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quinta-feira, 20 de junho de 2019

Corpus Christi

Clique na imagem abaixo para reler tudo o que foi publicado acerca da Festa de Corpus Christi e algumas devoções. 




Viva Cristo Rei! 



quinta-feira, 31 de maio de 2018

O Assunto é CORPUS CHRISTI

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O ASSUNTO É... CORPUS CHRISTI

FESTA MÓVEL:  
16 JUN 2022
08 JUN 2023
30 MAI 2024 
19 JUN 2025


Bula Transiturus de hoc mundo - Papa Urbano IV - 1264 - https://farfalline.blogspot.com/2020/06/Corpus-Christi.html. 
Festa de Corpus Christi I - http://farfalline.blogspot.com/2013/05/a-festa-de-corpus-christi.html. 
Festa de Corpus Christi II  - http://farfalline.blogspot.com/2014/06/festa-de-corpus-christi.html. 
Festa de Corpus Christi III - http://farfalline.blogspot.com/2017/06/festa-de-corpus-christi.html.  
Festa de Corpus Christi ou do Santíssimo Sacramento (Goffiné) - https://farfalline.blogspot.com/2018/05/festa-de-corpus-christi-2018.html. 
Missa de Corpus Christi 2014 - Padre Ernesto Cardozo - Capela Cristo Rei - Ipatinga/MG - AS FOTOS: http://farfalline.blogspot.com/2014/06/missa-de-corpus-christi-padre-ernesto.html. 
São Francisco: Carta a todos os clérigos acerca da reverência ao Corpo do Senhor: https://farfalline.blogspot.com/2016/05/sao-francisco-reverencia-Eucaristia.html. 


DEVOÇÕES 


A belíssima Adoração das 40 horas: https://farfalline.blogspot.com/2011/12/adoracao-das-40-horas.html.  

Adoro-te Devote - https://precantur.blogspot.com/2011/12/adoro-te-devote-oracao-indulgenciada.html.
Corpus Christi: oração da oferta - https://precantur.blogspot.com/2018/05/corpus-christi-oracao-de-oferta.html. 
Novena de Corpus Christi - http://precantur.blogspot.com/2015/05/novena-de-corpus-christi.html Festa móvel, veja as datas acima. (para começar a rezar dez dias antes da festa, acabando um dia antes). 
Tríduo de Corpus Christi - https://precantur.blogspot.com/2019/06/triduo-para-festa-de-corpus-christi.html. Festa móvel, veja as datas acima. (para começar a rezar três dias antes da festa, acabando um dia antes). 



Cordão de São José. Indulgências para quem o usa na Festa de Corpus Christi.  
   
   

FESTA DE CORPUS CHRISTI ou DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

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FESTA DE CORPUS CHRISTI 
ou DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO



Por entre o luto e as tristezas da Paixão, não pôde a Igreja celebrar a instituição da Eucaristia na Quinta-feira Santa, com aquela pompa e regozijo que requer tão grande e jubiloso mistério: por isso, adiou esta festividade à Quinta-feira depois da oitava do Pentecostes. Foi instituída a festa por Urbano IV, em 1264, e a procissão por João XXII, em 1317(*); têm ambas por objeto avivar a Fé dos cristãos no augusto Sacramento, e desagravá-lo das blasfêmias dos hereges e das irreverência dos próprios católicos. 

Pretende, pois a Igreja, nesta solenidade: 

1º Avivar em seus filhos a Fé neste mistério, já com os atos repetidos da mesma, já pela consideração das muitas maravilhas que nele se encerram, e por ambas as coisas bem lhes pode valer como fórmula e lição a sequência da Missa neste dia: Luada Sion... etc. Louva, o Sião etc. 

2º Inspirar-lhes respeito e piedade com a majestade e pompa dos ofícios e cerimonias, que trazem suavidade e consolo aos que as acompanham com atenção e fé. 

