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domingo, 30 de junho de 2019

Serva de Deus Maria-Marta Chambon


Serva de Deus Maria-Marta Chambon


Nasceu em Croix-Rouge, próximo de Chambéry (França), aos seis de março de 1841, numa família honrada e cristã. Aos oito ou nove anos, ao rezar com os braços em cruz, teve a primeira revelação da Paixão do Salvador, que deveria, depois, ocupar todo o espaço de sua existência. Desde cedo, a exemplo da própria mãe, revelou o gosto pela oração e desejou as mortificações. A presença do Menino Jesus era-lhe natural. Em fevereiro de 1862, aos 21 anos, entrou no Convento da Visitação de Chambéry. Desde o início de sua vida religiosa, Maria Marta uniu ao intenso trabalho cotidiano uma rara intensidade de vida interior. Sua vida transcorria em oração, trabalho, mortificações, imolação contínua, silêncio, muita humildade e apagamento absoluto. A partir de 1866, começou a receber visitas frequentes de Nosso Senhor e Nossa Senhora. O Senhor permitiu que por cinco anos ela tivesse por alimento apenas a Eucaristia, sem perder as forças para realizar os trabalhos habituais do convento. Recebeu estigmas dolorosíssimos em ambos os pés, e quando cicatrizaram após longas súplicas a Jesus, foram substituídos por sofrimentos morais. Imolava-se a Jesus pela causa da Igreja, dos sacerdotes, bispos e fiéis. Em 1867, em uma de suas aparições, Jesus lhe confia uma missão: “Minha filha, oferece as minhas Chagas a meu Pai eterno, porque de lá deve vir o triunfo de minha Igreja, que passará pelas mãos de minha Mãe Imaculada”, e lhe ensina como rezar o Rosário das Santas Chagas. Ela, fiel a Jesus, lhe promete oferecer a cada dez minutos as Divinas Chagas de seu Sagrado Corpo ao Pai Eterno, para o triunfo da Santa Igreja, pelos pecadores, as Almas do Purgatório, por todas as necessidades do Convento. Rendeu a alma a Deus aos 21 de março de 1907, suportando um doloroso Calvário nas suas últimas semanas, e chamando sem cessar Nosso Senhor: “Meu Tudo! Meu tudo! Vinde! Vinde depressa...”. Após a sua morte, em odor de santidade, passaram a ser rezadas com mais fervor as invocações e o Rosário das Santas Chagas do Salvador. A causa de sua beatificação foi introduzida em 1937. Ela é Serva de Deus. 


sexta-feira, 21 de março de 2014

A DEVOÇÃO ÀS SANTAS CHAGAS


AS ORAÇÕES ÀS SANTAS CHAGAS DE JESUS CRISTO


Há devoções tão antigas como o Calvário e que tiveram pontos altos na vida e na história da Igreja. Entre estas está a devoção das Santas Chagas.

Parece ser da vontade de Deus reavivar tal devoção, como meio de santificação pessoal e reparação pelos pecadores. Perante tanta maldade e desordem, desprezo pelo divino e indiferença pela ofensa ao Criador, só a reparação pode salvar o mundo. Daí a necessidade de almas reparadoras. E a devoção das Santas Chagas é eminentemente reparadora.

Santo Agostinho, São João Crisóstomo, São Bernardo, São Boaventura, São Tomás de Aquino e São Francisco de Assis fizeram desta devoção objeto especial do seu zelo apostólico.

sábado, 17 de setembro de 2011

As Cinco Chagas de Nosso Senhor

As cinco Chagas de Cristo


Cristo Morto
Escultura do '700 napolitano: “Carminus Lantriceni sculptor. Neapoli 1728”
Igreja de Santo Tomás de Aquino, Ilha de Procida, província de Napoles, Italia


O culto das Cinco Chagas do Senhor, isto é, as feridas que Cristo recebeu na cruz e manifestou aos Apóstolos depois da Ressurreição, foi sempre uma devoção muito viva entre os portugueses, desde os começos da nacionalidade. São disso testemunho a literatura religiosa e a onomástica referente a pessoas e instituições. Camões, n' Os Lusíadas sintetiza (I, 7) o simbolismo que tradicionalmente relaciona as armas da bandeira nacional com as Chagas de Cristo:

"Vede-O no vosso escudo, que presente
Vos amostra a vitória já passada,
Na qual vos deu por armas e deixou
As que Ele para si na Cruz tomou." (Os Lusíadas, 1, 7).

