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quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Do batismo de desejo. O Magistério inerrável da Igreja


Do batismo de desejo. 

O Magistério inerrável da Igreja



Acerca do tema do Batismo de desejo ou de fogo, que almas despreparadas (ou heréticas mesmo!) ficam ressuscitando de tempos em tempos, vamos ouvir o Magistério da Igreja. 


Catecismo de São Pio X 


O Catecismo de São Pio X fala claramente sobre isso, na questão 280:
Se o Batismo é necessário para todos, alguém pode se salvar sem o Batismo? 
Sem o Batismo ninguém pode se salvar; no entanto, quando não se possa receber o Batismo de água, basta o Batismo de sangue, isto é, o martírio sofrido por Jesus Cristo, ou o BATISMO DE DESEJO, que é o amor da caridade, desejoso dos meios de salvação instituídos por Deus.

Esta HERESIA de que a Igreja não reconhece o batismo de desejo vem sendo insistentemente propagada pela dupla de irmãos Michael e Peter Dimond, do Mosteiro da Sagrada Família de Fillmore, NY, EUA, com informações falsas ou distorcidas. Neste caso, afirmam três idiotices: 

I. Que o Catecismo da Doutrina Crista de São Pio X, de 1912, não é de São Pio X, mas atribuído a ele. 

II. Que o erro dos que creem no Batismo de Desejo estaria na questão 568 desse catecismo, sendo que esse catecismo só tem 433 questões… 

III, Que a verdade verdadeira estaria na suposta questão 567 do mesmo catecismo que eles dizem ser herético, ou seja, são eles que decidem o que vale e o que não vale no Catecismo de São Pio! 

Bom eles se baseiam no Catecismo de São Pio X de 1905, que, na verdade, foi censurado pelo próprio Papa, o qual, então, escreveu o de 1912. Que é válido.  

Pode se discutir acerca da validade ou não para tooooda a Cristandade, tendo em vista que foi dirigido à diocese e à província eclesiástica de Roma (não à Itália como um todo, como afirmam erroneamente os irmãos Dimonds…), mas, em tempos de crise da Igreja, uma verdadeira batalha espiritual, e não tendo outro catecismo posterior para toda a Cristandade, não é de se negar que, por sua utilidade, serve para toda a Igreja. Outra opção seria reportar-se ao Catecismo Bellarmino ou de Trento. Mas eu questiono aos teólogos de botequim: No que discordam os dois catecismos? Me provem! 

Ainda sobre a dupla de irmãos heréticos, registro que o que lhes falta, além do catecismo básico, é interpretação de texto. Vejamos o que dizem: 

“O Catecismo ATRIBUÍDO ao Papa São Pio X repete para nós o mesmo ensinamento de fide da Igreja Católica sobre a NECESSIDADE ABSOLUTA do batismo de água para a salvação. 
Catecismo do Papa São Pio X, Os Sacramentos, ‘Baptismo’, Q. 567: ‘O Batismo é necessário para a salvação? O Batismo é absolutamente necessário à salvação, porque o Senhor disse expressamente: ‘Quem não renascer na água e no Espírito Santo, não poderá entrar no reino dos céus’.’ (Grifos nossos.)
 
Vejam bem, o catecismo não diz que a ÁGUA é necessidade absoluta para a salvação, mas que o BATISMO é necessidade absoluta para a salvação. O texto não precisa de uma interpretação iluminada, é claro e objetivo.

Essa questão 567 citada por eles, e que menciona as palavras de Nosso Senhor sobre renascer na água, sequer tem uma correspondência no Catecismo de 1912. As duas questões anteriores (278279) tratam da necessidade do batismo e da penitência para a salvação e se são igualmente necessários… 

Acontece que, quando partimos de uma PREMISSA ERRADA, não há a menor possibilidade de chegarmos a uma CONCLUSÃO CORRETA. Há uma falha invencível no raciocínio. 

No mesmo texto, dizem, ainda, que São Pio X afirmou heresias (SIC!!!). Não vou tratar disso aqui, porque o tema é outro. E também porque São Pio X não precisa ser defendido contra as idiotices heréticas de dois NADAS, uma vez que ele já foi canonizado infalivelmente pela Santa Madre Igreja. Roma locuta causa finita. Avante. 

Assim, trago agora à colação outro Magistério da Igreja: a Carta “Debitum pastoralis officii” de S.S. o Papa Inocêncio III (1198-1216), em resposta ao bispo Bertoldo (?-1212) ou Bertram, que foi bispo de Metz, na França, de 1179/1180 a 1212. 


Do ministro do batismo e do batismo de fogo[1]


Da Carta Debitum pastoralis officii, a Bertoldo, bispo de Metz, de 28 de agosto de 1206.

788. Dz 413. Tu nos comunicaste que um certo judeu, estando na iminência de morrer, como se achasse sozinho entre judeus, imergiu a si mesmo na água dizendo: ‘Eu me batizo, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.’

Respondemos que, tendo que haver uma diferença entre o batizante e o batizado, como evidentemente se conclui das palavras do Senhor, quando diz aos seus Apóstolos: Ide […], batizai (todas as gentes), em nome etc. (cf. Mt 28, 19), o judeu em questão deve ser batizado novamente por outra pessoa, para mostrar que um é o batizado e outro é o que batiza. Ainda que tivesse morrido imediatamente, teria voado instantaneamente para a Pátria celeste pela fé no sacramento, mas não pelo sacramento da fé. (Grifos nossos.)


Nota 1: CIC Decr. Greg. III,. 42, 4: Frdbg II 646 s; Rcht II 621 s; Pth 2875; PL 215. 986 A.

