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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Família, Saúde e Segurança Pública: 4 projetos de lei úteis ao Brasil



PROIBIÇÃO DA ADOÇÃO POR CASAIS HOMOAFETIVOS [GAYS]

PL 620/2015
Autor: Júlia Marinho (PSC)

O Projeto de Lei é mais um avanço da bancada conservadora aos direitos de casais homossexuais. O texto propõe esta adição ao Artigo 42 do Estatuto da Criança e do Adolescente: "É vedada a adoção conjunta por casal homoafetivo."

O PL foi motivado pela decisão de 2011 do STF de permitir a união de casais homoafetivos, o que abre um reforço à possibilidade de adoção. Segundo a justificativa da deputada Júlia Marinho para a proposição, o novo modelo de família, "contrário ao tradicional", encontra ainda resistência da população brasileira. 

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

URGENTE! PRECISAMOS DE CATÓLICOS PARA MANTER O CONCEITO DE FAMÍLIA COMO ESTÁ

São tempos terríveis os que vivemos, e não podemos nos omitir no combate pela verdade, sobretudo quando está em jogo TUDO. 

Não podemos ficar confortavelmente instalados atrás de um computador, olhando passivamente para um mundo que desmorona. Limitando-nos a nos indignarmos e a fazermos ativismo de poltrona, digladiando oralmente em sites de relacionamento. Não podemos, porque o inimigo NÃO DORME. 

Há uma enquete da Câmara de Deputados, em Brasília, questionando a população sobre o conceito de família: 

Você concorda com a definição de família como núcleo formado a partir da união entre homem e mulher, prevista no projeto que cria o Estatuto da Família?  

Com essa pergunta, visam implementar a "desconstrução" do conceito tradicional de família, para contemplar toda série de distorções que a sociedade moderna produziu, incluindo até as perversões patológicas. Pelo andar da carruagem, logo teremos famílias incestuosas e frutos de pedofilia também. 

sábado, 28 de junho de 2014

O Sínodo da Destruição da Família 2014 e o Movimento Gay - notícias estarrecedoras vindo do front

A semana nem acabou e Bergoglio & Cia. continuam a ser notícia. Negativamente. 

Primeira

Saiu o documento preparatório para o "Sínodo Anti-Família", previsto para outubro. Já leram? A mídia deu destaque principalmente ao que diz respeito aos "direitos dos gays", sim porque a adoção de crianças por gays é mais um direito destes que daqueles, que são vítimas inocentes dos pervertidos; todos: os que pedem a adoção e os que a concedem ou permitem!

Para o "Instrumentum Laboris", um calhamaço de 75 páginas, a Igreja tem que encontrar equilíbrio entre os ensinamentos sobre a família tradicional e a "atitude", sem juízos de valor em relação aos que vivem em uniões de pessoas do mesmo sexo. A Igreja Católica Romana [sic] tem de ser menos crítica com os homossexuais e, embora ainda se oponha ao casamento gay, deve receber os filhos de casais homossexuais na fé com igual dignidade [comparado a que?], assinala um documento do Vaticano divulgado nesta quinta-feira, que ainda diz que a Igreja com 1,2 bilhão de membros deve se tornar "menos exclusiva e mais humilde" [serioulsy? Diga isso à miríade de Santos, patrimônio sólido que contra-argumenta facilmente essa idiotice!]. O documento ressalta, ainda, a grande diferença entre os "ensinamentos oficiais da Igreja" sobre questões de moralidade sexual e a sua aceitação e compreensão por parte dos fiéis no mundo todo. E viva a democracia na igreja de Francisco Bergoglio! 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Barilla abandona a família tradicional

Fonte: Le Salon Beige - Tradução: Annales Historiae - ... para ser bem vista pelo Lobby LGBT, que tinha apelado a boicotar a marca de massas. 

Após ter declarado que ele não faria "publicidade com homossexuais, porque apreciamos a família tradicional", Guido Barilla agora desenrola o tapete vermelho aos homossexualistas:
  • Desculpas públicas.... por ter defendido a família!
  • Consulta de militantes LGBT para "recuperar a imagem" da marca. Incluir "a imagem em arco íris" da marca. 
  • Criação de um polo "Diversidade e inclusão" (que incluirá sobretudo militantes LGBT) para "melhorar a diversidade e a igualdade" no seio da empresa. Ou como criar uma instância reivindicatória no seio da empresa.
  • Participação da Corporate Equality Index, um sistema que avalia as empresas de acordo com o modo cujo elas tratam seus empregados LGBT. Incitar os patrões a se informar sobre a orientação sexual de seus funcionários é um progresso, parece.
  • Lançamento de um concurso do melhor vídeo representando "a natureza multifacetada das massas". Porque a homossexualidade, mesmo entre as massas, é natural, sem dúvida?!


