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sexta-feira, 25 de agosto de 2023

SÃO PIO X E A DEMOCRACIA


SÃO PIO X E A DEMOCRACIA


A democracia é "uma religião (porque o sillonismo, os chefes o afirmaram, é uma religião) mais universal do que a Igreja Católica [...], não é mais do que um miserável afluente do grande movimento de apostasia organizada, em todos os países, para o estabelecimento de uma Igreja universal que não terá nem dogmas, nem hierarquia, nem regra para o espírito, nem freio para as paixões, e que sob o pretexto de liberdade e de dignidade humana, restauraria no mundo, se pudesse triunfar, o reino legal da fraude e da violência, e a opressão dos fracos, daqueles que sofrem e que trabalham".  



São Pio X, Carta Apostólica "Notre charge apostoliquesobre "Le Sillon". 


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

NEO-FSSPX: NOVA MORDAÇA PARA MONS. LEFEBVRE

NEO-FSSPX: NOVA MORDAÇA PARA MONS. LEFEBVRE 

 


Os Dominicanos de Avrillé, sábios inquisitores, constataram nesses últimos dias que Menzingen censura a torto e à direita... Tenho, aqui, uma conferência de Mons. Lefebvre que se encontrava no site “La Porte Latine” até outubro passado. Ela desapareceu certa manhã. E por um grande motivo: Mons. Lefebvre fala da igreja conciliar que é uma falsificação da Igreja Católica. Efetivamente, isso é muito chato quando é preciso considerar o acordo (reconhecimento canônico unilateral) [o próprio dom Fellay já disse isso PUBLICAMENTE e, no entanto, os dormidos ainda esperam por um papel assinado e com firma reconhecida! Haja paciência!]. Vocês podem constatar que o link já não funciona (fonte).

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O REINADO SOCIAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

O Papa Leão XIII na Encíclica "Immortale Dei" condena o que ele chama de "direito novo" segundo o qual, em nome da igualdade e dignidade comuns a todos os homens, rejeita-se qualquer autoridade, cuja origem não seja a mesma vontade humana: "Segue-se que o Estado, não se julga vinculado a nenhuma obrigação para com Deus, não professa oficialmente nenhuma religião... deve apenas a todas atribuir igualdade de direito civil, com o único fim de impedi-las de perturbar a ordem pública". Desaparece assim a realeza social de Nosso Senhor Jesus Cristo e, consequentemente se dificulta enormemente a salvação das almas. Na outra Encíclica "Humanus Genus" Leão XIII denuncia o Estado leigo, rigorosamente neutro em matéria religiosa, como o meio considerado apto pelas forças secretas para aniquilar e "destruir toda disciplina religiosa e social" cristãs. As forças secretas inculcam deste modo, que "nas diversas formas religiosas, não há razão alguma de se preferir uma à outra, pois todas devem ser postas em pé de igualdade".

E adverte o Papa: "semelhante princípio basta para arruinar todas as religiões, e particularmente a Religião católica, porquanto sendo a única verdadeira, não pode ela, sem sofrer a última das injúrias e das injustiças, tolerar lhe sejam igualadas as outras religiões". Daí o laicismo do Estado, "o grande erro do tempo presente". Para o Estado laico, o cuidado da Religião é algo inteiramente indiferente. Em um semelhante Estado, é impossível o Reino de Jesus Cristo. 


São Pio X na Carta Apóstolica "Notre Charge apostolique" diz: "Não há verdadeira civilização sem civilização moral, e não há verdadeira moral sem verdadeira religião". "A verdade, dizia ainda São Pio X, é "una e indivisível, eternamente a mesma, e não se submete aos caprichos dos tempos" ( Enc. "Iucunda Sane", 1904). 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Lenda Negra e outros contos: Os falsos mitos sobre a Idade Média refutados um a um

Lenda Negra e outros contos

Os falsos mitos sobre a Idade Média refutados um a um



PRIMEIRO MITO
Uma sociedade concebida segundo os princípios católicos é utopia.

REFUTAÇÃO
A Civilização Cristã existiu. Atestam-no os Documentos Pontifícios, os documentos medievais e estudos credenciados de autores contemporâneos, além dos legados culturais indestrutíveis, dos quais até hoje recebemos a salutar influência.

DOCUMENTAÇÃO
Da Idade Média, a despeito desta ou daquela falha, Leão XIII escreveu com eloquência: “Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados. Nessa época, a influência da sabedoria cristã e a sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil. Então a Religião instituída por Jesus Cristo, solidamente estabelecida no grau de dignidade que lhe é devido, em toda parte era florescente, graças ao favor dos Príncipes e à proteção legítima dos Magistrados. Então o Sacerdócio e o Império estavam ligados entre si por uma feliz concórdia e pela permuta amistosa de bons ofícios. Organizada assim, a sociedade civil deu frutos superiores a toda expectativa, cuja memória subsiste e subsistirá, consignada como está em inúmeros documentos que artifício algum dos adversários poderá corromper ou obscurecer” (Encíclica Immortale Dei, de 1/XI/1885).
Assim, a Civilização Cristã não é uma utopia. É algo de realizável, e que em determinada época se realizou efetivamente. Algo que durou, de certo modo, mesmo depois da Idade Média, a tal ponto que o Papa São Pio X pôde escrever: “A civilização não mais está para ser inventada, nem a cidade nova para ser construída nas nuvens. Ela existiu, ela existe: é a Civilização Cristã, a cidade católica. Trata-se apenas de instaurá-la e restaurá-la sem cessar, sobre seus fundamentos naturais e divinos, contra os ataques sempre renascentes da utopia malsã, da revolta e da impiedade” (Carta Apostólica Notre Charge Apostolique).
A refutação dos mitos que vêm em seguida dará a documentação medieval e a dos autores contemporâneos, que atestam claramente que a Idade Média foi a Era Cristã de que falam os Pontífices.


SEGUNDO MITO
Na Idade Média o regime era de opressão.
Diz ainda este mito falso: O senhor extorquia o vassalo, que por sua vez extorquia os que lhe eram inferiores. A base dessa opressão era o vínculo feudal. Os inferiores só obedeciam por medo. Portanto, era uma ordem de coisas odiável, uma cascata de opressão e de desprezo.

REFUTAÇÃO
A Idade Média foi uma época de harmonia social, porque os homens estabeleceram suas relações no vínculo proteção-serviço. Era uma gradação de mútuo respeito e estima. Portanto, uma ordem de coisas justa e desejável.

DOCUMENTAÇÃO
1 – Documentos medievais mostrando a harmonia entre o senhor e o vassalo
Monumento a El Cid
POEMA DE “EL CID” (de aproximadamente 1300, com o texto estabelecido por Ramón Menendez Pidal, Edição 1969):
El Cid pensa em dormir em certo lugar, e fala aos vassalos: “Dijoles a todo como ha pensado trasnochar; y todos, buenos vasallos, lo aceptan de voluntad; Pues lo que manda el señor, dispuestos a hacer están”.
Mio Cid Rodrigo Diaz a Alcácer tiene vendido; Y asi pagó a sus vasallos que en la lucha le han seguido. Lo mismo a los caballeros que a los peones, hizo ricos; Ya no queda ni uno pobre de cuantos le hacen servicio. Aquel que a buen señor sierve, siempre vive em paraíso”.
El Cid expõe a seus cavaleiros o plano de batalha para defender Valencia: “Oídme, mis caballeros: ... Cerca del amanecer, armados estad; El obispo don Jerónimo la absolución nos dará; Y despues de oir su Misa, dispuestos a cabalgar, a atacarlos nos iremos, de otro modo no será; En el nombre de Santiago y del Señor celestial. Más vale que los venzamos que ellos nos cojan el pan; Entonces dijeron todos: ‘Con amor y voluntad’”.

