Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Santa Teresa de Lisieux. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Santa Teresa de Lisieux. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de maio de 2019

30 de maio: Santa Joana d'Arc

clique para ver mais imagens

30 de maio 

Santa Joana d'Arc 

a Donzela de Orleans  


Joana nasceu em Domrémy, aos 6 de janeiro de 1412, filha de Jaques d’Arc e de Isabelle Romée; teve tres irmãos e uma irmã: Jacques, Jean, Pierre e Catherine. Morreu em Rouen, no rogo, aos 30 de maio de 1431. Participou da Guerra dos Cem Anos, e das batalhas de Jargeau, Meung-sur-Loire, Beaugency, Patay, Compiègne e do Assédio a Orleans. O armamento: Janan deixara Chino com uma armadura branca, montando um cavalo negro. Trazia consigo uma espada que mandara buscar perto da igreja de Santa Catarina de Fierbois e uma pequeno machado na mão direita, enquanto o seu pajem levava o seu estandarte. Geralmente, levava ela mesma o estandarte porque não queria ferir mortalmente os seus inimigos. Talvez por ter se quebrado a primeira espada, Joana a substituiu por outra tomada a um soldado inimigo que havia feito prisioneiro. 


terça-feira, 3 de outubro de 2017

Fotos de Santa Teresinha de Lisieux

"Caso os santos voltassem para nos dizer o que pensam a respeito do que deles se escreveu, haveria muita surpresa... Decerto afirmariam amiúde que não se reconhecem no retrato que traçaram de suas almas."


Clique para aumentar





quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Sobre os Fioretti I: Ato devocional

O QUE É UM FIORETTO?

Fioretto significa, em italiano, uma pequena flor, uma florzinha. Possui dezenas de acepções, as mais importantes são estas: 
sacrifício, voto, abstinência, ato de renúncia, promessa feita voluntariamente, por devoção, à Virgem ou a Nosso Senhor Jesus Cristo; o nome deriva da oferta de uma flor sobre o altar;   
- antologia de histórias edificantes, ainda que não seja real, tipicamente medieval; 
- pequena arma de ponta usada na Esgrima

Não trataremos da arma, porque não tem relevância alguma para nós. Sobre os Fioretti como "histórias edificantes", basta, por ora, saber que a mais famosa coleção de Fioretti é a de São Francisco de Assis, intitulada "I Fioretti". Não foi escrita por ele, mas por um hagiógrafo, bem depois de sua morte. O Papa Pio XII também possui os seus FiorettiFalaremos desse tipo de Fioretti em outros posts, nos dias 26/01 e 02/02. Aguardem!  

No assunto em tela, hoje, o Fioretto é, portanto, pequeno sacrifício, um compromisso, um propósito que se oferece a Nossa Senhora ou ao Senhor Jesus Cristo para agradá-los, exatamente como quando se oferece uma flor. Não é necessário fazer grandes coisas ou enormes sacrifícios para fazer nascer inúmeras florzinhas no Jardim de Deus! O Fioretto é oferecido a Maria e a Jesus sem outra razão que o amor. Não serve para pedir algo!  

O Fioretto é, portanto, um sinal de nosso amor por Jesus e Maria Santíssima. 

Santa Teresinha de Lisieux tinha uma imensa estima pelos Fioretti, e no final de sua vida dizia que gostaria de "ter ensinado a todas as almas estes pequenos meios que para mim se revelaram muito úteis". 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

8 de abril: Venerável Teresa González Quevedo, Virgem

08 de abril


Venerável Teresa González Quevedo
Virgem

Instituto das Carmelitas da Caridade de Santa Joaquina de Vedruna.

 



A Venerável carmelita Maria Teresa González-Quevedo, que morreu jovem e era muito bonita. As matérias são de um site que valoriza a sua formação jesuítica, mas estejamos atentos no fato de que a moça se torna Irmã Carmelita da Caridade de Vedruna, uma Congregação Carmelitana. Além disto, sua vida possui diversas semelhanças com a vida de Santa Teresinha do Menino Jesus.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Quatro conselhos dos santos para a educação dos seus filhos

Vão aqui quatro preciosos conselhos dos santos para a educação dos seus filhos. Nem todas são exortações muito agradáveis aos ouvidos, mas, com certeza todas serão de grande valor para a sua família. 



