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quinta-feira, 15 de junho de 2017

FESTA DE CORPUS CHRISTI

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FESTA DE CORPUS CHRISTI


Festa móvel
15/06/2017
31/05/2018
20/06/2019
11/06/2020

Fatos históricos e curiosidades: 
A primeira solenidade de Corpus Christi foi realizada no Brasil em 1549, na cidade de Salvador/BA. A procissão foi realizada na rua que dá acesso à atual Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, que à época era uma primitiva ermida erigida com a ajuda pessoal do recém-chegado 1º Governador Thomé de Sousa, quando da fundação da cidade, em 1549. 
Thomé de Souza, fixando-se na Baía de Todos os Santos, realizou a fundação da cidade de Salvador, como a primeira Capital do Brasil. Nesse mesmo tempo, criou os cargos de capitão-mor, ouvidor-mor e provedor-mor. Todos estes, incumbidos de auxiliar nas ações administrativas, militares e judiciais da colônia. Logo em seguida, mostrando a perfeita união entre Estado e Igreja, criou o primeiro Bispado do Brasil, chefiado por Dom Pero Fernandes Sardinha. Já em sua chegada à colônia, Tomé de Sousa trouxe uma leva de Padres Jesuítas destinados à conversão religiosa dos nativos. Além disso, preocupou-se com a dinamização do processo colonizador ao realizar a fundação de Câmaras Municipais e incentivar a plantação de cana-de-açúcar pelo território. 


Ofício de Corpus Christi foi composto por São Tomás de Aquino, chamado Lauda Sion (Louva Sião), a pedido do papa Urbano IV para acompanhar a bula "Transiturus de hoc mundo": PDF.   





"Louva, Sião, o Salvador, louva o guia e o pastor com hinos e cantares.
Quanto possas, tanto o louva, porque está acima de todo o louvor e nunca o louvarás condignamente.
É-nos hoje proposto um tema especial de louvor: o pão vivo que dá a vida.
O pão que na mesa da sagrada ceia foi distribuído aos doze, como na verdade o cremos.
Ressoem, pois, os louvores, sonoros, cheios de amor. Seja formosa e jovial a alegria das almas.
Porque celebramos o dia solene que nos recorda a instituição deste banquete.
Na mesa do novo rei, a páscoa da Nova Lei põe fim à páscoa antiga.
O rito novo rejeita o velho, a realidade dissipa as sombras como o dia dissipa a noite.
O que o Senhor faz na ceia mandou-no-lo fazer em memória Sua.
E nós, instruídos pelo mandato divino, consagramos o pão e o vinho em hóstia de salvação.
É dogma de fé para os cristãos que o pão se converte na carne e o vinho no sangue do Salvador.
O que não compreendes nem vês, diz-to a fé viva; porque isto se opera fora das leis naturais.
Debaixo de espécies diferentes, que são apenas sinais exteriores, ocultam-se realidades sublimes.
O pão é a carne e o vinho é o sangue; todavia debaixo de cada uma das espécies Cristo está totalmente.
E quem o recebe não o parte nem divide, mas recebe-o todo inteiro.
Quer o recebam mil, que um só, todos recebem o mesmo, nem recebendo-o podem consumi-lo.
Recebem-no os bons e os maus igualmente, porém com efeitos diversos: os bons para vida e os maus para a morte.
Morte para os maus e vida para os bons! Oh! Consideremos como são diferentes os efeitos que produz o mesmo alimento.
Não vacile a tua fé quando a hóstia é dividida; porque o Senhor encontra-se sempre todo, debaixo do pequenino fragmento ou da hóstia inteira.
Nenhum corte pode violar a substância: apenas os sinais do pão, que vês com os olhos da carne, foram divididos sem a menor alteração da realidade divina que esses mesmos sinais significam.
Eis pois que o pão de que se alimentam os Anjos foi dado em viático aos homens: pão verdadeiramente dos filhos, que não deve dar-se aos cães.
Foi já prefigurado nos ritos e nos acontecimentos do Testamento Antigo, na imolação de Isaac, no cordeiro pascal e no maná do deserto.
Ó bom Pastor e alimento verdadeiro dos que apascentas, ó Jesus, tende piedade de nós. Alimentai-nos e defendei-nos e fazei que mereçamos fruir da vossa glória na Terra dos vivos.

Vós que tudo conheceis e tudo podeis fazer, e nos alimentais aqui, na Terra, da mortalidade, admiti-nos, Senhor, lá no Céu, à vossa mesa e dai-nos parte na herança e na companhia dos que moram na cidade santa. Amém. Aleluia". 



*  *  *

INDULGÊNCIA DO CORDÃO DE SÃO JOSÉ 

Dias nos quais se lucram indulgências plenárias trazendo consigo o cordão: Nas festas da Páscoa, da Ascensão, de Pentecostes e na festa de Corpus Christi (Cf. aqui).



Vide mais sobre a Festa de Corpus Chrusti: 

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