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quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Sobre o fiel rezar o Rosário durante a Missa

El Rosario
Jose Gallegos Y Arnosa

Sobre o fiel rezar o Rosário durante a Missa


É uma dúvida que alguns neófitos costumam ter: o que faço durante a Missa? Não entendo o latim, não tenho ou não sei usar o Missal/Ordinário da Missa... Posso rezar? 

E temos a resposta: pode, sim! Vejamos o que diz o Catecismo de São Pio X:

667) Impede ouvir a Missa com fruto a recitação do Rosário ou de outras orações durante o Santo Sacrifício?
A recitação destas orações não impede ouvir com fruto a Missa, desde que haja um esforço possível de seguir as cerimônias do Santo Sacrifício. 

E não somente o Rosário ou Terço, mas outras preces.

668) É coisa boa também rezar pelos outros, quando se assiste à Santa Missa?
É coisa boa rezar também pelos outros, quando se assiste à Santa Missa; e até o tempo da Santa Missa é o mais oportuno para rezar pelos vivos e pelos mortos.

Corrobora esta resposta um trechinho da Encíclica "Mediator Dei", do Papa Pio XII:
Não poucos fiéis, com efeito, são incapazes de usar o Missal Romano ainda quando escrito em língua vulgar; nem todos são capazes de compreender corretamente, como convém, os ritos e as cerimônias litúrgicas. A inteligência, o caráter e a índole dos homens são tão vários e dissemelhantes que nem todos podem igualmente impressionar-se e serem guiados pelas orações, pelos cantos ou pelas ações sagradas feitas em comum. Além disso, as necessidades e as disposições das almas não são iguais em todos, nem ficam sempre as mesmas em cada um. Quem, pois, poderá dizer, levado por tal preconceito, que tantos cristãos não podem participar do sacrifício eucarístico e aproveitar-lhe os benefícios? Certamente que o podem fazer de outra maneira, e para alguns mais fácil: por exemplo, meditando piamente os mistérios de Jesus Cristo ou fazendo exercícios de piedade e outras orações que, embora na forma difiram dos sagrados ritos, a eles todavia correspondem pela sua natureza(Mediator Dei, n. 98, de 20 de novembro de 1947.)

É tradição antiquíssima de piedade rezar o Rosário durante a Missa. Como sabemos, o protagonismo dos leigos é inovação pós-conciliar, típica da visão protestante de que o leigo é participante ativo da Missa, uma ideia deformada do Sacerdócio. Tenhamos presente que um Padre sozinho pode rezar a Missa sem que ninguém o ajude ou responda às orações, e que, por outro lado, nenhum leigo tem o poder de celebrar uma Missa, de consagrar uma hóstia ou de ministrar a Comunhão... 

São Leonardo de Porto Maurício, grande apóstolo da Santa Missa e da Eucaristia, assim se expressou sobre o tema em seu extraordinário “O Tesouro Oculto, Méritos e Excelências da Santa Missa”: 
Eis o meio mais adequado para assistir com fruto à Santa Missa: consiste em irdes à igreja como se fôsseis ao Calvário, e de vos comportardes diante do altar como o faríeis diante do Trono de Deus, em companhia dos santos Anjos. Vede, por conseguinte, que modéstia, que respeito, que recolhimento são necessários para receber o fruto e as graças que Deus costuma conceder àqueles que honram, com sua piedosa atitude, mistérios tão santos”. 

Ir à Missa é ir ao Calvário. Estar diante do altar é estar diante da Cruz no alto do Gólgota. E quem estava com Nosso Senhor nesses eventos compartilhando o Seu sofrimento? A Corredentora: “Stabat Mater Dolorosa iuxta Crux lacrimosa”... Em prece e lágrimas, Maria meditava.  

Recorrer a Ela, para melhor participar dos frutos da Santa Missa, não só é útil, como sábio. Então, pode-se com Ela meditar “piamente os mistérios de Jesus Cristo”, no simples e humilde papel de leigo. 

É de se notar, ainda, que a Santa Missa e o Rosário guardam certas semelhanças sutis: ambos contêm repetições que não são as que Nosso Senhor proibia, as vazias de sentido e razão, e que os modernistas pretenderam cortar, por “inúteis” (SIC!).  

Na Missa, repetem-se os beijos no altar, o Confiteor, os Kyrie, os “Dominus Vobiscum” sucedidos pelos “Et cum spiritu tuo”, os inúmeros "Amen", o triplo “Domine, non sum dignus” dito pelo Sacerdote e, depois, pelos fiéis, e os diversos sinais da Cruz, e o ajoelhar/sentar/levantar respeitoso, e o Sacerdote que se vira para o povo e para o altar de novo... Há, nessas repetições todas, a solenidade do culto que se deve a Deus. Já no Rosário, as Ave-Marias se sucedem, uma após a outra, e ainda os Padre-Nossos e os Glórias; não mecanicamente, soltando palavras ocas pela boca, mas harmoniosamente, quase como um canto, um hino, uma poesia. Outra semelhança que guardam, a Missa e o Rosário, é a concentração mental e espiritual nos mistérios que estão se desenvolvendo (na Missa) ou meditando (Rosário), mirando em Nosso Senhor e sua Santa Mãe, e não na plateia eventual. Ambos requerem também método e disciplina, do corpo e da alma. São um exercício de virtudes, sobretudo para vencer a distração, arma do diabo para nos desestimular e afastar nosso pensamento e coração de Cristo. Em ambos também há a parte sensível, física: na Missa, temos o pão, o vinho, a água, o missal... No Rosário, temos as contas e continhas que rolam pelos nossos dedos, e nossos olhos eventualmente se fixam em alguma imagem para vencer a distraçãoA Missa e o Rosário, de igual maneira, atravessaram séculos quase que inalterados, e são de origem sobrenatural: dádivas dos Céus para nosso bemEm ambos, Nossa Senhora é lembrada e honrada: na Missa, mesmo nos dias que não Lhe são particularmente dedicados, Seu Nome é pronunciado algumas vezes. No Rosário, nem se fala... Na Missa, há inúmeras orações, há uma cadência harmônica, repetida, há pausas, há meditações, como no Rosário. E estas semelhanças não são um motivo a mais para, querendo, se rezar o Rosário durante a Missa? 

Não se trata de decretar que seja o melhor modo, mas, certamente, é um modo frutuoso de assistir à Santa Missa. Em diversos devocionários e em alguns missais, os autores listam os métodos ou modos de assistir à Missa, como no Manual do Cristão, do Padre Leonard Goffinè, o qual listou sete métodos proveitosos de "ouvir Missa", e o Rosário é um deles, ou, como disse São Leonardo, o "mais adequado". 

Giulia d'Amore
 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

O que não te contam sobre a vacina


O QUE NÃO TE CONTAM SOBRE A VACINA


Quem tiver algum dano na saúde ou morrer em decorrência da vacinação contra a Covid19 e suas variantes, pode não ter direito ao seguro de vida que vem pagando para esse fim. Vejamos o que ocorre na Europa: 

Na Suíça, recentemente, houve uma centena de pedidos de indenização por danos decorrentes da vacina. Todos foram negados pela Justiça, que entendeu que o Governo não é responsável, apesar de obrigar os cidadãos a tomá-la, e remeteu a responsabilidade às farmacêuticas, aos médicos ou aos planos de saúde (Fonte). 

Na França, também há poucos dias, morreu um riquíssimo empresário parisiense, que havia feito um seguro de vida de vários milhões de Euros em benefício dos seus filhos e netos. Morreu por causa da vacina contra a Covid19. A seguradora não pagou o prémio de vários milhões de Euros graças à decisão de um tribunal que declarou que a adesão a um “experimento” que tem entre seus efeitos colaterais anunciados a morte é o mesmo que suicídio, e tomar um tal medicamento voluntariamente (ainda que sob pressão social, emocional ou que tais) é um risco não coberto pelo contrato (Fonte). 

terça-feira, 3 de setembro de 2019

A Beatificação e Canonização de Pio X



Papa PIO XII

Sobre a Beatificação 

e Canonização de Pio X


I M P R I M A T U R
POR COMISSÃO ESPECIAL DO EXMO.
E REVMO. SR. DOM MANUEL PEDRO
DA CUNHA CINTRA, BISPO DE PETRÓPOLIS.
FREI DESIDÉRIO KALVERKAMP, O. F. M.
PETRÓPOLIS, 15-5-1958.

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BEATIFICAÇÃO DE PIO X
I. Breve Quoniam, de Beatificação de Pio X, de 3-VI-1951; II. Discurso na tarde do mesmo dia 3-VI-1951 à multidão de fiéis aglomerada na Praça de S. Pedro, no ato de veneração de Pio X;
CANONIZAÇÃO DE PIO X
III. Discurso quando da Canonização, 29-V-1954.

