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terça-feira, 19 de julho de 2022

A posição das Missões Cristo Rei sobre a Sé de Pedro

Caros fiéis das Missões Cristo Rei do Brasil,

Anexo algumas manifestações que provam o pensamento de Mons. Marcel Lefebvre sobre a postura teológica da SÉ VACANTE. 

Resta claro que Monsenhor Lefebvre nunca se negou, de plano, a aceitá-la, se bem que, em 1983, por problemas com sedevacantistas(*) dos EUA, tenha escrito que sustentava o contrário. Foi uma declaração por causa de problemas pontuais, para conter os excessos que se deram. 

Em favor da Sé vacante(**), estão estas palavras, resumidamente: 



MONS. LEFEBVRE SOBRE A SÉ VACANTE. 




1. “A Igreja que afirma tais erros é cismática e também herética. Essa Igreja Conciliar não é, portanto, Católica”. Cf. Reflections on Suspension a divinis. 29 de julho de 1976. 

2. “Qualquer que seja a extensão que o Papa, bispos, padres ou fiéis adiram a essa nova Igreja, eles se separam da Igreja Católica”. Idem. Reflections on Suspension a divinis. 

3. “Heresia, cisma, excomunhão ipso facto invalidam a eleição ...são tantas as razões que podem fazer que um Papa não tenha se tornado Papa, ou que não possa continuar sendo”. Cf. Le Figaro. 4 de agosto de 1976. 

4. “Neste caso claramente excepcional, a Igreja estaria em uma situação similar àquela que ocorre logo após a morte de um Pontífice”. Idem. Le Figaro. 

5. “Se ocorresse que o Papa não fosse mais o servo da Verdade, Ele não seria mais o Papa”. Cf. Lille. 29 de agosto de 1976.

6. “Parece impossível que um sucessor de Pedro possa falhar, de alguma forma, em transmitir a Verdade que Ele tem a obrigação de transmitir; pois, Ele não pode (sem que desapareça da linha sucessória papal) não transmitir o que os Papas sempre transmitiram”. Cf. Ecône. 18 de setembro de 1977.

7. “É possível que estejamos na obrigação de crer este Papa (referia-se a Joao Paulo II), não seja Papa ... parece impossível que um Papa seja herege, publica e formalmente...” Cf. Sermão da Páscoa. Março de 1986.

8. “É impossível para Roma manter-se indefinidamente fora da Tradição. É impossível... Pois, por ora, eles se encontram em ruptura com seus sucessores. Isso é impossível. Eles já não se encontram na Igreja Católica”. Cf. Ecône. 4 de setembro de 1987.

9. “Roma perdeu a Fé, meus queridos amigos. Roma se encontra na apostasia. Essas não são palavras ao vento. É verdade. Roma se encontra na apostasia... Eles saíram da Igreja. Isto é certo, certo, certo”. Idem. Ecône. 

10. Monsenhor considerou inaceitáveis todas as reformas conciliares? Vejamos: 

Nós consideramos nulas … todas as reformas pós-conciliares, e todos os atos de Roma realizados nessa impiedade”. Cf. Declaração conjunta com Monsenhor Dom Antônio de Castro Mayer após a reunião de Assis. 2 de dezembro de 1986. 

11. “Como pode ser que um sucessor de Pedro, em tão pouco tempo, possa causar mais danos à Igreja que a Revolução de 1789?... a mais profunda e impactante de sua História... Algo que nenhum heresiarca jamais conseguiu fazer?... Temos realmente um Papa ou um INTRUSO na Cátedra de Pedro?". Cf. Sermão sobre Paulo VI. 1976. 


Caros amigos, após estudar o Concílio Vaticano 1869/1870, que define o Dogma da infalibilidade pontifícia, me resta claríssimo que o Romano Pontífice NUNCA pode errar, em matéria de Fé e de moral, enquanto atua como Papa; seja em seu Magistério Extraordinário, como no caso de Pio XII ao declarar o Dogma da Assunção de Nossa Senhora, seja em seu Magistério Ordinário, por exemplo, ao dar catequese, publicar uma encíclica etc., coisa que deve fazer para TODA a Igreja, e sempre em questão de Fé e de moral. Portanto, se vemos em Roma um senhor vestido de branco, mas atuando, continuamente, como um anticristo, com base e em razão do Dogma da INFALIBILIDADE PONTIFÍCIA, ao qual todo Católico deve aderir sem questionar, está claro que podemos afirmar que a Santa Sé está vacante, mas não vazia, porque está OCUPADA por um usurpador. E isto desde a morte de Pio XII. 

