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Feminismo: o maior inimigo da mulher
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sábado, 7 de dezembro de 2019

Nova tradição natalina - Capítulo VII

Uma nova tradição natalina 


EVANGELHO DE SÃO LUCAS


Cap. VII  1 Tendo terminado todos os seus discursos ao povo que O ouvia, entrou em Cafarnaum. 
2 Ora um centurião tinha doente, quase a morrer, um servo que lhe era muito querido. 
3 Tendo ouvido falar de Jesus, enviou-Lhe alguns anciãos dos Judeus a pedir-Lhe que viesse curar o seu servo. 
4 Eles, pois, tendo ido ter com Jesus, pediam-Lhe instantemente, dizendo: “Ele merece que lhe faças esta graça”, 
5 “porque é amigo da nossa nação; e até nos edificou a sinagoga”.
 6 Jesus, pois, foi com eles. E, quando estava já perto da casa, o centurião mandou-Lhe amigos a dizer: “Senhor, não te incomodes, porque eu não sou digno que entres sob o meu teto”. 
7 Por essa razão, nem eu me achei digno de ir ter contigo; mas dize uma só palavra, e o meu servo será curado”. 
8 “Porque também eu sou um homem sujeito a outro poder, tendo soldados às minhas ordens, e digo a um: ‘Vai’, e ele vai; e a outro: ‘Vem’, e ele vem; e ao meu servo: ‘Faze isto’, e ele o faz”. 
9 Jesus, tendo ouvido isto, ficou admirado; e, voltando-se para a multidão que o seguia, disse: “Em verdade vos digo que não encontrei tanta fé em Israel”. 
10 Voltando para casa os que tinham sido enviados, encontraram são o servo, que tinha estado doente.
11 Aconteceu que, (algum tempo) depois, ia Ele para uma cidade chamada Naim; e iam com Ele os seus discípulos e muito povo. 
12 Quando chegou perto da porta da cidade, eis que era levado um defunto a sepultar, filho único de sua mãe; e esta era viúva; e ia com ela muita gente da cidade. 
13 E, tendo-a visto o Senhor, movido de compaixão para com ela, disse-lhe: “Não chores”. 
14 E aproximou-se, e tocou no esquife. E os que o levavam pararam. Então disse Ele: “Jovem, eu te digo, levanta-te”. 
15 E sentou-se o que tinha estado morto, e começou a falar. E (Jesus) entregou-o a sua mãe. 
16 Todos ficaram possuídos de temor, e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta apareceu entre nós, e Deus visitou o seu povo”. 
17 E esta opinião a respeito dele espalhou-se por toda a Judeia, e por toda a região circunvizinha.
18 Referiram a João os seus discípulos todas estas coisas. 
19 E João chamou dois dos seus discípulos, e enviou-os a Jesus a dizer-lhe: “És Tu[1] o que há-de vir (salvar o mundo), ou devemos esperar outro?”. 
20 Tendo ido ter com Ele, disseram-Lhe: “João Baptista enviou-nos a Ti, para te perguntar: “És Tu o que há-de vir, ou devemos esperar outro?”. 
21 Naquela mesma hora, (Jesus) curou muitos de enfermidades, e de chagas, e de espíritos malignos, e deu vista a muitos cegos. 
22 (Depois) respondendo, disse-lhes: “Ide referir a João o que ouvistes e vistes: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, aos pobres é anunciado o Evangelho”; 
23 “e bem-aventurado aquele que se não escandalizar a meu respeito”.
24 “Tendo partido os mensageiros de João, começou Ele a dizer acerca de João às turbas: ‘Que fostes vós ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento[2]?’.” 
