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domingo, 19 de outubro de 2025

Papas e teólogos contra a MMA, luta livre, boxe e formas similares de duelo, com pena de excomunhão

Um texto do interesse de todos os católicos que praticam, promovem ou assistem a atividades ou esportes que podem pôr em risco a vida ou que podem, de qualquer forma, danificar o corpo próprio ou de outro, como MMA (Artes Marciais Mistas), luta livre, boxe e qualquer outro tipo de luta de chão ou de contato.

Aqui, não está a minha modesta opinião, mas a lei e o magistério da Igreja e sua exegese por teólogos de destaque. 

A título de curiosidade, a minha opinião em nada difere do pensamento da Igreja. Minha formação religiosa e intelectual sempre rechaçou esse tipo de “esportes”, pois nunca me pareceu cristão alegrar-se do sofrimento alheio. 

Vamos ao texto. 


Papas e teólogos contra a MMA, luta livre, boxe e formas similares de duelo, com pena de excomunhão

 

Eis algumas poucas e suficientes partes da doutrina católica contra o DUELO, que é a luta que leva à morte ou ao ferimento, quando não é por legítima defesa ou guerra.

Que fique claro também que, dada esta doutrina, nenhuma prática de luta marcial, por si só, pode ser imbuída do pecado de duelo, se no seu treino não há duelo algum. O boxe, por exemplo, pode ser aprendido em bonecos, sacos etc., mas nunca acertando o rosto de outro. Também não parece pecaminosa a prática de arte marcial que necessita determinado contato para aprender, como as chamadas lutas de chão, contanto que haja limites razoáveis para machucar, mantenha-se a modéstia e aconteçam entre o mesmo sexo.

Entretanto, afirmamos estas coisas por desconhecimento de moralistas autorizados que trataram deste tópico sem ignorar a Tradição.

Concílio de Trento: 
“Sessão XXV, Cap. XIX. Proíba-se o duelo com gravíssimas penas.

Que seja exterminado inteiramente do mundo cristão o detestável costume dos desafios, introduzido por artifício do demônio para conseguir, a um mesmo tempo que a morte sangrenta dos corpos, a perdição das almas.

Fiquem excomungados, pelo mesmo feito, o Imperador, os Reis, os Duques, os Príncipes, Marqueses, Condes e Senhores temporais, de qualquer nome, que concederem, em suas terras, campo para desafio entre cristãos; e tenha-se por privados da sua jurisdição e domínio daquela cidade, castelo ou lugar que obtenham da igreja, no qual ou junto ao qual sejam permitidas pelejas e cumpridos desafios. Se forem feudos, recaiam imediatamente nos Senhores diretos. Os que entrarem no desafio e os que se chamam de seus padrinhos, incorram na pena de excomunhão e da perda de todos seus bens, e na de infâmia perpétua, e devam ser castigados segundo os sagrados cânones como homicidas e se morrerem no mesmo desafio, não tenham eternamente sepultura eclesiástica 

As pessoas também, que aconselharem na causa do desafio, tanto sobre o direito como sobre o feito, ou persuadirem a alguém a isso por qualquer motivo ou razão, assim como os espectadores, fiquem excomungados e em perpétua maldição sem que se interponham quaisquer privilégios ou maus costumes, ainda que muito antigos.”[1] 

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Comunhão na Mão


Comunhão na Mão



À Madalena, Cristo disse “não me toque porque ainda não me elevei ao Pai”; mas a Tomé, disse “mete o dedo nas minhas chagas e tenha fé”. Por que uma não pode tocá-lO e o outro, sim? Por que Tomé era Sacerdote e, na Missa, eleva, no lugar de Cristo, o próprio Cristo ao Pai para ofertar o seu Sacrifício e, depois, ser elevado diante dos homens, como a serpente no deserto, “a fim de atrair todos a si” e de “salvar da morte os que haviam pecado”. 

