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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

QUEM COMO DEUS?

29 DE SETEMBRO: SÃO MIGUEL ARCANJO

O Príncipe da Milícia Celeste




Miguel: em hebraico: מִיכָאֵל, Micha'el ou Mîkhā'ēl; em grego: Μιχαήλ, Mikhaíl; em latim: Michael; em árabe: میکائیل, Mikā'īl. 

Mi Ka El significa: Quem como Deus
 
    Mi = Quem
    Ka = Como
    El = Deus

Foi o desafio lançado pelo Arcanjo a Lúcifer na "Batalha" que derrotou o mais belo e mais inteligente dos Anjos que se rebelara a Deus, Criador de todas as coisas.


Houve uma grande batalha: Miguel e seus anjos lutaram contra o Dragão. O Dragão também lutou, junto com seus anjos, mas foram derrotados, e não houve mais lugar para eles no céu (Apocalipse, 12, 7-8)”.


O Papa Leão XIII ordenou que se recitasse a Oração de São Miguel, de joelhos, diante do altar, ao final de todas as Missas, menos as solenes. Após o Concílio Vaticano II, lamentavelmente a Igreja não reza mais esta oração, que continua sendo rezada, contudo, nas Missas Tridentinas.  

O mesmo pontifice estabeleceu, em 1884, um rito de exorcismo (chamado ‘Exorcismus in Satanam et Angelos Apostaticos’), no qual, na primeira parte, é invocado, como ‘Príncipe gloriosíssimo das milícias celestes’, como Custódio e Patrono da Santa Igreja’, São Migel Arcanjo, para que venha em defesa dos Cristão contra o demônio.  

Esta oração, "para uso público e privado, por parte de sacerdotes e leigos" (nas palavras do papa Leão XIII), foi expressamente limitada depois do Concílio Vaticano II: proibida aos fieis e dependente de autorização episcopal aos sacerdotes. Resta saber o por que...

Quem é Gustave Thibon? - Uma biografia.

Inspirada por um texto apresentado no MJCB-group, pesquisei esta figura do panorama filosófico católico francês.

Gustave Thibon, testemunha de Esperança

A testemunha da Esperança
O lançamento do filme para o cinema, Le stelle inquiete[1], dedicado à filósofa Simone Weil[2] (1909-1943), teve o considerável mérito de fazer melhor conhecer ao público italiano a figura do pensador católico Gustave Thibon (1903-2001), o ‘filósofo-camponês’ (philosophe-paysan), o autodidata capaz de se familiarizar com as línguas clássicas e modernas, o estudioso de Ludwig von Klages, Nietzsche, Santo Tomás e da mística carmelita, capaz de ganhar a admiração de figuras imponentes da paisagem cultural europeia.

Gustave Thibon nasceu em 1903, em Saint-Marcel d’Ardèche (interior da França), de uma família de camponeses. A íntima comunhão com os ritmos da natureza e a familiaridade com o silêncio acumulam nele aquelas profundas, vastas, reservas interiores que verterá em suas obras. Em 1916, depois de frequentar a escola municipal, se vê forçado a abandonar os estudos para dedicar-se ao trabalho no campo. Alheio a preocupações religiosas, transcorre uma adolescência agnóstica. Aos dezoito anos, no entanto, é assaltado por uma veemente paixão pelo conhecimento. Com ímpeto febril se atira ao estudo das línguas, aprende sozinho o latim, o grego e o alemão. Enfrenta textos de filosofia e teologia; arrisca-se também em matemática e biologia.

Thibon se reconcilia com a Fé Católica da infância através da leitura de Léon Bloy (1846-1917) e do encontro com Jacques Maritain (1882-1973), a quem deve a descoberta da obra de Santo Tomás de Aquino. Maritain o encoraja a escrever, e a sua amizade (encerrada devido a diferenças de opinião sobre Charles Maurras e a Action Française), lhe permitirá publicar os primeiros artigos na Revue Thomiste.

É sempre o incentivo dos amigos que lhe permite superar a natural inclinação para a modéstia e o empurra a publicar, em 1940, a obra que o revela ao grande público: Diagnostics. Essai de physiologie sociale[3], à qual segue: Retour au réel. Nouveaux diagnostics[4] (1943). O primeiro dos dois ensaios será traduzido e publicado em 1947 pela Morcelliana[5], com o título de Diagnosi. Saggio di fisiologia sociale. Graças ao interesse de Marcos Tangheroni (1946-2004), em 1973 as edições Volpe[6] publicam uma nova tradução de Diagnosi, que, um ano depois, segue à primeira edição italiana de Ritorno al reale. Nuove diagnosi (1972). Em nossa língua[7] foram traduzidas também as coleções de aforismos thibonianos: La scala di Giacobbe (1947)[8], Il pane di ogni giorno (1949)[9], L'uomo maschera di Dio[10] (1971). São publicados também: Quel che Dio ha unito. Saggio sull'amore[11] (1947), Vivere in due[12] (1955), Crisi moderna dell'amore[13] (1957), Nietzche o il declino dello spirito[14] (1964). Finalmente, deve-se assinalar o livro-testemunho escrito com o padre dominicano Joseph-Marie Perrin, Simone Weil come l'abbiamo conosciuta[15] (2000).

Simone Weil
A profundidade de pensamento, a penetrante lucidez do julgamento e a deslumbrante beleza do estilo lhe valem logo o reconhecimento de outros prestigiosos intelectuais, como Marcel de Corte (1905-1944), Gabriel Marcel (1889–1973), Henri Massis (1886-1970). Mas o encontro que mais marcará sua vida espiritual e intelectual é aquele com Simone Weil. Fugindo dos nazistas, no verão de 1941, Weil encontra refúgio na fazenda de Thibon. Entre a inquieta pensadora de origens hebraicas e o filósofo-camponês se estabelece uma relação profunda marcada pela máxima franqueza e uma altíssima estima recíproca, tanto que Simone decide confiar-lhe os seus manuscritos. Após a prematura morte da filósofa (1943), Thibon se encarrega de fazer conhecer seu nome ao mundo, publicando trechos dos diários dela sob o título La pesanteur et la grace[16] (1948), editado em italiano como L'ombra e la grazia[17] (trad. it., Comunità, Milão, 1951).

