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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Coelhos, Raposa, Doninhas, Furões e Ratos. Uma história

Acompanho alguns sites italianos ligados à Tradição, e há dias recebi no e-mail o texto que publico hoje, e me pareceu uma perfeita oportunidade de reflexão. O texto é uma recensão de um livro que traz uma visão sobre a Fé nos tempos atuais, de crise da Igreja. O livro em si não aguçou minha curiosidade principalmente porque parece relativo a ambientes falso-católicos pois trata como canonizáveis pessoas ligadas, por exemplo, à Opus Dei ou, de qualquer forma, modernistas. Vou me ater ao que importa, que é a comparação dos “católicos” de hoje a alguns animais - os montfortianos vão ficar de cabelos em pé! rsrs - em um estilo quase esopiano, mas bem preciso. Em azul, os pontos a refletir. Ao texto.




A Fé no tempo dos coelhos. E da raposa, das doninhas, dos furões e dos ratos. Um livro. 



Por Marco Tosatti





A Fé católica no tempo dos coelhos, mas também da Raposa, das Doninhas, dos Furões e do Ratos... Quem vos escreve quer vos falar hoje – brevemente, porque as recensões longas são aborrecidas; e sobretudo prejudicam o livro, dando a quem lê a impressão de tê-lo já descoberto e explorado – de uma obra que acabou de ser lançada, escrita por Matteo Orlando, cuja assinatura frequentemente aparece em artigos no “A Fé Cotidiana”. O título do livro é: “FAITHBOOK. A Fé Católica no tempo dos coelhos”, e foi publicado pela Chorabooks Hong Kong. Quem tiver interesse pode encontrá-lo no site Amazon, ou também fazendo uma pesquisa na Internet.

O título aguçou a curiosidade de quem vos escreve; ainda que, antes mesmo de percorrer as páginas para encontrar uma explicação, já se imaginava quem fossem os coelhos de que se fala no título, isto é, nós, que nos declaramos católicos, mas... 

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Estátua de 'São Bergoglio" adorada durante missa nova em Petrópolis

E pensar que tem tradicionalistas que acreditam - e propagam! - que estamos "misteriosamente unidos" a esses hereges. Çei! Logo, logo, também estarão cantando em línguas e profetizando como os ralliés de Fellay estarão também.  

Este descalabro se deu em Petrópolis (RJ), no Domingo de Páscoa, na Catedral de São Pedro de Alcântara (Co-Padroeiro do Brasil). A estátua, que teria sido feita para o Museu de Cera da cidade, foi orgulhosamente ostentada na missa pascal e provocou cenas de visível idolatria por um herege confesso, a ponto de uma senhora aproximar-se dela durante a função. A estátua vai se somar uma coleção de 26 estátuas humanas, entre as quais a do "São" João Paulo II, outro herege. Confira notícia na mídia 





"Concluirá com muitos uma aliança firme durante uma semana (*)
e, no meio da semana, fará cessar o sacrifício e a oblação
e virá sobre o templo a abominação da desolação
que durará até o fim, até o termo marcado para o devastador. 

Daniel 9,27
 


(*) "Semana" é um período de tempo segundo uso do autor. Cada semana corresponderia a um período de (aproximadamente) 7 anos. O CVII se encerrou em 8/12/1965. A "missa" nova, ou Missa de Paulo VI, foi instituída, por este, em 25/09/1969. Não seria o "no meio da semana"? Fica a indagação. 


       

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

UM CATÓLICO PODE ABANDONAR, 'SEGUNDO A SUA CONSCIÊNCIA', A IGREJA CATÓLICA?

Certamente que o estado presente do mundo e as técnicas de escravidão às ideologias reinantes e corruptoras da fé não facilitam a vida cristã. Mas, precisamente, é para este mundo que os cristãos foram empurrados pela Hierarquia e segundo o espírito do Vaticano II. Eles ficaram desarmados, abandonados, privados do ensinamento da doutrina católica, desfigurada por numerosos catecismos e pregações, face ao desencadeamento da heresia que encontrou muita cumplicidade aberta e oficial no seio da Igreja.