CHANSON DE ROLAND (o mais famoso poema épico medieval, surgido entre 1090 e 1180):
Na batalha de Roncevaux, Roland incentiva seus guerreiros à luta: “Pelo seu senhor cada um deve sofrer grandes males, suportar os grandes frios e os grandes calores, e deve perder o sangue e a carne. Golpeia cada um com sua lança e eu com Durendal, minha boa espada que o Rei me deu. Se eu aqui morrer, que o futuro possa dizer que ela foi de um nobre vassalo”.
O Arcebispo Turpin, par de Carlos Magno: “Do outro lado está o Arcebispo Turpin. Ele esporeia seu cavalo e sobe uma elevação. Chama os franceses e lhes faz um sermão: ‘Senhores Barões, Carlos nos colocou aqui. Devemos morrer bem por nosso Rei’”.
Quando um sarraceno ofende Carlos Magno, dizendo que não é um bom senhor, Roland lhe retruca, antes de dar-lhe a morte: “Vil pagão, mentiste! Carlos, meu senhor, nos protege sempre”.
Pranto de Carlos Magno ao encontrar Roland, seu predileto, morto no campo de batalha: “Amigo Roland, Deus te levou ... Nunca se viu sobre a Terra um cavaleiro tão lutador. Minha honra está profundamente abatida. Amigo Roland, Deus ponha tua alma nas flores do paraíso, entre os gloriosos! Jamais terei mais o sustento de minha honra: não creio mais ter sobre a Terra um só amigo; se tenho parentes, nenhum é tão bravo ... Quem guiará meus exércitos tão vigorosamente, quando está morto aquele que sempre foi o seu chefe? Ó França, como ficastes deserta! Meu luto é tão carregado, que eu queria não existir mais. Roland, quem te matou devastou a França ... Tenho um luto tão grande pelos cavaleiros que por mim morreram, que desejaria não viver mais”.
Carlos Magno conclama os francos à vingança do direito ultrajado: “Barões, eu vos amo e tenho fé em vós. Por mim fizestes tantas batalhas, tantas conquistas de reinos e destronamentos de reis. Sei que vos devo agradecer de minha pessoa, em terras, em riquezas. Vingai vossos filhos, vossos irmãos e vossos herdeiros, que naquela noite pereceram em Roncevaux. Vós bem sabeis que contra os pagãos o direito é por mim”.

2 – Autores modernos
A imagem medieval de pobreza, a realeza e a vontade divina estão ilustradas em uma ‘Vida de Eduardo o Confessor’, do século XIII. Esta história narra que ‘Gilla Michael’, um paralítico inglês, foi a Roma em busca de remédio, mas (o sucessor de) São Pedro lhe disse que ficaria curado se o rei Eduardo da Inglaterra o levasse em suas costas desde a Westminster Hall até a Abadia de Westminster. O virtuoso monarca consentiu. Pelo caminho o paralítico sentiu que ‘se lhe afrouxavam os nervos e se lhe estiravam as pernas’. O sangue de suas chagas corria pelas vestiduras reais, mas o rei o levou até o altar da abadia. Ali ficou curado, começou a andar e pendurou suas muletas, como lembrança do milagre” (Chr. Brooke, professor de História Medieval na Universidade de Liverpool, in “La Baja Edad Media”, Ed. Labor, Barcelona, 1968, p. 32).
E como as noções de fraqueza e de poder são sempre relativas, vê-se, em muitos casos, o mesmo homem fazer-se simultaneamente dependente de um mais forte e protetor dos mais humildes. Assim se começa a construir um vasto sistema de relações pessoais, cujos fios entrecruzados corriam de um andar a outro do edifício social” (Marc Bloch, professor na Universidade de Sorbonne, in “La Société Féodale”, Ed. Albin Michel, Paris, 1970, p. 213).
O prestígio real é muito vivo. No fundo dos bosques mais distantes, o último dos camponeses sabe que existe o rei ... ungido com óleos santos, consagrado ... e que está encarregado de manter em todo o território do reino a paz e a justiça” (Georges Duby, grande historiador moderno, in “Histoire de la Civilisation Française” – trad. castellana – Fundo de Cultura Económica, México, 1958, p. 20).
Um homem, prescrito, entre 925 e 935, na Inglaterra, não tinha senhor? Se se constata essa situação negra, sujeita a sanções legais, sua família deverá designar-lhe um senhor. Ela não quer ou não pode? Então ele será considerado fora da lei, e quem o encontrar poderá matá-lo, como a um bandido” (Marc Bloch, op. cit., p. 259).


TERCEIRO MITO
A Igreja é o ópio do povo. Ela manteve o regime feudal para fruir de vantagens mesquinhas.

REFUTAÇÃO
A Igreja converteu os bárbaros e, pela ação da graça, foi infundindo neles os princípios sobrenaturais que mandam cada qual ocupar o lugar que lhe é devido na hierarquia social. Juntamente com isso, pregou aos fortes a caridade, e aos humildes, submissão.

DOCUMENTAÇÃO
1 – A vassalagem medieval tinha o beneplácito da Igreja, sendo considerada altamente virtuosa
Tomando o lugar da antiga atitude de mãos estendidas dos orantes, o gesto de mãos postas, imitado da commendise (cerimônia em que o vassalo prestava juramento de fidelidade ou ‘homenagem’ a seu suserano), torna-se por excelência o gesto da prece, em toda a catolicidade” (Marc Bloch, op. cit. p. 328).
A linguagem usual acabará por denominar correntemente ‘vassalagem’ a mais bela das virtudes que uma sociedade perpetuamente em armas pôde reconhecer, isto é, a bravura” (Marc Bloch, op. cit. p. 231).

2 – A Igreja eliminou gradualmente os restos de barbárie, que davam aos medievais um caráter altamente belicoso
Os dirigentes da Igreja quiseram fazer reinar na Terra a Paz de Deus. O movimento, iniciado no começo do século XI, tinha como meta circunscrever a violência”.
Para eliminar as guerras fratricidas entre os cristãos, foram colocados sob proteção as igrejas e os terrenos que as cercavam; depois, alguns dias da semana consagrados à prece ou à penitência, as datas litúrgicas, a Quaresma; os clérigos e todos que eram inofensivos e vulneráveis; os comerciantes e a multidão de camponeses”.
Pela incitação dos bispos, os cavaleiros juravam sobre as relíquias a respeitar a codificação da guerra privada feita pela Igreja, e a negar sua amizade e perseguir a quem a desrespeitasse” (Georges Duby, op. cit., p. 57).

