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sexta-feira, 10 de março de 2017

O Milagre Eucarístico de Billetes em Paris

Era o ano de 1290, sob o reinado do ímpio Filipe, o Belo. Uma pobre mulher penhorou seu vestido junto a um judeu de nome Jonathas, por uma soma de 50 francos. 

Em 2 de abril daquele mesmo ano, alguns dias antes da Páscoa, a pobre mulher lhe pediu para lhe restituir o seu vestido para esta festa, para que pudesse cumprir com mais decência o dever pascal. “Voluntariamente, disse-lhe o judeu, eu te darei para sempre e sem que pague os juros, se tu me trouxeres este pão que recebes na Igreja; que vós cristãos pretendeis que seja vosso Deus; quero ver se Ele o é realmente”. 

Seja por ignorância, seja por ganância, a miserável mulher consentiu, e, ao ir comungar em São Mederico (ou  Saint-Merry), sua paróquia, guardou furtivamente a Santa Hóstia, deixou-a com o judeu e se foi.  

Este a colocou em um lugar seguro e pôs-se a feri-la com golpes de faca… Espantado e furioso ao ver sair dela sangue, tomou-a e cravou-lhe um prego com um martelo. Mas o sangue começou a sair em torno do prego. O judeu, então, em um acesso de raiva, retirou o prego, tomou a Santa Hóstia e jogou-a ao fogo… Acreditava, assim, se livrar dela. Mas qual não foi seu terror ao ver a Hóstia sair do meio das chamas e voar de lá para cá em sua casa! Sua mulher e seus filhos estavam estupefatos. Quanto a ele, mais e mais furioso, saltou e pegou novamente a Hóstia, prendeu-a em uma vara e começou a bater nela com um flagelo. Ele tenta, então, cortá-la em pedaços com uma faca de cozinha: um esforço em vão, a Hóstia permaneceu inteira, sem a menor lesão.

domingo, 11 de setembro de 2016

A Eucaristia, necessidade do nosso coração.

de São Pedro Julião Eymard



Porque está Jesus Cristo na Eucaristia? Tal pergunta, se pode ter muitas respostas, tem no entanto uma que a todas resume: Jesus Cristo está na Eucaristia porque nos ama e quer que nós O amemos. O Amor, eis a razão de ser da instituição da Eucaristia. 

Sem ela, o Amor de Jesus Cristo seria apenas um Amor de Morte, passado, esquecido dentro em breve – e isso sem culpa de nossa parte. Só a Eucaristia satisfaz plenamente as leis e as exigências do amor. Jesus Cristo, dando-nos nela provas de Amor infinito, tem direito de ser nela amado.

Ora, o amor natural, tal qual Deus pôs nos corações, requer três coisas. A presença ou sociedade de vida, a comunhão de bens, a união perfeita. 

I

A ausência é a aflição, o tormento da amizade. O afastamento diminui e, ao ser prolongado, dissipa a mais forte amizade. Estivesse Nosso Senhor ausente, afastado, o amor que lhe temos passaria, em virtude do efeito dissolvente dessa mesma ausência. É da essência da natureza do amor humano reclamar, para viver, a presença do objeto amado. 

sábado, 2 de julho de 2016

A Santíssima Eucaristia, nossa força contra nossos inimigos.

Parasti in conspectu meo mensam adversus eos, qui tribulant me – "Preparaste uma mesa diante de mim, contra aqueles que me angustiavam" (Ps. 22, 5).

Sumário. Meu irmão, se te achas languido no bem, fraco no combate espiritual, põe a culpa sobre ti mesmo, porque não recebes a divina Eucaristia, ou a recebes sem as devidas disposições. Todos os Santos testemunham, e a experiência o confirma, que este divino Sacramento apaga o fogo das paixões, dá força e coragem para vencer o mundo com as suas vaidades, e debela todas as forças dos inimigos infernais. Numa palavra, os demônios, vendo uma alma incorporada no seu divino Chefe pela santa comunhão, ficam atemorizados e sem forças contra ela.

I. É com razão que a Santíssima Eucaristia foi simbolizada pelo pão milagroso que o Anjo preparou para Elias; pois, assim como o Profeta se sentiu de tal modo fortalecido, que pode subtrair-se à fúria de Jesabel e chegar ao monte do Senhor, assim os cristãos fortalecidos por este pão divino terão força para vencer todos os formidáveis inimigos que lhes estorvam o caminho da perfeição.

domingo, 19 de junho de 2016

Uma Comunhão bem feita é o maior auxílio das Almas do Purgatório

M. — Não há quem ignore a magnitude da obrigação e a suave necessidade que temos de ajudar as benditas almas do Purgatório.
Se neste instante você ouvisse o sinal de alarme e o grito de socorro: Fogo! Incêndio! E o fogo se alastrasse pela casa de seus parentes e amigos, onde houvesse crianças dormindo e velhos enfermos, que faria em tal emergência?