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BEATIFICAÇÃO DE PIO X 


O Santo Padre Pio X foi elevado às honras dos altares em solene cerimônia celebrada na Basílica do Vaticano, em 3 de junho de 1951. Arquivamos a versão portuguesa do Breve Quoniam, pelo qual lhe foi reconhecido o título e o culto de Beato, e a do discurso que Sua Santidade Pio XII dirigiu na tarde do mesmo dia à multidão de fiéis aglomerada na Praça de S. Pedro, no ato de veneração ao seu glorioso Predecessor. 


I. Breve Quoniam, de Beatificação de Pio X, de 3-VI-1951


1. Porque “Cristo amou a Igreja e se entregou a si mesmo para a santificar” (Ef 5, 25), nunca faltaram nem poderão faltar, entre os fiéis, os que se avantajem aos outros em virtude, de modo que os seus exemplos sejam propostos à imitação. Por isso, em todos os tempos, uma nobilíssima falange de Santos e de Bem-aventurados, ingente multidão “que ninguém pode contar, de todas as nações e tribos e línguas” (Apoc 7, 9), homens e mulheres de todas as idades e condições, não cessarão de acrescer a beleza e multiplicar a alegria da Esposa de Cristo, até à consumação dos séculos. 

2. A essa fulgidíssima falange até a Nós, que, embora sem méritos, estamos ao leme da Barca de Pedro em tempos tão procelosos, concedeu o benigníssimo Senhor que, especialmente no passado Ano Santo, acrescentássemos muitos ilustres heróis, cujo triunfo celebramos com grande alegria do Nosso espírito. Mas aprouve à suavíssima clemência de Deus conceder hoje ao Vigário de Cristo na Terra uma graça que, há mais de dois séculos, isto é, desde o ano de 1712, em que Pio V foi inscrito no cânone dos Santos por Clemente XI, não foi concedida a nenhum dos Nossos Predecessores: poder agregar ao número dos Bem-aventurados outro Sumo Pontífice, um Pontífice que Nós próprio conhecemos, cujas exímias virtudes admiramos de perto, ao qual prestamos dedicada e devotamente a Nossa colaboração — Pio X

3. Nasceu Ele na humilde aldeia de Riese, na diocese de Treviso, a 2 de junho de 1835, filho de João Batista Sarto e Margarida Sanson, ambos de condição humilde, mas ilustres pela honestidade e virtude antiga, aos quais Deus circundou de uma coroa de dez filhos. Batizado no dia seguinte, recebeu o nome de José Melchior. Menino de índole vivaz e alegre, sob a direção da sua estilosíssima mãe distinguiu-se de tal modo na piedade que o pároco da freguesia não duvidou proclamá-lo “a mais nobre alma” da paróquia. Depois de completar os estudos elementares na escola local, levado pelo seu grande desejo de estudar mais, frequentou os estudos secundários, dirigindo-se para isso todos os dias, durante quatro anos, muitas vezes de pés descalços, ao próximo povoado de Castelfranco. Recebeu o Sacramento da Confirmação em 1º de setembro de 1845, e fez a Primeira Comunhão em 6 de abril de 1847 e, como mostrasse constante vontade de abraçar o estado eclesiástico, em setembro de 1850 mereceu ver satisfeito o seu ardente desejo de receber as vestes talares e em novembro seguinte, mercê do interesse do Cardeal Tiago Mônico, Patriarca de Veneza e seu patrício, entrou, radiante de alegria, no prestigioso Seminário de Pádua. Quanto aí progrediu em piedade e doutrina pode facilmente deduzir-se do seguinte testemunho dos superiores daquele Seminário: “a nenhum inferior em disciplina, de grandíssima inteligência, de suma memória, de máxima esperança” (Arquivo do Sem. de Pádua). Os fatos confirmaram plenamente a previsão. Ordenado sacerdote na igreja principal de Castelfranco em 18 de setembro de 1858, alguns dias depois celebrou solenemente a Missa-Nova (não se trata da missa protestantizada de Paulo VI, por óbvio) na terra natal, em meio da maior alegria dos seus, sobretudo da sua digníssima mãe, bem como de todos os conterrâneos. No mês de novembro, foi nomeado coadjutor do piedosíssimo pároco de Tômbolo, cuja saúde era bastante precária. Imediatamente, aquele venerando sacerdote e os paroquianos, quase todos agricultores, experimentaram e admiraram os egrégios dotes do jovem coadjutor, a sua humildade, pobreza, jovialidade, zelo assíduo em auxiliar de todos os modos o próximo e, além disso, a sua invulgar perícia na pregação. O Bispo de Treviso, ao conhecer estas excelentes qualidades, em 1867 escolheu José Sarto para reger a paróquia mais importante de Salzano. E aí se revelou cada vez mais em quanto amor de Deus e do próximo ele se distinguia pela suavidade de caráter, mansidão, modéstia, amor da pobreza, especialmente durante a terrível peste do ano de 1873.

4. Passados nove anos em Salzano, foi nomeado Cônego da Catedral de Treviso, Chanceler da Cúria Episcopal e ainda Diretor espiritual do Seminário. Estes cargos tão honrosos como cheios de responsabilidade, e só aceitos por obediência, pois detestava honrarias e dignidades, exerceu-os com a costumada diligência e perícia, ele que sempre foi inimigo declarado da ociosidade. Em 1879, ficando vaga a Sé de Treviso, foi eleito por unanimidade de sufrágios Vigário Capitular. E também neste ofício deu tais provas de prudência e competência que, em 1884, com aplauso universal, embora contra sua própria vontade e vã relutância, foi nomeado Bispo de Mântua.  

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Sobre São Gregório VII


Resplandece a figura de Gregório VII como gigante do Papado, de modo que dele se pode dizer, com tranquila verdade, ser um dos maiores Pontífices, não só da Idade Média, mas de todas as Eras. Se, de fato, a grandeza de um Papa deve ser medidas, além de que pela santidade pessoal, também pela ampla e exata visão dos problemas da época, pela grandeza dos escopos propostos, pelas forças morais empregadas para alcançá-los, não há dúvida de que Gregório VII foi grandíssimo, seja no julgar que no querer e no operar”.

SS Pio XII, mensagem de rádio para o reconhecimento das veneradas relíquias de São Gregório VII, aos 11 de julho de 1954. 

Fonte: https://w2.vatican.va/content/pius-xii/it/speeches/1954/documents/hf_p-xii_spe_19540711_reliquie-gregorio-vii.html 

terça-feira, 25 de julho de 2017

Charlie Gard e o Santo Ofício

Chega ao fim a história e a vida de Charlie Gard, segundo a vontade do Mundo. Hoje, me parece, sai o veredito definitivo da Corte Inglesa sobre o último pedido dos pais para salvar a vida do inocente. Li que os pais não vão recorrer, li que eles "desistiram", mas, de fato, parece que aos pais foi dada a escolha de decidir se Charlie morrerá sozinho ou na companhia dos pais. É preciso estar nos panos deles para compreender o sofrimento e as razões da decisão deles. Neste caso, sim, não cabe um julgamento. É desumano. Bom, mas se Charlie vai mesmo morrer ou não... quem sabe? O futuro a Deus pertence, precisamos confiar nEle. O que importa é que ele foi batizado. Morrerá católico.  

Posto, hoje, um documento de Santa Romana Igreja acerca da eugenia travestida de eutanasia que está na moda mundo afora e que é a verdadeira razão do assassinato de Charlie Gard. Ele "não serve", é uma vida inviável, sem futuro, um estorvo. Não se encaixa nos padrões estéticos e hedonísticos que o Mundo reclama. Para muitos, nem um ser humano é, pois ainda não tem noção de "existir". Chamam de eutanasia (boa morte, em grego; morte humanitária, hoje em dia) mas não tem nada de bom nisso. É um tipo de morte que costuma ser dolorosa e agônica. A pessoa morre de fome, de sede e de dor. Pode ser rápido - Deus o permita! - , mas pode levar dias, como é público e notório.  

Charlie não é a única criança nessa situação hoje. Nem a última. Moloque exige sacrifícios! Herodes vive. 

