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quinta-feira, 20 de junho de 2019

Comunhão na Mão


Comunhão na Mão



À Madalena, Cristo disse “não me toque porque ainda não me elevei ao Pai”; mas a Tomé, disse “mete o dedo nas minhas chagas e tenha fé”. Por que uma não pode tocá-lO e o outro, sim? Por que Tomé era Sacerdote e, na Missa, eleva, no lugar de Cristo, o próprio Cristo ao Pai para ofertar o seu Sacrifício e, depois, ser elevado diante dos homens, como a serpente no deserto, “a fim de atrair todos a si” e de “salvar da morte os que haviam pecado”. 

Esta realidade de per si destrói a nova teologia conciliar da “missa nova”, voltada para os homens. A Sagrada Comunhão deve ser recebida na boca e de joelhos nos casos ordinários; as exceções sempre existiram, mas somente para os casos de urgência, como perseguição, evitar um sacrilégio etc. A seguir alguns textos da Tradição Católica sobre o caso da Comunhão na mão

O cavalo de batalha desses pseudo-liturgistas é a seguinte passagem da “Catequese Mistagógica” atribuída a São Cirilo de Jerusalém: “Adiens igitur, ne expansis manuum volis, neque disiunctis digitis accede; sed sinistram velut thronum subiiciens, utpote Regen suscepturae: et concava manu suscipe corpus Christi, respondens Amen”. (“Dirigindo-se pois [a Comunhão] aproximai-vos com as palmas das mãos abertas, nem com os dedos disjuntos, mas tendo a esquerda em forma de um trono sob aquela mão que está para acolher o Rei e com a direita côncava, recebei o corpo de Cristo, respondendo Amém). Ao chegar nesse “Amém”, simplesmente param. Mas a “Catequese Mistagógica” prossegue o texto acrescentando a seguinte passagem: “Postquam autem caute oculos tuos sancti corporis contactu santificaveris, illud percipe… Tum vero post communionem corporis Christi, accede et ad sanguinis poculum: non extendens manus; sed pronus (em grego: ‘allà kùpton, que São Belarmino traduz: ‘genuflexo’), et adorationis ac venerationis in modum, dicens Amen, sanctericeris, ex sanguine Christi quoque sumens. Et cum adhuc labiis tuis adbaeret ex eo mador, manibus attingens, et oculos et frontem et reliquos sensus sanctifica… A communione ne vos abscindite; neque propter peccatorum inquinamentum sacirs istis et spiritualibus defraude mysteriis”. (“Depois que tu, com cautela tiver santificado os teus olhos pondo-te em contato com o Corpo de Cristo, aproximai também do cálice do sangue: não tendo as mãos estendidas, mas genuflexo de modo a expressar senso de adoração e veneração. Dizendo amém, te santificarás, tomando também o sangue de Cristo. E tendo ainda os lábios úmidos, tocai-os com as mãos e depois com esse santificarás os teus olhos, a fronte e os outros sentidos. Da comunhão jamais vos afastai, nem vos privai destes sagrados e espirituais mistérios, ainda que estejais manchados pelos pecados”)[1]

segunda-feira, 4 de abril de 2016

CATENA ÁUREA DE SANTO TOMÁS E A DESONESTIDADE DOS QUE NÃO A SABEM LER

"A mais grande desordem do espírito, é o acreditar nas coisas porque assim queremos que elas sejam e não pelo o que vemos que são" -Bossuet.

São João Crisóstomo, Santo Agostinho e São Jerônimo

Lê-se os seguintes comentários na Catena Áurea de Santo Tomás de Aquino sobre o Evangelho de São Mateus 7, 15-20, das árvores e dos frutos:

-São João Crisóstomo (in homiliae in Matthaeum, hom. 23,7):

"Para que ninguém diga que a árvore má produz maus frutos mas também produz os bons, e que por causa disso será difícil reconhecê-la a não ser provando os dois frutos, acrescenta: “Não pode a árvore boa ter maus frutos, nem a árvore má ter bons frutos”.

