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quinta-feira, 31 de maio de 2018

FESTA DE CORPUS CHRISTI ou DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

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FESTA DE CORPUS CHRISTI 
ou DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO



Por entre o luto e as tristezas da Paixão, não pôde a Igreja celebrar a instituição da Eucaristia na Quinta-feira Santa, com aquela pompa e regozijo que requer tão grande e jubiloso mistério: por isso, adiou esta festividade à Quinta-feira depois da oitava do Pentecostes. Foi instituída a festa por Urbano IV, em 1264, e a procissão por João XXII, em 1317(*); têm ambas por objeto avivar a Fé dos cristãos no augusto Sacramento, e desagravá-lo das blasfêmias dos hereges e das irreverência dos próprios católicos. 

Pretende, pois a Igreja, nesta solenidade: 

1º Avivar em seus filhos a Fé neste mistério, já com os atos repetidos da mesma, já pela consideração das muitas maravilhas que nele se encerram, e por ambas as coisas bem lhes pode valer como fórmula e lição a sequência da Missa neste dia: Luada Sion... etc. Louva, o Sião etc. 

2º Inspirar-lhes respeito e piedade com a majestade e pompa dos ofícios e cerimonias, que trazem suavidade e consolo aos que as acompanham com atenção e fé. 

3º Oferecer um desagravo ao Senhor Sacramentado por tantas comunhões indignas umas, outras inúteis, aquelas mal preparadas; tantas missas assistidas sem devoção, tantas irreverência no lugar santo, isso tudo por parte dos próprios fiéis católicos, e também pelas blasfêmias, ultrajes e excessos sacrílegos dos hereges contra o augusto Sacramento. 

4º Convidar o fiel a receber com todo o fervor da alma a sagrada comunhão, que é o melhor desagravo pelo passado, o mais fino penhor de agradecimento pelo insigne benefício da Eucaristia, o meio mais eficaz de emenda e de perseverança para o futuro.  

sábado, 9 de janeiro de 2016

Meditação: O que é amor, senão exagero?

O QUE É AMOR, SENÃO EXAGERO?




Nosso Senhor quer estabelecer em nós um amor apaixonado por Ele. Toda a virtude, todo o pensamento que não termina em uma paixão, que não acaba por converter-se em uma paixão, jamais produzirá algo grande.


O amor apenas triunfa quando se torna uma paixão vital. Sem isso, podem produzir-se atos isolados de amor, mais ou menos frequentes, mas a vida não se verá tomada por ele.


Nosso amor, para que seja uma paixão, deve sofrer as leis das paixões humanas. Falo das paixões honestas, naturalmente boas; pois as paixões são indiferentes em si mesmas, somos nós quem as tornamos más quando as dirigimos para o mal, mas depende de nós encaminhá-las para o bem.

sábado, 24 de outubro de 2015

Por amor a Jesus Sacramentado

Por amor a Jesus Sacramentado

(Uma história sobre o verdadeiro valor e zelo que devemos ter pela Eucaristia) 


Alguns meses antes de sua morte, o Bispo Fulton J. Sheen foi entrevistado pela rede nacional de televisão: "Bispo Sheen, milhares de pessoas em todo o mundo inspiram-se em você. Em quem você se inspirou? Foi por acaso em algum Papa?".

O Bispo Sheen respondeu que sua maior inspiração não foi um Papa, um Cardeal, ou outro Bispo, sequer um sacerdote ou freira. Foi uma menina chinesa de onze anos de idade.

Explicou que, quando os comunistas apoderaram-se da China, prenderam um sacerdote em sua própria reitoria, próximo à Igreja. O sacerdote observou assustado, de sua janela, como os comunistas invadiram o templo e dirigiram-se ao santuário. Cheios de ódio profanaram o tabernáculo, pegaram o cálice, e, atirando-o ao chão, espalharam-se as hóstias consagradas. 