E não pensem que no Brasil não se faz, porque se faz. Com crianças e adultos. Sendo informado à família ou não. Assim, por prudência e segurança, façam um testamento biológico no qual possam estabelecer as últimas vontades quando já não puderem falar por si próprios. Falem disso com seus parentes e amigos mais próximos. Um católico deve morrer como católico


DECRETO DO SANTO OFÍCIO SOBRE A EUGENIA: 




“Foi perguntado a esta Suprema Sagrada Congregação se é lícito, por parte da autoridade pública, matar diretamente aqueles que, ainda que não tenham cometido nenhum crime merecedor de morte, todavia, por seus defeitos físicos ou psíquicos, não possam ser úteis à Nação e possam ser para ela um peso, e se estima que possam ser de impedimento a seu vigor e à sua força. Na sessão plenária da Suprema Sagrada Congregação do Santo Ofício, de quinta-feira 27 de novembro de 1940, os Eminentíssimos e Reverendíssimos Cardeais prepostos à tutela da fé e da moral, tendo recebido o voto dos Reverendíssimos Senhores Consultores, assim responderam e decretaram: ‘Não é lícito, por ser contrário à lei natural e ao preceito divino’. 

No domingo seguinte, dia primeiro de Dezembro do mesmo ano, o Santíssimo Senhor nosso Pio pela divina providência Papa XII, na costumeira audiência concedida ao Excelentíssimo Senhor Assessor do Santo Ofício, aprovou a decisão dos Eminentíssimos Padres e ordenou a sua publicação. 

Dado em Roma, junto ao Palácio do Santo Ofício, no dia 2 de dezembro de 1940.” 


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Aniversário do Dies Natalis de São Pio X - 20 de agosto de 1914

Aniversário do Dies Natalis de São Pio X - 20 de agosto de 1914


No dia 20 de agosto de 1914 nascia para a vida eterna o Santo Padre São Pio X. Sua memória, contudo é no dia 3 de setembro. Para homenageá-lo, hoje, publicamos uma oração escrita por Papa Pio XII.  


Esta oração pode ser rezada no dia 20 de agosto, no dia 3 de setembro ou a qualquer tempo. 
"Sim, ó Santo Pio X, glória do sacerdócio, esplendor e decoro do povo cristão! Tu, em quem a humildade pareceu irmanar-se com a grandeza, a austeridade com a mansidão, a simples piedade com a profunda doutrina; Tu, Pontífice da Eucaristia e do Catecismo, da Fé íntegra e da firmeza impávida, volve teu olhar sobre a Santa Igreja que tanto amaste e à qual dedicaste o melhor dos tesouros que com mão pródiga havia depositado a divina Bondade em teu ânimo; consegui-lhe a incolumidade e a constância no meio das dificuldades e perseguições de nossos tempos; alivia a esta pobre Humanidade cujas dores te afligiram tão profundamente que apagaram as palpitações de teu grande coração; faça que neste agitado mundo triunfe aquela paz que supõe a harmonia entre as Nações, o acordo fraterno e a sincera colaboração entre as classes sociais, o amor à caridade entre os homens, a fim de que, desse modo, aqueles desejos que consumiram tua vida apostólica cristalizem, graças à tua intercessão, em uma realidade feliz, para a glória de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina pelos séculos dos séculos. Assim seja".  


Se NOSSO SANTO PATRONO não é mais conhecido dependerá de nós! 

 

* * *

    Em Espanhol:

    "Sí, oh Santo Pío X, gloria del sacerdocio, esplendor y decoro del pueblo cristiano! Tú en quien la humildad pareció hermanarse con la grandeza, la austeridad con la mansedumbre, la sencilla piedad con la profunda doctrina; Tú, Pontífice de la Eucaristía y del catecismo, de la fe íntegra y de la firmeza impávida, vuelve tu mirada sobre la Santa Iglesia que tanto amaste y a la cual dedicaste el mejor de los tesoros que con mano pródiga habia depositado la divina bondad en tu ánimo; consíguele la incolumindad y la constancia en medio de las dificultades y persecuciones de nuestros tiempos; alivia a esta pobre humanidad cuyos dolores te afligieron tan profundamente que apagaron las palpitaciones de tu gran corazon; haz que en este agitado mundo triunfe aquella paz que supone la armonía entre las naciones, el acuerdo fraterno y la sincera colaboración entre las clases sociales, el amor a la caridad entre los hombres, a fin de que, de esta suerte, aquellos anhelos que consumieron tu vida apostólica cristalicen, gracias a tu intercesión, en una realidad felíz, para gloria de nuestro Señor Jesucristo, que con el Padre y el Espiritu Santo vive y reina por los siglos de los siglos, así sea".

Si NUESTRO SANTO PATRONO no es más conocido dependerá de nosotros!



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terça-feira, 4 de março de 2014

Santa Verônica e a devoção à Santa Face



VI Estação - Verônica enxuga o rosto de Cristo.

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos a ação heroica desta mulher, que se dá a pressa a enxugar a face de Nosso Senhor, tão desfigurada e dolorida! Esta oficiosa e diligente caridade afeiçoa e enternece o coração do Senhor, e o move a lágrimas.

V. O seu rosto ensanguentado, por Verônica enxugado, eis, no pano apareceu.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R. Tende piedade de nós Senhor!
 

SANTA VERÔNICA E A DEVOÇÃO À SANTA FACE


Santa Verônica ou Berenice, de acordo com o "Acta Sanctorum" publicado pelos bolandistas, foi uma mulher piedosa de Jerusalém que, comovida com o sofrimento de Jesus ao carregar a Cruz até o Gólgota, limpou com seu véu a Santa Face: e, então, a imagem de seu rosto estava milagrosamente impresso nele.


O nome "Verônica" em si é uma forma latinizada de "Berenice", um nome macedônico que significa "portador da vitória" (correspondente à em grego: phere-nikē). A etimologia popular atribui sua origem às palavras "verdade" (em latim: vera) e "imagem" (em grego: eikon). 


A Encyclopaedia Britannica diz o seguinte sobre Verônica:

“Eusébio conta como em Cesareia de Filipe vivia uma mulher a quem Cristo havia curado de um problema de hemorragia (Mateus 9:20-22). A história não demorou em lhe dar um nome. No ocidente, foi identificada com Marta de Betânia. No oriente, ela foi chamada de Berenike, ou Beronike, o nome aparecendo em obras tão antigas quanto os "Atos de Pilatos", cuja primeira versão é do século IV d.C. É interessante notar que a derivação do nome Verônica das palavras Vera e Icon (eikon) também é antiga e aparece em "Otia Imperialia" (iii, 25) de Gervásio de Tilbury (fl. 1211), que diz: "Est ergo Veronica pictura Domini vera".

A Enciclopédia Católica de 1913 diz o seguinte sobre a história de Verônica:

“A crença na existência de imagens autênticas de Cristo está ligada à velha lenda do rei de Edessa, Abgar, e o texto apócrifo conhecido como "Mors Pilati" (O Evangelho da morte de Pilatos). Para distinguir em Roma a mais conhecida e mais antiga destas imagens, ela foi chamada de vera icon (imagem verdadeira), que na língua comum se transformou em "verônica".

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Profecia de S.S. Pio XII

E há quem não veja os sinais...

"Suponha que o Comunismo foi somente o mais visível dos intrumentos de subversão usados contra as tradições da Revelação Divina. As mensagens da Santíssima Virgem a Lúcia de Fátima preocupam-me. Esta persistência de Maria sobre os perigos que ameaçam a Igreja é um aviso do Céu contra o suicídio de alterar a Fé na Sua liturgia, na Sua teologia e na Sua alma. [Nota do Pale Ideas: e o que o Concílio Modernista (1962-65) fez? Não alterou a liturgia, a teologia e a alma da Igreja?]

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Plano da Religião Mundial: chegou a hora?

Texto longo, mas interessante.


A necessidade de um Concílio para viabilizar o Plano da Religião Mundial


O luciferiano Roca* revelou, em 1889: “Uma imolação se prepara, alguém expiará solenemente. O papado sucumbirá: morrerá sob o cutelo sagrado que os padres do último concílio forjarão” (Glorioso Centenário, pp. 462 – 469).

Creio que o culto divino, assim como é regido pela liturgia, cerimonial, ritual, e preceitos da Igreja Romana, sofrerá em breve, num concílio ecumênico, uma transformação que lhe restituirá a venerável simplicidade da idade de ouro apostólica, colocando-o em harmonia com o estado da consciência e com a civilização moderna1′ (Roca: “O Padre Gabriel e sua Noiva”, citado por P. Virion em “Mistério da Iniquidade”, Ed, S. Michel, 1967, p. 33).