Quatro conselhos dos santos para a educação dos seus filhos 

   
“Como poderão os filhos ser bons, se os pais não prestam? Só por milagre”. Com essa frase, Santo Afonso de Ligório resume a grave responsabilidade dos pais na formação da consciência de seus filhos. Como ensinou Nosso Senhor, pelos seus frutos os conhecereis. São muitíssimos os nomes de santos que tiveram pais ou mães igualmente virtuosos: Santo Agostinho e Santa Mônica, São Gregório Magno e Santa Sílvia, Santa Catarina da Suécia e Santa Brígida… e a lista se estende. São verdadeiramente almas gigantes, que só puderam se elevar porque receberam uma educação exemplar de seus pais.

Vão, aqui, quatro conselhos dos santos para você educar os seus filhos. Nem todas são exortações muito agradáveis aos ouvidos, mas, com certeza todas serão de grande valor para a sua família. 


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face

03 de Outubro 

Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face

Virgem 

http://sacragaleria.blogspot.com/2014/09/santa-teresa-do-menino-jesus-e-da.html
clique para ver mais imagens


A igreja modernista transferiu a festa para outra data. Nós continuamos seguindo o Calendário Litúrgico da Igreja Católica. 

Se Deus dá à Igreja Santos e Santas, não menos verdade é, que uma das primeiras condições de santidade é, fora da graça de Deus, a santidade dos progenitores. É justamente esta circunstância particular que se observa em relação à Santa Teresinha do Menino Jesus. Eram santos os pais.


Luís José Estanislau Martin, aos vinte anos, teve ardente desejo de tomar o hábito de São Bernardo, mas, reconhecendo que os desígnios Da Divina Providência eram outros, desistiu do plano. Zélia Guerin, jovem de muita piedade e caráter enérgico e franco, aspirava a ser admitida entre as irmãs de São Vicente de Paulo, e para este fim solicitou entrada na Congregação das mesmas, em Alençon. As superioras reconheceram não ser esta a vontade de Deus e, sem hesitação, disseram-lhe sua opinião a este respeito. Zélia, resignando-se com esta decisão, repetia , muitas vezes no íntimo da alma esta prece: 


“Meu Jesus, já que não sou digna de ser vossa esposa, como minha irmã querida (**), abraçarei o estado de matrimônio, para cumprir a vossa vontade santíssima. Peço-vos, porém, encarecidamente, sejais servido concerder-me muitos filhos, e que todos vos sejam consagrados”.

Deus, em sua paternal bondade, reservava para esta alma predileta o virtuoso jovem já mencionado e, graças a circunstâncias visivelmente providenciais, realizou-se o enlace matrimonial de ambos, aos 12 de julho de 1858, na Igreja de Nossa Senhora de Alençon. 

terça-feira, 4 de março de 2014

Santa Verônica e a devoção à Santa Face



VI Estação - Verônica enxuga o rosto de Cristo.

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos a ação heroica desta mulher, que se dá a pressa a enxugar a face de Nosso Senhor, tão desfigurada e dolorida! Esta oficiosa e diligente caridade afeiçoa e enternece o coração do Senhor, e o move a lágrimas.

V. O seu rosto ensanguentado, por Verônica enxugado, eis, no pano apareceu.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R. Tende piedade de nós Senhor!
 

SANTA VERÔNICA E A DEVOÇÃO À SANTA FACE


Santa Verônica ou Berenice, de acordo com o "Acta Sanctorum" publicado pelos bolandistas, foi uma mulher piedosa de Jerusalém que, comovida com o sofrimento de Jesus ao carregar a Cruz até o Gólgota, limpou com seu véu a Santa Face: e, então, a imagem de seu rosto estava milagrosamente impresso nele.


O nome "Verônica" em si é uma forma latinizada de "Berenice", um nome macedônico que significa "portador da vitória" (correspondente à em grego: phere-nikē). A etimologia popular atribui sua origem às palavras "verdade" (em latim: vera) e "imagem" (em grego: eikon). 