Bom, depois de tudo isso, obrigado, senhor Barilla, ao ir ao supermercado agora, não irei mais comprar produtos de uma marca tão covarde.

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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Barilla la pasta della famiglia!!!

Editado em 05/11/2013: 

Beh! A verdade acima de tudo. Barilla mai più! Se se rende ao lobby gay... em minha casa não entra mais! 

LEIA MAIS AQUI... 
 
  
Mais uma vítima da orda gay: Guido Barilla comunicou que sua marca jamais faria um comercial com gays porque para ele a família é apenas aquela composta por um homem, uma mulher e filhos. Foi o suficiente para a patrulha gay cair em cima como carniceiros e ameaçar boicotar a marca... Francamente! A Barilla só teria prejuízo se os gays (e simpatizantes) fossem maioria ou uma minoria "maior" do que são!!! De qualquer forma, esse patrulhamento do pensamento e da opinião deve ter um fim, porque um dia é da caça e outro... do caçador! Se eles acham que os NORMAIS ("hetero" é um termo errado e vindo da cabeça perturbada deles) vão ficar calados muito tempo... se enganam! Basta ver a reação dos italianos à perseguição dos gays, no Twitter e no Facebook!!! Abaixo a notícia, trazida pelos amigos do Annales Historiæ.

Em minha casa nunca falta Barilla... e agora vai ter ainda mais, visto que os gays não vão mais comprar. Nunca mais... rsrs Melhor para nós! Viva a Barilla! Viva a FAMÍLIA!!! 

Minha mensagem, em todos os canais de comunicação da Barilla:

I miei auguri e della mia famiglia a Guido Barilla per osare dire la verità! La famiglia é la famiglia! Basta di dittatura gay. Non c'era manco bisogno di scusarsi, perchè non ha detto nulla di straordinario o scandaloso. Bravissimo!!! I nostri applausi!!!!

Famiglia d'Amore

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Vocações religiosas: Seminaristas da FSSPX

NOVOS SEMINARISTAS PARA O ANO LETIVO 2011-2012

A Fraternidade Sacerdotal São Pio X, Distrito da Itália, comunica que, para o ano 2011-2012, contamos com 58 novo seminaristas. Deo gratias!

Estes são os 19 novos alunos do Seminário de Savigny (França) em Outubro:
17 franceses, 1 norte-americano, 1 espanhol.

A eles e aos demais, nossas orações, 
pela perseverança das vocações de que a Igreja tanto necessita.


Um pouco de estatísticas:

551 Padres 
214 Seminaristas
38 Pré-Seminaristas
117 Irmãos 
176 Irmãs 
74 Oblatas 
Presença ativa da FSSPX em 31 Países e sacerdotes em missão em outro 32 Países. 
6 Seminários
14 Distritos e 6 Casas autônomas
161 Priorados 

725 Centros de Missas
2 Institutos universitarios
90 Escolas
7 Casas de retiro para adultos



Fonte: FSSPX-Italia e FSSPX-América do Sul


Editado em 14/06/2016: E Fellay está destruindo tudo isso!
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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Cruzada do Rosário pelas Vocações Religiosas

NOVENA
PELAS VOCAÇÕES
SACERDOTAIS E RELIGIOSAS

25 de agosto a 2 de setembro

Em todos os Priorados e Capelas do Distrito da América do Sul da Fraternidade São Pio X se rezará o Santo Rosário diante do Santíssimo Sacramento para suplicar a Deus que nos envie as vocações sacardotais e religiosas que tanto necessitamos. Ao final do Rosário se rezará a oração que você poderá baixar aqui.

Quem não puderem assistir aos Rosários em comum, em nossas Capelas, podem unir-se rezando por sua conta ou em família estas orações.



Fonte: Site do Distrito da América do Sul da FSSPX

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Mulher: seja submissa!

