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segunda-feira, 27 de abril de 2026

A “arcebispa” anglicana no Vaticano

Dois hereges em Roma


A “arcebispa” anglicana no Vaticano


Mais um escândalo de Robert Prevost: a visita, hoje, dia 27 de abril de 2026, da suposta arcebispa (o corretivo do Word já apontou o erro de gênero neste termo) de Canterbury no Vaticano, com todas as pompas e circunstâncias e uma comitiva de “padras”, um upgrade das antigas sacerdotisas Vestais romanas. 

Fonte: Instagram

Bom, como sabemos que Roma apostatou e que aquelas não são autoridades católicas, mas modernistas, isso não deveria nos chocar, como não choca ao católico de banco de igreja, que vai à missa todos os domingos e foi preparado nas últimas décadas a aceitar passivamente cada novo “avanço” litúrgico e doutrinal. Mas, ainda assim, nos choca porque é uma ofensa a Deus, à Santa Igreja e à Santa Religião Católica. O desmantelamento planejado da Igreja continua em curso, impiedosamente. E o que choca ainda mais é que há “tradicionalistas” em “plena comunhão” com essas autoridades e esses escândalos. 

A Neofrat e a Desistência, que se recusam a ver que a grama é verde, estão de mãos dadas com esses sacrílegos modernistas e, de certa forma, estão no coro dos que compactuam com o escárnio dessa recepção pantomímica, uma vez que não se opõem a ela, nem a criticam. Apenas se calam. Talvez, meneiam as cabeças hipócritas, mas se calam. E estariam alegremente lá se Prevost os convidasse. Estariam, sim, porque se alimentam de cada migalha bolorenta que cai da mesa bastarda de Roma apóstata. 

E o curioso é que nunca foram recebidos com tanta pompas e circunstâncias por nenhum dos Antipapas modernistas. Teria humilhação maior do que ser preterido a uma herege fantasiada de arcebispo?!!! Entram e saem pelas portas do fundo do Vaticano quando são convidados ao diálogo, como se fossem leprosos mantidos em segredo. Como Judas quando foi entregar Nosso Senhor e receber sua paga por isso. A ela, e suas sacerdotisas, tapete vermelho, holofotes, manchetes nos principais jornais mundiais, coral, mesuras e sorrisos abertos e francos. A eles — os impolutos defensores da tradição com t minúsculo — a porta dos fundos, uma foto com um pederasta, notícias em letras miúdas e última página de um tabloide qualquer. Que decadência; e merecida. É tudo que terão de glória neste mundo. 

Hereges rezando juntos


Eu me alinho com Santa Margarida Clitherow; não rezo com os que martirizaram inúmeros católicos ingleses para atender às taras de um rei pervertido e assassino. Essa senhora cospe sobre as relíquias dos Santos Mártires do anglicanismo. E todos os que estão em “plena comunhão” com os que a reconhecem e recebem cospem juntos




Giulia d'Amore

      

quarta-feira, 11 de março de 2026

A Neofrat está em cisma?



A Neofrat está em cisma?


Os últimos acontecimentos no reino da Neofrat me trazem recordações da infância, quando assistia, na TV, às aventuras de Brancaleone e seu fantasmagórico exército, que o seguia em suas desventuras e fracassos. Mesmo sob nova direção, ainda se percebe que, pelo modus operandi, a mão que dirige a Neofrat é ainda a do inacreditável Fellay. Vamos fazer um pequeno apanhado dos últimos eventos.

A Neofrat tornou público o desejo de ter mais bispos, e indicados por ela. Para tanto, pediu a autorização ao suposto Papa Leão XIV, que o negou. Daí, fez “ameaças” ao suposto Papa, caso não voltasse atrás e autorizasse de bom grado. As tratativas foram feitas com o “Cardeal” Pornotucho, amigão de Bergoglio. Que decadência!!! E pensar que Monsenhor Lefebvre tentou um diálogo com o Ratzinger, que, apesar dos pesares, era um intelectual, tinha uma certa postura... SIC! 

Bom, o suposto Papa nem se abalou, e permaneceu firme na negativa. Se eles quiserem bispos, lhes serão dados por Roma! 