Extraído de Dezinger 739, 1963 (traduzida para o espanhol da 31ª edição de 1958), p. 148.  



sexta-feira, 25 de agosto de 2023

SÃO PIO X E A DEMOCRACIA


SÃO PIO X E A DEMOCRACIA


A democracia é "uma religião (porque o sillonismo, os chefes o afirmaram, é uma religião) mais universal do que a Igreja Católica [...], não é mais do que um miserável afluente do grande movimento de apostasia organizada, em todos os países, para o estabelecimento de uma Igreja universal que não terá nem dogmas, nem hierarquia, nem regra para o espírito, nem freio para as paixões, e que sob o pretexto de liberdade e de dignidade humana, restauraria no mundo, se pudesse triunfar, o reino legal da fraude e da violência, e a opressão dos fracos, daqueles que sofrem e que trabalham".  



São Pio X, Carta Apostólica "Notre charge apostoliquesobre "Le Sillon". 


quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Sobre o fiel rezar o Rosário durante a Missa

El Rosario
Jose Gallegos Y Arnosa

Sobre o fiel rezar o Rosário durante a Missa


É uma dúvida que alguns neófitos costumam ter: o que faço durante a Missa? Não entendo o latim, não tenho ou não sei usar o Missal/Ordinário da Missa... Posso rezar? 

E temos a resposta: pode, sim! Vejamos o que diz o Catecismo de São Pio X:

667) Impede ouvir a Missa com fruto a recitação do Rosário ou de outras orações durante o Santo Sacrifício?
A recitação destas orações não impede ouvir com fruto a Missa, desde que haja um esforço possível de seguir as cerimônias do Santo Sacrifício. 

E não somente o Rosário ou Terço, mas outras preces.

668) É coisa boa também rezar pelos outros, quando se assiste à Santa Missa?
É coisa boa rezar também pelos outros, quando se assiste à Santa Missa; e até o tempo da Santa Missa é o mais oportuno para rezar pelos vivos e pelos mortos.

Corrobora esta resposta um trechinho da Encíclica "Mediator Dei", do Papa Pio XII:
Não poucos fiéis, com efeito, são incapazes de usar o Missal Romano ainda quando escrito em língua vulgar; nem todos são capazes de compreender corretamente, como convém, os ritos e as cerimônias litúrgicas. A inteligência, o caráter e a índole dos homens são tão vários e dissemelhantes que nem todos podem igualmente impressionar-se e serem guiados pelas orações, pelos cantos ou pelas ações sagradas feitas em comum. Além disso, as necessidades e as disposições das almas não são iguais em todos, nem ficam sempre as mesmas em cada um. Quem, pois, poderá dizer, levado por tal preconceito, que tantos cristãos não podem participar do sacrifício eucarístico e aproveitar-lhe os benefícios? Certamente que o podem fazer de outra maneira, e para alguns mais fácil: por exemplo, meditando piamente os mistérios de Jesus Cristo ou fazendo exercícios de piedade e outras orações que, embora na forma difiram dos sagrados ritos, a eles todavia correspondem pela sua natureza(Mediator Dei, n. 98, de 20 de novembro de 1947.)

É tradição antiquíssima de piedade rezar o Rosário durante a Missa. Como sabemos, o protagonismo dos leigos é inovação pós-conciliar, típica da visão protestante de que o leigo é participante ativo da Missa, uma ideia deformada do Sacerdócio. Tenhamos presente que um Padre sozinho pode rezar a Missa sem que ninguém o ajude ou responda às orações, e que, por outro lado, nenhum leigo tem o poder de celebrar uma Missa, de consagrar uma hóstia ou de ministrar a Comunhão... 

São Leonardo de Porto Maurício, grande apóstolo da Santa Missa e da Eucaristia, assim se expressou sobre o tema em seu extraordinário “O Tesouro Oculto, Méritos e Excelências da Santa Missa”: 
Eis o meio mais adequado para assistir com fruto à Santa Missa: consiste em irdes à igreja como se fôsseis ao Calvário, e de vos comportardes diante do altar como o faríeis diante do Trono de Deus, em companhia dos santos Anjos. Vede, por conseguinte, que modéstia, que respeito, que recolhimento são necessários para receber o fruto e as graças que Deus costuma conceder àqueles que honram, com sua piedosa atitude, mistérios tão santos”. 

Ir à Missa é ir ao Calvário. Estar diante do altar é estar diante da Cruz no alto do Gólgota. E quem estava com Nosso Senhor nesses eventos compartilhando o Seu sofrimento? A Corredentora: “Stabat Mater Dolorosa iuxta Crux lacrimosa”... Em prece e lágrimas, Maria meditava.  

Recorrer a Ela, para melhor participar dos frutos da Santa Missa, não só é útil, como sábio. Então, pode-se com Ela meditar “piamente os mistérios de Jesus Cristo”, no simples e humilde papel de leigo. 

É de se notar, ainda, que a Santa Missa e o Rosário guardam certas semelhanças sutis: ambos contêm repetições que não são as que Nosso Senhor proibia, as vazias de sentido e razão, e que os modernistas pretenderam cortar, por “inúteis” (SIC!).  