Esta realidade de per si destrói a nova teologia conciliar da “missa nova”, voltada para os homens. A Sagrada Comunhão deve ser recebida na boca e de joelhos nos casos ordinários; as exceções sempre existiram, mas somente para os casos de urgência, como perseguição, evitar um sacrilégio etc. A seguir alguns textos da Tradição Católica sobre o caso da Comunhão na mão

O cavalo de batalha desses pseudo-liturgistas é a seguinte passagem da “Catequese Mistagógica” atribuída a São Cirilo de Jerusalém: “Adiens igitur, ne expansis manuum volis, neque disiunctis digitis accede; sed sinistram velut thronum subiiciens, utpote Regen suscepturae: et concava manu suscipe corpus Christi, respondens Amen”. (“Dirigindo-se pois [a Comunhão] aproximai-vos com as palmas das mãos abertas, nem com os dedos disjuntos, mas tendo a esquerda em forma de um trono sob aquela mão que está para acolher o Rei e com a direita côncava, recebei o corpo de Cristo, respondendo Amém). Ao chegar nesse “Amém”, simplesmente param. Mas a “Catequese Mistagógica” prossegue o texto acrescentando a seguinte passagem: “Postquam autem caute oculos tuos sancti corporis contactu santificaveris, illud percipe… Tum vero post communionem corporis Christi, accede et ad sanguinis poculum: non extendens manus; sed pronus (em grego: ‘allà kùpton, que São Belarmino traduz: ‘genuflexo’), et adorationis ac venerationis in modum, dicens Amen, sanctericeris, ex sanguine Christi quoque sumens. Et cum adhuc labiis tuis adbaeret ex eo mador, manibus attingens, et oculos et frontem et reliquos sensus sanctifica… A communione ne vos abscindite; neque propter peccatorum inquinamentum sacirs istis et spiritualibus defraude mysteriis”. (“Depois que tu, com cautela tiver santificado os teus olhos pondo-te em contato com o Corpo de Cristo, aproximai também do cálice do sangue: não tendo as mãos estendidas, mas genuflexo de modo a expressar senso de adoração e veneração. Dizendo amém, te santificarás, tomando também o sangue de Cristo. E tendo ainda os lábios úmidos, tocai-os com as mãos e depois com esse santificarás os teus olhos, a fronte e os outros sentidos. Da comunhão jamais vos afastai, nem vos privai destes sagrados e espirituais mistérios, ainda que estejais manchados pelos pecados”)[1]

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

CONCÍLIO TRENTO - Sessão III - A PROFISSÃO DE FÉ

CONCÍLIO ECUMÊNICO DE TRENTO
Sessão III

Celebrada no tempo do Sumo Pontífice Paulo III,  
em 04 de fevereiro do ano do Senhor de 1546 

CLIQUE PARA AMPLIAR


A PROFISSÃO DE FÉ



Decreto sobre o Símbolo da Fé

Em nome da Santa e Indivisível Trindade, Pai e Filho e Espírito Santo, considerando este sacrossanto geral e ecumênico Concílio de Trento, consagrado legitimamente no Espirito Santo e presidido pelos mesmos três Legados da Sé Apostólica, a grandeza dos assuntos que tem que tratar, em especial dos conteúdos dos capítulos, primeiro aquele da extirpação das heresias, e outro da reforma dos costumes, por cuja causa principalmente foi congregado, e compreendendo também com o Apóstolo que não se tem que lutar contra a carne e sangue, senão contra os espíritos malignos nas coisas pertencentes à vida eterna, exorta primeiramente com o mesmo Apóstolo a todos e a cada um que se confortem no Senhor, e no poder da Virtude, tomando escudo da Fé, pois com ele poderão rechaçar todos os tiros do inimigo infernal, cobrindo-se com o manto da esperança e da salvação e armando-se com a espada da alma, que é a Palavra de Deus. 

sábado, 12 de março de 2016

Decreto sobre as Escrituras Canônicas

CONCÍLIO ECUMÊNICO DE TRENTO
Sessão IV
Celebrada no tempo do Sumo Pontífice Paulo III, 
em 08 de abril do ano do Senhor de 1546 

AS SAGRADAS ESCRITURAS 


Decreto sobre as Escrituras Canônicas




O Sacrossanto, Ecumênico e Geral Concílio de Trento, congregado legitimamente no Espírito Santo e presidido pelos três legados da Sé Apostólica, propondo-se sempre por objetivo que, exterminados os erros, se conserve na Igreja a mesma pureza do Evangelho que, prometido antes na Divina Escritura pelos Profetas, promulgou, primeiramente por suas próprias palavras, Jesus Cristo, Filho de Deus e Nosso Senhor, e, depois, mandou que seus Apóstolos a pregassem a toda criatura, como fonte de toda Verdade que conduz à nossa salvação, e também é uma regra de costumes, considerando que esta Verdade e Disciplina estão contidas nos livros escritos e nas traduções não escritas, que, recebidas na voz do mesmo Cristo pelos Apóstolos ou ainda ensinadas pelos Apóstolos, inspirados pelo Espírito Santo, chegaram, de mão em mão [Tradição], até nós.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

São Félix de Valois

20 de novembro 

São Félix de Valois 

Confessor
Co-fundador da Ordem da Santíssima Trindade e dos Cativos

Nasceu em Amiens, França, em 1127 e morreu em 1212, sendo o seu culto aprovado pelo Papa Alexandre VII em 1666. Foi co-fundador da Ordem da Santíssima Trindade (os Frades Trinitários) para o Resgate dos Cativos das mãos dos muçulmanos.

