendada por padres, bispos ou Núncio Apostólico. João Paulo I, estendeu esta ordem também às senhoras. É atribuída diretamente pelo Papa, como Sumo Pontífice, chefe da Igreja Católica e do Estado do Vaticano.
[20] O Palácio Giustiniani é um palácio romano que abriga tanto altos postos do Senado italiano (presidente e senadores vitalícios) quanto, de 1901 a 1985, a maçonaria Grande Orienta d’Italia.
[21] Giordano Gamberini foi um ensaísta italiano, Grã-Mestre do Grande Oriente d’Italia, a Maçonaria italiana, de 1961 a 1970. Com o nome de Tau Julianus foi criado “bispo” da Igreja Católica de Rito Antigo e Gnóstico. Foi diretor da “Rivista Massonica”. Foi um dos principais autores da chamada “Bíblia concordata”, para a qual traduziu o Evangelho de São João. Tentou fazer remover a excomunhão que pesava sobre os maçons desde 1738 pela Igreja Católica. Negociou com a “Grã Loja Unida” da Inglaterra para obter o reconhecimento da regularidade maçônica do Grande Oriente d’Italia. Autor dos livros “Mille volti di massoni italiani” (1975); “Attualità della massoneria. Contenti gli operai?” (1978) e “Storia e costituzione della Repubblica Romana attraverso i manifesti” (1981). Morreu em 2003.
[22] Igreja Católica de Rito Antigo e Gnóstico, o ramo italiano da Igreja Gnóstica francesa, de Jules Doinel, surgida em 1910, com a “ordenação episcopal” de Vincenzo Soro como bispo com o nome de Tau Marsilio e do maçom Edoardo Frosini como “legado” italiano da Igreja Gnóstica Universal.
[23] A Assembleia do Paráclito, depois chamada Igreja Gnóstica, foi fundada pelo maçom Jules Doinel, em 1888, na França, porque, em uma visão, apareceu-lhe o “Éon Jesus Cristo” que o “sagrou” Bispo de Montségur e Primaz dos Albigenses, exortando-o a fundar uma igreja. Durante uma reunião espírita, na qual estavam presentes os esotéricos Stanislas de Guaita, Gérard Encausse (Papus), que o fez entrar na Ordem Martinista em 1890, e Joséphin Péladan, fundadores da Ordem Cabalística e da Rosa-Cruz em 1887, em que se evocavam “espíritos do passado”, quarenta bispos cátaros o consagraram bispo – de novo? – da citada Assembleia do Paráclito, assumindo o nome de Tau (os bispos de “sua” igreja, antepunham a letra grega para lembrar o ankh egípcio) Valentim II, em homenagem a um gnóstico do século II. Os bispos deveriam administrar a igreja em casais: os Taus e as Sophias, que não eram necessariamente as próprias esposas. Sim, Jules era casado (por pelo menos duas vezes). Contudo, ele não conseguiu uma “Sophia in terra”, pela recusa das várias candidatas, e teve que se contentar com uma Sophia espiritual. Outros “bispos” tiveram melhor sorte e assim houve a Sophia de Varsóvia, Marie Chauvel de Chauvignie, entre outras. A teologia da igreja compreendia elementos de doutrinas gnósticas de Simon Mago, Valentino e Marco, dos cátaros (do qual recuperaram dois sacramentos: o Consolament, a imposição das mãos, e o Aparelhament, a confissão pública dos pecados), da Igreja Católica (foi copiada uma forma de missa com a quebra do pão) e da iniciação maçônica. Repentinamente, em dezembro de 1894, Doinel deixou a igreja Gnóstica e se demitiu da Maçonaria. Logo depois se converteu ao Catolicismo e, em maio de 1895, sob o pseudônimo de Jean Kostka, publicou o violento libelo Lucifer démasqué (Lúcifer desmascarado), onde atacou a igreja Gnóstica, a maçonaria, o martinismo, a teosofia e o espiritismo. Contudo, isso não durou muito pois Doinel fundou com certo Léo Taxil (pseudônimo di Marie-Joseph Antoine Gabriel Jogland-Pages) uma sociedade de pseudo-maçonaria católica; depois da saída de Taxil, Doinel continuou seus libelos antimaçônicos até 31 de dezembro de 1899, quando, em uma carta a Fabre des Essarts, eleito pelo sínodo como seu sucessor na igreja Gnóstica, pediu a readmissão, sendo “reconsagrado” em 1900 como Tau Jules, bispo de Alet e Mirepoix. Diversos autores dizem que ele manteve uma dupla vida, dividindo-se até sua morte entre as atividades da igreja Gnóstica e as missas católicas.
[24] Léon de Poncins foi um visconde francês, jornalista e ensaísta católico. Ele reputava à maçonaria as grandes ebulições sociais do século XX. Durante o CVII, após a votação de 20 de novembro de 1964, na terceira Sessão, que tratava da relação da Igreja com o Judaísmo, Poncins escreveu um panfleto “Le Problème juif face au Concile”, que foi distribuído aos padres antes da votação da última Sessão. O autor observara que a maioria dos padres conciliares demonstrava um profundo desconhecimento do que constituía a essência do Judaísmo. Os conselhos de Poncins influenciaram a redação da Nostra Aetate, em outubro de 1965. Em seus muitos livros, ele denuncia os segredos da maçonaria, sua participação decisiva nas revoluções francesa e russa, deixando um rastro de 40 milhões de mortos; seus métodos imorais como assassinatos, conspiração, mentira; seus planos de destruição da moral cristã e da família; a participação hegemônica dos judeus na maçonaria; seu ódio mortal e rancoroso contra a Igreja e contra os Cristianismo; seu controle sobre a imprensa; revolução bolchevique foi liderada por judeu de Nova Iorque; assassinatos da família do Tzar russo; seus planos de uma nova republica mundial governada pelo Anticristo em detrimento dos governos e soberanias nacionais. É considerado um herói do Catolicismo Romano.
[25] Barão Yves Marsaudon, grau 33 da Maçonaria de Rito Escocês Antigo e Aceito, membro do Supremo Conselho de França da Maçonaria; foi designado Ministro da Ordem dos Cavaleiro de Malta por recomendação do Núncio Angelo Roncalli (João XIII), levando a crer que, em 1950, na França, já se trabalhava em uma operação de reconciliação da Igreja com a Maçonaria. Por problemas de consciência, Marsaudon chegou a pensar em deixar a Maçonaria, por causa da condenação da Igreja, mas foi dissuadido por Roncalli, o qual tinha por “programa fraterno” aceitar o que une e afastar o que divide. Havia, portanto, que ignorar os Dogmas Católicos, a necessidade de conversão, o que seria o mesmo que evitar o próprio Jesus Cristo; Roncalli recusou sistematicamente ajuda a quem o procurou, como aconteceu com jovens ortodoxos. Leia mais. Frase: “Pode-se dizer que o Ecumenismo é o filho legítimo da Maçonaria” (Yves Marsaudon, O Ecumenismo Visto por um Maçom de Tradição, pp. 119-120).
[26] L’oecumenisme vu par un franc-maçon de Tradition, de Marsaudon nota 25. Editions Vitiano, Parigi, 1° trimestre 1964, pag. 121. A frase completa: “Eles [os católicos] não devem esquecer nunca que todos os caminhos [ou seja todas as religiões] levam a Deus, e manter-se nessa corajosa noção de liberdade de pensamento, que – neste sentido se pode verdadeiramente falar de uma revolução saída de nossas lojas maçônicas – se estendeu magnificamente sob a Basílica de São Pedro”. Vide aqui.
[27] Maha Thray Sithu U’Thant foi um político da Birmânia. De 1962 a 1971 foi o terceiro Secretário-Geral das Nações Unidas, com dois mandatos entre 1962 e 1971.
[28] Arthur Michael Ramsey, Barão Ramsey de Canterbury, foi o 100º Arcebispo de Canterbury, de 1961 a 1974. Em 1966, visitou Paulo VI em Roma, recebendo dele o anel episcopal de quando era Bispo de Milão.
[29] Carlos Vasquez Rangel, “Grande Comandante do Supremo Conselho da Maçonaria mexicana, nos últimos 30 anos foi confrade de Loja e confidente do Embaixador mexicano junto à Santa Sé, Enrique Olivares Santana, o Grão-Mestre da Maçonaria mexicana, membro ativo da Loja Vallée e detentor da distinção de ‘o Maçom mais ilustre dos últimos anos’, e militante de honra, no Rito Escocês e do Rito Mexicano”. (The Courrier de Rome of December 1992). Vide aqui.
[30] “Não esquecer a ascendência de Paulo VI, ‘Batista Montini ALGHISI’, cuja mãe, hebraica de nascimento, JUDITH ALGHISI, se converteu para se casar com Giorgio MONTINI. O confirmou o jornalista Pedro Rizo, em sua crônica contra Montini, onde confirma a ascendência hebraica de Giovanni Batista Montini”. No Artigo: “O humanismo de Maritain e Paulo VI”: “Para evitar consequências da amizade de Paulo VI com Maritain seria necessário remontar-se a quando o filósofo e o citado Sturzo militavam na Democracia Cristiana com o comprometido apoio de toda a família de Giovanni Batista Montini: O Pai, Giorgio Montini, descendente de um rabino, advogado e jornalista muito ativo em compromissos políticos nada próximos aos interesses da Igreja de seu tempo; sua mãe, Giuditta (Judith) ALGHISI, judia de origem, que foi batizada católica pra se casar. Em Verolavecchia, num pequeno recinto do cemitério rodeado por uma taipa de 1,60m, poucos anos atrás aumentava para 2,50m, se guarda o tumulário de seu pai (Giorgio) e de sua mãe (Judith). Os símbolos são variados, de identidade maçônica e judaica”. Vide ambos em “Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI: Nascidos de ventre judeu”. Vide Foto do túmulo materno.
[31] O Príncipe Paul Scortesco, pioneiro da tradição, foi um fervoroso admirador de Mons. Lefebvre. Ele era um ex-Embaixador da Romênia e primo de dois membros da Guarda Nobre do Vaticano, entre os quais o Príncipe Borghese, Presidente da Guarda e responsável para guardar os Conclaves de 1958 e 1963; o Príncipe Borghese tinha que garantir que não fosse possível a comunicação com o exterior. Em 1976, o Príncipe Scortesco escreveu esta carta; “No caso de João XXIII (1958) e Paulo VI (1963), houve comunicações com o exterior. Tornou-se conhecido que houve várias rodadas de votação no primeiro conclave [1958] que resultou na eleição do Cardeal Tedeschini, e no segundo [1963] do Cardeal Siri” (fonte). Scortesco foi encontrado morto, em circunstancias muito suspeitas, alguns dias depois de ter revelado que ele tinha a prova de que Paulo VI era maçon. (Vide aqui.) “Não se pode ignorar, além disso, que a eleição ao Papado do Card. Montini foi devida à intervenção da Alta Maçonaria Judaica da B’nai B’rith. Documento escrito pelo Príncipe Scotersco, primo-irmão do Príncipe Borghese, Presidente do Conclave que elegeu Montini a Supremo Pontífice, contém a seguinte informação sobre o Conclave de 21 de Junho de 1963: ‘Durante o Conclave saiu um Cardeal da Capela Sistina para se encontrar com representantes da B’nai B’rith e anunciou-lhes a eleição do Cardeal Siri. Responderam dizendo que as perseguições contra a Igreja seriam imediatamente retomadas. Regressando ao Conclave, fez eleger Montini’!”. (Vide aqui.)
[32] Pasquale Macchi foi um Arcebispo italiano. Faleceu em 2006. Escreveu dois livros sobre Paulo VI: “Paolo VI nella sua parola”, Ed. Morcelliana, Brescia 2003. “Paolo VI e la tragedia di Moro. 55 giorni di ansie, tentativi, speranze e assurda crudeltà”, Ed. Rusconi, Milano 1998.
