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quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Maria, Corredentora e Medianeira de Todas as Graças



Maria, Corredentora e
Medianeira de Todas as Graças



I — Sobre o documento blasfemo do Dicastério para a Doutrina da Fé CONCILIAR



Ontem, 4 de novembro, publicaram um documento do Dicastério para a Doutrina da Fé modernista, “Mater Populi fidelis”, que pode ser lido aqui. O subtítulo é “Nota doutrinal sobre alguns títulos marianos referidos à cooperação de Maria na obra da Salvação”. 

A intenção é aproximar-se cada vez mais dos protestantes, e a visita dos reis anglicanos noutro dia pode ter muito a ver com isso. Essa intenção está clara em alguns trechos do documento, como quando diz que chamar Nossa Senhora de Corredentora pode gerar confusão e desequilíbrio na harmonia das verdades da fé cristã”… A qual harmonia o autor deste texto blasfemo se refere, e a que “verdades”? Ler esse documento enoja e indigna quem ama a Mãe de Deus. E os comentários, mesmo entre os modernistas, são predominantemente contra esse documento, praticamente todos A chamaram de CORREDENTORA! As vozes dissonantes eram protestantes, aplaudindo, e um ou outro liberal ignorante. 

O que a Igreja de sempre já afirmou sobre esses dois títulos que um dia, certamente, se tornarão dogmas marianos? 

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Comunicado do Reverendo Padre Ernesto Cardozo para as Missões Cristo Rei



Comunicado do Reverendo Padre Ernesto Cardozo 
para as Missões Cristo Rei



Quero deixar claro que as Missões Cristo Rei não têm mais vinculação com os Franciscanos sob as ordens do Padre Francis Miller e menos ainda com Dom Rodrigo da Silva. 

Padre Ernesto Cardozo


Quem tiver alguma dúvida a respeito, fale diretamente com o Padre.



 

domingo, 19 de outubro de 2025

Papas e teólogos contra a MMA, luta livre, boxe e formas similares de duelo, com pena de excomunhão

Um texto do interesse de todos os católicos que praticam, promovem ou assistem a atividades ou esportes que podem pôr em risco a vida ou que podem, de qualquer forma, danificar o corpo próprio ou de outro, como MMA (Artes Marciais Mistas), luta livre, boxe e qualquer outro tipo de luta de chão ou de contato.

Aqui, não está a minha modesta opinião, mas a lei e o magistério da Igreja e sua exegese por teólogos de destaque. 

A título de curiosidade, a minha opinião em nada difere do pensamento da Igreja. Minha formação religiosa e intelectual sempre rechaçou esse tipo de “esportes”, pois nunca me pareceu cristão alegrar-se do sofrimento alheio. 

Vamos ao texto. 


Papas e teólogos contra a MMA, luta livre, boxe e formas similares de duelo, com pena de excomunhão

 

Eis algumas poucas e suficientes partes da doutrina católica contra o DUELO, que é a luta que leva à morte ou ao ferimento, quando não é por legítima defesa ou guerra.

Que fique claro também que, dada esta doutrina, nenhuma prática de luta marcial, por si só, pode ser imbuída do pecado de duelo, se no seu treino não há duelo algum. O boxe, por exemplo, pode ser aprendido em bonecos, sacos etc., mas nunca acertando o rosto de outro. Também não parece pecaminosa a prática de arte marcial que necessita determinado contato para aprender, como as chamadas lutas de chão, contanto que haja limites razoáveis para machucar, mantenha-se a modéstia e aconteçam entre o mesmo sexo.

Entretanto, afirmamos estas coisas por desconhecimento de moralistas autorizados que trataram deste tópico sem ignorar a Tradição.

Concílio de Trento: 
“Sessão XXV, Cap. XIX. Proíba-se o duelo com gravíssimas penas.

Que seja exterminado inteiramente do mundo cristão o detestável costume dos desafios, introduzido por artifício do demônio para conseguir, a um mesmo tempo que a morte sangrenta dos corpos, a perdição das almas.

Fiquem excomungados, pelo mesmo feito, o Imperador, os Reis, os Duques, os Príncipes, Marqueses, Condes e Senhores temporais, de qualquer nome, que concederem, em suas terras, campo para desafio entre cristãos; e tenha-se por privados da sua jurisdição e domínio daquela cidade, castelo ou lugar que obtenham da igreja, no qual ou junto ao qual sejam permitidas pelejas e cumpridos desafios. Se forem feudos, recaiam imediatamente nos Senhores diretos. Os que entrarem no desafio e os que se chamam de seus padrinhos, incorram na pena de excomunhão e da perda de todos seus bens, e na de infâmia perpétua, e devam ser castigados segundo os sagrados cânones como homicidas e se morrerem no mesmo desafio, não tenham eternamente sepultura eclesiástica 

As pessoas também, que aconselharem na causa do desafio, tanto sobre o direito como sobre o feito, ou persuadirem a alguém a isso por qualquer motivo ou razão, assim como os espectadores, fiquem excomungados e em perpétua maldição sem que se interponham quaisquer privilégios ou maus costumes, ainda que muito antigos.”[1] 

sábado, 27 de setembro de 2025

O Lobo perde o pelo, mas não o vício

Para escrever sobre este tema, usei precipuamente a IA, mas também verifiquei alguns sites judeus em inglês que tratam do tema. Contudo, como sempre digo, não sejam reféns de minhas palavras: pesquisem! Busquem a verdade (João 8,32) e sejam livres! 



O Lobo perde o pelo, mas não o vício



Este acima é um provérbio que significa que, apesar de uma pessoa poder mudar de aparência ou circunstâncias externas, o seu caráter, os seus maus hábitos e/ou os seus vícios permanecem inalterados. É o caso de Robert Francis Prevost, vulgo “Papa Leão XIV”.