3º Oferecer um desagravo ao Senhor Sacramentado por tantas comunhões indignas umas, outras inúteis, aquelas mal preparadas; tantas missas assistidas sem devoção, tantas irreverência no lugar santo, isso tudo por parte dos próprios fiéis católicos, e também pelas blasfêmias, ultrajes e excessos sacrílegos dos hereges contra o augusto Sacramento. 

4º Convidar o fiel a receber com todo o fervor da alma a sagrada comunhão, que é o melhor desagravo pelo passado, o mais fino penhor de agradecimento pelo insigne benefício da Eucaristia, o meio mais eficaz de emenda e de perseverança para o futuro.  

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Festa de Corpus Christi no Brasil


FESTA DE CORPUS CHRISTI NO BRASIL


Fatos históricos e curiosidades:  

A primeira solenidade de Corpus Christi foi realizada no Brasil em 1549, na cidade de Salvador/BA. A procissão foi realizada na rua que dá acesso à atual Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, que à época era uma primitiva ermida erigida com a ajuda pessoal do recém-chegado 1º Governador Thomé de Sousa, quando da fundação da cidade, em 1549.  

Thomé de Souza, fixando-se na Baía de Todos os Santos, realizou a fundação da cidade de Salvador, como a primeira Capital do Brasil. Nesse mesmo tempo, criou os cargos de capitão-mor, ouvidor-mor e provedor-mor. Todos estes, incumbidos de auxiliar nas ações administrativas, militares e judiciais da colônia. Logo em seguida, mostrando a perfeita união entre Estado e Igreja, criou o primeiro Bispado do Brasil, chefiado por Dom Pero Fernandes Sardinha. Já em sua chegada à colônia, Tomé de Sousa trouxe uma leva de Padres Jesuítas destinados à conversão religiosa dos nativos. Além disso, preocupou-se com a dinamização do processo colonizador ao realizar a fundação de Câmaras Municipais e incentivar a plantação de cana-de-açúcar pelo território. 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

FESTA DE CORPUS CHRISTI


Festa de Corpus Christi


Na festa de Corpus Christi, católicos fiéis do mundo todo celebram o “Corpo de Cristo”. Mas, o que exatamente significa isso e por que esse feriado não é comemorado sempre no mesmo dia, em todos os anos?  

A festa de Corpus Christi celebra a presença do Corpo e Sangue de Cristo, e é um dos Sacramentos da Eucaristia. Segundo a Tradição, na quinta-feira santa, dia que antecedeu a sua morte, Jesus Cristo reuniu os seus apóstolos para a Última Ceia, quando disse: “Isto é o meu corpo (apontando para o pão), e isto é o meu sangue (apontando para o vinho)”.  Os católicos do mundo todo agradecem, então, o dom da Eucaristia, no qual creem que Deus está presente e é o alimento espiritual da alma.


A celebração da data teve início em 1193, por iniciativa da religiosa belga Juliana de Cornellon, que disse ter visto a Virgem Maria pedindo para que ela realizasse uma grande festa com o intuito de honrar o Corpo de Jesus na Eucaristia.  Anos mais tarde, em 1264, o papa Urbano IV consagrou a festa (que já acontecia)  à Igreja Universal. Através da publicação da bula Transiturus de hoc Mundo, o papa Urbano IV decretou a celebração como sendo oficial e com a tríplice finalidade: honrar Jesus Cristo, pedir perdão a Jesus pelo que foi feito a ele e protestar contra aqueles que negavam a presença de Deus na hóstia sagrada. 

"Sebbene l'Eucaristia ogni giorno venga solennemente celebrata, riteniamo giusto che, almeno una volta l'anno, se ne faccia più onorata e solenne memoria. Le altre cose infatti di cui facciamo memoria, noi le afferriamo con lo spirito e con la mente, ma non otteniamo per questo la loro reale presenza. Invece, in questa sacramentale commemorazione del Cristo, anche se sotto altra forma, Gesù Cristo è presente con noi nella propria sostanza. Mentre stava infatti per ascendere al cielo disse: "Ecco io sono con voi tutti i giorni fino alla fine del mondo (Mt 28,20)" (bula Transiturus de hoc Mundo).