[33] Jean-Marie Villot foi um Cardeal francês. Morreu em 1979. Em 1967, foi nomeado Prefeito da Congregação para o Clero, por Paulo VI. Em seguida se tornou Cardeal Secretário de Estado do Vaticano e Camerlengo. Em 1971, foi colocado no comando do Pontifício Conselho “Cor Unum”.
[34] Agostino Casaroli, foi um Cardeal italiano. Faleceu em 1998. Foi criado Cardeal por João Paulo II. Tornou-se protagonista da chamada Ostpolitik da Igreja; JPII, que era uma papa vindo do outro lado da Cortina de Ferro nota 68, o fez Cardeal Secretário de Estado em 1979. Seu nome foi encontrado em uma lista que continha o nome de 121 eclesiásticos maçons, entre os quais Jean-Marie Villot (Cardeal Secretário de Estado), Paul Marcinkus nota 42 (Prelado Secretário do IOR), Pasquale Macchi nota 32 (Secretário de Paolo VI), Mons. Donato de Bonis (alto expoente e, depois, Prelado Secretário do IOR), Ugo Poletti nota 36 (vigário-geral de Roma), Dom Virgilio Levi (vice-diretor do ‘L’Osservatore Romano’), Mons. Annibale Bugnini nota 39 (cerimoneiro pontifício) e Roberto Tucci (diretor de Radio Vaticana). A lista foi publicada quando da eleição de João Paulo I, pela revista ‘OP - Osservatore Politico’, de Mino Pecorelli, morto no dia 20 de março de 1979. Casaroli foi indicado por Alì Agca como o mandante do atentado a João Paulo II. Vide aqui.
[35] Ostpolitik (em alemão significa Política do leste) é um termo usado para descrever os esforços realizados pelo governo alemão para normalizar as relações com as nações da Europa de Leste, incluindo a República Democrática Alemã. A Ostpolitik vaticana caminha no mesmo sentido, pretendendo oficialmente melhorar as condições de vida dos católicos que viviam naqueles países Ostpolitik recebeu o seu grande impulso com a publicação da encíclica Pacem in Terris (1963), por João XXIII, defendendo que a paz só pode ser alcançada através da colaboração de todas as “pessoas de boa vontade”, incluindo aquelas que defendem “ideologias erradas” (como o comunismo). Esta política diplomática foi continuada por Paulo VI.
[36] Ugo Poletti foi um Cardeal italiano. Faleceu em 1997. Participou dos dois Conclaves de 1978. Em 1986 foi encarregado por JPII de erigir o primeiro “Seminario Redemptoris Mater” em Roma, depois que os “fundadores” do Caminho Neocatecumenal apresentaram a ideia ao papa. Como resulta dos documentos encontrados pela jornalista da RAI, Raffaella Notariale, em 2005, foi ele quem autorizou o sepultamento do mafiosos Enrico De Pedis na cripta da Basílica de Sant’Apollinare, a pedido do então vigário da Basílica, dom Pietro Vergari, que justificava a suposta atividade filantrópica para com os pobres da basílica.
[37] Sebastiano Baggio foi um Cardeal italiano. Faleceu em 1993. Foi diretor geral da Associação dos Scouts Católicos italianos. Em 1953, Pio XII o nomeou Núncio Apostólico no Chile; em 1959, Delegado Apostólico no Canadá; em 1964, Núncio Apostólico no Brasil; em 1969, Paulo VI o elevou a Cardeal e, em 1973, o nomeou Prefeito para a Congregação dos Bispos. Depois foi nomeado presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina e da Comissão para a Pastoral da Migração e Turismo. Depois, patrono da Soberana Ordem de Malta, e presidente da Pontifícia Comissão para o Estado do Vaticano. Ainda Carmerlengo e sub-decáno do Colégio Cardinalício.
[38] Leo-Jozef Suenens foi Arcebispo de Malinas-Bruxelas (1961 a 1979) e Cardeal (desde 1962). Foi também Presidente da Conferência Episcopal Belga. Com opiniões e tendências progressistas e liberais, ele defendeu o aggiornamento da Igreja Católica no Vaticano II, sendo nomeado um dos quatro moderadores do Concílio por Paulo VI. Após o Concílio, Suenens tentou implementar reformas e influenciar a Igreja a aceitar a sua interpretação liberal do chamado “espírito conciliar”, tornando-se assim num crítico da Cúria Romana e da Encíclica “Humanae Vitae, que, entre outras coisas, proibiu a contracepção por meios artificiais. Além das críticas, ele foi um grande defensor do Ecumenismo e do diálogo e adaptação da Igreja ao mundo moderno. Os seus contributos para o desenvolvimento da Renovação Carismática Católica valeram-lhe o Prêmio Templeton, em 1976. Suenens foi suspenso pela Arquidiocese de Bruxelas porque resultou ser maçom, amasiado e com um filho, chamado Paulo.
[39] Annibale Bugnini foi um Arcebispo italiano. Faleceu em 1982. Teve um papel decisivo na reforma litúrgica que se seguiu ao Vaticano II, com a Constituição “Sacrosanctum Concilium”, como Secretário da Comissão para a Liturgia (1964). Era membro da Congregação da Missão (Padres Lazaristas ou ainda Padres e Irmãos Vicentinos). Foi também Secretário da Congregação para o Culto Divino. Bugnini consta da lista nota 34 de maçons de Mino Pecorelli com data de iniciação em 23 de abril de 1963, número do código 1365/75 e o codinome de BUAN. Ele mesmo menciona o fato no seu livro “La Riforma Litúrgica”, mesmo desmentindo a acusação. O Canônico Andrea Rose, dizendo-se seu colaborador, o acusava, em 2004, em uma entrevista de ter sido uma “pessoa sem qualquer profundidade de pensamento, um superficial, e um hábil manipulador de Paulo VI”, provavelmente chantageável por causa da suposta homossexualidade (Nota XXXX). Em 1976, foi enviado como Núncio Apostólico para o Irã. Ele morreu subitamente, enquanto estava hospitalizado na Clínica Pio XI; no livro “Via col Vento Vaticano”, diz-se que sua morte foi encomendada [I Millenari (pseud.).Via col vento in Vaticano. Milano, Kaos Editore, 1999], porque ele havia recebido alta e sairia naquele mesmo dia. Seus funerais foram celebrados pelo Cardeal Casaroli.
[40] Franz König foi um prelado austríaco, Arcebispo de Viena de 1956 até 1985 e um dos principais teólogos do Concílio Vaticano II. Foi promovido a Cardeal em dezembro de 1958 pelo recém-eleito João XXIII e se tornou célebre como um dos campeões do Ecumenismo e da coexistência pacífica com o bloco marxista. Em 1971, intercedeu pela soltura do Cardeal húngaro József Mindszenty [nota relativa] que após 15 anos em prisão domiciliar finalmente recebeu um salvo-conduto para deixar a Budapeste rumo a Viena. No conclave de Outubro de 1978, foi um dos articuladores da candidatura vitoriosa do polonês Karol Wojtyła. Entretanto, as suas relações com a Santa Sé tradicionalmente amistosas, se deterioraram a partir de então, porque, para ele, João Paulo II, por conta do seu estilo centralizador, reverteu as reformas pós-conciliares. Ao morrer em 2004 era o último remanescente dos cardeais criados por João XXIII. Foi ele que, no Conclave de 1978, diante do impasse entre os Cardeais Siri e Benelli, propôs a candidatura do Wojtyła.
[41] Achille Liénart foi um Cardeal Francês, nomeado por Pio XI, em 1930. Faleceu em 1973. Inovador, foi um dos mais ardentes defensores do Vaticano II e um dos mais importantes bispos liberais que apoiava o aggiornamento. Era chamado de Cardeal Vermelho por apoiar o “sindicalismo católico”. Em 1962, Lienart era membro do Conselho da Presidência do Vaticano II e, durante a primeira Sessão de trabalhos, provocou uma reviravolta: enquanto a agenda previa uma passagem direta de votação para os textos nas Comissões preparatórias, ele procurou o Cardeal Frings pedindo uma discussão preliminar. O pedido foi imediatamente aceito por João XXIII, e a esmagadora maioria dos bispos decidiu, em votação, não seguir como previsto pelas Comissões preparatórias, mas antes deliberar entre eles, por grupos nacionais e regionais, bem como em reuniões mais informais.
[42] Paulius Casimir Marcinkus foi um Arcebispo da Igreja, presidente do Banco do Vaticano de 1971 a 1989, quando ficou conhecido como “o banqueiro de Deus”. Filho de imigrantes lituanos, nasceu no Illinois, nos Estados Unidos. Morreu em 2006, aos 84 anos, no estado de Phoenix (EUA). Marcinkus chegou a Roma em 1950, para estudar Direito Canônico na Universidade Gregoriana. Em 1953, logo após sua formatura, tornou-se amigo de Giovanni Battista Montini, que viria a ser Paulo VI. Marcinkus foi indicado como Núncio papal na Bolívia, em 1955, e no Canadá, em 1959. Em 1981, foi indicado como pro-Presidente da Cidade do Vaticano, tornando-se a terceira pessoa mais poderosa desse Estado (abaixo do papa e de seu secretário de Estado). De 1971 a 1989, Marcinkus foi presidente do Istituto per le Opere di Religione, IOR, fundado por Pio XII, mais conhecido como o Banco do Vaticano. Sua altura e compleição física lhe renderam o apelido de “Gorila”, e Marcinkus agia, na prática, como guarda-costas de Paulo VI, a quem acompanhava em viagens internacionais, oficialmente como intérprete. Foi durante uma viagem às Filipinas que, ao se colocar diante do papa, o salvou de um golpe de punhal desferido por um desequilibrado. Marcinkus ficou ferido. Em 1982, Marcinkus fez malograr um tentativa de assassinato de João Paulo II, na cidade de Fátima, em Portugal. Paul Marcinkus protagonizou o maior escândalo financeiro da história do Vaticano: a quebra do Banco Ambrosiano de Milão, ocorrida em agosto de 1982, quando o banco foi declarado insolvente pelo governo italiano, após ter sido descoberto um “rombo” de cerca de US$ 1,5 bilhão. O Vaticano possuía 16% do capital do Ambrosiano. As investigações da falência do banco trouxeram à tona entre outras operações nebulosas, pagamentos obscuros à Loja Maçônica P2 e, aparentemente, desvio de fundos para uso particular. Foram acusados formalmente Marcinkus e dois administradores do IOR, Luigi Mennini e Pellegrino Strobel. O Vaticano deu asilo ao Arcebispo Marcinkus e seus dois colaboradores, para impedir sua prisão. Dois meses antes da declaração de quebra do banco, em 16 de junho de 1982, o corpo do presidente do Ambrosiano, Roberto Calvi, tinha sido encontrado enforcado sob uma ponte de Londres, no que, aparentemente, foi um suicídio. Entretanto, em 1998, o corpo foi exumado para perícia e, em 2002, “uma equipe de médicos forenses encabeçados pelo professor alemão Bernd Brinckman disse que Calvi foi assassinado em um terreno baldio perto da ponte, onde foi pendurado para simular um suicídio”. O Tribunal Supremo da Itália defendeu a impossibilidade de processar o Arcebispo e os dois funcionários, em virtude do Pacto Lateranense, que em seu artigo 11 prevê que “os entes centrais da Igreja Católica estão isentos de qualquer ingerência por parte do Estado italiano”. O Vaticano gastou cerca de US$ 100 milhões, em 1983, para ressarcir os clientes do Ambrosiano, gesto que foi interpretado pela imprensa italiana como uma confissão de responsabilidade na quebra do banco. Mais tarde, o Vaticano criou mecanismos de controle para impedir casos como esse. Outro escândalo foi seu envolvimento num suposto complô para a morte de João Paulo I. Marcinkus se mudou para uma paróquia de Detroit (EUA).
[43] O Istituto per le Opere di Religione, IOR, fundado por Pio XII, mais conhecido como o Banco do Vaticano.