Certamente, ele é bem mais apresentável do que o Mario Jorge Bergoglio, vulgo “Papa Francisco”, e bem mais simpático do que o Joseph Aloisius Ratzinger, vulgo “Papa Bento XVI”, mas, na essência, continua igual a ambos e… bem mais perigoso porque está angariando, até entre os “tradicionalistas”, simpatia e adesão, tão saudosos que estão de ter um Papa para chamar de seu, e tão cansados que estão do combate, mas tão superficiais e fúteis que se contentam com miçangas e espelhinhos, como os nativos à chegada dos europeus em suas caravelas!!!

DOUTRINA, senhores!!! Doutrina e autoridade faltam a este senhor vestido de branco.

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (S. Mateus 13, 9)! Basta ouvir o que ele diz para enxergá-lo como ele é. Quem ele é. Então, vamos ouvi-lo:




Agora, vamos desenhar para que todos compreendam o que é claro como o sol.

Prevost chamou os deicidas de “IRMÃOS”. Tem alguém que duvida disso? Reveja o vídeo, então!!! E procure o original, se duvida de nós.

O FRADE QUE NÃO SE CONFESSAVA



O FRADE QUE NÃO SE CONFESSAVA



O sacramento da confissão é a certeza da salvação. Infelizmente muitas pessoas abandonaram os confessionários porque são orgulhosas e arrogantes. Dizem que não precisam de padres, que se confessam diretamente a Deus, entre outras desculpas esfarrapadas. Outros confessam-se apenas uma vez por ano, que é o mínimo prescrito pela Igreja. A confissão precisa ser frequente. Devemos confessar os pecados graves, mas também os pecados veniais.

Havia um frade nos tempos de São Francisco que vivia uma falsa vida de santidade. E por isso fez um voto de silêncio e não queria nem sequer confessar-se. Claro, se ele se confessasse, o seu vigário saberia o quão pecador ele era, saberia que aqueles ares de santidade eram falsos e que na verdade o frade estava-se a esconder no convento. Ele não se confessava porque era orgulhoso e arrogante, não tinha humildade para reconhecer-se pecador e tentar mudar de vida. Ao invés preferia ocultar seu rosto com uma máscara de santidade e acolher os aplausos de todos.

Existem muitas pessoas assim hoje em dia, aparentam ser santas por causa de suas atitudes exteriores. São elogiadas por todos e tidas como santas, mas no fundo não são nada disso. Mas o seráfico Pai Francisco de Assis, só de olhar para o frade percebeu a farsa. Francisco tinha espírito profético e com isso conseguiu ver além das aparências do frade, conseguiu ver o que ninguém via. Enquanto todos o louvavam e elogiavam, o poverello comentou: "Deixai-vos disso, irmãos, não louveis o seu diabólico fingimento. Podeis ficar sabendo que isso é uma tentação do demônio e engano. Tenho certeza, e o facto de não querer confessar-se é uma prova". O homem de Deus tinha certeza do que estava a dizer porque o Senhor o tinha revelado.

Pobres de nós, míseros pecadores, que por pouca intimidade com Deus nos deixamos enganar por tantos falsos profetas, tantos falsos pastores que são lobos com pele de cordeiro e usam da palavra de Deus para usurpar, para extorquir o povo tão necessitado, tão sofrido e tão desenganado.

Sejamos como Francisco, astutos como as serpentes e simples como as pombas, para não nos deixarmos levar por qualquer vento de doutrina estranha e reconhecer que apenas um católico de verdade pode ser verdadeiramente santo, sustentar a sua santidade até o fim, e tê-la reconhecida por Deus e pela sua Igreja ao contrário destes charlatões que retornam ao seu vómito, duplicando os seus crimes e afastando-se cada vez mais da graça de Deus. Que assim seja, amém. Paz e bem!

terça-feira, 9 de setembro de 2025

Os neo-santos da Neo-Igreja: Carlo Acutis e Pier Giorgio Frassati


Os neo-santos da Neo-Igreja: Carlo Acutis e Pier Giorgio Frassati



O que é um Santo? Santo é alguém que se “separou” do mundo por amor a Cristo. Alguns são mártires de sangue, outros são vítimas de martírio incruento, e outros ainda morrem santamente em seus leitos e, ainda assim, são confessores da sua fé em Cristo. Há diferentes graus de santidade, mas todos são imprescindivelmente exemplares e virtuosos. Nem todos serão canonizados pela Igreja, por óbvias razões, mas todos dão testemunho de Cristo no mundo em que vivem. 

A canonização de um Santo é um longo e demorado processo[1], com quatro etapas: Servo de Deus, Venerável, Beato e Santo. 

Três requisitos são necessários para a homologação da candidatura: a fama de santidade, o exercício das virtudes cristãs — fé, esperança, caridade, prudência, justiça, fortaleza e temperança — e a ausência de obstáculos insuperáveis à canonização: heresias, escândalos, crimes... 

Para o início de uma causa de canonização, é sempre necessária a “fama de santidade” do candidato, ou a opinião comum das pessoas segundo a qual sua vida foi íntegra, rica de virtudes cristãs. Essa “fama de santidade” deve durar e pode crescer após sua morte. O candidato aos altares deve ter vivido HEROICAMENTE as virtudes cristãs, ou ter tido a disposição HABITUAL de fazer o bem com firmeza, continuidade e sem hesitação. Deve ter praticado as virtudes em um nível MUITO ALTO, acima da média. Em outros casos, o objeto de verificação diz respeito às exigências do martírio cristão ou da oferta da vida. 

sábado, 23 de agosto de 2025

O Assunto é... São Raimundo Nonato




O Assunto é... São Raimundo Nonato


Vida:

Devoções:

2. Ação de graças pelo nascimento do(a) filho(a) por intercessão de São Raimundo Nonato: https://precantur.blogspot.com/2025/08/acao-de-gracas-nascimento-filho-sao-raimundo-nonato.html.
3. Oração a São Raimundo Nonato para resolver os problemas: https://precantur.blogspot.com/2025/08/oracao-sao-raimundo-nonato-para.html. 31/08/2025
4. Novena a São Raimundo Nonato II: https://precantur.blogspot.com/2026/08/novena-sao-raimundo-nonato-ii.html. 22/08/2026
5. Oração a São Raimundo Nonato II: https://precantur.blogspot.com/2026/08/oracao-sao-raimundo-nonato.html. 31/08/2026 
6. Oração a São Raimundo Nonato por um feliz parto: https://precantur.blogspot.com/2027/08/oracao-sao-raimundo-nonato-bom-parto.html. 31/08/2027
7. Novena a São Raimundo Nonato III: https://precantur.blogspot.com/2027/08/novena-sao-raimundo-nonato-iii.html. 22/08/2027
8. Novena ao Cardeal São Raimundo Nonato da Ordem da Mercês, Advogado das mulheres grávidas: https://precantur.blogspot.com/2028/08/novena-ao-cardeal-sao-raimundo-nonato.html. 22/08/2028



Sempre que possível, fazei a caridade de rezar por este nosso apostolado católico. Agradecemos com nossas orações recíprocas.

