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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Mais uma contribuição da Igreja para o mundo: o @.



Como surgiu o símbolo @?


O símbolo que você usa todos os dias para escrever um e-mail — o @ — os monges medievais o inventaram para escrever “Amém”.

A origem histórica do símbolo @ é fascinante. Embora tenha se tornado famoso na era digital, a evidência mais antiga do símbolo vem da Idade Média. Sua forma evoluiu ao longo dos séculos para diferentes funções.  

O termo. 

O símbolo é chamado:  
Arroba (português e espanhol). 
Arobase (no), em francês.  
At (em ou no), em inglês;  
Chiocciola (caracol), em italiano;

Etimologicamente, o termo arroba pode ter surgido: 
Do latim “ad”, que significa em direção a, para, dentro;
do francês “at”, denotando o a craseado “à”, indicando um lugar;
do árabe “ar-roub”, para indicar “um quarto” de algo;
da abreviação da expressão inglesa “each at”, que significa “cada um em”.   


A origem religiosa.  

quarta-feira, 5 de março de 2025

Pretzel, uma iguaria católica

A história dos pretzels


Giulia d'Amore


Os pretzels têm origem católica. Este lanche popular foi pensado para o tempo da Quaresma, e a sua criação remonta ao século IV, criado em um dos inúmeros mosteiros do norte da Itália, e que se tornou “típico” em diversos outros países da Europa e nos Estados Unidos. 

Durante a Quaresma, sob o Império Romano, os fiéis observavam um jejum[1] muito rigoroso, que proibia o consumo de leite, manteiga, queijo, ovos, natas e carne. Os monges, em particular, se mantinham praticamente a pão e água. E os pães que faziam eram bem simples, só com água, farinha e sal, para se lembrarem que a Quaresma era um tempo de oração e penitência. Como sobravam recortes de massa, para não os desperdiçar, moldavam pãezinhos em formato de braços cruzados, para inspirar as crianças à oração, já que, naquela época, os fiéis rezavam dessa forma, com os braços sobre o peito, e cada mão tocando o ombro oposto. Esse formato acabava formando três buracos, que, segundo alguns, representavam a Santíssima Trindade. 

Os primeiros nomes dados aos pãezinhos não eram alemães, como se supõe, mas latinos: os monges os chamavam de “pretiola” (recompensa), ou “brachiola” (do latim “brachium”) ou “bracellus” ou “bracellæ” (pequenos braços), pela posição dos braços cruzados. Dessa palavra latina se chegou ao atual “bretzel” ou “pretzel”. Os primeiros pretzels eram uma recompensa para as crianças que memorizavam versículos bíblicos, orações ou faziam todos os deveres da escola. 

Do Norte italiano atravessam os Alpes: primeiro vão para França, depois para a Baviera, onde são aperfeiçoados, chegando essencialmente, já na Idade Média, ao produto como o conhecemos hoje. Foi a simplicidade da receita, tão deliciosa e econômica, que contribuiu para que este pão atravessasse metade da Europa e hoje, com razão, pode ser chamado de produto “típico” alemão, suíço, tirolês do sul, austríaco, alsaciano e romeno, só para permanecer no continente europeu, onde também é possível encontrá-lo na versão doce (com açúcar ou cobertura de chocolate) e até frito. Por ser tão comum, não poderia haver uma receita única, mas podemos tentar traçar um único caminho: todos os pretzels têm o mesmo formato, como de um anel com as duas pontas amarradas, como dois braços a se abraçarem — fazer esse malabarismo com facilidade e rapidez requer anos de prática — e são feitos com ingredientes simples e fáceis de encontrar.

Na Alemanha conquistam a todos: os encontramos até em livros de orações muito antigos; e os alemães os usam como comida auspiciosa, tornando-se um alimento oficial da Páscoa, mesmo passando pela Reforma Imperial e o Cisma Oriental. Atualmente é consumido o ano todo, perdendo sua característica original. 

Séculos depois, estes pães foram os inocentes protagonistas de uma história particularmente dramática: em 1510, os otomanos tentaram conquistar Viena, mas, não conseguindo entrar por terra, tentaram um ataque por baixo, cavando um túnel sob a muralha que circunda a cidade. Uma jogada perigosa e arriscada, que acabou sendo um fracasso graças aos pretzels. No século XVI, os pretzels ainda eram um produto monástico, por isso os próprios monges, que trabalhavam nas cozinhas durante a madrugada, perceberam as intenções dos turcos e alertaram as autoridades locais: trabalhando no silêncio da noite, nos subterrâneos das igrejas e sacristias, ouviam todos os progressos do inimigo. Não satisfeitos com a “espionagem”, eles tomaram as armas e se juntaram ao exército lutando na linha de frente contra os muçulmanos, com sucesso. Para agradecer aos corajosos monges, Maximiliano I de Habsburgo concedeu-lhes o brasão imperial e um status muito elevado na sociedade da época, que durou até à Grande Guerra. 

A história dos “pretzels salvadores da pátria” percorreu a Europa e aumentou substancialmente seu status de “comida da sorte”: na Suíça, os nobres costumavam dar como lembrancinha uns aos outros nas cerimônias de casamento; na Alemanha, as crianças faziam colares para usar na véspera de Ano Novo, para desejarem umas às outras boa sorte e prosperidade no próximo ano.