No começo do século XII, o distrito de Somme e Aisle na França era governado pelo Conde Raul de Vermandois e de Valois, príncipe da Casa dos Capet  e Carlos Magno. Sua esposa Alienor de Champagne era também da casa de Carlos Magno. Em 19 de abril de 1127 ela deu à luz  um filho, que foi batizado com o nome de Hugo, em homenagem ao seu avô, o filho de Henry I, Rei da França.

O jovem Hugo foi enviado para a Abadia de Clairvaux para ser educado. Com 20 anos, ele saiu numa cruzada, mais foi incógnito para não ser tratado de modo diferente. Três anos mais tarde, ele retornou, viajou pela Itália e foi ser um eremita no norte da Itália ou perto de Clermont d’Oise. Para evitar ser reconhecido ele mudou o nome para Félix e se tornou um sacerdote.

Em 1193, ele estava vivendo em extrema solidão perto de Montigny quando recebeu a visita de São João da Matha que, tendo-se diplomado na Universidade de Paris, tornou-se sacerdote, celebrando sua primeira missa em 28 de janeiro de 1193. Eles se tornaram amigos, formando uma pequena comunidade junto com outros discípulos.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

13 de maio: São Roberto Belarmino



13 DE MAIO (beatificação) e 17 DE SETEMBRO (natalício)

São Roberto Belarmino

Bispo, Confessor e Doutor 

1542-1621



Roberto Francisco Rômulo Bellarmino veio ao mundo no dia 4 de outubro de 1542, em Montepulciano, Itália. Terceiro de cinco filhos, nasceu de uma família de origens nobres, seja por parte de pai que de mãe, mas na época do nascimento de Roberto estavam em via de declínio econômico. O pai, Vincenzo Bellarmino, foi gonfaloneiro¹ de Montepulciano, e sua mãe, Cinzia Cervini, muito pia e religiosa, era irmã do Papa Marcelo II. Foi batizado pelo cardeal Roberto Pucci, a quem, certamente, deve a honra do primeiro nome,  enquanto o segundo é em honra de São Francisco de Assis, o santo honrado no dia de seu nascimento; Rômulo era um antepassado da família.

O menino Roberto nasceu franzino e doente. Talvez por ter tido tantos problemas de saúde nos primeiros anos de existência, dedicou atenção especial aos doentes durante toda a vida.

Embora constantemente enfermo, Roberto demonstrou desde muito cedo uma inteligência surpreendente, que o levou ao magistério, e uma profunda inclinação religiosa, que o levou à vida religiosa e a uma carreira eclesiástica vertiginosa. Em 1563, foi nomeado professor do Colégio de Florença e, um ano depois, passou a lecionar retórica no Piemonte. Em 1566, foi para o Colégio de Pádua, onde também estudou teologia e, em 1567, mudou para a Escola de Louvain, sendo, então, já muito conhecido em todo o país como excelente pregador.


Apesar do parentesco com um Papa, sempre lhe foi reconhecida uma grande humildade e grande empenho nos estudos; sua vida se conformava aos ensinamentos de  um de seus livros espirituais preferidos: a Imitação de Cristo.

Desde muito jovem mostrou dotes literários e, inspirando-se em autores latinos como Virgílio, compôs vários pequenos poemas, tanto em latim quanto em língua vulgar. Um de seus hinos, dedicado à figura de Maria Madalena, foi inserido, depois, no Breviário. 


Em 1571, tendo concluído todos os estudos, recebeu a ordenação sacerdotal e entrou para a Companhia de Jesus. Unindo a sabedoria das ciências terrenas, o conhecimento espiritual e a fé, escreveu os três volumes de uma das obras teológicas mais consultadas de todos os tempos: "As controvérsias cristãs sobre a fé" [baixe o PDF, em latim], um tratado sobre todas as heresias. 