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Santa Filomena, a Princesa do Céu



Santa Filomena


Festa 11 de agosto  

Santa Filomena foi canonizada em 30 de janeiro de 1837 pelo Papa Gregório XVI. Seus restos mortais foram encontrados em 1802, nas Catacumbas de Santa Priscila, em Roma, cobertos por três telhas de terracota, nas quais havia sido escrito: “Pax tecum Filomena” (a paz esteja contigo, Filomena). Eram devotos dela o próprio Papa Gregório XVI e os Papas Pio IX, Leão XIII e São Pio X, e santos entre os quais São João Batista Maria Vianney (que atribuiu à Santa uma milagrosa cura que recebeu) e São Damião de Malocai. Apesar disso, seu nome e sua memória nunca foram registrados no Martirológio.  

Sua única biografia foi escrita por Soror Maria Luísa de Jesus, célebre mística e asceta que vivia no Retiro dell’Olivella, em Nápoles. A pedido de seu confessor, sob pedido, por sua vez, de Dom Francesco de Lucia, foi encarregada de pesquisar notícias sobre a vida e martírio da Santa. E, no dia 3 de agosto de 1833, enquanto rezava em sua cela, diante de uma imagem da Santa, a própria Filomena lhe apareceu narrando a história de seu martírio.  

A Santa havia sido a filha de um príncipe da Grécia que, junto com a esposa, havia se convertido ao Cristianismo. Havia nascido a 10 de janeiro, e aos 11 anos de idade havia consagrado ao Senhor a sua virgindade. O imperador Diocleciano, então, declarou guerra ao pai de Filomena, o qual foi até Roma, com a família, para tratar da paz. O imperador se apaixonou pela menina, que tinha cerca de 13 anos, mas, diante de sua rejeição, a submeteu a uma série de torturas. Filomena foi flagelada, mas dois anjos a curaram. Depois foi amarrada a uma âncora e jogada no rio Tibre, mas foi novamente salva. Foi, então, atacada com flechas, mas os dardos foram desviados mesmo depois de terem sido abrasados. Por fim, foi decapitada no dia 10 de agosto.  

A piedosa revelação a Soror Maria Luísa foi aprovada pelo Santo Ofício aos 21 de dezembro de 1833, indicando que não havia nada neles que contrariasse os elementos da fé.  

O culto logo de propagou por toda a Itália e também a França, e a Igreja de Nossa Senhora das Graças se tornou um Santuário a Santa Filomena. A estátua, que havia sido doada pelo Cardeal Luigi Ruffo Scilla, arcebispo de Nápoles, transpirou maná por três dias consecutivos durante os festejos de 1823. Em 1827, através da mediação de Monsenhor Ludovici, o Papa Leão XII doou ao Santuário as pedras tumbais do sepulcro, que o Papa Pio VII havia feito transferir no Lapidário Vaticano. Em 1836, a cidade de Mugnano foi preservada da epidemia de cólera, e isso foi atribuído a Santa Filomena. No dia 30 de janeiro de 1837, graças aos milagres alcançados por Paolina Jaricot (fundadora da Obra da Propagação da Fé e do Rosário vivente) e Giovanna Pascutti de Veneza, o Papa Gregório XVI concedeu o culto público à Santa no dia 11 de agosto, o Ofício Divino para os Sacerdotes da Diocese de Nola e a Missa do Comum de uma virgem e mártir para os demais Sacerdotes. O beato Papa Pio IX concedeu a Missa e o Ofício próprio em 11 de janeiro de 1855. Durante seu exílio em Gaeta, Pio IX foi até Mugnano, no dia 7 de novembro de 1849, onde declarou Santa Filomena a “Segunda Patrona do Reino das Duas Sicílias”. A festa do Patrocínio de Santa Filomena, que se festeja no primeiro domingo depois do dia 10 de janeiro, foi instituída pelo Papa Leão XIII, no dia 8 de setembro de 1886. Grande devoto da Santa foi São Pio X, que escreveu o Breve Apostólico “Pias Fidelium Societates”, em favor da Santa, quando começou a questão filomeniana; e, ainda, elevou a Piedosa Arquiconfraria de Santa Filomena a Arquiconfraria Universal, no dia 21 de maio de 1912. Pregadores e missionários espalharam o culto pela Europa, Estados Unidos, Canadá, China, Índia, América do Sul e Oceania. Inúmeras congregações, arquiconfrarias e movimentos católicos surgiram em seu nome. Poemas e hinos sagrados foram compostos para disseminar ainda mais o culto. 




A “Questão Filomeniana”.  