3 – O nobre, para ser reconhecido, deveria ser capaz de grandes virtudes
O Príncipe concede e doa anéis a seus súditos; o nobre deve ser clemente, quer dizer, amigo das dádivas” (Friedrich Herr, professor em Viena, in “Historia de la Civilización Occidental”, Ed. Labor, Barcelona, 1966, p. 112).
Naquela época, dar presentes era um gesto essencial; nobre é aquele que dá a seus amigos” (Georges Duby, op. cit., p. 16)


QUARTO MITO
Na Idade Média havia regime de escravidão

REFUTAÇÃO
Antes da Idade Média, todos os povos admitiam a escravidão mais completa. A Idade Média, sob o signo do Cristianismo, foi atenuando cada vez mais a ideia de escravidão do Direito Romano, e ao final do período praticamente não havia mais nenhuma forma de escravidão.

DOCUMENTAÇÃO
1 – Significado do termo “servo”
(...)'Servo’, na Idade Média, não tem o significado que a linguagem corrente dá à palavra em nossos dias. ‘Servir’ ou, como também se dizia, ‘ajudar’, ‘proteger’; é nestes termos muito simples que os mais antigos textos resumiam as obrigações recíprocas do vassalo e seu chefe. O liame jamais foi tão forte quanto no tempo em que os efeitos eram expressos de maneira mais vaga, e, em consequência, a mais compreensiva” (Marc Bloch, op. cit., p. 309).
O termo ‘servo’ seguiu sendo corrente, mas designava outra coisa: servo era o ‘homem’ de alguém, isto é, o vassalo” (Georges Duby, op. cit., p. 43).
Os escravos, os servos, como lhes chamam os dialetos vulgares, são só uma minoria entre os camponeses, por volta do ano 1000” (Georges Duby, op. cit., p. 16).
Com frequência um camponês livre se colocava voluntariamente em mãos de um senhor ... com o único fim de obter dele uma proteção jurídica e econômica, e gozar deste modo de uma segurança maior. Este processo continuou nos séculos seguintes” (Gerd Betz, professor em Brunswick, in “Historia de la Civilización Occidental”, Ed. Labor, Barcelona, 1966, p. 147).
A onipotência aparente do senhor feudal tinha um limite: o costume, isto é, o conjunto dos usos antigos guardados na memória coletiva. Era um direito fluido, porque não era fixado por um texto escrito; era conhecido interrogando-se os mais velhos do povo, mas apesar disso se impunha a todos como uma legislação intocável” (Georges Duby, “Histoire de la Civilization Française”, p. 41). Mais sobre o Direito.

2 – A Igreja eliminou na Cristandade medieval a escravidão pagã
Iniciemos com uma interessante distinção de Paul Allard. Existiam dois tipos de escravidão: a das pessoas e a do trabalho. Segundo esse autor, a abolição da escravidão das pessoas já era uma obra “quase inteiramente terminada, ou pelo menos inteiramente preparada, antes da segunda metade do século VI”, ou seja, no início da Idade Média.
Da escravidão não restou senão uma coisa: a obrigação de trabalhar para outros. Mas pouco a pouco também esta obrigação se transformou em uma regra fixa: o servo tornou-se senhor de seu trabalho, com a condição de ceder uma parte do ganho em benefício de seu senhor. Esta transformação não se consumou de modo uniforme: em alguns lugares veio rapidamente, e parece já estar estabelecida desde o século V; em outros, não se pode assinalar com certeza antes do século XI ou XII ... Pode-se ainda constatar (na Itália e na Espanha) a presença de alguns escravos depois do século XIV; mas são fatos excepcionais, isolados, que não contradizem os resultados gerais por nós expostos” (Paul Allard, “Gli Schiavi Cristiani”, Libreria Editrice Fiorentina, 1916).
Por seu livro, Paul Allard recebeu de Mons. Nocelle a seguinte carta, escrita a mando de Pio IX: “Entre os numerosos benefícios que as sociedades humanas receberam da Religião Católica, é justo citar as transformações que trouxe à desventurada condição dos escravos, que por sua influência foi primeiramente mitigada, e depois pouco a pouco destruída e abolida. E é por isso que S.S. Pio IX viu com prazer que V. Sa., em seu livro sobre os 'Escravos Cristãos', pôs às claras esse grande fato, e tributou à Igreja os louvores que lhe são devidos nesse ponto”.
Depois do ano mil, a França medieval — salvo em suas fronteiras meridionais, em contato com o Islã, onde subsistia por toda a Idade Média um comércio de escravos alimentado pela pirataria — já não conheceu a servidão à maneira antiga, que rebaixava os homens à condição de animais” (Georges Duby, op. cit., p. 42).
É indiscutível que a difusão das concepções cristãs ... fez com que se reconhecessem os direitos familiares dos servos” (Georges Duby, op. cit., p. 16).
O cuidado pela salvação, particularmente agudo nas proximidades da morte, inclinava (os senhores) a ouvir a voz da Igreja, que, se não se levantava contra a servidão em si, fazia da libertação do escravo cristão uma obra de piedade por excelência” (Marc Bloch, “La Société Féodale”, p. 360).

3 – O trabalho manual foi altamente dignificado
Por outro lado, concede-se ao trabalho manual muito mais valor, devido à orientação religiosa determinada pelo Cristianismo. Desde São Bento de Nursia o trabalho manual é um elemento essencial das regras monásticas” (Friedrich Heer, in “Historia de la Cultura Occidental”, p. 114). Mais.


QUINTO MITO
A Idade Média foi a “noite de mil anos”, em que a cultura desapareceu.

REFUTAÇÃO
A Idade Média foi uma época de grande progresso cultural. As grandes sumas, e as obras de arte que ainda permanecem insuperadas, o atestam.

1 – Progresso geral
No segundo terço do século XI começou um progresso acelerado. Foi uma fermentação de tudo; floração um tanto desordenada, audácia criadora, tal foi o tom do século XII. De um século XII que a meu juízo começa a 1070 e se encerra por volta de 1180, e do qual seria umbral a igreja abacial de Trindade de Caen, e por fim o coro de Notre Dame de Paris, pedras milenares admiráveis. De um século que formou a versão do autor de Roland, para concluir com a morte de Chrétien de Troyes, com o nascimento de Francisco de Assis. Do século de Abelardo e de São Bernardo de Claraval. Do grande século XII, o mais fecundo da Idade Média” (Georges Duby, op. cit., p. 63).

2 – Floração de escolas e Universidades
Oxford
Em sua corte de Aix-la-Chapelle, Carlos Magno fundou a “Scholla Palatina”, e ele mesmo participou das aulas como aluno. No ano 787, dispôs que se instalassem escolas em todos os mosteiros e cabidos. Posteriormente tal disposição foi ampliada” (Friedrich Heer, op. cit., p. 117).
Sobre as escolas.
As escolas monásticas medievais são a base e a origem de todas as escolas do Ocidente, principalmente universidades e escolas superiores”. E o autor cita as principais universidades do tempo, sua data de fundação e sua especialidade: Sorbonne, de Paris (1256, teologia), Bolonha (século XI, jurisprudência), Salerno (medicina). (Gerd Betz, “Historia de la Civilización Occidental”, Ed. Labor, Barcelona, 1966, pp. 153, 154). Mais sobre Universidades.
Com Carlos Magno e seus sucessores, os mosteiros haviam atingido uma posição única de predomínio intelectual, espiritual e artístico. Eram os únicos que proporcionavam mestres, escribas e diplomatas; eram os únicos que alimentavam a erudição, conservando intactos não só os textos da Bíblia e dos primeiros Padres, mas também grande parte da cultura do mundo clássico” (George Zarnecki, professor de História da Arte na Universidade de Londres, “La Apostación de las Ordenes”, in “La Baja Edad Media”, Ed. Labor, Barcelona, 1968, p. 63). Mais sobre as escolas.