Eles também chegaram à América, no famoso “Mayflower”, o navio mercante que levou os “pais peregrinos” aos Estados Unidos em 1620; os pretzels secos (semelhantes aos que usamos como aperitivo) foram usados como moeda troca com os nativos americanos. A partir do século XVII, expandiram-se pelos Estados Unidos, sobretudo a partir de 1710, com a chegada em massa de imigrantes vindos da Alemanha, os quais trouxeram consigo, como todo emigrante, todas as tradições gastronômicas da sua terra.  

Hoje, estão também no Brasil, e não só graças a uma famosa loja de fast food, mas também por causa das colônias alemãs no sul do País. 


Fontes de pesquisa: 
“The Year of the Lord in the Christian Home”. Padre Francis X. Weiser S.J., Collegeville, Minnesota: The Liturgical Press. Very Good. 1964, 126 pp. (Um livro clássico dos tempos pré-Vaticano II que analisa o desenvolvimento e a história das festas e costumes cristãos, especialmente quando celebrados em casa) https://www.ebay.com/itm/126356500395;
       

terça-feira, 21 de novembro de 2023

Calendario 2023 da Editora Missões Cristo Rei - ERRATA CORRIGE


Venho, por meio desta, comunicar a todos os que adquiriram o Calendário 2023 da Editora Missões Cristo Rei que há uma correção a fazer nos meses de novembro e dezembro, apenas na sequência dos Domingos. O correto é:

12/11 - V Domingo depois da Epifania 
19/11 - VI Domingo depois da Epifania
26/11 - 24º Domingo depois de Pentecostes
3/12 - 1º Domingo do Advento
10/12 - 2º Domingo do Advento
17/12 - 3º Domingo do Advento

Por causa disso, a semana das Têmporas restou erroneamente antecipada. Então, o correto é que são Têmporas nos dias 20, 22 e 23 de dezembro.

O dia 24 de dezembro, Vigília de Natal, também saiu errado, pois a penitência do dia 24 foi transferida para a Sexta-feira das Têmporas do Advento por decreto de Sua Santidade o Papa Pio XII (Missal de 1958). Além disso, aos Domingos e festas de 1ª classe não se faz penitência, como já dissemos algumas vezes aqui no Pale Ideas. Foi realmente um descuido grosseiro, que não vai se repetir.

O restante está correto. 

A todos, agradeço pela compreensão e a caridade.

Giulia d'Amore

       

quinta-feira, 27 de abril de 2023

Da Arte Sacra produzida por inteligência artificial



Arte Sacra por Inteligência Artificial


Vou ser breve. Este artigo é um preâmbulo para um estudo maior acerca da Inteligência Artificial, a qual fará parte, inexoravelmente, de nossas vidas. Aqui, tratarei, brevemente, da questão da aplicação da IA na Arte Sacra. 

O primeiro exemplo que vi era uma imagem de Cristo esteticamente “aceitável”, mas se via, nitidamente, que fugia de tudo o que eu já havia visto antes. O estilo é peculiar e inconfundível. Eu disse que era esteticamente “aceitável” porque, a primeira vista, não havia nada de errado com ele, embora algo me incomodasse. Eu não sabia naquele momento que era uma imagem feita por uma IA. O que me incomodava é que havia muitos detalhes que pareciam ser outras coisas, talvez símbolos, mas, vistos de perto, não eram nada disso. Ainda assim... algo me incomodava. As aspas em “aceitável” são porque não achei outra palavra melhor. 

Depois, começaram a “pipocar” imagens semelhantes, com o mesmo estilo peculiar e inconfundível. Foi quando resolvi pesquisar e constatei que não foram feitas por humanos, mas por essas entidades que chamam de IA. Só que essas imagens posteriores não eram perfeitas, sempre havia algo que não ia bem, como seis dedos em uma das mãos ou a boca torta ou olhos esbugalhados. É... a IA não é tão inteligente assim!

domingo, 26 de março de 2023

JURISTOCRACIA: vida humana sob risco

No dia 4 de abril de 2017, na qualidade de vice-presidente do Instituto Iniciativa, fiz, na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul, um discurso contra o ativismo judicial em prol do assassinato de seres humanos em situação de vulnerabilidade só porque se encontram no ventre materno. Estava na pauta do STF a discussão sobre permitir o aborto em casos de microcefalia. Meu discurso motivou a criação de uma comissão suprapartidária em defesa da vida. Obviamente, uma suprapartidariedade seletiva, porque a Esquerda em bloco unido ficou de fora. Enfim, depois publiquei esse discurso aqui no Pale Ideas, e, para minha surpresa, hoje, verificando os artigos sobre o tema no blog, para atualizar o índice, percebi que o discurso simplesmente sumiu!!! Não é a primeira vez. Já escrevi um artigo sobre o S&O&R&O&S, e também sumiu sem deixar rastros. Mistérios... Bom, vou republicar o artigo. 




Juristocracia: Vida Humana sob risco


Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Dr. Oswaldo Mochi Junior, Exmos. integrantes da mesa. Senhores deputados. Senhoras e senhores.  