A “Questão Filomeniana” surgiu com a celebração do primeiro centenário de Santa Filomena, em 1902, quando o arqueólogo Orazio Marucchi formulou a hipótese da “teoria da reutilização do epitáfio de Santa Filomena”, baseando-se exclusivamente em cópias das lápides. A teoria de Marucchi supunha que o corpo encontrado não era de Santa Filomena porque os tijolos encontrados haviam sido reutilizados, e que o frasco encontrado não continha sangue. Contudo, sua teoria foi imediatamente contestada pelo arqueólogo Giuseppe Bonavenia, que estudou os tijolos encontrados nas Catacumbas de Priscila durante sua visita ao Santuário em 27 de abril de 1905 e concluiu que esses tijolos nunca haviam sido reutilizados; além disso, confirmou que a ampola continha sangue. A teoria de Bonavenia foi apoiada pelo arqueólogo jesuíta Padre Antonio Ferrua, que em 1963 rejeitou completamente a hipótese de Marucchi, declarando que os tijolos haviam sido dispostos na ordem errada apenas porque os coveiros provavelmente não sabiam ler. Monsenhor Giovanni Braschi, Reitor do Santuário de Santa Filomena, promoveu novos estudos sobre os tijolos e o que restou da ampola no início dos anos 2000. Testes realizados em 2003 pela Universidade de Milão-Bicocca e pelo Opifício das Pedras Duras, em Florença, liderados pelo professor Carlo Lalli, descartaram a reutilização dos tijolos, em parte devido à presença do mesmo tipo de argamassa. E a ampola continha material orgânico, provavelmente restos de hemoglobina. Entre os “mal-entendidos” que a Igreja modernista originou se diz que o culto à Santa foi suprimido, mas isso não é verdade. Em 14 de fevereiro de 1961, a Sagrada Congregação dos Ritos decretou: “Festum autem S. Philumenae V. et M. quolibet calendario expungatur”, ou seja, “o dia da festa de Santa Filomena seja eliminado de qualquer calendário”. Contudo em abril de 1961, o então bispo de Nola, Adolfo Binni formou uma comissão para consultar o Vaticano a respeito da linha de conduta e a resposta foi: “continuai como antes”. Em 1964, foi pedido um novo esclarecimento, por parte do então reitor do Santuário de Santa Filomena, Luigi Esposito, e a Congregação dos Ritos respondeu: “foi tirado o culto litúrgico, permaneceu inalterado o culto popular. A Santa pode ser venerada e pode ser honrada com a festa externa e a Missa do Comum de uma virgem e mártir”.  

Para a Igreja Católica, a festa continua inalterada, nos lugares de culto anteriormente autorizados, no dia 11 de agosto. Missa “Loquébar” (Primeira Missa para uma Virgem Mártir: Leitura: Eclesiástico 51, 1-8 et 12; Evangelho: S. Mateus 25, 1-13), paramentos vermelhos. 

Tradução e texto: Giulia d'Amore. 

Fontes:
https://www.santiebeati.it/dettaglio/65825
https://it.wikipedia.org/wiki/Filomena_di_Roma (com rica bibliografia). 


    

sábado, 19 de julho de 2025

UM HERÓI DA FÉ E UM ASNO MAÇOM



UM HERÓI DA FÉ E UM ASNO MAÇOM


Carlo Di Pietro — Sursum Corda


Em 7 de fevereiro de 1878, falecia o Papa Pio IX, coluna da Igreja e da Humanidade, definido pelo maçom Giuseppe Garibaldi: “um metro cúbico de esterco”. Entre as outras externalizações “democráticas” atribuídas ao herói do Ressurgimento (herói do paganismo — e dos “católicos modernos”) contra o Sumo Pontífice, recordemos: “Se surgisse uma sociedade do demônio que combatesse déspotas e padres, me alistaria em suas fileiras”; E ainda: “(Pio IX) é o mais nocivo entre as criaturas, porque ele, mais do que qualquer outro, é um obstáculo ao progresso humano, à irmandade entre os homens e povos”. O maçom Garibaldi chamou ao seu asno de “Pionono” [alusão a Pio IX], e foi um dos mais cruéis e violentos disseminadores das seguintes heresias: 1. A laicidade (anatematizada na “Quas primas” e alhures); 2. A separação Igreja-Estado (anatematizada na “Mirari Vos” e alhures); 3. A miasmática teoria que rejeita o poder temporal do Pontífice Romano (anatematizada na “Unam Sanctam” e alhures); 4. A chamada liberdade de consciência (anatematizada na “Quanta cura” e alhures). E numerosas outras heresias e erros contra a lei eterna, a lei natural, o direito divino positivo, a autoridade da Igreja, e, portanto, contra a ordem social. Já o Papa Pio IX, ao contrário, nos deixa “metros cúbicos” de documentos infalíveis de Magistério onde se condena (a perpétua memória e sem a possibilidade de apelo) todo o pensamento do maçom Garibaldi e de seus sequazes, conscientes ou não conscientes, vivos ou mortos. 

Da “Quanta cura” de S.S. Pio IX: “Visto que, nos lugares onde a religião foi removida da sociedade civil ou nos quais a doutrina e a autoridade da Revelação divina foram repudiadas, também o próprio autêntico conceito da justiça e do direito humano se cobre de trevas e se perde, e, no lugar da verdadeira justiça e do legítimo direito, se substitui a força material; então, torna-se claro por que alguns, desprezando completamente e tendo por nada os princípios certíssimos da sã razão, ousam proclamar que ‘a vontade do povo, manifestada através da opinião pública (como dizem eles) ou de alguma outra forma, constitui uma lei soberana, liberta de qualquer direito divino e humano; e, na ordem política, os fatos consumados, pelo próprio fato de se terem consumados, têm força de lei’. Mas quem não vê e não sente plenamente que uma sociedade de homens liberta dos vínculos da religião e da verdadeira justiça não pode ter outro propósito senão o objetivo de adquirir e acumular riquezas, e não pode seguir, em suas operações, outra lei senão uma indomável ganância de servir aos seus próprios prazeres e confortos?”.  