Esta é uma festa litúrgica portuguesa e do mundo português que nos foi concedida pelos Romanos Pontífices, a partir do Papa Bento XIV e é celebrada a 7 de Fevereiro.

Entre os factos históricos dignos de menção pelo que respeita às lutas contra os mouros, merece referência especial o Fossado de Ladera em 1139 e, no mesmo ano, o realce particular dado pela História, entremeada com a lenda, à Batalha de Ourique, travada em 25 de Julho.

O Livro da Noa de Santa Cruz, de Coimbra, o Crónicon Lamecense e outros, relatam que, num lugar chamado Haulic ou Oric ou Ouric, se travou uma batalha entre portugueses comandados por D. Afonso Henriques e um exército de mouros comandados por Ismar ou Esmar ou Examare e mais quatro reis, tendo sido desbaratados os infiéis com graves perdas, depois de Jesus Cristo crucificado ter milagrosamente aparecido no Céu a abençoar os portugueses.

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AS CINCO CHAGAS DE NOSSO SENHOR

De acordo com uma antiquíssima tradição, o corpo de Jesus, depois de descido da Cruz, é cuidadosamente conduzido por Nicodemos, José de Arimatéia e São João até Maria Santíssima, sendo depositado no Seu virginalíssimo regaço. Sentada, Ela O acolhe, chorando de dor e O adora.

Enquanto as Santas Mulheres preparam os bálsamos com que em breve irão ungi-Lo, para ser depositado no sepulcro, Ela oscula, uma a uma, suas Chagas: a do peito rasgado, as dos divinos pés e mãos. Realiza- se ali o primeiro acto de devoção e adoração às Chagas do Redentor, que iria perpetuar-se por todas as gerações. A Bem-Aventurada por excelência rende o mais perfeito culto de latria às Fontes Sagradas de onde jorrou o Sangue que redimiu total e superabundantemente todo o gênero humano.

Por causa daquelas Santíssimas Chagas, Ela fora preservada do pecado original e aos homens de boa vontade abriram-se as portas do Céu. Cinco fontes de graças infinitas, plenas de formosura, saciando a santidade das almas contemplativas, missionárias e apostólicas, selando a coroa de glória dos mártires e as vitórias de todos os tempos.

Eis o manancial que nos purifica no Batismo, nos revivifica na Eucaristia e dá fecundidade a toda a Santa Igreja, nos seus sacramentos! Eis a santa argamassa que, ligada aos sacrifícios dos homens, erguerá os mais belos monumentos e poemas da Civilização Cristã!

"Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos. Aproxima a tua mão e mete-a no meu lado". Poucos dias após a Ressurreição, é o próprio Redentor que convida o incrédulo Tomé a ter devoção às suas Santas Chagas. Já deslumbrado, ele respondeu-Lhe: "Meu Senhor e meu Deus!".

As tíbias almas que dificilmente se deixam convencer, a teimosia dos cépticos, a própria incredulidade, quase se diria, sucumbiram no instante mesmo em que aquele feliz e invejado Apóstolo introduziu seu dedo no lado de Jesus. São Francisco de Assis, Santa Gemma Galgani, São Pio de Pietrelcina - enfim, uma legião de santos e almas virtuosas - foram galardoados com os estigmas da Paixão de Cristo. É um modo maravilhoso de Ele condecorar alguns daqueles a quem mais ama, na face da terra. É seu invisível e puro amor tornado visível em seus predilectos, para perpetuar na memória dos homens a bem-aventurança daqueles que acreditam sem terem visto e tocado as Chagas do Senhor, como São Tomé.

A devoção às Santas Chagas não é privilégio apenas de algumas almas, mas o é também de nações. No nosso país, ela é muito antiga e marca profundamente a piedade dos fiéis, quase desde os alvores da nacionalidade.

A devoção às Chagas de Jesus Cristo, sinais amorosos de seu martírio e, posteriormente, de sua glorificação, aperfeiçoam em nós a gratidão, que leva a pagar amor com amor, até o holocausto total, por Deus e pelos irmãos.