O Instituto Iniciativa vem a esta Casa denunciar o grande ataque contra a vida humana que está sendo praticado pelo Supremo Tribunal Federal, através de duas ações que pretendem permitir o aborto até a 12ª semana. Ambas são apoiadas pelo Instituto Anis, uma organização que é parte em uma das ações, e que deveria ser investigada para saber quem está patrocinando esse massacre e por que está governando os destinos de nossa nação através do Judiciário. 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Sobre o fiel rezar o Rosário durante a Missa

El Rosario
Jose Gallegos Y Arnosa

Sobre o fiel rezar o Rosário durante a Missa


É uma dúvida que alguns neófitos costumam ter: o que faço durante a Missa? Não entendo o latim, não tenho ou não sei usar o Missal/Ordinário da Missa... Posso rezar? 

E temos a resposta: pode, sim! Vejamos o que diz o Catecismo de São Pio X:

667) Impede ouvir a Missa com fruto a recitação do Rosário ou de outras orações durante o Santo Sacrifício?
A recitação destas orações não impede ouvir com fruto a Missa, desde que haja um esforço possível de seguir as cerimônias do Santo Sacrifício. 

E não somente o Rosário ou Terço, mas outras preces.

668) É coisa boa também rezar pelos outros, quando se assiste à Santa Missa?
É coisa boa rezar também pelos outros, quando se assiste à Santa Missa; e até o tempo da Santa Missa é o mais oportuno para rezar pelos vivos e pelos mortos.

Corrobora esta resposta um trechinho da Encíclica "Mediator Dei", do Papa Pio XII:
Não poucos fiéis, com efeito, são incapazes de usar o Missal Romano ainda quando escrito em língua vulgar; nem todos são capazes de compreender corretamente, como convém, os ritos e as cerimônias litúrgicas. A inteligência, o caráter e a índole dos homens são tão vários e dissemelhantes que nem todos podem igualmente impressionar-se e serem guiados pelas orações, pelos cantos ou pelas ações sagradas feitas em comum. Além disso, as necessidades e as disposições das almas não são iguais em todos, nem ficam sempre as mesmas em cada um. Quem, pois, poderá dizer, levado por tal preconceito, que tantos cristãos não podem participar do sacrifício eucarístico e aproveitar-lhe os benefícios? Certamente que o podem fazer de outra maneira, e para alguns mais fácil: por exemplo, meditando piamente os mistérios de Jesus Cristo ou fazendo exercícios de piedade e outras orações que, embora na forma difiram dos sagrados ritos, a eles todavia correspondem pela sua natureza. (Mediator Dei, n. 98, de 20 de novembro de 1947.)

É tradição antiquíssima de piedade rezar o Rosário durante a Missa. Como sabemos, o protagonismo dos leigos é inovação pós-conciliar, típica da visão protestante de que o leigo é participante ativo da Missa, uma ideia deformada do Sacerdócio. Tenhamos presente que um Padre sozinho pode rezar a Missa sem que ninguém o ajude ou responda às orações, e que, por outro lado, nenhum leigo tem o poder de celebrar uma Missa, de consagrar uma hóstia ou de ministrar a Comunhão... 

São Leonardo de Porto Maurício, grande apóstolo da Santa Missa e da Eucaristia, assim se expressou sobre o tema em seu extraordinário “O Tesouro Oculto, Méritos e Excelências da Santa Missa”: 
“Eis o meio mais adequado para assistir com fruto à Santa Missa: consiste em irdes à igreja como se fôsseis ao Calvário, e de vos comportardes diante do altar como o faríeis diante do Trono de Deus, em companhia dos santos Anjos. Vede, por conseguinte, que modéstia, que respeito, que recolhimento são necessários para receber o fruto e as graças que Deus costuma conceder àqueles que honram, com sua piedosa atitude, mistérios tão santos”. 

Ir à Missa é ir ao Calvário. Estar diante do altar é estar diante da Cruz no alto do Gólgota. E quem estava com Nosso Senhor nesses eventos compartilhando o Seu sofrimento? A Corredentora: “Stabat Mater Dolorosa iuxta Crux lacrimosa”... Em prece e lágrimas, Maria meditava.  

Recorrer a Ela, para melhor participar dos frutos da Santa Missa, não só é útil, como sábio. Então, pode-se com Ela meditar “piamente os mistérios de Jesus Cristo”, no simples e humilde papel de leigo. 

É de se notar, ainda, que a Santa Missa e o Rosário guardam certas semelhanças sutis: ambos contêm repetições que não são as que Nosso Senhor proibia, as vazias de sentido e razão, e que os modernistas pretenderam cortar, por “inúteis” (SIC!).  