Um livro que acaba de ser lançado na Itália é já causa polêmica, pois a autora, decidindo sair do tema da moda (atacar a Igreja), adentra um tema que as feministas achavam resolvido, morto e enterrado: o papel da mulher no casamento: como, colocando-se ao serviço da família, a mulher acaba sendo a peça chave no sucesso (ou fracasso) do matrimônio. Interessante. 
Quiça, alguma de nossas mães-católicas-que-trabalham brasileiras se entusiasme com a ideias e possa nos brindar com um livro sobre a família e seus valores, baseado nos princípios cristãos.
Deixem de lado, por gentileza, o último parágrafo, onde a sra. Giulia Tanel, do site Libertà e Persona (Liberdade e Pessoa), ao comentar o livro, deixa-se levar pela filosofia da busca da felicidade como ideal último do ser humano. Não me parece que a escritora tenha seguido por este caminho, visto que fala em sacrificar-se pela família, dentre outras coisas. 

Este o blog da autora: SPOSATI E SII SOTTOMESSA 
Enjoy yourself!






Por Giulia Tanel - 26/07/2011

"Não há nada mais transgressivo e excitante que a ortodoxia", escrevia Chesterton há algumas décadas... E Constanza Miriano tomou essa afirmação (quase) ao pé da letra.
Com o seu Sposati e sii sottomessa – Pratica estrema per donne senza paura[1], a autora escreveu um livro que se tornou um desconfortável evento editorial. Desconfortável, porque o que ela diz vai contracorrente. É verdade que - palavras dela- "(...) falar mal da Igreja é como o pretinho básico: é bom para qualquer ocasião e nunca sai da moda”[2], mas ela optou mudar de assunto e dizer como é ter quatro filhos, um marido que lhe/se ama, ser uma jornalista do TG3[3], ir à missa todos os dias e correr também alguma maratona, se possível, visto que a faz feliz.

A autora não é uma mulher incomum, dotada de poderes extraordinários. É simplesmente uma mãe-que-trabalha que, com algumas regras fixas (poucas, segundo ela, mas bem claras), é capaz levar adiante, brilhantemente,  a troupe toda, e também conseguir um espaço para si.

Qual é o segredo? Quais são as "regrinhas mágicas" de Miriano?

Lendo Sposati e sii sottomessa, o conceito mais salientado pela autora é o de que a mulher tem sua própria identidade e seu gênio, que é necessariamente diferente daquele masculino: dizer que os dois sexos são iguais é uma abominação. O sexo frágil é feito para acolher e tem ínsita em si a vocação para a maternidade; os homens têm outras peculiaridades e, sobretudo, atribuições diferentes. Cada um na sua.

Miriano escreve a este respeito: "O feminismo foi, a seu modo, um florescer. Foi uma explosão da exigência [das mulheres] de sentir-se amadas, compreendidas, valorizadas. Só que tomou o caminho errado, o da autoafirmação. (...) A emancipação - que partiu de uma exigência de justiça – levou a uma ideia distorcida da paridade. A paridade não é igualdade. É dar igual dignidade para duas identidades que não poderiam ser mais diferentes"[4].

"A mulher se perde quando esquece quem ela é. A mulher é, principalmente, esposa e mãe. Deve oferecer espaço e proteção. Não apenas nos limites estreitos da família (...)"[5].

Algumas mulheres "modernas", lendo estas afirmações, provavelmente ficarão horrorizadas. Mas é isso: a mulher tem a atribuição de acolher o seu homem e seus filhos, de antecipar-lhes os desejos, de "sacrificar-se" pelo bem da sociedade. Justamente, seja submissa: porque é a partir da base que se constrói o resto! Aos homens, ao invés, deve-se deixar a tarefa de encarnar a auctoritas[6], incumbência que é muitas vezes esquecida hoje em dia, com consequências devastadoras: "(...) isso principalmente deve ser o pai. É uma tarefa importante e também árdua, porque quase sempre é mais fácil dizer sim que não às exigências dos filhos"[7].

Para fazer funcionar o casamento é necessário não se deixar levar pelas emoções do momento, aceitar os defeitos do outro (e os próprios!, talvez até rindo deles) e doar-se. Assim, com um pouco de boa vontade, o tanto ridicularizado "até que a morte nos separe" não será mais uma utopia distante, mas uma meta alcançável. O casamento não é uma empresa que abre ou fecha dependendo das necessidades do mercado: é para sempre.

Claro, hoje tudo é mais difícil. As pessoas não estão acostumadas a trabalhar duro e a sacrificar-se pelos outros: não se é capaz de renunciar a nada; muitos não são capazes de escolher um amor para a vida toda; todos querem dominar, e ninguém aceita obedecer; a gravidez e a maternidade são vistos como uma doença; às mulheres é exigido que sejam sempre perfeitas, em qualquer área... e assim por diante.

Eis, então, que se faz necessário colocar alguns pontos. Poucos, mas claros.