Quando de sua morte, que o colhe em 2001, Gustave Thibon deixa ao mundo – além de três filhos, os netos e uma memória indelével no coração de quem o conheceu – uma vintena de obras, inumeráveis artigos e textos de conferências; sem contar a considerável quantidade de escritos que não foram publicados.

O eixo principal do pensamento thiboniano repousa sobre dois princípios: a oposição aos ídolos e o amor pela unidade. Dois momentos que, no entanto “se fundem num só, porque o ídolo representa a parte elevada ao todo, mas somente destruindo os ídolos se pode reconstruir a unidade” (Il pane di ogni giorno, Morcelliana, 1949, p. 10). “Deus criou unindo”, observa Thibon. O pecado, o drama do homem consiste em separar o que Deus uniu: “A metafísica da separação é a própria metafísica do pecado” (Quel che Dio ha unito, Società Editrice Siciliana, 1947, p. VI).
O nosso tempo, marcado pelo esquecimento do Ser e das verdades supremas, é afligido pela luta feroz e implacável entre os ídolos. Só pode ser a guerra endêmica a condição estrutural de um mundo dominado por falsas divindades: nenhuma delas pode permitir às outras de elevar-se acima de todas para reivindicar o senhorio devido ao único verdadeiro Deus. O conflito entre os ídolos garante, assim, a impossibilidade de qualquer autêntica transcendência.

Procurar a morte representa a verdadeira vocação da idolatria: a sede de sangue devora o ídolo, enquanto o ódio visceral pelo Ser o consagra ao nada e à mentira. Para o Sócrates cristão vivente em Thibon, o autêntico espírito filosófico consiste, assim, “em preferir às mentiras que fazem viver as verdades que fazem morrem” (L'ignorance étoilée[18], Fayard, 1985, p. 45). Thibon faz, então, igualmente seu o ditado de Tolkien: ‘as raízes profundas não gelam’. Assim é em relação às verdades mais simples e ordinárias: a profundidade dos abismos pertence ao grande, imenso oceano da normalidade. Chata e superficial é apenas a terra pisada pelos ídolos.

“O thibonismo é uma filosofia do bom senso”, escreveu Hervé Pasqua. A verdadeira sabedoria está em ser fieis tanto ao ‘realismo da terra’ quanto às verdades eternas do Céu, visto que “as coisas supremas florescem apenas do outro lado do túmulo. Mas elas começam aqui embaixo, e a frágil semente delas está em nossos corações, e nada floresce no Céu que não tenha antes germinado na terra” (La scala di Giacobbe, AVE, 1947, p. 102).

O mundo moderno enlouqueceu, sustenta Chesterton, “não tanto porque admite a anormalidade, mas porque não sabe reencontrar a normalidade”. A era da secularização ultrajou e decompôs, no fim, a própria natureza humana; eis por que se torna necessária, primeiro, uma obra de ‘apostolado do senso comum’. “Houve um tempo – escreveu o filósofo francês, em uma célebre passagem de Ritorno al reale – em que o Cristianismo teve de lutar contra a natureza: aquela natureza que era tão dura, tão hermeticamente fechada que a graça tinha dificuldade em tocá-la. Hoje, devemos lutar pela natureza, a fim de salvar o mínimo de saúde terrena necessária à ação do sobrenatural”.

Thibon, estranho tanto ao evanescente espiritualismo que abandona ao mal as realidades terrenas, como também ao perfeccionismo encarnado pelo mito do progresso tecnológico necessário e irrefreável, mais do que um ‘iconoclasta da reação’ – à maneira do colombiano Nicolás Gómez Dávila (1913-1994), ao qual é acomunado por numerosas afinidades, até estilísticas – é uma ‘testemunha da esperança’. “A época em que tudo foi perdido”, escreve, “é também aquela em que tudo pode ser reencontrado” (Entretiens avec Gustave Thibon[19], par Philippe Barthelet, La Place Royale, 1988, p. 175). Tomando partido a favor da positividade última do real, o seu é um apelo ao reconhecimento da ‘verdade das coisas’. A esperança repousa na plenitude do ser, em última instância na onipotência divina. Deus é; é o Ser. O ídolo, o não-ser: a idolatria é a religião da desesperança. Desaba, assim, o pressuposto da gnose eterna: a irredimível, desesperada negação da realidade criada. É o amor a revelar o próprio mistério do ser.

Se a metafísica da esperança thiboniana se revela impermeável aos fogos fátuos do progressismo, também não cede às sugestões ‘tradicionalistas’ das utopias ‘arqueológicas’. “Que me importa, portanto, o passado enquanto passado? Não percebem que, quando choro sobre a ruptura de uma tradição, é sobretudo no porvir que eu penso. Quando vejo apodrecer uma raiz, tenho pena das flores que secarão amanhã por falta de seiva” (L’uomo maschera di Dio, SEI, 1971, p. 258). A devota memória do passado não deve nos induzir a “considerar a morte das coisas mortais como uma perda irreparável. Não se agarrar totalmente, desesperadamente à materialidade (no sentido mais amplo) de uma tradição, uma instituição, de um regime. Precisa salvar a alma das coisas às quais o vento da morte levou embora o corpo” (Parodies et mirages ou la décadence d'un monde chrétien. Notes inédites[20] (1935-1978), Éditions du Rocher, 2011, p. 20). A afirmação dos valores supra-históricos e eternos não deve ser confundida com a imagem de uma realidade histórica cumprida e realizada. “A verdadeira fidelidade não consiste [...] em impedir toda mudança, mas mais precisamente em impregnar toda mudança de eterno” (Crisi moderna dell'amore, Marietti, 1957, p. 8).

O philosophe-paysan sabe bem que está precluso o caminho de volta ao paraíso terrestre, obstruído pela misteriosa realidade do pecado original, mas o homem, como diria Gomez Dávila, “respira com dificuldade em um mundo não atravessado por sombras sagradas”. O ideal da cristandade não pode ser menosprezado superficialmente. Certamente: o reino de Deus não é deste mundo; ocorre evitar o recorrente ‘mito do homem coletivo’, a tentação idolátrica que, no ‘Grande Animal’ platônico (ver República, VI, 492-493), encontra, talvez, a imagem mais eloquente.

