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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

CATEDRAIS CATÓLICAS: a Basílica de Santa Maria de Cracóvia, Polônia

A Basílica de Santa Maria (em polonês Kościół Mariacki) surge no centro histórico (Stare Miasto, ou "cidade velha") de Cracóvia, na Polônia, no lado oriental da grande Praça do Mercado (Rynek Główny, ou "Praça Grande"). É famosa por seu retábulo que retrata cenas da vida da Virgem Maria e também pela trombeta que soa a cada hora do topo da Basílica e pela triste rivalidade de dois irmãos na construção das torres, que culminou em uma tragédia.  

Esta joia do gótico polonês foi completada no século 14. Segundo o cronista Jan Długosz, a primeira igreja paroquial na Praça Grande foi erigida entre 1221-1222 pelo bispo de Cracóvia, Iwo Odrowążcom o presbitério virado para o leste, como era comum à época. Após sua destruição durante as invasões dos Tártaros, a igreja atual foi edificada em estilo gótico sobre a igreja precedente, de forma divergente da nova orientação da praça, em relação à qual se apresenta oblíqua.  


Esta Catedral lembra vagamente outra Catedral deslumbrante: a Sainte Chapelle de Paris: veja aqui

A igreja foi completamente reconstruída, em estilo gótico, sob o reinado de Casimiro III o Grande, entre 1355 e 1365, por iniciativa dos vizinhos de Cracóvia para rivalizar com a catedral de Wawel, com substanciais aportes do restaurador Mikołaj Wierzynek. O corpo principal da igreja foi terminado entre 1395–1397, quando foi construída a nova abóboda pelo maestro Nicolás Werhner de Praga. Contudo, a abóboda sobre o presbitério desabou em 1442, por causa de um terremoto, que nunca antes nem depois ocorrera em Cracovia. Na primeira metade do século XV, se acrescentaram as capelas laterias. A maioria delas foram obra do maestro Franciszek Wiechoń. Ao mesmo tempos foram erguidas as torres quadradas, acabadas entre os anos 1400 e 1406. No decorrer dos séculos, houve várias modificações que com a influência e vários estilos, até ao Art Nouveau, coexistindo harmoniosamente no interior do edifício. 

A igreja é um edifício imponente, longo quase 100 metros e largo cerca de 40, e com uma altura de 81 metros em seu ponto mais alto (a torre maior). Apresenta três entradas diferentes: a principal (utilizada hoje pelos fiéis) e duas laterais (utilizadas pelos turistas).  


AS TORRES, OS CRIMES DE MORTE E O TROMBETEIRO 

A característica mais evidente de sua alta fachada são as duas torres que a ladeiam, assimétricas e com diferentes alturas. As torres foram acrescentadas no século XV.  

A torre mais baixa, chamada Torre dos Sinos, mede 69 metros de altura e, coberta por uma cúpula renascentista, funge como torre campanária. Tem o nome de Torre dos Sinos porque há nela um imenso sino que, segundo a tradição, foi levado (século XV) até o topo por Stanislas Ciolek, um homem de força inaudita.  


A torre mais alta, Torre da Guarda ou Torre Hejnałcom cerca de 81 metros e 239 degraus, pertence à Prefeitura (sic!). Foi construída como uma torre de guarda. Hoje, de hora em hora, nela é executado o "Hejnał mariacki", o famoso soar da trombeta do alto da torre, cuja melodia é interrompida abruptamente no meio, em homenagem ao vigia que, no século XIII (em 1241), tentou alertar a cidade durante uma invasão tártara, e que foi alvejado na garganta com uma flecha por causa disso.  

CURIOSIDADE: A tradição do Hejnał mariacki tem ao menos setecentos anos. O mais curioso é a interrupção brusca a metade de nota, como se ficasse incompleta. Narra a lenda que “a Igreja de Santa Maria, com suas duas torres desiguais, era um lugar importante para a defesa da cidade. Da torre mais alta, chamada de torre hejnalica, se dava um toque de trompete para abrir as portas da cidade e, à noite, para fechá-las. Também era um sinal de alarme diante da presença do inimigo. Um dia houve um ataque relâmpago dos tártaros, que com frequência assediavam a cidade polonesas. O vigia começou a tocar o Hejnał mariacki para que se fechassem as portas da cidade. As portas foram fechadas, mas uma flecha lançada de fora dos muros atravessou o trompetista na garganta sem que pudesse terminar a melodia. Como lembrança desse fato, se interrompe na metade da nota”Com o tempo, passou-se a tocar o trompete ao meio-dia para com essa melodia marcar a hora em todas as cidades da Polônia. Isso durou até o dia 13 de fevereiro de 1838. Depois disso, o Observatório Astronômico de Cracóvia passou a marcar o tempo, e mais tarde, o primeiro programa da radio estatal polonesa, o Polskie Radio Program I. A partir de 1984, a hora passou a ser marcada pela capital, Varsóvia. Como recordo histórico desse fato, às doze badaladas do meio dia, a doce melodia do Hejnał mariacki é transmitida ao vivo desde a torre da Basílica. Atualmente, o Hejnał é tocado quatro vezes (um para cada lado da torre) a cada hora, todos os dias do ano, e é transmitido todos os dias ao meio dia pela rádio nacional. Os vigias trompetistas da Torre Hejnał tocam também por ocasião dos lutos nacionais.  