Na Missa, repetem-se os beijos no altar, o Confiteor, os Kyrie, os “Dominus Vobiscum” sucedidos pelos “Et cum spiritu tuo”, os inúmeros "Amen", o triplo “Domine, non sum dignus” dito pelo Sacerdote e, depois, pelos fiéis, e os diversos sinais da Cruz, e o ajoelhar/sentar/levantar respeitoso, e o Sacerdote que se vira para o povo e para o altar de novo... Há, nessas repetições todas, a solenidade do culto que se deve a Deus. Já no Rosário, as Ave-Marias se sucedem, uma após a outra, e ainda os Padre-Nossos e os Glórias; não mecanicamente, soltando palavras ocas pela boca, mas harmoniosamente, quase como um canto, um hino, uma poesia. Outra semelhança que guardam, a Missa e o Rosário, é a concentração mental e espiritual nos mistérios que estão se desenvolvendo (na Missa) ou meditando (Rosário), mirando em Nosso Senhor e sua Santa Mãe, e não na plateia eventual. Ambos requerem também método e disciplina, do corpo e da alma. São um exercício de virtudes, sobretudo para vencer a distração, arma do diabo para nos desestimular e afastar nosso pensamento e coração de Cristo. Em ambos também há a parte sensível, física: na Missa, temos o pão, o vinho, a água, o missal... No Rosário, temos as contas e continhas que rolam pelos nossos dedos, e nossos olhos eventualmente se fixam em alguma imagem para vencer a distraçãoA Missa e o Rosário, de igual maneira, atravessaram séculos quase que inalterados, e são de origem sobrenatural: dádivas dos Céus para nosso bemEm ambos, Nossa Senhora é lembrada e honrada: na Missa, mesmo nos dias que não Lhe são particularmente dedicados, Seu Nome é pronunciado algumas vezes. No Rosário, nem se fala... Na Missa, há inúmeras orações, há uma cadência harmônica, repetida, há pausas, há meditações, como no Rosário. E estas semelhanças não são um motivo a mais para, querendo, se rezar o Rosário durante a Missa? 

Não se trata de decretar que seja o melhor modo, mas, certamente, é um modo frutuoso de assistir à Santa Missa. Em diversos devocionários e em alguns missais, os autores listam os métodos ou modos de assistir à Missa, como no Manual do Cristão, do Padre Leonard Goffinè, o qual listou sete métodos proveitosos de "ouvir Missa", e o Rosário é um deles, ou, como disse São Leonardo, o "mais adequado". 

Giulia d'Amore
 

terça-feira, 3 de setembro de 2019

A Beatificação e Canonização de Pio X



Papa PIO XII

Sobre a Beatificação 

e Canonização de Pio X


I M P R I M A T U R
POR COMISSÃO ESPECIAL DO EXMO.
E REVMO. SR. DOM MANUEL PEDRO
DA CUNHA CINTRA, BISPO DE PETRÓPOLIS.
FREI DESIDÉRIO KALVERKAMP, O. F. M.
PETRÓPOLIS, 15-5-1958.

_____________

BEATIFICAÇÃO DE PIO X
I. Breve Quoniam, de Beatificação de Pio X, de 3-VI-1951; II. Discurso na tarde do mesmo dia 3-VI-1951 à multidão de fiéis aglomerada na Praça de S. Pedro, no ato de veneração de Pio X;
CANONIZAÇÃO DE PIO X
III. Discurso quando da Canonização, 29-V-1954.

_____________ 


BEATIFICAÇÃO DE PIO X 


O Santo Padre Pio X foi elevado às honras dos altares em solene cerimônia celebrada na Basílica do Vaticano, em 3 de junho de 1951. Arquivamos a versão portuguesa do Breve Quoniam, pelo qual lhe foi reconhecido o título e o culto de Beato, e a do discurso que Sua Santidade Pio XII dirigiu na tarde do mesmo dia à multidão de fiéis aglomerada na Praça de S. Pedro, no ato de veneração ao seu glorioso Predecessor. 


I. Breve Quoniam, de Beatificação de Pio X, de 3-VI-1951


1. Porque “Cristo amou a Igreja e se entregou a si mesmo para a santificar” (Ef 5, 25), nunca faltaram nem poderão faltar, entre os fiéis, os que se avantajem aos outros em virtude, de modo que os seus exemplos sejam propostos à imitação. Por isso, em todos os tempos, uma nobilíssima falange de Santos e de Bem-aventurados, ingente multidão “que ninguém pode contar, de todas as nações e tribos e línguas” (Apoc 7, 9), homens e mulheres de todas as idades e condições, não cessarão de acrescer a beleza e multiplicar a alegria da Esposa de Cristo, até à consumação dos séculos. 

2. A essa fulgidíssima falange até a Nós, que, embora sem méritos, estamos ao leme da Barca de Pedro em tempos tão procelosos, concedeu o benigníssimo Senhor que, especialmente no passado Ano Santo, acrescentássemos muitos ilustres heróis, cujo triunfo celebramos com grande alegria do Nosso espírito. Mas aprouve à suavíssima clemência de Deus conceder hoje ao Vigário de Cristo na Terra uma graça que, há mais de dois séculos, isto é, desde o ano de 1712, em que Pio V foi inscrito no cânone dos Santos por Clemente XI, não foi concedida a nenhum dos Nossos Predecessores: poder agregar ao número dos Bem-aventurados outro Sumo Pontífice, um Pontífice que Nós próprio conhecemos, cujas exímias virtudes admiramos de perto, ao qual prestamos dedicada e devotamente a Nossa colaboração — Pio X