A Encyclopaedia Britannica diz o seguinte sobre Verônica:

“Eusébio conta como em Cesareia de Filipe vivia uma mulher a quem Cristo havia curado de um problema de hemorragia (Mateus 9:20-22). A história não demorou em lhe dar um nome. No ocidente, foi identificada com Marta de Betânia. No oriente, ela foi chamada de Berenike, ou Beronike, o nome aparecendo em obras tão antigas quanto os "Atos de Pilatos", cuja primeira versão é do século IV d.C. É interessante notar que a derivação do nome Verônica das palavras Vera e Icon (eikon) também é antiga e aparece em "Otia Imperialia" (iii, 25) de Gervásio de Tilbury (fl. 1211), que diz: "Est ergo Veronica pictura Domini vera".

A Enciclopédia Católica de 1913 diz o seguinte sobre a história de Verônica:

“A crença na existência de imagens autênticas de Cristo está ligada à velha lenda do rei de Edessa, Abgar, e o texto apócrifo conhecido como "Mors Pilati" (O Evangelho da morte de Pilatos). Para distinguir em Roma a mais conhecida e mais antiga destas imagens, ela foi chamada de vera icon (imagem verdadeira), que na língua comum se transformou em "verônica".

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Padrões duplos de bons católicos usando métodos naturais de planejamento familiar (MNPF)

Família Kilmer
Católicos de Washington
Há muito tempo atrás, eu comecei a ter minhas primeiras dúvidas sobre a maneira pela qual os MNPF eram frequentemente apresentados. Lembro-me de ouvir algo assim: “Com os MNPF, os casais podem ter 99% de certeza de não ter outra criança” ou “Tão bom como a contracepção, mas sem os riscos para a saúde (dos contraceptivos)”. E isso foi dito aos jovens casais sem nenhum problema grave de saúde.

Depreende-se que os MNPF eram promovidos de forma anti-vida. Parecia que uma mentalidade contraceptiva permeava a maioria destas apresentações supostamente pró-vida, pró-família.

Eu vim a acreditar que essas atitudes em relação à vida conjugal e maternidade são realmente prejudiciais a causa pró-vida.

Neste artigo, eu gostaria de examinar algumas das maneiras mais sutis da mentalidade contraceptiva que tem permeado a sociedade, e até mesmo o pensamento de alguns católicos mais sérios.


Quando MNPF não é ter uma família...

sábado, 14 de setembro de 2013

DICI, Bergoglio e o WJC

Bom, eu nada sei e me pergunto como nossos conhecidos que seguem a quimera de dom Fellay explicam o fato de que já não se "critica" mais o Vaticano/Bergoglio/Concilio Vaticano II/igreja conciliar como "antigamente", coisa de poucos anos atrás. E trago mais um exemplo claro disso: 

O DICI - que todos estão carecas de saber que é órgão de comunicação oficial da Neo-FSSPX - há algum tempo (o mesmo do "antigamente" a que me referi) deixou de dizer e defender a Verdade, preferindo abusar dos respeitos humanos, vergonhosamente. Na melhor das hipóteses, porque a pior seria que se passou para o lado de lá... Pois bem, quando o sr, Bergoglio, alias Bispo de Roma, promulgou como sua a encíclica de Bento XVI, o DICI se limitou a comentar o fato, sem "opinar". 

Hoje, isso se repete. Ao noticiar fatos e eventos da era bergogliana, o órgão de comunicação oficial de dom Fellay repercute a visita mais ilustre da semana: a dos "irmãos mais velhos", os sionistas do World Jewish Congress (WJC). É uma nota perfeitamente jornalística, sem um mínimo de doutrina católica, como se ele tivesse recebido uma turminha de alunos de catequese de alguma paróquia romana... Simples assim. Além de recordar que Bento XVI já os tinha recebido em 2005, enfatizando que o "predecessor, Paulo VI, e de uma forma particular, João Paulo II, fizeram passos significativos para melhorar as relações com o povo judeu", e que era sua intenção "continuar neste caminho". 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Os Santos e a Eucaristia