Mais tarde, em 1592, Belarmino foi nomeado diretor do Colégio Romano, que contava com duzentos e dois professores e dois mil estudantes, entre os quais duzentos jesuítas. Teve a dita de guiar os últimos anos de São Luís Gonzaga, de pureza exímia, que faleceu em 1591. Lá, realizou um trabalho de tamanha importância que, algum tempo depois, foi nomeado para o cargo de superior provincial napolitano, função em que ficou apenas por dois anos, pois o papa Clemente VIII reclamava sua presença em Roma, para auxiliá-lo como consultor no seu Pontificado. Nesse período, produziu outra obra famosa: "Catecismo" [baixe o PDF, em italiano], que teve dezenas de edições e foi traduzido para mais de cinqüenta idiomas, tornando-se um dos três Catecismos oficiais da Igreja Católica, até a publicação do Catecismo Maior de São Pio X. Os outros eram: a  Declaração mais copiosa da Doutrina Cristã (do próprio Belarmino - Aqui o link para baixar o PDF) e o Catecismo de Trento (Aqui o link para ler online o texto, em italiano. Em português há uma obra do frei Leopoldo Pires Martins, OFM, de 1951, que pode ser baixada aqui. O Catecismo começa à página 70 do PDF - p. 79 do livro). 


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Sermão do Pe. Cardozo na Festa de Nossa Senhora de Lourdes: 500 anos da "reforma" protestante.

Publicamos o sermão do Rev. Pe. Ernesto Cardozo, da Missa Votiva de Nossa Senhora de Lourdes, em Betim/MG, que recebemos por e-mail e foi publicado, primeiro, no blog de nossos cristeros da Missão Sagrada Família de Betim. Fizemos umas pequenas correções e anexamos alguns links. Grifos nossos.

Giulia d'Amore



Prezados amigos,

Salve Maria!

Abaixo, o vídeo e a transcrição do sermão do Pe. Cardozo na Missa Votiva de Nossa Senhora de Lourdes, em Betim/MG, dia 19/02/2.014, onde ele tratará da "comemoração" dos 500 anos da revolução protestante.

 
Ontem havíamos comentado que íamos dizer algumas palavrinhas sobre o tema de “Martin Lutero”. E vamos falar um pouco de Martin Lutero, em razão de que, faz pouco mais de uma semana, saiu em um site do Vaticano a notícia de que vão celebrar-se os 500 anos do reformador Martin Lutero, do herege Martin Lutero.  Vocês sabem que, no ano de 1517, o monge Martin Lutero, que era um monge agostiniano, que se rebelou contra Roma e pregou na porta de uma igreja suas 95 teses heréticas [vide aqui, mas cuidado, é um blog protestante!], e nestas 95 teses, dentre outras coisas, negava a presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo na Eucaristia, negava que a Missa fosse um Sacrifício, negava que a Missa fosse propiciatória, que fosse em reparação dos nossos pecados, dava a livre interpretação das Sagradas Escrituras, e é por isso que Lutero abre a porta da livre interpretação da Bíblia, com a qual se origina a multidão de seitas protestantes que existe. Porque se você lê a Bíblia e interpreta em tal passagem tal coisa, diferente do que interpreta a Igreja Católica e o que interpreta qualquer outro grupo, você já pode fundar a sua própria igreja