3. Nasceu Ele na humilde aldeia de Riese, na diocese de Treviso, a 2 de junho de 1835, filho de João Batista Sarto e Margarida Sanson, ambos de condição humilde, mas ilustres pela honestidade e virtude antiga, aos quais Deus circundou de uma coroa de dez filhos. Batizado no dia seguinte, recebeu o nome de José Melchior. Menino de índole vivaz e alegre, sob a direção da sua estilosíssima mãe distinguiu-se de tal modo na piedade que o pároco da freguesia não duvidou proclamá-lo “a mais nobre alma” da paróquia. Depois de completar os estudos elementares na escola local, levado pelo seu grande desejo de estudar mais, frequentou os estudos secundários, dirigindo-se para isso todos os dias, durante quatro anos, muitas vezes de pés descalços, ao próximo povoado de Castelfranco. Recebeu o Sacramento da Confirmação em 1º de setembro de 1845, e fez a Primeira Comunhão em 6 de abril de 1847 e, como mostrasse constante vontade de abraçar o estado eclesiástico, em setembro de 1850 mereceu ver satisfeito o seu ardente desejo de receber as vestes talares e em novembro seguinte, mercê do interesse do Cardeal Tiago Mônico, Patriarca de Veneza e seu patrício, entrou, radiante de alegria, no prestigioso Seminário de Pádua. Quanto aí progrediu em piedade e doutrina pode facilmente deduzir-se do seguinte testemunho dos superiores daquele Seminário: “a nenhum inferior em disciplina, de grandíssima inteligência, de suma memória, de máxima esperança” (Arquivo do Sem. de Pádua). Os fatos confirmaram plenamente a previsão. Ordenado sacerdote na igreja principal de Castelfranco em 18 de setembro de 1858, alguns dias depois celebrou solenemente a Missa-Nova (não se trata da missa protestantizada de Paulo VI, por óbvio) na terra natal, em meio da maior alegria dos seus, sobretudo da sua digníssima mãe, bem como de todos os conterrâneos. No mês de novembro, foi nomeado coadjutor do piedosíssimo pároco de Tômbolo, cuja saúde era bastante precária. Imediatamente, aquele venerando sacerdote e os paroquianos, quase todos agricultores, experimentaram e admiraram os egrégios dotes do jovem coadjutor, a sua humildade, pobreza, jovialidade, zelo assíduo em auxiliar de todos os modos o próximo e, além disso, a sua invulgar perícia na pregação. O Bispo de Treviso, ao conhecer estas excelentes qualidades, em 1867 escolheu José Sarto para reger a paróquia mais importante de Salzano. E aí se revelou cada vez mais em quanto amor de Deus e do próximo ele se distinguia pela suavidade de caráter, mansidão, modéstia, amor da pobreza, especialmente durante a terrível peste do ano de 1873.

4. Passados nove anos em Salzano, foi nomeado Cônego da Catedral de Treviso, Chanceler da Cúria Episcopal e ainda Diretor espiritual do Seminário. Estes cargos tão honrosos como cheios de responsabilidade, e só aceitos por obediência, pois detestava honrarias e dignidades, exerceu-os com a costumada diligência e perícia, ele que sempre foi inimigo declarado da ociosidade. Em 1879, ficando vaga a Sé de Treviso, foi eleito por unanimidade de sufrágios Vigário Capitular. E também neste ofício deu tais provas de prudência e competência que, em 1884, com aplauso universal, embora contra sua própria vontade e vã relutância, foi nomeado Bispo de Mântua.  

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Comunhão na Mão


Comunhão na Mão



À Madalena, Cristo disse “não me toque porque ainda não me elevei ao Pai”; mas a Tomé, disse “mete o dedo nas minhas chagas e tenha fé”. Por que uma não pode tocá-lO e o outro, sim? Por que Tomé era Sacerdote e, na Missa, eleva, no lugar de Cristo, o próprio Cristo ao Pai para ofertar o seu Sacrifício e, depois, ser elevado diante dos homens, como a serpente no deserto, “a fim de atrair todos a si” e de “salvar da morte os que haviam pecado”. 

Esta realidade de per si destrói a nova teologia conciliar da “missa nova”, voltada para os homens. A Sagrada Comunhão deve ser recebida na boca e de joelhos nos casos ordinários; as exceções sempre existiram, mas somente para os casos de urgência, como perseguição, evitar um sacrilégio etc. A seguir alguns textos da Tradição Católica sobre o caso da Comunhão na mão

O cavalo de batalha desses pseudo-liturgistas é a seguinte passagem da “Catequese Mistagógica” atribuída a São Cirilo de Jerusalém: “Adiens igitur, ne expansis manuum volis, neque disiunctis digitis accede; sed sinistram velut thronum subiiciens, utpote Regen suscepturae: et concava manu suscipe corpus Christi, respondens Amen”. (“Dirigindo-se pois [a Comunhão] aproximai-vos com as palmas das mãos abertas, nem com os dedos disjuntos, mas tendo a esquerda em forma de um trono sob aquela mão que está para acolher o Rei e com a direita côncava, recebei o corpo de Cristo, respondendo Amém). Ao chegar nesse “Amém”, simplesmente param. Mas a “Catequese Mistagógica” prossegue o texto acrescentando a seguinte passagem: “Postquam autem caute oculos tuos sancti corporis contactu santificaveris, illud percipe… Tum vero post communionem corporis Christi, accede et ad sanguinis poculum: non extendens manus; sed pronus (em grego: ‘allà kùpton, que São Belarmino traduz: ‘genuflexo’), et adorationis ac venerationis in modum, dicens Amen, sanctericeris, ex sanguine Christi quoque sumens. Et cum adhuc labiis tuis adbaeret ex eo mador, manibus attingens, et oculos et frontem et reliquos sensus sanctifica… A communione ne vos abscindite; neque propter peccatorum inquinamentum sacirs istis et spiritualibus defraude mysteriis”. (“Depois que tu, com cautela tiver santificado os teus olhos pondo-te em contato com o Corpo de Cristo, aproximai também do cálice do sangue: não tendo as mãos estendidas, mas genuflexo de modo a expressar senso de adoração e veneração. Dizendo amém, te santificarás, tomando também o sangue de Cristo. E tendo ainda os lábios úmidos, tocai-os com as mãos e depois com esse santificarás os teus olhos, a fronte e os outros sentidos. Da comunhão jamais vos afastai, nem vos privai destes sagrados e espirituais mistérios, ainda que estejais manchados pelos pecados”)[1]

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

O assunto é... SÃO PIO X


clique para ver belas imagens de São Pio X
 


O ASSUNTO É... SÃO PIO X



Em comemoração ao dia de hoje, festa de São Pio X, informamos todos os posts publicados a respeito deste grande Santo e Papa da Igreja Católica, nosso Patrono e modelo.  



terça-feira, 25 de agosto de 2015

NOVENA A SÃO PIO X

NOVENA A SÃO PIO X

 DE 25 DE AGOSTO A 2 DE SETEMBRO 
MEMÓRIA: 3 DE SETEMBRO 
  


Ó glorioso Papa da Eucaristia, São Pio X, vós que procurastes "restaurar todas as coisas em Cristo", alcançai-me um verdadeiro amor de Jesus para que eu possa viver somente para Ele. Ajudai-me a adquirir um animado fervor e uma sincera vontade de combater pela santidade de vida, e que eu possa me valer das riquezas da Sagrada Eucaristia, que é sacrifício e sacramento. Por vosso amor a Maria, Mãe e Rainha, inflamai meu coração com uma terna devoção a Ela.  

