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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Poema de Santa Teresinha a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro


Poema a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro



Ó Mãe querida, desde minha infância
Teu semblante encantou meu coração;
Lia em teu olhar tua ternura
E achava, junto de ti, felicidade

(estribilho)
Lá nas plagas [regiões] do céu, Virgem Maria,
Hei de ver-te, depois de meu exílio,
Mas, aqui nesta vida, tua imagem
É sempre meu socorro a toda hora!

(segunda estrofe)
Quando era boazinha e obediente,
Tinha a impressão de que sempre me sorrias.
Mas se era, às vezes, meio levadinha,
Eu cria ver-te sobre mim chorando!

(terceira estrofe)
Ao escutar minha oração tão simples,
Mostravas-me carinho maternal
E eu encontrava, ao ver-te sobre a terra,
Delícias de meu céu.

(quarta estrofe)
Enquanto luto, ó minha Mãe querida,
Tornas minh´alma forte no combate,
Pois sabes que, na tarde da existência,
Quero ofertar almas ao Coração de Jesus!

(quinta estrofe)
Doce Imagem de Mãe, eternamente,
Meu tesouro serás, minha alegria.
E quero, em minha hora derradeira,
Fixar ainda em ti o meu olhar.

(último estribilho)
Depois, voando às plagas [regiões] celestiais,
Vou assentar-me, ó Mãe, em teus joelhos
E aí, sem dividi-los com ninguém,
Receberei teus beijos de ternura!


Lembrança de um retiro abençoado, Março de 1897, Teresa do M. Jesus para sua irmãzinha


O poema que ela escreveu tem como inspiração as palavras de sua companheira de Carmelo, Irmã Maria da Trindade. Esta religiosa, que era devota de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro pediu para que Santa Teresinha escrevesse esse poema, a partir do que ela mesma sentia ao contemplar o ícone da Virgem da Paixão. 

O poema foi escrito em março de 1897, seis meses antes de sua morte, quando a tuberculose já a consumia. Segundo a publicação que apresenta o poema, Obras Completas de Teresa de Lisieux, neste período da vida em que o sofrimento a devastava, Santa Teresinha mostrava-se ainda mais verdadeira e espontânea em tudo o que fazia e escrevia. Os escritos de Santa Teresa de Lisieux transmitem sua sabedoria evangélica em uma linguagem simples e capaz de ser compreendida e assimilada por aqueles que creem, seja qual for seu povo e cultura. Neste breve poema, vamos poder reavivar nossa própria fé na Virgem Maria, de forma especial, com o título de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.


       

Mais uma contribuição da Igreja para o mundo: o @.



Como surgiu o símbolo @?


O símbolo que você usa todos os dias para escrever um e-mail — o @ — os monges medievais o inventaram para escrever “Amém”.

A origem histórica do símbolo @ é fascinante. Embora tenha se tornado famoso na era digital, a evidência mais antiga do símbolo vem da Idade Média. Sua forma evoluiu ao longo dos séculos para diferentes funções.  

O termo. 

O símbolo é chamado:  
Arroba (português e espanhol). 
Arobase (no), em francês.  
At (em ou no), em inglês;  
Chiocciola (caracol), em italiano;

Etimologicamente, o termo arroba pode ter surgido: 
Do latim “ad”, que significa em direção a, para, dentro;
do francês “at”, denotando o a craseado “à”, indicando um lugar;
do árabe “ar-roub”, para indicar “um quarto” de algo;
da abreviação da expressão inglesa “each at”, que significa “cada um em”.   


A origem religiosa.  

Antes da invenção da imprensa, os livros eram copiados à mão. E essa tarefa paciente e silenciosa cabia aos monges. Horas e horas debruçados sobre os pergaminhos, reproduzindo, palavra por palavra, os textos que a Humanidade não podia se dar ao luxo de perder. Para economizar tempo e espaço, eles desenvolveram abreviações; sinais especiais, suas próprias formas de escrita. Uma das teorias mais sólidas sustenta que o símbolo @ se originou como uma abreviação da palavra latina “ad”. Dessa forma, a letra “d” representaria a “cauda” do arroba. Isso porque a ideia era economizar o espaço disponível nos pergaminhos e, claro, buscar a eficiência neste processo. A referência mais antiga conhecida a esse símbolo aparece em um manuscrito religioso de 1345 - uma tradução em búlgaro antigo de uma crônica grega escrita por Constantino Manasses (ca. 1130 - ca. 1187), acerca dos eventos desde a criação do mundo expressa na Bíblia até 1081, encomendada pelo tzar búlgaro Ivan Alexander (...-1371), e agora guardada na Biblioteca Apostólica Vaticana, com o código Vat. Slav. 2. Nela, o símbolo era usado pelos monges copistas para substituir a letra “A” na palavra “Amém”.  