Estamos, então, diante de duas Igrejas: uma, a verdadeira, a Católica de sempre, Una, Santa Católica e Apostólica; e a outra falsa, autoproclamada pós-conciliar, que é bastarda, ecumênica, globalista, amiga de todos os inimigos da Católica, guiada pelo espírito do mal, da mentira. 

Nossa história, como missão, começou nos separando da NEO-Fraternidade que, sob a direção do patife de Fellay, se colocou sob o domínio dos modernistas, aceitando a missa nova e os sacramentos novos (já não ordenam mais sob condição os padres modernistas que adentram em suas fileiras, por exemplo, porque reconhecem a validade do sacramento da ordenação modernista); aceitando seu Conciliábulo Vaticano II – 95% bom e 5% questionável (dixit Fellay) – reconhecendo-a como a verdadeira Igreja de Cristo – cf. Carta aos três bispos, firmada por Fellay, em abril de 2021 – proclamando a Bento XVI como um “Papa tradicional”, quando o próprio Monsenhor Lefebvre nos prevenira a respeito dele dizendo que era nosso pior inimigo em Roma

Esclarecido este ponto sobre a Santa Sé vacante e ocupada, quero vos dizer que nossa posição é, seguindo o pensamento de Monsenhor Lefebvre, SEDEOCUPACIONISTA, pois a Sé está, de fato é obviamente, VACANTE, mas não está VAZIA, como quando da morte de um Pontífice, mas está OCUPADA POR UM USURPADOR. E que, pessoalmente, não tenho nenhum inconveniente a que assistam às Missas dos Padres sedevacantistas, pelo contrário, os estimulo a fazê-lo, mas, em razão de não conhecer a todos os Padres sedevacantistas que circulam no Brasil, peço que guardem a mais elementar prudência, mas, a princípio, não me oponho a que assistam a suas Missas. 

Coloco-me à disposição para qualquer outro esclarecimento.  

A seguir, o Cânon 1323m do Código de Direito Canônico de 1917, que resume magistralmente o que ensina a Igreja sobre a Infalibilidade Pontifícia: 
Can. 1323. 
§ 1. Fide divina et catholica ea omnia credenda sunt quae verbo Dei scripto vel tradito continentur et ab Ecclesia sive sollemni iudicio sive ordinario et universali magisterio tanquam divinitus revelata credenda proponuntur.
§ 2. Sollemne huiusmodi iudicium pronuntiare proprium est tum Oecumenici Concilii tum Romani Pontificis ex cathedra loquentis.
§ 3. Declarata seu definita dogmatice res nulla intelligitur, nisi id manifeste constiterit. 
Tradução: 
§ 1. Devemos crer com fé divina e católica tudo o que se contém na palavra de Deus escrita ou na tradição divina, e que a Igreja, por definição solene ou por seu magistério ordinário e universal, propõe como divinamente revelado. 
§ 2. O ato de dar definições solenes pertence tanto ao Concílio Ecumênico, como ao Romano Pontífice, quando fala ex cathedra.
§ 3. Não se há de ter por declarada ou definida dogmaticamente nenhuma verdade enquanto isso não conste manifestamente. (Vide nota abaixo.) 
Nota 1323. O magistério ordinário e universal da Igreja é o exercido por todos os Bispos do mundo em suas dioceses, sob a dependência do R. Pontífice. Os ensinamentos do magistério ordinário têm igual valor que os do magistério solene. 
Nas Missões, continuamos o combate, continuamos sendo Católicos e em missão pelo Brasil, ao amparo do Sagrado Coração de Jesus e de sua Santíssima Mãe, a Imaculada Conceição Aparecida. 

Viva Cristo Rei!

Com meu afeto e bênçãos. 

Padre Ernesto Cardozo. 