No entanto, é a própria natureza humana a exigir “uma civilização onde a tempestade é irrigada sem pose pelo Eterno” (Préface à Dom Gérard, Demain la Chrétienté[21], Dismas, 1986, p. 11). O cristão deve trabalhar também por uma sociedade centrada em Deus, portadora e transmissora dos valores eternos (o Verdadeiro, o Belo e o Bem), onde as tradições e os costumes sejam intermediadores (metaxu[22]) entre o homem e seu fim transcendente. “A nossa eternidade não é a negação do tempo, mas a namorada” (Il pane di ogni giorno, cit., p. 165). O próprio exemplo dos santos mostra que os cristãos devem ser ao mesmo tempo “visionários dos Céus e prodigiosos operários na terra”.

Pelo contrário, um mundo impregnado pela mera ‘terrestrità[23]’ defendida por Gramsci em seus Quaderni del carcere[24], baseado, por assim dizer, no princípio do homem como ‘medida de todas as coisas’, é o gerador de uma dis-sociedade: uma massa de indivíduos atomizados regida unicamente pelo precário equilíbrio das relações de força. A própria palavra ‘equilíbrio’ é sintomático, enfatiza Thibon: “O equilíbrio concerne apenas à quantidade, ao peso, as relações de força. A harmonia implica a qualidade e a convergência de qualidades para um fim comum” (L'équilibre et l'harmonie[25], Fayard, 1976, p. XI).

A neurose igualitária que agita o nosso tempo deve ser reconduzida ao abandono dessa essencial distinção. A absolutização do princípio da igualdade se exprime na lei do número. Mas o triunfo do quantum não deixa espaço senão para o ‘mundo em frangalhos’ surgido do choque entre seres massificados e grupos ‘desconectados’ entre si, sem vínculos algum – antes de tudo interior – que os una.

Trágicas são as consequências: o conflito “erigido a lei permanente das sociedades” e a “generalização da violência” que cada vez mais se torna “o único meio de se fazer entender e de obter satisfação” (ibid.). Isso explica por que neste ‘reino da quantidade’ tenha sido imposta a metáfora do equilibrista no lugar daquela do afinador, o harmonizador de sons. Mas “o equilibrismo teve seu tempo, temos apenas a escolha entre os dois termos dessa alternativa: restaurar, por meio da harmonia, uma ordem vivente ou deixarmos que nos imponham uma ordem morta e mortal, por uma força sem alma que aniquilará todas as outras” (ibid.).
A razão impiedosamente calculista do homem-massa está inclinada a organizar o seu espaço de vida da mesma forma que uma máquina, plasmando-o por meio da técnica. Sintoma dessa patologia é a crescente difusão de organismos sociais artificiais, de coletividades anônimas dentro das quais os homens, meras engrenagens de uma megamáquina social, agem como funcionários irresponsáveis. Esses agrupamentos negligenciam a lei fundamental da harmonia e da duração de uma sociedade: a lei da comunidade de destino, fundada no princípio da interdependência e da recíproca solidariedade.
Na comunidade de destino – cujo exemplo mais típico é a família – o interesse pessoal coincide com o cumprimento do próprio dever. Uma sociedade é saudável, afirma Thibon, na medida em que tende a atenuar a tensão entre interesse e dever; é deletéria, na medida em que tende a exasperá-la.

Para o Ocidente, ‘saciado e desesperado’, marcado pelos restos das ideologias totalitárias, o realismo thiboniano traz, portanto, uma grande mensagem de esperança: “A única nobreza do homem, o único caminho de salvação está no resgate do tempo por meio da beleza, da oração e do amor. Fora disso, os nossos desejos, as nossas paixões, as nossas ações são apenas ‘vaidades e soprar do vento’, ressaca do tempo que o tempo devora. Tudo o que não pertence à eternidade reencontrada pertence ao tempo perdido” (L'uomo Maschera di Dio, cit., p. 262).

Emiliano Fumaneri
20/08/2011

Tradução: Pale Ideas

Bibliografia
- La science du caractère : l'oeuvre de Ludwig Klages, Paris, Desclee De Brouwer et Cie, 1933.
- Poèmes, collana Cahiers des poëtes catholiques, Paris, A. Magné, 1940.
- Diagnostics : essai de physiologie sociale, Paris, Librairie De Medicis, 1940. Versione integrale originale 1945.
- Destin de l'homme : reflexions sur la situation presente de l'homme, Bruges, Desclee de Brouwer, 1941.
- L'Echelle de Jacob, Lyon, H. Lardanchet, 1942.
- La communaute de destin, Vichy, Cahiers de formation politique, 1943.
- Retour au réel : nouveaux diagnostics, Lyon, H. Lardanchet, 1943.
- Le pain de chaque jour, Monaco, Éditions du Rocher, 1945.
- Ce que dieu a uni : essai sur l'amour, Lyon, H. Lardanchet, 1946.
- Offrande du soir, Lyon, H. Lardanchet, 1946.
- François-René de Chateaubriand : choix de textes et introduction par Gustave Thibon, Monaco : Rocher, 1948.
- Nietzsche ou le dèclin de l'esprit, Lyonl, H. Lardanchet, 1948.
- Paysages du Vivarais, Paris, Plon, 1949.
- Simone Weil telle que nous l'avons connue, coautore Joseph-Marie Perrin, Paris, Editions du vieux colombier, 1952.
- La crise moderne de l'amour, Paris-Bruxelles, Editions universitaires, 1953.
- Notre regard qui manque à la lumière, Paris, Amiot-Dumont, 1955.
- Vous serez comme des dieux, (tragedia), Paris, A. Fayard, 1959.
- L'ignorance étoilée, Paris, A. Fayard, 1974.
- L'equilibre et l'harmonie, Paris, A. Fayard, 1976.
- Le voile et le masque, Paris, A. Fayard, 1985.
- L'illusion féconde, Paris, A. Fayard, 1995. ISBN 2213595097.
- Ils sculptent en nous le silence : rencontres, Paris, Francois-Xavier de Guibert, 2003. ISBN 2868398324.
- Entretiens avec Christian Chabanis, Paris, Fayard, 1975.
- Entretiens avec Gustave Thibon, di Philippe Barthelet, Paris, La Place royale, 1988.
- Au soir de ma vie: mémoires recueillis et présentés par Danièle Masson, Paris, Plon, 1993.
- Aux ailes de la lettre : pensées inédites, 1932-1982 : présentées et choisies par Francoise Chauvin, Monaco, Ed. du Rocher, 2006.
 
Nota do blog: No Estante Virtual, há 4 títulos de Thibon, mas um deles (em português) já é meu: O que Deus uniu

Nota do blog II: por sugestão do leitor Fernando: O Equilibro e a Harmonia (em espanhol e francês).