O teósofo, depois antropósofo, Rudolf Steiner, antigo discípulo da maga russa Helena Petrovna Blavatsky[1], escreveu a esse respeito, em 1910: “necessitamos de um concílio e de um papa que o convoque” (Mons. Rudoif Graber, “Sant’Atanasio e la chiesa del nostro tempo”, Ed. Civiltá, 1974, p. 43). Será o concílio que dará nascimento à nova igreja. Alice Bailey, fundadora do Lúcifer Trust, organização teosófica e satanista que opera junto à UNESCO, vaticinou, em 1919, o surgimento de uma “igreja Universal”, cujo perfil definitivo aparecerá lá peio fim do século, (textual!) (Alice Bailey, “Esteriorizzazione della gerarchia”, Ed. Nuova Era, Roma, 1958, p. 476) e que “conservará a aparência exterior com o objetivo de conseguir os vultosos recursos que são habituais nos negócios eclesiásticos” (ibidem). “Não haverá dissociação, – precisa, ainda, A. Bailey -, entre a única Igreja Universal, a Loja Sagrada de todos os verdadeiros maçons, e os círculos mais estreitos das sociedades esotéricas” (ibidem p. 478). Dessa maneira, conclui ela, “os objetivos e a obra das Nações Unidas morrerão, e uma nova igreja de Deus, saída de todas as religiões, e de todos os grupos espirituais, porá fim à grande heresia da separação” (Alice Bailey, Il destino delle Nazioni, Ed. Nuova Era, Roma, 1988. p. 155), (Citado pelo doutor Cario Alberto Agnoli. op. cit.). O Vaticano II foi, pois, preparado esperando encontrar o personagem que o convocaria.


Uma tentativa vitoriosa: João XXIII, o homem que convocou o Concílio


a) Uma eleição programada

O boletim maçônico “Lês échos du Surnaturel” (Ecos do Sobrenatural) publicou, no seu número de Dez 1961 – Jan 1962, o testemunho de um autor conhecido por suas muitas obras: “No que tange ao Concílio, escrevi ao cardeal Roncalli (antigo núncio em Paris, do qual era conselheiro), em 14 de Agosto de 1954, para anunciar-lhe sua eleição futura (ao papado), e para pedir-lhe um encontro, durante as férias, no seu país natal, a fim de estudar seu primeiro trabalho… o Concílio.

Eu enfatizava: “Poderíeis refletir sobre tudo isto, porque não há tempo a perder. Quando da ascensão ao trono pontifício, o plano deverá se cumprir instantemente, e surpreender todos os políticos”.

Com esse mesmo propósito, os franco-maçons, desde 1954, tinham dito a Mons. Roncalli que aprendesse línguas, porque seria o próximo papa eleito por eles, e, portanto, convinha que se preparasse para o papado (B. O. C. n° 52, Mai 1980, p. 9). Nesse mesmo ano, 1954, em agosto, Jean-Gaston Bardet, “da Tendência Esotérica Cristã”, escreveu ao patriarca Roncalli, então em vilegiatura na sua cidade natal de Sotto il Monte: (Bardet) “Não somente lhe predisse que se tornaria papa, mas adivinhou, também, o nome que tomaria quando fosse eleito” (Hebblethwaite, “Jean XXIII, le pape du Concile”, Centurion, 1988, p. 279). Bardet foi a Veneza onde encontrou Roncalli, repetiu-lhe as previsões e disse-lhe, segundo Capovilla (secretário de João XXIII), que seu pontificado seria marcado por “intervenções doutrinais e reformas disciplinares” (Sodalitium, n° 33: “O Papa do Concílio”, 1954 – 1958, 10a parte, p. 37).

Por que a franco-maçonaria se movimentou em 1954?

“No fim do ano de 1953, Pio XII se encontrava muito cansado, e seus afazeres espirituais estavam a cargo do padre Bea[2], seu confessor; muito culto, porém ecumenista furioso. Como se verificou mais tarde, pode-se dizer, com certeza, que Pio XII estava entregue, de corpo e alma, a não boas mãos; chegando até mesmo seu sobrinho, Carlo Pacelli, a se perguntar se seu tio não tinha sido vítima de uma tentativa de envenenamento. (Antônio Spinosa, “Pio XII, o último Papa”, Mondadori, Milão, 1992, p. 342). Mas, o Senhor protegeu, miraculosamente, o corpo e a alma de Pio XII. O prazo que ganhou permitiu-lhe cumprir dois atos extremamente importantes; a canonização de Pio X e o afastamento de Montini. De 26 de janeiro a 16 de fevereiro de 1954, gravemente enfermo, Pio XII não pôde alimentar-se pelos meios naturais. No outono ocorreu a recaída, e seu estado ficou quase desesperador.

Em 2 de dezembro, Pio XII confidenciou ao Mons. Tardini: “Eu vos digo, os outros poderão pensar que se trata de alucinações de doente. Ontem, pela manhã, ouvi, claramente, uma voz (claríssima) que disse: 'Agora vem uma visão'”. De fato, ninguém veio. Esta manhã, durante a Missa que eu assistia, vi, por um instante, o Senhor. Foi somente por um instante, mas eu o vi bem…” (Chélini, “L’Eglise sous Pie XII”, Ed. Fayard, 1989, vol. II, pp. 513 – 514). Pio XII tinha pensado que o Senhor viera buscá-lo, em resposta à sua prece: “In hora mortis meae, voca me (“À hora da minha morte, chamai-me”). (Oração “Anima Christi”, que se encontra no início dos Exercícios Espirituais de Sto. Inácio). Jesus, ao contrário, o tinha curado, concedendo à Igreja mais quatro anos de prazo (Sodalitium, n° 33: “Le pape du concile”, 10a parte, 1954 – 1958, p. 37).

Pio XII escreveu, então, sua Encíclica de 13 Ago 1954, onde disse: “No mundo de hoje, repleto de ciladas e perigos, são muitos os que lutam encarniçadamente a fim de espalhar o erro entre os fiéis. Uma propaganda audaciosa, aberta e sorrateira, se infiltra entre os católicos, com o objetivo de afastá-los da sua fidelidade a Cristo e à verdadeira Igreja, e, ao mesmo tempo, arrancar a fé das suas almas, infelizmente, ao lado daqueles que defendem, corajosamente, suas crenças, são numerosos os que a abandonam”.

Roncalli, insensível à doença do Papa, comparou sua própria saúde à de Pio XII, minada, cuja morte profetizara quatro anos antes…

Escreveu, então, que o Papa “… subitamente, parecia estar à morte; rapidamente sarou para recair em seguida. Eu tinha pouca confiança em que o Santo Padre conseguisse se curar, a despeito de tantos remédios, médicos e despesas. Sua vida é um milagre, porém, os milagres, como sabes, duram pouco tempo”. (Hebblethwaite, op. cit, p. 281).

Mons. Roncalli deveria, assim, aguardar seu conclave até o fim do ano de 1958[3].

Façamos uma parada para observar um personagem chave: Dom Lambert Beauduin. Trata-se de um monge belga que, às vésperas da 1.a Guerra Mundial, no momento em que se firma, cada vez mais, na Igreja Católica, um movimento humanista, deu a última demão no esquema maçônico da “futura” reforma litúrgica visando a criação de uma “missa nova”, síntese da heresia modernista. Ele foi, também, um dos “profetas” do ecumenismo que triunfou no Concílio.

As iniciativas rasteiras de Dom Lambert Beauduin acabaram chocando Pio XI, que reagiu condenado suas teses na Encíclica “Mortalium Animos”, em 1928. Aliás, ele trabalhou na sombra, secretamente. Desde 1924 estava ligado, por laços de amizade, ao Mons. Roncalli.

Como se fez essa amizade? Ignora-se, mas Roncalli mandou tirá-lo da cátedra no Ateneu de Latrão, por causa das suas propostas “modernistas”.

A amizade entre esses dois homens tornou-se fiel, e, com a noticia da morte de Pio XII[4] “… o velho Dom Lambert Beauduin, com 85 anos, (confessou ao Pe. Boyer, n. d. r.): “Se elegessem Roncalli, disse-nos, tudo estará salvo: ele seria capaz de convocar um concílio e consagrar o ecumenismo”. Fez-se silêncio, depois a velha malícia voltou, com uma piscada de olho: “Confio, disse-nos, que teremos outra chance; os cardeais, na maior parte, não sabem o que vão fazer. São capazes de votar nele”. (Louis Bouyer: “Dom Lambert Beauduin, um homme d’Eglise”, Costermann. 1964, pp. 180-181).

Franco Bellegrandi, ex-Camareiro de Capa e Espada de S. Santidade, e colaborador do “Osservatore Romano”, escreveu, em 1977, um livro intitulado “Nichitaroncalli”, publicado em 1994, cuja apresentação pública, em Roma, provocou um certo alarme na imprensa nacional porque, entre os presentes, encontrava-se o cardeal Sílvio Oddi.

