14 de novembro
Santo Estanislau Kostka
Romae sancti Stanislai Kostka; Poloni, novitii e Societate Jesu et Confessoris;qui, consummatus in brevi, per angelicam vitae innocentiam explevit tempora multa (Martyrologio Romano, 1856, Agosto, pag. 18.)
”Ajoelha-te, ajoelha-te; vê que Santa Bárbara, acompanhada de dois Anjos, traz-me a Comunhão”, exclamou Estanislau moribundo no leito, dirigindo-se a seu preceptor, quando estudante no colégio jesuíta de Viena.
E o preceptor completa sua narração com as seguintes palavras: “E levantando-se, pôs-se de joelhos na cama. Depois disse três vezes: ‘Senhor, eu não sou digno…’ Abriu a boca… e estendeu a língua com profundíssima humildade”.(1) Mas não foi ainda desta vez que Estanislau morreria.
Esse episódio é emblemático da vida inteiramente excepcional deste Santo, cuja festa comemora-se a 13 de novembro, dia em que seu corpo foi exumado e encontrado sem nenhuma forma de corrupção.
Das mais nobres famílias da Polônia
Estanislau nasceu em 1550 no castelo de Rostkow, de uma família das mais nobres da Polônia, que se “distinguia pela invariável fidelidade à antiga fé católica, diante das tempestades luteranas e renascentistas”.(2) Seus pais foram João Kostka, Senador do Reino, e Margarida Kriska, de estirpe não menos ilustre que o marido.
Estanislau foi dessas almas que parecem ter, desde o berço, correspondido a todas as graças especialíssimas com que Deus as cumula, percorrendo em pouco tempo, na santidade, uma carreira que muitos levam a vida inteira para atingir.
De uma pureza extrema, qualquer palavra mais livre fazia o menino enrubescer e até mesmo perder os sentidos. Quão diferente da perversão infantil que grassa em nossos dias! “Falemos doutra coisa, costumava dizer o velho pai, senão o nosso Estanislauzinho levantará os olhos ao céu, para dar em seguida com a cabeça no chão”.(3) A par dessa extrema delicadeza de consciência, o menino foi, desde cedo, também modelo de sabedoria e honestidade.