O personalismo [de Emmanuel Mounier], que desde há muito envenenou o pensamento católico, é a filosofia dos direitos do homem, da abertura para o mundo, da liberdade religiosa e do ecumenismo, a filosofia que arrastou o povo cristão a pensar e argumentar à margem da luz da fé católica e que, em retorno, solapa esta.


*

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Pacto das catacumbas - o documento

Como fonte de consulta, o documento que foi assinado pelos traidores da Igreja, os novos Judas.  
 

Pacto das catacumbas - o documento


16 de novembro de 1965

 

Nós, Bispos, reunidos no Concílio Vaticano II, esclarecidos sobre as deficiências de nossa vida de pobreza segundo o Evangelho; incentivados uns pelos outros, numa iniciativa em que cada um de nós quereria evitar a singularidade e a presunção; unidos a todos os nossos Irmãos no Episcopado; contando sobretudo com a graça e a força de Nosso Senhor Jesus Cristo, com a oração dos fiéis e dos sacerdotes de nossas respectivas dioceses; colocando-nos, pelo pensamento e pela oração, diante da Trindade, diante da Igreja de Cristo e diante dos sacerdotes e dos fiéis de nossas dioceses, na humildade e na consciência de nossa fraqueza, mas também com toda a determinação e toda a força de que Deus nos quer dar a graça, comprometemo-nos ao que se segue:

1) Procuraremos viver segundo o modo ordinário da nossa população, no que concerne à habitação, à alimentação, aos meios de locomoção e a tudo que daí se segue. Cf. Mt 5,3; 6,33s; 8,20.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

A Rede conspiratória liderada por Dom Helder durante o Concílio Vaticano II

A Rede conspiratória liderada por Dom Helder durante o Concílio Vaticano II


 

Dom Helder líder da sociedade secreta
"Igreja dos pobres" criada com o fim
de
comunistizar a Igreja Católica
O renomado historiador Roberto de Mattei, autor de “Concílio Vaticano II , uma história nunca escrita” traz informações importantes sobre uma rede conspiratória que trabalhou pela eleição do Cardeal Montini ao Papado. 


Essa rede tinha como meta tornar Montini Papa da Igreja, para controlá-la por dentro pondo-a a serviço da revolução e da modernidade.

Isso ficou claro na medida em que, desde o começo do CVII, a ala modernista dos bispos franco-alemãos (nessa ala inclua-se a ala belga-holandesa) buscou frustrar os planos da Cúria Romana, de controle dos temas e dos conteúdos  que seriam discutidos no Concílio.

Para frustrar tais planos. o Cardeal Lienart, bispo de Lille, deu um golpe na primeira sessão exigindo do Cardeal Tisserant que paralisasse o processo de votação que iria decidir os membros das comissões. Lienart alegava que “é impossível votar desta maneira sem conhecer os candidatos mais qualificados”, ao que Tisserant disse “Eminência, a ordem do dia não prevê debates. Estamos reunidos apenas para votar”. Insatisfeito com a resposta, o bispo de Lille tomou o microfone e tentou convencer a assembleia a não votar. Os cardeais Konig, Frings e Dopfner apoiaram Lienart e conseguiram levar a assembleia a se dispersar.

domingo, 14 de setembro de 2014

Loreto desconfessada - como o Modernismo está destruindo a Fé

Deparei-me, por acaso, com este artigo escrito por Alessandro Gnocchi, companheiro inseparável de Mario Palmaro, falecido em março passado, com quem dividiu a pena em vários livros de leitura agradável, que lembra o inesquecível Giovannino Guareschi. Em minha modesta opinião, deve ter feito um passeio em Loreto e voltou de lá escandalizado com a maneira "moderna" de confessar da igreja de Francisco. Eu estava pesquisando algo e encontrei uma "resposta" de algum responsável de Loreto ao artigo de Gnocchi, publicado em Il Foglio, no dia 10 de setembro passado, e que, pela resposta, parecia mais preocupado em indicar um local físico para Gnocchi, do que explicar por que eliminaram um sacramento da igreja, substituindo-o com conversas fiadas que mantêm o homem escravo do pecado, doente, sujeitado a ir para o Inferno... Os grifos e textos entre [colchete] são nossos. 

 

Loreto desconfessada 

por Alessandro Gnocchi para “Il Foglio”. 