Quando uma mulher se casa deve estar disponível a acolher seu marido e os filhos que virão. Ao mesmo tempo, deve ser capaz de falar a linguagem do marido (que "(...) se lhe diz que não pensa em nada, confie: não pensa em nada") e deve confiar nele, delegar, confiar na sua maneira de fazer as coisas. E, assim, ser capaz de encontrar tempo para si mesma.

Por último, fato muitas vezes escondido, é preciso confiar em Deus. Ser perfeita é humanamente impossível, e às mulheres hoje é exigido muito, demais. É necessário baixar as armas, ser mais humildes e começar a viver sem medir tudo por si, porque só assim é possível ser feliz.



Tradução: O Blog





[1] “Case-se e seja submissa - Prática extrema para mulheres destemidas” (Vallecchi, Milão, 2011).
[2] (op. cit, p. 10.).
[3] Il TG3 è il telegiornale di Rai 3, terceiro canal da rede televisiva estatal italiana.
[4] (op. cit., P. 59).
[5] (op. cit., P. 65).
[6] Auctoritas: a autoridade (latim).
[7] (op. cit., P. 203).

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Verdadeira Vocação


É comum nos depararmos, atualmente, com péssimos exemplos de religiosidade. E ai descubro esse belo trecho sobre o espírito de mortificação, tão raro nos dias de hoje.


Amar o espírito de mortificação


Santa Verônica Giuliani
A Irmã que não ama o espírito de mortificação é uma infeliz, não podendo encontrar na vida de Comunidade o que deseja e portanto vive descontente; primeiro, porque não pode ter as satisfações das seculares, e isto produz doloroso arrependimento pelas renúncias feitas; segundo, porque não experimenta as doçuras espirituais da Religiosa fevorosa.

Quem, ao contrário, ama a mortificação, é sempre alegre, porque goz da alegria do espírito, supera com serenidade as inevitáveis moléstias da vida em comum e, quando se encontrar diante de um sacrifício, mesmo grande, com a oração e a boa vontade sai vitoriosa.

[Texto extraído de “Irmã, escute!” de Dom Giuseppe Tomaselli]


Tradução: O Blog

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Conceito medieval da família

Conceito medieval da família: muitas gerações unidas por uma mesma herança espiritual e material


Conceito medieval da família: muitas gerações unidas por uma mesma herança espiritual e material
A família foi a alma viva da ordem cristã medieval. A sua influência continuou - e continúa - muito depois. Eis como o erudito Mons. Delassus nos fala de seu benêfico influxo nos séculos passados:


"Citemos como exemplo algumas linhas extraídas do livro de família (*) de André d'Ormesson, conselheiro de Estado [na França] no século XVII:



Que nossos filhos conheçam aqueles dos quais descendem por parte de pai e mãe, que eles sejam incitados a rezar a Deus pelas suas almas e a bendizer a memória das pessoas que, com a graça de Deus, honraram a sua casa e adquiriram os bens de que eles usufruem.



"Outro pai de família escreve em 1807: Encontrareis, meus filhos, uma seqüência de ancestrais estimados, considerados, honrados na sua região e por todos os seus concidadãos. Uma existência honesta, uma fortuna mediana, mas uma reputação sem mancha, eis o capital que vem sendo transmitido, durante quatrocentos anos, por onze pais de família que jamais abandonaram o nome que receberam nem a terra em que nasceram.



"Por esta palavra família, portanto, não se entendia somente, como hoje, apenas o pai, a mãe e os filhos, mas toda a linhagem dos ancestrais e a dos descendentes que viriam.



"Para ser assim una e contínua através dos séculos, ela tinha não somente a continuidade do sangue, mas também, se assim se pode dizer, um corpo e uma alma perpétuos. O corpo era o bem de família que cada geração recebia dos ancestrais, como depósito sagrado. Ela o conservava religiosamente, esforçava-se para aumentá-lo e o transmitia fielmente às gerações seguintes. A alma eram as tradições, isto é, as idéias dos antepassados e seus sentimentos, bem como os hábitos e costumes que daí decorriam.




Almoço na casa do prefeito Rockox, Frans Francken II
"Uma lei escrita no coração dos franceses, consagrada por um costume multissecular, assegurava a transmissão do patrimônio de uma geração a outra. E um tríplice ensinamento: o primeiro, dado pela conduta dos pais que os filhos tinham diante dos olhos; o segundo, que lhes era ensinado pelas exortações, conselhos e admoestações que recebiam; e o terceiro, contido nos escritos, chamados livros de contas ou livros de família, mantidos e atualizados por cada geração. Tudo isso garantia a transmissão das tradições familiares.



