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quinta-feira, 20 de junho de 2019

Comunhão na Mão


Comunhão na Mão



À Madalena, Cristo disse “não me toque porque ainda não me elevei ao Pai”; mas a Tomé, disse “mete o dedo nas minhas chagas e tenha fé”. Por que uma não pode tocá-lO e o outro, sim? Por que Tomé era Sacerdote e, na Missa, eleva, no lugar de Cristo, o próprio Cristo ao Pai para ofertar o seu Sacrifício e, depois, ser elevado diante dos homens, como a serpente no deserto, “a fim de atrair todos a si” e de “salvar da morte os que haviam pecado”. 

Esta realidade de per si destrói a nova teologia conciliar da “missa nova”, voltada para os homens. A Sagrada Comunhão deve ser recebida na boca e de joelhos nos casos ordinários; as exceções sempre existiram, mas somente para os casos de urgência, como perseguição, evitar um sacrilégio etc. A seguir alguns textos da Tradição Católica sobre o caso da Comunhão na mão

O cavalo de batalha desses pseudo-liturgistas é a seguinte passagem da “Catequese Mistagógica” atribuída a São Cirilo de Jerusalém: “Adiens igitur, ne expansis manuum volis, neque disiunctis digitis accede; sed sinistram velut thronum subiiciens, utpote Regen suscepturae: et concava manu suscipe corpus Christi, respondens Amen”. (“Dirigindo-se pois [a Comunhão] aproximai-vos com as palmas das mãos abertas, nem com os dedos disjuntos, mas tendo a esquerda em forma de um trono sob aquela mão que está para acolher o Rei e com a direita côncava, recebei o corpo de Cristo, respondendo Amém). Ao chegar nesse “Amém”, simplesmente param. Mas a “Catequese Mistagógica” prossegue o texto acrescentando a seguinte passagem: “Postquam autem caute oculos tuos sancti corporis contactu santificaveris, illud percipe… Tum vero post communionem corporis Christi, accede et ad sanguinis poculum: non extendens manus; sed pronus (em grego: ‘allà kùpton, que São Belarmino traduz: ‘genuflexo’), et adorationis ac venerationis in modum, dicens Amen, sanctericeris, ex sanguine Christi quoque sumens. Et cum adhuc labiis tuis adbaeret ex eo mador, manibus attingens, et oculos et frontem et reliquos sensus sanctifica… A communione ne vos abscindite; neque propter peccatorum inquinamentum sacirs istis et spiritualibus defraude mysteriis”. (“Depois que tu, com cautela tiver santificado os teus olhos pondo-te em contato com o Corpo de Cristo, aproximai também do cálice do sangue: não tendo as mãos estendidas, mas genuflexo de modo a expressar senso de adoração e veneração. Dizendo amém, te santificarás, tomando também o sangue de Cristo. E tendo ainda os lábios úmidos, tocai-os com as mãos e depois com esse santificarás os teus olhos, a fronte e os outros sentidos. Da comunhão jamais vos afastai, nem vos privai destes sagrados e espirituais mistérios, ainda que estejais manchados pelos pecados”)[1]

quinta-feira, 12 de março de 2015

SÃO GREGÓRIO MAGNO




12 de Março 

SÃO GREGÓRIO MAGNO

Papa, Confessor e Doutor
Pontificado: 590 a 604 



Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja, nasceu em Roma, em 540. O pai, Gordiano, era Senador e, como a mãe, Sílvia, pessoa muito religiosa. De mútuo acordo, Gordiano e Sílvia se dedicaram ao serviço de Deus, ele abraçando o estado eclesiástico e ela, retirando-se à solidão, para servir unicamente a Deus. Gordiano recebeu o diaconato e prestou grandes serviços como Cardeal-diácono.

Gregório recebeu uma educação esmerada e distinguia-se entre os companheiros pelo seu saber e pela virtude. Aos 34 anos de idade, o Imperador Justino II o nomeou Pretor (Primeiro Ministro) de Roma. Nesta elevada posição, deu altas provas de amor à justiça, de humildade e de piedade.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Homilia do 2.º Domingo do Advento por S. Gregório Magno

Homilia do 2.º Domingo do Advento 


por S. Gregório Magno (hom. VI sobre Ev.. 5-6).