Durante a Missa,  no momento em que o Sacerdote proclama as palavras “Isto é o meu corpo e isto é o meu sangue”, ocorre o ato da transubstanciação, por meio do qual a substância do pão (hóstia) e do vinho se transforma no Corpo e Sangue de Cristo.  

Além da Missa, outro ponto forte da celebração de Corpus Christi é a procissão. Em muitas cidades é costume enfeitar as ruas por onde os fiéis passarão. Para tanto, são confeccionados tapetes coloridos e feitos com os mais variados materiais como papel, serragem colorida, isopor, tampinhas de garrafas, flores, folhas e vidro moído. Nesse tapete são confeccionados desenhos que lembram a figura de Jesus, o cálice e o pão.

No Brasil, algumas procissões são famosas, como a da cidade histórica de Ouro Preto, em Minas Gerais, que foi inclusive a primeira cidade brasileira a enfeitar as ruas nessa data. As cidades do interior do Brasil são as que mais se destacam no “quesito” procissões. Matão, no interior de São Paulo, realiza uma das procissões mais famosas do Brasil. Destaque também para as procissões de Castelo (ES), São José do Rio Preto (SP), Rodeio (SC), Cabo Frio (RJ), entre outras.


E quando se comemora Corpus Christi?

O feriado de Corpus Christi é uma das festividades móveis que giram em torno da Páscoa. A Páscoa é comemorada no primeiro domingo depois da lua cheia de 21 de março. Veja como funcionam essas festividades móveis que são calculadas a partir da Páscoa:

- Quaresma: período que compreende os 40 dias que antecedem a Páscoa;

- Domingo de Ramos:  domingo que antecede o domingo de Páscoa;
- Pentecostes: celebrado após 50 dias do domingo de Páscoa;
- Corpus Christi: celebrado na quinta-feira após o domingo de Pentecostes.


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Liturgia composta por São Tomás de Aquino a pedido do papa Urbano IV para acompanhar a bula "Transiturus de hoc mundo": PDF.
 

* * * 

INDULGÊNCIA DO CORDÃO DE SÃO JOSÉ:


Dias nos quais se lucram indulgências plenárias trazendo consigo o cordão: Nas festas da Páscoa, da Ascensão, de Pentecostes e na festa de Corpus Christi. (Fonte).


Veja mais sobre a festa aqui: https://farfalline.blogspot.com/2018/05/o-assunto-e-Corpus-Christi.html. 


quinta-feira, 30 de maio de 2013

A festa de Corpus Christi

A festa de Corpus Christi e a presença real



O nome da festa de Corpus Christi descreve bem o que ela significa: a celebração da presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo na sagrada eucaristia. Se estamos nos preparando para celebrar essa festa, cumpri-nos falar um pouco sobre a importância da mesma.

Este é o momento, todo especial, para reforçarmos a santa doutrina da presença real de Cristo sob as aparências do pão e do vinho. Podemos começar citando as Sagradas Escrituras. Nelas encontramos provas mais do que suficientes da presença real de Cristo Nosso Senhor na Sagrada Eucaristia.