Os Santos e a Eucaristia


Desde que Jesus instituiu a Eucaristia na Santa Ceia, a Igreja nunca cessou de celebrá-la, crendo firmemente na presença do Senhor na Hóstia consagrada pelo sacerdote legitimamente ordenado pela Igreja. Nunca a Igreja duvidou da presença real do Corpo, Sangue, Alma e Divindade do Senhor na Eucaristia. Desde os primeiros séculos os Padres da Igreja ensinaram esta grande verdade recebida dos Apóstolos.

Aqui vou reunir frases dos Santos da Igreja Católica sobre o Sacramento que é, segundo São Bernardo, "o Amor dos amores", e irei atualizar conforme aparecerem mais frases. Sempre que possível, colocarei a referência do lugar (livro, obra, escritos etc., não do blog) de onde se tirou a frase. Se houver algum erro, agradeceria que me informassem. 




Concílio de Trento

  • [Nosso Salvador está presente com a sua humanidade não só à direita do Pai, segundo o modo de existir natural, mas também no Sacramento da Eucaristia] “segundo um modo de existir, que nós, com palavras mal conseguimos exprimir, mas com a inteligência iluminada pela fé podemos reconhecer como possível a Deus, e que devemos aceitar firmissimamente como real”. Decr. De Ss. Euchar., c. 1.
  • “Neste dom da Eucaristia, Cristo quis derramar todas as riquezas do amor que reservava para os homens”.
  • “No sublime sacramento da santa Eucaristia, depois da consagração do pão e do vinho, nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, está contido verdadeira, real e substancialmente sob a aparência das coisas sensíveis”. (Decreto Sobre o Sacramento da Eucaristia, Cap. 1: A presença real de nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento da Eucaristia)
  • “Por último, no seu afeto paternal, o Sagrado Sínodo adverte, exorta, pede e roga, 'pelas entranhas da misericórdia de nosso Deus', que todos e cada um dos cristãos acabem já agora por se reunir e concordar neste 'sinal da unidade', neste 'vínculo da caridade', neste símbolo de concórdia; e que, lembrados da grande majestade e do tão alto amor de nosso Senhor Jesus Cristo, que deu a sua dileta alma como preço da nossa salvação e deu a 'sua carne como alimento',  creiam e venerem estes sagrados mistérios de seu Corpo e Sangue com tal constância e firmeza de fé, com tal devoção, piedade e culto, que possam receber frequentemente aquele Pão supersubstancial.  Deveras seja para eles vida verdadeira da alma e saúde perene do espírito, tanto que, 'robustecidos pelo seu vigor', possam da miserável peregrinação da terra passar à pátria celeste, onde sem nenhum véu venham a comer o mesmo 'Pão dos Anjos'  que presentemente comem oculto por sagrados véus”. Decr. De Ss. Euchar., c. 8.
  • “Remédio pelo qual somos livres das falhas cotidianas e preservados dos pecados mortais”.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Os Doutores da Santa Igreja Católica Apostólica Romana

Do importantíssimo site Volta para Casa (infelizmente o link aqui é inútil, tendo em vista que o site parece estar fora do ar), uma excelente leitura sobre os 

clique na imagem para ampliar e/ou imprimir

Doutores da Santa Igreja Católica Apostólica Romana

  
Na Santa Igreja Católica Apostólica Romana, há trinta santos doutores, os quais com seus escritos defenderam a Santa Igreja das perseguições heréticas. Alguns deles são religiosos e teólogos, outros são chamados também "Santos Padre da Igreja". Há doutores da Igreja segundo a Tradição, como por exemplo 4 doutores latinos e 4 doutores gregos; os outros são solenemente proclamados, com a indicação do ano da proclamação.