 

Evangelho de S. Mateus 11,2-10 

Naquele tempo, João estava na prisão. Quando ouviu falar das obras de Cristo, enviou-lhe alguns discípulos, para lhe perguntarem: “És tu aquele que há de vir ou devemos esperar um outro?” Jesus respondeu-lhes: “Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados. Feliz aquele que não se escandaliza por causa de mim!” Os discípulos de João partiram, e Jesus começou a falar às multidões sobre João: “O que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? O que fostes ver? Um homem vestido com roupas finas? Mas os que vestem roupas finas estão nos palácios dos reis. Então, o que fostes ver? Um profeta? Sim, eu vos afirmo, e alguém que é mais do que profeta. É dele que está escrito: ‘Eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele vai preparar o teu caminho diante de ti’.”

Mas que fostes ver no deserto? Algum profeta? Digo-vos, em verdade, é mais que um profeta. O papel de um profeta é, de fato, predizer coisas futuras e admoestar, não porém mostrar simplesmente o futuro. Por isso, João Batista, o precursor, é mais que um profeta, pois como santo precursor ele vai além, mostra publicamente o Messias, o qual, ele mesmo e os outros profetas, haviam anunciado e profetizado, e mostrando o Cristo, ele O indica. No entanto, como o nome de profeta passa num grau inferior ao de indicador, ouçamos o que dele, João, foi dignamente escrito: " Eis que envio o meu Anjo ante tua face e ele te preparará o caminho à tua frente" (Mt. 3,1). Em grego, a palavra anjo (ângelon), significa "mensageiro", em latim "mensageiro" ou "anunciante". Com certeza, quem é enviado por Deus para anunciar o Juiz Supremo chama-se Anjo, isso conserva a dignidade do nome de quem tem tal prerrogativa de fato; o nome é sublime, e a vida não é inferior, visto que leva consigo a marca da santidade.


Também vós caríssimos, se quiserdes podereis ser semelhantes aos anjos e a João Batista. Cada um, se recebeu a graça e se a cultiva, é capaz, segundo a inspiração do alto, em ser anunciante diante do próximo, se exortar ao outros sobre as coisas de Deus, alertando a todos sobre o Reino vindouro e admoestando sobre uma possível condenação se não houver arrependimento e mudança.  


Ninguém diga: "Falta-me competência para avisar, não me acho digno de exortar". Faze o que puderes para levantar os que havia acolhido; também mais de um talento recebeu o que escondeu, em vez de aplicá-lo. Cada um que pondere sobre o que recebeu, e que o aplique em salvar ou pelo menos tentar, se quiser ter companheiros no caminho de Deus, assim que já tiver recebido a voz do amor que vem do alto, dê sinal concreto e exteriorize ao próximo a exortação que pode trazer a salvação.

Considere que o tempo dessa vida é breve, atentai em quão severo está para vir o Juiz. Então, ponde isso em vossos corações; fazei o Evangelho entrar na mente do vosso próximo; nada modifique do que te foi ensinado; não seja descuidado em anunciar, para que possais ser chamados, por Deus, de "anjos", e um dia desfrutardes da companhia daquele que foi um "anjo na carne", ou seja o próprio João Batista.

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, Amém.
 

  

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Sobre os Sete Pecados Capitais

Os Sete Pecados Capitais


Segundo São Gregório Magno e São Tomás de Aquino


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 São João revela-nos, na sua I epístola, a existência de três concupiscências como fonte de todos os pecados, especialmente dos sete pecados capitais: "Tudo o que está no mundo é ou concupiscência da carne, ou concupiscência dos olhos, ou orgulho da vida" (I Jo 2,16).
Da concupiscência da carne nascem: a gula, a luxúria e a preguiça.
Da concupiscência dos olhos nasce: a avareza (e também a curiosidade, que não é um pecado capital, mas que pode servir todas as concupiscência).
Do orgulho da vida nascem: o orgulho ou amor da vã glória, a inveja e a cólera.
O quadro seguinte pode-nos esclarecer sobre as consequências para a alma dos sete pecados capitais e encoraja-nos a fazer "jejum do pecado", que deve necessariamente acompanhar as nossas penitências (oração, jejum, esmola).

