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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

São Vicente Pallotti: Dez Conselhos para alcançar a Santidade

1. Dedicar um tempo à oração pessoal todos os dias

Temos que falar com Jesus para descobrirmos a Sua santíssima vontade. Na oração, conhecemos melhor a Deus e a nós mesmos. Devemos ser generosos com Deus e Lhe dedicar 30 ou 15 minutos de diálogo, contemplação ou meditação ("si avvicina la Morte dopo la quale è finito il tempo di meritare": "se aproxima a Morte, depois da qual acabou o tempo de meditar". Cf. aqui). A oração bem feita nos ajuda a começarmos o dia alegres e dispostos a reavivar a fé e o amor. 


2. Escolher uma intenção para cada dia (*)

Oferecer nossas orações, nossos esforços e nossos trabalhos do dia. Podem ser intenções particulares, como por uma pessoa doente, pela conversão dos pecadores ou pela santificação dos sacerdotes e seminaristas etc. Quando nos concentramos numa intenção concreta, se torna mais fácil rezar. 
(*) Os associados do Apostolado da Oração podem seguir a intenção mensal indicada pelo Diretor Espiritual. 

3. Rezar o Rosário ou o Terço todos os dias 

Ao rezarmos o Terço ou o Rosário todos os dias, confiamos mais diretamente na presença e no auxilio de Nossa Senhora em nossas vidas, em nossas decisões e em nossos problemas e desafios de cada dia. Assim, no Rosário meditamos os principais mistérios de nossa Fé. Os frutos de nossas orações: alegria espiritual, paz, iluminação de nossa mente, dependem do modo como rezamos. Devemos rezar bem. 



4. Ler a Sagrada Escritura todos os dias 

A Palavra de Deus deve ser o alimento principal de nossa vida de oração. É a luz da Palavra de Deus que nos guia rumo à estrada da felicidade verdadeira. Se não tomarmos cuidado, corremos o risco de sabermos mais de futebol, de novela, de internet, do que de Jesus Cristo o Filho de Deus ("Ninguém ama o que não conhece". Como podemos dizer que amamos a Deus se não O conhecemos?). 


5. Conhecer os Mandamentos e as promessas que Deus fez ao seu povo 

Isso é o mínimo para um discípulo de Cristo. Seria uma vergonha dizermos que somos cristãos e não sabermos nem mesmo os Dez Mandamentos. Quem conhece e medita os Mandamentos e as promessas do Senhor evita as decisões que conduzem ao pecado, que é o grande inimigo de nossa salvação. É de grande proveito e de grande paz interior saber discernir bem entre o que agrada a Deus e o que O ofende


6. A confissão mensal (vide o número 10)

Ajuda-nos a manter pura e limpa nossa alma e a não relaxar no nosso combate contra o pecado. Ajuda-nos a vencer nossos vícios mais enraizados e a formar melhor nossa consciência. Se percebêssemos o grandioso valor da confissão, na qual são perdoados nossos pecados, seriamos mais fortes na Fé e mais penitentes. 


7. Fazer mortificações

É necessário fazer mortificações porque nos ajuda a dominarmos nossos instintos humanos que tantas vezes nos arrastam para o pecado. Todos, sabemos que “a carne é fraca”; por isso é preciso observar as ocasiões que temos, durante o dia, para fazer alguma renúncia. Todo sacrifício que suportamos durante o dia deve estar unido ao sacrifício de Cristo na Cruz, pois assim se transforma em salvação para muitas almas. O jejum é um meio simples e eficaz de por em prática este espírito de penitencia e renúncia por um bem maior. 


8.  Fazer caridade ao nosso próximo

O que nos torna mais semelhantes a Jesus é o amor que temos a Deus e aos nossos irmãos. “A caridade de Cristo nos impele”. Devemos estar atentos para ajudar os que nos rodeiam, sejam nas suas necessidades materiais ou nas suas necessidades espirituais, com uma presença amiga, orante e solidária. Se não pusermos em prática o novo Mandamento do amor, não seremos verdadeiros discípulos de Cristo. “Se vocês tiverem amor uns para com os outros, todos reconhecerão que vocês são meus discípulos.” (Jo 13, 35) 


9. Fazer pequenos atos de humildade

Todos temos em nós a tendência para o orgulho, a tendência de nos enxergarmos melhores do que os outros e cheios de direitos e razões diante dos que nos rodeiam. A humildade é uma virtude, pois sempre que nos humilhamos em ações concretas conhecemos o nada que somos e o muito que é Deus. “Eu sou nada e pecado” (São Vicente Pallotti). Não podemos esquecer o exemplo que Jesus deixou quando lavou os pés dos discípulos. Ele nos ensinou a repetir sempre esse gesto de humildade que expressa o nosso serviço aos irmãos. “O Filho do Homem veio para servir e não para ser servido” (Mt 20,28). 