[1] NdTª: As estrelas inquietas.
[2] NdTª: Wikipedia
[3] NdTª: Diagnósticos. Ensaio se fisiologia social.
[4] NdTª: Retorno à realidade. Novos diagnósticos.
[5] NdTª: Editora fundada por jovens católicos em 1925.
[6] NdTª: Outra editora italiana, fundada em 1962, por Giovanni Volpe.
[7] NdTª: em italiano.
[8] NdTª: A escada de Jacó.
[9] NdTª: O pão de cada dia.
[10] NdTª: O homem, máscara de Deus.
[11] NdTª: O que Deus uniu. Ensaio sobre o amor.
[12] NdTª: Viver a dois.
[13] NdTª: Crise moderna do amor.
[14] NdTª: Nietzsche ou o declínio do espírito.
[15] NdTª: Simone Weil como a conhecemos.
[16] NdTª: A gravidade e a graça.
[17] NdTª: A sombra e a graça.
[18] NdTª: A ignorância estrelada.
[19] NdTª: Entrevistas com Gustave Thibon.
[20] NdTª: Paródias e miragens ou a decadência de um mundo cristão. Notas inéditas.
[21] NdTª: Prefácio a Dom Gerard - Amanhã a Cristandade.
[22] NdTª: μεταξ. Do grego: “intermediário”, “meio”. Platão dá a essa palavra um sentido metafísico: tudo o que é intermediário entre o Ser e o não-ser, objeto de opinião (dóxa) (Rep, V, 477a-479d); Aristóteles lhe dá um sentido lógico: não há intermediário entre os contraditórios (Met., T, 7).
[23] NdTª: Algo como terrestridade. Relativo à Terra, terrestre.
[24] NdTª: Cadernos desde o Cárcere.
[25] NdTª: O equilíbrio e a harmonia.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Irá Bento XVI renunciar em 2012?



Pensamento do dia: 

"Irá Bento XVI renunciar em 2012?" 

Parecem um bando de cocoritos, repetindo o que ouve sem saber de onde vem, quem disse, por que...

Exército de tolos! 

Falta inspiração para rezar? Rezem pelas vossas almas; para emendar-vos enquanto é tempo; para aproveitar adequada e honestamente o dia; pela Papa; pela Igreja; para escapar do Purgatório e ir direto ao Céu; para encurtar a língua e espichar o ouvido (sobretudo para os sermões do padre, na Missa); para ter bom senso e prudência. E uno-me a vós em todas essas opções e outras.

domingo, 25 de setembro de 2011

FSSPX: encontro dos leaders marcado.

Reunião dos Superiores da Fraternidade
Como foi anunciado na entrevista dada a DICI aos 14 dias do mês de setembro de  2011, depois do encontro com o cardeal William Levada, mons. Bernard Fellay consultará os responsáveis da Fraternidade São Pio X sobre o Prêmabulo Doutrinal que lhe foi entregue pelo Prefeito da Congregação pela Doutrina da Fé. Os superiores da Fraternidade São Pio X  se reunirão a portas fechadas na sede do distrito italiano, em Albano Laziale, nos dias 7 e 8 de outubro de 2011. (DICI, 23/09/11)

Fonte FSSPX-Italia
Tradução: Pale Ideas

15º Domingo depois de Pentecostes

DÉCIMO QUINTO DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES:

Evangelho segundo São Lucas 7,11-16:

11. No dia seguinte dirigiu-se Jesus a uma cidade chamada Naim. Iam com ele diversos discípulos e muito povo.

12. Ao chegar perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto a ser sepultado, filho único de uma viúva; acompanhava-a muita gente da cidade.

13. Vendo-a o Senhor, movido de compaixão para com ela, disse-lhe: Não chores!

14. E aproximando-se, tocou no esquife, e os que o levavam pararam. Disse Jesus: Moço, eu te ordeno, levanta-te.

15. Sentou-se o que estivera morto e começou a falar, e Jesus entregou-o à sua mãe.

16. Apoderou-se de todos o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta surgiu entre nós: Deus voltou os olhos para o seu povo.



O Goffiné traz um comentário magnífico sobre esta Palavra. Vale a pena ler.

Deus Ameaça Castigar-nos para Livrar-nos do Castigo



Deus Ameaça Castigar-nos para Livrar-nos do Castigo 
Por Santo Afonso Maria de Ligório

« Ah! Eu tirarei satisfação dos meus adversários,
e me vingarei dos meus inimigos » (Is I,24)
 



 

Eis o que Deus diz quando fala de castigos e de vinganças: diz que Ele é obrigado pela sua justiça a vingar-se de seus inimigos.Mas notem a palavra Ah!.Esta palavra é uma espressão de dor, com a qual quer se dar a entender que, se Deus fosse capaz de chorar antes de castigar, Ele choraria amargamente por se ver obrigado a nos afligir, a nós, suas criaturas, que Ele amou tanto que até deu a vida por amor de nós."Ah!", diz Cornélio a Lapide, "é uma expressão de dor, não de insulto: Exprime a dor e o desejo de evitar o ter que punir os pecadores".

Não, esse Deus que é Pai de Misericórdias, e que tanto nos ama, não tem ânimo de nos punir e de nois afligir, mas de nos perduar e de consolar: "bem conheço os desígnios que mantenho para convosco - oráculo do Senhor -, desígnios de prosperidade e não de calamidade" 1.

Mas, alguém dirá, posto que isso é assim, porque então Deus castiga?Ou, pelo menos, porque demonstra querer nos castigar?Porque?Porque Ele quer usar de misericórdia; a ira que demonstra é toda feita de paciência e de misericórdia.Compreendamos portanto, queridos ouvintes, que o Senhor no momento se faz ver irado, não para nos castigar, mas para que abandonemos o pecado e assim Ele possa nos perdoar.Esse é o tema de nosso Sermão: Deus ameaça castigar-nos para livrar-nos do castigo.

As ameaças dos homens são ordinariamente o efeito de sua soberba e de sua impotência.Quando podem vingar-se não abenaça para não dar aos inimigos ocasião de escaparem de sua vingança.Somente quando lhes falta o poder para vingar-se, então que se servem das ameaças para, pelo menos desta maneira, contentar a sua ira e atormentando seus inimigos com temor.