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

ARTE CRISTÃ: A GRAVIDEZ DA VIRGEM MARIA NA ARTE CATÓLICA

COMUNICADO AOS LEITORES

Pierre Mignard: The Virgin of the Grapes

Caros leitores de Pale Ideas, eu resolvi retirar as imagens de Nossa Senhora grávida para melhor averiguar sobre a licitude delas. Hoje alertei uma pessoa no G+ que estava publicando imagens de Nossa Senhora grávida nas quais aparece o Menino Jesus no ventre, porque havia lido em algum lugar que o Concílio de Trento havia condenado tais imagens por considerá-las blasfemas. Essa pessoa me questionou sobre isso e se eu tinha alguma comprovação. Daí que lhe respondi que só havia lido a respeito, mas me comprometia a encontrar a resposta. Em seguida, as imagens foram retiradas do G+, de minha parte comecei a pesquisar em site italianos. Havia lido a notícia em um site francês, mas preferi me aventurar em lugares onde se fala um idioma que domino. Dito e feito, encontrei vários sites - praticamente todos de arte ou turismo artístico - nos quais se menciona o assunto. Há alguns sites onde se deplora essa decisão... SIC! Como se alguém pudesse opinar sobre as decisões de um Concílio Dogmático!!! Encontrei até mesmo sites protestantes onde se fala disso, ainda que debochando. Mas fato é que o Concílio de Trento considerou indecorosas tais imagens e uma série de outras como a Platyteras (ícones, onde Jesus Menino aparece dentro de uma forma amendoada), ou a que amamenta (seio nu), ou ainda com Jesus Menino entrando em seu ventre em um raio de luz. A consequência foi que essas representações foram destruídas, não importando quem fosse o autor. Contudo, nem todos obedeceram: os ortodoxos com seus ícones... por óbvias razões; e os "católicos" por desobediência mesmo. Nos últimos anos, parece ter "ressurgido" o interesse por esse tipo de imagem, e muitas dessas "obras" vieram milagrosamente à luz, de novo. Ou restauradas com base em restos encontrados nas paredes, ou redescobertas em reforma para "aggiornar" as igrejas. Pelo que li, parece que os Franciscanos lideram essa sanha. 

Bom, já separei algum material que precisa ser traduzido. Espero em breve poder falar mais a respeito. 


* * *

Uma notícia de certa forma ligada ao assunto é a que li no Messa In Latino: em um convento de Estigmatinos (Ordem fundada por Gaspare Bertoni, no século XIX), os monges plantaram dentro da "sala de liturgia" - é como andam chamando, à moda dos protestantes, a nave da igreja onde se celebra a missa nova -, ao lado da "mesa", uma estátua de Maria que demonstra bem os tempos em que vivemos: nua, grávida e correndo (???), representando, segundo eles, o Advento. Imediatamente, o site deles foi inundado por uma montanha de emails de fieis furiosos e os monges acabaram retirando a estátua. A contra gosto.  

Não vou publicar, aqui, a foto da estátua porque certamente o Concílio de Trento não permitiria. Não devemos irradiar tais aberrações pós-conciliares. 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

DESTRUIÇÃO DA IGREJA: De Trento a Erfurt: notas sobre a reforma litúrgica conciliar

Este texto faz perceber a importância de lermos os documentos conciliares, para compreendermos a gravidade da situação em que vive a Igreja hoje. É a igreja conciliar, mas sua face é a Igreja Católica, o que confunde os espíritos incautos e que negligenciam o conhecimento das coisas de Deus. Católico relapso é católico a caminho da excomunhão, pois pode ser confundido por heresias despachadas como verdades católicas.


* * *

De Trento a Erfurt: notas sobre a reforma litúrgica conciliar



É, portanto, apenas dentro da verdadeira Igreja que pode fermentar a heresia anti-litúrgica, ou seja, aquela heresia que surge como inimiga das formas de culto. Somente onde há algo para demolir o gênio da destruição tentará introduzir o veneno”.
(Dom Prosper Guéranger)

“Quando a missa tiver sido destruída, penso que teremos destruído também o papado... De fato, o papado apoia-se sobre a Missa como sobre uma rocha. Tudo isso ruirá quando ruir a abominável e sacrílega Missa deles”.
(Martinho Lutero)

Como observa Jungmann[1] , “O Concílio de Trento separou, com suas sentenças dogmáticas, a verdade do erro; trouxe à luz o caráter objetivo do sacrifício da Missa”. As barreiras dogmáticas e doutrinárias definidas por aquele Santo Concílio foram impressas na Missa que dele surgiu. “Uma barreira intransponível contra qualquer heresia” havia sido erguida em defesa da Igreja Católica e de sua santa ortodoxia.


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Profissão de Fé Tridentina

Professio fidei Tridentina

o Credo de Pio IV



Biografia de Papa Pio IV


Giovanni Angelo Medici, o Papa Pio IV (1559-1565), tem o seu nome ligado a uma importante declaração de Fé Católica, a Profissão de Fé Tridentina, que deve ser afirmada por todos os fiéis da Igreja de Roma. 