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Se, em um dia de final de verão, um peregrino se aventurasse no Santuário de Loreto, em busca de um confessor, tome cuidado ao circular entre os confessionários colocados ao redor da Santa Casa. Procure, ao invés disso, alguma capela menor, pode ser que encontre um frade acomodado em uma cadeira, um fiel nem sempre de joelhos e um pequeno grupo em apressada espera: isso significa que chegou onde pretendia.

Mas, sobretudo, se abstenha
o peregrino de bisbilhotar com o olhar a Capela dos eslavos, onde um lacônico cartaz adverte, em letras garrafais: “Aqui, não confissões, mas diálogo e escuta”, e um oportuno folheto explica que o "Ponto de escuta" é ativo todos os dias, das 10:00 às 12:00 e das 16:00 às 18:00. Ali, a um pulo da casa na qual Maria disse o seu "Sim" ao Anjo que lhe anunciava a Encarnação do Verbo, as almas não encontram o bálsamo celestial que cure suas feridas, mas o pão dormido da tagarelice mundana.

sábado, 28 de junho de 2014

O Sínodo da Destruição da Família 2014 e o Movimento Gay - notícias estarrecedoras vindo do front

A semana nem acabou e Bergoglio & Cia. continuam a ser notícia. Negativamente. 

Primeira

Saiu o documento preparatório para o "Sínodo Anti-Família", previsto para outubro. Já leram? A mídia deu destaque principalmente ao que diz respeito aos "direitos dos gays", sim porque a adoção de crianças por gays é mais um direito destes que daqueles, que são vítimas inocentes dos pervertidos; todos: os que pedem a adoção e os que a concedem ou permitem!

Para o "Instrumentum Laboris", um calhamaço de 75 páginas, a Igreja tem que encontrar equilíbrio entre os ensinamentos sobre a família tradicional e a "atitude", sem juízos de valor em relação aos que vivem em uniões de pessoas do mesmo sexo. A Igreja Católica Romana [sic] tem de ser menos crítica com os homossexuais e, embora ainda se oponha ao casamento gay, deve receber os filhos de casais homossexuais na fé com igual dignidade [comparado a que?], assinala um documento do Vaticano divulgado nesta quinta-feira, que ainda diz que a Igreja com 1,2 bilhão de membros deve se tornar "menos exclusiva e mais humilde" [serioulsy? Diga isso à miríade de Santos, patrimônio sólido que contra-argumenta facilmente essa idiotice!]. O documento ressalta, ainda, a grande diferença entre os "ensinamentos oficiais da Igreja" sobre questões de moralidade sexual e a sua aceitação e compreensão por parte dos fiéis no mundo todo. E viva a democracia na igreja de Francisco Bergoglio! 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Os Santos não são mais santos e os hereges... são os neo-santos da neo-igreja do Concílio Vaticano II

Os Santos não são mais santos e os hereges... são os neo-santos da neo-igreja do Concílio Vaticano II


Por indicação do blog Syllabus, fazemos uma constatação. E contra fatos não há argumentos. 

Imagens tiradas do site do Vaticano e que falam por si só. Gostaria que algum modernista justificasse isto: 


clique nas imagens para ver no site do Vaticano






Fontes:  
http://rorate-caeli.blogspot.com/2014/06/poor-saint-pius-x-second-class-papal.html
http://syllabus-errorum.blogspot.com.br/2014/06/san-pio-x-santo-de-segunda-categoria.html. 
e Vaticano (clique nas imagens, se duvida!). 

 
Ajude o apostolado do Rev. Pe. Cardozo, adquirindo alguns dos itens do Edições Cristo Rei, encomendando Missas (consulte a espórtula diretamente com o rev. Padre), ou fazendo uma doação aqui:

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sexta-feira, 20 de junho de 2014

Contradição, teu nome é FRANCISCO!