3 – Na Idade Média surgiram os primeiros hospitais
A Idade Média se caracterizou, entre outras coisas, pelo “... aparecimento dos hospitais, que adquiriram sua função atual com a fundação da Ordem de São João de Jerusalém (hoje Ordem de Malta) em 1099” (Friedrich Heer, “Wachau”, in “Historia de la Cultura Occidental”, ed. Labor, 1966, p. 193). Leia mais sobre os hospitais.

4 – Desenvolvimento da música
Antifonário franciscano
O Papa S. Gregório Magno deu aos cantos eclesiásticos romanos sua forma e ordenação definitivas (cerca do ano 600). No século VIII o anglo-saxão Bonifácio (672-674) e Pepino III (714-768) introduziram o canto coral gregoriano nos conventos; sua continuidade foi assegurada com a “Schola Cantorum” de Metz” (Friedrich Heer, op. cit., p. 123).
Os instrumentos da época carolíngia são: órgão portátil, flautas, gaitas, ‘chirímias’, trompetes e clarins; a lira, a cítara e a harpa; os címbalos, pratos e tímpanos. A partir de 860 se introduz também um instrumento de corda de pequeno tamanho, a viella” (Friedrich Heer, op. cit., p. 123).


SEXTO MITO
Na Idade Média a ciência ficou estagnada, e não houve progresso técnico.

REFUTAÇÃO
A Idade Média conheceu um florescimento científico e técnico muito acentuado.

DOCUMENTAÇÃO
1 – Conhecimentos técnicos em geral
• O manual “Schedula diversarum artium” (século XI), do monge Teófilo Presbítero, consigna importantes inventos e conhecimentos técnicos nos ramos de preparação de tintas, pintura, trabalhos de metal, produção de cristal, vitrais, construção de órgãos, trabalhos em marfim, com pedras preciosas e pérolas.
• O
Hortus Deliciarum, da abadessa Herrad de Landsberg (1160), traz numerosas descrições de todo o aparelhamento técnico que possibilitou a construção das magníficas catedrais. Saiba como a Igreja promoveu a ciência logicamente sistematizada e como floresceram ciências como a mecânica, as matemáticas, a física e a astronomia
Alguns dos progressos da época: Moinhos de vento; rodas hidráulicas; fundição de sinos; relógios; relógios com figuras móveis; roca e carretilha para fiação; carvão de pedra e sua utilização em forjas; exploração do carvão na Inglaterra e no Ruhr (Alemanha); serraria automática movida a água corrente (Cfr. Gerd Betz, “Historia de la Civilización Occidental”, p. 150).

2 – Descobertas químicas durante a Idade Média
Antes do ano 1000 já se fabricava o álcool destilado do vinho. Nos séculos XII e XIII descobriu-se: amoníaco, ácido nítrico, ácido sulfúrico, alúmen. Estes elementos acarretaram grandes progressos na produção de extratos alcoólicos, tinturas, corantes, no polimento, na produção de cristais em cores (Cfr. Friedrich Heer, “Historia de la Civilización Occidental”, p. 183). Veja descobertas medievais surpreendentes
A razão desta evolução da técnica reside na tendência a uma atividade relacionada com a natureza e condicionada pela piedade religiosa, com a consequente afirmação do trabalho corporal e o desaparecimento das antigas formas de escravidão” (Friedrich Heer, op. cit., p. 115). Veja sobre a tecnologia e o copyright na Idade Média.

3 – Outras inovações importantes
Imperador Carlo Magno
O trabalho animal, até então mal aproveitado, é levado ao máximo desenvolvimento por meio de uma série de inventos. Por exemplo, o uso de coleiras nas guarnições para os cavalos, que multiplica por quatro a força de tração dos animais” (Friedrich Heer, op. cit., p. 115). Veja mais.
Desde a época de Carlos Magno, vão ganhando terreno as construções de pedra: a maior revolução técnica na arquitetura, cuja importância se faz sentir durante um milênio” (Friedrich Heer, op. cit., p. 112).
No tempo de São Francisco, ‘a atividade mercantil estava promovendo a prosperidade da Europa e desenvolvendo em todos os sentidos a capacidade das cidades’ (Christopher Brooke, professor de História Medieval na Universidade de Liverpool, “Estructura de la Sociedad Medieval”, in “La Baja Edad Media”, ed. Labor, Barcelona, 1968, p. 39).
Nos anos 1000 começa a difundir-se o uso do moinho de grãos movido por água corrente e construído pelos senhores, melhoramento considerável que economiza grande parte do tempo que se empregava em moer o trigo entre pedras” (Georges Duby, “Historia de la Civilización Francesa”, p. 15).

4 – Transformação agrícola que mudou a face da Europa
A expansão agrícola dos séculos XI e XII parece ter sido o único grande rejuvenescimento do conjunto das práticas camponesas que atingiu os campos franceses, desde a época neolítica até a ‘revolução agrícola’ dos tempos modernos” (Georges Duby, op. cit., p. 63).
O cultivo da vinha na França, Áustria e região do Reno e Mosela deve muitíssimo aos monges. Até o século XIX e quase até nossos dias, muitas propriedades rurais foram exploradas segundo os princípios estabelecidos pelos monges medievais” (Gerd Bertz, in “Historia de la Civilización Occidental”, p. 143).
Os campos da abadia de Cluny, situados na vanguarda do progresso, em meados do século XII, davam uma colheita seis vezes maior do que os grãos semeados nos melhores terrenos ... Foi uma renovação fundamental, que mudou profundamente todas as maneiras de viver, posto que graças a ela o camponês tirava de uma terra menos extensa, em igual tempo, com menos esforço, mais alimentos” (Georges Duby, op. cit., p. 66).
“Entre o ano 1000 e as proximidades do século XII esse prodigioso esforço, esses inumeráveis golpes de machados e enxadas dados por gerações de pioneiros, esses diques contra inundações, todas as queimas dos matagais, todas essas plantações de novas vinhas, deram aos campos da França uma nova fisionomia — a que conhecemos” (Georges Duby, op. cit., p. 70).

Nota do blog Pale Ideas: Os links são na maioria do Wikipedia, com o tempo irei substitui-los por outros mais fidedignos. Os textos são dos links abaixo; as imagens, da web.


