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Feminismo: o maior inimigo da mulher
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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Como, desprezando o mundo, é doce servir a Deus

Como, desprezando o mundo, é doce servir a Deus


1. A alma: De novo, Senhor, Vos falarei, e não me calarei; direi aos ouvidos de meu Deus, meu Senhor e meu Rei, que está nas alturas: Quão grande, Senhor, é a abundância da doçura que reservastes aos que Vos temem! (Sl 30,20). Mas que será para os que Vos amam e de todo o coração Vos servem? É verdadeiramente inefável a doçura da contemplação que concedeis aos que Vos amam. Nisto, particularmente, me manifestastes a doçura de Vosso amor: quando não era, Vós me criastes e quando andava longe de Vós, perdido no erro, me reconduzistes a Vos servir e me destes o preceito de Vos amar.

2. Ó fonte perene de amor, que direi de Vós? Como poderia eu esquecer-me que Vos dignastes lembrar-Vos de mim, ainda depois de depravado e perdido? Além de toda esperança, usastes de misericórdia para com Vosso servo, e acima de todo mérito me prodigalizastes Vossa graça e amizade. Com que poderei agradecer-Vos tal mercê? Porque nem a todos é dado deixar tudo, renunciar ao mundo e abraçar a vida religiosa. Será porventura mérito que eu Vos sirva, quando toda criatura tem obrigação de Vos servir? Não me deve parecer grande coisa que eu Vos sirva; antes devo considerar grande e digno de admiração que Vos digneis receber-me, pobre e indigno como sou, em Vosso serviço e associar-me aos Vossos servos prediletos.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Os 12 graus do Silêncio - Sor Amada de Jesús

Um belo texto de Sor Amada de Jesús acerca da vida espiritual, a vida de oração. Nada melhor do que o silêncio para falar com Deus. E essa era de trevas em que vivemos, onde tudo contribui para evitarmos "falar com Deus", é preciso um pouco de inspiração. 



A vida interior poderia consistir só nesta palavra: Silêncio! O silêncio prepara os santos; ele os começa, os continua e os acaba. Deus, que é eterno, não diz mais que uma só palavra, que é o Verbo. Do mesmo modo, seria desejável que todas as nossas palavras digam Jesus direta ou indiretamente. Esta palavra: silêncio, quão formosa é!

1º Falar pouco às criaturas e muito a Deus.
Este é o primeiro passo, mas indispensável, nas vias solitárias do silêncio. Nesta escola é onde se ensinam os elementos que dispõem à união divina. Aqui a alma estuda e aprofunda esta virtude, no espírito do Evangelho, no espírito da Regra que abraçou, respeitando os lugares consagrados, as pessoas, e sobretudo esta língua na qual tão frequentemente descansa o Verbo ou a Palavra do Pai, o Verbo feito carne. Silêncio ao mundo, silêncio às notícias, silêncio com as almas mais justas: a voz de um Anjo turbou Maria...

2º Silêncio no trabalho, nos movimentos.
Silêncio no porte; silêncio dos olhos, dos ouvidos, da voz; silêncio de todo o ser exterior, que prepara a alma para passar a Deus. A alma merece tanto quanto pode, por estes primeiros esforços em escutar a voz do Senhor. Que bem recompensado é este primeiro passo! Deus a chama ao deserto, e por isso, neste segundo estado, a alma aparta tudo o que poderia distraí-la; se distancia do ruído, e foge sozinha Àquele que somente é. Ali ela saboreará as primícias da união divina e o zelo de seu Deus. É o silêncio do recolhimento, ou o recolhimento do silêncio.


domingo, 14 de abril de 2013

SÃO FRANCISCO DE ASSIS: O amor não é amado

O AMOR NÃO É AMADO


Um dia, Frei Leão, o fiel "secretário" do Poverello, sempre atento a tudo o que acontecia na vida do Pai e Irmão Francisco, o ouviu a chorar, a poucos metros desta Basílica, e, mesmo com certa dificuldade, conseguiu ouvir aquelas célebres palavras do “Estigmatizado da Verna”: “o amor não é amado”, “o amor não é amado”. Com muito respeito, como o que tem aquele que entra no santuário da mais profunda intimidade de um homem de Deus, Leão pergunta: “Porque choras, Frei Francisco?”. Francisco não responde, apenas continua a dizer: “o amor não é amado”, “o amor não é amado”…

Leão, talvez para consolá-lo, mas totalmente convencido do que dizia, interrompe o choro de Francisco e lhe diz: “Mas Francisco, não te parece que já fizeste o bastante por Jesus deixando o teu pai e a tua mãe, os teus amigos e um futuro de glória?” E Francisco responde: “Não, não é o bastante”.

“Mas Francisco” - continua dizendo Leão – “não te parece que já fizeste o bastante despindo-te de tuas vestes diante de todos, pedindo esmola pela estradas de tua [própria] cidade, abraçando um leproso... de tal forma a ser considerado um louco?”.  “Não, não é o bastante”, responde de novo Francisco.

Pela terceira vez, Leão insiste: “Francisco, não te parece suficiente sofrer como estás sofrendo por causa dos Estigmas, da rebelião dos Ministros, da enfermidade nos olhos?”. E, mais uma vez, Francisco, desta vez com voz forte, grita: “Não, não é o bastante, não é o bastante, não é o bastante!”. E conclui: “Escreva e guarde em teu coração, Frei Leão, Deus é o ‘nunca é o bastante’...”.


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Visto em:  http://www.facebook.com/notes/io-francesco/lamore-non-%C3%A8-amato/149077661801796.
Tradução: Giulia d'Amore



O POEMA


O Amor não é amado!



O camponês perguntou: Que aconteceu,
irmão, por que estás chorando?

O irmão respondeu:
Meu irmão,
o meu Senhor está na Cruz
e me perguntas por que choras?

Quisera ser neste momento
o maior oceano da terra,
para ter tudo isso de lágrimas.

Quisera que se abrissem
ao mesmo tempo todas
as comportas do mundo
e se soltassem
as cataratas
e os dilúvios
para me emprestarem
mais lágrimas.

Mas ainda que juntemos
todos os rios e mares,
não haverá lágrimas
suficientes para chorar
a dor e o amor
de meu Senhor crucificado.

Quisera ter as asas invencíveis
de uma águia para atravessar
as cordilheiras e gritar
sobre as cidades:

O Amor não é amado!
O Amor não é amado!

Como é que os homens podem amar
uns aos outros se não amam o Amor?


São Francisco de Assis (não comprovado)



Recebido por e-mail, de Thiago Maria 
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Fonte: http://precantur.blogspot.com/2013/04/o-amor-nao-e-amado.html.