"Hoje em dia os livros de família não existem mais, nem mesmo sob a forma de recordações, a não ser nos arquivos dos eruditos. O patrimônio só é considerado pelos filhos como um butim a ser dividido. E quantos há, entre nós, que podem citar os nomes de seus bisavós?



"A família não mais existe na França. E é isso, digamo-lo de passagem, que explica os parcos resultados obtidos pelos padres e religiosos que tiveram em mãos, durante meio século, o ensino primário e secundário de mais da metade da população. Suas lições não mais encontravam, como base para assentar-se, aquele fundamento sólido que as tradições de família devem inculcar na alma da criança.


Familia camponesa na Austria
"Não é só a família que já não existe na França, mas não resta mais nada da constituição social que a História viu originar-se da família em todos os povos civilizados. A família real foi decapitada, as famílias aristocráticas foram dizimadas, e aquelas que escaparam ao massacre e à ruína foram colocadas, pelas leis, na impossibilidade de agir e até mesmo de conservar sua posição. Enfim, as mesmas leis colocam as famílias burguesas e proletárias na impotência para se elevarem de modo contínuo.



"Nem em Atenas nem em Roma a sociedade se reergueu, uma vez desmoronada sobre si mesma. O Cristianismo nos dá os meios de regeneração dos quais as sociedades pagãs não dispunham. Saberemos empregá-los?



"Durante um século, todos os nossos esforços fracassaram. Por quê? Porque sofrendo a ação deprimente das leis e dos costumes, baseadas nos sofismas de Rousseau, nós só temos as vistas postas no indivíduo. Atuamos sobre o indivíduo, em vez de considerar a família e orientar nossos esforços para reconstituí-la. A família reconstituída produzirá de novo homens. Este é o clamor geral: Não temos mais homens! Se não temos mais homens, é porque não temos mais famílias para produzi-los. E não temos mais famílias porque a sociedade perdeu de vista o objetivo da sua própria existência, que não consiste em oferecer ao indivíduo o maior número possível de prazeres, mas em proteger a germinação das famílias e ajudá-las a elevar-se cada vez mais alto.


Michiel van der Dussen e família, Hendrick van Vliet
“A família, já o dissemos, tem dois sustentáculos: o lar e o livro da família, chamado na França Livro de Contas. Ambos quebrados pelas leis. O primeiro diretamente, e o segundo por via de conseqüência. A transmissão do lar e do patrimônio que o contém formava, entre as gerações sucessivas, o vínculo material que as unia uma à outra. A esse primeiro vínculo se juntava um outro, que eram a genealogia e os ensinamentos dos ancestrais, consignados no livro em que a genealogia era registrada....



“A situação dos bens da família de Antoine de Courtois, cujo livro de contas foi publicado por Charles de Ribbe, era precedido destas linhas endereçadas aos seus filhos: Meus bem-amados filhos, nós temos o usufruto dos nossos bens, dos quais somente podemos consumir os frutos. Nossos bens estão em nossas mãos para que trabalhemos sem cessar no sentido de 
melhorá-los, e depois para que os transmitamos aos que nos prolongarão no curso da vida. Aquele que dissipa seu patrimônio comete um roubo horrível, pois trai a confiança de seus pais e desonra seus filhos. Teria sido melhor, para ele e para toda a sua raça, que jamais tivesse nascido. Tremei, portanto, ante a possibilidade de consumir os bens dos vossos filhos e de cobrir vosso nome de opróbrios.



"Estes pensamentos decorriam naturalmente do pensamento, que todos tinham no espírito, de que o lar e o domínio patrimonial eram o objeto de um tipo de fideicomisso perpétuo, que não era permitido diminuir, e que todos deviam esforçar-se para aumentar”.



(Mgr Henri Delassus, L'Esprit Familial dans la Maison, dans la Cité et dans l'État, Société Saint-Augustin, Desclée, De Brouwer, Lille, 1910, pp. 113-117).

NOTA:
(*) — "Le Livre de Famille": Um antigo costume que perdurou especialmente na França, mas também em alguns outros países europeus, consistia em narrativas – normalmente a cargo do primogênito – do dia-a-dia da família (nascimentos, casamentos, mortes, comentários etc.). Visava manter viva a memória das virtudes dos ancestrais nos descendentes, impulsionando-os para o bem, através das leituras e meditações que faziam dos ensinamentos narrados. Por estes livros se reconstituíam a genealogia e a história das famílias.


(Fonte: "Catolicismo", janeiro de 1999)

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