Nessa obra ele conta o que viu e ouviu no Vaticano. Foi assim que, em setembro de 1958, pouco antes do Conclave, o autor recebeu estas confidências:

“Estava no carro com um personagem que eu sabia ser uma alta autoridade maçônica em contacto com o Vaticano. Este me disse: ‘O próximo papa não será Siri, como corre em certos círculos romanos, porque é um cardeal muito autoritário. Será eleito um papa de conciliação. Já foi escolhido: o patriarca de Veneza, Roncalli. Surpreso, repliquei: ‘Escolhido por quem?’ ‘Por nossos maçons representados no Conclave’, respondeu-me serenamente. Voltei, então: ‘Há maçons no Conclave?’ ‘Certamente’, respondeu-me, a Igreja está em nossas mãos’. Repliquei novamente: Então, quem comanda a Igreja? Após um breve silêncio, meu interlocutor foi preciso: ‘Ninguém pode dizer onde se encontra a cabeça. A cabeça está oculta”.

No dia seguinte, o conde Sella (de uma família muito conhecida na Itália, n. d. r.) escreveu um documento oficial, que hoje se encontra guardado no cofre-forte de um notário, contendo o nome completo desse personagem, bem como sua perturbadora declaração; completo, com data e hora. (“Nichitaroncalli”, p. 62, Ed. Eiles, Roma).

Às vésperas do Conclave que o elegeria, Mons. Roncalli, quase certo da vitória, no entanto, não cruza os braços. No dia anterior, 24 de outubro, convocou, nada menos que Giulio Andreoltti, o conhecido político italiano que foi indicado, pela viúva Calvi, como sendo o verdadeiro chefe da loja P2, para informá-lo, com os circunlóquios diplomáticos, sua próxima eleição. (Ibidem p. 395)” (Doutor Carlo Alberto Agnoli, op. cit.).

“Quando Roncalli falou com Andreotti, o Patriarca (por pouco tempo somente) foi, no entanto, tão claro quanto podia: “Que… este seria o novo papa, o compreendi, claramente, desde a primeira manhã do Conclave, poucas horas antes da mudança do cardeal, de Domus Mariae, Via Aurélia, para o Vaticano. Na noite da véspera, – prosseguiu Andreotti – Mons. Capovilla tinha me telefonado informando que o Patriarca desejava me ver”. Então, o político italiano passou a lembrar-se das suas velhas relações com Roncalli, e a amizade deste com o modernista Buonoiuti. Por fim, voltou à sua conversa com o Patriarca. E foi este que quis falar do Conclave: ”Todos nós dizemos: eu não, eu não. Mas, as flechas do Espírito Santo deverão acertar alguém… Eu recebi uma mensagem de congratulações do General De Gaulle, mas isto não significa, de fato, que os cardeais franceses votarão nesse sentido. Sei que eles gostariam de eleger Montini, o que seria excelente; mas, não é possível transpor a tradição de se escolher entre os cardeais…”. Eis o comentário de Andreotti: “Escutei com estupor, e com um certo embaraço. Compreendi, então, que Roncalli estava certo de ser eleito pelo Conclave” (Giulio Andreotti: “A ogni di Papa. I papi che ho conosciuto”, Biblioteca Universale Rizzole, 1982, pp. 65 – 66″. (Sodalitium n° 33: “Le pape du Concile”, 1954-1958, p. 39).

Antes de sua entrevista com Andreotti, Mons. Roncalli escreveu duas cartas: uma ao bispo de Bérgamo, Mons. Piazzi, em 23 de outubro; a outra, ao bispo de Faenza, Giuseppe Battaglia, em 24 do mesmo mês.

Ao primeiro, anunciou o “novo Pentecostes” que se faria “na renovação do chefe”. Acrescentou: “Pouco importa que o novo papa seja ou não originário de Bérgamo (como ele, n. d, r.) Vossa Excelência me compreende? (Pe. Hebblethwaite, op. cit., p. 308).

Quanto à carta ao bispo de Faenza, esta teve por objeto, proibir, expressamente, o sobrinho de dom Batista Roncalli, encardinado nessa diocese, de vir a Roma naqueles dias! Seria dar uma desagradável impressão de nepotismo! Mas, após a eleição, claramente anunciada; “Quando souberdes que devo render-me às flechas do Espírito Santo, expressas através da vontade comum de todos os que aqui se encontram reunidos… o sobrinho poderá, então, vir a Roma… felicitar o tio”.

Roncalli recomendou que, por enquanto “naturalmente, nenhuma palavra sobre isto a quem quer que seja”(Pe. Hobblethwaite, op. cit., p. 308),

Esse desígnio transparece, também, numa carta do cardeal Tisserant, de 12 de Março de 1970, na qual faz uma alusão significativa à eleição “programada” de João XXIII: “… A eleição do soberano Pontífice atual foi rápida. A precedente, a de João XXIII, é que seria discutível, posto que as sessões foram muitas. Eu não sei, aliás, como informações sobre o escrutínio puderam ser dadas por alguém após o Conclave. O segredo foi imposto com mais clareza do que nunca. É de todo ridículo dizer-se que um cardeal qualquer tivesse sido eleito. Compreendeis que não posso dizer mais. Com meus melhores votos…” (Fotocópia da carta publicada no livro de Franco Bellegrandi, op. cit., p. 30)

Numa outra carta, o cardeal Tisserant declara a um padre que ensinava direito canônico, que a eleição de João XXIII é ilegítima, porque foi desejada e preparada por forças estranhas ao Espírito Santo. (“Vita”, 18 Set 1977, p. 4: “Le profezie sui papi nell’ elenco di San Malachia”). Estas cartas confirmam que a eleição de João XXIII foi bem “programada”.

A imagem que surge deste caso não é a de um homem simples, ou sobretudo simples, como o julgou o cardeal Heenan (Pe. Hebblethwaite, op. cit., p. 394), mas a de um personagem muito dedicado em construir para si mesmo um pedestal.


b) Quem era Ângelo Roncalli?

Na sua juventude, encontram-se elementos que demonstravam as inclinações modernistas de Roncalli. Foi co-discípulo do célebre modernista italiano Buonaiuti, condenado nominalmente por isso. No seminário, usava como livro de história o do Prof. Turchi, de tal forma impregnado de modernismo, que acabou sendo chamado à ordem. Depois, suspeito de ortodoxia duvidosa, foi vetada sua nomeação para a cadeira de História Escolástica no Seminário Romano. (Lorenzo Bedeschi, Paese Será, 13/12/1972)[5].

“Da sua juventude sacerdotal, na década de [19] 10, manteve relações particulares com os príncipes italianos, há muito excomungados por espoliar bens da Igreja” (E. Lebec: “Histoire secrète de la diplomatie vaticane”, A. Michei, 1997, p. 147).

“Durante a 2a Guerra Mundial, os serviços secretos britânicos criaram uma seção denominada “o MI 5″, sob as ordens de Churchill. Este órgão foi encarregado do trabalho na área do ocultismo, a fim de desestabilizar o III Reich por meio de um ritual mágico. ‘Amado ressalta que ritual ocorreu em presença de personagens tais como Ian Fleming[6], e com a benção do bispo Ângelo Roncalli, iniciado[7] na seita dos iluminados na TURQUIA[8] (…) Aliás, sobre sua cruz peitoral, ele ostentava o símbolo dos llluminati: um olho aberto no centro de um triângulo… Isto se passou num obscuro bosque de Sussex, no inicio do ano de 1941’” (Pesquisa sobre a existência de anjos rebeldes, de Edward Brasey, p. 259, Filipacci).

Em 1983, foi publicado no México um livro intitulado: “Introdução à Franco-Maçonaria”. Seu autor, Jaime Ayala Ponce, era Iniciado do grau 33 do rito escocês, membro ativo do Conselho supremo, principal escritor maçônico mexicano”, nos diz na apresentação do livro:

“Em 1935, Ângelo Roncalli, arcebispo de Mesembria, é delegado apostólico na Turquia. A vida não é fácil para ele. Com a guerra, assim como outros padres e religiosos, ele veste-se civilmente. É justamente nessa época que foi convidado a ingressar numa sociedade herdeira dos ensinamentos Rosa-Cruzes, à qual Louis Claude Cagliostro deu tanta força… Píer Carpi, um jornalista pesquisador sério, denunciador desses tipos, membros das sociedades secretas, iria descobrir, no curso das suas pesquisas, as provas escritas da filiação maçônica de Ângelo Roncalli na Turquia. Este grande jornalista nos relata no seu livro o procedimento de filiação, e descreve, detalhadamente, o seu ritual. Ele relata que foi durante uma dessas sessões numa loja que Ângelo Roncalli caiu em transe místico, e enunciou suas famosas profecias… Quem quiser se aprofundar nessa história, e conhecer melhor essas sociedades, pode procurar nas livrarias a obra “Les prophéties de Jean XXIII, de Píer Carpi. (Existe uma edição brasileira, e Píer Carpi é maçom (n. d. t.).