O capítulo VI do Evangelho de São João descreve a oportunidade em que Nosso Senhor dá a conhecer a seus discípulos essa doutrina:

“Eu sou o pão vivo descido do Céu. Quem comer deste pão viverá para sempre, e o pão que eu lhe darei é a minha carne para salvação do mundo.  Discutiam entre si os judeus, dizendo: Como pode este dar-nos a comer sua carne? E Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue verdadeira bebida… Este é o pão que desceu do céu; não é como o pão que vossos pais comeram e, não obstante, morreram. Quem come deste pão viverá para sempre… Muitos dos seus discípulos disseram: São duras essas palavras! Quem as pode suportar? Conhecendo Jesus que os seus discípulos murmuravam por isso, disse-lhes: As palavras que Eu vos disse são espírito e vida; mas há alguns de vós que não crêem… Desde então, muitos dos seus discípulos se retiraram e não mais os seguiam.” (Jo 6,51-67) 
Não há como negar, diante de palavras tão claras, que Nosso Senhor prometeu dar sua carne em alimento aos fiéis. E essa promessa foi cumprida durante a Última Ceia:

Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu a seus discípulos dizendo: “Tomai e comei, isto é meu corpo”. Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo:” Bebei dele todos, porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados” (Mt 26,26-28)

E muitos outros trechos das Sagradas Escrituras poderiam ser citados ainda, mas basta-nos lembrar a advertência que São Paulo fez sobre aqueles que comungam indignamente, causando sua própria condenação (1Cor 11,27-29). Se não se tratasse realmente do Corpo e Sangue de Nosso Senhor, não haveria sentido a advertência do Apóstolo.

Nesse mistério tão grandioso, Deus se dignou dar em alimento espiritual aos homens, de maneira tão distante dos sentidos, mas tão próxima pela Fé.

Mas essa Fé inabalável que nos ensina a Santa Mãe Igreja foi abandonada pelos “reformadores” do século XVI. Eles preferiram acreditar nos seus sentidos a acreditar nas promessas de Deus.

O concílio de Trento, para resguardar a Fé cristã, declarou infalivelmente a presença de Nosso Senhor Jesus Cristo na Sagrada Eucaristia:

874. Ensina primeiramente o santo Concílio e confessa aberta e simplesmente que no augusto sacramento da Santa Eucaristia, depois da consagração do pão e do vinho, debaixo das espécies destas coisas sensíveis, se encerra Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, verdadeira, real e substancialmente [cân. l ]. Nem repugnam entre si estas coisas: que o mesmo Nosso Senhor esteja sempre sentado à mão direita do Pai no céu, conforme o seu modo natural de existir, e assim a sua substância esteja presente entre nós em muitos outros lugares sacramentalmente com aquele modo de existir, que nós apenas podemos exprimir em palavras, e com a razão iluminada pela fé podemos conhecer e devemos firmemente crer ser possível a Deus. Pelo que, todos os nossos predecessores que viveram na verdadeira Igreja de Cristo, sempre que trataram deste sacramento, reconheceram abertamente que Nosso Redentor instituiu este admirável sacramento na última ceia quando, depois de benzer o pão e o vinho, testificou com palavras distintas e claras que ele lhes dava o seu próprio corpo e sangue. Estas palavras relatadas pelos santos Evangelistas (Mt 26, 26 ss; Mc 14, 22 ss; Lc 22, 19 ss) e repetidas depois por S. Paulo (l Cor 11, 23) têm seu sentido próprio e claro, no qual também os Padres as compreenderam. Pelo que seria sem dúvida alguma detestável crime torcê-las ou levá-las a uma figura ou símbolo, como fizeram alguns homens maus e rixosos que negam a real presença do Corpo e sangue de Cristo contra o universal sentir da Igreja que, sendo coluna e base da verdade (l Tim 3, 15), detesta como satânica esta doutrina, excogitada por esses homens ímpios e, com sentimento de gratidão, reconhece este incomparável beneficio de Cristo.

Sagrado Concílio de Trento, cânon 874

No século XX, no entanto, algo de muito “estranho” aconteceu. A missa nova, de Paulo VI, foi feita com a “ajuda” de seis pastores protestantes, que não crêem na presença real de Nosso Senhor.  Isso é realmente um absurdo, um escândalo que não pode ser escondido pelos defensores da missa nova. Não foi sem motivos que o novo rito perdeu muito do caráter sacrificial e se assemelhou a um banquete, de acordo com as idéias protestantes, e em confronto com a santa doutrina católica.