De um lado, Francisco excomunga uma senhora austríaca que reza a missa na casa dela acolitada pela marido, de outro recebe "sacerdotisas" do movimento "Rede Mundial da Liberdade", que junta anglicanas e "católicas" contra o preconceito. Quem entende? Um bom católico entende: Francisco é a quintessência do Modernismo

Nele, o Modernismo se cumpre por inteiro, a começar pela linguagem ambígua, ambivalente, passando pelo comportamento lamentável e pelos discursos libertários, confusos, quase que "de improviso" (quase todos sujeitos a negativas posteriores pelo Vaticano). Aberto a todos, fechado aos verdadeiramente católicos, aqueles teimosos que insistem em defender a Tradição da Igreja, com tudo o que isso significa. Isso ficou claro desde o primeiro momento em que apareceu no balcão de São Pedro, anunciado como o novo Papa e afirmando-se apenas Bispo de Roma. Sim, eu sei que, sob certos aspectos, "é a mesma coisa" (sic), mas não sejamos ingênuos, porque Francisco não é.

"Quem dentre vós dará uma pedra a seu filho, se este lhe pedir pão?" (São Mateus 7, 9). 

Quem? Francisco!

domingo, 26 de janeiro de 2014

Sobre os tons de cinza....

"Treme, pecador: tu vives hoje, mas Deus sabe se amanhã ainda estarás com vida.
Treme e arrepende-te, enquanto para isso tens tempo: olha que se morres impenitente, nem o mesmo Senhor Jesus Cristo te poderá depois arrancar do Inferno; porque a sentença proferida por Deus não se revoga, tão inteira e inalienável é a Sua justiça". (*)


* * *


Recebi um email com este texto de Corção, e resolvi escrever a respeito dessa legião de idiotas que aplaudem o cinzento.
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SOBRE OS TONS DE CINZA


"As diferenças se apagam, as arestas se embotam, as cores desaparecem, e a mulher parece homem, o homem parece mulher, a velha parece menina e a menina parece velha. Todo mundo parece todo mundo, e então aparece uma legião de idiotas para aplaudir o cinzento: as freiras parecem não-freiras, os padres parecem rapazes como outros quaisquer, e até não se distingue bem entre um bispo e um aposentado proprietário de botequim. Tudo parece tudo. Tudo é tudo. E uma multidão de imbecis chama este fenômeno de progresso!"
GUSTAVO CORÇÃO. Tudo é cinza. O Globo de 05/09/1968.


A indefinição das cores - os tons cinzentos - favorece o preguiçoso. Nela se acomoda para não ser mais obrigado a tomar uma decisão, defender uma posição, professar seu Credo, seja ele qual for. 


O morno é um preguiçoso, confortavelmente instalado em uma poltrona fofa, de onde observa o mundo sem se mostrar, nem se comprometer com nada e com ninguém. Nenhuma bandeira.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

MARADIAGA: "Nem o mundo é o reino do mal e do pecado, nem a Igreja é o único refúgio do bem e da virtude"

“O Concílio (...) no início significava o fim das hostilidades entre a Igreja e o modernismo, que fora condenado pelo 1º Concilio Vaticano (...). Nem o mundo é o reino do mal e do pecado – estas são conclusões claramente alcançadas com o CVII – nem a Igreja é o único refúgio do bem e da virtude. O modernismo foi, durante a maior parte do tempo, uma reação contra a injustiça e os abusos que mortificavam a dignidade e os direitos das pessoas. O Vaticano II reconheceu oficialmente que as coisas haviam mudado, e capturou a necessidade por tal mudança em seus Documentos...”

Um aperitivo do discurso do Cardeal Maradiaga, um dos chamados G8 Vaticano, em Dallas e em Miami, no último fim de semana. O resto pode ser lido em italiano, aqui. Para mim, é o suficiente. 



O G8 Vaticano é o grupo de oito cardeais nomeados por Bergoglio para implementar as mudanças na Igreja de Cristo, para se tornar a imagem e semelhança do homem moderno. Oficialmente, a comissão está encarregada de dar uma nova Constituição à Igreja. Mas já está pondo suas garras em outros setores.
 