Na Missa, repetem-se os beijos no altar, o Confiteor, os Kyrie, os “Dominus Vobiscum” sucedidos pelos “Et cum spiritu tuo”, os inúmeros "Amen", o triplo “Domine, non sum dignus” dito pelo Sacerdote e, depois, pelos fiéis, e os diversos sinais da Cruz, e o ajoelhar/sentar/levantar respeitoso, e o Sacerdote que se vira para o povo e para o altar de novo... Há, nessas repetições todas, a solenidade do culto que se deve a Deus. Já no Rosário, as Ave-Marias se sucedem, uma após a outra, e ainda os Padre-Nossos e os Glórias; não mecanicamente, soltando palavras ocas pela boca, mas harmoniosamente, quase como um canto, um hino, uma poesia. Outra semelhança que guardam, a Missa e o Rosário, é a concentração mental e espiritual nos mistérios que estão se desenvolvendo (na Missa) ou meditando (Rosário), mirando em Nosso Senhor e sua Santa Mãe, e não na plateia eventual. Ambos requerem também método e disciplina, do corpo e da alma. São um exercício de virtudes, sobretudo para vencer a distração, arma do diabo para nos desestimular e afastar nosso pensamento e coração de Cristo. Em ambos também há a parte sensível, física: na Missa, temos o pão, o vinho, a água, o missal... No Rosário, temos as contas e continhas que rolam pelos nossos dedos, e nossos olhos eventualmente se fixam em alguma imagem para vencer a distração. A Missa e o Rosário, de igual maneira, atravessaram séculos quase que inalterados, e são de origem sobrenatural: dádivas dos Céus para nosso bem. Em ambos, Nossa Senhora é lembrada e honrada: na Missa, mesmo nos dias que não Lhe são particularmente dedicados, Seu Nome é pronunciado algumas vezes. No Rosário, nem se fala... Na Missa, há inúmeras orações, há uma cadência harmônica, repetida, há pausas, há meditações, como no Rosário. E estas semelhanças não são um motivo a mais para, querendo, se rezar o Rosário durante a Missa? 

Não se trata de decretar que seja o melhor modo, mas, certamente, é um modo frutuoso de assistir à Santa Missa. Em diversos devocionários e em alguns missais, os autores listam os métodos ou modos de assistir à Missa, como no Manual do Cristão, do Padre Leonard Goffinè, o qual listou sete métodos proveitosos de "ouvir Missa", e o Rosário é um deles, ou, como disse São Leonardo, o "mais adequado". 

Giulia d'Amore
 

segunda-feira, 24 de abril de 2017

A Bastilha e a Cruz

Esses dias de retiro foram formidáveis. Para reflexões pessoais, para troca de informações, para formação... Por vezes, você fica vendo as coisas só por seu prisma e de repente descobre que, para algumas coisas, sem ser relativista, há outros possíveis prismas, sobretudo se forem mais cultos, experientes e/ou capazes do que o nosso desconhecido e diminuto prisma. Além de ser uma aula de humildade e de reordenar as coisas nas devidas perspectivas. Nada sou. Nada sei.  

Tive várias boas conversas com a Reverenda Irmã Cristiana, que me foram muito úteis, não apenas para o assunto em si que estava sendo tratado naquele momento, mas para outros que super-vieram. Uma dessas conversas tratou da cruz, ou melhor, de como as pessoas recusam a cruz. E o que a Bastilha tem a ver com isso? Já chego lá. 

Bom, me peguei pensando com meus botões, depois que voltei para Campo Grande, sobre como as pessoas recusam a cruz apesar de exteriormente procurar (até) sinceramente por ela. Pedem orações e conselhos para melhor aceitar as cruzes, me falam das dificuldades que encontram e também do desejo sincero - e não duvido - de aceitar resignadamente e até com alegria a bendita cruz, mas também logo a seguir, sem perceberem, começam as reclamações. Sem querer. Inadvertidamente.  

Daí que estava refletindo sobre isso e me ocorreu que durante a Revolução Francesa, enquanto os eventos iam se desenrolando, as pessoas passaram por sofrimentos atrozes, eram arrastadas para a prisão só por serem católicas, lá eram torturadas e por fim mortas. Desoladas, acompanharam pelas pequenas janelas de suas prisões a queda da Bastilha e tudo que esses dias terríveis e sangrentos representavam. O fim de uma era. O fim da monarquia. O rei e a rainha arrastados como malfeitores e, por fim, guilhotinados. Eu me imaginei estar na época, como uma visitante no tempo. Imagino que desolação não deve ter sido, que falta de esperança! Como alguém poderia pensar que aqueles dias passariam e que a França voltaria à liberdade? No calor do momento... não sei se alguém manteve a esperança em dias melhores, em justiça de verdade, em um libertador... É da natureza humana ter medo, duvidar. Mas a Bastilha caiu. Independentemente de todas as orações e de todas as esperanças que ainda haviam. Caiu sem ligar para a verdade e a justiça. Caiu e esmagou os sonhos e o futuro, as virtudes... 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

"CRISTÃO PODE TER ARMAS, pode se defender ou tem que obedecer a MÍDIA que diz...NÃO REAJA?"

Como católica e vice-presidente do Instituto Iniciativa, fui convidada para falar no dia 19 de fevereiro, na Manifestação para a Revogação do Estatuto do Desarmamento, aqui em Campo Grande e em outras cidades brasileiras, sobre o tema: "CRISTÃO PODE TER ARMAS, pode se defender ou tem que obedecer a MÍDIA que diz...NÃO REAJA?". Uma explanação sobre direito de defesa como Direito Natural e armas e Cristianismo, uma vez que ouvimos muito a ladainha de que cristão tem que ser pacifista e rejeitar as armas como algo contra a fé.  



Nossa camiseta PRO LIFE, PRO GOD, PRO GUN está à venda aqui. 