-Santo Agostinho (in de sermone Domini, 2, 24): 

“Não pode uma árvore boa produzir maus frutos”, nem o contrário. A árvore é o próprio homem. Os frutos são as ações do homem. Não pode, portanto, um homem mau fazer obras boas, nem um bom fazê-las más. Logo, se o mau quer obrar bem, é preciso que primeiro se faça bom. Enquanto alguém é mau, não pode fazer obras boas. Pode acontecer que o que foi ‘neve’ não o seja, mas não que a ‘neve’ seja quente. Assim, pode acontecer que alguém que foi mau não o seja, mas não se poderá conseguir que alguém que é mau faça coisas boas, pois, ainda que alguma vez seja útil, isto não é ele (o mau) quem faz, mas se realiza nele, fazendo-o a divina Providência."

Rábano:

"O homem se considera como árvore boa ou má, segundo sua vontade seja boa ou má. Os frutos são suas ações, que não podem ser boas quando são produtos de uma má vontade, nem más, quando o são de uma boa."
                                                                                                                        
Como se vê claramente, esses comentários estão a confirmar a divina doutrina de Nosso Senhor:

"Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos." (São Mateus VII, 17-18)

Doutrina santa! Ai de quem que violar um só "j" ou alterar uma só vírgula por seu bel-prazer!!!

Não obstante, vemos hoje bispos que se dizem "católicos" - mas que não passam de liberais disfarçados - defenderem exatamente o contrário do que diz o Evangelho; como Monsenhor Tomás de Aquino que diz: "Quando pecamos damos um fruto mau, apesar de não sermos necessariamente árvores más". Ou como Monsenhor Williamson: “… a árvore metade boa, metade má, pode dar frutos metade bons, metade maus” (Eleison 385).

Tais bispos são lobos em pele de cordeiro, que ensinam uma nova doutrina e que interpretam as Sagradas Escrituras contrariamente ao sentido mantido pela Santa Madre Igreja.

Que seriam deles se houvessem de morrer esta noite e comparecer no tribunal de Nosso Senhor para prestar-lhe contas? 

É também de dar vergonha alheia ver a obstinação e a desonestidade de seus ferrenhos defensores, que parecem estar dispostos a tudo para não se retratarem, a ponto de publicar uma pergunta de São Jerônimo, extraída do mesmo artigo da catena áurea de Santo Tomás, e usá-la como argumento contra as próprias palavras de Deus, omitindo – voluntariamente ou não – as citações mencionadas acima e outras tantas do mesmo texto que podem ser lidas neste link: http://www.mercaba.org/CATENA/Mt/07.htm.



Ora, a pergunta (e não afirmação) de São Jerônimo vem depois das respostas de Santo Agostinho e logo após a seguinte citação:

-Santo Agostinho, contra Iulianum 1, 13:

“Assim, como se sabe que da má vontade não pode brotar mais do que más ações (como acontece à árvore em relação a seus frutos), assim, de onde dirás que procede a própria vontade má se não porque a má vontade do anjo nasce do anjo, como a do homem nasce do próprio homem? O que eram esses dois antes que nascesse neles a má vontade senão uma obra perfeita de Deus e uma natureza digna de louvores? Eis por que dizemos que do bom nasce o mau, pois não tem de onde ter surgido a não ser do bom. Digo isso a respeito da própria má vontade, pois nenhum mal a precedeu. Não das obras más, porque elas não nascem a não ser de uma vontade má como de uma árvore má. Porém não provém a má vontade do bom – pois o bom foi feito pelo bom Deus – mas provém do nada, não de Deus.

São Jerônimo faz sua pergunta aos hereges que admitem em si mesmos duas naturezas contrárias - como ele próprio particulariza - e NÃO para contradizer ao próprio Santo Agostinho, a São João Crisóstomo... e ao mesmo Cristo! 

Mas parece que não sabem ler! Ou talvez seja a ânsia de defender o erro que os levam a publicar uma citação (omitindo as outras do mesmo texto) para usá-la como lhes convém; além ainda de errar o capítulo do Evangelho que é o 7 e não o 15 (sic!).

A soberba destes homens não têm limites. Depois de "corrigirem" o catecismo de São Pio X, agora se fazem de deuses e "corrigem" também ao mesmo Cristo, Nosso Senhor. Isso o que é, senão modernismo "puro" e "duro"?

Aos seus seguidores: lamento, creio que estão sendo enganados.

Aos Católicos: permaneçamos Firmes e Dignos no combate por Cristo Rei, pois "toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo" (São Mateus VII, 19) 


Fonte: http://associacaosantoatanasio.blogspot.com.br/2016/04/catena-aurea-de-santo-tomas-e.html.