[...] na obra intitulada “Introdução à Franco-Maçonaria [referida linhas atrás], Jaime Ayala Ponce relata que, há alguns anos, o célebre maçom Prof, A. Sierra Partida quis publicar, nos jornais nacionais, uma cópia da ata de entronização numa loja de Paris, na qual constava que os profanos Ângelo Roncalli e Giovanni Montini tinham sido levados nesse mesmo dia [?] a serem iniciados nos augustos mistérios da confraria. Entenda-se que a imprensa recusou-se a publicar a matéria, e assim, o próprio professor fez copias que distribuiu nos círculos maçônicos do país.

[...] “No Congresso Mundial da Maçonaria, México, outubro de 1982, circulou entre os assistentes uma prece [...]

“Prece do papa João XXIII, publicada no “Jornal de Genebra”, na sua edição de 9 de Agosto de 1966, traduzida do italiano para o português e transcrita no “Diário do Congresso Nacional”, em 4 de Março de 1971, por requerimento do senador Benedito Ferreira:

“Senhor e Grande Arquiteto, nós nos humilhamos aos teus pés e pedimos teu perdão por nosso erro passado, já que estamos em vias de reconhecer nossos irmãos franco-maçons como teus fiéis prediletos. Sempre lutamos contra o livre-pensamento porque não tínhamos compreendido que o primeiro dever de uma religião, como afirmou o Concilio, é reconhecer o próprio direito de não crer em Deus. Perseguimos todos aqueles que, na tua própria Igreja, se encontravam afastados do caminho da Verdade, inscrevendo-se nas Lojas, ignorando todas as injurias e ameaças.

Sem refletir, acreditávamos que um sinal da Cruz era superior a três pontos formando uma pirâmide. Por tudo isto te pedimos perdão, Senhor, e suplicamos fazer-nos compreender que um compasso, sobre um novo altar, pode significar tanto quanto um crucifixo. Amém (Revista Medio Dia em Punto, Mar – Abr 1978) (“Sous la Bannière” n° 22, Mar – Abr 1989, pp. 23 – 24).

Em 1949, Mons. Roncalli disse, entre outras coisas a respeito da Maçonaria; “Na realidade, o que é que nos separa? Nossas idéias? Na verdade, é pouca coisa”. (Barech, “Eglise Catholique e franc-maçonnerie”, conclusão).

No livro do Pe. Rosário Esposito “As Grandes Concordâncias entre Igreja e Maçonaria”, lemos o texto de uma entrevista concedida pelo barão Yves Maussardon a André Faucher (Omitimos os extratos dessa entrevista, pois já foram relatados no estudo “Bem-Aventurado João XXIII, do “Le Sel de la terre”, constante deste dossiê, (n. d. t.)).

Esses contactos com a Franco-Maçonaria não ficaram sem consequências: João XXIII facilitou a revogação da excomunhão dos maçons, que foi ultimada por João Paulo II no Novo Código de Direito Canônico de 1983. A pertença à Franco-Maçonaria, bem como a adesão ao Modernismo, ou ao Comunismo, não figuram mais na lista das posições punidas com excomunhão.


c) A eleição de Roncalli tranquiliza as Lojas

Ângelo Giuseppe Roncalli foi eleito, aos setenta e sete anos, na tarde de 28 de outubro de 1958, no 11.° escrutínio, e tornou-se João XXIII!

Essa eleição agradou ao velho amigo de Mons. Roncalli, o franco-maçom Marsaudon, que escreveu: “Tivemos, primeiro que tudo, a enorme alegria de receber, em 48 horas, a confirmação da recepção das nossas respeitosas felicitações. Foi, para nós, uma grande emoção, mas, para muitos dos nossos amigos foi um sinal”. (Yves Marsaudon: “L’oecumènisme vu par um franco-maçom de tradition”, Vitiano, Paris, 1964, p. 4).

Apenas eleito, João XXIII recebeu as mais vivas felicitações do grão-rabino de Israel Isaac Hersog, do “arcebispo” anglicano Geoffroy Fischer[9], e de Paul Robinson, presidente das Igrejas Federadas, bem como do chefe da “Igreja Ortodoxa Russa”, o patriarca Aléxis.

“Os protestantes americanos desejaram que o papado (de João XXIII) levasse a um melhor entendimento entre os cristãos e todos os homens de boa-vontade” {Sodalitium, n° 34: “O Papa do Concílio”, 10.a parte: o início do pontificado de João XXIII, p. 55).

Ao saber da eleição ao Soberano Pontificado do seu antigo colega em Paris, Burkardt escreveu a um íntimo, Max Richter, a carta seguinte, da qual extraímos alguns trechos significativos: “… a crença (de Roncalli) nos milagres, o respeito pelo Sagrado não são o seu forte. É um deísta e racionalista, com grandes tendências a se pôr a serviço da Justiça Social… Ele mudará muitas coisas, a Igreja não será mais a mesma”. (Bonum Certamen n° 122, revista do Pe. Mouraux, p. 7).

No seu livro “Cristianismo e Maçonaria”, Léon de Poncins escreveu: “Com o surgimento de João XXIII, e das novas concepções do ecumenismo, houve, bruscamente, como que uma explosão. Viu-se surgir uma floração de obras consagradas à Franco-Maçonaria e uma porção de escritores, historiadores, filósofos, jornalistas, políticos, conferencistas, trabalhando cada qual na sua especialidade, em favor da reconciliação da Igreja Católica com a Franco-Maçonaria. Teve-se, claramente, a impressão de uma campanha internacional, metodicamente orquestrada pelo centro impulsionador que estava na França” (pp. 14 – 15).


d) Roncalli abre o caminho para Montini e aumenta o número de prelados modernistas que “decidirão” o Concílio

Uma vez eleito, João XXIII executou uma estratégia que levaria àquilo que chamou de ”aggiornamento”, a Revolução na Igreja.

A fim de fazer isto era preciso, antes, preparar o caminho para Montini. e adormecer a vigilância da Cúria, especialmente do Santo Ofício.

Desde antes da sua eleição, às vésperas do Conclave, a jornalista alemã Elisabeth Gerstner informou, claramente, em meados de outubro de 1958, num artigo intitulado “Zur Toddesstunde Pius XII”, publicado no jornal alemão “General Anzeiger für den Nieder – Rhein”, que no próximo Conclave o patriarca de Veneza, o cardeal Roncalli, seria eleito e abriria o caminho para o futuro Paulo VI.

Bem antes de sua eleição, Mons. Roncalli era ligado a Mons. Montini por uma velha amizade. Hebblethwaite escreveu:

“Montini torna-se, cada vez mais, seu confidente romano. Comunicam-se freqüentemente. Na sua correspondência, figura uma carta de Roncalli do dia da Páscoa de 1954, que nunca foi remetida, mas cujo rascunho foi, no entanto, cuidadosamente guardado. Capovilla pensa que era “muito auto-reveladora” (p. 274). “Durante todo esse período, Roncalli tornou-se, progressivamente, dependente de Montini, seu amigo muito influente” (p. 276). “Em 1954, um acontecimento desconsertou Roncalli: seu amigo Giovanni Battista Montini foi, subitamente, demitido das suas funções na Secretaria de Estado, e mandado, exilado, como arcebispo de Milão. Para falar francamente, essa nomeação significou que Montini foi expulso da Cúria Romana, após cerca de trinta anos em seu meio”. (Hebblethwaite, op. cit., p. 281).

Sodalitium comentou: “Mons. Roncalli estava perfeitamente consciente do seu papel de precursor do “Messias” Montini. Em 1956, em Pompéia, onde se encontravam, Roncalli, com um gesto de profunda humildade, insistiu em dar precedência a Montini. Este observou que a eles, Roncalli, cardeal e patriarca, cabia a honra. Roncalli respondeu-lhe: “O arcebispo de Milão merece esta atenção, já que um dia será papa”.

