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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Dez Conselhos para alcançar a Santidade

1. Dedicar um tempo à oração pessoal todos os dias

Temos que falar com Jesus para descobrirmos a Sua santíssima vontade. Na oração, conhecemos melhor a Deus e a nós mesmos. Devemos ser generosos com Deus e Lhe dedicar 30 ou 15 minutos de diálogo, contemplação ou meditação ("si avvicina la Morte dopo la quale è finito il tempo di meritare": "se aproxima a Morte, depois da qual acabou o tempo de merecer". Cf. aqui). A oração bem feita nos ajuda a começarmos o dia alegres e dispostos a reavivar a fé e o amor. 


2. Escolher uma intenção para cada dia (*)

Oferecer nossas orações, nossos esforços e nossos trabalhos do dia. Podem ser intenções particulares, como por uma pessoa doente, pela conversão dos pecadores ou pela santificação dos sacerdotes e seminaristas etc. Quando nos concentramos numa intenção concreta, se torna mais fácil rezar. 
(*) Os associados do Apostolado da Oração podem seguir a intenção mensal indicada pelo Diretor Espiritual. 

3. Rezar o Rosário ou o Terço todos os dias 

Ao rezarmos o Terço ou o Rosário todos os dias, confiamos mais diretamente na presença e no auxilio de Nossa Senhora em nossas vidas, em nossas decisões e em nossos problemas e desafios de cada dia. Assim, no Rosário meditamos os principais mistérios de nossa Fé. Os frutos de nossas orações: alegria espiritual, paz, iluminação de nossa mente, dependem do modo como rezamos. Devemos rezar bem. 


quarta-feira, 9 de março de 2016

Caminhos para entrar na vida eterna



Caminhos para entrar na vida eterna


Sermão sobre o diabo tentador



Quereis que vos indique os caminhos da conversão? São numerosos, variados e diferentes, mas todos conduzem ao céu.

O primeiro caminho da conversão é a condenação das nossas faltas. "Aviva a tua memória, entremos em juízo; fala para te justificares!" (Is 43,26). E é por isso que o profeta dizia: "Eu disse: «confessarei os meus erros ao Senhor» e Vós perdoastes a culpa do meu pecado" (Sl 31,5). 

Condena pois, tu próprio, as faltas que cometeste, e isso será suficiente para que o Senhor te atenda. Com efeito, aquele que condena as suas faltas, tem a vantagem de recear tornar a cair nelas...

 


Há um segundo caminho, não inferior ao referido, que é o de não guardar rancor aos nossos inimigos, de dominar a nossa cólera para perdoar as ofensas dos nossos companheiros, porque é assim que obteremos o perdão das que nós cometemos contra o Mestre; é a segunda maneira de obter a purificação das nossas faltas. "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós" (Mt 6,14).


Queres conhecer o terceiro caminho da conversão? É a oração fervorosa e perseverante que tu farás do fundo do coração... 


O quarto caminho, é a esmola; ela tem uma força considerável e indizível... 

Em seguida, a modéstia e a humildade não são meios inferiores para destruir os pecados pela raiz. Temos como prova disso o publicano que não podia proclamar as suas boas ações, mas que as substituiu todas pela oferta da sua humildade e entregou assim o pesado fardo das suas faltas (Lc 18,9s).


Acabamos de indicar cinco caminhos de conversão... Não fiques pois inativo, mas em cada dia utiliza todos estes caminhos. São caminhos fáceis e tu não podes usar a tua miséria como desculpa.



***

 Comentário ao Evangelho feito por S. João Crisóstomo (cerca 345-407), bispo de Antioquia e de Constantinopla, doutor da Igreja.

Fonte: http://judamore.blogspot.com/2016/03/caminhos-para-entrar-na-vida-eterna.html. 



COMENTARISTA, LEIA ANTES O 
  
* * *
 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Das falsas "santidades"...