Não são deste naipe as ameaças de Deus.Elas são completamente de outra natureza.Ele não ameaça por impotência de nos castigar, porque Ele poderia vingar-se no momento que quisesse.Ele é paciênte conosco para ver nos penitêntes e livres do castigo: "e para que se arrependam, fechais os olhos aos pecados dos homens" 2.Nem nos ameaça por ódio, para nos atormentar com o temor.Deus ameaça por amor, afim de nos convertermos e assim evitarmos o castigo.Ameaça porque não quer ver-nos perdidos.Ameaça, enfim, porque ama nossas almas: "Mas poupais todos os seres, porque todos são vossos, ó Senhor, que amais a vida" 3.

Ameaça, mas, entretanto, é paciênte e atrasa o castigo, porque não nos quer ver condenados, mas emendados: "Usa da paciência para convosco.Não quer que alguém pereça; ao contrário quer que todos se arrependam" 4.De maneira que as ameças de Deus são ternuras e apelos amorosos de sua bondade, com os quais quer salvar-nos das penas que merecemos.

O Profeta Jonas grita: "Daqui a quarenta dias, Nínive será destruída" 5.Pobres Ninivitas, diz, já chegou o tempo de vosso castigo.Eu o anuncio da parte de Deus: Sabei que dentro de quarenta dias Nínive será arrastada e desaparecerá do mundo.Mas como é que depois Nínive fez penitência e não foi castigada? "Deus arrependeu-se do mal que resolvera fazer-lhes" 6.Pelo que Jonas afligiu-se e, lamentando-se com o Senhor disse-lhe: "É por isso que eu tentei esquivar-me fugindo para Tarsis, pois sabia que sois um Deus clemente e misericordioso, de coração grande, de muita benignidade e compaixão pelos nossos males" 7.

Por isso ele fugiu de Nínive, foi para o campo e deixou-se sob uma cabana coberta de hera para proteger-se dos raios abrasadores do sol.O que fêz porém o Senhor?Fêz que a hera secasse.Jonas de novo afligiu-se tanto que desejava a morte.Então Deus lhe disse: "tiveste compaixão de um arbusto pelo qual nada fizeste, que não fizeste crescer...e não hei de ter compaixão da grande cidade de Nínive?" 8.Tu te lamentas pela hera perdida, que não fizeste crescer, e não queres depois que Eu perdoe os homens que criei com minhas mãos?

A ruína que o Senhor fêz anunciar a Nínive explica São Basílio, não foi uma profecia, mas apenas uma ameça, mediante a qual queria ver aquela cidade convertida.O mesmo santo diz que Deus por vezes se mostra irado porque quer usar de Sua misericórdia e nos ameaça, não para nos castigar, mas para salvar-nos do castigo.E agrega Santo Agostinho que quando alguém nos diz "atenção" é sinal que não nos quer fazer dano.

Exatamente do mesmo modo faz Deus conosco.Nos ameça com o castigo diz São Jerônimo, não para o aplicar a nós, mas para nos livrar dele se nós, por causa de Seu aviso, nos emendamos.Vós, Senhor meu, diz São Gregório, quando pareceis endurecer-Vos, mais do que nunca quereis salvar-nos; ameaçais, mais com tais ameças não quereis outra coisa senão convidar-nos a fazer penitência.

Deus poderia castigar os pecadores de improviso e fazê-los morrer subitamente sem lhes dar sequer tempo de fazer penitência.Pelo contrário, Ele se mostra irado e se apresenta com flagelos na mão para vê-los recuperados em lugar de perdidos.

Disse o Senhor a Jeremias: "Talvez as ouçam eles e renunciem ao perverso comportamento.Arrepender-me-ei, então, dos males que cogito desencadear sobre eles" 9.Vá, disse-lhe, e diz aos pecadores que queiram ouvir-te, que se deixarem o pecado, Eu deixarei de enviar-lhes os castigos com que tenho pensado puni-los.

Compreendeis, meus irmãos!o mesmo vos faz ouvir hoje o Senhor pela minha boca.Se vós vos emendardes, ele revogará a sentença do castigo.Diz São Jerônimo: "Deus não nos odeia, mas odeia nossos pecados".E São João Crisóstomo acrecenta que Ele até esquece nossos pecados caso nós deles nos lembramos, quer dizer, sempre que nós humildemente nos emendarmos e pedirmos o perdão de nossas faltas, como Ele próprio o prometeu: "Eles se humilharam, não os deitarei a perder" 10.

Mas, para emendar-se, é preciso temer o castigo.Caso contrário, não nos resolveremos jamais a mudar de vida.É verdade que Deus proteje os que esperam na Sua misericórdia - "Ele é o escudo de todos os que n'Ele se refugiam" 11 -, mas esses são aqueles que esperam e que ao mesmo tempo temem a Sua justiça.Porque a esperança sem temor degenera em presunção e temeridade: "Confiam no Senhor os que temem o Senhor; Ele é o seu amparo e o seu escudo" 12.

Assim fala o Senhor nas Escrituras do rigor de Seu Juízo, do Inferno e do grande número de pessoas que nele cai: "Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, e depois disto nada mais podem fazer ...temei Aquele que, depois de matar, tem poder de lançar no inferno" 13. "Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição e numerosos são os que por aí entram" 14.

E por que Ele fala assim?Para que o temor nos afaste dos vícios, das paixões e das ocasiões de pecado.E assim possamos esperar a salvação, a qual não é dada senão aos inocentes ou aos penitentes que esperam e temem.

Ó, que força tem o temor do Inferno para refrear nossos pecados!Deus criou o Inferno com essa finalidade.Ele nos redimiu com Sua morte para nos ver salvos e nos impôs o preceito de esperar a salvação.E por isso nos dá ânimo dizendo que todos os que esperam n'Ele não se perderão: "Não, nenhum daqueles que esperam em Vós será confundido" 15.Para isso Ele quer e nos ordena que temamos a condenação eterna.

Os hereges ensinam que todos os justificados devem considerar-se infalivelmente como justos e predestinados.Mas eles foram judiciosamente condenados pelo Concílio de Trento 16, porque uma tal segurança é tão nociva para a salvação quanto é útil o temor."É a Ele que é preciso respeitar, a Ele que se deve temer" 17.O santo temor de Deus torna o homem santo.Por isso Davi pedia a Deus a graça do temor, para que o temor destruísse nele os afetos carnais: "O respeito que tenho por Vós me faz estremecer" 18.