Esta profissão de fé, também conhecida por Credo do Papa Pio IV, é um dos quatro Credos da Igreja Católica. Foi publicada no dia 13 de Novembro de 1565 por aquele pontífice na sua bula Iniunctum nobis, sob os auspícios do conhecido Concílio de Trento (1545-1563), que Pio IV reabriu e terminou. O maior objetivo do Credo foi definir claramente a Fé Católica contra o protestantismo. Aliás, este Concílio afastou de vez qualquer possibilidade de conciliação com os protestantes. Desde então, o Catolicismo fiel à Tradição (tradicionalista) passou a ser designado como "tridentino" (de Trento). Durante mais de 300 anos, até ao I Concílio do Vaticano (1869-1870), nenhum outro grande concílio foi convocado. A Profissão de Fé Tridentina foi modificada após o Vaticano I, de forma a adequá-la às definições do Concílio. No passado foi utilizada por teólogos como juramento de lealdade à Igreja, mas nos dias de hoje é usada apenas pelos católicos fieis à Tradição da Igreja.

Fonte




CREDO TRIDENTINO



Latim



Ego N. firma fide credo et profiteor omnia et singula, quae continentur in Symbolo, quo Sancta Romana ecclesia utitur, videlicet:

Credo in unum Deum, Patrem omnipotentem, factorem caeli et terrae, visibilium omnium et invisibilium. Et in unum Dominum Iesum Christum, Filium Dei unigenitum, et ex Patre natum ante omnia saecula. Deum de Deo, Lumen de Lumine, Deum verum de Deo vero, genitum non factum, consubstantialem Patri; per quem omnia facta sunt. Qui propter nos homines et propter nostram salutem descendit de caelis. Et incarnatus est de Spiritu Sancto ex Maria Virgine, et homo factus est. Crucifixus etiam pro nobis sub Pontio Pilato, passus et sepultus est, et resurrexit tertia die, secundum Scripturas, et ascendit in caelum, sedet ad dexteram Patris. Et iterum venturus est cum gloria, iudicare vivos et mortuos, cuius regni non erit finis. Et in Spiritum Sanctum, Dominum et vivificantem, qui ex Patre Filioque procedit. Qui cum Patre et Filio simul adoratur et conglorificatur: qui locutus est per prophetas. Et unam, sanctam, catholicam et apostolicam Ecclesiam. Confiteor unum baptisma in remissionem peccatorum. Et expecto resurrectionem mortuorum, et vitam venturi saeculi. Amen.

Apostolicas et Ecclesiasticas traditiones reliquasque eiusdem ecclesiae observationes et constitutiones firmissime admitto et amplector. Item sacram Scripturam iuxta eum sensum, quem tenuit et tenet sancta Mater Ecclesia, cuius est iudicare de vero sensu et interpretatione sacrarum Scripturarum, admitto; nec eam umquam nisi iuxta unanimem consensum Patrum, accipiam et interpretabor. Profiteor quoque septem esse vere et proprie Sacramenta novae legis a Iesu Christo Domino nostro instituta, atque ad salutem humani generis, licet non omnia singulis, necessaria: scilicet Baptismum, Confirmationem, Eucharistiam, Paenitentiam, Extremam Unctionem, Ordinem et Matrimonium; illaque gratiam conferre; et ex his Baptismum, Confirmationem et Ordinem sine sacrilegio reiterari non posse. Receptos quoque et approbatos Ecclesiae catholicae ritus in supradictorum omnium Sacramentorum solemni administratione recipio et admitto. Omnia et singula, quae de peccato originali et de iustificatione in sacrosancta Tridentina Synodo definita et declarata fuerunt, amplector et recipio. Profiteor pariter, in Missa offerri Deo verum, proprium et propitiatorium sacrificium pro vivis et defunctis. Atque in sanctissimo Eucharistiae Sacramento esse vere, realiter et substantialiter Corpus et Sanguinem, una cum anima et divinitate Domini nostri Iesu Christi, fierique conversionem totius substantiae panis in Corpus ac totius substantiae vini in Sanguinem, quam conversionem Ecclesia catholica transubstantiationem appellat. Fateor etiam sub altera tantum specie totum atque integrum Christum verumque Sacramentum sumi. Constanter teneo, Purgatorium esse, animasque ibi detentas fidelium suffragiis iuvari. Similiter et Sanctos, una cum Christo regnantes, venerandos atque invocandos esse, eosque orationes Deo pro nobis offerre, atque eorum reliquias esse venerandas. Firmiter assero, imagines Christi ac Deiparae semper Virginis, necnon aliorum Sanctorum habendas et retinendas esse, atque eis debitum honorem et venerationem impertiendam. Indulgentiarum etiam potestatem a Christo in Ecclesia relictam fuisse, illarumque usum Christiano populo maxime salutarem esse affirmo. Sanctam, catholicam et apostolicam Romanam Ecclesiam omnium ecclesiarum matrem et magistram agnosco, Romanoque Pontifici, beati Petri Apostolorum principis successori, ac Iesu Christi Vicario, veram oboedientiam spondeo ac iuro. Cetera item omnia a sacris canonibus et oecumenicis Conciliis, ac praecipue a sacrosancta Tridentina Synodo, indubitanter recipio ac profiteor; simulque contraria omnia, atque haereses quascumque ab Ecclesia damnatas et reiectas et anathematizatas ego pariter damno, reicio, et anathematizo. Hanc veram Catholicam Fidem, extra quam nemo salvus esse potest, quam in praesenti sponte profiteor et veraciter teneo, eandem integram, et immaculatam usque ad extremum vitae spiritum, constantissime, Deo adiuvante, retinere et confiteri, atque a meis subditis, vel illis, quorum cura ad me in munere meo spectabit, teneri, doceri et praedicari, quantum in me erit, curaturum, ego idem N. spondeo, voveo ac iuro. Sic me Deus adiuvet et haec sancta Dei Evangelia. Amen.


