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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Boletim da Confraria da Sagrada Família A. II N. 12

Divulgando boa leitura!

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Boletins da Confraria da Sagrada Família A. II
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BOLETIM MENSAL DA

Confraria da
Sagrada Família

Capela Nossa Senhora da Conceição – Niterói/RJ
Ano II – N. 12 – Junho de 2011

são pio e a defesa da fé


                Santo Agostinho diz que o demônio, perpétuo inimigo da Santa Igreja, quando a ataca, costuma tomar duas aparências: de leão, quando desencadeia com perseguições violentas contra a Igreja; ou de serpente, quando rasteja como insidiador secreto e incerto. Quando São Pio X foi feito Papa, as perseguições dos Estados contra a Igreja estavam moderadamente pacificadas. No entanto, como uma serpente, o demônio preparava ciladas à Igreja e à sociedade por meio de novas teorias: o modernismo. São Pio X reza, pensa, estuda e aplica com firmeza o necessário remédio ao modernismo.



            No final do século XIX, um grupo de teólogos, formados em uma nova filosofia e ignorando a Santo Tomás, tiveram a intenção de “renovar” o cristianismo e de “modernizar” a Igreja, porque já não respondia — diziam eles — à mentalidade e às exigências da vida moderna.
            Não se tratava, como tinha acontecido outras vezes ao longo da história da Igreja, de homens que declaravam abertamente levantar-se contra um determinado dogma ou uma determinada verdade, senão de homens que, debaixo da falsa aparência de “cristãos e católicos que viviam em harmonia com o espírito do tempo”, moviam com astúcia o mais profundo ataque ao Cristianismo, obstinando-se em permanecer na Igreja para fazer um escárnio mais cruel da verdade.
            Muito poucos tinham notado o veneno que se escondia nas novas doutrinas, que eram disfarçadas sob os nomes de cultura e ciência, as quais foram chamadas “Modernismo”. Hoje, quando conhecemos o sabor dos seus frutos amargos, sabemos da sua gravidade. Para entender um pouco o conteúdo doutrinal do modernismo, podemos reduzi-lo brevemente aos seguintes pontos:
1- Os modernistas negam que a razão possa saber que Deus existe e que Ele tenha se revelado aos homens;
2- Para um modernista, a religião não tem nenhuma afirmação racional, pois reduzem a fé ao campo do sentimento;
3- Segundo os modernistas, os dogmas são apenas símbolos que expressam os sentimentos dos homens daquela época;
4- Os modernistas afirmam a blasfêmia de que Jesus Cristo seria Deus tão somente porque a consciência dos primeiros cristãos lhe atribuiu uma origem divina. O Cristo verdadeiro, histórico, teria sido um homem qualquer (se é que tenha existido), e outro seria o Cristo da fé, idealizado e construído pelo sentimento religioso das comunidades primitivas;
5- Os livros da Bíblia seriam apenas compilações de escritos de diversos momentos históricos e as profecias não seriam mais do que relatos escritos depois de realizados os acontecimentos;
6- Os sacramentos não são mais do que expressões do sentimento humano;
7- A Igreja seria uma sociedade como qualquer outra, sem nenhum caráter sobrenatural, e seus dogmas estariam em contradição com a ciência.