D. — Correria imediatamente a ajudá-los e socorrê-los.

M. — Pois bem, meu querido discípulo: naquela casa que se chama Purgatório existe sempre fogo que está purificando o ouro que amanhã deverá brilhar no céu.
Todas as penas e sofrimentos do mundo nada são em comparação com as penas do Purgatório. A inteligência humana nem sequer consegue imaginá-las e não há pena que possa descrever aqueles tormentos. É a hora da justiça divina.
Unidas às penas dos sentidos estão as penas do dano. . . Reparemos também que aquelas almas não se podem livrar por si mesmas, necessitam e esperam nosso auxílio. Nada podem merecer para o céu, pois que acabou para elas o tempo da misericórdia; tão pouco podem se ajudar reciprocamente, pois todas se encontram na mesma situação.
Somente nós podemos socorrê-las. Por isso elas se recomendam a nós que podemos alumiá-las e libertá-las. Seremos tão cruéis a ponto de permacermos surdos e indiferentes aos seus lamentos?

D. — Que poderemos fazer em favor delas?

M. — O catecismo no-lo diz expressamente. À pergunta: Como podemos ajudar as almas do Purgatório? Responde: Podemos ajudar as almas do Purgatório por meio de orações, jejuns, esmolas, indulgências mas, sobretudo mediante o Santo Sacrifício da Missa. E acrescento eu: Em modo mais fácil e eficaz com a Comunhão frequente e bem feita.

domingo, 5 de junho de 2016

União da Alma com Jesus na santa Comunhão

Qui manducat meam carnem et bibit meum sanguinem, in me manet et ego in illo – "Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue fica em mim e Eu nele" (Jo. 6, 57).


Sumário. Jesus tinha-Se dado aos homens como Mestre, como Modelo e como Vítima; restava-Lhe somente que se desse como Alimento, afim de fazer-Se uma coisa só conosco. É o que fez instituindo a santa Eucaristia. Ó dignação de um Deus para com os homens! Mas como é que há tantos homens que não O amam e lhes respondem com ingratidão!... Se no passado nós também fomos do número desses ingratos, esforcemo-nos para amá-lO tanto mais para o futuro.

I. Diz São Diniz, o Areopagita, que o efeito principal do amor é procurar a união com o objeto amado. Exatamente para se unir com as nossas almas foi que Jesus Cristo instituiu a santa Comunhão. Tendo-Se dado a nós como Mestre, como Modelo e como Vítima só Lhe restava dar-Se a nós como nosso sustento, para fazer-Se um só conosco, assim como o sustento se identifica com aquele que o toma. Foi o que fez instituindo este Sacramento de amor.

Jesus Cristo não pode Se contentar com unir-Se à nossa natureza humana; com este sacramento quis ainda achar o modo de unir-Se a cada um de nós e de ser todo de quem O recebe. A este respeito, escreveu São Francisco de Sales: "Em nenhuma outra ação pode o Salvador ser considerado nem mais terno nem mais amoroso do que nesta, na qual Se aniquila, por assim dizer, e Se reduz a manjar, afim de entrar em nossas almas, e unir-Se aos corações dos Seus fiéis".

quinta-feira, 26 de maio de 2016

São Francisco: Carta a todos os clérigos acerca da reverência ao Corpo do Senhor

São Francisco 
Francesco Podesti, 1860-80 cerca
Igreja de S. João Batista 
Ilha de Brescia 
[1] Prestemos atenção, nós, todos clérigos, ao grande pecado e à ignorância que alguns têm em relação ao Santíssimo Corpo e Sangue do Senhor Nosso Jesus Cristo e aos Santíssimos Nomes e às Suas Palavras escritas que santificam o Corpo. 

[2] Sabemos que não pode haver o Corpo se antes não é santificado pela palavra. 

[3] Nada, de fato, possuímos e vemos corporalmente neste mundo do próprio Altíssimo se não o Corpo e o Sangue, os Nomes e as Palavras mediante as quais fomos criados e redimidos "da morte à vida"  (1Jo 3,14).

[4] Todos aqueles, então, que ministram tão santos mistérios considerem consigo mesmos, sobretudo quem os ministra ilicitamente, quanto sejam miserandos os cálices, os corporais e as toalhas sobre as quais se cumpre o sacrifício do Corpo e do Sangue d'Ele. [5] E por muitos é colocado ou deixado em lugares indecorosos, é transportado sem nenhuma honra e recebido sem as devidas disposições e ministrado aos outro sem critério. 

[6] Também os Nomes e as Palavras d'Ele escritas por vezes são pisadas, [7] pois "o homem carnal não compreende as coisas de Deus" (1Cor 2,14).

[8] Não devemos nos sentir movidos à piedade por tudo isso, a partir do momento que o próprio piedoso Senhor se entrega em nossas mãos, e nós O temos à nossa disposição e d'Ele comungamos todos os dias? [9] Ignoramos, talvez, que iremos ter em Suas mãos um dia? 

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