Fazem parte do “G8”  o italiano Giuseppe Bertello (feito Cardeal por Bento XVI), governador do Estado da Cidade do Vaticano; o chileno Francisco Javier Errázuriz Ossa (feito Cardeal por João Paulo II), arcebispo emérito de Santiago do Chile, foi presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano; o indiano Oswald Gracias (feito Cardeal por Bento XVI), arcebispo de Mumbai, é o atual presidente da Conferência dos Bispos Católicos da Índia; o alemão Reinhard Marx (feito Cardeal por Bento XVI), arcebispo de Munique, atualmente integra a Conferência Episcopal Alemã, é membro da Congregação para a Educação Católica, do Pontifício Conselho Justiça e Paz e da Congregação para as Igrejas Orientais; o congolês Laurent Monsengwo Pasinya (feito Cardeal por Bento XVI), arcebispo de Kinshasa; o americano Sean Patrick O'Malley (feito Cardeal por Bento XVI), arcebispo de Boston; o australiano George Pell (feito Cardeal por João Paulo II), arcebispo de Sydney; e o hondurenho Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga (feito Cardeal por João Paulo II), arcebispo de Tegucigalpa, Presidente da Cáritas Internacional, membro da Congregação para o Clero, do Pontifício Conselho de Justiça e da Paz, do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, da Pontifícia Comissão para a América Latina e do Conselho Especial para a América da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos. Atua como o coordenador do grupo. 

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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Uma oportunidade perdida, mais escândalos: A carta de Bergoglio a Scalfari

Finalmente, conseguimos terminar a tradução da carta-resposta do Bispo de Roma à carta aberta do ateu Scalfari (pronuncia "Scálfari") que foi, não apenas uma amarga decepção - pois se tratava de uma providencial ocasião de uma pública catequese católica, vinda do primeiro dentre os católicos -, mas um festival de asneiras, blasfêmias e heresias. Segundo o Catecismo de São Pio X, a "heresia é um erro culpável de inteligência pelo qual se nega com pertinácia alguma verdade de fé". Neste texto, sobejam erros e pertinácia contra verdades da fé. 

Não posso não lembrar da ocasião perdida em vários sentidos: É a Acerbo Nimis que diz que ministrar a catequese nos dá indulgências? Não lembro, mas sei que há! Além disso, e principalmente, com esta carta, Bergoglio poderia ter proporcionado a Verdade (e a salvação) a uma alma diretamente (Scalfari) e a milhões indiretamente (leitores). Teria sido um grande testemunho de fé, em tempos tão sombrios... 

Mas também me ocorre que nada escapa da vontade (ou permissão) de Deus. Há um sentido para isso tudo, para todos esses escândalos protagonizados em primeira pessoa por este que foi eleito por um Conclave (?) como Papa da Igreja Católica e que prefere ostentar o título de Bispo de Roma, se colocando no mesmo nível que os demais Bispos, recusando todos os sinais de Monarca e Pontífice da Igreja, disparando asneiras e heresias com a mesma desenvoltura, rompendo protocolos, "roubando a cena", criando um personagem midiático, fazendo questão de angariar a simpatia do mundo, quando Cristo nos disse que seríamos odiados pelo mundo por causa dEle... Seja feita a vontade de Deus, sempre. 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Dom Eugênio Sales: "O respeito mútuo e a fidelidade aos ensinamentos da Igreja nos possibilitam uma convivência pacífica com os irmãos maçons"

Na esteira do artigo recém publicado: "Uma nota incompleta do Bispo de Pesqueira contra a Maçonaria", a perigosa exegese de dom Eugênio Sales sobre as relações entre a Igreja Católica e a Maçonaria. Ele chega ao cúmulo de chamar os maçons de "irmãos"! E o são por parte de quem se está cabalmente provado que as doutrinas se excluem, que não servimos ao mesmo Deus e à mesma Igreja? 

Em seguida, uma lista de documentos da Igreja que CONDENAM a Maçonaria e que, diferentemente do que afirma Sales, não só não aconselham essa "dobradinha" católico e maçom, mas desaconselham prudentemente a "amável convivência". Cuidado católico! 

E, como sempre digo, não seja refém do que lê e ouve... pesquise, estude, quem busca a Verdade a encontra! 


A MAÇONARIA


Desde o Papa Clemente XII, com a Constituição Apostólica "In eminenti", de 28 de abril de 1738, até nossos dias, a Igreja tem proibido aos fiéis a adesão à Maçonaria ou associações maçônicas. Após o Concílio Vaticano II, houve quem levantasse a possibilidade de o católico, conservando a sua identidade, ingressar na Maçonaria. Igualmente, se questionou a qual entidade se aplicava o interdito, pois há várias correntes: se à anglo-saxônica ou à franco-maçonaria, a ateia e a deísta, anti-clerical ou de tendência católica [qual a dúvida? Está bem claro nos documentos da Igreja elencados de 1 a 7, após o texto].