Português



Eu N. creio firmemente e confesso tudo o que contém o Símbolo da fé usado pela Santa Igreja Romana, a saber:

Creio em um só Deus, Pai Onipotente, Criador do céu e da terra e de todas as coisas, visíveis e invisíveis. E em um só Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos; é Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; é gerado, não feito; consubstancial ao Pai, por quem foram feitas todas as coisas. O qual, por amor de nós homens e pela nossa salvação, desceu dos céus. E se encarnou por obra do Espírito Santo no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Foi também crucificado por nossa causa; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos e foi sepultado. E ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. E subiu ao céus, está sentado à mão direita de Deus Pai. E pela segunda vez há de vir com majestade a julgar os vivos e os mortos. E seu reino não terá fim. E no Espírito Santo, Senhor Vivificador, o qual procede do Pai e do Filho. O qual, com o Pai e o Filho é juntamente adorado e glorificado, e foi quem falou pelos profetas. E na Igreja, que é una, santa, católica. Confesso um só Batismo para remissão dos pecados. E aguardo a ressurreição dos mortos e a vida da eternidade. Assim seja.

Aceito e abraço firmemente as tradições apostólicas e eclesiásticas, bem como as demais observâncias e constituições da mesma Igreja. Admito também a Sagrada Escritura naquele sentido em que é interpretada pela Santa Madre Igreja, a quem pertence julgar sobre o verdadeiro sentido e interpretação das Sagradas Escrituras. E jamais aceitá-la-ei e interpretá-la-ei senão conforme o consenso unânime dos Padres. Confesso também que são sete os verdadeiros e próprios sacramentos da Nova Lei, instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo, embora nem todos para cada um necessários, porém para a salvação do gênero humano. São eles: Batismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Extrema-Unção, Ordem e Matrimonio, os quais conferem a graça; mas não sem sacrilégio se fará a reiteração do Batismo, da Confirmação e da Ordem. Da mesma forma aceito e admito os ritos da Igreja Católica recebidos e aprovados para a administração solene de todos os supracitados sacramentos. Abraço e recebo tudo o que foi definido e declarado no Concílio Tridentino sobre o pecado original e a justificação. Confesso outrossim que na Missa se oferece a Deus um sacrifício verdadeiro, próprio e propiciatório pelos vivos e defuntos, e que no santo sacramento da Eucaristia estão verdadeira, real e substancialmente o Corpo e o Sangue com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, operando-se a conversão de toda a substância do pão no corpo, e de toda a substância do vinho no sangue; conversão esta chamada pela Igreja de transubstanciação. Confesso também que sob uma só espécie se recebe o Cristo todo inteiro e como verdadeiro sacramento. Sustento sempre que há um purgatório, e que as almas aí retidas podem ser socorridas pelos sufrágios dos fiéis; que os Santos, que reinam com Cristo, também devem ser invocados; que eles oferecem suas orações por nós, e que suas relíquias devem ser veneradas. Firmemente declaro que se devem ter e conservar as imagens de Cristo, da sempre Virgem Mãe de Deus, como também as dos outros Santos, e a eles se deve honra e veneração. Sustento que o poder de conceder indulgências foi deixado por Cristo à Igreja, e que o seu uso é muito salutar para os fiéis cristãos. Reconheço a Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana, como Mestra e Mãe de todas as Igrejas. Prometo e Juro prestar verdadeira obediência ao Romano Pontífice, Sucessor de S. Pedro, príncipe dos Apóstolos e Vigário de Jesus Cristo. Da mesma forma aceito e confesso indubitavelmente tudo o mais que foi determinado, definido e declarado pelos sagrados cânones, pelos Concílios Ecumênicos, especialmente pelo santo Concílio Tridentino. Condeno ao mesmo tempo, rejeito e anatematizo as doutrinas contrárias e todas as heresias condenadas, rejeitadas e anatematizadas pela Igreja. Eu mesmo, N., prometo e juro com o auxílio de Deus conservar e professar íntegra e imaculada até ao fim de minha vida esta verdadeira fé católica, fora da qual não pode haver salvação, e que agora livremente professo. E quanto em mim estiver, cuidarei que seja mantida, ensinada e pregada a meus súditos ou àqueles, cujo cuidado por ofício me foi confiado. Que para isto me ajudem Deus e estes santos Evangelhos! Amém.