Abençoado modelo do Sacerdócio, obtende-nos santos e dedicados Padres e aumentai as vocações ao Sacerdócio e à vida religiosa.

Dispersai a confusão, o ódio e a ansiedade. Inclinai os nossos corações à paz de modo que todas as nações venham a se colocar sob o Reinado de Cristo Rei. 

Amém. 

São Pio X, rogai por nós!

(Aqui, mencione seu pedido)

Fonte: https://www.facebook.com/events/734494986662498/.

Tradução: Giulia d'Amore. 

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Aniversário do Dies Natalis de São Pio X - 20 de agosto de 1914

Aniversário do Dies Natalis de São Pio X - 20 de agosto de 1914


No dia 20 de agosto de 1914 nascia para a vida eterna o Santo Padre São Pio X. Sua memória, contudo é no dia 3 de setembro. Para homenageá-lo, hoje, publicamos uma oração escrita por Papa Pio XII.  


Esta oração pode ser rezada no dia 20 de agosto, no dia 3 de setembro ou a qualquer tempo. 
"Sim, ó Santo Pio X, glória do sacerdócio, esplendor e decoro do povo cristão! Tu, em quem a humildade pareceu irmanar-se com a grandeza, a austeridade com a mansidão, a simples piedade com a profunda doutrina; Tu, Pontífice da Eucaristia e do Catecismo, da Fé íntegra e da firmeza impávida, volve teu olhar sobre a Santa Igreja que tanto amaste e à qual dedicaste o melhor dos tesouros que com mão pródiga havia depositado a divina Bondade em teu ânimo; consegui-lhe a incolumidade e a constância no meio das dificuldades e perseguições de nossos tempos; alivia a esta pobre Humanidade cujas dores te afligiram tão profundamente que apagaram as palpitações de teu grande coração; faça que neste agitado mundo triunfe aquela paz que supõe a harmonia entre as Nações, o acordo fraterno e a sincera colaboração entre as classes sociais, o amor à caridade entre os homens, a fim de que, desse modo, aqueles desejos que consumiram tua vida apostólica cristalizem, graças à tua intercessão, em uma realidade feliz, para a glória de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina pelos séculos dos séculos. Assim seja".  


Se NOSSO SANTO PATRONO não é mais conhecido dependerá de nós! 

 

* * *

    Em Espanhol:

    "Sí, oh Santo Pío X, gloria del sacerdocio, esplendor y decoro del pueblo cristiano! Tú en quien la humildad pareció hermanarse con la grandeza, la austeridad con la mansedumbre, la sencilla piedad con la profunda doctrina; Tú, Pontífice de la Eucaristía y del catecismo, de la fe íntegra y de la firmeza impávida, vuelve tu mirada sobre la Santa Iglesia que tanto amaste y a la cual dedicaste el mejor de los tesoros que con mano pródiga habia depositado la divina bondad en tu ánimo; consíguele la incolumindad y la constancia en medio de las dificultades y persecuciones de nuestros tiempos; alivia a esta pobre humanidad cuyos dolores te afligieron tan profundamente que apagaron las palpitaciones de tu gran corazon; haz que en este agitado mundo triunfe aquella paz que supone la armonía entre las naciones, el acuerdo fraterno y la sincera colaboración entre las clases sociales, el amor a la caridad entre los hombres, a fin de que, de esta suerte, aquellos anhelos que consumieron tu vida apostólica cristalicen, gracias a tu intercesión, en una realidad felíz, para gloria de nuestro Señor Jesucristo, que con el Padre y el Espiritu Santo vive y reina por los siglos de los siglos, así sea".

Si NUESTRO SANTO PATRONO no es más conocido dependerá de nosotros!



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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

3 DE SETEMBRO: SÃO PIO X



SÃO PIO X, NOSSO PATRONO,
ROGAI POR NÓS!
 

3 de setembro
 

São Pio X

Papa e Confessor
Papa da Igreja de 09/08/1903 a 20/08/1914


Pio X, que a Igreja Católica, pela voz de Sua Santidade o Papa Pio XII, proclamou Santo, é o 78º Papa que a  Igreja incluiu no catálogo dos Santos. 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Centenário do "dies natalis" de São Pio X, Papa + MCMXIV - MMXIV + Sancte Pie Decime, ora pro nobis

Uma singela homenagem a um grande Santo defensor da Fé Católica. Enquanto em uma diocese italiana o bispo resolve "homenagear" o santo com uma vigília acompanhada por divorciados em segunda união e casais "de fato", os quais acorreram aos montes, "evento" em preparação, sobretudo, ao Sínodo da Família, em Outubro - já deixando claro o que o clero italiano, o parte dele, espera desse Sínodo com cara de Concílio... -, nós humildemente o homenageamos com algumas fotos e nossos singelas orações, rogando a São Pio que reze por nós, miseráveis pecadores, e pelas autoridades e o clero que comandam a igreja conciliar. Aproveitando o ensejo, rogamos também para que os que dormem acordem.   

