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domingo, 19 de junho de 2016

Uma Comunhão bem feita é o maior auxílio das Almas do Purgatório

M. — Não há quem ignore a magnitude da obrigação e a suave necessidade que temos de ajudar as benditas almas do Purgatório.
Se neste instante você ouvisse o sinal de alarme e o grito de socorro: Fogo! Incêndio! E o fogo se alastrasse pela casa de seus parentes e amigos, onde houvesse crianças dormindo e velhos enfermos, que faria em tal emergência?

D. — Correria imediatamente a ajudá-los e socorrê-los.

M. — Pois bem, meu querido discípulo: naquela casa que se chama Purgatório existe sempre fogo que está purificando o ouro que amanhã deverá brilhar no céu.
Todas as penas e sofrimentos do mundo nada são em comparação com as penas do Purgatório. A inteligência humana nem sequer consegue imaginá-las e não há pena que possa descrever aqueles tormentos. É a hora da justiça divina.
Unidas às penas dos sentidos estão as penas do dano. . . Reparemos também que aquelas almas não se podem livrar por si mesmas, necessitam e esperam nosso auxílio. Nada podem merecer para o céu, pois que acabou para elas o tempo da misericórdia; tão pouco podem se ajudar reciprocamente, pois todas se encontram na mesma situação.
Somente nós podemos socorrê-las. Por isso elas se recomendam a nós que podemos alumiá-las e libertá-las. Seremos tão cruéis a ponto de permacermos surdos e indiferentes aos seus lamentos?

D. — Que poderemos fazer em favor delas?

M. — O catecismo no-lo diz expressamente. À pergunta: Como podemos ajudar as almas do Purgatório? Responde: Podemos ajudar as almas do Purgatório por meio de orações, jejuns, esmolas, indulgências mas, sobretudo mediante o Santo Sacrifício da Missa. E acrescento eu: Em modo mais fácil e eficaz com a Comunhão frequente e bem feita.

domingo, 5 de junho de 2016

União da Alma com Jesus na santa Comunhão

Qui manducat meam carnem et bibit meum sanguinem, in me manet et ego in illo – "Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue fica em mim e Eu nele" (Jo. 6, 57).


Sumário. Jesus tinha-Se dado aos homens como Mestre, como Modelo e como Vítima; restava-Lhe somente que se desse como Alimento, afim de fazer-Se uma coisa só conosco. É o que fez instituindo a santa Eucaristia. Ó dignação de um Deus para com os homens! Mas como é que há tantos homens que não O amam e lhes respondem com ingratidão!... Se no passado nós também fomos do número desses ingratos, esforcemo-nos para amá-lO tanto mais para o futuro.

I. Diz São Diniz, o Areopagita, que o efeito principal do amor é procurar a união com o objeto amado. Exatamente para se unir com as nossas almas foi que Jesus Cristo instituiu a santa Comunhão. Tendo-Se dado a nós como Mestre, como Modelo e como Vítima só Lhe restava dar-Se a nós como nosso sustento, para fazer-Se um só conosco, assim como o sustento se identifica com aquele que o toma. Foi o que fez instituindo este Sacramento de amor.

Jesus Cristo não pode Se contentar com unir-Se à nossa natureza humana; com este sacramento quis ainda achar o modo de unir-Se a cada um de nós e de ser todo de quem O recebe. A este respeito, escreveu São Francisco de Sales: "Em nenhuma outra ação pode o Salvador ser considerado nem mais terno nem mais amoroso do que nesta, na qual Se aniquila, por assim dizer, e Se reduz a manjar, afim de entrar em nossas almas, e unir-Se aos corações dos Seus fiéis".

domingo, 20 de julho de 2014

Oração de São Boaventura de Bagnoreggio para a Santa Comunhão

Oração de São Boaventura de Bagnoreggio para a Santa Comunhão



Feri, ó dulcíssimo Senhor Jesus, o mais íntimo e profundo de meu ser com o dardo suavíssimo e salutar do Vosso amor, com aquela verdadeira, inalterável, santíssima e apostólica caridade, a fim de que a minha alma se enlanguesça com o único desejo de sempre crescer em vosso amor.