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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Da caridade fraterna

Caridade Fraterna 


Social por natureza, o homem sente necessidade de amar a seu semelhante. Sem isto, a vida em sociedade seria intolerável. Sem isto, a vida em sociedade seria intolerável.
A unidade da espécie humana nos obriga a este amor: somos todos irmãos.
Outra fraternidade ainda mais estreita é a dos filhos de Deus e membros do Corpo de que Cristo é a cabeça e o primogênito entre muitos irmãos (Rom. 8, 29).

Amor do próximo
s1. A lei mosaica mandava: “Amarás a teu próximo como a ti mesmo” (Lv. 19, 18). Mas os judeus não compreendiam os inimigos, escravos e estrangeiros como próximos.
2. Jesus Cristo equiparou o amor do próximo ao amor de Deus (Mt. 22, 39) e lhe deu verdadeira interpretação na parábola do samaritano (Lc. 10, 25-37), estendendo a caridade a todos os homens, mesmo ao inimigos (Mt. 5, 43-45).
3. A caridade fraterna é sinal de amor a Deus.

“Se alguém disser que ama a Deus, e odiar o seu irmão, é mentiroso. Porque aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, como amará a Deus a quem não vê?” (1 Jo. 4, 20).

4. É o sinal do cristianismo. Jesus indicou o amor do próximo como o sinal para se conhecerem os seus discípulos: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo. 13, 35).
5. Por isto Deus exige de quem o ama que ame também o próximo (1 Jo. 4, 21). Não aceita as oferendas dos que primeiro não se reconciliarem com o seu irmão (Mt. 5, 23-24).


Por amor de Deus

1. Devemos amar ao próximo primeiramente por amor de Deus. A caridade é uma virtude sobrenatural. No próximo vemos:
a) a imagem de Deus (Gn. 1, 26);
b) um filho de Deus (Mt. 23, 9), participante da bondade divina;
c) um membro de Jesus Cristo. O próprio Jesus Cristo reputa feito a si o que foi feito ao mínimo de seus irmãos (Mt. 25, 40);
d) um nosso irmão. Fomos todos criados por Deus e remidos pelo sangue de Cristo, que nos ensinou a verdadeira fraternidade, na qual chamamos a Deus de Pai: “Padre nosso, que estais no céu”.
2. Não é caridade o que se baseia na simples compaixão natural ou em meras considerações humanas.


Amar os inimigos

1. Somos obrigados a amar até os próprios inimigos. É doutrina expressa de Jesus:
“Tendes ouvido o que foi dito: Amarás a teu próximo e odiarás a teu inimigo. Mas eu vos digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem a quem vos odeia, orai pelos que vos perseguem e caluniam” (Mt. 5, 43-44).

2. Isto fazemos:
a) não guardando ódio. “Todo o que tem ódio a seu irmão é homicida” (1 Jo. 3, 15).
b) perdoando de coração: “Se não perdoardes aos homens, também vosso Pai celeste não vos perdoará vossos pecados” (Mt. 6, 15).
c) não querendo vingar-se.
d) fazendo por eles o bem que queremos que nos façam.

3. O amor aos inimigos não é impossível. De fato:
a) Jesus fez dele um preceito: “Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos” (Mt. 5, 44). E ele não nos iria dar um preceito impossível.
b) Deu-nos o exemplo, perdoando a seus algozes (Lc. 23. 34), o que tem sido seguido pelos santos: Sto. Estêvão (At. 7, 59), São João Gualberto (dia 12 de julho), Santa Joana de Chantal (21 de agosto).



ORDEM NA CARIDADE

1. Há na caridade uma ordem de pessoas. Se devemos amar o próximo como a nós mesmos, somos o padrão de nosso amor ao próximo. A caridade bem ordenada começa por si mesma.

A ordem de pessoas é a seguinte: cônjuge, filhos, pais, irmãos, parentes, amigos, benfeitores, correligionários (Gl. 6, 10), conhecidos, concidadãos, estrangeiros.

2. Há uma ordem de necessidade: espiritual e corporal. Mesmo em nós, amar de preferência o que vale mais.
A salvação vale mais do que a vida – e somos obrigados a dar a vida pela salvação eterna.
A alma vale mais do que o corpo: “Se o teu olho te escandaliza, arranca-o e lança-o fora” (Mt. 5, 29).
A virtude vale mais do que o saber – e devemos afastar-nos dos conhecimentos nocivos à virtude.
A honra vale mais do que a saúde – e importa guardar aquela, mesmo com detrimento desta.
O dever vale mais do que o prazer – e devemos abandonar os divertimentos que impedem o cumprimento dos deveres.
Assim, daremos aos valores espirituais tanto maior cuidado quanto o espírito é superior ao corpo.

3. No amor ao próximo respeitaremos do mesmo modo a hierarquia de valores.
a) A salvação de uma alma prevalece sobre qualquer necessidade temporal nossa ou alheia. (Em que casos se pode dar isto?).
b) Para salvar uma vida, somos obrigados a sacrifícios mais ou menos importantes. Mas não somos obrigados a expor a própria vida para salvar a de outrem.
c) Devemos preferir as obras de caridade espirituais, que são entre nós, infelizmente, as mais desprezadas. (A que obras de caridade espiritual v. se pode dedicar?).
Às vezes, porém, somos obrigados a começar pelo corpo para chegarmos aos cuidados espirituais que, na intenção, são os primeiros. “É inútil pregar conformidade e resignação a homens famintos” (Troniolo). As Conferências Vicentinas, cuja finalidade é espiritual, começam sempre pelo socorro material.

4. É contra a caridade para conosco expor-nos a perigo grave de pecar, em benefício espiritual do próximo. (Que pensar de certos jovens que vão para os bailes dançar para fazer Ação Católica?).

5. A caridade espiritual é de todas a primeira. A caridade consiste no amor de Deus, isto é, no estado de graça. Então a caridade conosco é nos mantermos no estado de graça, empregando para isto os meios. Com o próximo, a caridade é levá-lo à graça divina, usando igualmente dos meios aptos.

6. Na própria necessidade há uma ordem. Podemos achar-nos em necessidade extrema, grave ou comum.


Qualidades da caridade

1. Sobrenatural, para ser caridade. Vemos no próximo um filho de Deus, em membro de Jesus Cristo.

2. Operosa. Virtude de obras e não apenas de afetos. Se é verdade que as obras sem amor não são caridade, também os afetos só não bastam.
“Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e precisarem do alimento quotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e saciai-vos; porém não lhes derdes as coisas necessárias ao corpo, de que lhes aproveitará?” (Tgo. 2, 15-16).

3. Universal, não só enquanto atinge a todos os homens, mas também enquanto envolve todos os atos e anima todas as virtudes cristãs, que sem ela nada valem.
“Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como um bronze que soa ou como um címbalo que tine” (1 Cor. 13, 1). (Ver o elogio da caridade feito por S. Paulo em 1 Cor. cap. 13.).