Tradução: Giulia d'Amore para o Pale Ideas. Livre distribuição. 
Fontes:  


Encíclicas: 
- “Unam Sanctam”, Papa Bonifácio VIII, 1302, PDF: https://pt.scribd.com/document/74276670/Bula-Unam-Sanctam
 
       

quinta-feira, 5 de junho de 2025

As estrelas do escudo carmelita e a “tariqa” imaginária

As estrelas do escudo carmelita e a “tariqa” imaginária


 



Por causa de rumores sobre o significado e origem das três estrelas do escudo carmelita e, no mesmo balaio, pelas injurias à memória de Santa Teresa de Ávila, resolvi fazer uma pesquisa a respeito, e a verdade é sempre simples e bela

Os rumores vêm sempre de desocupados que dissipam o tempo na internet ao invés de cumprir os deveres de estado e de devoção. A última novidade é que as estrelas do escudo carmelita seriam “estrelas de Davi” e que, portanto, são sionistas/maçônicas, assim como a Ordem do Carmelo. Este rumor vem de um “maçom” que “esclareceu” alguns católicos… Outro rumor diz: “Eu não tenho nada contra Nossa Senhora do Carmo, nem os carmelitas normais, mas venerar Teresa de Ávila é suicídio espiritual, ela segue toda a mística das Tariqas da Babilônia, e ainda por cima foi no século XVI, século que começou a infiltração na Igreja por meio da renascença.” (Em 18/05/2025.)  

Sic! Este último rumor vem lá das bandas dos asseclas do “professor” Sapucaia e do “padre” Guidoni… 

Como ambos tratam da Ordem do Carmelo, vou juntar em um artigo só.

Bom, a ORIGEM dos rumores já entrega a verdade: SÃO FALSOS. Um vem de um maçom, outro de um desocupado. O que causa espanto é que se dê ouvidos a um e a outro. Onde foi parar o bom senso? Mas vamos lá!


1. Sobre as estrelas do escudo carmelita. 

Aqui, o assunto é breve. De fato, são as chamadas “estrelas de Davi”, as quais, junto com a Cruz de Jerusalém que as encima, relembram as ORIGENS da Ordem na Terra Santa, como todos sabem. O sionismo nem sequer existia quando o escudo foi criado, em 1499, quando, segundo os mais abalizados historiadores, apareceu pela primeira vez na capa de um livro sobre a vida de Santo Alberto, carmelita. 



Santa Teresa de Ávila recebe o véu e o colar da Virgem e de São José
Cristóbal de Villalpando


2. Sobre as injúrias a Santa Teresa de Ávila.

Bom, venerar Santa Teresa é próprio de todo bom católico, uma vez que foi canonizada pela Igreja: beatificada em 24 de abril de 1614, em Roma, por S.S. o Papa Paulo V, e canonizada em 12 de março de 1622, em Roma, por S.S. o Papa Gregório XV. E quem são eles? Acaso foram Antipapas? Não são reconhecidos como Papas da Igreja? 

Paulo V (1605-1621), o incontestável 233º Papa da Igreja Católica, beatificou ou canonizou diversos “santaços”, que todos veneramos e amamos. Canonizou São Carlos Borromeu e Santa Francisca Romana; e beatificou Santo Inácio de Loyola, São Filipe Néri, Santa Teresa de Ávila, São Luís de Gonzaga e São Francisco Xavier. Acaso se pode escolher quais beatificações/canonizações valem e quais não? Acaso, a Igreja erra?! A par disso, Paulo V concluiu a construção da Basílica de São Pedro, ampliou o Palácio Vaticano, reformou Santa Maria Maggiore (onde está sepultado), melhorou a Biblioteca do Vaticano, para preservar documentos papais, fundou os Arquivos Privados do Vaticano. Ainda promoveu a reforma eclesiástica e defendeu a jurisdição eclesiástica contra os governos seculares de vários Estados, particularmente o Reino de Nápoles e o da Inglaterra, a República de Veneza. Incentivou e promoveu o pintor Guido Reni, uma proeminência do Barroco italiano. Voltaremos a este assunto sobre Arte

Gregório XV (1621-1623), seu sucessor, é conhecido por várias ações, incluindo a criação da Sagrada Congregação de Propaganda Fide para a propagação da Fé, a regulamentação das eleições papais (bula “Aeterni Patris Filius”) e a canonização de vários santos: Santa Teresa de Ávila, São Francisco Xavier, Santo Inácio de Loyola, São Filipe Néri e Santo Isidoro, o Lavrador. Ele beatificou nosso Padroeiro São Pedro de Alcântara, além de Santo Alberto Magno e o Beato Ambrósio de Sena. De novo, “acertou” com uns e “errou” com outros??? No campo da Arte, levou o célebre Guercino para Roma, um marco no desenvolvimento do estilo Barroco Alto

Como se sabe, o Barroco é o estilo artístico que floresceu entre o final do século XVI e meados do século XVIII, inicialmente na Itália, difundindo-se em seguida pelos países católicos da Europa e da América, antes de atingir, em uma forma modificada, as áreas protestantes e alguns pontos do Oriente. Considerado o estilo correspondente ao Absolutismo e à Contrarreforma, distingue-se pelo esplendor exuberante. Já o Renascimento (ou Renascença), é anterior ao Barroco, um período entre meados do século XIV e o fim do século XVI. É bom lembrar disso. 

Quanto à “tariqa” babilônica. A Babilônia, uma antiga cidade e reino da Mesopotâmia, não tinha um conceito de “tariqas” como no Sufismo islâmico, que, mais apropriadamente, usa o termo. Se o energúmeno em questão usa a expressão “tariqa” para falar de um caminho espiritual, o faz por conta própria e sem fundamento algum. A principal diferença entre as duas tradições reside na sua organização e estrutura. As "tariqas" são grupos religiosos organizados, enquanto o sistema religioso babilônico era mais descentralizado e variado, com diferentes templos e práticas em diferentes cidades. Embora não houvesse uma estrutura formal como as "tariqas" do Sufismo, a religião babilónica oferecia aos indivíduos um "caminho" para a compreensão e relação com o divino. Este "caminho" envolvia a observância de rituais, o estudo de textos sagrados (como os poemas de Gilgamesh e a epopeia de Atrahasis), a comunicação com os deuses através de orações e a busca por uma compreensão do cosmos. Unir esta ideia com a práxis e a vida de Santa Teresa é um malabarismo mental que só um mentecapto pode fazer. 