Eram tempos de perseguição, e o sacerdote sabia exatamente quantas hóstias havia no cálice: trinta e duas.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

A DOUTRINA FRANCISIQUISTA ACERCA DA INDISSOLUBILIDADE DO MATRIMÔNIO E DO "DIREITO INALIENÁVEL DE QUALQUER UM À COMUNHÃO"

A DOUTRINA FRANCISIQUISTA ACERCA DA INDISSOLUBILIDADE DO MATRIMÔNIO E DO "DIREITO INALIENÁVEL DE QUALQUER UM À COMUNHÃO"



Em 24 de abril de 2014, o Pe. Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, se deu ao trabalho de dizer publicamente que Francisco não havia autorizado a comunhão aos divorciados, fato que veio à tona por causa de mais um de seus telefonemas midiáticos, desta feita a uma divorciada em "segunda união". Dizia Pe. Lombardi: os "telefonemas aconteceram no âmbito das relações pessoais pastorais do Papa Francisco. Não se tratando absolutamente de atividade pública do Papa, não são de esperar informações ou comentários por parte da Sala de Imprensa. O que foi difundido a este propósito, saindo do âmbito próprio das relações pessoais e sua amplificação midiática consequente, não tem confirmação e é fonte de mal entendido e confusão. É por isso que se deve evitar deduzir desta circunstância consequências no que diz respeito ao ensinamento da Igreja" (Cf. aqui). Como se o Papa pudesse ter uma opinião particular contrária à Doutrina Católica!!! 

sábado, 23 de agosto de 2014

DEVOÇÃO: QUARENTA HORAS DE ADORAÇÃO AO SS. SACRAMENTO


  
Ajude o apostolado do Rev. Pe. Cardozo, adquirindo alguns dos itens do Edições Cristo Rei, encomendando Missas (consulte a espórtula diretamente com o rev. Padre), ou fazendo uma doação aqui:

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sexta-feira, 16 de maio de 2014

O DEMÔNIO RECHAÇADO EM HARVARD

Na semana passada, mais uma notícia aterradora sacudiu a web: 



Todos lemos a notícia e todos estremecemos, pois o Satanismo avança a passos largos no mundo, e as notícias sobre esse miserável culto se multiplicam. 

Uma das faculdades mais conceituadas do mundo, a Universidade de Harvard gerou polêmica com o clero dos EUA nesta última semana, a partir da Arquidiocese de Boston, que contestou a decisão da universidade permitir que um grupo satânico realize uma "Missa Negra" em seu campus.

Um setor de extensão de Estudos Culturais de Harvard convidou o Templo Satânico de Nova York para realizar a Missa Negra no saguão memorial da universidade. O ritual é tido como uma paródia sacrílega da missa católica, e a arquidiocese local encara o evento como "perigoso", enquanto a instituição argumenta ser apenas "educacional".

"Nós estamos hospedando uma reconstituição de um evento histórico como a Missa Negra. Seu andamento é projetado para ser educacional e é precedido por uma palestra que fornece história, contexto e origem da Missa Negra", disse o setor de extensão de Harvard em um comunicado.

Os responsáveis pela adesão ao evento também justificam que a propósito não é denegrir qualquer tipo de religião ou fé, mas oferecer o conhecimento a respeito de como o satanismo funciona, além de retratar a história de diferentes práticas culturais.


Por sua vez, a arquidiocese aponta que não vê nenhuma sabedoria em realizar o evento, ao crer que este tipo de atividade afasta as pessoas de Deus e que a igreja já oferece todo o tipo de base suficiente para compreender como lidar com "obras do mal destruidoras".

O porta-voz do Templo Satânico, Lucien Greaves, também debateu o assunto ao dizer que a Missa Negra não é algo que extrapolará as forças divinas. "Nós não acreditamos no sobrenatural. E eu não acho que a crença no sobrenatural ofereça qualquer privilégio [a certas religiões], uma vez que qualquer crença arraigada seja protegida", destacou.

FONTE

Mas... houve quem não se limitou a reclamar na net (Facebook e blogs polêmicos), naquele abominável "ativismo de poltrona" que fala demais e age de menos. Muitos dobraram os joelhos e, terço nas mãos, imploraram a ajuda Divina. Alguns fizeram mais, alguns bem-aventurados saíram às ruas, em procissão, para reparar uma ofensa à honra de Deus que parecia inexorável. Os bons católicos da Paróquia de St. Paul, perto de Harvard Square, fizeram, em 12 de maio passado, uma Procissão Eucarística da Hora Santa pelas vias do famosos bairro de Boston: 