Não entram, aqui, no quadro dos doutores da Igreja, Santa Teresa de Ávila, Santa Catarina de Sena e Santa Teresa de Lisieux (sendo que a primeira e a segunda foram proclamadas doutoras por Paulo VI e a última, por João Paulo II), pois esse título somente pode ser dado a homens, simplesmente pela palavra de São Paulo Apóstolo que diz: «A mulher ouça a instrução em silêncio, com espírito de submissão. Não permito à mulher que ensine nem que se arrogue autoridade sobre o homem, mas permaneça em silêncio» (I Tm 2,11-12). De Santa Teresa de Ávila, disse o Papa Bento XIV: «Ela escreve quase como uma doutora». Também pode-se dizer que, na Missa dos doutores, o intróito começa dizendo: «In médio Ecclésiæ», e as mulheres não podem ensinar, como disse São Paulo acima (I Tm 2,11-12).


_

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Caso Thiberville - Tradição x CVII: 1x0

A resistência compensa

O blog Rorate Caeli traz a notícia da conclusão, embora não satisfatória, do caso Thiberville:

Pe. F. Michel
Uma pequena igreja em uma pequena aldeia - mas a apenas alguns km a sudoest de sua velha igreja paroquial. Padre Francis Michel, o heroi de Thiberville, tornar-se-á o reitor da menor igreja de sua diocese, em Le Planquay (5 km de Thiberville  Normandia). A sua resistência compensou - mesmo que não seja uma solução perfeita, o intervento direto da Congregação pelo Clero, por meio de seu mediador designado (o Bispo Mons. Boulanger, de Bayeux/Lisieux), assegurou que o ordinário local, Mons. Nourrichard, não poderia manter o Padre Michel mais do que a uma curta distância do seu caro rebanho.

É mais fácil de dizer do que fazer, o sabemos, mas nós continuamos a crer que os sacerdotes que não têm nada a esconder não devem temer represálias por defender a Tradição: um Bispo hostil pode fazer apenas muito dano  


(Fonte: Perepiscopus ). 


