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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A adoração do Santíssimo Sacramento

A adoração do Santíssimo Sacramento


Card. G. Siri
A adoração a Cristo, a Deus, deve ser enfatizada de modo metódico e determinado, porque a grande tentação de muitos homens é aquela de não reconhecer superioridade alguma no Céu e na terra. Mais do que a tentação é, talvez, ilusão, porque não precisa muito para entender que somos os súditos de infinitas coisas e que devemos levar infinitas prevalências. Todavia, a tentação existe e é tão acolhida que para muitos o ideal é a negação de qualquer respeito a todas as coisas. É por isso que se fala de ateísmo e se ousa falar da "morte de Deus". A antiga mitologia, apesar de pagã, conheceu alguns desses esforços e narrou seu ridículo fim. Por tudo isso, o discurso sobre a adoração não vale apenas por si mesmo — e se houver um discurso —, mas é um verdadeiro, talvez o verdadeiro equilibrador, especialmente dentro da Igreja, de toda uma situação espiritual e prática. A recusa de se ajoelhar vai muito além daquilo que parece, e a prática da justa e devida adoração [no] sistema deste mundo em decomposição [levanta] muito mais questões do que se pense. Portanto, o discurso sobre a adoração ao Santíssimo Sacramento é muito mais amplo e abraça um arco que domina a vida e a história.

[Extraído da Carta pastoral de 12 de setembro de 1970 do Arcebispo de Genova o Cardeal Siri].

Fonte: Cordialiter.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O Cardeal Siri e Padre Pio

O Cardeal Siri e Padre Pio, as confidências do Cardeal sobre o Frade do Gargano.

por Benny Lai


Foi nos meses sucessivos à morte de João XXIII que o Cardeal Siri me falou pela primeira vez de Padre Pio. Aconteceu no decorrer de um daqueles colóquios que se davam em uma saleta do apartamento privado do cardeal, como toda qual vez que eu ia a Gênova, domingo pela manhã, para voltar a Roma na mesma noite. Duas noites no trem e um dia a Gênova, que sendo festiva me consentia de passar quase que inobservado no palácio do arcebispo, onde todos os gabinetes eram fechados. Uma precaução ditada pela discrição, útil a ambos: ao cardeal, que não precisava sopesar os pensamentos e contar as palavras, por temor de vir a ser citado, e a mim, por não ser profissionalmente assimilado por um determinado ambiente prelatício.

O que deu a deixa para as confidências do cardeal sobre o frade do Gargano não foi o desaparecimento de Roncalli e a já acontecida sucessão de Paolo VI, mas o que havia acontecido na Ação Católica, onde o assistente eclesiástico Monsenhor Carlo Maccari se tornou – “promoveatur ut admoveatur” [nota: promover para remover] – bispo de Mondovì. E, visto que Monsenhor Maccari devia o seu alto cargo na Ação Católica também à inspeção que ele promoveu alguns anos antes, no verão-outono de 1960, a São Giovanni Rotondo, era inevitável que se falasse desta atividade que ele desenvolveu, de uma “visita apostólica” que havia ocasionado largo eco e contrastantes interpretações.

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