A seguir, a notícia da "homenagem" na Itália, depois as fotos, por fim uma oração a São Pio X de Papa Pio XII, e um link onde comprar uma imagem de São Pio X.  

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Os Santos não são mais santos e os hereges... são os neo-santos da neo-igreja do Concílio Vaticano II

Os Santos não são mais santos e os hereges... são os neo-santos da neo-igreja do Concílio Vaticano II


Por indicação do blog Syllabus, fazemos uma constatação. E contra fatos não há argumentos. 

Imagens tiradas do site do Vaticano e que falam por si só. Gostaria que algum modernista justificasse isto: 


clique nas imagens para ver no site do Vaticano






Fontes:  
http://rorate-caeli.blogspot.com/2014/06/poor-saint-pius-x-second-class-papal.html
http://syllabus-errorum.blogspot.com.br/2014/06/san-pio-x-santo-de-segunda-categoria.html. 
e Vaticano (clique nas imagens, se duvida!). 

 
Ajude o apostolado do Rev. Pe. Cardozo, adquirindo alguns dos itens do Edições Cristo Rei, encomendando Missas (consulte a espórtula diretamente com o rev. Padre), ou fazendo uma doação aqui:

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domingo, 22 de junho de 2014

História da Inquisição

 "Não haverá mais belo Apostolado nem mais valiosa obra de zelo que levar aos homens os argumentos e as razões da Fé Católica" pe. Devivier - Curso de Apologetica Cristã.

A HISTÓRIA DA INQUISIÇÃO

   
   
RECOMENDAÇÃO DE SS. S. PIO X

quando Patriarca de Veneza

ao editor da tradução italiana desta obra

Muito me honra o seu pedido de eu juntar minha humilde voz a dos eminentes Prelados, que louvaram o Curso d’Apologética Cristã do P. W. Devivier.

Tal é, na verdade, o mérito desta obra que, onde quer que for conhecida será procurada pelos sacerdotes para relembrar as verdades aprendidas no seu curso dogmático. Eles a espalharão também nas famílias como resumo dessa teologia, que os leigos só podem estudar dum modo incompleto, mas que não podem ignorar para darem razão da sua fé a si e aos outros, defendendo-a contra as acusações suscitadas.

Aprovo, pois, o juízo favorável dado por tantos homens distintos e acho até o elogio do tradutor inferior à mesma obra. Também quisera vê-la nas mãos dos jovens e homens de toda a condição, e mesmo nas mãos das senhoras, pois elas às vezes deixam de, nesta época de negligência em matéria de instrução religiosa, aprofundar as coisas da fé, e vivem num estado de dúvida, produzido pelas objeções, que não sabem resolver.

Regozijando-me do bem que fazeis, preparando esta 2ª edição italiana, faço votos para que esta obra seja conhecida e dada como lembrança da 1ª comunhão, como prêmio nas casas de educação, como de leitura nas famílias cristãs. Tenho para mim, que todos os que a leram, dirão, ao Senhor, confirmados na verdade religiosa: “Vossos testemunhos são infinitamente dignos de fé”. (Ps. 92).  Eles reconhecerão também quanta perfídia há em outros livros, por demais espalhados, inimigos da religião, e reduzirão ao silêncio, com nobre franqueza, os que em conversas particulares ousam caluniar a Igreja em algum ponto...

Mantua, 20 de abril de 1894.
***

ALGUMAS DAS ACUSAÇÕES QUE SE FAZEM CONTRA A IGREJA
 


Nunca a Igreja, santa em seu Fundador e sempre pura na sua doutrina e na sua moral, deixou de encaminhar os seus filhos para a prática das mais belas e até das mais heróicas virtudes. E, por isso, não obstante as fraquezas da humanidade e a grande força das paixões, jamais deixou de haver entre os católicos uma grande multidão de santos, de apóstolos, de mártires, de homens de grande e nobre caráter, incapazes de baixezas e prontos a levar a cabo obras da mais elevada perfeição e da mais sublime caridade.

Mas não deixa o cristão de ser um homem livre, e nem a graça do batismo, nem também a do sacerdócio aniquilam as propensões que o puxam para o mal. Mesmo no colégio apostólico houve quem atraiçoasse o divino Mestre. E no correr dos séculos houve sacerdotes, bispos e até Papas, que faltaram às obrigações do seu estado.

E o que se segue daí? Que é falsa a sua doutrina? Mas nunca a esta doutrina nem à Igreja docente foi jamais concedido o privilégio da impecabilidade. Que ela seja impotente para produzir os frutos de virtudes, que ela própria preconiza? Ainda nos tempos mais corruptos contou entre seus filhos santos eminentes que conseguiram reagir contra a corrupção dominante e reformar a sociedade. 

terça-feira, 4 de março de 2014

Santa Verônica e a devoção à Santa Face



VI Estação - Verônica enxuga o rosto de Cristo.

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos a ação heroica desta mulher, que se dá a pressa a enxugar a face de Nosso Senhor, tão desfigurada e dolorida! Esta oficiosa e diligente caridade afeiçoa e enternece o coração do Senhor, e o move a lágrimas.

V. O seu rosto ensanguentado, por Verônica enxugado, eis, no pano apareceu.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R. Tende piedade de nós Senhor!
 

SANTA VERÔNICA E A DEVOÇÃO À SANTA FACE


Santa Verônica ou Berenice, de acordo com o "Acta Sanctorum" publicado pelos bolandistas, foi uma mulher piedosa de Jerusalém que, comovida com o sofrimento de Jesus ao carregar a Cruz até o Gólgota, limpou com seu véu a Santa Face: e, então, a imagem de seu rosto estava milagrosamente impresso nele.


O nome "Verônica" em si é uma forma latinizada de "Berenice", um nome macedônico que significa "portador da vitória" (correspondente à em grego: phere-nikē). A etimologia popular atribui sua origem às palavras "verdade" (em latim: vera) e "imagem" (em grego: eikon). 