Encontrei na Web, e achei interessante para reflexão acerca de certas "santidades" com que nos deparamos por aí. Se lhe vier à lembrança alguém em particular, não terá sido mera coincidência. Mas deixemos um Santo explicar melhor:


Desmascarando falsos sinais de santidade e revelações divinas


No artigo anterior, fiz referência ao episódio em que S. João da Cruz desmascara uma religiosa que apresentava sinais de santidade e a todos fazia crer da veracidade das suas virtudes. Pensei, então, ser conveniente transcrever o episódio inteiro, para que os amigos notem o quanto podem ser sutis estas enganações. Uma mentira facilmente descoberta seria obra de um sujeito inexperiente na arte do engano. Não é o caso do demônio. Isto significa que, quem quer que olhe para essas coisas com olhos benevolentes demais, privando-se de considerar tudo com objetividade e sólidos critérios, terminará por ser enganado. Escrevo pensando nos que facilmente crêem em revelações particulares e não exigem delas nada além de "sentirem-se" bem e de "confirmações pessoais". Estranha inteligência a do demônio se, pretendendo enganar e conseguir adeptos de suas mentiras, ele provocasse, ao invés, um claro mal estar.

Notem, ainda, que, comparados ao engodo que vai abaixo, certos movimentos fantasiosos de hoje se mostram muito mal orquestrados. Quaisquer semelhanças, além disto, com as "revelações" do Salvai Almas [cuidado com esta seita!!! NdR] não é mera coincidência. Boa leitura.

***

Censura e parecer sobre o Espírito e o modo de proceder na oração de uma carmelita descalça - Provavelmente em Segóvia entre os anos 1588-1589. Chegou até nós, através do seguinte testemunho:

Foto meramente ilustrativa
Esta é a atriz Whoopi Goldberg
no filme Sister Act (Mudança de Hábito)
"... A uma religiosa dada à oração, sem base de humildade e animada de desejos curiosos de penetrar grandes segredos do espírito, saiu-lhe o demônio ao encalço simulando efeitos de bom espírito, tanto de suaves sentimentos como de revelações, e isso pelo caminho da fraude, com que costuma ter êxito entre os pouco humildes e nada discretos. E tão cauteloso andava ele em encobrir o deletério embuste que, falando essa religiosa acerca de seu espírito de oração com vários letrados de diferentes ordens, todos o tiveram por bom. Contudo, o venerável Pe. Fr. Nicolau de Jesus Maria... então prelado superior de todos os descalços..., não acabava de assegurar-se do caminho dessa religiosa...; para examiná-lo com mais cuidado, ordenou-lhe que escrevesse sobre a sua oração e os efeitos que produzia. Entregou depois esse papel ao Pai Fr. João da Cruz que, na ocasião, era primeiro definidor da Ordem, pela grande segurança que seu espírito lhe inspirava e por sabê-lo muito esclarecido por Deus em coisas deste gênero; pediu-lhe, então, que lesse atentamente aquela relação e colocasse no rodapé da folha o seu parecer. Lendo nosso venerável Pai o escrito, percebeu logo de que foco procedia aquela luz e deu sua opinião com palavras tão proveitosas e substanciais que bem revelam quão esclarecido estava por Deus para discernir entre a verdadeira e a falsa luz.
E pela luz que tais palavras podem comunicar aos espirituais, pareceu-me bem referi-las aqui em sua pureza, e são as seguintes:


--

No comportamento afetivo desta alma parece-me haver defeitos que impedem um parecer favorável acerca do espírito que a anima.

O primeiro é que se nota nela muita avidez de propriedade, ao passo que o espírito verdadeiro se caracteriza sempre por grande desnudez no apetite.

O segundo, que tem excessiva segurança e pouco receio de errar interiormente, sendo que o espírito de Deus nunca anda sem ele, para proteger a alma contra o mal, segundo diz o sábio (cf. Pr 15,27).

O terceiro, que parece ter a preocupação de procurar persuadir a todos a que creiam ser muito bom tudo quanto se passa nela, enquanto o verdadeiro espírito procura, ao invés, que todos o tenham em pouco e o depreciem, fazendo ele próprio o mesmo.