Fonte:Rorate Caeli

domingo, 30 de outubro de 2011

Um filme perpétuo


Por Ele, com Ele e nEle

   Para que se compreenda bem a imponente majestade da Missa, evocarei agora, cheio de emoção, um gesto do celebrante que resume admiravelmente todo o ideal de glorificação da Trindade pelo admirável Pontífice e Mediador da Santa Missa. Parece-me que nesse momento, mil vezes sublime, os nove coros dos Anjos, toda a assembléia dos Santos, e o Purgatório, circundando de perto o celebrante, bebem suas palavras e ficam suspensos a seus gestos, impregnados de divina majestade.
   Pouco depois da consagração, o sacerdote, tendo na mão direita a Hóstia divina, traça com Ela cinco cruzes sobre o Priciosíssimo Sangue, dizendo: "Por Ele, com Ele e n'Ele, a Ti, Deus Pai Onipotente, na unidade do Espírito Santo, damos toda honra e glória!" e, com essas palavras, eleva ao Céu a Hóstia e o Cálice juntos.
   Sublinhemos com ardor a grandeza inexplimível desse gesto, divino entre todos...
   O próprio genial São Paulo, descendo do terceiro Céu, teria tido a eloquência necessária para explicar-nos toda a majestade dessa fórmula litúrgica, de infinita riqueza de significado?
   Por Ele, o Homem-Deus de Belém, do Tabor e do Calvário, realmente presente nas mãos do padre, tal como estava presente nas mãos de Sua Mãe Santíssima...
   Com Ele, o Homem-Deus crucificado, morto e ressuscitado... que subiu aos céus e está sentado, como Deus à direita do Pai, e a quem o Pai conferiu todo poder no céu e na terra...
   N'Ele, o Homem-Deus, por Quem e para Quem tudo foi criado, que foi constituído Rei imortal, e que virá sobre as nuvens do céu, como Juiz, a julgar os vivos e os mortos...
   Sim: por Ele, com Ele e n'Ele, glória infinita à Trindade adorável e augusta!
   Se neste momento lhe fora milagrosamente revelado, em clarão divino, toda a significação desse gesto, morreria o celebrante, não de temor, porém de emoção e júbilo!
   Somente à Virgem-Mãe coube o insigne privilégio de antecipar-se ao padre, mediante a oblação por Ela feita do Filho ao Pai, em Belém, no templo de Jerusalém, e no Calvário.
   Não é, pois, exato ser a Santa Missa o hino oficial de glória, único digno da Trindade augusta?
   E nessa ordem de idéias, saboreemos deliciosamente a magnífica estrofe desse hino, pelo próprio Cristo ensinando aos apóstolos, e tal como Ele o canta no Altar, pela voz e liturgia da Igreja: "Pai nosso que estais no céu... Pai santificado seja o Vosso nome!... Pai, venha a nós o Vosso reino!... Pai, seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no céu!..."
   Consideremos que o orante que assim reza é o próprio Verbo Encarnado, o Filho de Deus e de Maria Santíssima, que no Altar exalta a glória d'Aquele que é Seu Pai e nosso Pai!
   Podemos pois afirmar que a criação do Universo, tirado do nada, é apenas pálida centelha de glória, quando comparada à glória que Jesus, Grão-Sacerdote, rende no Altar às Três Pessoas da Trindade augusta.
   E agora, fixos o olhar e o coração no Gólgota do Altar, façamos uma audaciosa hipótese, legítima e verossímil criação de nossa fantasia... o próprio Senhor a utilizou para pintar os inimitáveis quadros de Seus discursos figurados e de Suas incomparáveis parábolas.
   Suponhamos que, desde os tempos dos imperadores romanos Augusto e Tibério, já tivessem sido descobertos e vulgarizados os maravilhosos aparelhos de televisão, com aperfeiçoamento ainda maior que os de hoje. (Como atualmente, diria o Pe. Mateo). E suponhamos que César, informado por seus agentes acerca da emoção produzida na Palestina pela prédica de Jesus, e sobre a resolução do Sinédrio de fazê-Lo morrer, houvesse ordenado a Pilatos o envio a Roma, juntamente com os autos do processo, de um filme do drama da crucifixão do pretenso Rei dos Judeus.
   Qual não seria nossa indizível emoção se esse filme sonoro-visual, reprodução exata, fotográfica, do deicídio da Sexta feira Santa, nos fosse exibido nas igrejas, antes do Santo Sacrifício da Missa! Tal filme seria uma visão autêntica, de ordem natural e científica, do divino drama da nossos altares. Ele nos permitiria ouvir as sete palavras de Jesus, e também as blasfêmias pronunciadas pelos inimigos diante da vítima adorável. Veríamos com os próprios olhos o que viram as três testemunhas fiéis, Maria, João e Madalena, desde o meio-dia até as três horas da tarde.
   Pois bem: infinitamente maior do que tudo isto é a maravilhosa realidade que, através do fino e transparente véu, nos mostra a Fé, incapaz de nos enganar, quando, bem instruídos e piedosos, assistimos ao Santo Sacrifício! o filme teria apresentado um fato passado, tal como o santo sudário de Turim, ao passo que a Santa Missa nos oferece uma realidade atual e presente!
   Essa mesma Missa, renovada, reproduzida, prolongada, através do tempo, constitui essencialmente nossa Missa quotidiana... Mais uma vez insistimos: não se trata de um belo símbolo religioso, ou de um filme admirável tirado, digamos, pelos Anjos: trata-se da admirável e divina realidade do Calvário, exatamente reproduzida no Altar, exceto a dor e o derramamento de sangue, pois a Vítima eucarística é hoje impassível, porque gloriosa.
   É nesses princípios que se baseia o Concílio de Trento ao declarar que o Santo Sacrifício realiza, antes de tudo, uma obra de estrita justiça, resgatando as nossas faltas com o "Sangue do Cordeiro que apaga os pecados do mundo".
   É fato verificado, de ordem sobrenatural, que o Santo Sacrifício nos salva, aplacando a Justiça divina quando oferece, no Cálice, o preço já oferecido no Calvário. Sem tal resgate - único adequadro - não teriam remissão os nossos delitos. Felizmente para nós, porém, Jesus morreu exclamando: "Pai, perdoa-lhes!"
   Uma vez consumada a obra de rigorosa justiça, irrompe a misericórdia como sol fulgurante. Firma-se a reconciliação entre o céu e a terra revoltada... Deus, porém, exige a constante aplicação do Sangue redentor às cicatrizes de nossas almas pecadoras, o qual, derramado outrora no Calvário, enche agora o Cálice do Santo Sacrifício!
   É de toda conveniência salientar com nitidez a diferença entre o Gólgota de Jerusalém e o Calvário de nossos Altares. Este é um Tabor glorioso, embora sempre purpureado de um sangue adorável... Digo, "glorioso" pois a Vítima que se imola é o Homem-Deus ressuscitado, vencedor da morte na madrugada do Domingo de Páscoa.
   Ao mesmo tempo que Tabor, o Altar é também legítimo Calvário, radioso porque revestido dos esplendores da Ressurreição.
   Ah! se não existisse o véu discreto do Mistério, nem mesmo o Santo Cura d'Ars teria ousado celebrar o Santo Sacrifício... e Santa Teresinha de Lisieux teria hesitado em aproximar-se da Mesa Santa, de tal modo a glória do Senhor ofusca, aos olhos dos Anjos, o celebrante e os fiéis. Assim, graças a penumbra do Mistério, torna-se o Altar acessível, e até convidativo, embora esteja muito mais perto do Céu que o próprio Sinai.
   Assim compreendida, a oração oficial do Cristo Mediador durante a Missa é a única que tem o poder de atravessar as nuvens, indo atingir e empolgar o Coração do Pai... Esta súplica é verdadeiramente uma onipotência, pois que jorra do próprio Coração de Jesus, Mediador todo-poderoso. É Ele mesmo quem no-lo declara: "O Pai me ouve sempre!" Quando Ele reza, Ele ordena. Sua palavra realiza o que pede, pois Ele é Deus! Eis porque nossa primeira oração espontânea, nas visitas ao Santíssimo Sacramento, na adoração eucarística ou quando fazemos adoração noturna no lar, e sobretudo quando assistimos ao Santo Sacrifício, deveria ser sempre o "Cânon" da Missa, fórmula litúrgica mil vezes sagrada e venerável, por seu conteúdo dogmático e por sua antiguidade. Poderíamos desta forma unir-nos, em todas as horas do dia e da noite, aos milhares de celebrantes que elevam, como rutilante arco-íris, a Hóstia e o Cálice... E por meio deste tão simples impulso do coração, realizaríamos esplendidamente o "Glória a Deus nas alturas" dos Anjos, na noite de Natal.