Notas:
(*) Os sedevacantistas dos EUA afirmam que a Sé está vacante. Mas o termo é incorreto. Pois a Sé não está vacante por causa da morte de um Papa. É uma situação extraordinária. Ela está VACANTE, porque não temos um Papa católico, e está OCUPADA, porque há um usurpador. Na verdade, houve vários, desde aquele que se chamou de João XXIII. E, para evitar confusões e equívocos, é melhor usar corretamente os termos. 
(**) Monsenhor Lefebvre, à época, não fundou nenhum movimento ou Igreja, isso todo mundo sabe. Portanto, é incorreto dizer que ele era, de fato, SEDEVACANTISTA, como é incorreto dizer que ele não era. Está clara a posição dele de que a Sé está VACANTE, mas OCUPADA por um usurpador. Não queiram se colocar acima de Monsenhor ou em sua mente, para saber o que ele, de fato, dizia. Basta ler os escritos, discursos, sermões dele. 

       

terça-feira, 31 de maio de 2022

Do Pequeno Número dos Eleitos, de S. Leonardo de Porto Maurício

Pré-lançamento de Junho de 2022


Do Pequeno Número dos Eleitos 

S. Leonardo de Porto Maurício





Mais uma lançamento da Editora Missões Cristo Rei.  

Desta vez um dos mais célebres sermões quaresmais de São Leonardo de Porto Maurício, um dos maiores pregadores da Igreja, segundo Santo Afonso Maria de Ligório.  

O Autor, durante mais de 40 anos de vida, arrastou multidões por onde passou, converteu "de balde", apaziguou inimigos, realizou milagres, confessou e aconselhou, corrigiu costumes, erigiu a santa Cruz por onde passou ensinando a devoção da Via Sacra, entre outras, como a devoção das Três Ave Marias (que está em apêndice no livro), ao Santíssimo Sacramento, ao Sagrado Coração de Jesus, aos Santíssimos Nomes de Jesus e Maria, a São José e, principalmente, à Virgem Maria, da qual foi defensor extremado do Dogma da Imaculada Conceição, como triunfo da Igreja.  

O livro tem uma sucinta, mas rica biografia do Autor e diversas breve biografias de personalidades citadas por ele que provavelmente não são conhecidas do leitor moderno.  

É um livro indispensável a toda boa biblioteca católica, e, mais ainda, à biblioteca de cabeceira, pois nos recorda o principal objetivo desta nossa vida: a salvação da alma. E isso é algo que precisa nos ser lembrado de tempos em tempos porque o mundo faz questão de no-lo fazer esquecer.  

O livro foi traduzido do original italiano de 1819, e enriquecido de notas esclarecedoras e interessantes. Foi uma grande empreitada, que nos permitiu conhecer, ao trabalhar nele, um pouco daquele tempo e daquela gente, tempos não muito diferentes dos nossos, mas nos quais superabundava a santidade e as virtudes, e isso, obviamente, se devia ao fato de serem tempos de Papas santos, pois é o rei quem faz os súditos, não vice-versa. Em nossos tempos, não temos líderes santos, nem espirituais, nem temporais: a Coroa e a Tiara foram usurpadas pela revolução. São tempos, os nossos, de penitências e orações. Quem sabe assim possamos ser do número, pequeno, dos que se salvam...  

Giulia d'Amore 


Para mais informações ou para comprar o livro, clique aqui.



sábado, 15 de janeiro de 2022

Terraplanismo contraria as Escrituras

Navegar é preciso, mas restaurar a verdade é mais ainda.
 
Vou dedicar alguns posts a esse assunto que nem deveria ser cogitado.

S. João 8,32: "conhecereis a verdade, e a verdade vos tornará livres".







Aguardem que tem mais!

E já lanço um desafio:  

Enviai-me uma pintura, afresco ou mosaico no qual Nosso Senhor Jesus Cristo esteja segurando uma Terra plana e não um globo. 

Original. Sem montagens, por favor. Não sejam infantis...

Desde já agradeço. 
  