Virgem das Dores, cujas lágrimas ungiram as Santíssimas Chagas do Salvador! Lavai com as Vossas lágrimas, unidas ao Sangue Precioso de Vosso Filho, os pecados de Portugal!

Pelas Vossas Santas Chagas, perdoai-nos, Senhor!



Devoção as Cinco Chagas Jesus Cristo

Oração inicial

Ao estar de joelhos ante vossa imagem sagrada.

Oh! Salvador meu, minha consciência me diz que eu tenho sido eu que vos cravou na cruz, com estas minhas mãos, todas as vezes que tenho ousado cometer um pecado mortal. Deus meu, meu amor e meu tudo, digno de toda adoração e amor, vendo como tantas vezes me haveis cumulado de bençãos, me acho de joelhos, convencido de que ainda posso reparar as injúrias com que vos tenho ofendido.
Ao menos posso me compadecer, posso dar-Vos graças por todo o que haveis feito por mim.
Perdoai-me, Senhor meu.
Por isso com o coração e com os lábios digo:
Perdoai-me, Senhor meu.

A Chaga do Pé Esquerdo:
Santíssima Chaga do pé esquerdo de meu Jesus, Vos adoro.
Me dói, Bom Jesus, ver-Vos sofrer aquela pena dolorosa.
Vos dou graças, Oh! Jesus de minha alma, porque haveis sofrido tão atrozes dores para deter-me em minha carrera ao precipício, sofrendo-Vos a causa dos pulsantes espinhos de meus pecados.
Ofereço ao Eterno Pai, o sofrimento e o amor de vossa santíssima Humanidade para ressarcir meus pecados, que detesto com sincera contrição.

A Chaga do Pé Direito:
Santíssima Chaga do pé direito de meu Jesus, Vos adoro.
Me dói, Bom Jesus, de ver-Vos sofrer tão dolorosa pena. Vós dou graças, Oh! Jesus de minha vida, por aquele amor que sofreu tão atrozes dores, derramando sangue para castigar meus desejos pecaminosos e andadas em pró do prazer.
Ofereço ao Eterno Pai, o sofrimento e o amor de vossa santíssima Humanidade, e peço a graça de chorar minhas transgressões e de perseverar no caminho do bem, cumprindo fidelíssimamente os mandamentos de Deus.

A Chaga da Mão Esquerda:
Santíssima Chaga da mão esquerda de meu Jesus, Vos adoro.
Me dói, Bom Jesus, de ver-Vos sofrer tão dolorosa pena.
Vós dou graças, Oh! Jesus de minha vida, porque por vosso amor me haveis livrado a mim de sofrer a flagelação e a eterna condenação, que tenho merecido por causa de meus pecados.
Ofereço ao Eterno Pai, o sofrimento e o amor de vossa santíssima Humanidade e suplico me ajude a fazer bom uso de minhas forças e de minha vida, para produzir frutos dignos da glória e vida eterna e assim desarmar a justa ira de Deus.

A Chaga da Mão Direita:
Santíssima Chaga da mão direita de meu Jesus, Vos adoro.
Me dói, Bom Jesus, de ver-Vos sofrer tão dolorosa pena.
Vós dou graças, Oh! Jesus de minha vida, por ter-me acumulado de benefícios e graças, e isso a pesar de minha obstinação no pecado.
Ofereço ao Eterno Pai o sofrimento e o amor de vossa santíssima Humanidade e suplico me ajude a fazer tudo para maior honra e Glória de Deus.

A Chaga do Sacratíssimo Peito:
Santíssima Chaga do Sacratíssimo Peito de meu Jesus, Vos adoro.
Me dói, Bom Jesus, de ver-Vos sofrer tão grande injúria.
Vós dou graças, Oh! Bom Jesus, pelo o amor que me tendes, ao permitir que Vos abrissem o peito, com uma lançada e assim derramar a última gota de sangue, para redimir-me.
Ofereço ao Eterno Pai esta oferta e o amor de vossa santíssima Humanidade, para que minha alma possa encontrar em vosso coração transpassado um seguro Refúgio. Assim seja.



Editado em 01/03/2012 para acrescentar a informação contida na primeira imagem: o Cristo Morto, de Procida (Itália).
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