Leia também: http://farfalline.blogspot.com.br/2016/04/conselho-amigo.html.



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São Tomás de Aquino: O modo de estudar

O modo de estudar


“Já que me pediste, frei João ‒ irmão, para mim, caríssimo em Cristo ‒, que te indicasse o modo como se deve proceder para ir adquirindo o tesouro do conhecimento, devo dar-te a seguinte indicação: deves optar pelos riachos e não por entrar imediatamente no mar, pois o difícil deve ser atingido a partir do fácil. E, assim, eis o que te aconselho sobre como deve ser tua vida:

1. Exorto-te a ser tardo para falar e lento para ir ao locutório.

2. Abraça a pureza de consciência.

3. Não deixes de aplicar-te à oração.

4. Ama frequentar tua cela, se queres ser conduzido à adega do vinho da sabedoria.

5. Mostra-te amável com todos, ou, pelo menos, esforça-te nesse sentido; mas, com ninguém permitas excesso de familiaridades, pois a excessiva familiaridade produz o desprezo e suscita ocasiões de atraso no estudo.

6. Não te metas em questões e ditos mundanos.

7. Evita, sobretudo, a dispersão intelectual.

“8. Não descuides do seguimento do exemplo dos homens santos e honrados.

9. Não atentes a quem disse, mas ao que é dito com razão e isto, confia-o à memória.

10. Faz por entender o que lês e por certificar-te do que for duvidoso.

11. Esforça-te por abastecer o depósito de tua mente, como quem anseia por encher o máximo possível um cântaro.

12. Não busques o que está acima de teu alcance.

13. Segue as pegadas daquele santo Domingos que, enquanto teve vida, produziu folhas, flores e frutos na vinha do Senhor dos exércitos.

Se seguires estes conselhos, poderás atingir o que queres.”

Santo Tomás de Aquino



segunda-feira, 7 de março de 2016

Sete de março: São Tomás de Aquino

clique aqui para ler a vida de São Tomás

Hoje é dia de São Tomás de Aquino, o Aquinate, que ele interceda por nós para continuarmos a guardar a Fé conforme nos foi transmitida pelos Apóstolos, que a aprenderam de Cristo, Nosso Senhor. Uma Fé pura e clara, sem estratagemas, sem achismos, sem manipulações vulgares e vis. Sim, sim, não, não, deve ser nosso falar, conforme nos ordenou o próprio Deus. 

Viva São Tomás de Aquino! Viva Cristo Rei! 


terça-feira, 25 de agosto de 2015

São Luís IX da França, Rei e Confessor

25 de Agosto.

SÃO LUÍS IX

Rei da França e Confessor 


Hoje a Igreja celebra a festa do rei São Luís da França. Luís IX nasceu no dia 25 de abril de 1215, no castelo real de Poissy.

Era filho de Luís VIII e de Branca de Castela, ambos piedosos e zelosos, que o cercaram de cuidados, especialmente após a morte do primogênito. Trataram pessoalmente da sua educação e formação religiosa. Foram tão bem sucedidos que Luís IX tornou-se um dos soberanos mais benevolentes da história, um fervoroso cristão e fiel da Igreja.  


Com a morte prematura do seu pai em 1226, a rainha, sua mãe, uma mulher caridosa, de grandes dotes morais, intelectuais e espirituais, tutelou o filho, que foi coroado rei Luís IX, pois ele era muito novo para dirigir uma Corte sozinho. Tomou as rédeas do poder e manteve o filho longe de uma vida de depravação e de pecado, tão comum das cortes. Mas Luís, já nessa idade, possuía as virtudes que o levaram à santidade, a piedade e a humildade, e que o fizeram o modelo de rei católico cristão.  

No período de sua adolescência, enquanto sua mãe governava, foi educado e conduzido na Fé cristã e na arte de governar por São Tomás de Aquino. O santo doutor da Igreja conduziu com perfeição o processo de educação daquele que viria a ser o rei de toda a França.  

sexta-feira, 27 de março de 2015

Novo curso de Carlos Nougué: A Existência de Deus e a Criação do Mundo – segundo Santo Tomás de Aquino

http://estudostomistas.blogspot.com.br/2015/03/novo-curso-de-carlos-nougue-existencia.html


1) A partir do dia 10 de abril de 2015, estarão abertas as inscrições para o curso on-line A Existência de Deus e a Criação do Mundo – segundo Santo Tomás de Aquino, de 16 horas.
2) As inscrições far-se-ão em nosso site (cursos.carlosnougue.com.br).