Que eu vos ame intensamente, que desfaleça nos vossos átrios e deseje dissolver-me em vós e ser um convosco.

Que minha alma tenha fome de Vós, ó Pão dos Anjos, alimento das almas santas, Pão nosso de cada dia, supersubstancial, que tem toda doçura e sabor, e todo deleite de suavidade. Ó Vós a Quem os Anjos desejam contemplar!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Meditação para receber o Santíssimo Sacramento

Meditação para receber o Santíssimo Sacramento

 

São Francisco de Borja


São Francisco abençoa um moribundo arrependido
Goya

Primeiro ponto: Considerar quem é Aquele que vou receber, e como quanto à divindade é igual ao Pai Eterno, e como enquanto homem é o mais ilustre de todos os homens.

Segundo ponto: Considerar de onde vem: do Céu. Considerar que me faz maior dom do que fez aos Apóstolos na quinta-feira da Última Ceia. E hei de me confundir trazendo à mente o que eu faria se estivesse esperando um amigo ou irmão que viesse me ver de terras longínquas, ou se o Papa ou o Imperador tivessem vindo me ver, e o pouco que faço com a vinda de Jesus Cristo, do Céu à minha alma.

Terceiro ponto: Ver como Ele vem. Considerarei como, tendo me dado todas as criaturas, Ele mesmo disfarçado se dá a mim em uma delas, fazendo-se pequenininho, conforme a minha pequenez.

Quarto pontos: ver aonde vem. A este mundo, onde tantas ofensas e pecados se cometem contra a Sua Divina Majestade.

Quinto ponto: Considerar quem sou eu que hei de recebê-lO, e mostrar-Lhe as minhas chagas, pedindo-Lhe, com o leproso do Evangelho, que me cure. Assim, olharei de onde vem, aonde vem e para que vem.

Louvado seja Deus.





Em Espanhol:



Meditación para recibir el Santísimo Sacramento


Primer punto: Considerar quién es el que he de recibir, y cómo en cuanto a la divinidad es igual al Eterno Padre, y cómo en cuanto hombre es el más ilustre de todos los hombres.

Segundo punto: Considerar de dónde viene: del Cielo. Consideraré que me hace mayor don que a los Apóstoles el Jueves de la Cena. Y he de confundirme trayendo a la memoria lo que haría si esperase a un amigo o hermano que me viniese a ver de tierras lejanas, o si el Papa o el Emperador hubiese de venir a verme, y lo poco que hago con la venida de Jesucristo, de los Cielos a mi ánima.

Tercer punto: Ver cómo viene. Consideraré cómo habiéndome dado todas las criaturas, Él mismo disfrazado se me da en una de ellas, haciéndose pequeñito, conforme a mi pequeñez.

Cuatro punto: Ver adónde viene. A este mundo donde tantas ofensas y pecados se cometen contra su divina Majestad.

Quinto punto: Considerar quién soy yo que le he de recibir, y mostrarle mis llagas, pidiéndole con el leproso del Evangelio que me sane. Así miraré de dónde viene, adónde viene y a qué viene.

Alabado sea Dios.


Tradução: Giulia d'Amore di Ugento. 
* A tradução que encontrei na web é péssima, em que pese a boa vontade de quem traduziu, claro está que usou o Google traslator.

Sobre o Santo que fez esta Meditação: Francisco de Borja e Aragão, também Francisco de Bórgia e Aragão, foi Duque de Gandia, bisneto do Papa Alexandre VI e bisneto do rei Fernando II de Aragão, e fez-se jesuíta logo após enviuvar. Sua decisão referente à oração alterou a concepção ignaciana a respeito, até que no século XX voltou-se a prática inicial. Aplicou na prática a resolução da CG II de convocar as Congregações de Procuradores, que demonstrou ser uma medida muito acertada. Sob sua administração, a obra missionária foi incrementada e prosperou. A Companhia fundou novas missões na Flórida, México e Peru. Aumentou a infiltração no Brasil. Sugeriu a Pio V a criação da Congregação para a Propagação da Fé. Em sua homenagem, o Padre Francisco Garcia fundou a cidade de São Borja, antiga Sete Povos das Missões, no Rio Grande do Sul, onde seu dia é comemorado em 10 de outubro pelo município e pela Paróquia São Francisco de Borja.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A oração ideal: Meu Senhor e Meu Deus!