Para viver a doutrina

1. A verdadeira caridade quer o maior bem do próximo. No entanto, dizer mal do próximo, zombar, divulgar seus defeitos e faltas, não socorrê-lo nas necessidades espirituais, não ajudá-lo a sair do pecado ou das ocasiões perigosas – são faltas de todo dia. O meu amor ao próximo deve tomar novo incremento.

2. Toda gente se queixa da grande miséria espiritual do mundo moderno. Há no meio em que vivo indícios desta miséria? (Examinar e determinar). E eu tenho o dever de minorá-la. Converter a uns para a prática da Religião, chamar outros para a frequência dos Sacramentos, cuidar de que todos vivam na graça divina – eis a missão da Ação Católica. Como poderei eu fazer isto? (Responder de modo prático, que encaminhe à ação).

3. A verdadeira caridade fraterna é fazer o próximo viver na graça santificante. Ora, há milhões de almas que nem conhecem o verdadeiro Deus. Que faço pelas Missões? Os missionários fazem um trabalho sobrenatural, mas precisam também de meios humanos para tratarem da conversão dos pagãos. Que posso eu fazer para ajudar aos missionários? (Responder de modo prático, que leve à ação).

4. Ao nosso lado há hereges – protestantes e espíritas. Afastados da verdadeira fé, errando o caminho da salvação. Sou obrigado a amá-los, interessando-me pela sua conversão e salvação. Tenho feito isto? Que posso fazer neste sentido? (Responder). Há um apostolado de preservação contra essas heresias: advertir os incautos contra as sessões, remédios e enganos do espiritismo; contra a propaganda (livros, revistas, pregações) protestante.

5. É a caridade uma das virtudes mais fáceis de praticar, desde que a tenhamos no coração. Não faltam ocasiões.
Em vez de palavras ásperas, palavras bondosas; em vez de zombarias que desagradam, um trato amável; em vez de rixas, união com todos; em vez de rivalidades, que provocam discórdias, humildade, que desfaz competições; em vez de maledicências e juízos temerários, dizer e pensar bem de todos. Há uma infinidade de pequenos serviços, há muitas ocasiões de proporcionar alegria, há inúmeros meios de mostrar gentileza que uma pessoa caridosa pode e sabe aproveitar.

6. É o amor aos inimigos um dos mais difíceis preceitos da caridade cristã. Longe de ser fraqueza, como pensa o mundo, é prova de grande valor moral. Sinal de força é o homem vencer-se, dominar os seus baixos instintos. A melhor prova de que isto é mais heroísmo do que fraqueza, é que muitos são capazes de odiar e vingar-se, poucos de perdoar e amar. Mas somos cristãos para seguir e imitar a Jesus Cristo.

7. Se somos obrigados a amar a todos, devemos no entanto respeitar a ordem na caridade. Nesta ordem há um ponto que devemos salientar: é a solidariedade dos católicos.
Preferir o médico, o advogado, o comerciante, o operário, etc., que comungam da mesma fé conosco é recomendação do próprio São Paulo: “Façamos o bem a todos, mas principalmente aos irmãos na fé” (Gl. 6, 10). (Que mal pode fazer numa família um médico sem religião?).
A preferência aos colégios e professores católicos é uma imposição da Igreja, por causa dos perigos que os anticatólicos trazem à fé.

8. Nunca nos devemos expor a perigo de pecar, mesmo para cuidar da salvação do próximo. Se a companhia de certo amigo me faz mal (mesmo que eu lhe faça algum bem), devo deixá-la. Se frequentando certo divertimento corro perigo espiritual, devo abandoná-lo ainda que a minha presença evite alguns males. Se uma leitura me prejudica moralmente, ainda que me ilustre o espírito, sou obrigado a abandoná-la.



OBRAS DE CARIDADE

Santa Isabel da Hungria

A prova da caridade são as obras. Não é com meros sentimentos nem com palavras que haveremos de socorrer e assistir a nossos irmãos nas suas múltiplas necessidades.

Importa conhecer essas necessidades. Assim atenderemos a cada qual segundo o seu valor, orientando nossas ações para a suprema preocupação da caridade, que é o amor de Deus, sem nos esquecermos de que muitas vezes é o corpo o melhor caminho para atingirmos as almas.


Obras de misericórdia

1. As CORPORAIS são:

1º dar de comer a quem tem fome: “Tive fome e me destes de comer” (Mt. 25, 35).
A viúva dá a Elias o último punhado de farinha que lhe resta, e Deus a recompensa com fartura (3 Reg. 17, 12-16). S. Domingos (4 de agosto) dá aos pobres os últimos pães que havia no convento. Ainda criança, Santa Rosa de Viterbo (4 de setembro) dava aos pobres o pão da merenda.

2º dar de beber a quem tem sede: “Tive sede e me destes de beber” (Mt. 25, 35).
“E todo o que der a beber a um daqueles pequeninos um copo d’água fria, por ser meu discípulo, na verdade vos digo que não perderá a sua recompensa” (Mt. 10, 42). Rebeca dá de beber ao servo e aos camelos de Abraão (Gn. 24, 15-20).

3º Vestir os nus: “Estava nu, e me vestistes” (Mt. 25, 36).
Tobias dava roupas aos seus parentes pobres (Tb. 1, 20). S. Martinho corta a metade do manto para dar a um pobre, e à noite Jesus lhe aparece vestido naquele manto (11 de novembro).

4º Remir os cativos.
S. Felix de Valois (20 de novembro) funda a Ordem dos Trinitários para a remissão dos cativos.

5º Visitar os enfermos e encarcerados: “Estava enfermo, e me visitastes; no cárcere, e viestes ver-me” (Mt. 25, 36).
S. João de Deus funda uma Ordem para cuidar dos enfermos (8 de março). Os hospitais católicos. S. Tomás de Vilanova com o dinheiro que lhe davam, ainda criança, comprava ovos para levar aos doentes (23 de setembro).

6º Dar pousada aos peregrinos: “Era peregrino, e me acolhestes” (Mt. 25, 35).
S. Paulo manda não esquecermos a hospitalidade (Hb. 13, 16). A Regra de São Bento manda hospedar no mosteiro os peregrinos. Raquel hospeda Tobias com alegria (Tb. 7, 1).

7º Sepultar os mortos.
Tobias enterra os mortos, com sacrifícios ousados (Tb. 2, 3-9). Davi felicita os que sepultaram a Saul (2 Reg. 2, 5). José de Arimatéia sepulta a Jesus (Mt. 22, 60). Os cemitérios paroquiais. As encomendações. Acompanhar os enterros, por espírito de caridade.


2. As ESPIRITUAIS são:

1º Dar bom conselho.
S. João Batista aconselha Herodes a abandonar o pecado (Mc. 6, 18). Por uma boa conversa se pode levar uma alma a Jesus. (Ver Jo. 1, 40-51; 4, 39-42). (Que oportunidades lhe aparecem para dar bons conselhos?).