Observação. As inscrições permanecerão abertas após o início do curso.

Para saber mais, clique na imagem. 


  
Ajude o apostolado do Rev. Pe. Cardozo, adquirindo alguns dos itens do Edições Cristo Rei, encomendando Missas (consulte a espórtula diretamente com o rev. Padre), ou fazendo uma doação aqui:

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sábado, 7 de março de 2015

São Tomás de Aquino, o Aquinate

"Eu espero nunca ter ensinado nenhuma verdade que não tenha aprendido de Vós. Se, por ignorância, fiz o contrário, eu revogo tudo e submeto todos meus escritos ao julgamento da Santa Igreja Romana" (Sto. Tomás de Aquino).
 

7 de Março 

São Tomás de Aquino

Confessor e Doutor


clique para ver mais imagens
Tommaso di Aquino (Tomás de Aquino) é Santo, Confessor e Doutor da Igreja, foi filósofo e teólogo (Roccasecca 1225 o 1226 - Fossanova 1274). Infante, foi oblato no Mosteiro de Montecassino, estudou em Nápoles, onde teve por mestres Martino de Dacia e Pietro da Irlanda. Admitido nos dominicanos, recebeu o hábito religioso em 1243-44. Seguiu  os estudos universitários (1245-48) em Paris e Colônia, onde foi discípulo de Santo Alberto Magno. De volta a Paris, foi docente entre 1252 e 1255, como baccalarius biblicus e sententiarum; obteve a licentia docendi em 1256, e em 1257 entrou no album dos professores de teologia. São desse período parisiense o Comentário às Sentença (1254-56) e alguns livros sobre a Bíblia, as Quaestiones de veritate, alguns Quodlibeta, os Comentários a Boezio (entre 1255 e 1261). De volta à Itália (1259), foi criado lector Curiae pelo Papa Urbano IV (1261), desenvolvendo uma larga atividade: terminou a Summa contra Gentiles, escreveu as Quaestiones disputatae: De potentia, De spiritualibus creaturis, o comentário ao De divinis nominibus do Pseudo-Diógenes; outros Quodlibeta, o comentário sobre a Ética de Aristoteles, e iniciou a Summa theologica e o De regimine principum. Nesse período, tornou-se amigo de Guilherme de Moerbeke(1), que, para ele, traduziu obras de filósofos gregos, em particular de Aristoteles, ou revisou, com base nos textos gregos, as traduções já existentes. Em 1269, foi para Paris e, em 1270, empenhou-se na polêmica anti-averroística(2) com o De unitate intellectus contra Averroistas, enquanto se defendia dos agostinianos, que desconfiavam de seu aristotelismo. Continuou a trabalhar na Summa theologica, escreveu outras Quaestiones disputatae (De anima, De virtutibus), comentou escritos aristotélicos (Metafisica, Fisica; o comentário à Política ficou imcompleto); iniciou, mas não terminou, os comentários (perdidos) ao Timeo de Platão e ao Comentário de Simplício ao De caelo de Aristoteles. Deixando Paris, volta à Itália onde ensina teologia no Estúdio de Nápoles (1272-74); avançou na Summa theologica (até à quaestio 90 da III parte; o Supplementum é de Reginaldo de Piperno que utilizou o Comentário às Sentenças do mestre), escreveu o Compendium theologiae (incompleto); chamado, em 1274, ao Concílio de Lyon, morreu durante a viagem. Canonizado pelo Papa João XXII, em 1323; São Pio V o declarou Doutor Angélico em 1567. 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - X

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino,
protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
2. A Oração Dominical  

Mas livrai-nos do mal. Amém.

88. — Nos pedidos precedentes, o Senhor nos ensina a implorar o perdão dos pecados e nos mostra como escapar das tentações. Aqui nos ensina a pedir que sejamos preservados do mal.