Uma das mudanças mais graves nesse sentido foi permitir-se ao sacerdote ficar de costas para o altar. Nessa nova configuração, o que se vê são várias pessoas reunidas em torno de uma mesa: a assembléia de um lado, o padre do outro. Como se estivéssemos em um banquete, e não na renovação do Sacrifício da Santa Cruz.

Ah, é claro que aqueles sapientíssimos “doutores”, os que costumam inventar absurdas excomunhões para quem não aceita a missa protestantizada, dirão de peito estufado: mas a missa nova também pode ser rezada com o padre de frente para o altar!

Mas, serenamente, podemos responder-lhes, derrubando-os do pedestal em que eles se colocam: não adianta “permitir” o certo se se permite também o errado. Nenhuma lei pode ser boa se apenas “permite” o certo. Toda lei, toda regra, tem o objetivo de impedir o erro. Além do mais, o concílio vaticano II e a missa nova foram extremamente perniciosos por isso mesmo: eles abriram brechas para serem futuramente exploradas. Se os erros fossem abertamente ensinados, causariam a reação imediata. Mas justamente por se abrirem várias brechas, algumas sutis, outras nem tanto, é que puderam ser infiltrados os erros absurdos que vemos hoje em dia.

O uso do latim, por exemplo, é outro caso típico. É verdade que alguns trechos do Vaticano II até exortam a utilização do latim. Mas outros, incluindo o decreto da missa nova, permitem o uso do vernáculo. Assim, quando algum “doutor” quer defender a “ortodoxia” do concílio, ele cita os trechos em que o latim é exaltado. Na prática, porém, as brechas abertas foram mais do que suficientes para os modernistas as explorarem, utilizando-se exclusivamente do vernáculo. Aliás, muito mal traduzido, em uma tradução cujos erros não podemos atribuir senão a uma vontade deliberada de perverter a liturgia e todo seu significado.

O maior dos motivos que temos para restaurar a Santa Missa Tridentina, pois, é darmos a Deus a glória que Ele merece, em um culto que deixa inequívoco o caráter de sacrifício; a Missa plena de respeito, de decoro e de louvor diante da presença real de Nosso Senhor; a Missa em que não fazemos barulho, mas silêncio respeitoso quando se renova, de forma incruenta, o Santo Sacrifício do Calvário. A festa de Corpus Christi deve nos lembrar que, não somente nesse dia, mas em toda Santa Missa, Cristo Nosso Senhor está real e substancialmente presente na Sagrada Eucaristia. Por isso, não devemos aceitar uma missa por que ela é “mais animada” ou “mais festiva” para o povo. Devemos desejar a Santa Missa na sua forma mais digna e que maior honra possa dar a Deus. Não é o momento de “festa” ou de “reunião de amigos”. É o momento mais sublime que podemos imaginar em nossas vidas: Deus mesmo se entrega a nós, escondido dos sentidos sob as aparências de pão e vinho, mas revelado e crido pela Fé, divina e católica.


Fonte: https://intribulationepatientes.wordpress.com/2008/05/21/a-festa-de-corpus-christi-e-a-presenca-real.



Bula que criou a Festa: https://farfalline.blogspot.com/2020/06/Corpus-Christi.html. 


LITURGIA: 

Corpus Christi. Tudo é branco no que tange ao augusto Sacramento. Os ornamentos sacerdotais têm de ser, nesse dia, da cor. Além do mais, essa festa não é mais do que a solene instituição da Eucaristia, estabelecida na quinta-feira santa. E como Jesus tinha se vestido de branco nesse dia, convém que esta circunstância seja lembrada pelo padre que utiliza a mesma cor. (in "CORES E ORNAMENTOS NA LITURGIA": http://farfalline.blogspot.com/2015/06/cores-e-ornamentos-na-liturgia.html). 