[44] Os Illuminati da Baviera são um movimento de curta duração de republicanos livres-pensadores, o ramo mais radical do Iluminismo – a cujos seguidores foi atribuído o nome de Illuminati – foi fundado a 1 de Maio de 1776, pelo professor de lei canônica e jesuíta Adam Weishaupt e pelo Barão Adolph von Knigge, em uma floresta perto de Ingolstadt, na Baviera, atual Alemanha. O grupo foi fundado com o nome de “Antigos e Iluminados Profetas da Baviera”, mas tem sido chamado de “Ordem Illuminati”, a “Ordem dos Illuminati” e os “Illuminati bávaros”. Incentivado pelo seu sucesso em conseguir recrutar um grande número de pensadores, filósofos, artistas, políticos, banqueiros, analistas etc.; Adam Weishaupt tomou a decisão de juntar-se à Maçonaria por meio de Von Knigge, e ordenou a infiltração e dominação da mesma. Em 16 de julho de 1782, numa reunião da Maçonaria continental realizada no Convento de Wilhelmsbad, os Illuminati tentaram unificar e controlar sob a sua autoridade todos os ramos da Maçonaria. Embora tenham conseguido se infiltrar nas Lojas em toda a Europa, a Grande Loja de Inglaterra, a Grande Oriente de França e os Iluminados teósofos de Swedenborg decidiram não apoiar os planos de Weishaupt. Devido ao fracasso do movimento, Von Knigge renunciou pensando que seria inútil continuar com os. Em 22 de junho de 1784, o Eleitor da Baviera, Duque Karl Theodor advertiu sobre o perigo representado pelos Illuminati para a Igreja Católica e as monarquias por causa de seus objetivos ideológicos, e aprovou um decreto contra a sociedade bávara e em geral qualquer sociedade não autorizada por lei. Weishaupt foi demitido de sua cátedra indo para o exílio em Regensburg, para liderar a Ordem no exterior sob a proteção do duque de Saxe. Em 1785, o edital foi confirmado e assim começou a perseguição e detenções aos membros da sociedade. Caçados, tratados como criminosos, os Illuminati da Baviera desapareceram completamente do sul da Alemanha; em 1786, apenas algumas lojas resistiram na Saxônia até 1789. Os planos mais secretos dos Illuminati foram revelados por acaso na noite de 10 de julho de 1784, quando um mensageiro de Weishaupt, identificado como o Abade Lanz, morreu inesperadamente devido a um raio. Seu corpo foi levado para a Capela de San Emmeran por habitantes do local e entre os seus hábitos foram encontrados documentos importantes que se tratavam de planos secretos para a conquista mundial. A polícia da Baviera investigou os detalhes da conspiração, dando a entender a Francisco I, Sacro Imperador Romano-Germânico, o complô contra todas as monarquias, sobretudo na França, onde mais tarde, em 1789, gestaria a chamada Revolução Francesa e a queda de Luís XVI e Maria Antonieta. O governo da Baviera alertou a nobreza e o clero da Europa. No entanto, logo se convenceram de que a conspiração tinha sido destruída devido à dissolução formal dos Illuminati, juntamente com o banimento de Weishaupt e a detenção de muitos de seus adeptos. Desde o final do século XVIII até meados do século XX, muitos teóricos de conspiração reacionários especulam que os Illuminati sobreviveram a sua supressão, por causa de sua suposta infiltração na Maçonaria, e se tornaram o cérebro por trás de grandes eventos históricos como a Revolução Americana, a Revolução Francesa, a Revolução Russa, as Guerras Mundiais e até os ataques de 11 de setembro de 2001; levando a cabo um plano secreto para subverter as monarquias da Europa e a religião Cristã visando a formação de uma Nova Ordem Mundial secular Nota 108  baseada na razão científica. Escritores como Mark Dice, David Icke, Ryan Burke, Jüri Lina e Morgan Gricar têm argumentado que os Illuminati da Baviera sobreviveram, possivelmente até hoje. Muitas destas teorias propõe que os eventos mundiais são controlados e manipulados pelos Illuminati e afirmam que muitas pessoas notáveis foram ou são membros dos Illuminati, incluindo Winston Churchill, a família Bush, Barack Obama, a família Rothschild, a família Rockefeller e Zbigniew Brzezinski, entre outros. O termo “Illuminati” também é geralmente associado com os membros de instituições e sociedades secretas de inspiração ocultista e/ou globalista, independentemente do fato de eles serem realmente relacionados com a Ordem Illuminati: os Skull & Bones, Grupo Mesa Redonda, a Sociedade Fabiana, o Royal Institute of International Affairs, o Council on Foreign Relations, o Bohemian Club, o Clube de Bilderberg, a Comissão Trilateral, o Clube de Roma, a Fundação Carnegie, a Fundação Rockefeller etc. Frequentemente o símbolo da pirâmide que tudo vê no Grande Selo dos Estados Unidos é citado como exemplo do olho sempre presente dos Illuminati sobre os americanos. Fonte.
[45]TERRA, ÁGUA, AR e FOGO” são elementos que compõem a blasfema TRIPLA TRINDADE MAÇÔNICA, para a qual, o maçom candidato ao grau 31° faz juramento de cega obediência. (Cf. “O Templo de Salomão”, p.64, de Eduard Emil Eckert, advogado de Dresden, perito e célebre estudioso da Maçonaria.)
[46] Ambrogio Donini, falecido em 1991, foi um historiador marxista italiano. Titular da cátedra de História do Cristianismo na Universidade de Roma, foi Embaixador italiano na Polônia em 1947, senador da República de 1953 a 1963, pelo Partido Comunista Italiano, e Secretario da Associazione Italia-Urss (1960). Em 1934, foi encarregado pelo Partido de uma missão clandestina na Itália, para fazer contatos nos meios acadêmicos católicos. Em 1938, junto com o “católico comunista” Fausto Marzi Marchesi e Emilio Sereni nota abaixo, teve um encontro secreto com Mons. Mariano Rampolla del Tindaro, sobrinho do homônimo Secretario de Estado de Leão XIII e Conselheiro de Pio XI, para analisar a possibilidade da aproximação da Santa Sé à União Soviética para alegadamente por fim ao expansionismo nazista na Europa.
[47] Emilio Sereni foi um jornalista, partisan, político e historiador judeu-italiano. Em 1926 entrou para o Partido Comunista Italiano. Em 1930 vai a Paris para se encontrar com Palmiro Togliatti nota 48, mas no mesmo ano é preso e condenado pelo Tribunal Especial a vinte anos de prisão; é anistiado em 1935 e se muda para Paris. Preso novamente em 1943, por associação subversiva, um anos depois consegue fugir e se muda para Milão, onde vai dirigir um escritório do AgitProp. Durante o governo De Gasperi, foi duas vezes ministro. Eleito senador em 1948 e em 1953, se tornou diretor da Revista “Critica marxista” e, em 1956, durante os Eventos da Hungria, foi um dos poucos que defendeu abertamente a União Soviética.
[48] Palmiro Michele Nicola Togliatti foi um político e dirigente do Partido Comunista Italiano. Faleceu em 1964. Usou os pseudônimos de Ercole Ercoli e Mario Correnti. Membro do Partido Socialista Italiano, fez parte do grupo “dell’Ordine Nuovo” e foi um dos fundadores do Partido Comunista na Itália. Em 1921, foi eleito para o Comitê Central do Partido e, em 1924, entrou para o Comitê Executivo da “Internacional Comunista”, da qual foi Secretário entre 1937 e 1939, na Espanha durante a Guerra Civil. Retornou à Itália em 1944 e foi eleito Secretário Geral do PCI (em 1944 o partido trocou o nome de Partido Comunista da Itália para Partido Comunista Italiano). Foi o primeiro a tirar conclusões europeias do “Relatório de Khrushchev”, em 1956, e, por essa razão foi considerado como o fundador do “Eurocomunismo”.
[49] Eugenio Reale foi um político e médico italiano. Faleceu em 1986. Era amigo e conselheiro de Togliatti nota 48.
[50] Arnauld, coronel dos serviços secretos franceses, enviado pelo Arcebispo de Riga para investigar Montini. Ele conseguiu interceptar o jesuíta Alighiero Tondi, conselheiro especial de Mons. Montini, identificado depois como agente do KGB, instruído por Moscou, e que enviava as informações a seu Chefe na URSS: a lista dos bispos e sacerdotes clandestinos enviados por Pio XII, que depois foram presos, exilados e mortos nos lagers soviéticos.
[51] Eugène Tisserant foi um Cardeal, Arcebispo e orientalista francês. Faleceu em 1972. Presidiu os Conclaves de 1958 e 1963, além de participar do Conclave de 1939. Foi Presidente do Conselho da Presidência do Vaticano II. Tisserant participou do movimento pela canonização de Santa Joana d’Arc e lutou pela normalização das relações entre França e a Santa Sé, depois dos anos delicados que se seguiram à separação entre Estado e Igreja em 1905. Foi criado Cardeal por Pio XI, em 1936. No mesmo ano, foi nomeado Secretario da Sagrada Congregação para a Igreja Oriental. Em 1937 se tornou bispo pelas mãos do Cardeal Pacelli, futuro Papa Pio XII.
[52] KGB (Komitet gosudarstvennoi bezopasnosti) era o Comité de Segurança do Estado, principal organização de serviços secretos da União Soviética. O KGB surgiu com o final da Segunda Guerra Mundial, no período da Guerra Fria, com o colapso do então serviço secreto NKVD. O KGB era uma polícia secreta e política que não tinha equivalente no mundo, porque se situava num nível completamente diferente dos outros serviços secretos, pois constituía igualmente um ministério. Dispunha de trezentos mil associados, blindados, caças e barcos, sendo uma organização militar totalmente independente das Forças Armadas.
[53] A petição representava vários bispos de 86 países: “A América do Norte era representada na lista por dois países; a Oceania, por 4; a Europa, por 15; a Ásia, por 16; a América do Sul e Central, por 23 e a África, por 26. Vinte e quatro dos 86 países eram representados por 4 ou mais padres conciliares, isto é: Argentina, Austrália, Brasil, Chile, China-Formosa, Canadá, Guiné, Paraguai, Peru, Portugal, República da África do Sul, Espanha, Tanzânia, República Árabe Unida, Estados Unidos da América e Vietnam (...). Em 14 de setembro, dia da abertura da quarta Sessão, os padres tinham em mãos o esquema sobre a Igreja no mundo moderno. Nele encontrava-se uma seção sobre o ateísmo. Contudo, não havia uma referência explícita ao comunismo. Tal fato levou 25 bispos a distribuírem uma carta, datada de 29 de setembro de 1965, enumerando as razões pelas quais o comunismo deveria ser abordado pelos padres conciliares (...) Junto a ela estava anexada uma petição com 450 assinaturas. A carta, escrita por Carli, foi distribuída por Lefebvre e Sigaud, ‘cujos nomes não figuravam entre as 25 assinaturas, por causa do grande antagonismo de que eles eram alvo’. O texto da carta era o seguinte: ‘Exmo. e Revmo. Senhor, os Padres Conciliares abaixo assinados saúdam-no muito respeitosamente no Senhor, e se permitem expor-lhe ISTO que segue: durante a discussão do Esquema da Igreja no mundo moderno, muitos Padres nota ram que o Esquema não parte suficientemente da questão do Comunismo, muito pastoral hoje. As razões que eles invocam encontram-se em uma folha anexa. Pensamos que, certamente, após a leitura delas, V.R. as aprovará e assinará, como já fizeram 450 Padres do Concílio sobre os 800 que até o presente foram solicitados. Persuadidos de que, fazendo-lhe este pedido, estamos praticando uma obra eminentemente pastoral, nós lhe pedimos, Excelência, aceitar a expressão de nossos sentimentos, atenciosamente em N.S.’(...).” (vide o PDF).