Extraído do Livro JESUS, REI DE AMOR, pelo Pe. Mateo Crawley-Boevey, SS. CC.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Santo Anjo da Guarda e Santa Teresinha

Duas novenas começam no fim de Setembro: dia 23 a Novena ao Santo Anjo da Guarda e dia 24 a Novena a santa Teresinha.


SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS (OU DAS ROSAS)


Santa Teresa de Lisieux, conhecida por Teresinha do Menino Jesus, é uma das Santas mais características por sua espiritualidade.

Seu culto se espalhou em pouco tempo por todos os recantos do mundo católico.

Teresinha nasceu em Alençon, norte da França, aos 2 de janeiro de 1873. Seus pais, quando jovens, aspiravam, ambos, a se consagrarem a Deus na vida religiosa, mas por circunstâncias especiais não foram aceitos. Então a jovem Zélia Guerin, futura mãe de Teresinha, disse: "Meu Jesus, já que não sou digna de ser vossa esposa como irmã, abraçarei o estado matrimonial para cumprir vossa vontade. Peço-vos, porém, encarecidamente, conceder-me muitos filhos e que vos sejam consagrados".

Daquele santo casal nasceram nove filhos. Três faleceram em tenra idade, os demais, todas meninas, tornaram-se religiosas conforme o desejo da mãe.

Teresinha ficou órfã de mãe aos quatro anos e sentiu muito esta falta. O pai, depois da morte da esposa, mudou-se com a família para Lisieux, onde tinha um cunhado cuja esposa zelava pela educação das filhas.