Uso comercial.

Durante muito tempo, o meio acadêmico apoiou a tese apresentada em 1932 pelo paleógrafo norte-americano Berthold Louis Ullman (1882-1965), segundo o qual o significado do arroba da internet, traduzido para o inglês como "at", refere-se ao latim "ad", uma preposição que, combinada com o acusativo de um substantivo, poderia ser traduzida para o italiano como "at someone or something" (para alguém ou algo). De acordo com Ullman, o "floreio" no sentido anti-horário deriva de um estilo de escrita antigo usado pelos monges copistas na transcrição de livros antigos, entre os séculos VIII e XIII. Por muitas décadas, essa hipótese foi considerada válida, até que novos estudos surgiram na virada do milênio. A hipótese de Ullman foi confrontada em 2000 pelo Professor Giorgio Stabile (1939-2022), professor de História da Ciência na Universidade La Sapienza de Roma, segundo o qual esse símbolo apareceria inequivocamente apenas em uma época posterior e, sobretudo, em um contexto bem definido: o da escrita mercantil na Itália renascentista. Segundo Stabile, os comerciantes do século XVI usavam o símbolo para indicar a "amphora" (ânfora), uma medida de peso e de capacidade grego-romana. A letra minúscula "a" era escrita rapidamente. O traço final estendia-se em uma espiral, assemelhando-se a uma concha de caracol (chiocciola, in italiano, que é como chamam o símbolo @). Foi em um documento de 4 de maio de 1536 - portanto posterior à tradução búlgara da Crônica de Manasses - que Stabile encontrou o uso deste símbolo indicando a quantidade de vinho em um barril. O documento era um carta escrita por Francesco Lapi (um agente de comércio florentino que vivia na Espanha, em Sevilha. Ele escrevia cartas para manter os banqueiros e mercadores da Itália informados sobre as novidades do Novo Mundo), e destinada ao banqueiro toscano Filippo Strozzi, o Jovem (1489-1538), de uma poderosa família de Florença, que era casado com uma sobrinha do Papa Leão X (1475-1521), ao qual serviu, a partir de 1515, como depositário geral da Câmara Apostólica. Em 1536, reinava Paulo III.  

Nos mercados do norte da Europa, tornou-se o sinal para "ao preço de" (em inglês, "at"). Desde então, a palavra “arroba” começou a ser usada para simbolizar o peso de produtos comercializados e também a indicar a taxa associada a eles. No Brasil, ela é muito utilizada para medir o peso de alguns animais ou líquidos, sendo que 1 arroba equivale a 15 kg (carcaça) e 30 kg (boi vivo).   



Tecnologia.

Foi no século XIX (1884) que o @ foi adicionado às máquinas de escrever, e hoje o encontramos em todos os teclados. Em março de 1972, o engenheiro e programador Ray Tomlinson (1941-2016), escolheu o símbolo @ para separar o usuário do servidor nos endereços de e-mail da ARPANET, a rede de computadores militares que foi a ancestral da Internet. O seu foi o primeiro endereço de correio eletrônico: tomlinson@bbn-tenexa. O local foi na Bolt Beranek and Newman (BBN), em Massachusetts (EUA), empresa contratada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos em 1968 para implantar a ARPANET. Tomlinson usou dois computadores idênticos que ficavam na mesma sala, conectados pela rede ARPANET. Ele enviou uma mensagem de teste para ele mesmo, cujo conteúdo era apenas um texto aleatório como "QWERTYIOP" (as letras na primeira fileiras de letras no teclado) ou algo parecido.

Ele escolheu esse símbolo porque queria manter o uso mercantil, porque em inglês é lido como “em” e porque era raramente usado. E, assim, sem o saber, colocou nas mãos de bilhões de pessoas um símbolo que um monge anônimo usava para finalizar uma oração.  

Além  do e-mail, hoje em dia o arroba é usado, por exemplo, em chats e fóruns, onde utiliza-se o símbolo antes do nome da pessoa (@nomedapessoa) para que a resposta seja direcionada para esse usuário especificamente. Outras utilizações do arroba são nas redes sociais e em algumas linguagens de programação.   


 
A fé deixou sua marca em lugares que jamais imaginamos. Toda vez que você digita um endereço de e-mail, usa o símbolo @. Milhares de vezes na vida. Sem pensar nisso. Sem se perguntar de onde ele vem. E ele vem de um mosteiro!  

Viva a santa Igreja Católica, que tanto bem fez à Humanidade, e é tão pouco reconhecida e amada!!!

Giulia d'Amore


Fontes: 
3. Outras pesquisas em Google.  


       

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