Antes de responder, Gustavo, gostaria primeiro de explicar porque o INSTITUTO INICIATIVA decidiu tocar nesse tema da religião. Duas razões bem simples: a primeira, é porque, segundo dados do próprio IBGE comunista, 83% da população se declara cristã, ou seja, são pessoas que receberam uma educação cristã, valores cristãos. A segunda razão é porque o Estado tem usado a religião CONTRA essa maioria de brasileiros que é simplesmente ignorada e subjugada diariamente.  

domingo, 8 de maio de 2016

Dia das Mães - um chamado.

EDITORIAL. Hoje é Dia das Mães. Das mães, não das "pães", como costumam chamar agora as mulheres - solteiras, divorciadas ou viúvas - que criam os filhos sozinhas. Muito menos dos "mais", o correspondente masculino daquelas. O mundo pode mudar quanto quiser, mas mãe é uma só e é insubstituível. Claro que as coisas se ajeitam sem ela, e, por vezes, quem a substitui faz um trabalho razoável, mas mãe é uma só. E faz falta.  
Vemos o caos que se instalou na sociedade depois que o Feminismo arrancou as mães de casa e lhes dobrou ou triplicou as incumbências, os sofrimentos e as dificuldades. Obrigada a trabalhar fora de casa - as pressões, hoje, são inúmeras, principalmente a de que a mulher que fica em casa é "sustentada" pelo marido, como se fosse uma "teúda e manteúda"; e que isso é algo "feio", vergonhoso! - a mulher precisou delegar atribuições a pessoas estranhas, com valores diferentes.  

Primeiro, as avós e tias ajudavam as pobres mulheres coagidas a deixar o lar para "se realizarem" profissionalmente. Até aí, não havia grandes problemas, porque os valores eram os mesmos, havia um laço de sangue e de afeto, no qual a criança crescia e se desenvolvia quase que como em sua própria casa.  

Depois vieram as duas opções macabras: 1) as "babás", a grande maioria incultas e despreparadas, sem qualquer tipo de pedagogia que pudesse ser um auxílio às mães; e 2) as creches e escolas não obrigatórias, com um padrão pedagógico estranho ao da família, porque estabelecido pelo Estado. Talvez a primeira opção seja realmente a menor pior, de um dano menor. Ainda mais porque nas últimas décadas nas creches e escolas vem sendo imposta, silenciosa e paulatinamente, uma doutrinação marxista e, agora, de gênero, obedecendo a uma pressão internacional de ordem maçônica.  

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

ESCLARECIMENTOS

Fazem-se necessários dois esclarecimentos.

1. O post “PODE HAVER MILAGRES FORA DA IGREJA CATÓLICA?” é um comunicado escrito pelo Rev. Padre Cardozo. Esclareço porque alguns desavisados o atribuíram a mim. E isso que dá ir atacando sem ler o texto todo primeiro, ou se fiar nas palavras de outros. O meu modesto parecer a respeito do tema vou dá-lo amanhã, se der. Apesar de não ser nenhuma teóloga, fui abençoada por Deus com um intelecto razoável e faço uso da razão, com base nos meus modestos conhecimentos de doutrina católica. Portanto, posso emitir opiniões, até porque o blog é meu. Quem não quiser ler, não leia.

2. Sobre o “acordo que não saiu”, preciso esclarecer por causa do frisson causado nos meios neofratianos. De dizer que eu não afirmei que seria anunciado dia 8, eu apenas disse que o site Cathinfo.org informou com base em uma indiscrição de Dom Atanasio Schneider. De dizer também que, para a Resistência, pouco importa se há um papel assinado e com firma reconhecida, e um vídeo registrando o fato e mostrando Francisco e Fellay juntinhos, uma vez que, na prática, já se vê na Neofrat o estrago que tem sido feito por essa proximidade que Fellay quer com a igreja modernista. Por fim, de dizer SOBRETUDO que, para a Resistência, pouco importa o assunto em si, simplesmente porque não somos nós que andamos de braços dados com Francisco (a que título, se não para fazer parte da igreja do CVII?), enquanto, para consumo interno, ficam bradando: a missa nova é ruim, o papa é ruim, o sínodo é ruim, a comunhão aos recasados é ruim etc. Até parece esquizofrenia... Porque publicamos então? Oras, porque entre nossos leitores há boas almas aflitas que continuam assistindo à Missa nos centros da Neofrat por falta de opção ou por indecisão mesmo, e elas merecem saber o que anda acontecendo, tendo em vista a CENSURA que dizem ter sido imposta interna corporis. Bom, nem todos os leitores em questão são almas boas, algumas vem aqui apenas para fazer relatório aos superiores, ou por mera curiosidade e masoquismo. 

A todos uma Feliz Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, amanhã! Que Ela nos proteja e ilumine. Que desperte os dormidos e nos guarde a Fé para não cometermos os mesmos erros dos acordistas. Ou Fé ou nada. Viva Cristo Rei!

Giulia d'Amore  

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

AS QUATRO TÊMPORAS

AS QUATRO TÊMPORAS


 
As Quatro Têmporas trata-se de tempos litúrgicos aos quais a Igreja dedica a penitência, a oração e a esmola. Provavelmente relacionada ao trabalho dos homens no campos, que tinham suas vidas mudadas de acordo com as Estações do Ano. Acredita-se que teriam surgido com a cristianização da Europa pagã por volta dos séculos III e IV. O Papa Gregório fixou as Têmporas da seguinte forma:

  • Depois do 3º Domingo do Advento (Têmporas do Advento).
  • Depois do 1º Domingo da Quaresma (Têmporas da Quaresma).
  • Depois do Domingo de Pentecostes (Têmporas de Pentecostes).
  • Depois do 17º Domingo depois de Pentecostes (Têmporas de Setembro).

sábado, 29 de novembro de 2014

Um rèquiem para meu pai...