Teresinha cresceu num ambiente de amor puro e de fé profundamente vivencial e, sendo a caçula do lar, era chamada pelo pai "a minha rainhazinha". As irmãs mais velhas, uma após outra, consagraram-se a Deus na vida religiosa. Teresinha alimentava uma santa inveja da opção das irmãs desejando, quanto antes, acompanhá-las na consagração a Deus.

Com a idade de 15 anos, recebeu do Papa Leão XIII a permissão de entrar no Carmelo de Lisieux. Viveu no Carmelo mais oito anos. "Que poderia ter realizado de extraordinário em tão curta existência? Graças a sua autobiografia, com o título História de uma alma, sabemos que a jovem carmelita não fez nada de extraordinário, apenas cumpriu extraordinariamente bem os seus deveres de monja enclausurada. Num momento de entusiasmo, Teresinha escreveu que, por amor ao Amor Supremo, desejava ser cavaleiro das cruzadas, padre, apóstolo, evangelista, missionário, mártir. "Compreendi, escreve, que só o amor fazia agir os membros da Igreja e que se o amor viesse a se extinguir, os apóstolos não anunciariam mais o Evangelho, os mártires recusariam derramar o seu sangue... Compreendi que o amor encerra todas as vocações e que o amor é tudo, abraça todos os tempos e todos os lugares... Numa palavra, o amor é eterno... encontrei minha vocação: o amor!"

Estas palavras poderiam parecer românticas, se não fossem corroboradas pela vida de oração, de sacrifícios, de provações, de penitências e de imolação no dia-a-dia da existência de Teresinha como Carmelita.

Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus, pela salvação das almas, e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o pai, livre igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus, e tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou a pequena via da infância espiritual.

O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária "desde a criação do mundo, até a consumação dos séculos". Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia, e como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.

Proclamada principal padroeira das missões em 1927, padroeira secundária da França em 1944. Ela mesma testemunha que a primeira palavra que leu sozinha foi: "céus"; agora a última sua entrada nesta morada, pois exclamou : "meu Deus, eu vos amo...eu vos amo". 

domingo, 22 de maio de 2011

A CORAGEM

C
A CORAGEM



Ó Senhor, fazei de mim um soldado forte e corajoso no Vosso serviço.



Quando mais uma alma ama o Senhor, tanto mais corajosa será para empreender, por Seu amor, qualquer obra por mais árdua que seja. O medo da fadiga, do sofrimento ou do perigo é o grande inimigo da fortaleza: paralisa a alma e fá-la recuar perante o dever. A coragem, pelo contrário, impele-a, fazendo-a enfrentar seja o que for para se manter fiel a Deus. Assim, a coragem leva-a a abraçar mesmo a morte ou o martírio se for necessário para não faltar ao dever. O martírio é o ato supremo da fortaleza cristã, ato que não é pedido a todos e que, todavia, é bom não excluir da nossa perspectiva. Todo o cristão é, por assim dizer, um mártir em potência, no sentido de que a virtude da fortaleza, infundida nele no batismo e na confirmação, o torna capaz, em caso de necessidade, de sacrificar até a própria vida por amor de Deus. E se de fato nem todos os cristãos são chamados a dar ao Senhor este supremo testemunho, todos, porém devem viver como soldados valentes, habituando-se a nunca desertar – nem pouco nem muito – do próprio dever, por temor do sacrifício.



É verdade que a virtude da fortaleza não nos isenta do temor e da confusão que invadem a nossa natureza em presença dos sacrifícios, dos perigos e, sobretudo, em presença do perigo de morte; porém a fortaleza, como as demais virtudes, exercita-se com a vontade e, por consequência, é possível realizar atos de coragem apesar do temor que invade a parte sensível. Nestes casos a coragem cumpre uma dupla função: vencer o temor e enfrentar os deveres difíceis. Tal foi o supremo ato de fortaleza realizado por Jesus no Jardim das Oliveiras quando aceitou beber o amaríssimo cálice da Sua Paixão, apesar da angústia da Sua humanidade.



Associando-nos a este ato do Salvador, acharemos força para abraçar todos os deveres difíceis.


Leitores