[54] József Mindszenty (1892-1975) foi um Cardeal húngaro, que se opôs tenazmente ao regime comunista e em particular na Hungria. Foi preso durante a revolução comunista de Bela Kun em 1919; eleito bispo de Veszprém em 3 de março e ordenado em 25 de março de 1944. Caiu prisioneiro do regime nazista em 1944-1945, de quem se mostrou adversário e depois de ter ajudado inúmeros judeus a fugir. Foi nomeado Arcebispo metropolitano de Esztergom em 2 de outubro de 1945, cargo em que permaneceu até 18 de dezembro de 1973. Foi criado Cardeal em 18 de fevereiro de 1946 pelo papa Pio XII. Preso pelo regime comunista em 1949 e libertado por ocasião da Revolução Húngara de 1956, obteve asilo na Embaixada dos Estados Unidos até 1971. Por ocasião da sua prisão por parte das autoridades húngaras (2 de janeiro de 1949), Papa Pio XII escreveu a Carta “Acerrimo Moerore” (em Italiano), de protesto, dirigida aos Arcebispos e Bispos da Hungria. Foi impedido pelo regime de participar dos conclaves de 1958 e 1963, que procederam à eleição dos Papas João XXIII e Paulo VI, respectivamente. Faleceu no exílio, em Viena, em 6 de maio de 1975. Antes de deixar a Embaixada dos Estados Unidos e o seu País (28/09/1971), por insistência do Papa Paulo VI, disse aos que foram despedir-se: “Logo virá o dia em que o tempo presente será cancelado, por ter sido arrasado pela sua própria insipiência. A pretensão de construir um mundo sem Deus será sempre ilusória; e isso levará somente ao reforço a união da Igreja com o povo e com todos os que sofrem. Só os que tem medo da verdade temem a Cristo”. Por ocasião de sua saída da Hungria em obediência ao Papa escreveu a Paulo VI: “Após ter examinado em consciência os deveres inerentes à minha dignidade de bispo e de Cardeal, decidi, como prova do meu amor ilimitado à Igreja, deixar a sede da Representação diplomática dos Estados Unidos. Desejo terminar a minha vida na Hungria, entre o povo que tanto amo, sem que me preocupem as circunstâncias externas que me esperam. Mas se isto se deve revelar impossível devido às paixões que suscitam a minha pessoa ou devido a considerações superiores por parte da Igreja, aceitaria o que constituiria talvez a cruz mais pesada de toda a minha vida. Estou pronto para dizer adeus à minha cara pátria, para prosseguir no exílio uma vida de oração e de penitência. Deposito humildemente o meu sacrifício aos pés de Vossa Santidade, persuadido de que o sacrifício mais grave pedido a uma pessoa torna-se pequeno quando se trata do serviço de Deus e do bem da Igreja.”(Cf. Homilia do Cardeal Ângelo Sodano pelo 10° aniversário da trasladação dos restos mortais do Cardeal József Mindszenty de Mariazell em Esztergom em 19/05/2001). Em 1991, seu corpo é exumado e encontrado incorrupto, após 16 anos de sua morte. Em 1996, a documentação para o processo de sua beatificação foi apresentado à Congregação para a Causa dos Santos pelo postulador da causa Fr. Janos Szoke.
[55] Andrei Gromiko foi um diplomata e político da União Soviética e Presidente do país entre 1985 e 1988. Foi Ministro das Relações Exteriores da URSS durante três décadas.
[56] Boris Georgievic Rotov, foi um prelado ortodoxo e metropolitano de Leningrado como Nicodemos (ou Nikodim). Defensor do diálogo inter-religioso, foi incluído entre as personalidades mais ilustres da ortodoxia e da historia do Ecumenismo russo. Em 1971, sucedeu no episcopado a Sergej Izvekov, que se tornara Pimen I de Moscou. A figura de Nicodemos é indissoluvelmente ligada ao Affaire João Paulo I, por um trágico acontecimento. O bispo foi recebido pelo novo Pontífice em audiência privada aos 5 de setembro de 1978; mas durante a audiência caiu ao chão, morrendo entre os braços do papa, vítima provavelmente de uma cardiopatia que ele tratava com nitroglicerina. Já tinha tido cinco infartos. A morte de Nicodemos foi acompanhada pela suspeita de que se tratasse de um espião do KGB e que tivesse tomado um café envenenado, destinado ao papa, que, logo depois, acabou tendo a mesma sorte.
[57] Enrico Berliguer foi um político Italiano e Secretário nacional do Partido Comunista Italiano (PCI) de 1972 até sua morte. Era primo de Francesco Cossiga e de Antonio Segni, ambos líderes da Democracia Cristã (os dois mais tarde viriam a ser Presidentes da República Italiana). Conheceu Togliatti nota 48 através do pai, o senador comunista Mario Berlinguer, de quem era amigo. Seu ato político de maior importância foi inequivocamente a dramática ruptura com o comunismo soviético, o assim chamado strappo, juntamente com a criação do eurocomunismo, além do seu substancial trabalho de contato com a metade conservadora da Itália.
[58] No dia 31 de dezembro de 1965, Paolo VI manda a Mao Tsé-Tung, ditador chinês, uma mensagem de saudação, que não teve resposta. Em 1964, Paulo VI havia surpreendido a todos, na Assembleia das Nações Unidas, pedindo a entrada da China na ONU.
[59] Josyp Slipyj foi um Cardeal Católico e Arcebispo maior da Igreja grego-católica da Ucrânia. Faleceu em 1984. Prisioneiro do regime soviético, foi finalmente libertado devido à pressão do Vaticano e dos Estados Unidos para que participasse do Concílio Vaticano II. Sua vida inspirou o escritor Morris West para seu romance “As Sandálias do Pescador”.
[60] Liderada então pelo Cardeal Wyszyński, a Igreja da Polônia, frente ao domínio vermelho, decidiu-se por conservar-se como a “Igreja do Silêncio”. Ela não podia lutar abertamente contra o regime ateu implantado em Varsóvia pelos soviéticos visto que fora URSS quem livrara a nação do pesado jugo nazista. Por conseguinte, o mundo católico travou uma guerra surda contra as autoridades comunistas, tentando manter ou ampliar os mosteiros e igrejas e equipar os seminários para melhor formar seus quadros de padres e freiras. É claro que o clero polonês, como consequência da situação nacional, não se permitia afastar-se um milímetro sequer da ortodoxia e do dogmatismo. Eram tradicionalistas e conservadores dos pés á cabeça. Stefan Wyszyński foi Cardeal, Bispo de Lublin de 1946 a 1948, Arcebispo de Varsóvia e Arcebispo de Gniezno de 1948 a 1981. Criado Cardeal em 12 de janeiro de 1953 pelo Papa Pio XII, assumiu o título de Cardeal-Primaz da Polônia.
[62] Acerca da homossexualidade de Paulo VI, alguns livros: Cf. Biagio Arixi: “Peccati scarlatti”, Edizioni Libreria Croce, Roma. Dino Martirano: “Dossiê sobre uma tentativa de chantagem a Paolo VI“, em “Corriere della Sera”, 27.1.2006, p. 20. Dra. Randy Engel: “The Rite of Sodomy - Homosexuality and the Roman Catholic Church”, New Engel Publishing, 2006, 1318 pp.
[63] Robin Bryans, alias “Robert Harbinson”, escritor irlandês e homossexual confesso, revelou em sua autobiografia de 1992, “The Dust Never Settles”, que seu amigo, Mons. Hugh Montgomery, lhe havia contado que havia sido amante do jovem Giovanni Montini quando ocupava um posto diplomático no Vaticano (Chargé d’Affaires), sob o comando de Sir Alec Randall, representante britânico da Santa Sé. Cf. aqui, aqui, aqui e principalmente aqui.
[64] Roger Peyrefitte foi um diplomata e escritor francês, homossexual confesso e ativista gay, que, em 1976, em uma entrevista a D.W. Gunn e J. Murat, representantes da “Gay Sunshine Press”, falou sobre a suposta homossexualidade de Paulo VI. O Vigário de Roma e a Conferência Episcopal Italiana convidaram para uma “jornada de reparação” universal. O próprio Paulo VI, no Domingo de Ramos, fez uma declaração dizendo: “sabemos que o Vigário de Roma e, depois, a Conferência Episcopal Italiana vos convidou a rezar por nossa humilde pessoa, que tem sido objeto de zombaria e de horríveis e caluniosas insinuações de certa pessoa que despreza a honestidade e a verdade”; contudo, não fez qualquer denúncia contra os caluniadores. Cf. Dossiê sobre uma tentativa de chantagem a Paolo VI e Paolo VI, Angelus Domini, Domingo, 4 de abril de 1976.
[65] Paul Hoffman, ex-chefe da sucursal de Roma e correspondente estrangeiro do “New York Times”, no livro “O Vatican! A Slightly Wicked View of the Holy See” (O Vaticano! Uma visão um pouco má da Santa Sé), onde descreve os hábitos privados dos últimos cinco papas e da comitiva pessoal de cada um deles.
[66] O Abade Georges de Nantes, francês, fundador da “Liga da Contrarreforma Católica” em Troyes (Francia), em 1969, na edição de Junho-Julho de “The Catholic Reformation in the XXth Century”, expôs as acusações de homossexualidade contra Paulo VI, iniciando por lembrar as acusações de Paul Hoffman nota 65 em relação à “Máfia Milanesa”; depois, fez referência a uma citação retirada de um livro que tratava de um Cardeal não italiano, um “homenzarrão afável e de olhos penetrantes” que Paulo VI havia colocado em uma posição chave e que tinha uma reputação de pederasta em relação a garotos e jovens que viviam nas proximidades do Vaticano. Também relata um episódio que aconteceu na vigília do Conclave de 1963 que elegeu Montini. Na noite da abertura do Conclave, uma Padre de Sant-Avit da Basílica de São Paulo Extramuros, o havia informado de que a Seção Moral da Polícia de Milão (polícia de costumes italiana) tinha um dossiê sobre Montini. Então, anos depois, o Abade de Nantes se dirigiu a JPII dessa forma: “Assim, depois do escândalo da eleição de um homossexual confesso ao trono de Pedro, que envenenou a Igreja, Vós, Santíssimo Padre, gostaríeis de fazê-lo reviver e ganhar força [ao escândalo] fazendo subir este desventurado Paulo VI à glória dos altares, e oferecer seus ossos como relíquias aos fieis para seus beijos, e apresentar seu rosto aos fieis para seu fervoroso olhar estupefato na glória do Bernini? Ah, não! Isto é impossível!”. Paulo VI nunca refuto o abade de Nantes, em suas acusações extensivamente documentadas de heresia, cisma, escândalo, e apostasia.