Neste 29 de novembro recorre o 25º aniversário da morte de meu pai, ou de seu natal para a outra vida: a vida eterna.  

Eu gosto muito de um poema que encontrei, apócrifo, em uma lixeira, dessas pequenas de escritório, ao lado da minha mesa de trabalho, na repartição pública onde trabalhava, décadas atrás. Não sei quem jogou aquele papel amassado bem ao lado de minha mesa. Também não sei quem foi o autor: será o mesmo que descartou o poema?. E rogo a quem saiba de me informar.  

Daquele poema, tomei a liberdade de alterar apenas uma palavra, ou melhor, um número, o ano da morte daquele desconhecido pai. No original, se bem me lembro, constava: "mil, novecentos e oitenta e cinco" (talvez, "noventa e cinco"; confesso que não lembro), que rimava com "afinco". Eu modifiquei para "mil, novecentos e oitenta e nove", ano em que meu pai partiu. Não mudei a rima. Não porque não pudesse encontrar uma, no abismo infinito de meu amor por meu pai. Apenas não quis abusar demais daquele belo poema.  

Por três vezes, publiquei aquele mesmo poema, neste blog, em memória dele, mas, este ano, caiu-me entre as mãos, quer dizer, diante dos olhos, pela tela do computador - que tempos profanos! - um outro poema, de um poeta, escritor e aforista italiano, Camillo Sbarbaro, de uma lembrança dos tempos de escola, creio eu. Ele tinha paixão pela Botânica, como meu pai...  

E vou publicar assim mesmo, em italiano, porque italiano era meu pai, em que pese o imenso amor pelo Brasil que ele nutria. Um dia, quem sabe traduzo. É até um pecado traduzi-lo, se diria na Itália, porque as traduções sempre matam um pouco da "alma" do texto. Quando se trata de poesia, então, é um massacre!  

Traduzo, contudo, o título, para abrir o apetite das almas mais sensíveis à poesia: "Pai, ainda que tu não fosses o meu (pai)".  

Vos convido, no final, a rezar comigo um Rèquiem pela alma de meu pai.

Giulia d'Amore

 
* * * 
 

PADRE, SE ANCHE TU NON FOSSI IL MIO 

terça-feira, 1 de julho de 2014

FESTA DO PRECIOSÍSSIMO SANGUE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

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FESTA DO PRECIOSÍSSIMO SANGUE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO


Traduções e organização: Giulia d’Amore.  

  
Se passamos o mês de Maio no Coração Imaculado de Maria, e mergulhamos no mês de Junho no Sacratíssimo Coração de Seu Filho Jesus, o mês de Julho é tradicionalmente dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

No terço, a Ladainha de nossa Senhora é substituída pela do Preciosíssimo Sangue.

O culto ao Preciosíssimo Sangue, remetendo-se à transmutação do vinho no Sangue de Cristo durante a Missa, está estritamente ligado à devoção eucarística. O costume de venerar relíquias e o poder destas foram reafirmados pelo Concílio de Trento, em 1545, como dogma de fé. O Sangue Sagrado do Filho de Deus se tornou uma relíquia particularmente preciosa. E isso se confirmou ainda mais através das palavras que Cristo pronunciou na Escritura durante a última ceia: "Isto é meu sangue...", e se tornou fundamento da Eucaristia (Mt. 26,26-29; MC. 14,22-25; Lc. 22,15-20; 1Co. 11,23-25)


A devoção ao Preciosíssimo Sangue teve em São Gaspar del Búfalo(1) o maior divulgador através de uma grande campanha para sua propagação, cujo êxito lhe valeu o reconhecimento pela Sé Apostólica que permitiu a composição da Missa e Ofício próprios, por ordem do Papa Bento XIV. Por isso, até hoje São Gaspar é reconhecido pela Igreja Católica como o “Apóstolo do Preciosíssimo Sangue”. 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Como homenagear proficuamente os fiéis defuntos

Como homenagear proficuamente os fiéis defuntos.


por Giulia d'Amore


"Por Ele, pois, ofereçamos sempre a Deus sacrifício de louvor,
isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome.
Mas não vos esqueçais de fazer o bem e de repartir com outros,
porque com tais sacrifícios Deus se agrada."

(Heb 13,15-16)


Quando morre alguém, a família e os amigos mais próximos têm o desejo de homenagear o defunto com bens materiais supérfluos: túmulos suntuosos, flores e mais flores que precisam ser removidas do caixão antes de ser fechado e descartadas porque aceleram a decomposição do corpo; e placas de bronze e faixas com frases tocantes, alguns até contratam violinistas e carpideiras. Por vezes, publicam-se notas nos jornais ou estampam-se cartãozinhos memorativos que, na maioria das vezes, vão parar na cesta de lixo.

As razões são das mais variadas: da simples saudade à afetação mais fingida, da solidariedade de um amigo para a família à ostentação pura e simples. Quem pode julgar as intenções do homem senão Deus? Mas, seja como for, uma pergunta se põe: qual o benefício para o defunto?