MEU SENHOR E MEU DEUS


Quando eu era menino, uma das primeiras coisas que os meus pais me ensinaram, bem como na catequese, foi a oração "ideal" para se rezar durante a elevação da Hóstia e do Cálice na Consagração: «Meu Senhor e meu Deus!»

De tal modo assim rezei sempre ao longo desses verdes anos, durante a Consagração, que ficou em mim enraizada essa prática, por isso mesmo uma das primeiras a ser recordada, quando ao fim de muitos anos de afastamento, reencontrei a Fé e a Igreja, pela graça de Deus.

Mas confesso que essa oração saía muito mais da minha boca, numa forma rotineira, do que verdadeiramente uma oração do coração, meditada e abarcada em toda a sua dimensão espiritual de afirmação de Fé em Jesus Cristo.

Julgo até (a memória não me ajuda) que, durante muito tempo, nem sequer liguei essa oração ao "Credo" proferido por São Tomé, quando do seu encontro com Jesus Cristo ressuscitado.

No entanto, essa ligação indelével entre a passagem bíblica e o tempo presente, ao rezar essa oração, tem-me surgido como reflexão, como meditação, e este ano mais ainda, no Domingo passado, em que foi proclamado esse Evangelho.

Como nos narra o Evangelho de São João 20, 24-29, Tomé não acreditou quando os seus irmãos Apóstolos lhe disseram que tinham visto o Ressuscitado. Respondeu-lhes, como nós hoje em dia tantas vezes respondemos, um tanto displicentemente, uma frase qualquer do tipo: "Pois sim, está bem, mas só se eu vir com os meus olhos e tocar com as minhas mãos". Passados oito dias (sempre no primeiro dia da semana), Jesus Cristo apresentou-se novamente diante deles e convidou Tomé a ver com os seus olhos e a tocar com as suas mãos.

Tomé, não era com certeza um cético, até queria acreditar, mas estava preso na sua humanidade.

Ora, quem tem o coração aberto à Fé, ao ser encontrado, ao encontrar-se com Jesus Cristo, nunca fica indiferente, e a relação puramente humana e racional adquire uma nova dimensão espiritual, que permite "ver" o que os olhos do corpo não veem.

Jesus Cristo convidou Tomé a por as mãos nas suas chagas, mas o Evangelho não nos diz que ele assim fez. O Evangelho diz, sim, que Tomé, imediatamente após o convite de Jesus, respondeu apenas: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20, 28).

Diante do encontro pessoal com Jesus Cristo, Tomé faz a profissão de Fé mais explícita até então feita pelos Apóstolos. Porque nesse encontro Tomé acreditou, e, ao acreditar, pôde "ver" para além do que os olhos do seu corpo lhe mostravam, e assim pôde "ver" a Pessoa de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem.

Se eu, no momento da Consagração, repito essa oração apenas rotineiramente, se não a torno uma oração de coração aberto à presença real de Jesus Cristo, então apenas posso ver com os olhos do corpo, e apenas vejo um pouco de pão branco de forma redonda e um cálice com vinho.

Mas se eu me abro à presença real de Jesus Cristo na Consagração, então os meus olhos passam a ser os olhos do coração, passam a ser os olhos da Fé, e o que eu vejo com os olhos do corpo toma a dimensão real e verdadeira do Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, na Hóstia e no Vinho consagrados. Então não me resta mais nada, como Tomé, a não ser proclamar: “Meu Senhor e meu Deus!”.

“Felizes os que crêem sem terem visto!” (Jo 20, 29), diz Jesus a Tomé.

E eu medito nesta frase e quero perceber que aqueles que hoje acreditam veem pela Fé porque os olhos do corpo apenas lhes mostram um pouco de pão e um cálice com vinho. E assim são felizes, porque para "verem" não o podem fazer apenas por si próprios, mas pela graça de Deus, que lhes concede o dom da Fé, que os leva a ultrapassarem a sua própria humanidade e a "verem" para além de si próprios.