            O prurido de adaptar as velhas doutrinas católicas às condições dos tempos modernos fez-se sentir entre alguns membros do clero, como se a doutrina e a fé não fossem imutáveis e devessem ser reformadas com o mudar dos ideias dos homens e das condições dos tempos. Começavam a pulular por toda a parte falsas doutrinas que, em substância, não eram senão a reunião de erros antigos apresentados sob novas formas. Sob o zelo de cultura, escondia-se o diabólico intento de fazer discutir e criticar tudo, para que se abraçassem aquelas teorias que antes tinham sido condenadas, porque, segundo eles, não tinham sido inteiramente compreendidas. Entre os principais defensores desta nova doutrina se encontrava o padre Loisy (1857-1900), professor no Instituto Católico de Paris.
            Diante deste grande perigo, o Papa São Pio X procurou logo impedir qualquer infiltração errônea na doutrina da Igreja, e vigiou rigorosamente o comportamento do clero a fim de afastar quaisquer inovações e manter a todo custo a integridade da doutrina católica. Em primeiro lugar, ele ordenou que se fizesse uma sentença pública condenando as obras de Loisy No ano seguinte à sua eleição, denunciou a negação da ordem sobrenatural aplicada à ciência e à cultura do modernismo, que ele chamava como “o maior erro de nossos dias”.
            Em 1906, com uma Encíclica cheia de amargura, alertava os Bispos da Itália contra a propaganda modernista principalmente entre o clero jovem. Por um decreto do Santo Ofício, ordenou que os bispos e superiores gerais das ordens religiosas vigiassem para que tais erros não se infiltrassem no clero, especialmente nos seminários. A esta precaução, fez seguir a importante Encíclica Pascendi dominici gregis, pela qual condenava solenemente o modernismo e punha à luz as sutis expressões dessa doutrina. Até hoje esse documento brilha como um farol no combate pela tradição da Igreja.
            Essas doutrinas modernistas tinham nascido fora da Igreja, entre os protestantes, baseados principalmente em uma filosofia idealista que negava a capacidade da inteligência em conhecer a realidade. Embora o modernismo tenho nascido fora da Igreja, alguns católicos foram seduzidos por essas novidades, ao ponto de padres e bispos defenderem tais erros. A encíclica Pascendi foi um grande remédio a esse mal. Além dessa encíclica, para prevenir o clero do perigo dessa doutrina e corrigir aos que já tinham se inclinado ao modernismo, em 1910 o papa Pio X promulgou a fórmula de um juramento antimodernista, que os clérigos deveriam prestar antes da recepção de algum ofício eclesiástico ou da ordenação às ordens maiores. É de interesse saber que esse importante juramento antimodernista permaneceu em vigor até 1967: nesse ano, já respirando os ares modernistas do Vaticano II, o Papa Paulo VI fez cessar a obrigação desse juramento.

Causas e remédios contra o modernismo

            Na primeira parte da Encíclica Pascendi, São Pio X faz uma análise da doutrina do modernismo. Na segunda parte, escrita inteiramente por sua própria mão, o Papa passava a procurar as causas e os remédios do modernismo.
            A primeira causa do modernismo indicada pelo Papa é uma aberração do intelecto, acompanhado do amor de novidades e orgulho.
            Como remédio a esse mal, São Pio X indicava em primeiro lugar que nos estudos sagrados se seguisse a filosofia escolástica, com a precisão de que se referia à ensinada por Santo Tomás de Aquino.
            O Papa terminava a Encíclica anunciando a criação de um Instituto destinado a promover a ciência e a cultura com a colaboração dos mais ilustres estudiosos católicos, para demonstrar, uma vez mais, que a Igreja não é inimiga do progresso e da civilização. O mesmo e único Deus é autor tanto das verdades sobrenaturais, como das verdades naturais.



DATAS A LEMBRAR:

Domingo 01   - I Domingo depois da Páscoa
Quinta-feira 02 – Ascensão de Nosso Senhor

Sexta-feira 03 - Sagrado Coração de Jesus (1ª Sexta-feira do mês)
                        Missa em Niterói às 7:30 e no Rio às 18:30
Sábado 04      - Imaculado Coração de Maria (1º Sábado do mês)
                        Missa em Niterói às 18:30 e no Rio às 7:30

Domingo 05   - Domingo depois da Ascensão
Sábado 11      - Vigília de Pentecostes
                        (Festa Junina em Niterói)
Domingo 12   - Pentecostes
Domingo 19   - Santíssima Trindade
Quinta-feira 23 – Corpus Christi
Domingo 26   - II Domingo depois de Pentecostes
Quarta-feira 29 – São Pedro e São Paulo

Capela Nossa Senhora da Conceição – Niterói/RJ
(21) 2616-2504 PERMANÊNCIA EMAIL DA CSF

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