"Treme, pecador: tu vives hoje, mas Deus sabe se amanhã ainda estarás com vida.Treme e arrepende-te, enquanto para isso tens tempo: olha que se morres impenitente, nem o mesmo Senhor Jesus Cristo te poderá depois arrancar do Inferno; porque a sentença proferida por Deus não se revoga, tão inteira e inalienável é a Sua justiça". (*)
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Recebi um email com este texto de Corção, e resolvi escrever a respeito dessa legião de idiotas que aplaudem o cinzento.
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SOBRE OS TONS DE CINZA
"As diferenças se apagam, as arestas se embotam, as cores desaparecem, e a mulher parece homem, o homem parece mulher, a velha parece menina e a menina parece velha. Todo mundo parece todo mundo, e então aparece uma legião de idiotas para aplaudir o cinzento: as freiras parecem não-freiras, os padres parecem rapazes como outros quaisquer, e até não se distingue bem entre um bispo e um aposentado proprietário de botequim. Tudo parece tudo. Tudo é tudo. E uma multidão de imbecis chama este fenômeno de progresso!"
GUSTAVO CORÇÃO. Tudo é cinza. O Globo de 05/09/1968.
A indefinição das cores - os tons cinzentos - favorece o preguiçoso. Nela se acomoda para não ser mais obrigado a tomar uma decisão, defender uma posição, professar seu Credo, seja ele qual for.
O morno é um preguiçoso, confortavelmente instalado em uma poltrona fofa, de onde observa o mundo sem se mostrar, nem se comprometer com nada e com ninguém. Nenhuma bandeira.