A Encyclopaedia Britannica diz o seguinte sobre Verônica:

“Eusébio conta como em Cesareia de Filipe vivia uma mulher a quem Cristo havia curado de um problema de hemorragia (Mateus 9:20-22). A história não demorou em lhe dar um nome. No ocidente, foi identificada com Marta de Betânia. No oriente, ela foi chamada de Berenike, ou Beronike, o nome aparecendo em obras tão antigas quanto os "Atos de Pilatos", cuja primeira versão é do século IV d.C. É interessante notar que a derivação do nome Verônica das palavras Vera e Icon (eikon) também é antiga e aparece em "Otia Imperialia" (iii, 25) de Gervásio de Tilbury (fl. 1211), que diz: "Est ergo Veronica pictura Domini vera".

A Enciclopédia Católica de 1913 diz o seguinte sobre a história de Verônica:

“A crença na existência de imagens autênticas de Cristo está ligada à velha lenda do rei de Edessa, Abgar, e o texto apócrifo conhecido como "Mors Pilati" (O Evangelho da morte de Pilatos). Para distinguir em Roma a mais conhecida e mais antiga destas imagens, ela foi chamada de vera icon (imagem verdadeira), que na língua comum se transformou em "verônica".

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A CONDENAÇÃO DA IDEOLOGIA SIONISTA PELA IGREJA E MAXIMILIANO KRAH

Então, se não é de hoje que a Igreja condena o sionismo, eu pergunto a meus botões o que faz o líder da Neo-FSSPX de braços dados com um sionista de carteirinha? E, mais, por quê entregou o dinheiro da obra fundada por Mons. Lefebvre a esse tipo? E, ainda, por quê os padres e fiéis que seguem na Neo-FSSPX sequer se incomodam com isso? O que há com vocês, criaturas? 

Vamos ao texto.

"Os judeus não têm nenhum direito de soberania sobre a Terra Santa"
SS Bento XV.
O Estado Judeu da antiguidade, depois da destruição do Templo e a dispersão do povo pelo Império Romano, foi destruído por Deus como castigo dos pecados do povo hebreu. Por isso, para a Igreja, somente o Messias de Deus, durante sua segunda vinda, poderá restabelecer o reino de Israel e aos judeus em sua terra.
É assim que a Igreja rechaça, por razões teológicas, a ideia de um Estado Judeu, tal qual foi constituído segundo as modalidades de sua criação pelos sionistas, ou seja, pelos homens e não pela vontade divina. Isso explica porque São Pio X, em 1904, declarou firmemente a Theodor Herzl, fundador da ideologia sionista: “Nós não poderemos impedir aos judeus de irem a Jerusalém, porém jamais poderemos incentivá-los. O solo de Jerusalém não foi sempre sagrado, até ser santificado pela vida de Jesus. Os judeus não reconheceram a Nosso Senhor, e nós não poderemos reconhecer ao povo judeu. Non possumus” (São Pio X, 25 de janeiro de 1904, Cidade do Vaticano).

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A pobreza cristã no ensinamento de um santo

Desde a eleição do Papa Francisco, e muito mais agora com a sua recente visita ao Brasil, tem se ouvido falar na mídia sobre pobreza. Contudo, quanto mais se fala mais percebemos que pouco - ou quase nada - conhece-se sobre o assunto.


*      *      *


Em 1858, com apenas 23 anos de idade, o seminarista Giuseppe Melchiorre Sarto, futuro São Pio X, foi ordenado sacerdote e designado para a paróquia de Tômbolo, de1.500 almas, no distrito Trentino, na Itália.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

O Catecismo de São Pio X: 108 anos

- Quem é Deus?
- Deus é um Ser perfeitíssimo, Senhor do céu e da terra.

(Catecismo de São Pio X) 


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O CATECISMO DE SÃO PIO X

Por Giulia d’Amore



O Catecismo de São Pio X é uma síntese da doutrina da Igreja Católica que o Papa Pio X solicitou para a diocese de Roma; é estruturado em perguntas breves com a relativa resposta. O texto foi sucessivamente adotado por toda a Itália, como se vê das próprias palavras do santo Papa ao Cardeal Pietro Respighi, Vicário Geral: 
A necessidade de prover o que for necessário à instrução religiosa da mais tenra juventude Nos aconselhou a impressão de um Catecismo que expusesse, de modo claro, os rudimentos da santa fé e aquela divinas verdades das quais deve se informar cada cristão. Portanto, após fazer examinar os muitos livros de texto já em uso na Diocese da Itália, Nos pareceu oportuno adotar, com alguns retoques, o texto que há alguns anos aprovaram os Bispos do Piemonte, da Liguria, da Lombardia, da Emilia e da Toscana. O uso deste texto será obrigatório para o ensino público e privado na Diocese de Roma e em todas as outras da Província Romana; e confiamos que também as outras Dioceses quererão adotá-lo para se chegar assim àquele texto único, pelo menos para toda a Itália, que está no desejo universal. Com esta doce esperança, de todo coração, vos concedemos, Senhor Cardeal, a Apostólica Benção. Do Vaticano, aos 14 de junho de 1905. Pius PP. X[1].

A obra de São Pio X se baseia em um texto escrito por ele, como método de ensino da doutrina às crianças, quando ele era ainda Bispo de Mântua.  



DESCRIÇÃO DA OBRA

O Catecismo de São Pio X é conhecido também como Catecismo Maior, na edição de 1905, com 993 perguntas e respostas, e como Catecismo da Doutrina Cristã[2], na edição de 1912, com 433 perguntas e respostas. A edição reduzida de 1930, dedicada em particular às crianças e jovenzinhos, continha um número menor de perguntas e era ornada com ilustrações que ficaram nas lembranças de várias gerações de católicos. Os catequistas normalmente faziam as crianças decorar as perguntas e respostas durante a catequese, mesmo contendo às vezes conceitos difíceis: a ideia que estava na base desse sistema de ensino é a de que memorizar essas perguntas se tornaria útil às crianças quando chegassem à idade adulta, quando então compreenderiam plenamente o significado. Um método útil também em outras disciplinas.  