domingo, 22 de setembro de 2013

O VÉU EUCARÍSTICO


I

Por que motivo vela-se Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento sob as Espécies Santas? Sendo difícil habituar-nos ao estado oculto de Nosso Senhor, precisamos continuamente tornar a esta verdade, pois devemos crer firme, de forma prática, que Nosso Senhor Jesus Cristo, embora velado, se encontra real, verdadeira e substancialmente presente na Santa Eucaristia.
E se assim é, por que presença tão silenciosa, véu tão impenetrável que nos levam a exclamar: “Mostrai-nos, Senhor, vossa Face!”. E, apesar de não ver, de não lhe ouvir as palavras doces e boas, Nosso Senhor faz-nos sentir sua força, atrai-nos, conserva-nos respeitosos em sua presença. Se Ele se mostrasse, e só se mostraria à pessoa amada, que consolação para nós, que certeza de gozar sua amizade!


II

domingo, 5 de maio de 2013

Quero ser padre!

Um texto para quem se sente chamado à vocação sacerdotal. A Igreja precisa de sacerdotes, de sacerdotes santos!


QUERO SER PADRE! 


Beato Pe. Pedro Julião Eymard
Aquele que havia de ser o fundador da Congregação do SS. Sacramento, o Pe. Pedro Julião Eymard, parecia predestinado desde pequenino a ser um grande devoto da Eucaristia. Quando sua mãe, levando-o nos braços, ia à bênção do Santíssimo, o menino não se cansava de olhar para Jesus na custódia.

Ia com a mãe em todas as visitas à igreja, e não se cansava, nem pedia para sair antes dela.

Sua irmã Mariana, que tinha dez anos mais e foi sua segunda mãe, costumava comungar com frequência. O irmãozinho, invejando-a [no sentido de desejar benignamente o mesmo; nota do blog], dizia:
- Oh! como você é feliz, podendo comungar tantas vezes; faça-o alguma vez por mim.
- E que pedirei a Jesus por você?
- Peça-Lhe que eu seja muito mansinho e puro e me dê a graça de ser padre.


Às vezes desaparecia durante horas inteiras. Procuravam-no e iam encontrá-lo ajoelhado num banquinho perto do altar, rezando com as mãos juntas e os olhos pregados no Sacrário.

Antes mesmo do uso da razão, ansiava por confessar-se; mas não o admitiam. Quando tinha nove anos, queria aproveitar a festa de Natal para converte-se - como dizia.

Apresentou-se ao vigário e depois ao coadjutor, mas, como estavam ocupados, não o entenderam.

Partiu, pois, com um companheiro, em jejum; e, fazendo uma caminhada de oito quilômetros por sobre a neve, lá, na paróquia vizinha, conseguiu confessar-se.
- Como sou feliz - dizia - como estou contente! Agora estou puro!
- Que grandes pecados havia cometido?
- Ai! cometi muitos pecados em minha infância: roubei um quepe (boné) numa loja e, depois, arrependido, voltei e deixei-o em cima do balcão.


Para preparar-se para a primeira comunhão, começou a fazer penitências: colocava uma tábua em baixo do lençol, jejuava e quando a fome apertava, corria a fazer uma visita ao Santíssimo para esquecê-la.

Enfim, a 16 de março de 1823, chegou para ele o grande dia. Que se passou neste seu primeiro abraço com Jesus?

Quando o apertava ao coração, dizia-lhe:

"Quero ser padre! Eu prometo".

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A oração ideal: Meu Senhor e Meu Deus!

MEU SENHOR E MEU DEUS


Quando eu era menino, uma das primeiras coisas que os meus pais me ensinaram, bem como na catequese, foi a oração "ideal" para se rezar durante a elevação da Hóstia e do Cálice na Consagração: «Meu Senhor e meu Deus!»

De tal modo assim rezei sempre ao longo desses verdes anos, durante a Consagração, que ficou em mim enraizada essa prática, por isso mesmo uma das primeiras a ser recordada, quando ao fim de muitos anos de afastamento, reencontrei a Fé e a Igreja, pela graça de Deus.

Mas confesso que essa oração saía muito mais da minha boca, numa forma rotineira, do que verdadeiramente uma oração do coração, meditada e abarcada em toda a sua dimensão espiritual de afirmação de Fé em Jesus Cristo.