Este é um pedido geral. Segundo Santo Agostinho, visa as diferentes espécies de males: pecados, doenças, aflições. Já falamos do pecado e da tentação; resta-nos tratar das outras categorias de males: todas as adversidades e aflições deste mundo. Deus nos livra delas de quatro maneiras.
89. — Em primeiro lugar, Deus livra o homem das aflições, afastando-as dele; o que faz raramente. Neste mundo, os santos são afligidos. Todos os que quiserem viver piamente em Cristo Jesus, padecerão perseguição, diz São Paulo. (2 Tm 3, 12).

No entanto, às vezes, Deus concede a alguns não serem afligidos. Quando Deus sabe que uma pessoa não suporta a prova, age como um médico que evita dar remédios violentos a um doente muito mal. Eis, diz o Senhor, (Ap 3,8) que pus diante de ti uma porta aberta que ninguém pode fechar.

Na pátria celeste é lei geral que ninguém seja afligido. Está no Apocalipse: (7, 16-17) Já não terão fome nem sede, nem cairá sobre eles o sol nem calor algum. Porque o Cordeiro, que está no meio do trono, os guardará e os levará às fontes das águas da vida, e Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - IX

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino,
protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
2. A Oração Dominical  

E não nos deixeis cair em tentação

64. — Encontramos homens de grande sabedoria e força, mas quem confia em sua própria força não trabalha com sabedoria nem conduz até o final aquilo que se propusera fazer. Parecem ignorar que os conselhos dão força às reflexões. Como ensinam os Provérbios (20, 18).

Mas notemos que o Espírito Santo que dá a força, dá também o conselho; pois qualquer bom conselho relativo à salvação do homem só pode vir do Espírito Santo.

O conselho é necessário ao homem, quando este sofre tribulações, assim como o conselho do médico, quando se está doente. Quando um homem está espiritualmente doente pelo pecado, deve pedir conselho. E Daniel mostra que o conselho é necessário ao pecador, quando diz ao rei Nabucodonosor (Dn 4, 24): Segue, ó rei, o conselho que te dou, redime os teus pecados com esmolas.

O conselho de dar esmolas e ser misericordioso é excelente para apagar os pecados. Por isso o Espírito Santo ensina aos pecadores esta oração pedindo: Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - VIII

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino,
protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
2. A Oração Dominical  

Perdoai as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores

64. — Encontramos homens de grande sabedoria e força, mas quem confia em sua própria força não trabalha com sabedoria nem conduz até o final aquilo que se propusera fazer. Parecem ignorar que os conselhos dão força às reflexões. Como ensinam os Provérbios (20, 18).

Mas notemos que o Espírito Santo que dá a força, dá também o conselho; pois qualquer bom conselho relativo à salvação do homem só pode vir do Espírito Santo.

O conselho é necessário ao homem, quando este sofre tribulações, assim como o conselho do médico, quando se está doente. Quando um homem está espiritualmente doente pelo pecado, deve pedir conselho. E Daniel mostra que o conselho é necessário ao pecador, quando diz ao rei Nabucodonosor (Dn 4, 24): Segue, ó rei, o conselho que te dou, redime os teus pecados com esmolas.

O conselho de dar esmolas e ser misericordioso é excelente para apagar os pecados. Por isso o Espírito Santo ensina aos pecadores esta oração pedindo: Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores.

sábado, 31 de janeiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - VII

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino,
protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
2. A Oração Dominical  

O Pão Nosso de cada dia nos dai hoje

53. — Muitas vezes, a grandeza da ciência e da sabedoria tornam o homem tímido, e então é preciso ter força no coração, para que o homem não desanime diante das necessidades.

O Senhor, diz Isaías (40, 29), dá força aos cansados e vigor aos que são fracos. E Ezequiel (2, 2) também diz: Entrou em,mim o Espírito, e me firmou sobre os meus pés.

O Espírito Santo, de um lado, dá força para impedir que o homem desfaleça com o medo de não ter o necessário, e por outro lado, para que o homem creia firmemente que Deus o proverá de tudo que precisar.

Assim o Espírito Santo, dispensador desta força, nos ensina a dizer: O pão nosso de cada dia nos dai hoje. E o chamamos Espírito de força.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - VI

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino,
protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
2. A Oração Dominical  

Seja feita a Vossa Vontade assim na terra como no Céu

43. — O Espírito Santo produz em vós um terceiro dom, chamado dom de Ciência.