 

INDULGÊNCIA DO CORDÃO DE SÃO JOSÉ: 

Dias nos quais se lucram indulgências plenárias trazendo consigo o cordão: Nas festas da Páscoa, da Ascensão, de Pentecostes e na festa de Corpus Christi. (Fonte).


Veja mais sobre a festa aqui: https://farfalline.blogspot.com/2018/05/o-assunto-e-Corpus-Christi.html. 

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A adoração das 40 horas


A belíssima Adoração das 40 horas


Rei e Senhor do Universo, merece Jesus Cristo Nosso Senhor, real e verdadeiramente presente na Sagrada Eucaristia, que se Lhe prestem honras públicas, devidas a seus direitos sobre toda a Criação.

Entre elas, a piedade católica, sancionada posteriormente por decretos pontifícios, excogitou a Adoração das 40 Horas, em que, durante três dias, o Santíssimo Sacramento é solenemente exposto, noite e dia, à pública adoração. Neste período, nenhum leigo deve entrar a rezar no presbitério.

Os Romanos Pontífices concederam inúmeras indulgências aos que publicamente façam atos de veneração ao divino Juiz e Rei Soberano, entre elas a de poder ganhar, em cada um dos três dias, uma indulgência plenária, fazendo uma visita a Sua Divina Majestade, tendo-se confessado e comungado, rezando diante do Santíssimo cinco Pater, Ave e Gloria, acrescentando mais um pelas intenções do Romano Pontífice. Igualmente, tantas vezes quantas se faça tal visita, podem-se ganhar quinze anos de indulgência.

A seguir, um resumo da história desta devoção, das principais normas litúrgicas e de algumas normas práticas, adequadas às dificuldades das capelas pequenas, nas quais um só sacerdote estará presente.

História

Na Idade Média (pelo menos desde o século X), difundiu-se em muitos lugares a devoção ao Santo Sepulcro do Salvador. Mantinha-se este erigido desde a Adoração da Cruz, na Sexta-Feira Santa, até a Missa de Ressurreição do Domingo de Páscoa. Durante este tempo (cerca de 40 horas), os fiéis rezavam diante dele, recitando ou cantando salmos e outras preces, em memória e reconhecimento da morte e sepultura do Senhor, que também esteve no Sepulcro cerca de 40 horas, segundo fundada opinião. 

Ao princípio, punha-se no sepulcro o símbolo de Jesus Cristo: a Cruz. No século XII, depositava-se nele o Crucifixo ou a imagem de Cristo. Mais tarde, no século XIV, colocou-se em relicário, incrustado no flanco desta imagem, o mesmo Corpo sacramentado de Jesus (com o qual a função adquiria um caráter de viva realidade, que excitava extraordinariamente a devoção dos fiéis). Por último, colocou-se no Sepulcro ─ digamos Tabernáculo ─ unicamente Jesus Sacramentado.

Entretanto, esta devoção não seguiu em todas as partes o mesmo processo. Já no século X, o santo Bispo Ulrico, de Augsburgo, depositava no Sepulcro somente o Santíssimo Sacramento. E, no século XII, os habitantes de Zara, metrópole da Dalmácia, também velavam Jesus Sacramentado encerrado no Sepulcro, desde o entardecer de Quinta-Feira Santa até o meio-dia do Sábado Santo, por antecipar-se para este dia a Missa de Ressurreição, como se faz hoje.

Bastava que esta função ─ chamada já no século XIII “Oratio XL Horarum in Passione Domini” ─ se transferisse para outros dias do ano, para que dela resultasse a atual Função das 40 Horas. O traslado fez-se no século XVI.

Em 1527, Antonio Belloto fundou na Igreja do Santo Sepulcro de Milão uma Confraria, cujo objetivo precípuo era rezar durante quarenta horas diante do Santíssimo posto no Sepulcro, nas quatro principais festividades do ano, em memória da morte e sepultura de Jesus, com o fim de impetrar remédio para as grandes calamidades que então afligiam a Cristandade.