Julgo até (a memória não me ajuda) que, durante muito tempo, nem sequer liguei essa oração ao "Credo" proferido por São Tomé, quando do seu encontro com Jesus Cristo ressuscitado.

No entanto, essa ligação indelével entre a passagem bíblica e o tempo presente, ao rezar essa oração, tem-me surgido como reflexão, como meditação, e este ano mais ainda, no Domingo passado, em que foi proclamado esse Evangelho.

Como nos narra o Evangelho de São João 20, 24-29, Tomé não acreditou quando os seus irmãos Apóstolos lhe disseram que tinham visto o Ressuscitado. Respondeu-lhes, como nós hoje em dia tantas vezes respondemos, um tanto displicentemente, uma frase qualquer do tipo: "Pois sim, está bem, mas só se eu vir com os meus olhos e tocar com as minhas mãos". Passados oito dias (sempre no primeiro dia da semana), Jesus Cristo apresentou-se novamente diante deles e convidou Tomé a ver com os seus olhos e a tocar com as suas mãos.

Tomé, não era com certeza um cético, até queria acreditar, mas estava preso na sua humanidade.

Ora, quem tem o coração aberto à Fé, ao ser encontrado, ao encontrar-se com Jesus Cristo, nunca fica indiferente, e a relação puramente humana e racional adquire uma nova dimensão espiritual, que permite "ver" o que os olhos do corpo não veem.

Jesus Cristo convidou Tomé a por as mãos nas suas chagas, mas o Evangelho não nos diz que ele assim fez. O Evangelho diz, sim, que Tomé, imediatamente após o convite de Jesus, respondeu apenas: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20, 28).

Diante do encontro pessoal com Jesus Cristo, Tomé faz a profissão de Fé mais explícita até então feita pelos Apóstolos. Porque nesse encontro Tomé acreditou, e, ao acreditar, pôde "ver" para além do que os olhos do seu corpo lhe mostravam, e assim pôde "ver" a Pessoa de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem.

Se eu, no momento da Consagração, repito essa oração apenas rotineiramente, se não a torno uma oração de coração aberto à presença real de Jesus Cristo, então apenas posso ver com os olhos do corpo, e apenas vejo um pouco de pão branco de forma redonda e um cálice com vinho.

Mas se eu me abro à presença real de Jesus Cristo na Consagração, então os meus olhos passam a ser os olhos do coração, passam a ser os olhos da Fé, e o que eu vejo com os olhos do corpo toma a dimensão real e verdadeira do Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, na Hóstia e no Vinho consagrados. Então não me resta mais nada, como Tomé, a não ser proclamar: “Meu Senhor e meu Deus!”.

“Felizes os que crêem sem terem visto!” (Jo 20, 29), diz Jesus a Tomé.

E eu medito nesta frase e quero perceber que aqueles que hoje acreditam veem pela Fé porque os olhos do corpo apenas lhes mostram um pouco de pão e um cálice com vinho. E assim são felizes, porque para "verem" não o podem fazer apenas por si próprios, mas pela graça de Deus, que lhes concede o dom da Fé, que os leva a ultrapassarem a sua própria humanidade e a "verem" para além de si próprios.

Glória ao Senhor!

Monte Real, 5 de Maio de 2011


Fonte: web. Autoria desconhecida até este momento.

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A adoração do Santíssimo Sacramento

A adoração do Santíssimo Sacramento


Card. G. Siri
A adoração a Cristo, a Deus, deve ser enfatizada de modo metódico e determinado, porque a grande tentação de muitos homens é aquela de não reconhecer superioridade alguma no Céu e na terra. Mais do que a tentação é, talvez, ilusão, porque não precisa muito para entender que somos os súditos de infinitas coisas e que devemos levar infinitas prevalências. Todavia, a tentação existe e é tão acolhida que para muitos o ideal é a negação de qualquer respeito a todas as coisas. É por isso que se fala de ateísmo e se ousa falar da "morte de Deus". A antiga mitologia, apesar de pagã, conheceu alguns desses esforços e narrou seu ridículo fim. Por tudo isso, o discurso sobre a adoração não vale apenas por si mesmo — e se houver um discurso —, mas é um verdadeiro, talvez o verdadeiro equilibrador, especialmente dentro da Igreja, de toda uma situação espiritual e prática. A recusa de se ajoelhar vai muito além daquilo que parece, e a prática da justa e devida adoração [no] sistema deste mundo em decomposição [levanta] muito mais questões do que se pense. Portanto, o discurso sobre a adoração ao Santíssimo Sacramento é muito mais amplo e abraça um arco que domina a vida e a história.