Glória ao Senhor!

Monte Real, 5 de Maio de 2011


Fonte: web. Autoria desconhecida até este momento.

*

domingo, 1 de julho de 2012

A Comunhão sacrílega

A Comunhão sacrílega



"De modo que qualquer que comer do pão, ou beber do cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice. Porque quem come e bebe, come e bebe para sua própria condenação, se não discernir o corpo do Senhor. Por causa disto há entre vós muitos fracos e enfermos, e muitos que dormem." (1 Cor 11, 27-30)



Santo António Maria Claret

Não há praticamente nenhum crime que mais ofenda a Deus do que o da comunhão sacrílega. Os Santos Padres o demonstram com palavras e exemplos assombrosos. Aquele que comunga em pecado mortal comete um delito maior que o de Herodes, diz Santo Agostinho; mais horrendo que o de Judas, diz São João Crisóstomo; mais terrível do que o que cometeram os judeus, crucificando o Salvador, dizem outros santos. E a tudo isso acrescenta São Paulo: será réu do Corpo e Sangue de Cristo; isto diz a Glosa: será castigado como se com suas mãos tivesse matado o Filho de Deus. 

A comunhão sacrílega é um crime tão grande que Deus não espera para puni-lo no inferno. Ele já começa neste mundo a indignar-se com tamanho crime, permitindo a doença e a morte; de modo que, desde o tempo dos Apóstolos, segundo São Paulo, muitos, por suas comunhões sacrílegas, padeciam gravíssimos males corporais, e outros morriam. São Cipriano refere que alguns de seu tempo que recebiam a sagrada Comunhão indignamente eram acometidos de dores intoleráveis nas entranhas, até morrem arrebentados. São João Crisóstomo conhecia muitos possuídos por demônios por causa deste crime. O Papa São Gregório assegura que, em Roma, houve grandes estragos devido à peste que apareceu poque se continuaram naquela cidade as diversões imorais e os espetáculos de impurezas após a Comunhão Pascal. E o mesmo refere a respeito de seu tempo Santo Anselmo, por haverem cumprido mal este preceito. Lemos na vida de São Bernardo que um monge se atreveu a comungar em pecado mortal; mas - coisa terrível - assim que o santo lhe deu a Sagrada Hóstia rebentou como Judas e como ele se condenou eternamente. 

Segundo o célebre P. Arbiol, havia em certo lugar uma senhora que por ocasião de uma festa muito solene foi se confessar, e o confessor, encontrando-a em uma ocasião próxima de pecar, lhe disse que não podia absolvê-la se ela não se afastasse primeiro da ocasião e que naquele dia ela não podia receber a sagrada Comunhão; mas ela quis recebê-la sem se importar com o que lhe disse o confessor, e, no momento em que teve a sagrada Hóstia na garganta, afogou-se, caindo morta na própria igreja, na presença de muitas pessoas. 

Eu poderia citar um grande número de casos desta natureza, não apenas antigos, mas também modernos, embora atualmente não aconteçam tantos, porque, creio eu, os bons, por temor, se abstém de frequentar os Santos Sacramentos; e Jesus, pelo amor que nos tem e para nosso bem, prefere deixar impunes visivelmente os sacrilégios, para que os bons o recebam com frequência, visto que estes não o recebem temerosos dos castigos dos profanadores. Mas se a estes últimos não os castiga visivelmente, o faz invisivelmente com a cegueira do entendimento, a dureza de coração e com seu abandono neste mundo, e depois, no outro, com as penas eternas do inferno. 

Encomenda-te a Maria Santíssima, para que te alcance os auxílios de que necessitas para poder receber com frequência e dignamente os Santos Sacramentos. 