A primeira etapa do previsto pontificado de Montini era, pois, a eleição de Mons. Roncalli, suficientemente idoso para deixar, rapidamente, o lugar. A segunda etapa era a nomeação cardinalícia de Montini. E este foi o primeiro ato de João XXIII, que disse: “Montini, o primeiro fruto do nosso pontificado”, (Malachi Martin: I Gesuiti, Sugarco, ed. Milano, 1988. p. 312). Tratava-se, enfim de abrir os caminhos da sucessão. E Roncalli, no seu leito de morte, indicará Montini aos cardeais: “Para mim, meu sucessor será Montini. Os votos do Sagrado Colégio serão dele”. (Hebblethwaite, op. cit., p. 550). Roncalli, confidente de Mons. Montini (Hebblethwaite, op. cit., p. 274), disse ao último pelo telefone, logo após sua eleição: “Vossa Excelência tem o posto aquecido”[10].

“Para impor o “aggiornamento”[11], João XXIII precisava de um mínimo de consenso na Cúria Romana. Para tanto, convocou Mons. Tardini e ofereceu-lhe o cargo de pro-secretário de Estado. No encontro do dia seguinte, Mons. Tardini tentou esquivar-se, dizendo ao Santo Padre: “Que não queria servir sob suas ordens, porque uma política nova necessita homens novos; e, lembrei-lhe que, no passado, estive, frequentemente, em desacordo com ele (Hebblethwaite, op. cit, p. 320). Roncalli insistiu e mons. Tardini aceitou!” (Sodalitium, n° 34, “Le Pape du concile”, 11.a parte, p. 55).

Dois dias após sua eleição, em 30 de Outubro de 1958, nomeou cardeais: o último consistório datava de 1953. Faltavam dezessete chapéus para atingir o número de setenta, fixado pelo papa Xisto V.

Os dois primeiros nomeados foram; “… começando por Mons. Montini, e Mons. Tardini, como João XXIII escreveu no seu diário (Hebblethwaite, op. cit., p. 320).

Seguiram-se vinte e uma outras nomeações… ultrapassando, assim, o número fixado pela Tradição. Isto não bastou e, no consistório de 15 de dezembro, vinte e três novos cardeais foram escolhidos!

Elevar-se-iam os nomes de inimigos da Igreja, tais como König[12] e Döpfner. E não foi tudo: houve um outro consistório, em dezembro de 1959, com oito novos cardeais, e um terceiro, em 1960, que elevou o número de cardeais a oitenta e cinco! Graças a estas nomeações, os inimigos da Igreja foram elevados ao mais alto cume da Igreja.

Pio XII teve três consistórios em dezoito anos; João XXIII teria três em vinte meses! (Informações tiradas de Sodalitium, n.° 34. “O Papa do Concílio”, parte, p. 56).

Uma vez os piores inimigos e demolidores da Igreja, isto é, os modernistas, elevados ao cume da Igreja, o Concílio poderia ser lançado..,

O apóstata Renan[13] escreveu no seu livro “A Abadessa de Jouarre:” “As reformas religiosas serão feitas por personagens de dentro da Igreja, que promoverão um concílio… que imporá a degradação dogmática e disciplinar, favorável à integração desta no Ecumenismo das Lojas”.

Os textos dos iniciados anunciavam, tudo estava pronto para uma revolução neomodernista. Ela faria pressão às portas de Roma.

De sua parte, Pio XII recusou ser aquele que abriria as portas à Revolução. Ele pensou, de fato, em reunir um concílio; mandou, mesmo, preparar vários esquemas. Porém, seu olhar de águia não tardou em avaliar os perigos de um tal empreendimento: “Ouço, ao redor de mim, os inovadores, – disse Pio XII antes de ser eleito – que querem demolir a Sagrada Capela, destruir a flama universal da Igreja, rejeitar seus ornamentos, dar-lhe remorsos pelo seu passado histórico… Um dia virá em que o mundo civilizado negará seu Deus, a Igreja duvidará, assim como Pedro duvidou. Ela será tentada a crer que o homem tornou-se Deus, que Seu Filho não passa de um símbolo, uma filosofia como tantas outras, e, nas igrejas, os cristãos procurarão, em vão, a lâmpada vermelha onde Deus os espera, como a pecadora chorando diante do tumulo vazio: onde o puseram?…” (Mons. Roche: “Pie XII devant l’Histoire”, pp. 52 – 53).

Pio XII e João XXIII estavam a par, tanto um quanto o outro, dessa situação. Tomaram, no entanto, decisões diametralmente opostas. Isto porque, segundo Hebblethwaite, “aquilo que levou Pio XII a rejeitar a idéia de um concílio, foi o mesmo que conduziu João XXIII no seu julgamento de que era, mais do que nunca, necessário.” (Hebblethwaite, op. cit., p. 345).

João XXIII, que escolheu o nome de um antipapa, não hesitou em abrir as portas de Roma à Revolução anticristã. Ele conseguiu, graças a uma propaganda bem conduzida (daí as aclamações: o bom papa João”, “o bom cura camponês”, mas, também, [infelizmente para ele] “o simplório”, e, até mesmo, na Itália, “o papa vermelho” (il papa rosso), atrair as simpatias populares. Ele saberia bem aproveitar essa reputação[14].



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* – Nasceu em 1830, foi ordenado sacerdote em 1858, nomeado cônego honorário de Perpignan em 1869, viajou para a Espanha, onde residiu certo tempo e aderiu ao gnosticismo messianista. Viajou, também, aos Estados Unidos, Suíça e Itália. Acabou apostatando e dedicando-se ao anúncio de uma “divina sinarquia”.

[1] Madame Blavatsky foi uma das primeiras mulheres a atingir o grau 33 na Maçonaria mista. Fundou a teosofia, e é uma das maiores autoridades do mundo esotérico e ocultista. (Serge Hutin, “La Massonnería”, Mondadori, 1961, p. 147).
[2] Se Mons. Bugnini, franco-maçon e artífice da reforma litúrgica, teve livre acesso a Pio XII, quando este estava doente, é a Bea que ele deve. (Sodalitium n° 11, p. 11; e Annibale Bugnini, La Riforma Litúrgica” (1948 -1975) CLV Ed. Liturgiche 1983, p. 22).
[3] Chamamos a atenção do leitor para um fato de extrema gravidade: foi, precisamente, em 1958, que o ritual da “missa nova” foi experimentado em Taizé. Muitos católicos ignoram que a nova missa da “Igreja conciliar” é o ritual de Taizé (protestante), um ritual muito próximo do luterano. O Pe. Malachi Martin, conciliar, teve a honestidade de ressaltar que essa missa nova foi criada por protestantes, sob a direção de um franco-maçon, escolhido pelo iniciado Roncalli. Estamos longe da Santa Missa Católica.
[4] M. Martin escreveu: “É preciso reconhecer que Pio XII, esse último dos romanos, foi o primeiro, dentre eles, a concluir que a revolução estava iminente” (“Declínio e Queda da Igreja Romana”, Ed. Exergue, 1997, p. 274).
[5] Estas informações, e muitas outras, se encontram em Hebblethwaite, Giovanni XXIII, “II Papa Del Concilio”, Rusconi, Milão, 1989, pp. 62-65.
[6] Ian Fleming iria ser o autor do “super-homem” James Bond.
[7] Alguns leitores observaram que, segundo os documentos que citamos, Mons. Roncalli teria sido iniciado na Turquia ou em Paris. O fato dele ter sido iniciado em duas lojas diferentes não é nenhum absurdo.
[8] Os “Iluminati”, juntamente com Albert Pike, são os fundadores do rito paládico luciferiano, para o qual o Conselho dos Treze, que forma o poder oculto, recebe suas ordens diretamente de Lúcifer. A maioria das instruções foram recebidas em Charleston. Os “iluminati” controlam e ajeitam a Franco-Maçonaria.
[9] O “arcebispo” G. Fischer era franco-maçom. Cfm. Giordano Gamberini; ‘Mille volti di Massoni”, Roma, Erasmo, 1975, p. 229.
[10] Foi o que declarou a “30 Giorni”, de 5 de Maio 1992, o cardeal Silvio Oddi, ao qual João XXIII, em pessoa, havia confidenciado. A revista informou isto aos leitores num artigo dedicado às interferências das seitas no Conclave.
[11] A esse respeito, J. M. Jourdan escreveu: “Aqueles que, com toda a boa intenção, aumentaram desmensuradamente o aggiornamento e o ecumenismo, não podem ignorar que a Contra-Igreja os utiliza a fim de dar crédito, rapidamente, ao Anticristo” (Permanences, de dez 1965).
[12] A filiação maçônica de Franziskus König, arcebispo de Viena desde 1956, elevado a cardeal por João XXIII em 15 Dez 1958, artesão maior da eleição de Karol Wojtyla, é particularmente estalada. Roberto Fabiani, por exemplo, sempre bem informado, afirma, sem hesitar nem poupar palavras, que o cardeal König é maçom, e ressalta que ele está inscrito na loja secreta “Giustizia e Libertá”, da Maçonaria da Piazza dei Gesù. (R. Fabiani, Massoni in Itália, L’Espresso 1978, Farigliano, pp. 78 e 130).
[13] Após a publicação da Vida de Jesus, escrita por Renan, foi feita uma subscrição em todas as lojas belgas para oferecer-lhe uma pena de ouro” (Pe. Deschamps: “Les Societés Secrètes”, t. 2, 1881, p.61).
[14] Extraído de “L’Eglise Ecclipsée?”, Les Amis du Christ Roi, Edições Delacroix, B. P. 18-35430, Chateauneuf, França (E 21, 34).



http://www.istoecatolico.com.br/index.p ... ndial.html
FONTE: http://www.tradforum.org/a-necessidade-de-um-concilio-para-viabilizar-a-religiao-t132.html


Visto em: http://espelhodejustica.blogspot.com.br/2013/05/a-necessidade-de-um-concilio-para.html.
Não revisado pelo blog.