[67] O escritor Franco Bellegrandi, membro da Guarda de Honra do Soberano Pontífice – “Camareiro de Espada e Capa de Sua Santidade” – e colaborador do “L’Osservatore Romano”, em seu livro: “Nichitaroncalli - controvita di un Papa” (Edizioni Internazionali di Letteratura e Scienze, Roma, 1977 – PDF em Inglês) escreve: “(...) Montini, além de tudo se murmura em Roma e em toda a Itália, seria homossexual. Portanto, chantageável. Portanto, nas mãos de quem pretende manobra-lo para seus próprios fins. Em Milão, o Arcebispo [Montini] teria sido parado na rua, de noite, pela polícia, em vestes civis e em duvidosa companhia. Cultiva, há anos, uma amizade particular com um ator que pinta os cabelos de vermelho e que não faz segredo de sua relação com o futuro papa. De resto, a relação irá adiante por anos, solidíssima. Um oficial do Serviço de segurança do Vaticano me confidenciaria que o predileto de Montini tinha autorização para entrar e sair do apartamento do papa a seu bel-prazer. Tanto que, frequentemente, o viam chegar pelo elevador, no meio da noite”. O brasileiro Átila Sinke Guimarães, editor do sito americano “Tradition in action“ (TIA), em sua obra “Vatican II, Homosexuality & Pedophilia”, fala também da homossexualidade de Paulo VI, citando Franco Bellegrandi, o qual relata as acusações de que, durante o período que Montini passou em Milão, “foi preso em flagrante pela Polícia local” em uma das ruas noturnas que o Arcebispo frequentava, dos bordeis masculinos da cidade. O ex-guarda de honra vaticano descreve, também, o processo de “colonização homossexual” começado sob o Pontificado de João XXIII, mas que se acentuou sob o Reinado de Montini. Bellegrandi escreve, ainda, que os antigos e honrados funcionários foram afastados para dar lugar aos “confrades” de Montini, afeitos pelo mesmo vício, e que estes, por sua vez, levaram consigo os seus prediletos “jovenzinhos efeminados em uniformes apertados”. Bellegrandi diz também que Montini, logo que se tornou Pontífice, foi chantageado pela Maçonaria italiana. Em troca do silêncio sobre as furtivas estadas do Arcebispo Montini em um Hotel na Suíça, para encontrar o ator-amante, os maçons pediram ao papa que retirasse a tradicional proibição da Igreja sobre a cremação após a morte. Paolo VI concordou. Depois disso, a perversão sexual de Montini se tornou alvo de chantagens. Em uma correspondência trocada com um escritor britânico, familiarizado com as operações do Serviço Secreto britânico, MIS, Bellegrandi perguntou-lhe se a homossexualidade de Montini o tornava particularmente vulnerável à chantagem por parte dos Serviços Secretos Britânicos ou Soviéticos, durante a Segunda Guerra Mundial. O escritor lhe respondeu que ele acreditava que os Britânicos (MIS) e os Americanos (OSS) sabiam da homossexualidade de Montini e a usavam contra ele para obter sua cooperação para fazer funcionar a rede Vaticano-Aliados depois da guerra. Essas informações sobre as chantagens de Montini, por parte do KGB e do GRU Soviéticos, vieram também de outra fonte: um ancião gentil-homem de Paris, que trabalhou como oficial interprete para o Clero de alto nível do Vaticano lhe disse que os Soviéticos chantageavam Montini para saber os nomes dos padres que o Vaticano mandava, clandestinamente, além da Cortina de Ferro nota 68, para assistir aos fieis católicos, na União Soviética, durante a Guerra Fria. A Polícia Secreta soviética estava, assim, sempre a postos e quando os padres clandestinos ultrapassavam a fronteira russa eram presos e fuzilados ou enviados para os “Gulag”. Fonte. Ver também.
[68] Cortina de Ferro foi uma expressão usada para designar a divisão da Europa em duas partes: a Europa Oriental e a Europa Ocidental como áreas de influência político-econômica distintas, no pós- Segunda Guerra Mundial conhecido como Guerra Fria. Durante este período, a Europa Oriental esteve sob o controle político e/ou influência da União Soviética, enquanto a Europa Ocidental esteve sob o controle político e/ou influência dos Estados Unidos. É uma expressão que surgiu de um discurso do primeiro-ministro britânico Winston Churchill, proferido a 5 de março de 1946 no Westminster College, na cidade de Fulton, Missouri, EUA. No entanto, já havia sido usada antes no mesmo contexto por Joseph Goebbels, Lutz Schwerin von Krosigk e pelo próprio Churchill.
[69] Supostamente, o ator italiano Paolo Carlini, ao qual, segundo algumas fontes, Montini quis homenagear ao escolher o nome de Paulo ao ser eleito para o Trono de Pedro.
[70] Pietro Palazzini foi um Cardeal italiano. Faleceu em 2000. Em 1985, foi-lhe atribuído o prêmio “Justos entre as Nações” pelo Yad Vashem, por seu trabalho de salvação de Judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Palazzini sempre defendeu que as suas ações decorreram de ordens de Papa Pio XII. Entre 1980 e 1988 foi Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos. Autor de um importante “Tratado de Teologia Moral” em quatro volumes (1953), foi o idealizador da “Bibliotheca Sanctorum” (1961) que conduziu pessoalmente. Foi redator da parte jurídica, moral e sociológica da “Enciclopedia Cattolica” (1958-1964). É ainda o autor do “Dizionario di Teologia Morale” (1966), dos “Concili Ecumenici” em quatro volumes (1963) e do “Dizionario Canonistico e Morale”, em quatro volumes (1962). Palazzini foi nomeado por Paulo VI para servir como coordenador e secretário de uma comissão de alto escalão de cardeais para analisar uma nova e muito popular, mas controversa apresentação da Fé Católica, que foi emitida, em forma de catecismo, pela Conferência dos Bispos dos Países Baixos e é costumeiramente chamado de “Catecismo Holandês” nota 93. O parecer da comissão foi: “Foi um trabalho que, por um lado é marcado por qualidades excepcionais, mas, por outro lado, por causa de suas opiniões novas, desde o momento da emissão perturbou não poucos fiéis”.
[71] O “Homossexual Coletive” foi um plano de “colonização homossexual” da Igreja Católica, denunciado, entre outros, pela dra. Randy Engel, em seu “The Rite of Sodomy: Homosexuality and the Roman Catholic Churchnota 62, no qual ela estabelece a invasão, colonização e da metastatização do Sacerdócio e da vida religiosa por homossexuais na Igreja Católica. Nele, ela diz que “nem o Santo Padre, nem a hierarquia da Igreja parecem ter a necessária vontade, coração e estômago” para limpar a homossexualidade nas fileiras da Igreja. No século 20, o Concílio Vaticano II “provocou” a “colonização homossexual” na Igreja. Muito disso se deve ao Pontificado de Paulo VI, o qual, segundo ela, era homossexual; e ela dá evidências disso. Engel diz que “o Papa Paulo VI teve um papel decisivo na seleção e avanço de muitos membros homossexuais da hierarquia americana...”. Leia mais aqui.
[72] Joseph Louis Bernardin foi um Cardeal norte-americano. Faleceu em 1996. Foi acusado pelo ex-seminarista Stephen Cook de abusado dele em 1970, junto com outro sacerdote. Cook depois voltou atrás e retirou o nome de Bernardin do processo, alegando que não tinha certeza de sua memória, pois as informações haviam sido obtidas em uma sessão de hipnose. Aderiu ardentemente às reformas pós-conciliares, sobretudo quanto ao Ecumenismo e ao diálogo inter-religioso.
[73] Terence James Cooke foi um Cardeal e ArceBispo norte-americano. Faleceu em 1983. Apoiou o Movimento Cursilhista, o Movimento Família Cristã e a Renovação Carismática. Ele foi o fundador da “Courage International”, um ministério que promove a castidade e apoio para os católicos gays e lésbicas. Em 1992, a Congregação para as Causas dos Santos designou oficialmente Cooke como um Servo de Deus, um primeiro passo no processo que leva à beatificação e à canonização.
[74] John Joseph Wright foi um ArceBispo norte-americano. Faleceu em 1979. Seu legado permanece controverso, pois era um intelectual liberal em questões sociais, mas conservador em teologia. Participou do Conclave que elegeu JPII em 1978.
[75] Rembert George Weakland é um ArceBispo norte-americano. É autor do livro “A Pilgrim in a Pilgrim Church: Memoirs of a Catholic Archbishop”, que explora a reforma da Igreja e os abusos a crianças. Segundo o Milwaukee Journal Sentinel, as denúncias feitas em 2009 contra padres, por abusos sexuais, foram literalmente rasgadas por Weakland. Em 2000, foi um crítico do documento “Dominus Iesus”, da Congregação para a Doutrina da Fé, sobre o relativismo religioso. Aposentou-se compulsoriamente em 2002, mas sua aposentadoria foi ofuscada por revelações de que pagou 450.000 dólares, de fundos diocesanos, a um ex-amante para evitar uma ação judicial. Além disso, apesar de alegações de roubo/desvio de fundos diocesanos, Weakland nunca foi processado criminalmente pelo crime e continua a residir em Milwaukee, sendo que suas despesas continuam a ser abrangidos pela Arquidiocese de Milwaukee.
[76] James Steven Rausch foi um Bispo norte-americano. Faleceu em 1981.
[77] George Henry Guilfoyle foi um Bispo norte-americano. Faleceu em 1991.
[78] Francis John Mugavero foi um Bispo emérito norte-americano. Faleceu em 1991. Emitiu uma carta pastoral defendendo os legítimos direitos de todas as pessoas, incluindo os homossexuais. Ele disse que os homossexuais tinham sido “sujeitos a mal-entendidos e, por vezes, a discriminação injusta”.
[79] Joseph Hubert Hart é um Bispo norte-americano. Em 1989 e 1992, a Diocese de Kansas City-St. Joseph recebeu acusações de que Hart havia abusado sexualmente de meninos no início de 1970, quando ele ainda era um sacerdote em Missouri (EUA). Ele se ofereceu para fazer uma avaliação psiquiátrica, que mais tarde concluiu que Hart “não parece ser uma ameaça para si mesmo ou outras pessoas em qualquer nível”. As alegações foram relatadas ao Núncio Apostólico e à Conferência dos Bispos dos EUA, mas não foram reveladas ao público até janeiro de 2002. Em 2002, Hart foi acusado de coagir repetidamente um menino de 14 anos de idade a se expor, em 1977, quando Hart era bispo auxiliar em Cheyenne. Mais tarde foi absolvido desta acusação. Em 2004, Hart foi acusando, em uma ação civil, de ter abusou sexualmente de três crianças, quando ele estava servindo em Kansas City e, posteriormente, em Cheyenne. Em 2005, uma quinta pessoa alegou abuso por parte de Hart, em 1973 ou em 1974, quando ele era um garoto de doze anos na Paroquia St. John Francis Regis. Em agosto de 2008, a Diocese de Kansas City-St. Joseph pagou um acordo de 10 milhões de Dólares a um grupo de 47 vítimas que citaram Hart entre 12 outros clérigos responsáveis por seu abuso.
[80] Howard James Hubbard é um Bispo norte-americano. Em 19 de março de 2011, Hubbard colocou três padres aposentados em licença administrativa e removeu outro do ministério depois de receber denúncias de abuso sexual infantil.
[81] A Suprema e Sacra Congregação do Santo Ofício – até 1.908 chamada Suprema e Sacra Congregação da Inquisição Universal da Idade Moderna – foi criada pelo Papa Paulo III, em 21 de Julho de 1.542, com o objetivo de defender a Igreja da heresia. O Santo Ofício se encarregava de investigar casos de apostasia e heresia entre os católicos, principalmente no clero. O julgamento implicava penas de prisão, excomunhão, uso de vestes que identificassem o herege etc. a pena de morte, ao contrário do que comumente se afirma, era evitada e concedida apenas na minoria dos casos, mesmo porque o perdão era concedido àquelas pessoas que se arrependessem durante o julgamento. Após o CVII, em 7 de dezembro de 1965, Paulo VI modificou a Sacra Congregação, não apenas no nome (Congregação para a Doutrina da Fé), mas na essência. Hoje, segundo JPII, “a tarefa da Congregação para a Doutrina da Fé é promover e salvaguardar a doutrina sobre a Fé e a moral católica em todo o mundo: Por esta razão, tudo aquilo que, de alguma maneira, tocar este tema cai sob a sua competência”.
[82] Juramento Anti-Modernista, vide aqui.
[83] Index Librorum Prohibitorum é uma lista de publicações literárias que são proibidas pela Igreja, e as regras para que um livro entrasse nessa lista. A primeira versão do Index foi promulgada pelo Papa Paulo IV, em 1559, e uma versão revista desse foi autorizada pelo Concílio de Trento nota 114 A última edição do índice foi publicada em 1948, e o Index só foi abolido pela Igreja Católica em 1966 por Paulo VI. O objetivo do Index inicialmente era reagir contra o avanço do protestantismo, ficando sob a administração do Santo Ofício. Esta lista continha os livros ou de obras que se opusessem a Doutrina da Igreja Católica e deste modo tinha o objetivo de prevenir a corrupção dos fiéis. O Direito Canônico recomenda ainda que os trabalhos sobre a Sagrada Escritura, Teologia, Direito Canônico, História da Igreja, e quaisquer escritos que dizem respeito especialmente à religião ou aos bons costumes, ser submetido ao juízo do Ordinário local: se este dava o “nihil obstat” (nada impede), os subalternos do Ordinário local forneciam o “imprimatur” (imprima-se). O índice foi atualizado regularmente até a 32ª edição, em 1948, tendo os livros sido escolhidos pelo Santo Ofício ou pelo Papa. A lista não era simplesmente reativa, os autores eram encorajados a defender os seus trabalhos. Em certos casos eles podiam republicar, com omissões se pretendessem evitar a interdição. A censura prévia era encorajada. A 32ª edição, publicada em 1948, continha 4 000 títulos censurados por várias razões: heresia, deficiência moral, sexualidade explícita, incorreção política etc. A escassez dos meios de comunicação da época dificultava e até impossibilitava que a Igreja pudesse se defender em tempo útil.