Abro um parêntese para fazer um diagnóstico a respeito do motivo dessa animosidade contra SANTA Teresa de Ávila — e não é a suposta tradução de um livro por parte de certo “professor” que mal sabe o português — e me vem claro à mente, por causa de outros comentários infelizes da criatura, que se trata de aversão ao título de “Doutora da Igreja” que os modernistas lhe deram, como se isso fosse culpa da Santa… E isso me lembra outros tolos que não festejam São José Operário porque os petistas utilizam a festa para seus propósitosSic!!! O número dos imbecis é realmente infinito (Liber Ecclesiastes 1,15)!!! 

Levando em consideração todas essas informações, vamos reler a afirmação do ilustre desconhecido em busca de atenção? 
Eu não tenho nada contra Nossa Senhora do Carmo, nem os carmelitas normais, mas venerar Teresa de Ávila é suicídio espiritual, ela segue toda a mística das Tariqas da Babilônia, e ainda por cima foi no século XVI, século que começou a infiltração na Igreja por meio da renascença”. 
Não é hilário? É. Mas também é preocupante, porque esse tipo de “teólogo de botequim espalha seus venenos na internet e, INFELIZMENTE, encontra ouvidos e olhos acolhedores dessas obscenidades e até heresias. O pior é que, por causa desses tipos, toda a Tradição, e, especialmente, o Sedevacantismo é embrulhado no mesmo pacote… Servimos de chacota ao mundo por causa deles. Em si, isso seria até uma glória — o mundo zombar de nós — mas, neste caso, temo que não seja nenhum mérito. 

Lembremo-nos, ainda, que a injúria é pecado grave. Não sigamos gente que calunia e injúria gratuitamente, que usa palavras de baixo calão, que provoca discórdia e caos por onde passa! 

Cuidado, cristão!!! A curiosidade não é uma virtude. Procure ter um diretor espiritual e procure OBEDECER-LHE; peça a ele que indique as leituras necessárias e saudáveis. Nem tudo que é lícito é bom para a nossa alma, que custou o Sangue de um Deus bom. 


Abaixo, alguma “literatura”:

1. Está na internet, é de livre divulgação;
2. Reparem no número de visualizações;
3. Codinomes diferentes, o mesmo personagem. Alguns dizem que seria o próprio "professor". Pode até ser, mas não faz diferença. O que importa é PARAR de seguir os idiotas que pululam na internet, pelo bem da própria alma!!! 






O “líder”…



Fontes de pesquisa:

 

domingo, 25 de maio de 2025

As redes sociais e os sete pecados capitais


As redes sociais e os sete pecados capitais



Há tempo este artigo vem rondando a minha mente. O fenômeno das redes sociais se tornou um objeto de meditação para mim diante de diversos problemas que podemos facilmente perceber. E é um ambiente que está se tornando cada vez pior, desde o Orkut até chegarmos ao Instagram.

Obviamente, há coisas que não são um mal em si mesmas, mas se tornam um mal pela má utilização que se faz delas, como a internet, que pode ser boa se servir a bons propósitos, mas pode ser má se a alma afunda no pecado através dela. Já há outras coisas que me fazem questionar se elas não são um mal em si mesmas, como as REDES SOCIAIS.

Estar em uma rede social heterogênea como o Instagram, que tem gregos e troianos, expõe a alma a perigos reais, mesmo com todas as melhores das intenções, mesmo pretendendo focar apenas em determinados temas, louváveis e lícitos. Perdi a conta de quantas vezes eu bloqueei determinado assunto que teimava em aparecer em minha tela!!! O tal do algoritmo prega peças que não são mera coincidência. Tudo ali é calculado para alcançar um determinado objetivo.

Enfim, vamos analisar o Instagram, que escolhi porque é a única rede social da qual participo atualmente, e meu pretexto é o de manter contato com familiares e amigos espalhados pelo mundo, e, em determinados períodos, para fins comerciais, tendo em vista as duas editoras que coordeno. Pelo pouco que conheço das outras redes sociais, me parece que não há muita diferença, moralmente falando.

Por que a comparação com os sete pecados capitais? Porque é assim que a ideia nasceu e foi crescendo em minha mente, diante de determinadas situações que vi. Eventualmente, entrarão em discussão outros pecados que, embora não listados entre os sete, fazem parte da cadeia que os liga.

Quais são os sete pecados capitais? Começamos por aqui, porque nem todo católico — SIC! — sabe disto. Os pecados capitais são estes: soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça. Puxando pela memória, já podem perceber que eles, e muitos outros, estão todos no Instagram.

 
SOBERBA
 
A internet — e a chamo em causa porque tudo começou com ela — é o reino dos imbecis, que deixaram a vergonha de lado e se acham no direito de ensinar os demais. No Youtube mais do que no Instagram, pululam as contas de “gurus da sabedoria”, “teólogos” autodidatas, opinadores profissionais (os opinólogos!), todos “influencers”…

Mas é no Instagram que se popularizam por causa da infinitude dos imbecis — “Stultorum infinitus est numerus” (Eclesiastes 1,15) — que os seguem e compartilham essas desgraças ambulantes. E o traço principal desses gurus é a SOBERBA, que explode quando são questionados com um mínimo de verdade e de fontes católicas. Começa que o verdadeiramente humilde nem teria uma conta pública na internet, a não ser por ordem do diretor espiritual que julgue necessária a sua presença e o seu trabalho on-line. E este é outro ponto comum que se percebe neles: não costumam ter um diretor espiritual porque a soberba o impede, se acham autossuficientes, ungidos, predestinados. E, quando existe um diretor, ou não o obedecem ou este é uma lástima, um arremedo de padre, que mal frequentou dois anos de seminário.

Além do “influencer” ser soberbo, a soberba é vendida e estimulada como uma virtude dos fortes, dos espertos, dos sábios… chegando a distorcer o pensamento de Doutores e Padres da Igreja, e filósofos em geral, para encaixá-los na “nova verdade” que eles apregoam. E isso falando só dos ambientes supostamente católicos, porque o Instagram é “democrático”, e somos obrigados a suportar os imbecis de outras religiões e culturas que também se acham no direito de ensinar.