25 “Mas que fostes ver? Um homem vestido de roupas delicadas? Mas os que vestem roupas preciosas, e vivem entre delícias, são os que vivem nos palácios dos reis”. 
26 “Mas que fostes ver? Um profeta? Sim, vos digo eu, e mais ainda que profeta”. 
27 “Este é aquele de quem está escrito: ‘Eis que eu envio o meu anjo adiante de ti, o qual preparará o teu caminho diante de ti’.” 
28 “Porque eu vos digo: Entre os nascidos das mulheres[3], não há maior profeta que João Baptista; porém, o que é menor no reino de Deus, é maior do que ele”.
29 Todo o povo que o ouviu e os publicanos deram glória a Deus, fazendo-se batizar com o batismo de João. 
30 Os fariseus, porém, e os doutores da lei desprezaram o desígnio de Deus com prejuízo de si mesmos, não se fazendo batizar por ele.
31 Então, disse o Senhor: “A quem, pois, compararei os homens desta geração? E a quem são semelhantes?”. 
32 “São semelhantes aos meninos que estão sentados na praça, e que falam uns para os outros, e dizem: ‘Tocámos flauta, e vós não bailastes; entoámos canções tristes, e vós não chorastes’.”
33 “Porque veio João Baptista, que não comia pão, nem bebia vinho, e dizeis: ‘Ele está possesso do demônio’.” 
34 “Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizeis: ‘eis um glutão e um bebedor de vinho,
amigo dos publicanos e dos pecadores’.” 
35 “Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos”.
36 Um dos Fariseus pediu-Lhe que fosse comer com ele. E, tendo entrado em casa do fariseu, sentou-se à mesa. 
37 E eis que uma mulher, que era pecadora na cidade, quando soube que Ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro cheio de bálsamo; 
38 e, estando a seus pés por detrás dele, começou a banhar-lhe os pés com lágrimas, e os enxugava com os cabelos da sua cabeça, e os beijava, e os ungia com o bálsamo.
39 Ora, vendo isto, o fariseu que O tinha convidado, disse consigo: “Se Este fosse profeta, com certeza saberia quem e qual é a mulher que o toca, e que é pecadora”.
40 Então, respondendo Jesus, disse-lhe: “Simão, tenho uma coisa a dizer-te”. E ele disse: “Mestre, fala”. 
41 “Um credor linha dois devedores: um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro cinquenta”. 
42 “Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos a dívida. Qual deles pois mais o amará?”. 
43 Respondendo Simão, disse: “Creio que aquele a quem perdoou mais”. E Jesus disse-lhe: “Julgaste bem”. 
44 E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: “Vês esta mulher? Entrei em tua casa, não me deste água para os pés; e esta com as suas lágrimas banhou os meus pés, e enxugou-os com os seus cabelos”. 
45 “Não me deste o ósculo (da paz); e esta, desde que entrou, não cessou de beijar os meus pés”.
46 “Não ungiste a minha cabeça com bálsamo; e esta ungiu com bálsamo os meus pés”. 
47 “Pelo que te digo: São-lhe perdoados muitos pecados, porque muito amou. Mas, ao que menos se perdoa, menos ama”. 
48 E a ela disse: “São-te perdoados os pecados”. 
49 E os convidados começaram a dizer entre si: “Quem é Este que até perdoa pecados?”. 
50 E Jesus disse à mulher: “A tua fé te salvou; vai em paz”. 




sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Nova tradição natalina - Capítulo VI

Uma nova tradição natalina 


EVANGELHO DE SÃO LUCAS


Cap. VI  1 Aconteceu que, num sábado, chamado o segundo-primeiro, passando (Jesus) pelas searas, os seus discípulos colhiam espigas, e, machucando-as nas mãos, as comiam. 
2 Alguns dos fariseus, disseram--lhes: “Porque fazeis o que não é permitido nos sábados?”. 
3 E Jesus, respondendo-lhes, disse: “Não lestes o que fez David, quando teve fome, ele e os que com ele estavam?”. 
4 “Como entrou na casa de Deus, e tomou os pães da proposição, e comeu deles, e deu 'aos seus companheiros, embora não fosse permitido comer deles senão aos sacerdotes?”. 
5 E acrescentou: “O Filho do homem é Senhor também do sábado”.
6 Aconteceu que, em outro sábado, entrou (Jesus) na sinagoga, e ensinava. E estava ali um homem que tinha a mão direita seca. 
7 E os escribas e os fariseus o estavam observando (para ver) se curava ao sábado, a fim de terem de que O acusar. 
8 Mas Ele conhecia os seus pensamentos, e disse ao homem que tinha a mão seca: “Levanta-te, e põe-te em pé no meio”. E ele, levantando-se, ficou de pé. 
9 Jesus disse-lhe: “Pergunto-vos se é lícito aos sábados fazer bem ou mal, salvar a vida ou tirá-la”. 
10 Depois, correndo a todos com o olhar, disse ao homem: “Estende a tua mão. Ele estendeu-a, e a sua mão tornou-se sã”. 
11 Eles encheram-se de furor, e falavam uns com os outros (para ver) que fariam contra Jesus.
12 E aconteceu naqueles dias que se retirou para o monte a orar, e estava passando toda a noite em oração a Deus. 
13 E, quando foi dia, chamou os seus discípulos, e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de Apóstolos: 
14 Simão, a quem deu o sobrenome de Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João, Filipe e Bartolomeu, 
15 Mateus e Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Simao, chamado o Zelador, 
16 e Judas (irmão) de Tiago, e Judas Iscariotes, que foi o traidor. 
17 E, descendo com eles, parou na planície, ele e a comitiva dos seus discípulos, e uma grande multidão de povo de toda a Judeia, e de Jerusalém, e da região marítima de Tiro e de Sidônia, 
18 que tinham vindo para O ouvir, e para ser curados das suas doenças. E os que eram vexados pelos espíritos imundos, ficavam sãos. 
19 E todo o povo procurava tocá-lo; porque saía dele uma virtude que os curava a todos.
20 E, levantando os olhos para os discípulos, dizia: “Bem-aventurados vós os pobres, porque vosso é o reino de Deus”. 
21 “Bem-aventurados os que agora tendes fome, porque sereis saciados. Bem-aventurados os que agora chorais, porque rireis”. 
22 “Bem-aventurados sereis quando, os homens vos odiarem, e quando vos repelirem e carregarem de injúrias, e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do homem”. 
23 “Alegrai-vos nesse dia, e exultai, porque será grande a vossa recompensa no Céu; porque era assim que os pais deles tratavam os profetas”.
24 “Mas, ai de vós, ó ricos[1]! porque tendes a vossa consolação (neste mando)”. 
25 “Ai de vós os que estais saciados! Porque vireis a ter fome. Ai de vós os que agora rides! Porque gemereis e chorareis”. 
26 “Ai de vós, quando os homens vos louvarem! Porque assim faziam aos falsos profetas os pais deles”.
27 “Mas digo-vos a vós, que me ouvis: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam”. 28 “Abençoai os que vos amaldiçoam, e orai pelos que vos caluniam”. 
29 “Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra. E ao que te tirar a capa, não o impeças de levar também a túnica”. [2] 
30 “Dá a todo aquele que te pede; e ao que leva o que é teu, não lho tornes a pedir”. 
31 “E o que quereis que vos façam os homens, fazei-o vós também a eles”. 
32 “Se vós amais os que vos amam, que mérito tendes? Porque os pecadores também amam quem os ama”. 
33 “E, se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que mérito tendes? Porque os pecadores também fazem isto”. 
34 “E, se emprestardes àqueles de quem esperais receber, que mérito tendes? Porque os pecadores também emprestam aos pecadores, para que se lhes faça outro tanto”.
35 “Amai pois os vossos inimigos; fazei bem e emprestai, sem daí esperardes nada; e será grande a vossa recompensa, e sereis filhos do Altíssimo, que é bom para os ingratos e para os maus”. 
36 “Sede pois misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso”.
37 “Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados. Perdoai, e sereis perdoados”. 
38 “Dai, e dar-se-vos-á; (dai generosamente e) uma medida boa, cheia e recalcada e acogulada, vos será lançada no seio. Porque, com a mesma medida com que medirdes (para os outros), será medido para vós”. 
39 E dizia-lhes também esta comparação: “Pode porventura um cego guiar outro cego? Não cairão ambos no barranco?”. 
40 “O discípulo não é mais que o mestre; mas todo (o discípulo) será perfeito, se for como seu mestre”.
41 [3] “Porque vês tu a aresta no olho do teu irmão, e não reparas na trave que tens no teu olho?” 
42 [3] “Ou como podes tu dizer a teu irmão: ‘Deixa, irmão, que eu tire do teu olho a aresta, não vendo tu mesmo a trave que tens no teu?’ Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e depois verás para tirar a aresta do olho de teu irmão”.
43 [4] “Porque não é boa árvore a que dá frutos maus, nem má árvore a que dá bom fruto”. 
44 [4] “Porquanto cada árvore se conhece pelo seu fruto. Pois nem se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas de um abrolho”. 
45 “O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau do mau tesouro tira o mal. Porque a boca fala da abundância do coração”.
46 “Porque me chamais vós ‘Senhor, Senhor’, e não fazeis o que Eu vos digo?”. 
47 “Todo o que vem a Mim, e ouve as minhas palavras, e as põe em prática, Eu vos mostrarei a quem ele é semelhante”. 
48 “É semelhante a um homem que, edificando uma casa, cavou profundamente, e pôs os alicerces sobre rocha; e, vindo uma inundação, investiu a torrente contra aquela casa, e não pôde movê-la, porque estava fundada sobre rocha”. 
49 “Mas o que ouve, e não pratica, é semelhante a um homem, que edificou a sua casa sobre a terra sem fundamentos, contra a qual (casa) investiu a torrente, e logo caiu, e foi grande a ruína daquela casa”. 




quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Nova tradição natalina - Capítulo V

Uma nova tradição natalina 


EVANGELHO DE SÃO LUCAS


Cap. V  1 Aconteceu que (um dia), comprimindo-se as multidões em volta dele para ouvir a palavra de Deus, Ele estava junto do lago de Genesaré. 
2 E viu duas barcas que estacionavam à borda do lago; e os pescadores tinham saído, e lavavam as redes. 
3 Entrando numa destas barcas, que era a de Simão, rogou-lhe que se afastasse um pouco da terra. E, estando sentado, ensinava o povo da barca. 
4 Quando acabou de falar, disse a Simão: “Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar”. 
5 Respondendo Simão, disse-lhe: “Mestre, tendo trabalhado toda a noite, não apanhamos nada; porém, sobre a tua palavra, lançarei a rede”.
6 E, tendo feito isto, apanharam tão grande quantidade de peixes, que a sua rede rompia-se. 
7 E fizeram sinal aos companheiros, que estavam na outra barca, para que os viessem ajudar. E vieram, e encheram tanto ambas as barcas, que quase se afundavam. 
8 Simão Pedro, vendo isto, lançou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Retira-te de mim, Senhor, pois eu sou um homem pecador”. 
9 Porque tanto ele como todos os que se encontravam com ele ficaram possuídos de espanto, por causa da pesca que tinham feito. 
10 E o mesmo tinha acontecido a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. E Jesus disse a Simão: “Não tenhas medo; desta hora em diante serás pescador de homens”.
11 E, trazidas as barcas para terra, deixando tudo, seguiram-no.
12 Sucedeu que, encontrando-se Jesus numa cidade, eis que apareceu um homem cheio de lepra, o qual, vendo Jesus, prostrou-se com o rosto por terra, e suplicou-lhe, dizendo: “Senhor, se tu queres, podes curar-me”. 
13 E Ele, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: “Quero, sê curado”. E imediatamente desapareceu dele a lepra. 
14 E Jesus ordenou-lhe que a ninguém o dissesse; “mas vai” (disse-lhe), “mostra-te ao sacerdote, e oferece pela tua cura o que foi ordenado por Moisés, para lhes servir de testemunho”.
15 Entretanto, dilatava-se cada vez mais a fama do seu nome; e concorriam muitas multidões para O ouvir e para ser curadas das suas doenças. 
16 Mas Ele retirava-se para lugares desertos, e fazia oração. 
17 Aconteceu um dia que estava sentado ensinando, e estavam (igualmente ali) sentados fariseus e doutores da lei, que tinham vindo de todas as aldeias da Galileia e da Judeia, e de Jerusalém; e a virtude do Senhor[1] estava em sua mão, para os sarar. 
18 E eis que uns homens, levando sobre um leito um homem que estava paralítico, procuravam introduzi-lo dentro da casa, e pô-lo diante dele. 
19 Porém, não encontrando por onde o introduzir por causa da multidão, subiram ao telhado,
e, levantando as telhas, desceram-no com o seu leito no meio (de todos) diante de Jesus. 
20 Vendo a fé destes (homens), disse: “Ó homem, são-te perdoados os teus pecados!”. [2] 
21 Então, começaram os escribas e os fariseus a pensar e a dizer: “Quem é Este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão só Deus?”. 
22 Jesus, conhecendo os seus pensamentos, respondendo, disse--lhes: “Que pensais vós nos vossos corações?”.
23 “Que coisa é mais fácil dizer: ‘São-te perdoados os pecados’, ou dizer: ‘Levanta-te e caminha?’.” 
24 “Pois, para que saibais que o Filho do homem tem poder sobre a Terra de perdoar pecados, (disse ao paralítico): ‘Eu te digo, levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa’.” 
25 E, levantando-se logo em presença deles, tomou o leito em que jazia, e foi para sua casa, glorificando a Deus. 
26 E ficaram todos estupefatos, e glorificavam a Deus. E, possuídos de temor, diziam: “Hoje vimos coisas maravilhosas”.
27 Depois disto, saiu (Jesus), e viu sentado ao telônio[3] um publicano, chamado Levi, e disse-lhe: Segue-me.
28 E ele, deixando tudo, e levantando-se, O seguiu.
29 E Levi deu-Lhe um grande banquete em sua casa, onde concorreu grande número de publicanos e de outros, que estavam sentados à mesa com eles. 
30 E os fariseus e os seus escribas murmuravam, dizendo aos discípulos de Jesus: “Porque comeis e bebeis vós com os publicanos e com os pecadores?”. 
31 E Jesus, respondendo, disse-lhes: “Os sãos não têm necessidade de médico, mas sim os enfermos”. 
32 “Não vim chamar os justos, mas os pecadores à penitência”.
33 Eles disseram-Lhe: “Por que razão os discípulos de João, e também os dos fariseus, jejuam muitas vezes e fazem orações, e os teus comem e bebem?” 
34 E Ele disse-lhes: “Porventura podeis vós fazer jejuar os amigos do esposo, enquanto o esposo está com eles?”. 
35 “Mas virão dias em que lhes será tirado o Esposo; então jejuarão nesses dias”. 
36 E também lhes disse esta comparação: “Ninguém deita um retalho de vestido novo em vestido velho; doutro modo o novo gasta o velho, e o retalho do novo não condiz com o velho”. 37 “Também ninguém deita vinho novo em odres velhos; doutro modo o vinho novo fará rebentar os odres, e derramar-se-á o vinho, e perder-se-ão os odres”. 
38 “Mas o vinho novo deve deitar-se em odres novos, e assim ambas as coisas se conservam”. 
39 “E ninguém, depois de ter bebido vinho velho, quer imediatamente do novo, porque diz: ‘O velho é melhor’.”



quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Nova tradição natalina - Capítulo IV

Uma nova tradição natalina 


EVANGELHO DE SÃO LUCAS


Cap. IV  1 Jesus, pois, cheio do Espírito Santo, partiu do Jordão, e foi conduzido pelo Espírito ao deserto,
2 (onde esteve) quarenta dias, e era tentado pelo demônio. E não comeu nada nestes dias; e, passados eles, teve fome. 
3 Disse-lhe, então, o demônio: “Se és filho de Deus, dize a esta pedra que se converta em pão”. 
4 E Jesus respondeu-lhe: “Está escrito: O homem não vive só de pão, mas de toda a palavra de Deus”. 
5 E o demônio conduziu-o a um alto monte, e mostrou-lhe, num momento, todos os reinos da terra, 
6 e disse-lhe: “Dar-te-ei o poder de tudo isto, e a glória destes (reinos), porque eles foram-me dados, e eu dou-os a quem me parece”. 
7 “Portanto, se tu me adorares, todos eles serão teus”. 
8 E Jesus, respondendo, disse-lhe: “Está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e a Ele só servirás”.
9 E levou-o a Jerusalém, e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: “Se és filho de Deus, lança-te daqui abaixo”. 
10 “Porque está escrito que Deus mandou aos seus Anjos que tivessem cuidado de ti, e que te guardassem”, 
11 “e que te sustivessem em suas mãos, para não magoares o teu pé em nenhuma pedra”. 
12 E Jesus, respondendo, disse-lhe: “(Também) foi dito: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’.” 
13 E, terminada a tentação, retirou-se dele o demônio até outro tempo. 