Dois anos mais tarde, o Pe. Tomás Nietto, OP, começou a propagar em todas as igrejas paroquiais de Milão essa devoção, divulgada em seguida por Santo Antônio Maria Zacarias, com fruto ainda mais abundante, tanto em Milão como em Vicenza, pelos anos 1530 a 1534; com a particularidade de que este principiou a celebrar as 40 Horas com o Santíssimo Sacramento visivelmente exposto, como se fazia desde o século XIV em muitos lugares, em outras funções de Exposição.

Vale esclarecer que, quando foi introduzida a procissão[1] de Corpus Christi, na segunda metade do século XIII, o Santíssimo era levado num vaso ou cálice cerrado e coberto por um véu. As custódias ou monstratoria, que através de um cristal deixavam ver o Santíssimo Sacramento, parece que começaram a ser usadas no século XIV, e somente em alguns lugares. Nos tempos de São Carlos Borromeu (1538-1584), observava-se em Milão um vestígio dessa disciplina antiga, pois, se bem que exposto o Santíssimo dentro de um vaso cilíndrico de cristal rematado em pirâmide, através do qual se podia ver a Sagrada Hóstia, tal vaso se cobria com um largo véu, por reverência à Sua Divina Majestade.

A Exposição do Santíssimo ─ visível ou velado no cálice ─ para sua adoração pelos fiéis é uma das principais manifestações do desenvolvimento do culto direto a Jesus na Sagrada Eucaristia, que teve lugar sobretudo a partir do século XIII, influindo não pouco sobre essa iniciativa o combate às heresias contra a presença real de Jesus Cristo no Sacramento, que apareceram a partir do século XI até o século XVI. Tais heresias, avivando a crença do povo cristão na divina Eucaristia, fizeram sentir a necessidade de render a Nosso Senhor a homenagem que reclamam Sua divindade e Sua bondade no Santíssimo Sacramento.

Claro que contribuíram para estender mais e mais as Exposições, públicas ou privadas, a Festa de Corpus Christi e o exercício das 40 Horas. Estas manifestações foram o termo feliz da evolução da devoção ao Santo Sepulcro de Nosso Senhor Jesus Cristo. Deus reservava aos tempos modernos esse foco de piedade da Exposição da Sagrada Eucaristia, que sua Providência nos depara com a habitual suavidade de seus traços divinos.

Por fim, o famoso pregador Pe. José de Fermo promoveu, nos anos 1537 e 1538, a instituição da Adoração Perpétua nas igrejas de Milão, pela qual nestas se sucedia, sem interrupção, a celebração das 40 Horas.

Santo Inácio de Loyola, com os seus, levou esta devoção a Roma. Foram também os jesuítas que a introduziram na Alemanha.

Paulo V a aprovou por primeira vez em 1539, e Clemente XI ordenou definitivamente seu rito, estabelecendo-a em Roma, em turno de Adoração Perpétua, mediante a famosa Instrução Clementina, publicada em 1705.

Da capital do Orbe católico, estenderam-se as 40 Horas por todo o mundo.

(Pe. José Vendrell, Pe. Antonino Tenas, Pe. Pedro Farnés, Pe. Joaquín Solans, "Manual Litúrgico" - Subirana, Barcelona, 1955, 2º vol., pp. 351-352, 189-390)


Nota
1. Em 1317, foi promulgada uma recopilação das leis sobre a festa do Corpus Christi, por João XXII, que instituiu a procissão, e assim a festa foi estendida a toda a Igreja. A Festa fora instituída pelo Papa Urbano IV, através da Bula Transiturus de hoc mundo, de 1264. A morte do Papa Urbano IV, em 2 de outubro de 1264, um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no concílio geral de Viena, em 1311, ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317, foi promulgada uma recopilação das leis por João XXII, que instituiu também a procissão, e assim a festa foi estendida a toda a Igreja.

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