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

FSSPX: E agora, José?

Fugindo dos textos - resumidos ou na íntegra - dos blogs Católicos, escolhi a abordagem de um site de notícias conciliar - Zenit - para enxergamos por outro lado a questão: como Roma vê as coisas. Diriam que bastaria a palavra de Di Noia para ilustrar a questão. Sim, é verdade, mas a "homilia" é tão importante ou mais que a "palavra", porque joga luzes sobre pontos que, por vezes, não estão claros. Vê-se bem que os Romanos pretendem nos incluir no pluralismo conciliar que abraça a todos e não ouve ninguém. A linguagem condescendente de Di Noia é uma zombaria a mais no discurso todo. Trata-nos como crianças mimadas e sem direção. Bom, sobre a direção não está de todo errado, porque este estado de coisas dentro da FSSPX se deve justamente a um problema de direção, ou... falta dela. 

Eu vejo positivamente - para usar o jargão "deles" - essa carta. Porque? Por que, agora, dom Fellay não pode mais se calar! Não pode mais ter dois discursos, um para Roma e outro para seus comandados. Agora, se dom Fellay se calar... me pergunto o que os que dormem vão fazer. Até onde vão para "ver no que vai dar"? Como aplacam suas consciências? Durante o último ano, tenho lido na internet o que Roma dizia e o que dom Fellay dizia, e havia uma séria discrepância. Me diziam que Roma mentia. Oras, se Roma mentia porque dom Fellay nunca a desmascarou? Agora é a oportunidade!

Diálogo com a Fraternidade de São Pio X: carta a dom Fellay e aos sacerdotes lefebvrianos

Uma iniciativa de dom Augustin Di Noia

Anita Sanchez Bourdin

ROMA, Monday, 21 January 2013 (Zenit.org).

Di Noia
Por iniciativa pessoal, dom Augustin Di Noia tenta relançar o diálogo de Roma com a Fraternidade de São Pio X. O dominicano estadunidense, desde junho de 2012, é vice-presidente da Comissão Ecclesia Dei, interface de diálogo entre a Igreja católica e os discípulos de dom Marcel Lefebvre. A comissão depende da Congregação para a Doutrina da Fé. O prelado acaba de enviar uma carta a dom Bernard Fellay, superior, e a cada sacerdote da Fraternidade.

Canais informativos ligados à Fraternidade afirmam que Roma defende a interpretação do Concílio Vaticano II mediante uma hermenêutica de “continuidade” com a Tradição. Mas a Fraternidade considera que certos documentos conciliares são errôneos, em particular no tocante ao diálogo inter-religioso e ao ecumenismo.

Com o “bloqueio” do diálogo ecumênico, dom Di Noia propõe um enfoque espiritual, convidando a Fraternidade a um exame de consciência com palavras-chave como humildade, doçura, paciência e caridade, por exemplo.

Roma espera, conforme a carta, a resposta de dom Fellay ao documento que lhe foi enviado em 14 de junho. Para sair do impasse provocado pela ausência de retorno, ele propõe que a Fraternidade reencontre o “carisma positivo” do seu início, em Friburgo e Écône: uma tentativa de reforma por meio da formação dos sacerdotes e da missão.

Di Noia recomenda ainda evitar o recurso aos meios de comunicação – a Assessoria de Imprensa da Santa Sé não publicou nada sobre esta carta –, e a prática de um “Magistério paralelo”. O ideal seria valorizar as objeções de maneira “construtiva” e fundamentá-las em uma teologia “profunda”.

O prelado menciona a instrução do cardeal Joseph Ratzinger Donum veritatis sobre “a vocação eclesial do teólogo”, de 24 de maio de 1990, que propõe esta definição de teólogo: “tem a função especial de conseguir, em comunhão com o Magistério, uma compreensão cada vez mais profunda da Palavra de Deus contida na Escritura, inspirada e transmitida pela Tradição viva da Igreja”. O documento recorda também a autoridade do magistério: “em seu compromisso no serviço da verdade, o teólogo deverá, para permanecer fiel à sua função, levar em conta a missão própria do Magistério e colaborar com ele”.

Após a exclusão de dom Richard Williamson, anunciada em 24 de outubro de 2012, a Fraternidade de São Pio X parece ter sofrido divisões internas. Dom Fellay seria partidário de manter o diálogo. A situação da Fraternidade – cujos responsáveis não estão mais excomungados, mas ainda não estão integrados à Igreja Católica - é insustentável a longo prazo, de acordo com a avaliação de observadores.

A carta de dom Di Noia parece enviar uma mensagem realista: a comissão vaticana não deseja que a mão estendida por Bento XVI se torne uma ocasião perdida, já que as negociações não deverão ser eternas.
 
Fonte


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Oscar Niemeyer: 7 dias de luto oficial?

Oscar Niemeyer, Santo dos comunistóides.


Memorial JK
A foice e o martelo
e a cruz invertida...
Com base nas Normas do Cerimonial Público, a presidente do País, sem justificativa outra que não o fato de Oscar Niemeyer ser um ilustre comunista e casualmente um arquiteto mundialmente famoso, decretou SETE DIAS de luto nacional, como homenagem póstuma, bancando um luxuoso funeral com verbas públicas... E o morto não era comunista? Porque esse luxo todo?