SEGUNDA PARTE


MINISTÉRIO DE JESUS NA GALILEIA

14 Jesus voltou sob o impulso do Espírito para a Galileia, e a sua fama divulgou-se por todo o país.
15 E ensinava nas sinagogas deles, e era aclamado por todos.
16 Foi a Nazaré, onde se tinha criado, e entrou na sinagoga, segundo o seu costume, em dia de sábado, e levantou-se para fazer a leitura. 
17 Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías. E, quando desenrolou o livro, encontrou o lugar onde estava escrito: 
18 “O Espírito do Senhor (repousou) sobre mim; pelo que me ungiu para evangelizar os pobres, me enviou a sarar os contritos do coração”,
19 “a anunciar aos cativos a redenção, e aos cegos a recuperação da vista, a pôr em liberdade os oprimidos, a pregar o ano favorável do Senhor, e o dia da retribuição”. 
20 E, tendo enrolado o livro, deu-o ao ministro, e sentou-se. Estavam fixos nele os olhos de todos (os que se encontravam) na sinagoga. 
21 E começou a dizer-lhes: “Hoje cumpriu-se esta escritura que acabais de ouvir”. 
22 E todos lhe davam testemunho, e admiravam-se da graça das palavras que saíam da sua boca, e diziam: “Não é este o filho de José?”. 
23 E Ele disse-lhes: “Sem dúvida que vós me aplicareis este provérbio: ‘Médico, cura-te a ti mesmo: todas aquelas grandes coisas que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum, faze-as também aqui na tua pátria’.” 
24 Ele, porém, disse-lhes: “Na verdade vos digo que nenhum profeta é (bem) recebido na sua pátria”. 
25 “Na verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel no tempo de Elias, quando foi fechado o céu durante três anos e seis meses, e houve uma grande fome por toda a terra”; 
26 “e a nenhuma delas foi mandado Elias, senão a uma mulher viúva de Sarepta, do território de Sidónia”. 
27 “E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu; e nenhum deles foi curado (pelo profeta), senão Naaman Sírio”.
28 Todos os que estavam na sinagoga, ouvindo isto, encheram-se de ira. 
29 E levantaram-se, e lançaram-no fora da cidade; e conduziram-no até ao cume do monte, sobre o qual estava edificada a sua cidade, para o precipitarem. 
30 Mas Ele, passando pelo meio deles, retirou-se.
31 Foi a Cafarnaum, cidade da Galileia, e ali os ensinava aos sábados. 
32 E espantavam-se da sua doutrina, porque a sua palavra era com autoridade. 
33 E estava na sinagoga um homem possesso de um demônio imundo, o qual exclamou em alta voz,
34 dizendo: “Deixa-nos, que tens tu que ver conosco, ó Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem és, o Santo de Deus”. 
35 E Jesus o repreendeu, dizendo: “Cala-te, e sai desse (homem)”. E o demônio, depois de o ter lançado por terra no meio (de todos), saiu dele, sem lhe fazer nenhum mal. 
36 E todos se atemorizaram, e falavam uns com os outros, dizendo: “Que é isto, Ele manda com autoridade e poder aos espíritos imundos, e estes saem?”.  
37 E a sua fama ia-se espalhando por todos os lugares do país.
38 E, saindo Jesus da sinagoga, entrou em casa de Simão. Ora a sogra de Simão estava com febre muito alta; e pediram-lhe por ela. 
39 E, inclinando-se para ela, ordenou à febre; e a febre deixou-a. E ela, levantando-se logo, servia-os. 
40 Quando foi sol posto, todos os que tinham enfermos de diversas moléstias, traziam-lhos. E ele, impondo as mãos sobre cada um deles, sarava-os. 
41 E de muitos saíam os demônios, gritando e dizendo: “Tu és o Filho de Deus”; mas Ele, repreendendo-os, não lhes permitia dizer que sabiam que ele era o Cristo.
42 E, depois que se fez dia, tendo saído, foi para um lugar deserto, e as multidões O buscavam e foram até onde Ele estava; e O detinham, para que se não afastasse deles. 
43 Mas Ele disse-lhes: “É necessário que Eu anuncie também às outras cidades o reino de Deus, pois para isso é que fui enviado”. 
44 E andava pregando nas sinagogas da Galileia. 




terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Nova tradição natalina - Capítulo III