I - ORGULHO OU VÃ GLÓRIA
"Paixão que nos leva a sobre-estimar e a procurar de modo exagerado a glória"
GERA:


  • Ø Jactância - Coloca-se a si mesmo à frente e dá-se valor por presunção...
  • Ø Afetação das novidades - ou querendo causar admiração e impressionar pelas suas atitudes audaciosas ou rebuscadas (modas, idéias, etc.)
  • Ø Hipocrisia - ou ainda, simulando a posse de certas qualidades, para parecer o que na verdade não é.
  • Ø Obstinação - Distingue-se dos outros pela teimosia do seu espírito...
  • Ø Discórdia - ou pela sua vontade de desacordo, onde os corações deviam estar unidos...
  • Ø Contenção - Impõe-se os outros por palavras duras.
  • Ø Desobediência - manifesta-se desde a insubmissão à revolta.


II - INVEJA
"Tristeza com o bem de outrem, porque esse bem é entendido como uma diminuição da sua própria excelência pessoal"
GERA:


  • Ø Cochichos - Procurar rebaixar a glória de alguém falando em segredo.
  • Ø Maledicência - em seguida, fere-se a sua reputação, dizendo abertamente mal.
  • Ø Alegria com o mal de outrem - Se o mal chega a alguém: "É bem feito!".
  • Ø Tristeza pelo seu bem - Inveja-se a pessoa pelos seus bens materiais e espirituais (este último ponto é um pecado contra o Espírito Santo).
  • Ø Rancor pelo próximo - Deseja-se mal ao próximo.


III - CÓLERA
"Paixão desregrada que nos leva a vingarmo-nos do que nos ofende".

GERA:
  • Ø Indignação - No coração: irritação ao pensamento de quem nos fez mal...
  • Ø Fúria do espírito - Enche-se o espírito de perturbação para encontrar meio de se vingar.
  • Ø Clamor - Nas palavras, manifesta-se a cólera levantando a voz.
  • Ø Injúria - As palavras tornam-se ultrajes contra o próximo...
  • Ø Blasfêmia - Contra Deus, para jurar, clamando vingança.
  • Ø Rixa - a querela passa aos atos: violência física.


IV - AVAREZA
"Amor desregrado pelo dinheiro e bens materiais"
GERA:


  • Ø Dureza de coração - Desejo excessivo de conservar o dinheiro; o coração deixa de se abrir às necessidades dos outros.
  • Ø Inquietação - Desejo excessivo de obter dinheiro, o que leva a cuidados e preocupações exageradas.
  • Ø  Violência - Para se apoderar do seu bem, seja abertamente pela força...
  • Ø  Embuste - Seja de modo disfarçado pela artimanha - por palavras...
  • Ø  Perjúrio - (agravo pelo falso juramento)...
  • Ø  Fraude - Por atos.
  • Ø  Traição - Violação dos segredos do próximo, com o fim de ganho de dinheiro (Judas).


V - GULA
"Procura desordenada do prazer no beber e no comer"
GERA:
  • Ø Estupidez - A inteligência indisposta pelos vapores que sobe à cabeça e que impedem a reflexão, a oração, etc.
  • Ø Alegria vã - A razão perde a sua ascendência sobre a vontade; já não manda, porque "o vinho faz crer que tudo é bem estar e felicidade".
  • Ø  Loquacidade - Desordem nas palavras: "a língua agita-se a torto e a direito".
  • Ø  Palhaçada - Desordem dos gestos: "tudo é bom para rir".
  • Ø Impureza - Desordem do corpo: a falta de asseio, falta de reserva e todas as espécies de excessos.


VI- PREGUIÇA
"Procura desordenada do repouso e do prazer em nada fazer, negligenciando o seu bem espiritual"
GERA:


  • Ø  Desespero - Renuncia ao fim que o faz triste, o bem divino.
  • Ø  Pusilanimidade - Falta de coragem em relação aos meios de perfeição, que parecem muito penosos.
  • Ø  Indolência - os mandamentos comuns a todos são uma fonte de tristeza e são negligenciados.
  • Ø  Rancor - Ressentimento contra aqueles que nos querem conduzir a caminhos mais perfeitos.
  • Ø  Malícia - Desprezo pelos próprios bens espirituais.
  • Ø  Desvio para as coisas interditas - Procura de outros bens interditos, para preencher o vazio afetivo.