Nas honras fúnebres para “autoridades civis ou militares”, segundo o NCP, o prazo do luto nacional não deve passar de três dias, exceção feita àquelas autoridades que prestaram “notáveis e relevantes serviços prestados ao País”.

E me pergunto: desde quando um arquiteto - por mais rico e famoso que seja - é uma “autoridade civil ou militar”? E porque lhe foi concedido o prazo máximo?

A pergunta é retórica, uma vez que sabemos bem, todos, o porquê! E com esse tipo de coisas a República Comunista Bolivariana continua a se “acomodar” silenciosamente, distribuindo favores, homenagens, dinheiro aos correligionários, e perseguição, exílio e ostracismo aos desafetos. La barca... continua indo!

Com esse episódio sintomático, do falecimento do “artista do cimento e das curvas de duvidosa beleza”, podemos perceber que, na verdade, comunista tem religião sim, uma religião torta, macaqueada, transviada, confusa, mas inegavelmente inata. E não podendo reconhecer a Divindade verdadeira, porque já não conhecem a verdade, criam ídolos “acessíveis” e de fácil consumação.

Este ídolo em particular foi velado duas vezes, com um gasto tremendo para os cofres públicos, levando-se os restos mortais de um lado para outro, de avião - ele que tinha medo de voar -, e apresentando-o à “pública adoração” a um povo que nem sabe ao certo quem ele foi e o que fez de “grandioso” pelo País para merecer tamanha “veneração”. E o povo vai pela novidade, pela morbidez do assunto, para ver as celebridades, para aparecer na TV...

Comunista gosta de rituais, de velas e incenso, de liturgias fúnebres. Comunista tem uma alma que busca o Infinito. Mas não O vê. E acaba traindo todo um discurso ateísta pelo gestual, pelas pompas e circunstâncias, pela exteriorização do que lhe vai dentro: “... a boca fala daquilo que o coração está cheio” (São Lucas 6,45).

Comunista, sim!
Portanto, ateu...
Contudo, penso que há nesse decreto uma grande injustiça, tendo em vista que para a sra. Hebe Camargo foram concedidos os simples três dias aconselhados pelo NCP, e, convenhamos, em termos mundanos, ela fez muito mais pelo Brasil do que o Niemeyer. Ou alguém duvida?

Não sei se estão acompanhando as notícias gerais que ultimamente estão pipocando no Brasil. Não aquelas estampadas em letras garrafais, como a Pantomima do Mensalão, mas as que são “largadas” na Mídia para passarem propositalmente despercebidas, pois interessam a uma minoria... Como a devolução de mandados parlamentares aos “perseguidos políticos” do Regime Militar, entre os quais se beneficiaram alguns corruptos, tendo em vista que, segundo a Câmara dos Deputados, “O que imperava nas cassações era o arbítrio, a ausência de qualquer participação do parlamento nas decisões”...


Então, nós nos acostumamos a ver as coisas “separadamente”, como se não houvesse conexão algumas entre elas... Mas há.


O atual Governo tem agido de forma silenciosa, mas eficaz, no caminho da instalação do caos e da ditadura bolivariana no Brasil. Sim, pode-se rever a História brasileira — Comissão de Verdade — mas apenas um lado pode ser ouvido: o deles! E se faz isso subvertendo a lei, tendo em vista que a Lei da Anistia havia expressamente proibido a desforra política.


E há mais: o Governo avança a passos largos na defesa dos “Direitos humanos”, mas somente daqueles que fazem parte da “agenda vermelha”, pautada pela inversão dos valores universalmente reconhecidos desde sempre, e que promove o colapso da humana sociedade.


A última moda é a defesa dos “direitos” dos homossexuais, uma minoria ínfima da sociedade brasileira que impõe seu estilo de vida pervertido à maioria que é quem banca economicamente este País. E, pior, essas ações em favor da “diversidade” e contra a família e a decência são bancadas com verba pública, ou seja, com o dinheiro dos impostos da maioria.


Sem nos esquecermos dos servidores públicos que esbanjam dinheiro cristão - da maioria Cristã do Brasil - contra os Cristãos...


O Brasil não é uma democracia, mas uma oligarquia...


Eu sei que viver no mundo é terrível e doloroso, mas não se mantenham ignaros sobre os atos dos comunistas no Poder, a vítima será certamente você, assim como tudo aquilo no que você crê.


Giulia d'Amore di Ugento




Vale a pena ler: 1, 2, 3 e 4.

Condenação do Comunismo pela Igreja




DAS NORMAS DO CERIMONIAL PÚBLICO

CAPÍTULO VIII

Do Falecimento de Autoridades

Art . 88. No caso de falecimento de autoridades civis ou militares, o Governo poderá decretar as honras fúnebres a serem prestadas, não devendo o prazo de luto ultrapassar três dias.

§ 1o O disposto neste artigo aplica-se à situação de desaparecimento de autoridades civis ou militares, quando haja indícios veementes de morte por acidente. (Renumerado do parágrafo único para 1º pelo Decreto nº 3.780, de 2.4.2001)

§ 2o  Em face de notáveis e relevantes serviços prestados ao País pela autoridade falecida, o período de luto a que se refere o caput poderá ser estendido, excepcionalmente, por até sete dias. (Redação dada pelo Decreto nº 3.780, de 2.4.2001)
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