O Espírito Santo não produz nos bons somente o dom do Temor e o dom da Piedade que, como vimos atrás (n° 34), é um amor delicado por Deus. O Espírito Santo torna o homem sábio.

Davi pedia o dom da ciência no Salmo 118, 66, dizendo: Ensinai-me a bondade, a doutrina e a ciência. E é esta ciência do bem viver, que nos ensina o Espírito Santo.

Entre as disposições que contribuem para a ciência e a sabedoria do homem, a mais importante é aquela que faz com que o homem não se apóie em si mesmo. Não te estribes em tua prudência, recomenda o livro dos Provérbios (3, 5). Com efeito, os que confiam em seu próprio julgamento, a ponto de não se fiarem senão em si mesmos e não nos outros, são considerados como insensatos, e verdadeiramente o são. Declara o livro dos Provérbios (26, 12): Mais se deve esperar de um ignorante do que de um homem que é sábio a seus próprios olhos.

Um homem não confia em seu próprio julgamento se é humilde, pois, ensinam os Provérbios (11, 2): onde há humildade, aí há igualmente sabedoria. Os orgulhosos ao contrário, põem em si toda confiança.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - V

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino,
protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
2. A Oração Dominical  

Venha a Nós o Vosso Reino

34. — Como foi dito, o Espírito Santo nos faz amar, desejar e pedir retamente o que nos convém amar, desejar e pedir (no. 3). Este Espírito produz em nós, primeiro, o temor que nos leva a procurar a santificação do nome de Deus, para, em seguida, nos dar o dom da piedade. A piedade é, propriamente, uma afeição terna e devotada por um pai e também por um homem caído na miséria.

Como Deus é nosso Pai, devemos não somente venerá-lo e temê-lo, mas também alimentarmos uma terna e delicada afeição por Ele. É esta afeição que nos faz pedir a vinda do reino de Deus. São Paulo declara em Tito, 2, 11-13: A graça de Deus apareceu a todos os homens, ensinando-nos que vivamos neste mundo sóbria, justa e piamente, aguardando a esperança bem-aventurada e a vinda gloriosa de nosso grande Deus.

35. — Mas podemos perguntar: Se o reino de Deus sempre existiu, porque pedimos a sua vinda?

Devemos responder a esta pergunta de três maneiras:

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - IV

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino,
protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
2. A Oração Dominical  

Santificado seja o Vosso Nome

27. — Este é o primeiro pedido, no qual pedimos que o nome de Deus seja manifestado em nós e por nós proclamado.

Ora, o nome de Deus é antes de tudo, admirável, porque em todas as criaturas opera obras maravilhosas. O Senhor declara no Evangelho (Mc 16,17): Em meu nome, expulsarão os demônios, falarão novas línguas, e se beberem algum veneno mortal, este não lhes fará mal algum.

28. — Em segundo lugar, o nome de Deus é amável. “Não existe debaixo do céu, diz São Pedro (At 4, 12) nenhum outro nome, entre os que foram dados aos homens, que possa salvar-nos”. E a salvação deve ser buscada por todos. Santo Inácio dá-nos o exemplo do quanto devemos amar o nome de Cristo. Quando o imperador Trajano exigiu que ele negasse o nome de Cristo, Santo Inácio respondeu: “Não podereis arrancá-lo de minha boca”. O tirano ameaçou cortar-lhe a cabeça e assim tirar o nome de Cristo de seus lábios; replicou o bem-aventurado: “Não o arrancarás jamais de meu coração, pois é lá que está gravado, por isto não posso deixar de invocá-lo”. Ouvindo estas palavras, Trajano, desejoso de verificar-lhes a exatidão, mandou cortar a cabeça do servidor de Deus e extrair-lhe o coração. E no coração encontrou gravado, com letras de ouro o nome de Cristo. O santo possuía este nome como um selo em seu coracão.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - III

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino,
protetor da Universidade de Cusco
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2. A Oração Dominical  

Que estais no Céu

17. — Entre as disposições necessárias àquele que reza, a confiança tem uma importância considerável. Quem pede alguma coisa a Deus, diz São Tiago, (1,6) faça-o com confiança e sem hesitação.

O Senhor, no princípio da Oração que nos ensinou, expõe os motivos que fazem nascer a confiança.