[84] Martinho Lutero (1483-1546), alemão, foi um sacerdote agostiniano (1507) e professor de teologia, principal responsável pela herética Reforma Protestante. Alegando que a Igreja Católica negociava as indulgências e contestando que a liberdade da punição de Deus sobre o pecado poderia ser comprada, confrontou (1517), com suas 95 Teses, o pregador enviado por Roma para pregar sobre as indulgências, o frade alemão Johann Tetzel (1465-1519), o qual respondeu com 122 Antíteses; Lutero replicou com o sermão sobre a Graça e a Indulgência. Mas Tetzel, após estudos teológicos junto à Universidade de Frankfurt an der Oder, compôs uma dissertação e mais 50 teses que contrapôs a Lutero. A recusa de Lutero em retirar seus escritos a pedido do Papa Leão X (1520) e do Imperador Carlos V (Dieta de Worms, 1521) resultou em sua excomunhão pelo Papa e em sua condenação, pelo Imperador, sendo proscritas suas obras. Sobre sua vocação: ele teria se tornado monge apenas para escapar à prisão, por ter matado um colega de estudos, Jerônimo Buntz. A sua elogiosa biografia na Wikipédia, no entanto, informa que se deveu à intercessão de Sant’Ana, a quem recorreu durante uma tempestade, prometendo que se o salvasse dos raios tornar-se-ia monge. Lá até se menciona a morte do colega, mas não lhe é atribuída. A Wikipédia também informa que sua morte foi “natural”, embora, algumas linhas abaixo, sugira que “possa ter sido assassinado”. Mas a tese de suicídio parece ser mais crível, tendo em vista que é apontada tanto por católicos como por protestantes, como Ambrósio Kuntzell (ou Kudtfeld), seu criado, que depois se tornou médico, e que teria contado que encontrara seu amo enforcado no quarto; o Doutor De Coster, que o teria examinado logo após a morte, já no chão, mas com os sinais típicos de enforcamento; Jacques Maritain, que, em sua obra “Três Reformadores”, publicou uma ilustração feita por Lucas Fortnagel logo após a morte de Lutero; Thomas Bozio, em seu “De Signis Ecclesiae” (1592), que afirma que ouviu de um criado de Lutero que ele havia se enforcado. O Doutor G. Claudin, na Crônica Médica (1900, p. 99), publicou o texto do depoimento do criado. Evidentemente, uma figura como Lutero não cabe em uma biografia de notas de pé de página.
[85] Stanislas Lyonnet, S.J., padre. Faleceu em 1986.
[86] Maximilian Zerwick, S.J, padre, teólogo e filosofo. Faleceu em 1975. Foi professor de grego bíblico, literatura grego-hebraica e, depois, de exegese dos Evangelhos e das Epístolas de São Paulo, no “Instituto Bíblico Pontifício”, de onde foi licenciado em 1960, por causa da condenação do Santo Oficio nota 87. Em 1964, apesar da citada condenação, Zerwick foi readmitido no Instituto, onde lecionou até sua morte. Breve biografia.
[87] Por causa deles, o Santo Ofício publicava, a 20 de junho de 1961, no “L’Osservatore Romano” um “Monitum” sobre a historicidade dos Evangelhos.  Os jesuítas do Instituto Bíblico Pontifício se opuseram ao Santo Ofício, ao declarar: “o ‘Monitum’ não nos atinge”. Seguros da cumplicidade do Card. Tisserant nota 51, o Presidente que personificava a “Comissão Bíblica Pontifícia”, prepararam a represália, difundindo uma versão dos fatos em que se tachava Mons. Romeo e Mons. Spadafora de “reacionários e caluniadores”. Os dois padres, ouvidos pelo Santo Ofício, não puderam negar os fatos de eram acusados: o ensino (e a difusão mediante artigos) de erros relacionados à inspiração, à inerrância dos Santos Livros, à historicidade dos Evangelhos; também o artigo do Pe. Lyonnet, “O pecado original e a exegese de Rom. 5, 12”, publicado em “Recherches de Science Religieuse” (n. 44, 1956, p. 63-84), que negava que “Rom. 5, 12” versa sobre o pecado original, apesar da definição em contrário do Concílio de Trento. Tratava-se de algo muito diferente de uma campanha de calúnias. Note-se a pretensão verdadeiramente grave de a Companhia de Jesus opor-se ao ato do Santo Ofício. Era o espírito que animava e anima os tais antigos alunos do Instituto Bíblico Pontifício: o Magistério da Igreja e o próprio Dicastério Supremo, desautorizados pelos jesuítas do Instituto! Chegamos assim à tempestade que castigou Roma durante o Concílio Vaticano II (1960-1965). O espírito de desforra contra o Santo Ofício prevalecia desde há muito entre os teólogos franceses, belgas e alemães; basta recorrer às páginas que o jesuíta Giacomo Martina dedica a essas escolas teológicas em relação ao Concílio, no primeiro tomo da obra “Vaticano II, balanço e perspectivas, vinte e cinco anos depois” (1962-1987), escrita por René Latourelle. Nelas se encontram o bordão habitual: tal pessoa, condenada pelo Santo Ofício, entra no Concílio como o “dominador”, faz votar seus erros e sai como o glorificado. As páginas de Pe. Martina poderiam ser chamadas de o guia das “humilhações” impostas pelo Santo Ofício e de suas “vítimas” exaltadas, a partir do CVII e ao transcurso das vergonhosas décadas pós-conciliares. Ver mais aqui.
[88] A Comissão Bíblica do CVII era composta, além de Lyonnet, Zerwick, pelos Cardeais Alfrink e König, para contrapor-se aos Cardeais Ottaviani, Ernesto Ruffini e Michael Browne.
[89] O holandês Bernard Jan Alfrink, padre em 1924, Arcebispo de Utrecht em 1955 e Cardeal em 1960, foi membro da Comissão Preparatória e do Conselho dos Presidentes do CVII, e um dos purpurados progressistas mais ativos no aggiornamento. Faleceu em 1987. Enquanto coadjutor, ele anunciou que a capela Dominicana em Huissen, onde uma grande quantidade de católicos ia confessar, em vez de suas próprias, seria fechado ao público, resultando na reação de espanto e violento de muitos. Apoiou o seu conselheiro teológico no CVII, Pe. Edward Cornelis Florentius Alfonsus Schillebeeckx, OP (Em 1965, Schillebeeckx, junto com teólogos ditos progressistas como Yves Congar, Karl Rahner, Johann Baptist Metz, Hans Küng criou a Revista Internacional de “Teologia Concilium”. Em 1968, sua obra foi alvo de um processo da Congregação para a Doutrina da Fé, por sua visão positiva da secularização. Em 1979, seu livro “Jesus. A história de um vivente” foi investigado. Em 1981, sofreu novo processo pela obra “O mistério eclesial”. Nenhum dos três processos resultou em condenação. É conhecido pela afirmação: “Fora do mundo não há salvação”, em contraste com o aforismo: “Fora da Igreja não há salvação”), dizendo que sua condenação era uma ofensa à Igreja Holandesa. Em 1964, se tornou o Presidente do movimento “Pax Christi”, iniciado por Montini em 1954 e que teve toda uma série de presidentes progressistas, e visava promover a “paz social”.
[90] Instrução sobre a verdade histórica dos Evangelhos. Vide aqui.
[91] O “Monitum” sobre a historicidade dos Evangelhos foi publicado em 20 de junho de 1961, no “L’Osservatore Romano”. Foi “silenciado” pela Encíclica Conciliar “Dei Verbum”. Com todo o peso da autoridade e da responsabilidade do Dicastério Supremo, de onde emanava, o “Monitum” alerta aos exegetas para levarem em conta, em seu trabalho, as normas diretrizes da Igreja. Em verdade, o “Monitum” é uma sentença, e tal sentença foi a expressão derradeira do Magistério Eclesiástico, prestamente condenada à inanidade por Paulo VI.
[92] Michele Sindona foi um banqueiro italiano e criminoso condenado. Faleceu em 1986, por envenenamento. Conhecido nos círculos bancários como “Tubarão”, Sindona era um membro da P2, a Loja maçônica secreta italiana, e teve relações claras com a Máfia siciliana. Ele teria sido fatalmente envenenado na prisão, enquanto cumpria uma sentença de prisão perpétua (ergástulo) como mandante do assassinato do advogado Giorgio Ambrosoli. Ele estaria envolvido também no Affaire Calvi. Ele chegou a forjar o próprio sequestro, quando respondia a um processo nos EUA; queria camuflar uma viagem à Sicília junto com um boss mafioso. Na verdade, o sequestro era um recado aos aliados políticos de Sindona, entre os quais Giulio Andreotti, para salvar seus bancos e recuperar o dinheiro de “Cosa Nostra”, a Máfia siciliana. No sequestro chegou a mandar dar um tiro em sua perna, pelo médico maçom norte-americano Joseph Miceli Crimi, para tornar verídico o fato. Nos EUA foi condenado por 65 acusações. Foi morto no cárcere de Voghera, dois dias depois de sua condenação ao ergástulo. Diz-se que até o envenenamento teria sido ideia sua, para não ser extraditado para os EUA, mas alguém aproveitou a oportunidade para eliminá-lo. Segundo a mídia, o idealizador do envenenamento teria sido Andreotti, para evitar que em apelação ele contasse mais coisas ainda.
[93] O “Catecismo Holandês” foi o “1968” da Igreja. A resposta do papa Montini foi o “Credo do Povo de Deus” nota 4. Hoje se sabe que quem o escreveu foi seu amigo, o filósofo Jacques Maritain. “O Novo Catecismo. A fé para adultos”, mais conhecido como “Catecismo Holandês”, foi escrito pelo Instituto Catequético Superior de Nijmegen, na Holanda, em 1966. Logo se vendem mais de 400 mil exemplares na Holanda. O catecismo introduz um novo gênero literário, abandonando o clássico sistema catequético de perguntas e respostas, cuja preocupação principal era a exatidão objetiva da formulação das Verdades de Fé. O “Catecismo Holandês” é redigido em estilo corrente. Em vez de partir diretamente da exposição das Verdades da Fé, considera o homem em busca de Deus. É, portanto, antropocêntrico, por refletir uma verdadeira revolução copernicana. Baseia-se na Teologia liberal do CVII.
[94] No dia 1 de julho de 1970, Paulo VI recebeu três líderes dos principais movimentos de libertação das colônias portuguesas: Antônio Agostinho Neto, de Angola; Marcelino dos Santos, de Moçambique; e Amílcar Lopes Cabral, para a Guiné-Bissau e Cabo Verde.