2º Ensinar aos ignorantes. Jesus manda aos apóstolos: “Ide e ensinai” (Mt. 28, 19).
Os pregadores e catequistas. As Congregações ensinantes. As Missões entre os infiéis.

3º Corrigir os que erram: “Se teu irmão pecar contra ti, corrige-o” (Mt. 18, 15). Natan corrige a Davi, quando este pecou (2 Reg, 12, 7-12).

4º Consolar os aflitos: “Vinde a mim todos os que trabalhais e estais sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt. 11, 28).
(Procurar passagens do Evangelho em que Jesus consola os que sofrem). “Visitar os órfãos e viúvas nas suas tribulações” (Tgo. 1, 27). S. Camilo de Lelis funda uma Ordem para socorrer os moribundos (18 de julho).

5º Perdoar as injúrias: “Perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém” (Mc. 11, 25).
Generosidade de Davi para com Saul (1 Reg. 24, 4-8 e 26, 6-12). E os nossos interesses estão em jogo: “Perdoai as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores”...

6º Sofrer com paciência as fraquezas do próximo.
A paciência nos é necessária (Hb. 10, 36) e precisamos revestir-nos dela (Col. 3, 12) para suportarmos os outros – mesmo porque precisamos também ser tolerados por eles: “com paciência, suportando-vos uns aos outros por caridade” (Ef. 4, 2). (Quais as fraquezas do próximo que mais me custa suportar? Como fazer para vencer-me?).

7º Orar pelos vivos e defuntos.
Abraão pede a Deus pelos habitantes de Sodoma (Gn. 18, 22-32). Moisés pede pelos israelitas (Ex. 32, 11-14). Jesus reza por São Pedro (Lc. 22, 32), pela Igreja (Jo. 17, 20-26). Judas Macabeu ora pelos soldados mortos (Mac. 12, 42-46). – Lição da Missa de aniversário dos defuntos. O rosário e a conversão dos albigenses.


A esmola

1. A esmola envolve grande parte das obras de caridade corporal. É em si mesma um preceito da lei natural.

2. É um preceito da lei divina. E não simples conselho. É obrigação, que pode ser grave, mesmo gravíssima, ainda com grande incômodo e dano de quem dá.
O mau rico foi condenado ao inferno por negar a Lázaro os seus sobejos (Lc. 16, 19-23). E no dia do juízo muitos serão por isto condenados: “Afastai-vos de mim, malditos...porque tive fome e não me destes de comer” (Mt. 25, 41). Na Lei Antiga já tinha sido mandado por Deus: “Eu te ordeno que abras a mão a teu irmão necessitado e pobre” (Deut. 15, 11).

3. A doutrina da Igreja tem sido constante a este respeito.
S. Jerônimo adverte que o supérfluo não nos pertence. S. Agostinho diz mesmo: “O supérfluo do rico é necessário ao pobre; retém o alheio quem o retém”. S. Ambrósio increpa os ricos: “Um homem pede pão, e teu cavalo tem arreios de ouro!”


Regras da esmola

1. Regra geral: A esmola deve ser de acordo com a condição de quem dá e a necessidade de quem pede. Simples na teoria, é regra bem difícil na prática:
a) Somos obrigados a dar do supérfluo. O supérfluo é o que sobra do necessário à nossa existência (alimento, roupa, habitação) e ao nosso estado ou condição social (empregados, hóspedes, visitas, decência condigna).
b) A necessidade de quem pede pode ser:
1) extrema: morre, se não for socorrido;
2) grave: corre um grande perigo corporal ou moral;
3) comum: a dos mendigos em geral.

2. Regras particulares:

1ª Na extrema necessidade somos obrigados a dar o suficiente para socorrer a pessoa no momento, mesmo tirando do necessário ao nosso estado;

2ª Na necessidade grave somos obrigados a dar do mesmo modo, mas não com grave detrimento nosso;

3ª Na necessidade comum, só do supérfluo somos obrigados a dar, e não a todos os necessitados.


3. Como se deve dar:

a) Por amor de Deus, vendo a Jesus no próximo: “Quantas vezes fizestes ao menor dos meus irmãos, a mim foi que fizestes” (Mt. 25, 40). Somente feita por amor de Deus, a esmola é caridade.

b) Por amor do próximo e, portanto, sem humilhar quem pede, sem se mostrar aborrecido em dar; sem constrangimento, mas com prontidão (2 Cor. 9, 7), sem ostentação (Mt. 6, 3). O modo de dar, às vezes, é mais caridade do que a esmola. Dando esmola por amor, teremos cuidado de não favorecer o vício, como nos adverte São Vicente de Paulo.

c) Com generosidade. Há pessoas que nunca têm supérfluo... Guardam tudo com ambição crescente. Mas, na verdade, a melhor esmola é a que sai do nosso necessário, como o óbolo da viúva, louvado de Jesus (Mc. 12, 43-44).


Para viver a doutrina

1. Tudo o que fizermos aos nossos irmãos, com os olhos na terra, na terra há de ficar. “Já receberam a sua recompensa”, disse Jesus (Mt. 6, 2). Tenhamos sempre em mira o amor de Deus, para encontrarmos tudo na eternidade.

2. É de muito valor a caridade corporal. Cristo mesmo a exerceu tantas vezes, curando enfermos, saciando famintos. A Igreja, em todos os tempos, se tem preocupado das necessidades corporais dos homens. Nisto ninguém lhe leva a palma.

3. Quando se trata de obras difíceis, contínuas, humildes, ninguém lhes mete ombros senão só os bons filhos da Igreja. Hospitais, leprosários, orfanatos, creches, etc., obras penosas, são mantidas por instituições eclesiásticas. Das mais notáveis invenções da caridade cristã são as Conferências Vicentinas, com sua visita semanal à casa dos pobres. E tudo feito em silêncio, por amor de Deus e do próximo.

4. Há obras de caridade corporal que todos podemos fazer com facilidade.
Uma pequena esmola, dar roupas usadas, visitar os doentes mesmo desconhecidos de um hospital, um pequeno serviço – são ações acessíveis a qualquer de nós. E não nos faltará ocasião. (Que obras de misericórdia corporal pode v. fazer?).

5. Mas as obras espirituais são muito mais importantes. Veremos o nosso irmão errar? Temos o dever de impedir o pecado, afastando-o da ocasião próxima. É a correção fraterna ocasião frequente de muitos benefícios espirituais ao próximo. (Que ocasião tem v. de praticá-la?).

6. Obra que merece grande dedicação é a instrução religiosa das crianças e das pessoas mais abandonadas. Muitos se perdem no protestantismo e no espiritismo, ou não praticam a Religião, ou a misturam com superstições, por não conhecerem o Catecismo. Devo ajudar ao Vigário no ensino religioso. Mesmo em conversas posso esclarecer muita coisa, retificar, dando a verdadeira doutrina da Igreja. É esmola muito mais valiosa do que o dinheiro. Sem isto, muitas pessoas se perderão eternamente.