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Santo Atanásio atualíssimo: os "novos arianos" são os modernistas que se apropriaram dos templos...

Santo Atanásio: “Quanto mais os mais violentos tentam ocupar os lugares de culto, mais eles se separam da Igreja Eles sustentam que representam a Igreja, mas na realidade são aquele que são, por sua vez, expulsos dEla e se extraviam”.

Palavras de St. Atanásio aos cristãos que estavam sofrendo sob os arianos:

“Que Deus vos console! (...) O que entristece (...) é o fato de que os outros [fala aqui dos arianos] ocuparam as igrejas com violência, porque naquele período vós estáveis fora delas.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

CRISE NA FSSPX - CAPÍTULO X

Como prometido, publico a excelente conferência do Rev. Pe. Rioult em capítulos, para seres melhor refletidos e considerados, sobretudo por aqueles que tem preguiça de ler texto longo, ou textos mais complexos. Meus comentários iniciais não são imprescindíveis e, portanto, ficarão no texto completo. Os números em rosa são as notas de tradução; em verde, os comentários da tradutora. 




A crise na Fraternidade


Conferência de Pe. Olivier Rioult, FSSPX[1]
12 de maio de 2013



O texto da conferência foi publicado pelo site francês Avec l'Immaculée.

Os grifos em vermelho, os negritos e as notas são do site francês.

A tradução e o layout são nossos[2].

CAPÍTULO X



Para terminar com uma nota de esperança


1) “O socialismo faz progressos consideráveis, mas com todo o poder da Maçonaria atual, que está em toda parte, em todos os lugares, onde quer que seja, que está em Roma, que está em toda parte. A Maçonaria está em toda parte e dirige tudo.
Logo, seremos fichados com os computadores, teremos todos nós o nosso número e não poderemos fazer nada sem que seja tudo anotado em nossa ficha, e tudo através do computador. Estaremos em uma situação pior do que a de um país soviético. (...) É assustador, não podemos imaginar em direção a que estamos indo atualmente, em direção a uma socialização que, aparentemente, não parece tão dura quanto a comunista, e que, todavia, em última análise, será muito simplesmente apenas uma cópia do comunismo, mas realizada pelos meios científicos ao invés da força, como fizeram os comunistas, mas será a mesma cosa. Então, serão eliminados da sociedade todos aqueles que não quererão se submeter a esta ordem (...). Serão eliminados. Encontrar-se-á sempre um modo de eliminá-los. (...) Nós estamos indo verdadeiramente em direção a uma sociedade assustadora, que se diz livre e onde não haverá mais qualquer liberdade”. (Mons. Lefebvre, conferência de 22 de Agosto de 1979, no Priorado de São Pio X em Shawinigan, Quebec)[96].

Hervé Ryssen diz que, para saber quem governa o mundo, basta perguntar-se quem não tem o direito de criticar.

2) “No sentido místico, a figueira é símbolo da sinagoga. Quando este começar a vegetar e a recobrir-se com orgulho de seus pecados, como de folhas verdejantes, então está próximo o verão [está próximo o mormaço da perseguição]. O tempo do Anticristo é dito abominação, porque ele é contra Deus, para usurpar a honra que é devida somente a Deus. Os Judeus o receberão para que ele se assente no lugar mais sagrado do templo, e os infiéis lhe renda honras divinas. E, como o caráter particular do erro dos Judeus, após ter rejeitado a verdade, será o de abraçar a mentira, o Salvador ordenou a seus discípulos de abandonar a Judéia e de fugir para as montanhas, evitais esse povo que deve crer no Anticristo”. (Santo Hilário, em 380, a propósito do Evangelho do fim dos tempos, citado por São Tomé).