Devemos portanto temer pelas nossas culpas, mas esse temor não deve abater-nos, mas dar-nos ainda mais confiança na divina misericórdia, como fazia o mesmo profeta dizendo ao Senhor: "Por amor de vosso nome, Senhor, perdoai meu pecado, por maior que seja" 19.Como assim?Diz ele, perdoai-me porque meu pecado é grande?Sim, porque a divina misericórdia resplandece mais onde maior é a miséria; e quem mais tem pecado, mais honra dá à misericórdia confiando em Deus, que promete salvar aqueles que n'Ele esperam: "E os salva, porque se refugiam n'Ele" 20.

Por isso diz o livro do Eclesiastes que o temor de Deus não traz pena, mas alegria e gáudio: "O temor do Senhor alegra o coração.Ele nos dá alegria, regozijo e longa vida" 21.Porque o próprio temor leva a adquirir uma firme esperança em Deus, que torna a alma feliz: "Aquele que teme o Senhor não tremerá.De nada terá medo, pois o próprio Senhor é sua esperança.Feliz a alma do que teme o Senhor" 22.Sim, bem-aventurada, porque o temor afasta o homem do pecado: "O temor do Senhor expulsa o pecado" 23.E dá ao mesmo tempo um grande desejo de observar os mandamentos: "Feliz o homem que teme o Senhor, e põe o seu prazer em observar os Seus mandamentos" 24.

É preciso persuadir-se que castigar não é conforme o modo de ser de Deus.Porque Ele é bondade infinita por sua própria natureza - Deus cuius natura bonitas, diz São Leão -, não tem outro desejo que fazer-nos bem e ver-nos contentes.Quando castiga, Ele se vê obrigado a fazê-lo para dar lugar à Sua justiça, mas não para comprazer uma inclinação.Isaías diz que castigar é uma obra alheia ao coração de Deus: "Porque o Senhor se levantará...e fremirá...para concluir Sua obra, Sua obra singular, para executar Seu trabalho, Seu trabalho inaudito" 25.E por isso diz o Senhor que por vezes Ele quase finge que vai enviar-nos um castigo: "Nutro o desígnio de lançar-vos uma desgraça" 26.Mas, por que faz assim?Eis porque: "voltai todos, portanto, do mau caminho" 27.O faz para nos ver emendados e assim libertados da pena merecida.

Escreve o Apóstolo que Deus "tem misericórdia de quem quer, e endurece a quem quer" 28.A respeito dessa passagem, diz São Bernardo que Deus, quando a Si, quer salvar-nos, mas nós é que o obrigamos a nos condenar 29.Ele se chama Pai das misericórdias, não das vinganças.De onde se segue que a razão para usar de piedade a tira de Si mesmo, mas para vingar-se a tira de nós.

E quem poderá jamais compreender quão grande seja a misericórdia divina? Diz Davi que Deus, mesmo quando está irado contra nós, tem compaixão de nós: "Estai irado e restabelecei-nos" 30.Ó ira misericordiosa, exclama o Abade Beronconsio, que se apressa em socorrer-nos e ameaça para perdoar-nos."Impusestes duras provas ao Vosso povo, fizestes-nos sorver um vinho atordoante" 31.

Deus se faz ver com a mão já armada de flagelos, mas o faz para ver arrependidos e compungindos pelas ofensas que Lhe estamos fazendo: "Mas aos que Vos temem destes um estandarte, a fim de que das flechas escapassem" 32.Faz ver-se com o arco já esticado, pronto para atirar a seta, mas não a lança, porque quer que nós, atemorizados, nos emendemos e assim sejamos livres do castigo, "para que Vossos amigos fiquem livres" 33.

Eu quero atemorizá-los, diz Deus, para que movidos por um tal temor se levantem do mau cheiro de seus pecados e reotrnem a Mim: "Vinde, voltemos ao senhor: Ele feriu-nos, Ele nos curará" 34.Sim, o Senhor, embora nos veja tão ingratos e merecedores do castigo, anela entretanto por nos livrar dele, porque, mesmo que ingratos, apesar de tudo Ele nos ama e nos quer bem.

"Dai-nos auxílio contra o inimigo" 35, assim pedia Davi, e assim devemos rezar também nós: Senhor, fazei que este flagelo que agora nos atribula nos faça abrir os olhos e abandonar o pecado.Porque se não acabarmos finalmente com o pecado, ele nos jogará na eterna danação, que é aquele castigo que não tem fim.

O que devemos fazer, caros ouvintes?Não vedes que Deus está irado?Ele não pode, não pode mais nos suportar: "Deus está irado".Não vedes que dia a da crescem os castigos de Deus?Crescem os pecados, diz São João Crisóstomo, e na mesma medida, com toda razão, crescem também as punições.

Deus está irado, mas, apesar de estar irado, hoje Ele me ordena aquilo que ordenou ao profeta Zacarias: "Dize a (este povo): Eis o que diz o Senhor dos exércitos: Voltai a mim...e eu voltarei a vós" 36.Pecadores, diz Deus, vós me destes as costas e por isso me obrigastes a vos privar de minha graça.Não me obrigueis a vos expulsar inteiramente de meu rosto e a vos punir com o Inferno, sem mais possibilidade de perdão.Acabai com isso, deixai o pecado e convertei-vos a Mim, e Eu prometo perdoar-vos todas as ofensas que me tendes feito e de abraçar-vos de novo como filhos: "Voltai a mim...e eu voltarei a vós".

Dizei-me, por que quereis vos perder? (Vede com quanta piedade vos fala o Senhor). "Por que havereis de morrer, israelistas?".Por que quereis vos jogar a vós mesmos para arder naquela fornalha de fogo? "Convertei-vos e vivereis!" 38.Retornai a Mim, que estou com os braços abertos para vos perdoar.

Disso não duvideis, meus pecadores, continua dizendo o Senhor."Aprendei a fazer o bem...pois bem, justifiquemos-nos, diz o Senhor.Se vossos pecados forem escarlates, tornar-se-ão brancos como a neve!" 39.Diz Deus: Eia! mudai de vida e vinde a Mim!E se Eu não vos perdoar, argüi-me, como se Me argüissem de ser infiel e mentiroso.Pelo contrário, Eu não serei infiel, e farei que vossas consciências manchadas se tornem, pela minha graça, brancas como a neve.