 
AVAREZA
 
Avareza é o apego excessivo aos bens materiais, o que pode levar a um desvio da própria espiritualidade, que deve ser centrada no amor e na caridade para com o próximo. O avaro não é aquele que não gasta dinheiro, mas o que ama o dinheiro e não se importa minimamente com o próximo. Nas redes sociais pode se manifestar de diversos modos, como o apego excessivo a bens materiais e, principalmente, à ostentação de uma vida que por vezes não é real ou não é honesta. Sim, ostentar riqueza despudoradamente entra na esfera do pecado da avareza pelo apego desmedido aos bens materiais, e se veem mansões gigantescas com portas monumentais, e todo tipo de luxo — muitos meramente virtuais — que, ainda por cima, alimentam a inveja das almas fracas e afastadas de Deus. Nessa busca desenfreada pelo sucesso ostentável, os “influencers” chegam a comprar seguidores para aparentar sucesso, instigando os incautos a segui-los como um rebanho de descerebrados porque... os números, a quantidade fascinam.

 
LUXÚRIA
 
Sobre este tema, eu falaria anos, pois é o que mais aparece nas mídias sociais: nudez ou roupas e poses indecentes, música imorais, “testemunhos” escandalosos (inclusive de supostos convertidos)… a lista é longa. Você acaba de assistir a um vídeo de uma criança cantando o Regina Caeli, que agrada aos olhos e aos ouvidos, e logo a seguir vem uma mulher seminua, rebolando e desafinando frases indecentes, mesmo você tendo bloqueado esse tipo de tema inúmeras vezes. Você segue “tags” religiosas ou culturalmente elevadas, e, mesmo assim, o algoritmo joga na tela indecências e imoralidades.

A modéstia dos olhos é uma virtude que devemos praticar constantemente. Com que olhos iríamos depois admirar a beleza pura de Nossa Senhora no Céu?… Quantos anos seriam necessários no Purgatório para limpar a vista dessas visões?! Não tem como “desver” essas cenas torpes!!! E, vendo a quantidade de padres, religiosos(as) e seminaristas que estão no Instagram — a querida Irmã Cristiana ficou abismada com o simples fato de estas pessoas terem tempo para isso, diante da quantidade enorme de deveres próprios do estado religioso e sacerdotal!!! — eu me pergunto como guardam a modéstia dos olhos, a pureza e a castidade?!

E, para mais facilmente veicular essas indecências, chamam a isso de “arte”, e, por causa disso, nos proíbem de criticar nos rotulando de anacrônicos, medievais, “haters”… E essa arte não envolve apenas homens e mulheres comuns, o ultraje alcança as raias dos abismos infernais porque até os Santos da Igreja Católica, principalmente Nossa Senhora e Jesus Cristo, a pureza infinita, são o alvo preferido deles. Não são poucos os exemplos disto.

Quero, aqui, me deter sobre algo que preocupa por causa do mau exemplo, do pecado de escândalo. As pessoas tendem a crer que a internet é terra de ninguém, e fazem coisas escandalosíssimas sem se preocupar com quem possa estar vendo. Por outro lado, há pessoas que, ao invés de cortar logo a ocasião de pecado, por curiosidade ou tara, insistem em ver o que não deveriam. E não apenas assistem, mas curtem, comentam e compartilham achando que ninguém mais está vendo. A parte o fato de que, acima de nós, tem Deus Onisciente e Onipresente, a internet não é tão secreta assim, sobretudo as redes sociais. No Instagram, em particular, o algoritmo compartilha o que fazemos: surprise!! Se não sabia, fique sabendo que toda vez que você “curte” uma indecência, seus contatos podem ficar sabendo. E não adianta dizer que “dona Giulia” é curiosa e veio ver meu perfil — como certas senhoras costumavam dizer no Facebook — porque não é assim que as redes sociais funcionam. Por mais que a vida alheia não me interesse, sou obrigada a ver ou perceber essas coisas. E, até aí, tudo bem, porque não são coisas que vão mudar minha vida, porque minha Fé é mais sólida do que isso, mas elas podem mudar a vida de pessoas mais sensíveis, que podem se afastar da Igreja, da Fé verdadeira por causa de um escândalo. Resta o fato de que é chocante perceber que entre os que me rodeiam há pessoas que “curtem” conteúdos imorais vergonhosos, às vezes contra a natureza, e que não tem o menor pudor de fazê-lo.

E, neste ponto, eu abro um parêntese para falar sobre RESPEITOS HUMANOS. Quantos viram aquilo e se calaram? Por vergonha de parecer “radical”, medo de perder amizade, ou simplesmente por comodismo… Mas é o próprio Senhor quem nos alerta: “Nada há de oculto que não venha a ser revelado” (São Lucas 8, 17). A fé exige vigilância constante. Nosso Senhor disse: “O reino dos céus é arrebatado à força, e só os violentos o conquistam” (São Mateus 11, 12). É preciso fazer violência a si mesmo, vigiar os sentidos, mortificar os olhos, as vontades e os desejos. Sobretudo aqueles que têm tendências mais acentuadas aos pecados contra a castidade — seja por fraqueza, por histórico pessoal, por ocasião... — devem redobrar a atenção, recorrer à penitência, e suplicar incessantemente a intercessão dos Santos, especialmente de São Luís Gonzaga, padroeiro da juventude, modelo de pureza e de renúncia ao mundo. E nem creiam que somente os homens fazem isso! Há também mulheres — muitas, inclusive — “curtindo” e consumindo conteúdo desse teor, igualmente provocativo e contrário à moral, seja com homens, seja com outras mulheres. O pecado não tem preferência de gênero.  

Mas a virtude também não. A graça está ao alcance de todos os que lutam, caem e se levantam com sinceridade, desejando de fato o Céu.