HISTÓRIA

Antes de São Pio X compor sua obra, eram adotados três catecismos oficiais pela Igreja: Doutrina Cristã breve[3], Declaração mais copiosa da Doutrina Cristã[4] e o Catecismo do Concílio de Trento[5].

Em 1956, foi escrito um manual explicativo do Catecismo: Explicação do Catecismo de São Pio X[6], guia útil para os catequistas ou para a formação doutrinal de pessoas de todas as idades, pois, segundo o próprio autor, Pe. D.T. Dragone, a quem “usa este manual não é necessário insistir sobre a necessidade da instrução católica. O fato de procurar pelo volume e o zelo no ensino dizem tudo[7].  

Com o Concílio Vaticano II, o Catecismo Maior foi caindo em desuso, até ser substituído, em 1992, pelo Catecismo da Igreja Católica, um tijolão maçante e cheio de erros, os mesmos erros encontrados no Concílio e em seus documentos posteriores.

Contudo, o Catecismo de São Pio X continua em vigor, conforme reiterado, inclusive, por Bento XVI, em 2003, em uma entrevista para a revista 30Giorni[8], quando declarou, em seu estilo perfeitamente modernista:
“A fé como tal é sempre idêntica. Então, também o Catecismo de São Pio X conserva sempre o seu valor. Pode mudar, ao invés, o modo de transmitir os conteúdos da fé. (...) Mas isto não exclui que possa haver pessoas ou grupos de pessoas que se sintam mais à vontade [sic] com o Catecismo de São Pio X. Não se deve esquecer que aquele Catecismo deriva de um texto que fora preparado pelo próprio Papa quando era Bispo de Mântua. O texto era fruto da experiência catequizadora pessoal de Giuseppe Sarto e tinha as características da simplicidade de exposição e da profundidade dos conteúdos. Também por isso o Catecismo de São Pio X poderá continuar a ter no futuro alguns amigos”. 


DUAS ENCÍCLICAS

Há vários documentos da Igreja que tratam sobre o Catecismo. Trazemos duas encíclicas: a Acerbo Nimis, do próprio São Pio X, e a In Dominico Agro[9], do Papa Clemente XIII, de 14 de junho de 1761, na qual o Papa, depois de ter enfatizado o valor do Concílio de Trento, recomenda a difusão do Catecismo Romano traduzido em língua vulgar; um válido auxílio para reforçar entre os fieis a Fé Católica. 


Fontes de pesquisa:
In Dominico Agro



Adquira o Catecismo aqui.



[3] Doutrina Cristã breve é uma obra de catequese “para ser decorada”, escrita pelo Cardeal São Bellarmino, em 1597, e aprovada pelo Papa Clemente VIII no ano de 1598. Aqui o link para baixar o PDF, texto ou ePub, em italiano. Outro PDF.
[4] Declaração mais copiosa da Doutrina Cristã é uma obra de catequese composta por São Bellarmino por ordem do Papa Clemente VIII, em 1598. A obra é “para uso daqueles que ensinam às crianças e outras pessoas simples, composta em forma de diálogo” (Cf. Il Catechismo. Breve dottrina cristiana e Dichiarazione della dottrina cristiana, Fratelli Calvi, 1941, pp. 35). A Declaração, subdividida em 273 perguntas e respostas, é mais aprofundada do que a Doutrina Cristã breve, mas ambos foram os catecismos adotados pela Igreja Católica por mais de três séculos e traduzidos em várias línguas. Aqui o link para baixar o PDF, em italiano.
[5] O Catecismo do Concílio de Trento, chamado também de Catecismo Tridentino ou Catecismo Romano, é dirigido aos sacerdotes (ad parochos), promulgado oficialmente pela Igreja durante o Concílio de Trento, no Século XVI. Tinha o escopo de fornecer um manual com a devida autoridade que servisse de base para o ensino dos sacerdotes aos fieis leigos e que contribuísse para afirmar a doutrina católica contra a Reforma protestante. Aqui o link para ler online o texto, em italiano. Em português há uma obra do frei Leopoldo Pires Martins, OFM, de 1951, que pode ser baixada aqui. O Catecismo começa à página 70 do PDF (p. 79 do livro).
[6] Explicação do Catecismo de São Pio X (sem versão em Português) é uma obra composta por Dom Carlo T. Dragone, SSP, com imprimatur de 1956, e tem como base o Catecismo da Doutrina Cristã. Dom Carlo Tommaso Dragone (1911-1974), era um sacerdote paulino, superior da comunidade paulina dos escritores e capelão da Clínica Regina Apostolorum (Rainha dos Apostolos), aberta por Dom Giacomo (Tiago) Alberione em 2/9/1948, em Albano Laziale, para cuidar em um primeiro momento apenas das Filhas de São Paulo que haviam contraído tuberculose, e depois de todas as religiosas em geral; hoje é um hospital aberto a todos. Dragone foi autor de várias obras teológicas e literárias, como os seus célebres comentários à Divina Comédia de Dante Alighieri.
[7] Padre Dragone, Spiegazione del Catechismo di San Pio X, Edizioni Paoline, 1963, pag.5: "Prefazione alla prima edizione".
[8] O catecismo num mundo pós-cristão
[9] Encíclica In Dominico Agro. Pode ser encontrada à pág. 64 do PDF “Catecismo Romano”, do frei Leopoldo Pires Martins, OFM (1951, Vozes, Petropolis). Baixe o PDF



   
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