Não, Eu não vos castigarei se vos emendardes, diz ademais o Senhor, "não darie curso ao ardor de minha cólera...porque sou Deus e não um homem" 40.Quer dizer, os homens não se esquecem nunca das injúrias, mas Ele, quando vê um pecador arrependido, esquece todas as ofensas que Lhe fez: "não lhe será tomada em conta qualquer das faltas cometidas" 41.

Voltemos logo a Deus, mas rápido!Já basta o quanto O temos ofendido; não provoquemos ainda mais a Sua ira.Eis que Ele nos chama e está pronto a nos perdoar, se nós nos arrependermos do mal feito e Lhe prometermos mudar de vida.

[Aqui se faz o povo recitar o ATO DE CONTRIÇÃO E BOM PROPÓSITO, recorrendo finalmente a Maria santíssima para pedir o perdão e a perseverança].

1- Jr XXIX, 11
2- Sb XI, 23
3- Sb XI, 26
4- II PD III, 9
5- Jn III, 4
6- Jn III, 10
7- Jn IV, 1-2
8- Jn IV, 10-11
9- Jr XXVI, 3
10- II Cr XII, 7
11- Sl XVII, 31
12- Sal CXIII, 19
13- Lc XII, 4-5
14- Mt VII, 13
15- Sl XXV, 3
16- Sess 6, can 14 et 15
17- Is VIII, 13
18- Sal CXIX, 120
19- Sal 24,11
20- Sal XXXVI, 40
21- Eclo I, 12
22- Eclo XXXIV, 16-17
23- Eclo I, 27
24- Sal CXI, 1
25- Is XXVIII, 21
26- Ego fingo contra vos malum (Jr XVIII, 11)
27- Jr XVIII, 11.
28- Rm IX,18
29- Sed quod misereatur, proprium illi est; nam quod condemnet, nos eum cogimus (Ser. 5.n3)
30- Deus irarus es et misertus es nobis (Sl 59,3)
31- Sl LIX,5
32- Sl LIX,6
33- Sl LIX,7
34- Os VI,1
35- Sl LIX,13
36- Zc I,3
37- Ez XVIII, 31
38- Ez XVIII,32
39- Discite benefacere, et venite et arguire me, dicit Dominus, si fuerint peccata vestra ut coccinum, quasi nix dealbabuntur (Is I, 17-18).
40- Os XI, 9
41- Ez XVIII, 22

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sábado, 24 de setembro de 2011

Ligório: Pequena Explicação da Santa Missa

Pequena Explicação do Santo Sacrifício da Santa Missa
Por Santo Afonso Maria de Ligório

 
A Santa Missa é um compêndio de toda a vida de Jesus Cristo.

- O Intróito significa o desejo que tinham os santos Patriarcas da vinda do Senhor.

- O Kyrie Eleison significa as vozes dos Patriarcas e Profetas, que pediam a Deus esta vinda há tanto tempo desejada.

- O Gloria in Excelsis significa o nascimento do Senhor.

- As orações significam a apresentação no templo e a oferenda determinada por lei.

- A Epistola significa a pregação de São João Batista, anunciando aos homens o reino de Cristo.

- O Gradual significa a conversão das multidões ao ouvirem a pregação de S.João Batista.

- O Evangelho significa a pregação do Senhor que da esquerda nos passa à direita, isto é, das coisas temporais ás eternas, e do pecado à graça; as luzes e o incenso à leitura do Evangelho significam que este iluminou o mundo, enchendo- o do suave aroma da graça de Deus.

- O Credo significa a conversão dos santos Apóstolos e dos outros discípulos do Senhor.

- As Secretas, que principiam depois do Credo, significam os ocultos conciliábulos dos Judeus contra Cristo.

- O Prefácio terminado com o Hosana In Excelsis significa a entrada solene de Jesus Cristo em Jerusalém no dia de Ramos.

- As outras orações secretas que se recitam em seguida significam a Paixão do Senhor.

- A Elevação da hóstia significa a elevação de Cristo na Cruz.

- O Pater Noster significa a oração do Senhor quando pendente da cruz.

- A fração da hóstia significa a chaga aberta pela lança.

- O Agnus Dei significa o pranto de Maria na descida da Cruz.

- A Comunhão do Sacerdote significa a sepultura.

- O Post-communio significa a ressurreição.

- O Ite Missa est significa a ascensão.

- A bênção do sacerdote significa a vinda do Espírito Santo.

- O Evangelho final significa a pregação dos santos Apóstolos, quando, cheios do Espírito Santo, começaram a pregação do Evangelho por todo o mundo e a conversão dos povos.


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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Santo Anjo da Guarda e Santa Teresinha

Duas novenas começam no fim de Setembro: dia 23 a Novena ao Santo Anjo da Guarda e dia 24 a Novena a santa Teresinha.


SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS (OU DAS ROSAS)


Santa Teresa de Lisieux, conhecida por Teresinha do Menino Jesus, é uma das Santas mais características por sua espiritualidade.

Seu culto se espalhou em pouco tempo por todos os recantos do mundo católico.

Teresinha nasceu em Alençon, norte da França, aos 2 de janeiro de 1873. Seus pais, quando jovens, aspiravam, ambos, a se consagrarem a Deus na vida religiosa, mas por circunstâncias especiais não foram aceitos. Então a jovem Zélia Guerin, futura mãe de Teresinha, disse: "Meu Jesus, já que não sou digna de ser vossa esposa como irmã, abraçarei o estado matrimonial para cumprir vossa vontade. Peço-vos, porém, encarecidamente, conceder-me muitos filhos e que vos sejam consagrados".

Daquele santo casal nasceram nove filhos. Três faleceram em tenra idade, os demais, todas meninas, tornaram-se religiosas conforme o desejo da mãe.

Teresinha ficou órfã de mãe aos quatro anos e sentiu muito esta falta. O pai, depois da morte da esposa, mudou-se com a família para Lisieux, onde tinha um cunhado cuja esposa zelava pela educação das filhas.

Teresinha cresceu num ambiente de amor puro e de fé profundamente vivencial e, sendo a caçula do lar, era chamada pelo pai "a minha rainhazinha". As irmãs mais velhas, uma após outra, consagraram-se a Deus na vida religiosa. Teresinha alimentava uma santa inveja da opção das irmãs desejando, quanto antes, acompanhá-las na consagração a Deus.