Fontes:




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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

ASSIS 2011: NECESSIDADE DE UMA REPARAÇÃO

Publico no blog, para conhecimento de todos os católicos de boa vontade acerca do evento já próximo, Assis III, convocado para o dia 27 de outubro, por S.S. o Papa Bento XVI, o convite do Rev.mo Pe. Christian Bouchacourt:





COMUNICADO DO SUPERIOR DO DISTRITO DA AMÉRICA DO SUL

ASSIS 2011: NECESSIDADE DE UMA REPARAÇÃO

Queridos Fiéis:

Na próxima quinta-feira, dia 27 de outubro, haverá a terceira reunião de Assis, convocada e presidida pelo Papa Bento XVI. A programação publicada pela Santa Sé informa que será “uma jornada de reflexão, diálogo e oração pela paz e a justiça no mundo”. Bento XVI convida “as diversas confissões cristãs, os representantes das tradições religiosas do mundo e todas as pessoas de boa vontade” para reunir-se sobre o tema: “Peregrinos da verdade, peregrinos da paz”, “com vista a construir um mundo cada vez mais fraterno, no qual todos sejam livres de professar a sua própria religião e fé”. (Bento XVI, Ângelus do dia 1º de Janeiro de 2011, Alocução aos peregrinos franceses).

Aparentemente, os escândalos ocorridos em 1986 em várias igrejas de Assis não serão renovados; no entanto, os princípios invocados com vistas à organização da reunião são os mesmos que há 25 anos: pretende-se que a liberdade religiosa nas nações seja fonte de paz, enquanto a doutrina católica ensina que somente a fé em Nosso Senhor Jesus Cristo e a fidelidade à Igreja fundada por Ele podem alcançar a paz no mundo enlouquecido. Substitui-se a fé pela liberdade de consciência. O homem-deus quer suplantar o Deus que se fez homem. E quem propõe semelhante delírio – que nasceu nas lojas maçónicas – como remédio para o mundo é o próprio Vigário de Cristo. Que escândalo e mistério tão grande!

Devemos reparar tamanha injuria feita a Deus.

Por este motivo, convido todos os fiéis de nossos priorados e todos os católicos desejosos de defender a honra divina a participar da cerimônia de desagravo que será organizada na quinta-feira, 27 de outubro, em cada uma das capelas do Distrito da América do Sul. Rezar-se-á a Via Crucis e a Santa Missa para a Propagação da Fé. Concorremos maciçamente com espírito de penitência e de reparação.

Os seguintes textos pontifícios demostram que sempre a Igreja condenou semelhantes reuniões inter-religiosas. Em vez de alcançar a paz, esta jornada fomentará o indiferentismo religioso e a apostasia, turbará os católicos e seguirá levando a sociedade ao caos, como consequência inevitável da rejeição do Reinado Social de Cristo Rei.

Parce, Domine, parce populo tuo! Perdoai, Senhor, perdoai o Vosso povo!

Padre Christian BOUCHACOURT
21 de outubro de 2011



DECLARAÇÃO DE DOM ANTÔNIO E DOM LEFEBVRE 
POR OCASIÃO DA REUNIÃO ECUMÊNICA DE ASSIS EM 1986
COMO CONSEQUÊNCIA DOS ACONTECIMENTOS DA VISITA DE JOÃO PAULO II À SINAGOGA E AO CONGRESSO DAS RELIGIÕES EM ASSIS


Roma nos mandou perguntar se tínhamos a intenção de proclamar nossa ruptura com o Vaticano por ocasião do Congresso de Assis.

Parece-nos que a pergunta deveria, antes, ser esta: o sr. acredita e tem a intenção de declarar que o Congresso de Assis consuma a ruptura das Autoridades Romanas com a Igreja Católica?

Porque é precisamente isto que preocupa àqueles que ainda permanecem católicos.

Com efeito, é bastante evidente que, desde o Concílio Vaticano II, o Papa e os Episcopados se afastam, de maneira cada vez mais nítida, de seus predecessores.

Tudo aquilo que foi posto em prática pela Igreja para defender a Fé nos séculos passados, e tudo o que foi realizado pelos missionários para difundi-la, até o martírio inclusive, é considerado doravante como uma falta da qual a Igreja deveria se acusar e pedir perdão. (nota: os dois bispos não podiam imaginar a avalanche de pedidos de perdão que viria, anos mais tarde, humilhar a Santa Igreja)

A atitude dos onze Papas que, desde 1789 até 1968, em documentos oficiais, condenaram a Revolução liberal, é considerada hoje como “uma falta de compreensão do sopro cristão que inspirou a Revolução”.

Donde, a reviravolta completa de Roma, desde o Concílio Vaticano II, que nos faz repetir as palavras de Nosso Senhor àqueles que O vinham prender: “Haec est hora vestra et potestas tenebrarum – Esta é a vossa hora e o poder das trevas”. (Lc. 22, 52-63)

Adotando a religião liberal do protestantismo e da Revolução, os princípios naturalistas de J.J. Rousseau, as liberdades atéias da Constituição dos Direitos do Homem, o princípio da dignidade humana já sem relação com a verdade e a dignidade moral, – as Autoridades Romanas voltam as costas a seus predecessores e rompem com a Igreja Católica, e põem-se a serviço dos que destroem a Cristandade e o Reinado Universal de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Os recentes atos de João Paulo II e dos Episcopados nacionais ilustram, de ano para ano, esta mudança radical de concepção da fé, da Igreja, do Sacerdócio, do mundo, da salvação pela graça.

O cúmulo desta ruptura com o magistério anterior da Igreja, depois da visita à Sinagoga, se realizou em Assis. O pecado público contra a unicidade de Deus, contra o Verbo Encarnado e Sua Igreja faz-nos estremecer de horror: João Paulo II encorajando as falsas religiões a rezar a seus falsos deuses: escândalo sem medida e sem precedente.

Poderíamos retomar aqui nossa Declaração de 21 de novembro de 1974, que permanece mais atual que nunca.

Quanto a nós, permanecendo indefectivelmente na adesão à Igreja Católica e Romana de sempre, somos obrigados a verificar que esta religião modernista e liberal da Roma moderna e conciliar se afasta cada vez mais de nós, que professamos a Fé católica dos onze Papas que condenaram esta falsa religião.

A ruptura, portanto, não vem de nós, mas de Paulo VI e de João Paulo II, que rompem com seus predecessores. Esta negação de todo o passado da Igreja por estes dois Papas e pelos Bispos que os imitam é uma impiedade inconcebível e uma humilhação insuportável para aqueles que continuam católicos na fidelidade a vinte séculos de profissão da mesma Fé. Por isso, consideramos como nulo tudo o que foi inspirado por este espírito de negação: todas as Reformas pós-conciliares, e todos os atos de Roma realizados dentro desta impiedade.

Contamos com a graça de Deus e o sufrágio da Virgem Fiel, de todos os Mártires, de todos os Papas até o Concílio, de todos os Santos e Santas fundadores e fundadoras de Ordens contemplativas e missionárias, para que venham em nosso auxílio na renovação da Igreja pela fidelidade integral à Tradição.

Buenos Aires, 2 de dezembro de 1986

+ Marcel Lefebvre
Arcebispo-Bispo emérito de Tulle

+ Antonio de Castro Mayer
Bispo emérito de Campos
que concorda plenamente com a presente declaração e a faz sua.



Nota do blog: Em relação aos dois documentos abaixo, deixei o original em espanhol, porque a versão em português que eu tenho da encíclica Moratlium Animos, tirada do site do Vaticano, está cheia de erros de tradução/gramática e alguns trechos não coincidem. O segundo documento, eu não encontrei no site do Vaticano.