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

O que não te contam sobre a vacina


O QUE NÃO TE CONTAM SOBRE A VACINA


Quem tiver algum dano na saúde ou morrer em decorrência da vacinação contra a Covid19 e suas variantes, pode não ter direito ao seguro de vida que vem pagando para esse fim. Vejamos o que ocorre na Europa: 

Na Suíça, recentemente, houve uma centena de pedidos de indenização por danos decorrentes da vacina. Todos foram negados pela Justiça, que entendeu que o Governo não é responsável, apesar de obrigar os cidadãos a tomá-la, e remeteu a responsabilidade às farmacêuticas, aos médicos ou aos planos de saúde (Fonte). 

Na França, também há poucos dias, morreu um riquíssimo empresário parisiense, que havia feito um seguro de vida de vários milhões de Euros em benefício dos seus filhos e netos. Morreu por causa da vacina contra a Covid19. A seguradora não pagou o prémio de vários milhões de Euros graças à decisão de um tribunal que declarou que a adesão a um “experimento” que tem entre seus efeitos colaterais anunciados a morte é o mesmo que suicídio, e tomar um tal medicamento voluntariamente (ainda que sob pressão social, emocional ou que tais) é um risco não coberto pelo contrato (Fonte). 

domingo, 2 de janeiro de 2022

Mãe de Deus, Mãe dos homens, Mãe da Igreja


Mãe de Deus, Mãe dos homens, Mãe da Igreja



No dia 1º de janeiro a Igreja Conciliar festeja, em alguns calendários, a festa de Maria, Mãe da Igreja, em outros, festeja Maria, Mãe de Deus. Não é nem uma nem a outra.  

Como sempre os conciliares causam confusão nos ânimos dos fiéis que não “desobedecem”, nem se questionam, mas que acabam perdendo a fé, esvaziada também por essas confusões. Então, vamos estudar um pouco de História da Igreja para esclarecer o que está confuso.  

No dia 1º de Janeiro a Igreja Católica festeja a Circuncisão de Nosso Senhor Jesus Cristo, e é também Oitava de Natal. Não que Nossa Senhora não mereça uma festa celebrando a Maternidade da Igreja, a que faz jus, mas não é neste dia. Vamos lá, e pela ordem, pois Maria foi primeiro Mãe de Deus, depois Mãe dos homens e, enfim, Mãe da Igreja


MARIA, MÃE DE DEUS


Quando uma criança nasce, nasce também uma mãe, e nos aniversários dos filhos, as mães também deveriam ser celebradas, pois sem elas não haveria os aniversariantes. Por esse motivo, no dia 25 de Dezembro, ao comemorarmos o Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, também poderíamos comemorar a Maternidade Divina de Maria, contudo, como o principal motivo da festa é o Nascimento do Menino Deus, a Igreja nunca festejou neste dia a Maternidade de Maria. Festejou, no entanto, por algum tempo e apenas na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, a Maternidade Divina de Maria na Oitava de Natal, que coincide com o primeiro dia do ano civil seguinte. Isto consta do Missal Quotidiano e Vesperal de Dom Gaspar Lefebvre de 1958, o último Missal inquestionavelmente católico em que podemos confiar. Eis o que diz:

“A liturgia deste dia celebra três festas:
A primeira é a que os antigos sacramentários designam sob o título de “Oitava do Senhor”. É realmente, na sua maior parte, uma Missa de Oitava a Missa de hoje. Bastantes passos são da Missal do Natal. 
Celebrava-se outrora na basílica de Santa Maria Maior uma segunda Missa em honra da Mãe de Deus. Resta dela um vestígio na Oração, Secreta e Postcomunhão tiradas da Missa votiva da SS. Virgem, e nos salmos de Vésperas, extraídos do Ofício de Nossa Senhora. (...)
Finalmente, a terceira festa é a da Circuncisão...” (Missal, pág. 142).

Sobre a festa na Basílica de Santa Maria Maior, que se perdeu no tempo, não se sabe muita coisa, mas a Maternidade Divina de Maria se tornou Dogma de Fé no Concílio de Éfeso, aos 11 de outubro de 431, para combater uma heresia que se propagava na Cristandade naqueles tempos, a heresia nestoriana, pela qual Nossa Senhora não poderia ser a Mãe de Deus (Theotókos), sendo apenas a mãe de Jesus Homem (Cristoko).  

Em 1931, S.S. o Papa Pio XI, recorrendo o 15º aniversário do Dogma, instituiu a festa litúrgica e a fixou no dia 11 de Outubro:

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