Com a idade de 15 anos, recebeu do Papa Leão XIII a permissão de entrar no Carmelo de Lisieux. Viveu no Carmelo mais oito anos. "Que poderia ter realizado de extraordinário em tão curta existência? Graças a sua autobiografia, com o título História de uma alma, sabemos que a jovem carmelita não fez nada de extraordinário, apenas cumpriu extraordinariamente bem os seus deveres de monja enclausurada. Num momento de entusiasmo, Teresinha escreveu que, por amor ao Amor Supremo, desejava ser cavaleiro das cruzadas, padre, apóstolo, evangelista, missionário, mártir. "Compreendi, escreve, que só o amor fazia agir os membros da Igreja e que se o amor viesse a se extinguir, os apóstolos não anunciariam mais o Evangelho, os mártires recusariam derramar o seu sangue... Compreendi que o amor encerra todas as vocações e que o amor é tudo, abraça todos os tempos e todos os lugares... Numa palavra, o amor é eterno... encontrei minha vocação: o amor!"

Estas palavras poderiam parecer românticas, se não fossem corroboradas pela vida de oração, de sacrifícios, de provações, de penitências e de imolação no dia-a-dia da existência de Teresinha como Carmelita.

Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus, pela salvação das almas, e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o pai, livre igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus, e tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou a pequena via da infância espiritual.

O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária "desde a criação do mundo, até a consumação dos séculos". Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia, e como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.

Proclamada principal padroeira das missões em 1927, padroeira secundária da França em 1944, e Doutora da Igreja, que nos ensina o caminho da santidade pela humildade em 1997, na data do seu centenário. ela mesma testemunha que a primeira palavra que leu sozinha foi: "céus"; agora a última sua entrada nesta morada, pois exclamou : "meu Deus, eu vos amo...eu vos amo".






Mais sobre Santa Teresinha:



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SANTOS ANJOS DA GUARDA

 

No momento do parto de uma alma, por determinação Divina, o Anjo da Guarda assume o seu posto de guardião e jamais se afasta, até o retorno da Alma à eternidade. Isto significa dizer, sempre que nasce uma criatura na Terra, o CRIADOR providencia o nascimento de seu Anjo da Guarda no Céu. Então, cada Anjo Custódio é específico, isto é, cada Anjo da Guarda é enviado especialmente para uma pessoa que nasce.

O Anjo da Guarda tem uma missão insubstituível ao longo da existência! Embora sempre silencioso e oculto, inspira a prática das boas intenções e das boas obras; ilumina o espírito na busca da verdade; sugestiona a mente afastar-se da doutrina errônea; insinua sugestões a problemas de difícil solução; conduz as pessoas a cultivarem santos ideais, com o objetivo maior de dilatar cada vez mais o reino de DEUS; estimula a pratica da fidelidade, da justiça e do amor fraterno, zelando e orientando as pessoas pelo caminho da salvação eterna.



Devoção ao Anjo da Guarda
"Havemos de venerar e invocar devotamente o santo anjo da guarda porque:

1. Ele é um eminente príncipe da corte celeste;
2. Ele nos foi designado por Deus como nosso companheiro, protetor e guia.

Lembra-te sempre de sua presença, e nunca faças à vista dele o que não ousarias fazer à vista de tua mãe.
Em todos os perigos corporais e espirituais, invoca-o e segue suas inspirações. Não te esqueças de que também o teu semelhante tem o seu anjo custódio. Saúda também a este anjo muitas vezes, e regula o teu procedimento com o próximo de conformidade com essa verdade.
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Fonte: Fr. Antônio Wallenstein, O.F.M., Catecismo da Perfeição Cristã, Editora Vozes, Petrópolis, 1956, III edição. 

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Pequeno manual do católico

PEQUENO MANUAL DO CATÓLICO

A Missa e outras obrigações


O SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA

1) O que é a Missa?
A Missa é o sacrifício da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo que se realiza sobre o altar.

2) Como pode ser a Missa o sacrifício de Jesus se este morreu na Cruz há dois mil anos?
Pelo rito da Santa Missa, o mesmo sacrifício realizado há dois mil anos torna-se presente novamente, de um modo novo, um modo sacramental, ritual, incruento, ou seja, sem derramamento do Sangue, mas verdadeiro e eficaz.

3) Porque dizemos que a Missa é o mesmo sacrifício, presente de modo sacramental?
Por que nela aquele mesmo sacrifício de Jesus se apresenta diante de nós através de sinais sensíveis que realizam a graça sacramental. Estes sinais, no caso da Missa são as espécies consagradas, o pão e o vinho, que, na consagração, se transformam no Corpo e Sangue de Jesus pelas palavras que o sacerdote pronuncia.

4) A Missa é, então, um Sacramento?
Sim, a Missa é a cerimônia na qual se realiza o Sacramento da Eucaristia, que é a presença real de Jesus na hóstia consagrada.

5) Essa presença de Jesus na hóstia consagrada é um símbolo de Jesus?
Não podemos dizer que seja apenas um símbolo. Jesus está realmente presente com todo seu ser. Toda a natureza humana e toda a natureza divina estão presentes na Sagrada Hóstia. Toda a substância do pão e do vinho se transformaram milagrosamente no Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Cristo.

domingo, 18 de setembro de 2011

Comunhão Sacrílega

Coisa terrível é a comunhão  sacrílega.

Comungar sacrilegamente é  uma injúria maior feita a Nosso Senhor do que atirar a  sagrada Hóstia ao monturo ou aos  cães.    

De São Boaventura são as seguintes palavras sobre semelhante crime: “Tu, pecador impuro, invejoso e avarento, és  mais imundo, mais  repugnante e  desprezível que um cão”.

Sendo teu  pecado rubro como o escarlate, numeroso como os grãos de  areia do mar, procura as águas purificadoras da penitência, e não te atrevas nunca a receber indignamente a Santa Comunhão.  “Quem come este pão e bebe o cálice do Senhor indignamente,  será réu do corpo e  sangue do Senhor, come e bebe a  sua condenação” (I Cor. 11,27)

Renovemos nosso amor e devoção a Nossa Senhora e imploremos que nos derrame suas infinitas graças, a  fim de  abraçarmos a Cruz de cada dia com muita resignação e alegria, e que cumpramos sempre os preceitos da Santa Igreja de Cristo. Amém!  

Nossa Senhora, Mãe do Salvador, rogai por nós!


ABORTO - O GRITO SILENCIOSO

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