O topo da torre mais alta foi enriquecido por agulhas torrezinhasEm 1478, o carpinteiro Maciej Heringh (ou Heringk) ergueu um casco gótico pontiagudo como remate para a torre.  Em 1666, foi colocada sobre a cima uma coroa de ouro de 350 quilos e de 2,40 metros de diâmetro.  

A tradição fornece as motivações da diferente estrutura das duas torres. Narra-se que a construção delas foi deixada ao cargo de dois irmãos, cada um erigiria uma. Os irmãos eram célebres arquitetos e verdadeiros mestres na profissão. Logo, porém, surgiu uma rivalidade entre eles, e cada um tentou construir uma torre mais alta do que o outro. O irmão mais novo foi vencido e, cegado pela inveja, golpeou de morte o irmão mais velho e, para esconder seu crime, jogou o corpo no rio Vístula, que banha a cidade. Após o desaparecimento do arquiteto, a construção da Torre Norte (ou do Sino) ficou interrompida. A cidade decidiu interromper os trabalhos, e a torre inconclusa foi recoberta com uma espécie de elmo e ficou menor. O arcebispo fixou a data da consagração da igreja. Tomado pelo remorso, no mesmo dia em que o arcebispo consagrou a igreja restaurada, o irmão assassino confessou seu pecado a Deus e a todos os fiéis e se jogou desde o alto da torre feita pelo irmão, segundo uns; segundo outros, ele se suicidou com o mesmo facão com que matou o irmão, fendendo o próprio coração. Em lembrança desse triste evento, o facão é guardado e exposto na entrada oriental do Palácio do Tecido (ou Pavilhão dos Panos), está preso sob um arco por um anel de ferro, para lembrar aos passantes todo o mal que o orgulho e a inveja podem causar. Segundo outra versão, o facão serve como advertência aos comerciantes, desde a Idade Média, sobre as penas em que eles podiam incorrer caso praticassem preços injustos ou adulterassem as mercadorias.  



O INTERIOR  


A fachada em tijolos com as duas torres assimétricas pode não parecer espetacular, mas seu interior é um deslumbre: policromáticas e multi-texturizadas, as três naves são um festival de sensações, e ainda possui numerosas capelas, altares (26), púlpitos e colunas; há tons e azul escuro e vermelho nas paredes, um imenso teto estrelado e janelas com vitrais vistosos.  
O altar-mor é o ponto central da basílica, com mais de 200 figuras esculpidas. É um políptico composto de cinco painéis de estilo gótico tardio, em madeira, que foram esculpidos e dourados, no final do século XV (entre 1477 e 1489), pelo alemão Veit Stoss, que levou mais de 12 anos para o concluir. É reverenciado como um dos retábulos mais espetaculares da Europa. Nos painéis são representados a Dormição da Virgem e episódios da vida de Cristo e da Virgem. Há também um grande Crucifixo de arenisca. O altar, consagrado em 1489, tem 13 metros de altura e 11 de largura. Em seu gênero, é uma as obras medievais de maiores dimensões que há. Durante a ocupação nazista, o altar foi transportado para a Alemanha, em 1940, voltando para a Polônia em 1946; desde 1957 se encontra em seu lugar original.  

No século XVIII, por decisão do vigário Jacek Augustyn Łopacki, o interior foi reconstruído em estilo barroco tardio. O autor deste trabalho foi Francesco Placidi, que também desenhou na fachada principal um pórtico barroco pentagonal. Foram recolocados os 26 altares, todo o mobiliário e bancos e as pinturas foram decoradas com policromia, obra de Andrzej Radwański

No início do século XIX, a cidade decidiu que um cemitério próximo à basílica fosse fechado e convertido em uma praça pública, conhecida, hoje, como Plac Mariacki (a Praça Mariana). Nos anos de 1887–1891, sob a direção de Tadeusz Stryjeński se introduziu na Basílica o desenho neogótico. O templo foi de novo desenhado com murais pintados e financiados por Jan Matejko, que trabalhou com Stanislaw Wyspianski e Józef Mehoffer, os autores dos vitrais do presbitério. 



MAIS FOTOS

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O EXTERIOR






CÚPULA DA TORRE MAIOR 



O INTERIOR




 
 

O RETÁBULO DE NOSSA SENHORA






O CRUCIFIXO







O ÓRGÃO 


 

UM DOS ALTARES






Fontes de pesquisa: 
https://it.wikipedia.org/wiki/Basilica_di_Santa_Maria_(Cracovia)
http://viagemeturismo.abril.com.br/atracao/basilica-de-santa-maria-kosciol-mariacki
https://www.expedia.com.br/St-Marys-Basilica-Cracovia.d6066485.Guia-de-Viagem
https://es.wikipedia.org/wiki/Basílica_de_Santa_María_(Cracovia)
https://es.wikipedia.org/wiki/Hejnał_mariacki

Organização e tradução: Giulia d'Amore.
    

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