[Extraído da Carta pastoral de 12 de setembro de 1970 do Arcebispo de Genova o Cardeal Siri].

Fonte: Cordialiter.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A adoração das 40 horas


A belíssima Adoração das 40 horas


Rei e Senhor do Universo, merece Jesus Cristo Nosso Senhor, real e verdadeiramente presente na Sagrada Eucaristia, que se Lhe prestem honras públicas, devidas a seus direitos sobre toda a Criação.

Entre elas, a piedade católica, sancionada posteriormente por decretos pontifícios, excogitou a Adoração das 40 Horas, em que, durante três dias, o Santíssimo Sacramento é solenemente exposto, noite e dia, à pública adoração. Neste período, nenhum leigo deve entrar a rezar no presbitério.

Os Romanos Pontífices concederam inúmeras indulgências aos que publicamente façam atos de veneração ao divino Juiz e Rei Soberano, entre elas a de poder ganhar, em cada um dos três dias, uma indulgência plenária, fazendo uma visita a Sua Divina Majestade, tendo-se confessado e comungado, rezando diante do Santíssimo cinco Pater, Ave e Gloria, acrescentando mais um pelas intenções do Romano Pontífice. Igualmente, tantas vezes quantas se faça tal visita, podem-se ganhar quinze anos de indulgência.

A seguir, um resumo da história desta devoção, das principais normas litúrgicas e de algumas normas práticas, adequadas às dificuldades das capelas pequenas, nas quais um só sacerdote estará presente.

História

Na Idade Média (pelo menos desde o século X), difundiu-se em muitos lugares a devoção ao Santo Sepulcro do Salvador. Mantinha-se este erigido desde a Adoração da Cruz, na Sexta-Feira Santa, até a Missa de Ressurreição do Domingo de Páscoa. Durante este tempo (cerca de 40 horas), os fiéis rezavam diante dele, recitando ou cantando salmos e outras preces, em memória e reconhecimento da morte e sepultura do Senhor, que também esteve no Sepulcro cerca de 40 horas, segundo fundada opinião. 

Ao princípio, punha-se no sepulcro o símbolo de Jesus Cristo: a Cruz. No século XII, depositava-se nele o Crucifixo ou a imagem de Cristo. Mais tarde, no século XIV, colocou-se em relicário, incrustado no flanco desta imagem, o mesmo Corpo sacramentado de Jesus (com o qual a função adquiria um caráter de viva realidade, que excitava extraordinariamente a devoção dos fiéis). Por último, colocou-se no Sepulcro ─ digamos Tabernáculo ─ unicamente Jesus Sacramentado.

Entretanto, esta devoção não seguiu em todas as partes o mesmo processo. Já no século X, o santo Bispo Ulrico, de Augsburgo, depositava no Sepulcro somente o Santíssimo Sacramento. E, no século XII, os habitantes de Zara, metrópole da Dalmácia, também velavam Jesus Sacramentado encerrado no Sepulcro, desde o entardecer de Quinta-Feira Santa até o meio-dia do Sábado Santo, por antecipar-se para este dia a Missa de Ressurreição, como se faz hoje.

Bastava que esta função ─ chamada já no século XIII “Oratio XL Horarum in Passione Domini” ─ se transferisse para outros dias do ano, para que dela resultasse a atual Função das 40 Horas. O traslado fez-se no século XVI.

Em 1527, Antonio Belloto fundou na Igreja do Santo Sepulcro de Milão uma Confraria, cujo objetivo precípuo era rezar durante quarenta horas diante do Santíssimo posto no Sepulcro, nas quatro principais festividades do ano, em memória da morte e sepultura de Jesus, com o fim de impetrar remédio para as grandes calamidades que então afligiam a Cristandade.