Primeiro, a complacência do Pai: Pai Nosso. Depois, diz o Senhor (Lc 11, 13): Vós que sais maus, sabeis dar coisas boas a vossos filhos; quanto mais dará vosso Pai celeste, do alto dos céus, àqueles que lhe pedem, seu bom Espírito.

Um outro motivo de confiança é a grandeza e o poder do Pai, o que nos faz dizer ao Senhor não apenas Pai nosso, mas Pai nosso que estais no céu. O Salmista também diz: (Sl 122, 1) Elevei meus olhos para vós que habitais nos céus.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - II

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino,
protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
2. A Oração Dominical  

Pai Nosso

11. — Perguntamos: como é que Deus é Pai? E quais são nossas obrigações para com Ele devido à sua paternidade?

Chamamo-lo Pai, por causa do modo especial com que nos criou. Criou-nos à sua imagem e semelhança, imagem e semelhanças estas, que não imprimiu em nenhuma outra criatura inferior ao homem. Não é ele teu Pai, teu Criador que te estabeleceu? (Dt 32, 6).

Deus merece também o nome de Pai, por causa da solicitude particular que tem para com os homens no governo do universo. Nada escapa ao seu governo, sendo este exercido de modo diferente em relação a nós e em relação às criaturas inferiores a nós. Os seres inferiores são governados como escravos e nós como senhores. Ó Pai, diz o livro da Sabedoria (14, 3), vossa providência rege e conduz todas as coisas; e (12, 18) a nós governa com indulgência.

Deus, enfim, tem direito ao nome de Pai, porque nos adotou. Enquanto não deu, às outras criaturas, senão pequenas dádivas, a nós fez o dom de sua herança, e isso porque somos seus filhos. São Paulo diz (Rm 8, 17): Porque somos seus filhos, somos também seus herdeiros, e ainda (vers. 15): Vós não recebestes um espírito de servidão, para recairdes no temor, mas recebestes um espírito de adoção, que nos faz clamar: Abba, Pai.

domingo, 25 de janeiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - I

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino, protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
1. Introdução
2. A Oração Dominical
3. A saudação angélica



Introdução

Conforme o testemunho de seus contemporâneos, entre os quais se contam muitos de seus irmãos de ordem, sabemos que um ano antes de sua morte, isto é, desde o Domingo da Sexagésima, 12 de fevereiro de 1273, até o dia da Páscoa, 9. de abril, Santo Tomás se consagrou, com todo o cuidado, à instrução dos fiéis, na igreja conventual de São Domingos, em Nápoles.

Fez ali sermões, sucessivamente sobre o Símbolo dos Apóstolos, a Oração Dominical, a Saudação Angélica, sobre os dois preceitos gerais da caridade e os dez mandamentos da lei.

Não se vê, à primeira vista, o que une esses diferentes assuntos, mas o santo Doutor teve o cuidado de mostrá-lo aos seus ouvintes: 

“Três coisas são necessárias ao homem para a sua salvação. A primeira é o conhecimento daquilo que se deve crer; a segunda, conhecer o que se deve desejar e a terceira, conhecer o que se deve realizar. O homem tem o primeiro desses conhecimentos no Símbolo dos Apóstolos; a Oração Dominical o instrui sobre o que se deve desejar; e os dois preceitos da caridade e os dez mandamentos da lei mostram o que se deve pôr em prática”.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Formação catequética - "A Suma Teológica na forma de catecismo" - DO HOMEM E SUA NATUREZA: ESPIRITUALIDADE E IMORTALIDADE DA ALMA

Pax

Caros leitores, 

Seguimos com a  sequência de publicações catequéticas para a melhor formação das almas cristãs que estão em busca de aperfeiçoamento.

Santíssima Virgem, Sede da Sabedoria, rogai por nós!

Viva Cristo Rei!

Carla 






"A Suma Teológica na forma de catecismo"
Por Pe Tomás Pègues OP (1942)


PRIMEIRA PARTE

DEUS

Criador e Soberano Senhor de todas as coisas


XIII

DO HOMEM E SUA NATUREZA: ESPIRITUALIDADE E IMORTALIDADE DA ALMA






Há  entre  os  seres  corporais  algum  que  forme  um  mundo  à  parte,  ou  categoria  distinta  no conjunto dos demais?
Sim, Senhor; o homem.

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