7. Há ricos mais precisados da nossa caridade do que os pobres de esmolas. Há corações aflitos, que podemos consolar com uma palavra, uma visita, um bom conselho. Num momento de dor é grande conforto sabermos que os amigos sofrem conosco, rezam por nós, não nos abandonam. E não faltam ocasiões de praticarmos esta caridade.

8. Grande caridade é rezar pelo próximo. Quantos males podemos evitar, quanto bem fazer com a oração. Temos um tesouro na assistência à santa Missa aplicada por todas as necessidades. Ouvir, ou ainda melhor, mandar celebrar a Missa pelas intenções do próximo, é grande caridade, que ainda praticamos pouco. Nesta caridade não esqueçamos principalmente as almas do purgatório e os pecadores.

9. Acostumemo-nos, desde agora, a dar do pouco que temos. Além dos outros benefícios, a prática da esmola vai corrigindo nosso demasiado apego aos bens terrenos e os excessos do nosso egoísmo. Orientemos também, desde agora, nossos donativos para as obras de caridade espirituais (Missões, Boa Imprensa, O. V. S., Bom Pastor, etc.), em geral tão desprezadas e esquecidas.



PECADOS CONTRA A CARIDADE

Assim como todo pecado é contrário ao amor de Deus, podemos também dizer que todo pecado contra o próximo viola a caridade fraterna. Mas há pecados que se orientam contra o amor do próximo, ferindo-o diretamente.

Os pecados de omissão, além, de muito frequentes, podem ser tão graves que levam até ao inferno, segundo as palavras de Jesus (Mt. 25, 42-43) e a condenação do rico avarento. Há outros pecados que estudaremos agora, com a preocupação de evitá-los, a fim de nos mantermos no amor do próximo, que é dos sinais de que vivemos na graça divina.


I. Ódio

1. Amar é querer o bem para o próximo. Odiar é querer o mal.

2. É diferente o sentimento que experimentamos contra os defeitos do próximo. "Amai os homens, e combatei os seus erros". Mas esta detestação dos defeitos não atinge as pessoas.

3. Não é ódio a antipatia natural que nos causam algumas pessoas, ou mesmo o transtorno sensível que nos inspiram pessoas cuja presença nos lembra desgostos ou males que por sua causa padecemos. São movimentos instintivos, que não constituem pecado, embora os devamos refrear por serem um perigo para a caridade.

4. O ódio, em si, é pecado mortal, pois inverte totalmente a ordem estabelecida por Deus. "Quem odeia a seu irmão é homicida, e sabeis que nenhum homicida possui em si a vida eterna." (Jo. 3, 15).

5. Constitui também uma verdadeira fonte de pecado: falseia a verdade, ora aumentando os defeitos reais, ora inventando-os; viola a justiça, negando ao próximo o que lhe é devido; favorece a calúnia, estimula à maledicência; levanta iras; fomenta rixas; estabelece discórdias entre famílias inteiras, passando, às vezes, de geração em geração; leva até ao homicídio.


II. Inveja

1. A inveja é a tristeza que se sente por causa dos bens do próximo. Toma-se a felicidade alheia como uma diminuição da própria. Daí o desejo de diminuí-la ou destruí-la, fazendo o mal ao próximo.

2. Quando o bem do próximo nos estimula, e nós queremos atingi-lo também, mas sem prejuízo a ninguém, não é inveja que sentimos. É uma legítima emulação, que leva à imitação das virtudes, muito natural, recomendada por São Paulo (Hb. 10, 24), aconselhada pela Igreja ao nos apresentar os exemplos dos santos, intimada pelo próprio Cristo, que se apresentou como nosso modelo (Mt. 11, 29).

3. Em si, é a inveja um pecado mortal, porque transtorna inteiramente a ordem da caridade, que é nos alegrarmos dos bens alheios.

4. Lamentavelmente são também as consequências da inveja.
Para diminuir o próximo, desacredita-o com maledicências e calúnias, praticando injustiças, fomentando discórdias, criando inimizades, dividindo famílias, perturbando a paz, impedindo o bem pela desunião dos bons (entre católicos). Foi a inveja que cometeu o primeiro crime do mundo (Caim: Gn. 4, 8), vendeu o irmão como escravo (José: Gn. 37, 28), inspirou a Saul a morte de Davi (1 Reg. 19, 8-10), consumou a morte do próprio Filho de Deus: "Porque sabia que o tinham entregado por inveja" (Mt. 27, 18).


III. Vingança

1. Condenada por Cristo: "Não pagueis o mal com o mal" (Mt. 5, 31), a vingança é um pecado que revela maus sentimentos e baixeza moral.

2. O verdadeiro cristão sabe perdoar as injúrias que recebe. "Perdoai as nossas dívidas assim como nós perdoamos". A parábola dos dois devedores (Mt. 18, 21-35) mostra como serão tratados os que não querem perdoar.


IV. Escândalo

1. Escândalo (no grego significa tropeço) é uma palavra, ação ou omissão que dá ao próximo ocasião de pecado.

2. Se a pessoa faz isto com a intenção de levar o próximo ao pecado, sua falta é muito grave, mais grave do que o homicídio, porque mata a alma.
"Ai daquele homem por quem vier o escândalo. Melhor seria que lhe atassem ao pescoço uma pedra de moinho e o atirassem ao fundo do mar" (Mt. 18, 7).

3. Quem dá um escândalo fica responsável por todos os pecados que se cometem por sua causa. Ainda hoje proliferam escândalos dados há séculos. (Dar exemplos históricos).

4. Um bom cristão evitará mesmo algumas ações, que são boas mas possam escandalizar o próximo. É que a caridade obriga a evitar a ruína espiritual do próximo.


Para viver a doutrina

1. Tratemos com caridade as pessoas antipáticas, e estaremos praticando a caridade, melhor do que se as simpatizássemos.

2. Evitemos as pessoas cuja amizade não nos convém, cuja convivência nos é prejudicial. Isto não é inimizade, é prudência.

3. Pessoas elevadas gostam de ver a prosperidade alheia, e de ajudar o próximo em suas dificuldades. Dá mostra de nobreza quem se alegra com as boas notas dos colegas, a fortuna dos amigos, a prosperidade dos outros.

4. Em geral, é nossa ambição, vaidade, excessivo amor-próprio, desejo de louvor etc., a verdadeira causa da inveja. Sofreássemos as paixões, moderando-nos, e sentiríamos o direito que têm os outros de ser felizes. E seríamos nós muito mais felizes. Porque o invejoso é realmente infeliz: sofre de sua própria desgraça e da felicidade dos outros...

5. Acostumemo-nos a perdoar o que sofremos. O perdão é o melhor sinal de que amamos a Deus no próximo. Ordena Jesus que nos reconciliemos sem demora. (Mt. 5, 25). O perdão eleva os homens como elevou a José diante dos próprios irmãos que o venderam.