[95] Fenomenologia. Tratado científico sobre a descrição e classificação dos fenômenos, que se propõe a ser uma “ciência do subjetivo, dos fenômenos e dos objetos como objetos”. Fenomenologia deriva das palavras gregas “phainesthai” (significa aquilo que se mostra) e “logos” (significa estudo), sendo etimologicamente, então, “o estudo do que se mostra”. Na filosofia de Edmund Husserl é o método de apreensão da essência absoluta das coisas. Para a fenomenologia um objeto é como o sujeito o percebe, e tudo tem que ser estudado tal como é para o sujeito e sem interferência de qualquer regra de observação cabendo a abstração da realidade e perda de parte do que é real, pois tendo como objeto de estudo o fenômeno em si, estuda-se, literalmente, o que aparece. Para a fenomenologia um objeto, uma sensação, uma recordação, enfim, tudo tem que ser estudado tal como é para o espectador. Para Husserl, que elaborou a doutrina da crítica fenomenológica, é a “crítica literária que privilegia as experiências humanas no estudo do texto literário, o que significa que a busca do sentido se deve fazer não só por aquilo que ele comunica diretamente mas também avaliando todas as respostas que esse texto recebeu e provocou”. Que o Vaticano II assumiu a linguagem da fenomenologia subjetivista é reconhecido pelo teólogo jesuíta, Padre J.B. Libânio: “O Concílio significou um novo paradigma teológico, em comparação com a teologia comum pós-tridentina e pré-moderna (...). Primeiro se estabelecia a tradição, depois o sujeito envolvido nela. No horizonte longínquo estava o mundo rural com a matriz da natureza. O sujeito se inseria numa tradição sem tomar distância dela e sem olhá-la como objeto de análise (...). A Tradição se opõe a interpretação (...). O sentido mais profundo do Concílio Vaticano II não foi brindar a Igreja um texto terminado, mas criar novo espírito, nova mentalidade, introduzindo no interior da Igreja, a dimensão histórica, hermenêutica, dialética” (Pe. J.B. Libânio S.J, A Volta à Grande Disciplina, Loyola, São Paulo, 1983, p. 128). A Tradição Católica é dogmática, fixa, e objetiva. A interpretação fenomenológica é subjetiva, fruto do encontro da visão de mundo do autor com a de seu leitor, resultando desse encontro uma leitura pessoal.
[96] Existencialismo é um termo aplicado a uma escola de filósofos dos séculos XIX e XX que, apesar de possuir profundas diferenças em termos de doutrinas partilhavam a crença de que o pensamento filosófico começa com o sujeito humano, não meramente o sujeito pensante, mas as suas ações, sentimentos e a vivência de um ser humano individual. Filósofos existencialistas posteriores retêm este ênfase no aspecto do indivíduo, mas diferem, em diversos graus, em como cada um atinge uma vida gratificante, e no que ela se constitui, que obstáculos devem ser ultrapassados, que fatores internos e externos estão envolvidos, incluindo as potenciais consequências da existência ou não existência de Deus. O Existencialismo tornou-se popular nos anos após as guerras mundiais, como maneira de reafirmar a importância da liberdade e individualidade humana. O Existencialismo cristão descreve um grupo de escritos que levam a uma abordagem filosoficamente existencialista da Teologia Cristã. A escola de pensamento é muitas vezes marcada após a obra do filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard, que argumentava que o Universo é, fundamentalmente, paradoxal, e que o seu maior paradoxo é a união transcendente de Deus e do homem na pessoa de Jesus Cristo. Ele também postulou ter um relacionamento pessoal com Deus que supera todas as normas morais, as estruturas sociais e normas comuns, afirmando que, seguir as convenções sociais é essencialmente uma escolha estética pessoal feita por indivíduos.
[97] Motu ProprioSacrum diaconatus ordinem”. Paulo VI. 18 de junho de 1967. Vide aqui, em Italiano.
[98] Instrução “Fidei custos” (Guarda da Fé), pela qual são constituídos os Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística: Paulo VI. 30 de abril de 1969. Download “doc”.
[99] Instrução “Ut Sive Sollicite”. 31 de Março de 1969. As insígnias, os objetos sumptuários e as cerimônias do clero católico ocidental foram alvo de profunda simplificação no rescaldo das orientações nascidas do CVII. O documento promulgado por Paulo VI esteve na origem do abandono da tiara, sedia gestatória e flabelos. Tombaram rapidamente em desuso também o porte diário da batina, as murças de arminhos, as batinas de cauda, o barrete eclesiástico, a chapelaria ligada à investidura dos cardeais, o ferraiolo, o manttelone, o manttelette e as luvas de cerimônia. Paulo VI se lamentaria em 17 de Setembro de 1969: “fomos longe demais na intenção, em si louvável, de inserir o padre no contexto social, até o ponto de secularizar sua forma de viver, de pensar, e mesmo seu hábito, com o grave risco de enfraquecer sua vocação e de ridicularizar seus compromissos”. Vide o documento, em Inglês.
[100] Antigamente, o acolitado era a mais alta das chamadas “ordens menores”, após o hostiarato, o leitorado e o exorcistado. O subdiaconato, durante muito tempo foi considerado o primeiro grau das “ordens maiores”, seguindo-se-lhe o diaconato, o presbiterato e o episcopado. Com o Motu Proprio “Ministeria Quaedam, Paulo VI reformou as Ordens Menores e Maiores, eliminando o subdiaconato e agrupando o diaconato, o presbiterado e o episcopado numa única categoria de ordens, todas estritamente sacramentais, que passaram a ser chamadas de “Ordens Sagradas”; conservaram-se das “ordens menores”, apenas o leitorado e o acolitado, ressaltando seu carácter de função delegada – não sacramental – ao denominá-las “ministérios instituídos”. As duas maiores novidades da reforma, entretanto, consistem na instituição do Diaconato Permanente e da disponibilização dos ministérios (tanto o leitorado quanto o acolitado) para leigos, mesmo os que não aspiram ao Sacerdócio ministerial.
[101] Instrução “Memoriale Domini”, sobre a Maneira de Distribuição da Santa Comunhão. 28 de maio de 1969. Vide aqui.
[102] Humani Generis, vide aqui.
[103] Motu Proprio “Matrimonia mixta”. 31 de março de 1970. Vide aqui, em Italiano.
[104] Johannes Gerardus Maria Willebrands foi um Cardeal e Arcebispo holandês. Faleceu em 2006. Em 1951, principalmente por sua inspiração e iniciativa, foi instituída a “Comissão católica para as questões ecumênicas”. João XXIII o chamou, em 1960, para o “Secretariado pela Unidade dos Cristãos”, onde desenvolveu seu trabalho em favor do Ecumenismo, com efeitos sobre o Decreto “Unitatis redintegratio” sobre o Ecumenismo. Vide aqui.
[105] Quinta Assembleia da Federação Luterana Mundial, realizada em Évian, em 1970. O Cardeal Willebrands nota 104 declarou na ocasião que o herege Martinho Lutero era um “doutor comum”.
[106] Decreto “Lamentabili Sane Exitu”, da Congregação do Santo Ofício, de 3 de julho de 1907. O decreto é um tipo de antecipação do que São Pio X exporá, em 8 de Setembro seguinte, na Encíclica Pascendi Dominici gregis. Com estes dois documentos, é condenado o Modernismo que andava se difundindo dentro dos ambientes católicos. Vide aqui.
[107] Pascendi Dominici Gregis, vide aqui.
[108] Nova Ordem Mundial. Tida por uma Teoria conspiratória, a NOM trata-se de um grupo poderoso e secreto está planejando dominar e escravizar o mundo através de um governo mundial único. Acontecimentos históricos e atuais são passos de um curso planejado para governar o mundo, principalmente através de uma combinação de políticas financeiras, corrupção política, engenharia social, controle mental, e o medo à base da propaganda (cultura do medo). Há um plano concebido por Adam Weishaupt, fundador dos Illuminati, que ainda existe e continua a perseguir a implementação desta nova ordem. O chamado “processo de globalização”, iniciado em finais do Século XX a nível mundial, seria uma das muitas facetas do estabelecimento progressivo dessa nova ordem. Muitas organizações internacionais como o Banco Mundial, o FMI, a União Europeia, as Nações Unidas e a OTAN são fundamentais para as organizações da NOM. Presidentes e primeiros-ministros de nações também estão incluídos na teoria. São incluídos também os seguintes grupos: “Comissão Trilateral”, “Conferência Bilderberg”, “Council on Foreign Relations”, “Clube de Roma”, “Projeto para o Novo Século Americano”, “Federal Reserve Bank”, Maçonaria, G8, “Skull & Bones”, “Ordem de Malta”, CIA, entre outros. Os “Protocolos dos Sábios de Sião” são um documento, publicado em 1903, denunciando uma conspiração judaico-maçônica para alcançar a dominação mundial. Os autores do livro “The Holy Blood and the Holy Grail”, de 1982, concluíram que “Os Protocolos” são o elemento mais persuasivo de prova para a existência das atividades do “Priorado de Sião”. Esta sociedade secreta está trabalhando nos bastidores para estabelecer um teocrático “Estados Unidos da Europa” (país política e religiosamente unificado através do culto imperial de um rei sagrado Merovíngio, que ocuparia o trono tanto da Europa como da Santa Sé), que irá se tornar a hiperpotência do século XXI. Na teoria das relações internacionais, o termo “Nova Ordem Mundial” tem sido utilizado para se referir a um novo período no pensamento político e no equilíbrio mundial de poder, além de uma maior centralização deste poder. Apesar das diversas interpretações deste termo, ele é principalmente associado com o conceito de governança global. Foi o presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson que, pela primeira vez, desenvolveu um programa de reforma progressiva nas relações internacionais e liderou a construção daquilo que se convencionou denominar de “uma Nova Ordem Mundial” através da Liga das Nações (atual ONU). Nos Estados Unidos a expressão foi usada literalmente pela primeira vez pelo presidente Franklin Delano Roosevelt em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial.
[109] Carta Encíclica “Ecclesiam Suam”. 06 de agosto de 1964. Vide aqui. Vide também nota 44.
[110] A “Organização das Religiões Unidas” é o equivalente espiritual da ONU. Em 2008, O líder do Partido Democrático italiano, Walter Veltroni, propôs a criação de uma ORU, com sede em Roma, e assegurou que a ideia agradou muito ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e Bento XVI. Veltroni explicou que sua ideia consiste na criação de um “palácio das religiões” em Roma, como o da sede da ONU em Nova York, no qual representantes de todas as confissões do mundo possam se encontrar e dialogar. Em seu livro, “Nova Genesis”, Robert Muller (líder visionário da ONU) diz: “Eu apoiaria de todo o coração a criação de um arranjo institucional na ONU ou na UNESCO para o diálogo e cooperação entre as religiões”. A visão de Muller se tornou realidade com a assinatura da Iniciativa das Religiões Unidas. A iniciativa, assinada por William Swing, um bispo episcopaliano, e pelo próprio Robert Muller busca “... trazer as religiões e as tradições espirituais para uma mesa comum, uma assembleia global permanente e diária. Lá, respeitando-se uns aos outros sem distinção, eles irão buscar a paz entre as religiões para que possamos trabalhar juntos pelo bem de toda vida e pela cura da terra”. Vide aqui, aqui. A carta sobre a Iniciativa das Religiões Unidas, aqui.
[111] Constituição Apostólica “Missale Romanum” pela qual se promulga o Missal Romano, restaurado segundo o decreto do Concílio Ecumênico Vaticano II. 03 de abril de 1969. Vide aqui.
[112] Alfredo Ottaviani (1890-1979) foi um Cardeal italiano, chamado de ‘guardião da fé’ por ter sido um rigoroso defensor da Tradição e um forte opositor das reformas na Igreja. Era chamado também de ‘o homem das excomunhões’. Participou do “Coetus Internationalis Patrum”. O Concílio Vaticano II, a reforma da Cúria e o início das atividades do Sínodo Episcopal foram para ele um golpe excessivo. Nomeado pelo Papa Presidente da Comissão Doutrinal, Ottaviani viu implementarem-se, especialmente nas aplicações distorcidas do Concílio, algumas das posições contra as quais ele havia mais se oposto e temido (abusos litúrgicos, distorções doutrinárias etc.). Ele se mostrou contra também a reforma do Santo Ofício e a abolição do Índice dos livros proibidos e do juramento anti-modernista. Em 1968, entregou sua demissão e em 1969 escreveu, junto com o Card. Antonio Bacci, uma carta, conhecida como “Intervenção Ottaviani: Breve estudo crítico do Novus Ordo Missae” (PDF), a Paulo VI, contra a reforma litúrgica e, especialmente, o novo “Missal Romano” ou “Novus Ordo Missae”, então prestes a entrar em vigor. Entre suas intervenções mais conhecidas, houve, em 1962, a redação do atento documento “Crimen sollicitationis” (crime de provocação ou de aliciamento), reservado a todos os Bispos, no qual eles eram instruídos sobre as modalidades de gestão dos casos de pedofilia (“sollicitatio ad turpia” – provocação para coisas obscenas – praticada durante o Sacramento da Confissão) dentro da Igreja. Nele foi prevista, para episódios mais graves, a excomunhão para quem não acatasse o documento, o qual foi aprovado pelo Papa João XIII. O documento foi parcialmente ‘revisto’ (2001) pela carta “De delictis gravioribus” (acerca dos delitos mais graves), do então Card. Ratzinger. Foi Prefeito do Santo Ofício durante os pontificados dos Papas Pio XII, João XXIII e Paulo VI.