E para que conheças melhor o quanto convém receber com boa disposição os Santos Sacramentos e os diferentes efeitos que causam, por conclusão te referirei outro caso que se lê na vida dos Santos Padres: 

Havia um Bispo muito virtuoso que, tendo sido avisado que duas pessoas viviam ilicitamente, suplicou ao Senhor que se dignasse lhe manifestar o estado de consciência de seus súditos. Deus ouviu suas súplicas e um dia, depois de ter distribuído a sagrada Comunhão a um grande número de pessoas, viu que uns tinham o rosto negro como o carvão, a outros lhes brilhavam os olhos, e outros estavam muito elegantes e vestidos de branco. Repetiu a súplica o bom Prelado, para que Deus lhe manifestasse aquele mistério. No mesmo instante apareceu um anjo e lhe disse: “Saiba que estes que têm o rosto negro são os impuros e desonestos; esses outros aos quais brilham os olhos são os avaros, usurários e vingativos; e os que vê tão elegantes e vestidos de branco são os que se acham em graça e adornados de virtudes”. Vieram também comungar as pessoas acusadas de trato ilícito, e as viu igualmente resplandecentes e elegantes, o que fez o Bispo pensar que havia sido enganado, mas o anjo lhe disse que era verdade quanto lhe haviam dito, mas tendo elas se afastado da ocasião [de pecar] e feito uma boa confissão, os seus pecados haviam sido perdoados, e com isto estavam bem dispostas para receber a sagrada Comunhão, a qual lhes havia causado estes admiráveis efeitos. 

Portanto, amável irmão em Jesus Cristo, pelo grande amor que te professo, te suplico e peço que nunca vá receber a sagrada Comunhão em pecado mortal; mas não te assustes se te encontras em tão desgraçado estado: confessa-te logo, e verdadeiramente arrependido; pratique muitos e fervorosos atos de humildade, confiança e amor; e comungando com esta disposição estarás cheio dos grandes e celestiais frutos que causa a sagrada Eucaristia a quem a recebe dignamente. 

Quero aqui dizer-te os principais, para que tu queiras recebê-la mais e mais:
1.º Aumenta a graça.
2.º Da luz à alma a fim de conhecer o bem para segui-lo e o mal para evitá-lo.
3.º Aviva a fé e a esperança.
4.º Inflama a caridade.
5.º Modera a ira e demais paixões, preservando-nos de pecar.
6.º Nos une a Jesus Cristo.
7.º Nos dá uma suavidade espiritual, pela qual se faz com gosto todas as obras de virtude.
8.º Afugenta os demônios, para que não nos tentem tantas vezes.
9.º Acalma o remorso da consciência.
10.º Nos faz ter grande confiança em Deus na hora da morte.
11.º Alimenta a alma dando-lhe vigor, assim como o pão material o dá ao corpo.
12.º Por último, nos dá especiais auxílios para perseverar no bem e chegar à eterna glória da qual é penhor certo, o que eu te desejo de todo coração, como para mim mesmo.


De “Caminho Reto e Seguro para se chegar ao Céu”, de Santo Antonio Maria Claret.

Fonte: fonte

Editado: por sugestão de um "anônimo", traduzi, eu mesma, do original, este belo e inspirador texto de Santo Antonio Maria Claret. Infelizmente, o publiquei sem me certificar da correição do conteúdo. Falha minha. Há pessoas que abusam do Google traslator e não tem o cuidado de corrigir o texto. As intenções talvez sejam boas, mas o cuidado deve ser melhor ainda. 11/07/2012. GdA. 

domingo, 18 de setembro de 2011

Comunhão Sacrílega

Coisa terrível é a comunhão  sacrílega.

Comungar sacrilegamente é  uma injúria maior feita a Nosso Senhor do que atirar a  sagrada Hóstia ao monturo ou aos  cães.    

De São Boaventura são as seguintes palavras sobre semelhante crime: “Tu, pecador impuro, invejoso e avarento, és  mais imundo, mais  repugnante e  desprezível que um cão”.

Sendo teu  pecado rubro como o escarlate, numeroso como os grãos de  areia do mar, procura as águas purificadoras da penitência, e não te atrevas nunca a receber indignamente a Santa Comunhão.  “Quem come este pão e bebe o cálice do Senhor indignamente,  será réu do corpo e  sangue do Senhor, come e bebe a  sua condenação” (I Cor. 11,27)

Renovemos nosso amor e devoção a Nossa Senhora e imploremos que nos derrame suas infinitas graças, a  fim de  abraçarmos a Cruz de cada dia com muita resignação e alegria, e que cumpramos sempre os preceitos da Santa Igreja de Cristo. Amém!  