Depois da corajosa e necessária decisão de Monsenhor Marcel Lefebvre de sagrar bispos à revelia do Antipapa João Paulo II, que não chegou a proibir ou a não permitir que se fizesse, apenas ficou adiando — diferente da situação atual, em que o suposto Papa Leão XIV claramente não o permitiu — vem o exército de Brancaleone pretendendo usar o mesmo argumento de “estado de necessidade” para sagrar algum bispo. Isso, de per si, já suscita alguns questionamentos: 

Se a Neofrat já não ordena mais sob condição, porque reconhece a autoridade da Igreja Apóstata, por que não solicita, gentil e OBEDIENTEMENTE, um bispo modernista de tendência tradicional ao suposto Papa verdadeiramente católico

Desobedecer a um Papa verdadeiramente católico não seria um ato de cisma? 

Bom, a Neofrat, para ficar bem diante da opinião pública (e dos fiéis: $$$) e poder brincar de igrejinha, inventou a posição R&R, reconhecer e resistir. Reconhecer o suposto Papa como católico e lhe resistir sem que isso seja considerado um cisma. Essa conta não fecha. Ou é Papa ou não é. Ou lhe se deve obediência ou não. Não há malabarismo intelectual que resolva isso, meus caros.

O que se dessume disso tudo é que:

1. Apesar de os padres (cúpula e subordinados) da Neofrat terem, por anos, vendido aos fiéis a ideia de que não estavam em “plena comunhão” com Roma Apóstatas, de que não fizeram acordo com os modernistas, na verdade, um acordo foi selado, pois a Neofrat reconhece os Antipapas como Papas “verdadeiramente católicos”, tanto é que pediram ao Antipapa Leão XIV a permissão para sagrar bispos. O RECONHECER significa exatamente isso!!! 

A par disso, Roma apóstata fez, durante anos, concessões humilhantes para que a Neofrat estivesse em “plena comunhão” com o Antipapa conciliar, como, por exemplo, as “autorizações” para confessar, e, eventualmente, realizar os matrimônios, com o beneplácito de “Ordinários locais”, que nem sacerdotes válidos são. Sem falar que, por parte da Neofrat, já de algum tempo não se fazem ordenações sob condição, recebendo em suas fileiras “padres” modernistas que estão ministrando sacramentos sem ter poder para tal, justamente porque reconhecem como válidas ordenações pós-conciliares que, aos fiéis, eles diziam serem inválidas por ter sido alterada a fórmula. E fariam isso sem um acordo? Çei. Então, Papai Noel existe!!!

2. A Neofrat está em cisma: (a) ou porque está em “plena comunhão” com Roma modernista (estando, portanto, FORA da Igreja Católica verdadeira); (b) ou porque reconhece e resiste a um Papa que ELES MESMOS acreditam ser verdadeiramente católico. E, para isso, se arvoram a Magistério da Igreja decretando que a infalibilidade papal é relativa, e que se pode RESISTIR (DESOBEDECER) a um Papa católico. SIC!!!

Quer dizer, a Neofrat se colocou, por si mesma, em um dilema: (a) ou a Tradição é católica, e a Neofrat deve abjurar o modernismo para estar em união com a verdadeira Igreja; (b) ou a Igreja modernista é a verdadeira Igreja e, pela desobediência, se colocou fora dela. 

Dessa sinuca não pode sair senão pela VERDADE

Um adendo. Soube que tanto os padres como os fiéis da Neofrat têm usado Monsenhor Lefebvre para justificar suas asneiras, dizendo que ele fez ou faria isso, dessa forma. Esqueceram que Monsenhor disse para não dialogar com as autoridades apóstatas de Roma?!?!?! Que um acordo não era necessário porque, quando Roma voltasse à Fé, tudo se restauraria e, portanto, não havia necessidade de um acordo?!?!?! Que o desobedeciam, se sabia, mas perderam todo o pudor e MENTEM descadaramente sobre suas palavras, seu proceder, suas razões, sua história! Vergonha alheia! 


Giulia d'Amore 


       

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