6. Levando uma boa vida cristã, evitarei facilmente qualquer escândalo ao próximo. E nisto eu serei bastante cuidadoso, porque o mau exemplo de um católico recai também sobre a Igreja, que os ímpios frequentemente acusam por causa dos erros individuais. Brilhem nossas boas obras diante dos homens para que Deus seja por todos glorificado (Mt. 5, 16).

7. Entre os jovens são, infelizmente, muito comuns conversas, cantigas e anedotas más, fonte, quase sempre, de graves ruínas. Não somente devemos evitá-las, mas impedir que outros as tenham. Às vezes, uma atitude séria basta. Outras vezes, é preciso dizer expressamente nosso desagrado, ou mesmo retirar-nos – sem nenhum receio de desagradar.

8. Pior que Herodes, o matador dos inocentes, é quem escandaliza as crianças, porque lhes tira a vida sobrenatural. No entanto, por minhas palavras, meu procedimento, eu posso em casa, no colégio ou na sociedade, escandalizar meus irmãos menores ou outras crianças. (De que maneira?). Muito cuidado, pois.

9. Para quem ama a Deus e quer a salvação do próximo, não escandalizar é pouco. Mesmo o apostolado do bom exemplo não basta. Desenvolverei um apostolado mais ativo, no meio em que vivo, a fim de afastar meus companheiros do pecado e conseguir que permaneçam no estado de graça. (Como há de ser este apostolado?).

(O Caminho da Vida, pelo Pe. Álvaro Negromonte. 15ª edição).

Fonte: web.
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sábado, 1 de dezembro de 2012

SIMBOLOGIA MAÇÔNICA: Ainda a questão da frase que não pode haver!

Leia com cautela: trata-se de um site maçônico!  

MAÇONARIA: HISTÓRICO DAS MOEDAS NO BRASIL 

por João Ivo Girardi  

 
1. Antiga moeda portuguesa, que teve em diferentes épocas diferentes valores. Unidade convencional no sistema monetário do Brasil. Pl: réis.

2.
Histórico das Moedas no Brasil: Dom Sebastião, rei de  Portugal, determinou a circulação de moedas portuguesas no Brasil em 1568, porém a partir dessa época as moedas eram o pau-brasil, o açúcar e o ouro, que formaram os ciclos econômicos no Brasil Colônia. As primeiras moedas cunhadas no Brasil entraram em circulação nos anos de 1645, 1646 e 1654. Essas moedas foram colocadas em circulação pelos holandeses (neerlandeses), que controlavam Pernambuco e fizeram as moedas para pagamento de seus soldados. Em 1694cria-se a primeira  casa da moeda na Bahia, que previa a cunhagem da grande diversidade de moedas que circulavam na América Portuguesa desde o fim da União Ibérica em 1640. Entre 1695 e 1698 foram criadas as primeiras moedas para uso exclusivo na colônia. Durante e após esse período, existiram casas da moeda em Pernambuco, na Bahia e no Rio de Janeiro. Na Casa da Moeda no Rio de Janeiro foram cunhadas em 1703 as primeiras moedas para uso no Reino Unido, portanto válidas também em  Portugal. Atualmente, a Casa da Moeda do Brasil produz em média 2,4 bilhões de cédulas e 1,5 bilhão de moedas por ano. A primeira sede da instituição foi construida na Praça da República, no centro do Rio de Janeiro. Atualmente, a fábrica da Casa da Moeda fica no bairro de Santa Cruz, também no Rio de Janeiro. A primeira moeda a circular no Brasil foi o real, plural réis, corruptela de reais. Pois é, o real vem desde 1500. Em 1830, surgiu a primeira nota. Com a República, começa a circular o papel moeda de maior valor: 1 conto de réis, equivalente a um milhão de réis, ou seja, mil vezes reis. Em 1942, no governo de Getúlio Vargas, o mil réis, que o povo apelidou de merréis, desapareceu. Acompanhe agora as mudanças do nosso dinheiro ao longo do tempo: - Real (plural: Réis) de 1500 a 1834. - Mil Réis de 1834 a 1942. - Conto de Réis (equivalente a um milhão de réis). - Cruzeiro de 1942a 1967. - Cruzeiro Novo de 1967 a 1970. -  Cruzeiro de 1970 a 1986. - Cruzado de 1986 a 1989. - Cruzado novo de 1989 a 1990. - Cruzeiro - de 1990 a 1993. - Cruzeiro Real de 1993 a 1994. - Real (plural: Reais) de 1994 até atualmente.

Polêmica Atual:


Deus seja louvado: Frase impressa nas cédulas de real. Procurador quer retirar a expressão Deus seja louvado: A manutenção da expressão Deus seja louvado (...) configura uma predileção pelas religiões adoradoras de Deus  como divindade suprema, fato que, sem dúvida, impede a coexistência em condições igualitárias de todas as religiões cultuadas em solo brasileiro, afirma trecho da ação, assinada pelo procurador Jefferson Aparecido Dias. Imaginemos a cédula de real com as seguintes expressões: ‘Alá seja louvado’, ‘Buda seja louvado’, ‘Salve Oxossi’, ‘Salve Lord Ganesha’, ‘Deus não existe’. Com certeza haveria agitação na sociedade brasileira em razão do constrangimento sofrido pelos cidadãos crentes em Deus. No pedido, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão diz que a existência da frase nas notas fere os princípios de laicidade do Estado e de liberdade religiosa. (13/11/2012). Parecer do Banco Central: O Banco Central, consultado pela Procuradoria, emitiu um parecer  jurídico em que diz que, como na cédula não há referência a uma religião específica, é perfeitamente lícito que a nota mantenha a expressão. O Estado, por não ser ateu, anticlerical ou antirreligioso, pode legitimamente fazer referência à existência de uma entidade superior, de uma divindade, desde que, assim agindo, não faça alusão a uma específica doutrina religiosa, diz o parecer do BC. O texto do BC cita ainda posicionamento do especialista Ives Gandra Martins, em que afirma que a Constituição foi promulgada, como consta do seu preâmbulo, ‘sob a proteção de Deus’, o que significa que o Estado que se organiza e estrutura mediante sua lei maior reconhece um fundamento metafísico anterior e superior ao direito positivo. Parecer da Igreja Católica: Na Folha Online: O cardeal dom Odilo Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo, questionou nesta segunda-feira (12) a ação do Ministério Público Federal que pede que as novas cédulas de real sejam produzidas sem a expressão Deus seja louvado. Questiono por que se deveria tirar a referência a Deus nas notas de real. Qual seria o problema se as notas continuassem com essa alusão a Deus?, afirmou, em nota. Para quem não crê em Deus, ter ou não ter essa referência não deveria fazer diferença. E, para quem crê em Deus, isso significa algo. E os que creem em Deus também pagam impostos e são a maior parte da população brasileira. 