Por outro lado, ainda no tema da luxúria, as redes sociais “normalizam”, em nome da liberdade de consciência, situações, atitudes e comportamentos que até ontem eram pecado e censurados pela sociedade. Continuam pecado, pessoal! Quem foi que aboliu os Dez Mandamentos? Não me avisaram!!! Praticamente todos os tabus foram destruídos. Ver namorados que vivem juntos já não escandaliza ninguém… Amantes que mantêm perfil nas redes sociais reivindicando um espaço na sociedade porque são “seres humanos como todo mundo”, têm seus direitos… Prostitutas e gigolôs — mudam o nome, mas a essência é a mesma — que estampam a cara sem o menor pudor, e falam da “maravilha” que é a vida deles e de como o dinheiro ganho tão porcamente lhes proporciona uma estilo de vida invejável. Fetiches e bizarrices sexuais expostas para qualquer um ver. Incestos dos quais se têm orgulho. E até mesmo uma velada pedofilia…

 
IRA
 
Bom, o ódio sempre existiu, e isso ninguém pode negar, mas a internet, e as redes sociais em particular, fomentam e amplificam um ódio visceral e profundo nos usuários. Seja qual for o tema proposto, os “opinólogos” que discordam despejam impropérios e desejam o pior, mesmo que seja uma criança. A rede social é um experimento social; nele, somos tratados como ratinhos de laboratório, e inflamar sensações e sentimentos faz parte disso. Daí que vemos que esse tipo de “sociedade” estimula os vícios e não as virtudes. Eu ouço dizer que estão no Instagram por este ou aquele motivo lícito em si — como eu também declarei acima — mas como negar que a simples presença nos expõe ao que há de mais degradante e evoca em nós o que há de pior?!

 
GULA
 
Gula e consumismo andam de mãos dadas. E, para isso, o Instagram é um prato cheio; desculpem o trocadilho! Como a principal atração é o visual — fotos e vídeos — mesmo sem ter demostrado interesse no assunto, rolam tela abaixo as mais incríveis delícias com que possam se entreter os olhos! Mesmo na Quaresma… Tanto a gula quanto o consumismo são movidos pelas entranhas que nunca se saciam. Muitos descontam na comida, ou nas compras descontroladas, as insatisfações, os vazios, as frustrações… É um poço sem fim.

 
INVEJA
 
Aqui, o Instagram faz, talvez, o seu “melhor” trabalho. Às vezes por querer, às vezes inocentemente, as pessoas se expõe e ostentam uma vida que, para a maioria, é inalcançável. Naturalmente — podemos usar este termo aqui?… — quem olha essas coisas todas às quais nunca terá acesso — tendo ou não formação moral católica — sente germinar em si um sentimento de INVEJA. E a inveja não é simplesmente desejar o que é do outro, mas, precipuamente, desejar que o outro perca o objeto de desejo e até morra para não mais o usufruir. O invejoso não acha “justo” que alguém possa ter algo que ele não tenha, não possa ter ou não mereça. 
Uma das filhas mais famosas da inveja é a fofocaEla calunia, difama, fomenta intrigas, promove discórdia e desarmonia. tem um poder de devastação tão grande que pode fazer romper, de modo irreversível, laços afetivos entre familiares e amigos. Eis o demônio plenamente satisfeito e realizado. Nas redes sociais, não são poucas as pessoas que buscam ser alvo de inveja, caindo no pecado da vaidade, ligado à soberba. 
 
PREGUIÇA
 
Bom, não é que apareçam no Instagram mensagem dizendo: seja preguiçoso! Nele, muito é subliminar, velado, insinuado. O tempo que se perde nessa atividade idiota de rolar a tela infinitamente e sem propósito, o trabalho que se deixa de fazer para ficar à toa, acabam adoecendo o usuário e tornando-o preguiçoso para com seus deveres de estado. Não são poucos os pais e mães que negligenciam os filhos por causa do celular. Eu mesma já presenciei esse tipo de coisa. Certa vez, em uma viagem, fomos jantar em um shopping, que era o único lugar aberto que achamos; e lá, na praça de alimentação, eu vi uma mãe com sua filhinha, de talvez 6 ou 7 anos; a mãe no celular, curvada e absorta, ignorava as queixas da menina: estou com frio, estou com fome… deu pena da menina. E sabe-se lá a quantas negligência está exposta!!! Alguém me disse que nas escolas, mesmo nas escolas particulares, muitas crianças vão sem desjejum ou almoço, sem banho, com piolhos e doenças de pele… Não são crianças pobres da periferia!!! São os filhos da invejada classe média. E se multiplicam, no Instagram, os vídeos de cenas de negligência dos pais por causa do celular. Alguns casos até graves, em que a criança se machuca ou morre. São os novos tempos?
 

CONCLUSÃO

As redes sociais causam escândalo, isso é um fato. E aí de quem for o escandaloso! Mas aí também de quem assiste corriqueiramente aos escândalos! Como se pode pretender ter uma vida de santidade se se vive imerso no meio dos escândalos?!

As redes sociais são, de certa forma, um lugar secreto, uma vez que existem apenas dentro de nosso celular particular, ao qual ninguém mais tem acesso sem a nossa permissão. E, por causa disso, desse “segredo” que se julga insondável, muitos abusam do LIVRE ARBÍTRIO. Só que devemos nos lembrar que Deus é ONISCIENTE e sonda o nosso coração. Podem esconder dos outros o interesse lascivo e espúrio que alimentam no segredo de seus celulares e de suas almas, mas Deus tudo vê.

O resumo da ópera é que me parece que as redes sociais não são um ambiente adequado e salutar para os católicos, e muito menos para as crianças, que também estão expostas a tudo isso. Como exercitar e guardar as virtudes se, nesses locais virtuais, somos bombardeados por todo tipo de vício e pecado?

Em nenhuma rede social há a possibilidade, hoje, de criar um NICHO CATÓLICO, como talvez fosse na época do Orkut, a fim de participar da nova sociedade sem se misturar aos mundanos. Ademais, essa possibilidade de haver um nicho “salvífico” me traz à mente a imagem de um bordel em que haja um quarto só para os puros… Conseguem compreender a incongruência disso?! Continua um bordel!!!

   

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