Nossa Senhora, Mãe do Salvador, rogai por nós!


terça-feira, 28 de junho de 2011

Boletim da Confraria da Sagrada Família A. II N. 13

Se quiser receber o boletim por e-mail, escreva para sagradafamilia@capela.org.br  



Boletins da Confraria da Sagrada Família A. II
12 - 13 - 14 - 15 - 16 - 17


BOLETIM MENSAL DA

Confraria da
Sagrada Família

Capela Nossa Senhora da Conceição – Niterói/RJ
Ano II – N. 13 – Julho de 2011

a santa Missa e a comunhão




            A Santíssima Eucaristia é o centro da vida católica e a fonte de graças e favores celestes. Dela os fiéis recebem a força necessária para vencer as rebeliões da carne, para prevenir quedas maiores, em suma, é um antídoto para a fragilidade humana. Por isso, Nosso Senhor Jesus Cristo a instituiu e quis que com ela se alimentassem todos os fiéis, exprimindo seu ardente desejo de que nos unamos a Ele.
            A História da Igreja e os Santos Padres ensinam que os primeiros cristãos comungavam todos os dias. Mais tarde, porém, com o decorrer dos tempos, começou a diminuir esta frequência, seja porque tinham diminuído nos fiéis o espírito de fé e a devoção que os primeiros cristãos tinham recebido dos Apóstolos, seja por causa de uma heresia que começou a se difundir particularmente na França, o jansenismo, que, sob o capcioso pretexto da devida honra e veneração para a Santíssima Eucaristia, exigia disposições de alma tão severas que a maior parte dos fiéis não conseguia atingir. Daí vinha que os pecadores tinham medo de se aproximar desta fonte de graças e as almas fervorosas abstinham-se da comunhão, cheias de escrúpulos.
            São Pio X, movido por um profundo espírito de Fé, com a intenção de restaurar nos católicos a devoção à Santíssima Eucaristia e afastar os efeitos daquela heresia, tomou principalmente quatro atitudes: promoveu a comunhão frequente, mitigou o jejum para a comunhão dos doentes, restaurou a prática da primeira comunhão ainda na infância, e promoveu solenidades católicas em honra da Santíssima Eucaristia, tais como Congressos Eucarísticos.

a) Comunhão Frequente
            Com a publicação do decreto Sacra Tridentina Synodus, de 1905, São Pio X inculcou a comunhão frequente e até quotidiana a todos os fiéis que tivessem chegado ao uso da razão. Deu o verdadeiro sentido ao Cânon do Concílio de Trento que declara quais as disposições são necessárias para comungar, segundo a doutrina e a prática da Igreja. O Decreto do Papa se expressava nestas linhas:
            "As palavras do Concílio Tridentino manifestam claramente que a Igreja deseja ver os seus fiéis tomarem parte todos os dias neste Banquete Celestial, para daí tirarem os mais abundantes frutos de santificação. A comunhão frequente e quotidiana, tão desejada por Jesus Cristo e sua Igreja, não se pode negar a nenhuma classe de pessoas que se encontrem em estado de graça e tenham reta intenção, que consiste no ardente desejo de agradar a Deus, de unir-se estreitamente a Ele pelo amor e valer-se deste antídoto contra as fraquezas e defeitos da natureza humana. E, embora seja louvável que todos aqueles que se aproximam diariamente da Mesa Eucarística estejam imunes de pecados veniais, ao menos plenamente deliberados e do afeto a eles, contudo basta não ter culpa grave, com propósito de não tornar a cometê-los."

