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sexta-feira, 6 de março de 2020

Coronavírus - Comungar na mão? - Perspectiva CATÓLICA


Coronavírus - Comungar na mão? - Perspectiva CATÓLICA



A Comunhão na mão

por Gustavo Corção
(O Globo, 5-6-75)

(...)

Damos nós um exemplo: "a comunhão na mão". Até poucos anos atrás, era um abuso praticado por vários membros da Outra Igreja (a Igreja Conciliar), com a intenção de bem marcar uma nova e desembaraçada atitude do crente diante da Hóstia consagrada, isto é, o Santíssimo Sacramento do altar, que, além de conferir a graça, contém o Autor da Graça.

Se essa evoluída atitude não é a de um acintoso desrespeito, que a minha Igreja (a Católica, una, santa, etc.) chama de sacrilégio e profanação, só pode ser a de uma simples e translúcida falta de fé na Presença Real. Ora, quem de tal modo publica essa falta de fé está exatamente no caso dos discípulos de Jesus (Jo.,6,67). Já não são católicos.

Isto era assim: mas agora as autoridades da Outra Igreja, a da CNL da CNBB, acabam de declarar que aquele abuso se tornou evolução que eles facilmente previam e agora aprovaram.

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Comunhão na Mão


Comunhão na Mão



À Madalena, Cristo disse “não me toque porque ainda não me elevei ao Pai”; mas a Tomé, disse “mete o dedo nas minhas chagas e tenha fé”. Por que uma não pode tocá-lO e o outro, sim? Por que Tomé era Sacerdote e, na Missa, eleva, no lugar de Cristo, o próprio Cristo ao Pai para ofertar o seu Sacrifício e, depois, ser elevado diante dos homens, como a serpente no deserto, “a fim de atrair todos a si” e de “salvar da morte os que haviam pecado”. 

Esta realidade de per si destrói a nova teologia conciliar da “missa nova”, voltada para os homens. A Sagrada Comunhão deve ser recebida na boca e de joelhos nos casos ordinários; as exceções sempre existiram, mas somente para os casos de urgência, como perseguição, evitar um sacrilégio etc. A seguir alguns textos da Tradição Católica sobre o caso da Comunhão na mão

O cavalo de batalha desses pseudo-liturgistas é a seguinte passagem da “Catequese Mistagógica” atribuída a São Cirilo de Jerusalém: “Adiens igitur, ne expansis manuum volis, neque disiunctis digitis accede; sed sinistram velut thronum subiiciens, utpote Regen suscepturae: et concava manu suscipe corpus Christi, respondens Amen”. (“Dirigindo-se pois [a Comunhão] aproximai-vos com as palmas das mãos abertas, nem com os dedos disjuntos, mas tendo a esquerda em forma de um trono sob aquela mão que está para acolher o Rei e com a direita côncava, recebei o corpo de Cristo, respondendo Amém). Ao chegar nesse “Amém”, simplesmente param. Mas a “Catequese Mistagógica” prossegue o texto acrescentando a seguinte passagem: “Postquam autem caute oculos tuos sancti corporis contactu santificaveris, illud percipe… Tum vero post communionem corporis Christi, accede et ad sanguinis poculum: non extendens manus; sed pronus (em grego: ‘allà kùpton, que São Belarmino traduz: ‘genuflexo’), et adorationis ac venerationis in modum, dicens Amen, sanctericeris, ex sanguine Christi quoque sumens. Et cum adhuc labiis tuis adbaeret ex eo mador, manibus attingens, et oculos et frontem et reliquos sensus sanctifica… A communione ne vos abscindite; neque propter peccatorum inquinamentum sacirs istis et spiritualibus defraude mysteriis”. (“Depois que tu, com cautela tiver santificado os teus olhos pondo-te em contato com o Corpo de Cristo, aproximai também do cálice do sangue: não tendo as mãos estendidas, mas genuflexo de modo a expressar senso de adoração e veneração. Dizendo amém, te santificarás, tomando também o sangue de Cristo. E tendo ainda os lábios úmidos, tocai-os com as mãos e depois com esse santificarás os teus olhos, a fronte e os outros sentidos. Da comunhão jamais vos afastai, nem vos privai destes sagrados e espirituais mistérios, ainda que estejais manchados pelos pecados”)[1]

terça-feira, 24 de setembro de 2013

SOBRE A REVERÊNCIA AOS SANTOS SACRAMENTOS

Mons. Antônio de Castro Mayer
Uma das muitas lamentações do Santo Padre, provocadas pela explosão do liberalismo sensual moderno, relaciona-se com o que há de mais fundamental na Doutrina Católica. Diz o Papa que hoje se põe em dúvida tudo, mesmo as verdades mais sagradas.

A angústia de Paulo VI deve ser para nós uma advertência, no sentido de que é mister redobrar nosso zelo, não venha a falhar a fé nas ovelhas que nos estão confiadas.

Cumpre, para tanto, notar que aquele ceticismo, de que fala o Papa, se dá não somente na ordem das ideias. Há muita dúvida e negação que se exprime na prática, no teor de vida, na maneira de proceder. O que quer dizer que devemos estar atentos, não nos deixemos levar por certas, assim chamadas, adaptações da Igreja ao homem de hoje, que, na realidade, entibiam o fervor dos fiéis, e lentamente os vão distanciando daquela fé viva que é indispensável à salvação: “Sine fide impossibile est placere Deo” (Hebr. 11, 6).


Ajoelhar-se, sinal de fé na Eucaristia

Feita a observação de modo geral, queremos, hoje, salientar apenas e brevemente o que convém à Sagrada Comunhão. Será o suficiente como ilustração do que vem a ser um “aggiornamento” falso.

Sabemos, caríssimos Sacerdotes, que, no Santíssimo Sacramento do Altar, está real, verdadeira e substancialmente presente o mesmo Jesus Cristo, Deus e Homem, nosso adorável Salvador, de fé se faz com a inteligência e com os lábios; mas, de maneira mais viva e habitual, através de nosso procedimento da Comunhão.

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