Dois anos mais tarde, o Pe. Tomás Nietto, OP, começou a propagar em todas as igrejas paroquiais de Milão essa devoção, divulgada em seguida por Santo Antônio Maria Zacarias, com fruto ainda mais abundante, tanto em Milão como em Vicenza, pelos anos 1530 a 1534; com a particularidade de que este principiou a celebrar as 40 Horas com o Santíssimo Sacramento visivelmente exposto, como se fazia desde o século XIV em muitos lugares, em outras funções de Exposição.

Vale esclarecer que, quando foi introduzida a procissão[1] de Corpus Christi, na segunda metade do século XIII, o Santíssimo era levado num vaso ou cálice cerrado e coberto por um véu. As custódias ou monstratoria, que através de um cristal deixavam ver o Santíssimo Sacramento, parece que começaram a ser usadas no século XIV, e somente em alguns lugares. Nos tempos de São Carlos Borromeu (1538-1584), observava-se em Milão um vestígio dessa disciplina antiga, pois, se bem que exposto o Santíssimo dentro de um vaso cilíndrico de cristal rematado em pirâmide, através do qual se podia ver a Sagrada Hóstia, tal vaso se cobria com um largo véu, por reverência à Sua Divina Majestade.

A Exposição do Santíssimo ─ visível ou velado no cálice ─ para sua adoração pelos fiéis é uma das principais manifestações do desenvolvimento do culto direto a Jesus na Sagrada Eucaristia, que teve lugar sobretudo a partir do século XIII, influindo não pouco sobre essa iniciativa o combate às heresias contra a presença real de Jesus Cristo no Sacramento, que apareceram a partir do século XI até o século XVI. Tais heresias, avivando a crença do povo cristão na divina Eucaristia, fizeram sentir a necessidade de render a Nosso Senhor a homenagem que reclamam Sua divindade e Sua bondade no Santíssimo Sacramento.

Claro que contribuíram para estender mais e mais as Exposições, públicas ou privadas, a Festa de Corpus Christi e o exercício das 40 Horas. Estas manifestações foram o termo feliz da evolução da devoção ao Santo Sepulcro de Nosso Senhor Jesus Cristo. Deus reservava aos tempos modernos esse foco de piedade da Exposição da Sagrada Eucaristia, que sua Providência nos depara com a habitual suavidade de seus traços divinos.

Por fim, o famoso pregador Pe. José de Fermo promoveu, nos anos 1537 e 1538, a instituição da Adoração Perpétua nas igrejas de Milão, pela qual nestas se sucedia, sem interrupção, a celebração das 40 Horas.

Santo Inácio de Loyola, com os seus, levou esta devoção a Roma. Foram também os jesuítas que a introduziram na Alemanha.

Paulo V a aprovou por primeira vez em 1539, e Clemente XI ordenou definitivamente seu rito, estabelecendo-a em Roma, em turno de Adoração Perpétua, mediante a famosa Instrução Clementina, publicada em 1705.

Da capital do Orbe católico, estenderam-se as 40 Horas por todo o mundo.

(Pe. José Vendrell, Pe. Antonino Tenas, Pe. Pedro Farnés, Pe. Joaquín Solans, "Manual Litúrgico" - Subirana, Barcelona, 1955, 2º vol., pp. 351-352, 189-390)


Nota
1. Em 1317, foi promulgada uma recopilação das leis sobre a festa do Corpus Christi, por João XXII, que instituiu a procissão, e assim a festa foi estendida a toda a Igreja. A Festa fora instituída pelo Papa Urbano IV, através da Bula Transiturus de hoc mundo, de 1264. A morte do Papa Urbano IV, em 2 de outubro de 1264, um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no concílio geral de Viena, em 1311, ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317, foi promulgada uma recopilação das leis por João XXII, que instituiu também a procissão, e assim a festa foi estendida a toda a Igreja.

domingo, 27 de novembro de 2011

Três grandes remédios para três grandes males

"O Senhor me fez conhecer os três grandes males que ameaçavam a Espanha, e são: o protestantismo, ou melhor, a descatolização, a república e o comunismo. Para atalhar estes males, me deu a conhecer que se haviam de aplicar três devoções: o Triságio, o Santíssimo Sacramento e o Rosário!"
(Santo Antônio Maria Claret)


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

03 de Setembro: 1o. Sábado

ORAÇÃO REPARADORA AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO


Para ser rezada na primeira sexta-feira de cada mês, 

diante do Santíssimo Sacramento exposto.















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