Ensaio: Um procurador que, quando está desocupado, decide perseguir… Deus! Volte e meia, tudo indica, o procurador  Jefferson Aparecido Dias,  do  Ministério Público Federal, fica com síndrome de abstinência dos holofotes e decide, então, inventar uma causa para virar notícia. Aprendeu, com a experiência, que dar uns cascudos em Deus - nada menos - ou na fé de mais de 90% dos brasileiros, que são  cristãos, rende-lhe bons dividendos. Eventualmente ele pode juntar o combate à religião a alguma outra causa politicamente correta (já chego lá), e aí tem barulho garantido. E, por óbvio, granjeia o apoio de amplos setores da imprensa, que podem até admirar o lulo-petismo, mas acham que religião é mesmo um atraso… Acham legítima a fé num demiurgo mixuruca, mas não em Deus. Entendo. É uma questão de padrão intelectual. A mais nova e essencial decisão deste senhor, da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, de São Paulo, foi entrar com uma ação civil pública para retirar das notas do real a expressão Deus seja louvado. É o mesmo rapaz que de mobilizou para caçar e cassar todos os crucifixos de prédios públicos, lembram-se? Também foi ele que tentou, sem sucesso, levar o pastor Silas Malafaia às barras dos tribunais quando este protestou contra o uso de santos católicos em situações homoeróticas numa parada gay. Referindo-se a ações na Justiça, o pastor afirmou que a Igreja Católica deveria baixar o porrete e entrar de pau nos organizadores do evento. O contexto deixava claríssimo que se referia a ações na Justiça. O procurador, no entanto, decidiu acusar o religioso de incitamento à violência. Era tal o ridículo da assertiva que a ação foi simplesmente extinta. Eis Jefferson Aparecido Dias! Eu o imagino levando os recortes de jornal para as tias: Este sou eu… Jefferson é um homem destemido. Não tem receio de demonstrar a sua brutal e profunda ignorância. É do tipo que diz bobagens de peito aberto. Depois de gastar dinheiro dos contribuintes com a questão do crucifixo e com a tentativa de ação contra Malafaia, ele agora se volta para as notas do real. E justifica a sua ação com esta boçalidade intelectual: A manutenção da expressão ‘Deus seja louvado’ (...)  configura uma predileção pelas religiões adoradoras de Deus como divindade suprema, fato que, sem dúvida, impede a coexistência em condições igualitárias de todas as religiões cultuadas em solo brasileiro (…). Imaginemos a cédula de real com as seguintes expressões: ‘Alá seja louvado’, ‘Buda seja louvado’, ‘Salve Oxóssi’, ‘Salve Lord Ganesha’, ‘Deus não existe’. Com certeza haveria agitação na sociedade brasileira em razão do constrangimento sofrido pelos cidadãos crentes em Deus. Como se nota, trata-se de uma ignorância cultivada com esmero, com dedicação, com afeto até. Jefferson é do tipo que ama as tolices que diz, o que é demonstrado pelo recurso da enumeração. Trata-se, assim, para ficar no clima destes dias, de uma espécie de continuidade delitiva do argumento. Vamos ver. O procurador é o tipo de temperamento que gosta de propor remédios para males que não existem, o que é próprio de certas mentalidades autoritárias. Em que a expressão Deus seja louvado impede a coexistência em condições igualitárias de todas as religiões? Cadê os confrontos? Onde estão os enfrentamentos? Apontem-me as situações em que as demais religiões, em razão dessa expressão, passaram por um processo de intimidação. Em tempo: Alá é Deus, doutor! Vá estudar! Não sei que idade tem este senhor, mas sei, com certeza, que ele se formou na era em que o princípio da igualdade tem de se sobrepor a qualquer outro, mesmo ao princípio da realidade e da verdade. Ora, Deus -sim, o cristão! - tem, para a esmagadora maioria dos brasileiros, uma importância cultural, moral, ética e religiosa que aqueles outros símbolos religiosos não têm. Todos os brasileiros são iguais no direito de expressar a sua fé - e isso está assegurado pelo Inciso VI do Artigo 5º da Constituição, a saber: VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias. Ocorre, doutor Jefferson, que a mesma Constituição que garante essa liberdade - e que assegura a liberdade de expressão, aquela que o senhor tentou cassar do pastor Malafaia - também tem o seguinte preâmbulo: Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. Como é que o doutor Jefferson tem o topete de evocar uma Constituição promulgada sob a proteção de Deus para banir das notas do real a expressão Deus seja louvado, sustentando que ela impede a coexistência em condições igualitárias de todas as religiões? Doutor Jefferson é macho o bastante (em sentido figurado, claro, como o emprega o povo) para dar início a um movimento para cassar Deus da Constituição? Ou, acovardado, ele se limita a perseguir crucifixos em repartições públicas e a expressão genérica da fé em cédulas de dinheiro? A Constituição que tem Deus em seu preâmbulo persegue ou protege os crentes em Oxóssi? A Constituição que tem Deus em seu preâmbulo persegue ou protege os crentes em Lord Ganesha? A Constituição que tem Deus em seu preâmbulo persegue ou protege os ateus? O nome disso é intolerância. Esse mesmo procurador já tentou processar um outro pastor evangélicos que atacou o ateísmo  - ainda que o tenha feito em termos impróprios. Já me ocupei de doutor Jefferson neste blog algumas vezes no passado. Quase invariavelmente, ele comparece ao noticiário tratando de questões dessa natureza, o que, fica evidente, caracteriza uma militância. O que me pergunto é se este senhor, ele sim!, por ser eventualmente ateu (e é um direito seu), não tenta usar uma posição de autoridade que conquistou no estado brasileiro para impor a sua convicção. Maiorias, minorais e respeito. Nas democracias, prevalece a vontade da maioria na escolha dos mandatários e, frequentemente, no conteúdo das leis. Elas também se fazem presentes nos costumes e nos valores. Mas o regime só será democrático se os direitos das minorias forem garantidos. Haver na cédula do real a expressão Deus seja louvado significa, sim, que este é um país em que a esmagadora maioria acredita em Deus, mas não caracteriza, de modo nenhum, supressão dos direitos daqueles que não acreditam em Deus nenhum, que acreditam em vários deuses ou que simplesmente acham a religião uma perda de tempo. Em sociedade, a afirmação positiva de um valor não implica, necessariamente, a cassação da expressão de quem pensa de modo diferente. Ora, seria mesmo um despropósito, meu senhor, que houvesse, no Brasil, com a história e com o povo que tem, algo como Lord Ganesha seja louvado ou Oxóssi seja louvado pela simples e óbvia razão de que essas, quando considerada a sociedade brasileira no seu conjunto, são crenças de exceção, que traduzem escolhas e convicções da minoria do povo. O Brasil é uma nação de maioria cristã, o que o doutor não conseguirá mudar. O que se exige é que essa nação resguarde os direitos de quem quer cultuar outras divindades e deuses ou deus nenhum. E isso está garantido pela Constituição Brasileira, promulgada sob a proteção de Deus. Finalmente, o argumento de que o estado é laico - e, felizmente, é mesmo! - não deve servir de pretexto para que se persigam as religiões. Um estado laico não significa um estado ateu, que estivesse empenhado em combater as religiões. A sua laicidade é afirmativa, não negativa; ela assegura a livre expressão da religiosidade, em vez de reprimir a todos igualmente. Entendeu a diferença, doutor? Sei que a questão parece menor, quase irrelevante. Mas não é, não! Essa é apenas uma das vezes em que supostos iluministas, falando em nome da razão, tentam impor uma espécie de censura da neutralidade ao conjunto da sociedade. Pretendem que escolhas com viés ideológico sejam apenas as alheias, a de seus adversários. Promovem permanentemente uma espécie de guerra cultural contra os valores da maioria para poder acusá-la de autoritária. Como sabemos, a cada vez que os ingleses cantam God save our gracious Queen e se ouve o eco lá naquele novo continente - And this be our motto: In God is our trust -, o que se tem é a voz da ditadura cristã dominando o mundo, não é mesmo? Deveria haver um limite para o ridículo, mas não há! Parece que o que falta ao procurador é serviço! (Texto publicado por Reinaldo Azevedo - 13/11/2012).