O quarto e principal é que, nesta maneira de agir, não se notam efeitos de humildade; ora, quando as mercês são verdadeiras - consoante ela aqui o afirma - ordinariamente nunca se comunicam à alma sem primeiro desfazê-la e aniquilá-la em abatimento interior de humildade. E, caso houvesse experimentado este efeito, ela não teria deixado de anotá-lo aqui, escrevendo algo e até estendendo-se bastante sobre isso; porque a primeira coisa que ocorre à alma expressar e ter em grande apreço são os efeitos de humildade certamente tão notórios que não é possível dissimulá-los. E, ainda que não costumem aparecer tão claramente em todas as apreensões de Deus, nesta que ela aqui denomina união estão sempre presentes: A humilhação precede a glória (Pr 18,12), e Foi bom para mim ser humilhado (Sl 118,71).

O quinto, que o estilo e a linguagem empregados não são próprios do espírito que ela pretende aqui significar,  porquanto o mesmo espírito sugere estilo mais simples, desprovido de afetação e de exageros, segundo notamos neste. E tudo quanto declara ter dito a Deus e Deus a ela, parece disparate.


O que eu aconselharia é que não mandem nem permitam escrever coisa alguma a esse respeito, nem o confessor mostre complacência em ouvi-la; ao contrário, procure dar pouco apreço e atalhar tais confidências; além disso, submetam-na à prova no exercício das virtudes, com todo rigor, principalmente no desprezo, humildade e obediência; e no som produzido pelo toque manifestar-se-á a brandura da alma causada por tantas mercês. E as provas hão de ser boas, porque demônio algum deixará de sofrer algo a troco de manter a sua honra." (QUIROGA, p. 281-284).


S. João da Cruz, Pequenos Tratados Espirituais, Obras Completas, Rio de Janeiro: Vozes, 2002. pp. 128-130.

Fonte: web - artigo de Outubro de 2011.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Ninguém é melhor que ninguém!



Este é mais um aforismo, idealizado por mentes arguciosas, com o fim precípuo de enganar o ouvinte. Como aqueles outros aforismos: o dinheiro não traz felicidade; o trabalho enobrece...

Bem, eu penso que isso não passa de bobagem. É óbvio que ninguém é igual a ninguém, e, por isso, há necessariamente alguém melhor do que os demais...

Quem não vale nem o ar que respira, repete essa frase à exaustão, na esperança que se torne a mais pura verdade; de lambuja, ergue-se - ao menos em sua curta visão - do lamaçal moral em que vive, para se igualar aos que partirão deste mundo deixando um legado memorável de, ao mesmo tempo, humanidade e grandiosidade.

Quem é melhor que os demais... Bem, este, pela humildade que lhe é peculiar, profere singular sentença, na esperança de passar despercebido ao mundo e à mundanidade, pois que assim já teria recebido sua paga - e não é isso que esse precioso tipo de ser humano ambiciona, em sua sublime e singela sabedoria.

Esse tipo de frase, no entanto, é perniciosa, porque mantém cada qual em seu lugar. Os santos nos altares. E os míseros, no infecundo e abominável substrato moral em que vegetam. Uma vez que, após proferirem tão desoladora e angustiante "verdade", continuam suas vidas, em paralelas que, evidentemente, jamais se tocarão.

Seria mais producente, para ambos, vestir-se de simplicidade e reconhecer seu lugar no mundo, para caminhar, esperançosos, para um futuro mais verdadeiro.

Os santos, a bem da verdade, não teriam grandes recompensas, visto que a falta de modéstia os atiraria ao limbo que abominam.

Mas aos "outros", grande maioria de nós, que andamos por essa vida em turvas nuvens, nos beneficiaria sumamente um banho de franqueza e glória, tornando-nos verdadeiramente humanos. Porque humano não é o que nada em sua própria miséria. Humano é o que busca o Divino. E, embora feito a imagem e semelhança do Criador, vive buscando lhe assemelhar. Ou, pelos menos, essa deveria ser sua aspiração primeira.

Bom, eu preciso burilar mais essa minha elucubração a respeito do tema. Desculpem-me, meus dois leitores, minha imensa ignorância e pobre capacidade de expressão.

Giulia d'Amore di Ugento

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