LA DOCTRINA DE LOS SUMOS PONTÍFICES
CONDENÓ A ASÍS POR ADELANTADO

ACERCA DE CÓMO SE HA DE FOMENTAR LA VERDADERA UNIDAD RELIGIOSA

Extracto de la Encíclica “Mortalium animos” (1)del Papa Pío XI del 6 de enero de 1928

LOS “PANCRISTIANOS”

Convencidos de que son rarísimos los hombres privados de todo sentimiento religioso, parecen haber visto en ello esperanza de que no será difícil que los pueblos, aunque disientan unos de otros en materia de religión, convengan fraternalmente en la profesión de algunas doctrinas que sean como fundamento común de la vida espiritual. Con tal fin suelen estos mismos organizar congresos, reuniones y conferencias, con no escaso número de oyentes, e invitar a discutir allí promiscuamente a todos, a infieles de todo género, a cristianos y hasta a aquellos que apostataron miserablemente de Cristo o con obstinada pertinacia niegan la divinidad de su Persona o misión.
Tales tentativas no pueden, de ninguna manera, obtener la aprobación de los católicos, puesto que están fundadas en la falsa opinión de los que piensan que todas las religiones son, con poca diferencia, buenas y laudables, pues, aunque de distinto modo, todas nos demuestran y significan igualmente el ingénito y nativo sentimiento con que somos llevados hacia Dios y reconocemos obedientemente su imperio.
Cuantos sustentan esta opinión, no sólo yerran y se engañan, sino también rechazan la verdadera religión, adulterando su concepto esencial, y poco a poco vienen a parar al naturalismo y al ateísmo; de donde claramente se sigue que, cuantos se adhieren a tales opiniones y tentativas, se apartan totalmente de la religión revelada por Dios.

FALSA UNIDAD

(…) Y aquí se Nos ofrece ocasión de exponer y refutar una falsa opinión de la cual parece depender toda esta cuestión, y en la cual tiene su origen la múltiple acción y confabulación de los católicos que trabajan, como hemos dicho, por la unión de las iglesias cristianas. Los autores de este proyecto no dejan de repetir casi infinitas veces las palabras de Cristo: “Sean todos una misma cosa… Habrá un solo rebaño, y un solo pastor”, (2) mas de tal manera las entienden, que, según ellos, sólo significan un deseo y una aspiración de Jesucristo, deseo que todavía no se ha realizado. Opinan, pues, que la unidad de fe y de gobierno, nota distintiva de la verdadera y única Iglesia de Cristo, no ha existido casi nunca hasta ahora, y ni siquiera hoy existe: podrá, ciertamente, desearse, y tal vez algún día se consiga, mediante la concorde impulsión de las voluntades; pero entre tanto, habrá que considerarla sólo como un ideal.

“LA DIVISIÓN” DE LA IGLESIA

Añaden que la Iglesia, de suyo o por su propia naturaleza, está dividida en partes; esto es, se halla compuesta de varias comunidades distintas, separadas todavía unas de otras, y coincidentes en algunos puntos de doctrina, aunque discrepantes en lo demás, y cada una con los mismos derechos exactamente que las otras; y que la Iglesia sólo fue única y una, a lo sumo desde la edad apostólica hasta tiempos de los primeros Concilios Ecuménicos. Sería necesario pues —dicen—, que, suprimiendo y dejando a un lado las controversias y variaciones rancias de opiniones, que han dividido hasta hoy a la familia cristiana, se formule, se proponga con las doctrinas restantes una norma común de fe, con cuya profesión puedan todos no ya reconocerse, sino sentirse hermanos. Y cuando las múltiples iglesias o comunidades estén unidas por un pacto universal, entonces será cuando puedan resistir sólida y fructuosamente los avances de la impiedad…
(…) Otros en cambio aun avanzan a desear que el mismo Pontífice presida sus asambleas, las que pueden llamarse “multicolores”. Por lo demás, aun cuando podrán encontrarse a muchos no católicos que predican a pulmón lleno la unión fraterna en Cristo, sin embargo, hallarán pocos a quienes se ocurre que han de sujetarse y obedecer al Vicario de Jesucristo cuando enseña o manda y gobierna. Entretanto aseveran que están dispuestos a actuar gustosos en unión con la Iglesia Romana, naturalmente en igualdad de condiciones jurídicas, o sea de iguales a igual: mas si pudieran actuar no parece dudoso de que lo harían con la intención de que por un pacto o convenio por establecerse tal vez, no fueran obligados a abandonar sus opiniones que constituyen aun la causa por la que continúan errando y vagando fuera del único redil de Cristo.
Siendo todo esto así, claramente se ve que ni la Sede Apostólica puede en manera alguna tener en dichos Congresos, ni de ningún modo pueden los católicos favorecer ni cooperar a semejantes intentos; y si lo hiciesen, darían autoridad a una falsa religión cristiana, totalmente ajena a la única y verdadera Iglesia de Cristo.
¿Y habremos Nos de sufrir —cosa que sería por todo extremo injusta— que la verdad revelada por Dios, se rindiese y entrase en transacciones? Porque de lo que ahora se trata es de defender la verdad revelada.

SIN FE, NO HAY VERDADERA CARIDAD

(…) Podrá parecer que dichos “pancristianos”, tan atentos a unir las iglesias, persiguen el fin nobilísimo de fomentar la caridad entre todos los cristianos. Pero, ¿cómo es posible que la caridad redunde en daño de la fe? Nadie, ciertamente, ignora que San Juan, el Apóstol mismo de la caridad, el cual en su Evangelio parece descubrirnos los secretos del Corazón Santísimo de Jesús, y que solía inculcar continuamente a sus discípulos el nuevo precepto Amaos los unos a los otros, prohibió absolutamente todo trato y comunicación con aquellos que no profesasen, íntegra y pura, la doctrina de Jesucristo: Si alguno viene a vosotros y no trae esta doctrina, no lo recibáis en casa, y ni siquiera lo saludéis.(3) Siendo, pues, la fe íntegra y sincera, como fundamento y raíz de la caridad, necesario es que los discípulos de Cristo estén unidos principalmente con el vínculo de la unidad de fe.

RESBALADERO HACIA EL INDIFERENTISMO Y EL MODERNISMO

(…) Entre tan grande diversidad de opiniones, no sabemos cómo se podrá abrir camino para conseguir la unidad de la Iglesia, unidad que no puede nacer más que de un solo magisterio, de una sola ley de creer y de una sola fe de los cristianos.

En cambio, sabemos ciertamente que de esa diversidad de opiniones es fácil el paso al menosprecio de toda religión, o “indiferentismo”, y al llamado “modernismo”, con el cual los que están desdichadamente inficionados, sostienen que la verdad dogmática no es absoluta sino relativa, o sea, proporcionada a las diversas necesidades de lugares y tiempos, y a las varias tendencias de los espíritus, no hallándose contenida en una revelación inmutable, sino siendo de suyo acomodable a la vida de los hombres.

LA ÚNICA MANERA DE UNIR A TODOS LOS CRISTIANOS

Bien claro se muestra, Venerables Hermanos, por qué esta Sede Apostólica no ha permitido nunca a los suyos que asistan a los citados congresos de acatólicos; porque la unión de los cristianos no se puede fomentar de otro modo que procurando el retorno de los disidentes a la única y verdadera Iglesia de Cristo, de la cual un día desdichadamente se alejaron; a aquella única y verdadera Iglesia que todos ciertamente conocen, y que por la voluntad de su Fundador debe permanecer siempre tal cual Él mismo la fundó para la salvación de todos.