Uma nova tradição natalina 


EVANGELHO DE SÃO LUCAS


II — Baptismo e tentação de Jesus

Vida pública de Jesus

Cap. III 1 No ano décimo quinto do império de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judeia, e Herodes tetrarca da Galileia, e Filipe, seu irmão, tetrarca da Itureia e da província da Traconítida, e Lisânias tetrarca da Abilina; 
2 sendo pontífices Anás e Caifás, o Senhor falou a João, filho de Zacarias, no deserto. 
3 E ele foi por toda a terra do Jordão, pregando o batismo de penitência para remissão dos pecados, 
4 como está escrito no livro das palavras de Isaías profeta: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai as suas veredas”; 
5 “todo o vale será terraplanado, e todo o monte e colina será arrasado, e os caminhos tortuosos tornar-se-ão direitos, e os escabrosos planos”; 
6 “e todo o homem verá a salvação de Deus”.
7 Dizia, pois, (João) às multidões, que vinham para ser por ele batizadas: “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que vos ameaça?”. 
8 “Fazei, portanto, frutos dignos de penitência, e não comeceis a dizer: ‘Temos Abraão por pai’. Porque eu vos digo que Deus é poderoso para suscitar destas pedras filhos de Abraão”. 
9 “Porque o machado já está posto à raiz das árvores. E toda a árvore que não dá bom fruto será cortada e lançada no fogo”. 
10 E as multidões interrogavam-no, dizendo: “Que devemos pois nós fazer?”. 
11 E, respondendo, dizia-lhes: “O que tem duas túnicas, dê uma ao que não tem; e o que tem que comer, faça o mesmo”. 
12 E foram também publicanos, para serem batizados, e disseram-lhe: “Mestre, que devemos nós fazer?”. 
13 E ele respondeu-lhes: “Não exijais nada além do que vos está fixado”. 
14 Interrogavam-no também os soldados, dizendo: “E nós que faremos?” E ele disse-lhes: “Não façais violência a ninguém[1], nem denuncieis falsamente; e contentai-vos com o vosso soldo”.
15 E, estando o povo na expectativa (do Messias), e, pensando todos nos seus corações que talvez João fosse o Cristo, 
16 João respondeu, dizendo a todos: “Eu, na verdade, batizo-vos em água, mas virá um mais forte do que eu, a quem eu não sou digno de desatar a correia dos seus sapatos; Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo (da caridade)”;  [2] 
17 “tomará na sua mão a pá, e limpará a sua eira, e recolherá o trigo no seu celeiro, e queimará as palhas num fogo inextinguível”. [3] 
18 E pregava muitas outras coisas ao povo, instruindo-o.
19 Porém, Herodes tetrarca, sendo repreendido por ele por causa de Herodias, mulher de seu irmão, e por causa de todos os males que tinha feito, 
20 acrescentou a todos (os outros crimes) também este, de mandar meter João num cárcere.
21 Ora, aconteceu que, recebendo o batismo todo o povo, [foi] batizado também Jesus, e estando em oração, abriu-se o Céu. 
22 e desceu sobre Ele o Espírito Santo em forma corpórea como uma pomba; e ouviu-se do Céu esta voz: “Tu és o meu filho dileto; em ti pus as minhas complacências”.
23 E o mesmo Jesus, quando começou (o seu ministério), tinha cerca de trinta anos, filho, como se julgava, de José, o qual foi (filho) de Heli, que o foi [de] Matat, 
24 que o foi de Levi, que o foi de Melqui, que o foi de Jane, que o foi de José, 
25 que o foi de Matatias, que o foi de Amós, que o foi de Naum, que o foi de Hesli, que o foi de Nage, 
26 que o foi de Maat, que o foi de Matatias, que o foi de Semei, que o foi de José, que o foi de Judá,
27 que o foi de Joana, que o foi de Resa, que o foi de Zorobabel, que o foi de Salatiel, que o foi de Neri,
28 que o foi de Melqui, que o foi de Adi, que o foi de Cosam, que o foi de Elmadam, que o foi de Her, 
29 que o foi de Jesus, que o foi de Eliezer, que o foi de Jorim, que o foi de Matat, que o foi de Levi, 
30 que o foi de Simeão, que o foi de Judá, que o foi de José, que o foi de Jona, que o foi de Eliaquim, 
31 que o foi de Meléa, que o foi de Mena, que o foi de Matata, que o foi de Natan, que o foi de David, 
32 que o foi de Jessé, que o foi de Obed, que o foi de Booz, que o foi de Salmon, que o foi de Naasson, 
33 que o foi de Aminadab, que o foi de Arão, que o foi de Esron, que o foi de Farés, que o foi de Judá, 
34 que o foi de Jacob, que o foi de Isaque, que o foi de Abraão, que o foi de Taré, que o foi de Nacor, 
35 que o foi de Sarug, que o foi de Ragau, que o foi de Faleg, que o foi de Heber, que o foi de Sale,
36 que o foi de Cainan, que o foi de Arfaxad, que o foi de Sem, que o foi de Noé, que o foi de Lamech, 
37 que o foi de Matusalem, que o foi de Henoch, que o foi de Jared, que o foi de Malaleel, que o foi de Cainan, 
38 que o foi de Henós, que o foi de Set, que o foi de Adão, que o foi de Deus.

Novo Testamento. Tradução do Padre Matos Soares, 1950, pp. 2154-2156. 






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