[113] Antonio Bacci foi um Cardeal, Arcebispo e latinista italiano. Faleceu em 1971. Participou do CVII, em favor da Tradição Católica. Em 24 de outubro de 1962, durante a primeira Sessão, defendeu o latim como língua litúrgica e defendeu o esquema preparatório sobre as fontes da Revelação, que repropunha a doutrina tradicional da Igreja. Na segunda Sessão se manifestou contra o diaconato permanente. Na quarta Sessão lutou para que nos documentos conciliares houvesse uma condenação explicita ao comunismo. Em 1963, participou do Conclave que elegeu Paulo VI. Em setembro de 1969, escreveu, junto com o Cardeal Ottaviani, uma carta – conhecida por “Intervenção Ottaviani: Breve estudo crítico do Novus Ordo Missae” (PDF) – dirigida a Paolo VI, na qual expressavam, os dois Cardeais, a sua oposição à reforma litúrgica e, em particular, ao novo “Missal Romano” ou “Novus Ordo Missae”, às vésperas de entrar em vigor.
[114] O Concílio de Trento (1545-1563) foi o 19º concílio ecumênico da Igreja Católica e é considerado um dos três concílios fundamentais na Igreja. Foi convocado pelo Papa Paulo III para assegurar a unidade da Fé e a disciplina eclesiástica, no contexto da Reforma da Igreja Católica, e a reação à divisão então vivida na Europa devido à Reforma Protestante, razão pela qual é denominado também de Concílio da Contrarreforma. Foi o concílio mais longo da História da Igreja e aquele que emitiu o maior número de decretos dogmáticos e reformas e que produziu os resultados mais benéficos, duradouros e profundos sobre a Fé e a disciplina da Igreja. Para opor-se ao protestantismo, o Concílio emitiu numerosos decretos disciplinares e especificou claramente as doutrinas Católicas quanto à salvação, aos sete Sacramentos (como por exemplo, confirmou a presença de Cristo na Eucaristia), ao cânone bíblico (reafirmou como autêntica a Vulgata) e à Tradição, à doutrina da graça e do pecado original, à justificação, à liturgia e ao valor e importância da Missa (unificou o ritual da missa de rito romano, abolindo as variações locais, instituindo a chamada ‘Missa Tridentina’), ao celibato clerical, à hierarquia Católica, ao culto dos santos, das relíquias e das imagens, às indulgências e à natureza da Igreja. Foram criados seminários nas dioceses como centros de formação sacerdotal, e confirmou-se a superioridade do Papa sobre qualquer concílio ecumênico. Foi instituído o ‘Index Librorum Prohibitorumnota 83, um novo Breviário (o Breviário Romano) e um novo Catecismo (o Catecismo Romano). Foi reorganizada também a Inquisição. Celebrou-se em três períodos: 1º Período (1545-48; 10 sessões, promulgando-se os decretos sobre a Sagrada Escritura e Tradição, o pecado original, a justificação e os sete sacramentos em geral e vários decretos de reforma disciplinar); 2º Período (1551-52; 6 sessões, continuando a promulgar-se, simultaneamente, decretos de reforma e doutrinais ainda sobre sacramentos, particularmente sobre a eucaristia – nomeadamente sobre a questão da transubstanciação –, a penitência, e a extrema-unção); 3º Período (1562-63; 9 sessões, em que se promulgaram importantes decretos doutrinais, principalmente decretos eficazes para a reforma da Igreja). Assinaram as suas atas 217 padres oriundos de 15 nações. Os decretos tridentinos e os diplomas emanados do Concílio, foram as principais fontes do direito eclesiástico durante os 4 séculos seguintes até à promulgação do Código de Direito Canónico em 1917.
[115] Antonio Michele Ghisleri (1504-1572), Papa Pio V, O.P., foi o 225º Papa da Igreja Católica. Nascido no norte da Itália, ingressou aos 14 anos na Ordem Dominicana e fez uma brilhante carreira eclesiástica, como bispo, Cardeal (sob o título de Santa Maria Sopra Minerva), inquisidor-mor e, por fim, Papa. Aplicou energicamente as decisões do Concílio de Trento, restabelecendo a moral e a ascese espiritual, e combateu fortemente a Reforma Protestante. Com sua Bula “In cœna Domini”, reafirmou a legitimidade e supremacia da Igreja Católica e da Cabeça Visível do Corpo Místico, o Santo Padre. Reduziu substancialmente os gastos da Sé de Roma, foi responsável pela publicação do Catecismo Romano e ordenou o ensino da teologia tomista nas universidades. Ordenou a residência compulsória para os clérigos e regulou os hospícios (instituição católica). Com a Bula Quo Primum Tempore instituiu a Missa tridentina, através do estabelecimento do texto oficial da Missa e do Ofício Divino, que foram a práxis litúrgica ordinária do Rito Latino em toda a Igreja até o Concílio Vaticano II. A bula teve por finalidade unificar a Reapresentação do Sacrifício da Cruz e impedir abusos e deturpações no culto sagrado. Em Roma mandou que Daniele da Volterra, discípulo de Michelangelo, recobrisse com roupas a nudez pintada no teto da Capela Sistina. Sua Bula “De salutis gregis dominici” proibia os cruentos espetáculos das touradas. Conseguiu a duros esforços coordenar os interesses de potências católicas e levá-las à vitória de Lepanto, em 7 de Outubro de 1571. A importância desta vitória, para a defesa de uma Europa cristã e obtida em circunstâncias militares muito difíceis, graças à intercessão de Nossa Senhora, para quem o Papa mandou rezar o terço em todo o mundo católico, levaram o Papa Pio V a instituir naquela data o dia de Nossa Senhora da Vitória, bem como a divulgar, em toda a Cristandade a prática da oração do Rosário, cuja origem é atribuída à aparição da Santa Virgem ao fundador da Ordem dos Pregadores, São Domingos de Gusmão. Beatificado a 27 de Abril de 1672, foi proclamado santo (1712) pelo Papa Clemente XI. Memória: dia 30 de abril.
[116] O Sínodo de Pistóia foi realizado nesta cidade toscana em 1786. Sob a direção do Bispo Scipione de Ricci, com o apoio de jansenistas holandeses, franceses e italianos, e com a presença de 234 sacerdotes, este Sínodo pretendeu realizar reformas e dar o impulso para a criação duma Igreja nacional. Os primeiros decretos reafirmavam as doutrinas jansenistas sobre a graça, a predestinação e a moral, reprovando a devoção ao Coração de Jesus, os exercícios espirituais e as missões populares. Reconheciam-se os quatro artigos galicanos, numa visão favorável ao controlo do estado sobre a Igreja. A tendência era também a de aumentar o poder dos bispos em detrimento da autoridade do Papa. No meio destes pontos negativos ressaltavam também algumas outras propostas, relacionadas com a purificação do culto e a participação dos fiéis na liturgia. A condenação do Sínodo de Pistóia, realizada em 1794, com a Bula “Auctorem fidei”, de Pio VI, deve-se ao seu contexto dogmático jansenista e à sua eclesiologia desviada.
[117] O Jansenismo foi uma heresia que surgiu na França e Bélgica, no século XVII e se desenvolveu no século XVIII. Trata-se de um movimento de caráter dogmático, moral e disciplinar e que assumiu também contornos políticos. O nome deriva do Bispo de Yprès, Jansênio, que escreveu um livro intitulado “Suma Agustinus seu doctrina S. Agostini de humanae naturae sanitae, aegritudine, medicina adversus Pelagianos et Massilienses” (publicada em 1640), onde dizia que os homens já nasciam predestinados ao Céu ou ao Inferno, nada podendo mudar esse destino. Ele afirmava ter entendido totalmente Santo Agostinho de uma forma que a Igreja ainda não tinha compreendido; porém, com receio de Roma, por algum tempo permaneceu apenas amadurecendo suas ideias. O Jansenismo já havia sido condenado pelos Papas Urbano VIII, Inocêncio X e Alexandre VII, sem que se lograsse a submissão completa dos hereges ou seu lançamento fora da Igreja. Papa Inocêncio X, em Breve de 29 de setembro de 1654, condenara, através da Bula “Cum occasione”, de 9 de junho de 1653, as cinco proposições que a Assembleia Geral do Clero Francês lhe apresentara como contendo os principais pontos da doutrina sustentada no “Augustinus” de Jansênio. Ler mais aqui e aqui.
[118] Constituição Dogmática “Lumen Gentium. 21 de Novembro de 1964: “62. Esta maternidade de Maria na economia da graça perdura sem interrupção, desde o consentimento, que fielmente deu na anunciação e que manteve inabalável junto à Cruz, até à consumação eterna de todos os eleitos. De fato, depois de elevada ao Céu, não abandonou esta missão salvadora, mas, com a sua multiforme intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna. Cuida, com amor materno, dos irmãos de seu Filho que, entre perigos e angústias, caminham ainda na terra, até chegarem à Pátria bem-aventurada. Por isso, a Virgem é invocada na Igreja com os títulos de advogada, auxiliadora, socorro, medianeira. Mas isto se entende de maneira que nada tire nem acrescente à dignidade e eficácia do único mediador, que é Cristo. Efetivamente, nenhuma criatura se pode equiparar ao Verbo encarnado e Redentor; mas, assim como o sacerdócio de Cristo é participado de diversos modos pelos ministros e pelo povo fiel, e assim como a bondade de Deus, sendo uma só, se difunde variamente pelos seres criados, assim também a mediação única do Redentor não exclui, antes suscita nas criaturas – aqui equipara todos os seres humanos a Maria – cooperações diversas, que participam dessa única fonte. Esta função subordinada de Maria, não hesita a Igreja em proclamá-la; sente-a constantemente e inculca-a aos fiéis, para mais intimamente aderirem, com esta ajuda materna, ao seu Mediador e Salvador”. “8. Cristo, Mediador único, estabelece e continuamente sustenta sobre a Terra, como um todo visível, a Sua Santa Igreja, comunidade de Fé, Esperança e Amor, por meio da qual difunde em todos a Verdade e a Graça”. Ler também a Exortação Apostólica “Signum Magnum”, aqui.
[119] “A viagem do seu féretro, de Castel Gandolfo à Basílica de São Pedro em Roma ocorreu de forma nunca vista, como foi descrita pela revista SI SI NO NO (ano IV, número 9) sob o título: ‘Um papa sem alma?’: ‘Ao microfone estava um sacerdote para animar a pompa funérea: seu comentário era dirigido a todo o mundo pela TV! Mas o mundo não ouviu uma só prece a Deus pela alma do defunto. O que o mundo viu foi o carro fúnebre percorrendo a Via Appia, das Catacumbas, por onde passaram os Apóstolos e Mártires que vieram a Roma para ensinar sobre Deus e a alma, e para rezar a Deus, o que significa entregar-lhe a alma. Mas acaso não teria esse ‘sumo pontífice’ uma alma a salvar? Teria Paulo VI deixado disposições também para essa sua derradeira viagem terrena? Porque se põe uma tremenda questão: estes ‘famosos personagens’ buscando agradar e impressionar os homens, podiam agradar a Deus? Ou ao contrário, se faziam inimigos das almas e de Deus’.” Veja mais

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ABORTO - O GRITO SILENCIOSO

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