UNA DEMOCRACIA MÁS UNIVERSAL QUE LA IGLESIA CATÓLICA

Extracto de la Encíclica “Notre Charge Apostolique” del Papa San Pío X del 25 de agosto de 1910

Pero más extrañas todavía, tremendas y dolorosas a la vez, son la audacia y la ligereza de espíritu de los hombres que se llaman católicos, que sueñan con volver a fundar la sociedad en tales condiciones y con establecer sobre la tierra, por encima de la Iglesia católica, “el reino de la justicia y del amor”, con obreros venidos de todas partes, de todas las religiones o sin religión, con o sin creencias, con tal que olviden lo que los divide: sus convicciones filosóficas y religiosas, y que pongan en común lo que los une: un generoso idealismo y fuerzas morales tomadas “donde les sea posible”(…)
¿Qué van a producir? ¿Qué es lo que va a salir de esta colaboración? Una construcción puramente verbal y quimérica, en la que veremos reflejarse desordenadamente y en una confusión seductora las palabras de libertad, justicia, fraternidad y amor, igualdad y exaltación humana, todo basado sobre una dignidad humana mal entendida. Será una agitación tumultuosa, estéril para el fin pretendido y que aprovechará a los agitadores de las masas menos utopistas (…)
Nos tememos algo todavía peor. El resultado de esta promiscuidad en el trabajo, el beneficiario de esta acción social cosmopolita no puede ser otro que una democracia que no será ni católica, ni protestante, ni judía; una religión (…) más universal que la Iglesia católica, reuniendo a todos los hombres, convertidos, finalmente, en hermanos y camaradas en “el reino de Dios”. “No se trabaja para la Iglesia, se trabaja para la humanidad”.

NOTAS:
1. Del 6 de enero de 1928, publicada en AAS 20 (1928), págs. 5-16). La presente traducción está tomada de la “Colección completa de Encíclicas Pontificias”, ed. Guadalupe, Buenos Aires, dos tomos; tomo I, pág. 1114 y ss.).
2. San Juan, XVII, 21; X, 16.
3. II San Juan, vers. 10.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Documentos de todos os católicos

Textos originais de mais de 23000 documentos dos Sumos Pontífices, dos Concílios, dos Santos Padres, dos Doutores da Igreja, que floresceram desde o início dos tempos até Papa Bento XVI, nas principais línguas europeias.

Eu me proponho a traduzi-los para o Português, aos poucos, sobretudo os principais documentos da Fé Católica.




Omnium Paparum, Conciliorum, Ss Patrum, Doctorum Scriptorumque Ecclesiae qui ab Aevo Apostolico ad usque Benedicti XVI Tempora Floruerunt.



Sancto Alberto Magno Patrono Plorante ac Beata Semper Virgine Maria Intercedente, Spiritus Sancte, Veritatis Deus, Hunc Locum a Malo Defendere Digneris. 