            Depois, o Papa fala da preparação e da ação de graças, que devem ser proporcionadas às forças, às condições e aos deveres de cada um, e manda aos padres para que preguem sobre a importância da comunhão frequente.
            Este paternal cuidado do Papa em chamar a todos os fiéis à comunhão frequente e quotidiana como nos primeiros tempos da Igreja, produziu

por toda parte boa impressão. Todos trabalhavam em promover esta santa e salutar prática e os fiéis corresponderam com uma maior devoção ao Santíssimo Sacramento. Foi um verdadeiro ressurgimento eucarístico, com o qual se comprazia São Pio X.

b) Jejum dos enfermos
            Mais tarde, comovido pelo pensamento de que também os enfermos crônicos e fracos, por não poderem suportar o jejum prescrito pela Igreja, viam-se privados dos socorros e consolos da Sagrada Comunhão, permitiu que eles pudessem comungar em certos dias depois de ter tomado algum líquido por razões de saúde.

c) Comunhão das crianças

            O humilde Papa, durante seu ministério como padre e bispo, sempre tinha promovido calorosamente a primeira comunhão das crianças o mais depressa possível: porque assim, unindo-se a Jesus no candor de sua inocência, receberiam maior abundância de graças, as quais preservariam essa mesma inocência. Já como Papa, vendo que quase por toda parte se retrasava a primeira comunhão, dispôs pelo decreto Quam singulari de 1910 que fosse abolido tal inconveniente.
            Do mesmo modo o santo Papa convidou as crianças a se aproximarem da Santa Comunhão, da qual deviam receber a força e a graça para vencer as paixões e as seduções do mundo e conservar a pureza de sua vida. Ordenou, finalmente, que a primeira comunhão, que geralmente fica impressa na memória das crianças por toda a vida, se fizesse na idade de sete anos, salvo o caso de antecipá-la ou retrasá-la segundo o despertar da inteligência, obrigando a todos os que tivessem cuidado de alma, especialmente aos párocos, a insistir sobre a comunhão frequente e promover durante o ano comunhões gerais para as crianças. Deste modo, não se importando com as críticas dos que pensavam em contrário, dirigiu aos mesmos as palavras de Cristo: "Deixai que as crianças venham a mim".
           E as crianças corresponderam com entusiasmo ao amoroso convite inspirado por Deus e com verdadeira piedade se aproximavam da Mesa Eucarística. Era muito frequente que as crianças escrevessem cartas ao Papa para agradecer por terem podido receber a Santíssima Comunhão, e o próprio Papa costumava responder, dando assim admirável exemplo de humildade e caridade.

d) Congressos Eucarísticos
            São Pio X, notável devoto da Eucaristia, da qual esperava a restauração de toda a sociedade, sempre favoreceu os Congressos Eucarísticos escrevendo preciosos textos aos Presidentes e enviando Cardeais Legados que o representassem, querendo ser depois minuciosamente informado de tudo; e naqueles que tiveram lugar em Roma tomou sempre parte ativa em todas as funções celebradas em São Pedro. Elogiava as Associações e Confrarias do Santíssimo Sacramento, enriquecendo-as com indulgências e privilégios apostólicos. Em um discurso que dirigiu a uma delas dizia: "A santa Comunhão é o caminho mais curto e seguro para chegar ao céu. Há também outros caminho: a inocência, por exemplo; mas esta é para as crianças; a penitência, mas esta nos assusta; a paciência generosa em suportar as provações da vida, mas quando estas se aproximam gememos e queremos ver-nos livres dela. Em uma palavra, amadíssimos filhos, o caminho mais seguro, mais fácil e mais breve é a Eucaristia. É tão fácil aproximar-se da Sagrada Mesa e ali gozar das delícias celestiais".
            Nunca cessava de convidar a todos: crianças, adultos e enfermos a comungar frequentemente, dando ele mesmo admirável exemplo, nunca deixando a comunhão diária em suas enfermidades.



DATAS A LEMBRAR:

Sexta-feira 03 - Festa do Sagrado Coração de Jesus (1ª Sexta-feira do mês)
                        Missa em Niterói às 7:30 e no Rio às 18:30
Sábado 04      - Imaculado Coração de Maria (1º Sábado do mês)
                        Missa em Niterói às 18:30 e no Rio às 7:30

Domingo 03   - III Domingo depois de Pentecostes
Domingo 10   - IV Domingo depois de Pentecostes
Domingo 17   - V Domingo depois de Pentecostes
Domingo 24   - VI Domingo depois de Pentecostes
Domingo 31   - VII Domingo depois de Pentecostes



Capela Nossa Senhora da Conceição – Niterói/RJ

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