3) “À medida que o mundo se aproximar de seu fim, os maus e os sedutores aumentarão mais e mais. Não se encontrará quase nenhuma fé sobre a Terra, isto é, esta terá quase desaparecido de todas as instituições terrenas. Os próprios crentes atrever-se-ão apenas a fazer apenas uma profissão de fé pública e social do seu credo. A Igreja, sociedade sem dúvida sempre visível, será cada vez mais reduzida a proporções simplesmente individuais e domésticas. Para a Igreja na Terra haverá como uma verdadeira derrota: “à besta foi permitido fazer guerra aos santos e vencê-los” (Ap. 13:7) (Discurso de Mons. Pie em Nantes, 8 de novembro de 1859[97]).

4) “Alguém me acusa de ser rígida e de perturbar os espíritos. No processo revolucionário que desarma, esta acusação é normal (...) Nos opõem um absoluto provisório e enganador: a tranquilidade das gentes. Perturbar advertindo acerca de um perigo mortal; perturbar dizendo: “a maré vai esmagá-los” ou “eis o incêndio,” é coisa dura. É falta de tato. Como se o choque, o despertar, a surpresa, a emoção não fossem alarmes naturais. Dizer que é preciso saltar, nadar, resistir: seria este o mal? E não, ao invés, o naufrágio e o afogamento? Esta paz enganadora que é o sonos na desordem, Nosso Senhor a amaldiçoou quando disse: “Eu não vim trazer a paz, mas a espada. – A minha paz não é a do mundo”. Mas a palavra “rígida” desarma. Não se ouça responder: “Na revolução, apenas as almas firmes são preservadas; apenas aquelas agarradas ao Altíssimo não serão varridas pelo vento revolucionário”. (...) Alguns leitores deploram que a heresia não seja clara em 1970 como no século XVI. Pelo menos naquela época, dizem eles, sabia-se o que esperar. Visão bem ingênua – a heresia aparecia de cara apenas aos olhos dos perspicazes... no início não havia “crentes” e “descrentes”, mas pontos de vistas tacanhos [pretos] e pontos de vista amplos [cor-de-rosa]”. (Luce Quenette, Itinéraire N. 143, maio de 1970).

Eu prefiro mil vezes o meu lugar de perseguido, mas em paz, que o daqueles que enganaram e desfiguraram a nossa Fraternidade. Meu escopo é o de espalhar a paz defendendo a verdade violada. E esta paz é a de Cristo, não a do mundo.

A Fraternidade está prestes a mudar por culpa de seus maus líderes. Seus embustes e os seus fracassos têm sido comprovados o suficiente. Não é mais o momento de escrever, mas de agir. A política de Menzingen é desonesta e liberal. Esta situação perdurou demais, ela deve cessar e cessará.

Seja qual for o sacerdote da Fraternidade, o seu direito de exercer o ministério vem dos fiéis: é um direito de suplência. Eu sou sacerdote para difundir Cristo e combater seus inimigos. O meu Priorado é a França. Vós podeis contar com a minha disponibilidade. Onde quer que estejais na França, pedi os nossos serviços e nós vos visitaremos. Nós vos ajudaremos a se protegerem contra o liberalismo que nos mina. Entrai em contato com os sites amigos: La Sapinière, Avec l'Immaculée, Un Eveque s'est leve... e tereis minhas informações de contato.

Rezai por mim, e que Deus vos abençoe.


Fonte: Non Possumus.
Tradução (do Italiano): Giulia d'Amore di Ugento.
Sem revisão final.

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NOTAS DE TRADUÇÃO
[96] Texto não disponível na web.
[97] Ler em “O Cardeal Pie, Dom Guéranger e o Evangelho sobre a Crise Eclesiástica”. Online (em Português).  

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"A verdade pede fundamentalmente uma coisa para ser julgada: é ser ouvida". - Bossuet
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quinta-feira, 13 de junho de 2013

CRISE NA FSSPX - CAPÍTULO IX

Como prometido, publico a excelente conferência do Rev. Pe. Rioult em capítulos, para seres melhor refletidos e considerados, sobretudo por aqueles que tem preguiça de ler texto longo, ou textos mais complexos. Meus comentários iniciais não são imprescindíveis e, portanto, ficarão no texto completo. Os números em rosa são as notas de tradução; em verde, os comentários da tradutora. 




CAPÍTULO IX



Mas ele não assinou!


Que seja! Mas que significa assinar, e assinar o que: um acordo prático é suicida e mortal. 