             0033-0067- Petrus, Sanctus, Martyr
             0067-0076- Linus, Sanctus
             0076-0088- Anacletus I, Sanctus
             0088-0097- Clemens I, Sanctus, Martyr
             0097-0105- Evaristus, Sanctus, Martyr
             0105-0115- Alexander I, Sanctus, Martyr
             0115-0125- Sixtus I, Sanctus
             0125-0136- Telesphorus, Sanctus, Martyr
             0136-0140- Hyginus, Sanctus
             0140-0155- Pius I, Sanctus, Martyr
             0155-0166- Anicetus, Sanctus
             0166-0175- Soterius, Sanctus
             0175-0189- Eleutherius, Sanctus, Martyr
             0189-0199- Victor I, Sanctus, Martyr
             0199-0217- Zephyrinus, Sanctus, Martyr
             0217-0222- Callixtus I, Sanctus
             0222-0230- Urbanus I, Sanctus
             0230-0235- Pontianus, Sanctus, Martyr
             0235-0236- Anterus, Sanctus
             0236-0250- Fabianus, Sanctus, Martyr
             0251-0253- Cornelius, Sanctus, Martyr
             0253-0254- Lucius I, Sanctus
             0254-0257- Stephanus I, Sanctus
             0257-0258- Sixtus II, Sanctus, Martyr
             0260-0268- Dionysius, Sanctus
             0269-0274- Felix I, Sanctus, Martyr
             0275-0283- Eutychianus, Sanctus
             0283-0296- Caius, Sanctus
             0296-0304- Marcellinus, Sanctus
             0308-0309- Marcellus I, Sanctus
             0309-0310- Eusebius, Sanctus
             0311-0314- Miltiades (Melchiades), Sanctus
             0314-0335- Silvester I, Sanctus
             0335-0336- Marcus, Sanctus
             0337-0352- Iulius I, Sanctus
             0352-0366- Liberius, Sanctus
             0366-0383- Damasus I, Sanctus
             0384-0399- Siricius, Sanctus
             0399-0401- Anastasius I, Sanctus
             0401-0417- Innocentius I, Sanctus
             0417-0418- Zosimus, Sanctus
             0418-0422- Bonifacius I, Sanctus
             0422-0432- Caelestinus I, Sanctus
             0432-0440- Sixtus III, Sanctus
             0440-0461- Leo I, Magnus, Sanctus
             0461-0468- Hilarius, Sanctus
             0468-0483- Simplicius, Sanctus
             0483-0492- Felix III, Sanctus
             0492-0496- Gelasius I, Sanctus
             0496-0498- Anastasius II, Sanctus
             0498-0514- Symmachus, Sanctus
             0514-0523- Hormisdas, Sanctus
             0523-0526- Ioannes I, Sanctus, Martyr
             0526-0530- Felix IV, Sanctus
             0530-0532- Bonifacius II
             0533-0535- Ioannes II
             0535-0536- Agapetus I, Sanctus
             0536-0537- Silverius, Sanctus, Martyr
             0537-0555- Vigilius
             0556-0561- Pelagius I
             0561-0574- Ioannes III
             0575-0579- Benedictus I
             0579-0590- Pelagius II
             0590-0604- Gregorius I, Magnus, Sanctus
             0604-0606- Sabinianus
             0607-0607- Bonifacius III
             0608-0615- Bonifacius IV, Sanctus
             0615-0618- Adeodatus I, Sanctus
             0619-0625- Bonifacius V
             0625-0638- Honorius I
             0640-0640- Severinus
             0640-0642- Ioannes IV
             0642-0649- Theodorus I
             0649-0655- Martinus I, Sanctus, Martyr
             0655-0657- Eugenius I, Sanctus
             0657-0672- Vitalianus, Sanctus
             0672-0676- Adeodatus II
             0676-0678- Donus
             0678-0681- Agatho, Sanctus
             0682-0683- Leo II, Sanctus
             0684-0685- Benedictus II, Sanctus
             0685-0686- Ioannes V
             0686-0687- Conon
             0687-0701- Sergius I, Sanctus
             0701-0705- Ioannes VI
             0705-0709- Ioannes VII
             0709-0709- Sisinnius
             0709-0715- Constantinus
             0715-0731- Gregorius II, Sanctus
             0731-0741- Gregorius III, Sanctus
             0741-0752- Zacharias, Sanctus
             0752-0752- Stephanus II
             0752-0757- Stephanus III
             0757-0767- Paulus I, Sanctus
             0767-0772- Stephanus IV
             0772-0795- Hadrianus I
             0795-0816- Leo III, Sanctus
             0816-0817- Stephanus V
             0817-0824- Paschalis I, Sanctus
             0824-0827- Eugenius II
             0827-0827- Valentinus
             0827-0844- Gregorius IV
             0844-0847- Sergius II
             0847-0855- Leo IV, Sanctus
             0855-0858- Benedictus III
             0858-0867- Nicholaus I, Magnus, Sanctus
             0867-0872- Hadrianus II
             0872-0882- Ioannes VIII
             0882-0884- Marinus I
             0884-0885- Hadrianus III, Sanctus
             0885-0891- Stephanus VI
             0891-0896- Formosus
             0896-0896- Bonifacius VI
             0896-0897- Stephanus VII
             0897-0897- Romanus
             0897-0897- Theodorus II
             0898-0900- Ioannes IX
             0900-0903- Benedictus IV
             0903-0903- Leo V
             0903-0904- Christophorus
             0904-0911- Sergius III
             0911-0913- Anastasius III
             0913-0914- Lando
             0914-0928- Ioannes X
             0928-0929- Leo VI
             0929-0931- Stephanus VIII
             0931-0935- Ioannes XI
             0936-0939- Leo VII
             0939-0942- Stephanus IX
             0942-0946- Marinus II
             0946-0955- Agapetus II
             0955-0963- Ioannes XII
             0963-0964- Leo VIII
             0964-0964- Benedictus V
             0965-0965- Leo VIII
             0965-0972- Ioannes XIII
             0973-0974- Benedictus VI
             0974-0983- Benedictus VII
             0983-0984- Ioannes XIV
             0985-0996- Ioannes XV
             0996-0999- Gregorius V
             0999-1003- Silvester II
             1003-1003- Ioannes XVII
             1003-1009- Ioannes XVIII
             1009-1012- Sergius IV
             1012-1024- Benedictus VIII
             1024-1032- Ioannes XIX
             1032-1045- Benedictus IX
             1045-1045- Silvester III
             1045-1046- Gregorius VI
             1046-1047- Clemens II
             1047-1048- Benedictus IX
             1048-1048- Damasus II
             1049-1054- Leo IX, Sanctus
             1055-1057- Victor II
             1057-1058- Stephanus X
             1059-1061- Nicholaus II
             1061-1073- Alexander II
             1073-1085- Gregorius VII, Sanctus
             1086-1087- Victor III, Beatus
             1088-1099- Urbanus II, Beatus
             1099-1118- Paschalis II
             1118-1119- Gelasius II
             1119-1124- Callixtus II
             1124-1130- Honorius II
             1130-1143- Innocentius II
             1143-1144- Caelestinus II
             1144-1145- Lucius II
             1145-1153- Eugenius III, Beatus
             1153-1154- Anastasius IV
             1154-1159- Hadrianus IV
             1159-1181- Alexander III
             1181-1185- Lucius III
             1185-1187- Urbanus III
             1187-1187- Gregorius VIII
             1187-1191- Clemens III
             1191-1198- Coelestinus III
             1198-1216- Innocentius III
             1216-1227- Honorius III
             1227-1241- Gregorius VIIII
             1241-1241- Caelestinus IV
             1243-1254- Innocentius IV
             1254-1261- Alexander IV
             1261-1264- Urbanus IV
             1265-1268- Clemens IV
             1271-1276- Gregorius X, Beatus
             1276-1276- Hadrianus V
             1276-1276- Innocentius V, Beatus
             1276-1277- Ioannes XXI
             1277-1280- Nicholaus III
             1281-1285- Martinus IV
             1285-1287- Honorius IV
             1288-1292- Nicholaus IV
             1294-1294- Celestinus V, Sanctus
             1294-1303- Bonifacius VIII
             1303-1304- Benedictus XI, Beatus
             1305-1314- Clemens V
             1316-1334- Ioannes XXII
             1334-1342- Benedictus XII, Venerabilis
             1342-1352- Clemens VI
             1352-1362- Innocentius VI
             1362-1370- Urbanus V, Beatus
             1370-1378- Gregorius XI
             1378-1389- Urbanus VI
             1389-1404- Bonifacius IX
             1404-1406- Innocentius VII
             1406-1415- Gregorius XII
             1417-1431- Martinus V
             1431-1447- Eugenius IV
             1447-1455- Nicholaus V
             1455-1458- Callistus III
             1458-1464- Pius II
             1464-1471- Paulus II
             1471-1484- Sixtus IV
             1484-1492- Innocentius VIII
             1492-1503- Alessandrus VI
             1503-1503- Pius III
             1503-1513- Iulius II
             1513-1521- Leo X
             1522-1523- Hadrianus VI
             1523-1534- Clemens VII
             1534-1549- Paulus III
             1550-1555- Iulius III
             1555-1555- Marcellus II
             1555-1559- Paulus IV
             1559-1565- Pius IV
             1566-1572- Pius V, Sanctus
             1572-1585- Gregorius XIII
             1585-1590- Sixtus V
             1590-1590- Urbanus VII
             1590-1591- Gregorius XIV
             1591-1591- Innocentius IX
             1592-1605- Clemens VIII
             1605-1605- Leo XI
             1605-1621- Paulus V
             1621-1623- Gregorius XV
             1623-1644- Urbanus VIII
             1644-1655- Innocentius X
             1655-1667- Alessander VII
             1667-1669- Clemens IX
             1670-1676- Clemens X
             1676-1689- Innocentius XI, Beatus
             1689-1691- Alexander VIII
             1691-1700- Innocentius XII
             1700-1721- Clemens XI
             1721-1724- Innocentius XIII
             1724-1730- Benedictus XIII
             1730-1740- Clemens XII
             1740-1758- Benedictus XIV
             1758-1769- Clemens XIII
             1769-1774- Clemens XIV
             1775-1799- Pius VI
             1800-1823- Pius VII
             1823-1829- Leo XII
             1829-1830- Pius VIII
             1831-1846- Gregorius XVI
             1846-1878- Pius IX, Sanctus
             1878-1903- Leo XIII
             1903-1914- Pius X, Sanctus
             1914-1922- Benedictus XV
             1922-1939- Pius XI
             1939-1958- Pius XII, Venerabiis
             1958-1963- Ioannes XXIII, Beatus
             1963-1978- Paulus VI, Servus Dei
             1978-1978- Ioannes Paulus I, Servus Dei
             1978-2005- Ioannes Paulus II
             2005-hodie- Benedictus XVI
             9999-9990- Sancta Sedes
             9999-9995- Antipapae
             9999-9996- Pontificorum Vitae
             9999-9997- Pontificorum Acta, Decretalia, Bullae Brevesque
             9999-9999- Enchiridion Symbolorum seu Denzinger 


Si est ex hominibus consilium hoc aut opus hoc, dissolvetur; si vero ex Deo est, non poteritis dissolvere.
Οτι εαν η εξ ανθρωπων η βουλη αυτη η το εργον τουτο καταλυθησεται ει δε εκ θεου εστιν ου δυνασθε καταλυσαι. 

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