10. Exame de consciência diário

Através do exame de consciência diário, vamos nos conhecendo melhor. Quais os nossos vícios, nossos defeitos, em quais atitudes durante o dia faltei com amor, com o respeito, com a humildade? É importante terminar o exame de consciência com um pequeno ato de contrição, pedindo a Deus o Seu perdão e a Sua misericórdia pelas faltas que cometemos ao longo do dia (os livretos de confissão aconselham a fazer três exames por dia: quando se acorda, no meio do dia e antes de dormir. Seria o ideal, para manter-se alerta sobre si mesmo. Mas se fizermos um só, antes de dormir, já estaria de bom tamanho). 



Atos de Contrição


"Meu Pai, pequei contra Vós. Já não sou digno de ser chamado Vosso filho. Tende Piedade de Mim, sou pecador. Quero fazer todo o esforço de não pecar mais. Amém".
"Meu Deus, tenho um extremo pesar de Vos ter ofendido, porque sois infinitamente bom e amável e porque o pecado Vos desagrada". (Ato de Contrição perfeito.) 
"Meu Deus, eu me arrependo, de todo coração, de todos meus pecados e os detesto porque, pecando, não só mereci as penas que justamente estabelecestes, mas principalmente porque Vos ofendi a Vós, sumo bem e digno de ser amado sobre todas as coisas. Por isso, proponho firmemente, com a ajuda da Vossa graça, não mais pecar e fugir das ocasiões próximas de pecar. Amém." (Ato de Contrição comum.) 
"Meu Deus, estou triste, arrependido, por Vos ter ofendido. Detesto os meus pecados, não apenas por medo do castigo que mereço, mas sobretudo porque Vós sois infinitamente perfeito e bom, e porque o meu pecado Vos desagrada. Tomo a resolução de me corrigir e de evitar as ocasiões de pecado. Nesta contrição quero viver e morrer." (Ato de Contrição.) 
"Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração de Vos Ter ofendido; pesa-me também de ter perdido o Céu e merecido o Inferno; e proponho firmemente, ajudado com os auxílios de Vossa divina graça, emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Espero alcançar o perdão de minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia. Amen." (Ato de Contrição e Bom Propósito.) 
"Deus meus, credo in te, spero in te, amo te super omnia ex tota anima mea, ex toto corde meo, ex totis viribus meis: amo te quia es infinite bonus et dignus qui ameris; et quia amo te, me paeitet ex toto corde te offendisse: miserere mihi peccatori. Amen." (Ato de Fé e de Contrição.) 
"Meu Deus, amor infinito de minha alma, alimento e sustento eterno, infinito, imenso, incompreensível da minha pobre alma, Vós Vedes quando sou fraco, deformado, chagado, porque não me alimentei de Vós como podia e devia. Ao contrário, andei alimentando a minha alma de pensamentos, desejos e afetos todos terrenos, brutais, de morte, e de morte eterna; e abandonei com horrível ingratidão a Vós, que sóis o alimento da vida eterna. Concedei-me a graça de uma perfeita contrição da minha ingratidão e de todos os meus pecados, e a graça de levar uma vida toda desapegada dos prazeres terrenos, e toda entregue à prática da santa oração e meditação, e fazer a Vossa santíssima vontade em todos os meus deveres, a fim de manter a minha alma sempre preparada, disposta e apegada a Vós, Pai, Filho e Espírito Santo, e a todos os Vosso infinitos atributos, e ser eu transformado em Vós de modo que chegue a ser semelhante a Vós na glória. Amém." (Ato de contrição de São Vicente Pallotti.)    
"Senhor meu, Jesus Cristo, autor e doador da graça, eu confesso diante de Vós e de todas as criaturas, que toda a minha vida foi uma contínua incorrespondência às vossas graças, agora, no entanto, confiando na Vossa misericórdia, e na intercessão da Mãe da Misericórdia, Maria Santíssima, me arrependo de todas as minhas passadas incorrespondências por ter sido ingrato a Vós, bondade infinita, e Vos ofereço a correspondência de todos os Anjos, e de todos os Santos, e especialmente da Rainha deles, Maria Santíssima." (Tradução nossa: Obras Completas de S. Pallotti.) 



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