Substituam o verbo assinar por matar, e eis que “Não pôde assinar, mas queria assinar e continua com a intenção de assinar” se torna “não pôde matar, mas queria matar e continua com a intenção de matar”. 

Se as suas demissões são necessárias, não serão suficientes. 

Uma vez que o problema é mais amplo do que a pessoa de Mons. Fellay: o liberalismo minou a Fraternidade. Mesmo que a maioria de seus membros seja ainda de valor, começou um processo de putrefação a partir da cabeça.

Um Prior, durante uma sessão de teologia, fez notar que não se podia dizer: “Bento XVI é um modernista.” E este Prior também confidenciou a um confrade que não podia mais, em sã consciência, fazer os fiéis rezar pela “conversão de Roma e dos bispos”, intenção que, no entanto, faz parte daquelas da Fraternidade (Cor Unum n. 35).

Em Chartres[93], um Prior, para justificar a política de Mons. Fellay, tentou me convencer de que a beatificação de João Paulo II não era tão grave assim, porque “é o homem que foi exaltado”, e não a sua doutrina, e que a iniciativa de Assis III não era assim tão escandalosa, porque “o fato de Bento XVI ter convidado os ateus demostra que não se tratou de uma reunião religiosa”.[94]

Esses tais continuam priores na França, apesar da excelência[95] de Dom de Cacqueray!

Por que, após 200 anos de revolução e 100 do modernismo, nossas pequenas cabeças e nossas vontades não teriam sido deformadas e paralisadas pelo liberalismo?

Os tradicionalistas seriam imunizados contra as consequências do pecado original?

O liberalismo destruiu a civilização cristã, mas a Fraternidade estaria livre deste pecado moderno.

Por que milagre? Por causa de qual mérito?

A Igreja está em crise: certo... mas a Fraternidade nunca!

Arrogante, insuportável estupidez!
“O liberalismo católico é o próprio medo, dissimulado seja sob o manto da caridade, seja sob o manto da prudência. O liberalismo católico é escravo de uma cruel tirania, a tirania da opinião”. (Bispos do Equador).
Este veneno não existiria na Fraternidade?

Os nossos ancestrais tiveram que sofrer na sua paróquia e testemunhar em uma Igreja minada pelo modernismo. É fácil louvá-los, mas hoje é preciso imitá-los. 

É nossa vez, devemos sofrer em nossos priorados e testemunhar em uma Igreja minada pelo liberalismo. 

Os nossos melhores exemplos permanecem Mons. Lefebvre e Mons. de Castro Mayer. Sobre 4000 bispos, apenas 300 viram claro, e sobre 300 que viram claro, apenas 2 agiram eficazmente. 


Que  solidão!


Continua... CAPÍTULO X (14/06/2013).


Fonte: Non Possumus.
Tradução (do Italiano): Giulia d'Amore di Ugento.
Sem revisão final.

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NOTAS DE TRADUÇÃO
[93]Los Fieles Tienen el Derecho de Saber”. Online (em espanhol).
[94] Momento “teste”: perguntem ao sacerdote FSSPX que reza a Missa que vocês assistem o que pensam disso: (1) se Bento XVI (ou Bergoglio I, que seja) é um modernista e (2) se Assis III não se tratou de uma reunião religiosa porque fora convidados os ateus... Se sua resposta for semelhante a dos priores citados, cuidado: está comprando gato por lebre! E dos grandes! Em sendo assim, nunca é demais lembrar o exemplo de Santo Hermenegildo que se recusou a receber a Santa Comunhão de mãos sacrílegas. Ele aplicou “o princípio do "nullam partem" com os hereges. Ele disse: Não, eu não vou receber a comunhão das vossas mãos sacrílegas!”. Ele sabia que Cristo estava na Hóstia, mas mesmo assim não a recebeu. Foi o que aprendemos com os próprios padres da FSSPX, os mesmos que hoje nos dizem que essas mãos nem são tão sacrílegas assim! Lembram-se de alguém? Não é mera coincidência!
[95] Não concordamos com exatamente tudo que publicamos no blog. Padre de Cacqueray ainda não nos deu mostras de pensar como Pe. Rioult. Au contraire





"A verdade pede fundamentalmente uma coisa para ser julgada: é ser ouvida". - Bossuet
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