VII - LUXÚRIA
"Procura desordenada do prazer da carne"
GERA:


  • Ø  Cegueira
  • Ø  Precipitação
  • Ø  Inconsideração
  • Ø  Inconstância - As quatro atingem a inteligência:
1)- Apreensão: "O amor é cego".
2)- Deliberação: Sem autocontrole, não existe reflexão.
3)- Julgamento: Erro, ilusão, decisões inflexíveis.
4)- Resolução: Indecisão, tergiversações.

  • Ø  Egoísmo - Deu as desordens da vontade:
1)- Escolha do fim: "Quero o meu prazer, ainda que desordenado...
2)- Aversão a Deus - ...mesmo que Deus mo proíba..."
3)- Amor da vida presente e horror da vida futura
4)- Escolha dos meios: "Nada me interessa mais do que as alegrias da vida presente!"




Sobre a obra de Hieronymus Bosch

Os Sete Pecados Capitais

(obra de 1480 – Museo del Prado, Madrid)
Não se sabe ao certo qual a origem desta obra. Talvez provenha da encomenda de uma ordem monástica da época. Sabe-se apenas que posteriormente passou a compor a coleção rei espanhol Felipe II, juntamente com outras obras do artista.
Bosch escolhia para seus temas moralistas personagens de lendas, provérbios e superstições populares, dando-lhes um aspecto alegórico na representação – como também vemos em "A Morte do Avarento". Com isso ele criou uma iconografia fantástica própria, que lhe permitiu abordar desde os pecados humanos até sua terrível consequência, o inferno. Bosch demonstrou sua preocupação com o homem, mostrou de forma contundente e sem rodeios sua percepção apocalíptica da condição humana.
Na obra Sete Pecados Capitais, Jesus Cristo se encontra no centro do painel, cercado por um largo anel dourado no qual está inscrito em latim: "Cuidado, cuidado, Deus vê". A esfera central tem a aparência de um olho humano, e Cristo estaria dentro da pupila. A imagem remete ao significado do olho de Deus, que tudo vê. No restante, temos a representação de cada um dos sete pecados capitais (avareza, soberba, gula, ira, inveja, preguiça e luxúria) em cenas que poderiam ser vistas no cotidiano de sua região. Nos quatro cantos do painel encontramos círculos, dentro dos quais estão representados: a morte, o juízo final, o inferno e a glória.

Fonte 1: Almas Devotas

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Os Doutores da Santa Igreja Católica Apostólica Romana

Do importantíssimo site Volta para Casa (infelizmente o link aqui é inútil, tendo em vista que o site parece estar fora do ar), uma excelente leitura sobre os 

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Doutores da Santa Igreja Católica Apostólica Romana

  
Na Santa Igreja Católica Apostólica Romana, há trinta santos doutores, os quais com seus escritos defenderam a Santa Igreja das perseguições heréticas. Alguns deles são religiosos e teólogos, outros são chamados também "Santos Padre da Igreja". Há doutores da Igreja segundo a Tradição, como por exemplo 4 doutores latinos e 4 doutores gregos; os outros são solenemente proclamados, com a indicação do ano da proclamação.

Não entram, aqui, no quadro dos doutores da Igreja, Santa Teresa de Ávila, Santa Catarina de Sena e Santa Teresa de Lisieux (sendo que a primeira e a segunda foram proclamadas doutoras por Paulo VI e a última, por João Paulo II), pois esse título somente pode ser dado a homens, simplesmente pela palavra de São Paulo Apóstolo que diz: «A mulher ouça a instrução em silêncio, com espírito de submissão. Não permito à mulher que ensine nem que se arrogue autoridade sobre o homem, mas permaneça em silêncio» (I Tm 2,11-12). De Santa Teresa de Ávila, disse o Papa Bento XIV: «Ela escreve quase como uma doutora». Também pode-se dizer que, na Missa dos doutores, o intróito começa dizendo: «In médio Ecclésiæ», e as mulheres não podem ensinar, como disse São Paulo acima (I Tm 2,11-12).


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