Logo, logo vão querer retirar também a Marianne (rs).
Marianne e a Maçonaria: Você sabe a relação entre a Estátua da Liberdade e a mulher estampada nas notas do Real? Elas são a mesma pessoa: Marianne. E, por incrível que pareça, Marianne não está presente apenas nos EUA e em nosso rico dinheirinho. Ela também está presente na Maçonaria. Até os livros escolares já se renderam à verdade de que a Maçonaria teve papel fundamental na Revolução Francesa, com a qual compartilha seu principal lema: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Pois bem, a Liberdade deveria ser o primeiro princípio a ser alcançado, pois sem Liberdade não haveria como promover a Igualdade e vivenciar a Fraternidade. E os franceses adotaram como símbolo dessa liberdade a imagem de uma mulher, a qual ficou conhecida como Marianne. Seu surgimento deu-se entre Setembro e Outubro de 1792, e seu nome nada mais é do que a união de Marie e Anne, dois nomes muito comuns entre as mulheres francesas do século XVIII. Marianne se tornou símbolo da Revolução e de seus ideais e, com o êxito do povo, alegoria da República. Era chamada por uns de Senhora da Liberdade e por outros de Senhora da Maçonaria. Bustos de Marianne contendo o lema Liberdade, Igualdade e Fraternidade não somente podem ser vistos em praticamente todas as prefeituras e principais edifícios públicos da França, como é peça obrigatória em todos os templos maçônicos daquele país.


Para melhor entender o texto:

Por Hélio Leite

Lord Ganesha: Ganesha é o primeiro Deus a ser reverenciado em todos os rituais Hindus. Está nas portas dos templos e casas protegendo as suas entradas. Ganesha é o Deus que remove todos os obstáculos, ele é o protetor de todos os seres. Ele também é o Deus do conhecimento. Ganesha representa o sábio, o homem em plenitude, e os meios de realização. Sua figura revela um significado profundo e necessita ser desdobrada. Simbologia: Ganesha tem uma enorme cabeça de elefante, imensa para um corpo de menino indicando sua capacidade intelectual e a firme dedicação ao estudo das escrituras. Ganesha é o Sábio. Ganesha tem na fronte o Vibhuti e um pequeno tridente indicando que é filho de Shiva  - o Senhor da disciplina e da aniquilação da ignorância, indica também, que o sábio tem sempre em mente o Ser Supremo.

Quem é Oxóssi? Oxóssi é o Orixá da caça, do verde, das matas, é o Orixá da fartura, o grande caçador é ele quem traz para o homem as plantas curativas. De natureza telúrica vibra sobre tudo que nasce sobre a terra, exceto as plantas tóxicas e venenosas. É um vencedor,  traz para o povo a sobrevivência, a fartura, a cura das doenças pela natureza, a saúde plena. O povo da Bahia ligou Oxóssi a São Jorge, festejado em 23 de abril. No Rio de Janeiro, em São Paulo e no sul do País ele foi sincretizado com São Sebastião e seu dia é 20 de janeiro.


Formadores de Opinião

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SIMBOLOGIA MAÇÔNICA: MARIANNE E A MAÇONARIA

Leia com cautela: trata-se de um site maçônico!  

MARIANNE & MAÇONARIA

 

Você sabe a relação entre a Estátua da Liberdade e a mulher estampada nas notas do Real? Elas são a mesma pessoa: Marianne. E, por incrível que pareça, Marianne não está presente apenas nos EUA e em nosso rico dinheirinho. Ela também está presente na Maçonaria.

Até os livros escolares já se renderam à verdade de que a Maçonaria teve papel fundamental na Revolução Francesa, com a qual compartilha seu principal lema: “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”. Pois bem, a Liberdade deveria ser o primeiro princípio a ser alcançado, pois sem Liberdade não haveria como promover a Igualdade e vivenciar a Fraternidade. E os franceses adotaram como símbolo dessa liberdade a imagem de uma mulher, a qual ficou conhecida como Marianne. Seu surgimento deu-se entre Setembro e Outubro de 1792, e seu nome nada mais é do que a união de Marie e Anne, dois nomes muito comuns entre as mulheres francesas do século XVIII. Marianne se tornou símbolo da Revolução e de seus ideais e, com o êxito do povo, alegoria da República. Era chamada por uns de “Senhora da Liberdade” e por outros de “Senhora da Maçonaria”.


Bustos de Marianne contendo o lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” não somente podem ser vistos em praticamente todas as prefeituras e principais edifícios públicos da França, como é peça obrigatória em todos os templos maçônicos daquele país. Há várias versões de Marianne portando objetos diversos, entre o famoso barrete, feixes, coroa, triângulo, estrela flamígera ou mesmo segurando uma colméia (ah, vá?). Em uma de suas versões mais populares, Marianne veste uma faixa maçônica contendo Esquadro e Compasso, abelhas (veja “Colméia”), Nível e Prumo.

Quando a França resolveu presentear os EUA em comemoração aos seus 100 anos de declaração de independência, fez isso através da Estátua da Liberdade: uma versão maçônica de Marianne, feita pelo maçom Frederic Auguste. Não demorou para que Marianne se tornasse alegoria da República em todo o Ocidente, incluindo, é claro, o Brasil. Se os americanos conseguem ver a Maçonaria na nota de um dólar, através do “Olho que tudo vê”, nós brasileiros podemos encontrá-la em todas as nossas notas através dela, Marianne, a Senhora da Liberdade, a Senhora da Maçonaria.

No Esquadro
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