Sem as palavras inseridas na profissão da Fé Tridentina por ordem do Papa Pio IX, num decreto promulgado pelo Santo Oficio, de 20 de Janeiro de 1877 (Acta Sanctae Sedis, X [1877] , 71 ff.). 

Fonte: http://catolicosnovohamburgo.blogspot.com.br/2012/02/voce-e-mesmo-catolico.html



terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A Renovação Carismática Católica

A RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA

Pe. Scott Gardner, FSSPX

Fruto do Concílio Vaticano II, Semente de Destruição.


Introdução:


Batizados no “Espírito”

“Batizado no Espírito”, “Oração em Línguas”, “O Dom da Profecia”, e um “Relacionamento Pessoal com Jesus Cristo” são todas expressões muito em voga e indispensáveis no vocabulário da assim chamada “Renovação Carismática Católica” (RCC), um movimento cujas origens se devem a um retiro sem nenhum acompanhamento realizado em 1967 por alguns estudantes da Universidade de Duquesne em Pittsburg (USA). Por volta de 1990, o movimento já contava com cerca de 72 milhões de seguidores no mundo inteiro e organizações oficiais em mais de 120 países.

Um crescimento tão rápido aqui e no exterior, juntamente com o quase completo abandono de práticas e crenças genuinamente católicas, bem como modo de se expressar, tem sido motivo de preocupação para os Católicos já por um bom espaço de tempo. À luz do trigésimo aniversário da RCC ocorrido no ano de 1997, uma análise mais profunda de suas práticas, crenças e ideias vem bem a calhar.

O trecho abaixo tirado da literatura carismática, diz respeito a um dos carros-chefes da RCC, “Batismo no Espírito”, uma “Experiência de fé”, na qual uma pessoa “libera” as graças recebidas no Batismo, Confirmação e Sagrada Eucaristia e assim experimenta a presença de Deus de um modo profundamente pessoal. Só por aí já podemos antecipar a visão e a compreensão dos Sacramentos mais comuns para os seguidores desse movimento:

“Cada Paróquia possui um certo número de grupos com sua própria visão, propósito e área de serviço. Ninguém se sente incomodado ou perturbado pelos outros movimentos tais como, Grupos do Rosário, Legião de Maria, Sociedade de São Vicente ou qualquer outra organização paroquial — a lista aqui poderia ser bem maior; portanto, por que toda essa polêmica em torno da Renovação Carismática? A verdade é que a RCC não é apenas uma questão de encontros de oração semanal. O seu coração reside no Batismo no Espírito Santo — uma graça de Deus a qual deveria ser parte da experiência normal de todo cristão — Através desse batismo, todo mundo: clero e leigos, homens e mulheres, jovens e velhos, negros e brancos, ricos e pobres — todos sem distinção têm a oportunidade de dar o seu sim a Deus. Mas é ainda muito mais do que isso. Ao fazermos nossa adesão pessoal a Jesus Cristo, nós estamos dizendo ‘sim’ à presença poderosa do Espírito Santo e aos seus dons: os carismas. Muitos de nós fracassamos em fazer isso quando iniciamos o processo da Iniciação Cristã. Mas agora todos nós podemos fazê-lo, basta permitirmos que o Espírito Santo transforme-nos desde o mais profundo íntimo do nosso ser, equipando-nos para o serviço à Igreja e ao mundo”. (Charles Whitehead — Charismatic Renewal — A Challenge 1993.)


Irregularidades Doutrinárias

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