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terça-feira, 19 de março de 2013

PROFECIAS: O Terceiro Segredo de Fátima e Assis I

DIA 19 DE MARÇO: Dia de São José, o Patrono da Igreja e dia, também e infelizmente, da posse do Presidente das "Igrejas Católicas Reunidas na Caridade". Vale a pena relembrar o


O TERCEIRO SEGREDO DE FÁTIMA


Naquele 5 de maio de 1917, ao invocar a intercessão da Santíssima Virgem Maria, suplicando-lhe pela paz, certamente o Papa Bento XV não fazia ideia de que seu pedido seria prontamente atendido apenas oito dias depois.

Quando o Papa suplicou, a Santíssima Virgem respondeu.

Quando em 5 de maio de 1917, angustiado com os horrores de I Guerra Mundial, Bento XV, conclamou toda a Igreja, através dos Bispos de todo o mundo, e invocando a intercessão da Santíssima Virgem Maria, suplicando-lhe pela paz, certamente o Papa não fazia ideia de que seu pedido seria prontamente atendido apenas oito dias depois.


A SÚPLICA DO PAPA




Benedictus PP. XV Giacomo della Chiesa.
03/09/1914 - 22/01/1922
Valendo-se de seus direitos conferidos pelo Senhor (“apascenta minhas ovelhas”, Jo 21,15-17), em sua carta ao Secretário de Estado, Cardeal Gasparri, o Santo Padre rogou com veemência o auxílio do Céu, por meio da Mãe de Deus. Seu ardor filial ficou expressamente documentado, conforme podemos constatar em trechos de sua comovente oração:

“Rainha da Paz (...) Para tal fim [a paz no mundo], se eleve a Jesus mais frequente, humilde e confiante, especialmente no mês dedicado a Seu Santíssimo Coração, a oração da miserável Família Humana para suplicar-Lhe o fim deste terrível flagelo (...); por amoroso conselho de Sua Divina Providência, pelas mãos da Virgem SS., Nós queremos que seja dirigido à Grande Mãe de Deus, nessa hora horrível, mais que nunca, o vivo e confiante pedido de seus filhos muito aflitos. Encarregamos portanto a Vós, Senhor Cardeal, de fazer conhecer a todos os bispos do mundo o nosso ardente desejo de que se recorra ao Coração de Jesus, Trono de graças, por meio de Maria (...) a piedosa e devota invocação, e leve a Ela o angustioso grito das mães e esposas, o gemido dos meninos inocentes, o suspiro de todos os nobres corações; possa mover a Sua amável e muito benigna solicitude a obter para o mundo desvairado a aspirada paz, e possa lembrar depois, aos séculos futuros, a eficácia de Sua intercessão e a grandeza do benefício por Ela obtido a Seus filhos.”

Assim implorou o Papa ao Céu, por intercessão da Mãe do Verbo.

domingo, 27 de janeiro de 2013

HOLOCAUSTO CATÓLICO: CRIME ESQUECIDO

HOLOCAUSTO CATÓLICO: CRIME ESQUECIDO

De Rino Cammilleri

Hoje se celebra o Dia da Memória para homenagear as vítimas do Holocausto(*). Uma página negra na História do Século XX, nas quais não faltam algumas luminosas figuras de mártires católicos.

Michele Kozal nasceu em 1893, na diocese de Poznan, na Polônia, de uma família pobre. Com muitos sacrifícios, conseguiu cursar as escolas superiores em 1905. Aqui se tornou presidente de uma associação clandestina católica que se opunha às tentativas de germanizar as escolas (a influência prussiana era muito forte naquela região).

Em 1914, entrou no Seminário ‘Leonium’ de Poznan, mas só pôde ser ordenado ao final da Grande Guerra, na Catedral de Gniezno (onde terminou o seminário), aos 23 de fevereiro de 1918. O cardeal Edmundo Dalbor, Arcebispo de Gniezno, o nomeou, em 29 de setembro de 1922, prefeito do ginásio católico humanístico feminino de Bydgoszcz e, em 1927, diretor espiritual do Seminário Maior de Gniezno. A sua obra sacerdotal e de direção espiritual foram tão profícuas que, em 25 de setembro de 1929, foi nomeado reitor do Seminário, apesar de, entre todos os docentes, ser o único a não possuir os graus acadêmicos; ele também foi vice-pároco de várias paroquias. Em 12 de junho de 1939 o Papa Pio XII o nomeou Bispo auxiliar de Włocławek (foi consagrado na catedral da cidade em 13 de agosto de 1939) e titular de Lappa.

Em 1º de setembro. Os nazistas invadiram a Polônia e começou a Segunda Guerra Mundial. Após duas semanas, chegavam a Włocławek. Mons. Kozal se tornou ponto de referência e de conforto para a gente apavorada de Włocławek e apesar dos incessantes convites das autoridades polonesas de afastar-se da cidade, ele tenazmente quis permanecer com seu povo e administrar a diocese depois da saída, no dia 6 de setembro, do bispo titular, Mons. Karol Mieczysław Radoński (Bispo de Włocławek de 1928 a 1951). Seu trabalho pastoral durou, ao todo, apenas 22 meses; os alemães, que entraram na cidade em 14 de setembro, começaram um sistemático desmantelamento da atividade eclesial; as publicações católicas foram suprimidas, os edifícios eclesiásticos sequestrados, as igrejas fechadas e os religiosos presos. Diante do horror desencadeado pelos nazistas, Kozal protestou energicamente, mas inutilmente, junto às autoridades de ocupação, pelos abusos feitos à Igreja. Isso provocou a ordem de apresentar-se à Gestapo; entre outros, foi-lhe pedido que fizesse as homilias em alemão, mas ele se recusou e, já prevendo sua prisão próxima, mandou preparar uma maleta com o indispensável. Ele foi preso no dia 7 de novembro, levado à cadeia onde ficou em isolamento e submetido às sevícias dos guardas.

Em 16 de janeiro de 1940, foi transferido, com outros sacerdotes e seminaristas, para o Instituto dos Salesianos de Ląd, em prisão domiciliar, de onde pôde secretamente manter contatos com a diocese e reorganizar o Seminário. De suas janelas, pôde ver a multidão de deportados; por isso, não fazia ilusões sobre sua sorte, pelo contrário, decidiu oferecer a sua vida a Deus pela salvação da Igreja e de sua amada Polônia. Enquanto outros eclesiásticos eram deportados para os diferentes campos de concentração, Mons. Kozal foi deixado em Ląd, com sete sacerdotes e um diácono.

A Santa Sé, esperando beneficiá-lo, lhe fez chegar a nomeação como administrador de Lublin, mas, apesar dos esforços da Santa Sé, em 3 de abril de 1941 todos eles foram enviados para o campo de concentração de Inowroclaw, onde o Bispo teve lesões nas pernas e no ouvido esquerdo, por causa das torturas que lhe infligiram os nazistas.

Em 25 de abril de 1941, acontecia o último transferimento até o famigerado campo de Dachau, onde a mão sobre os sacerdotes católicos era particularmente pesada. Ao Bispo foi dado o número de identidade 24544; às sevícias diárias que sofriam, em particular os sacerdotes católicos, se juntou uma epidemia de tifo, que atingiu uma grande número de deportados. Kozal adoeceu de tifo e, em 25 de janeiro de 1943, junto com o primo, padre Ceslao Kozal, foi levado à tenda dos doentes, denominada “Revier”. No dia seguinte foi visitado pelos médicos, cujo chefe lhe deu uma injeção no braço direito e, após alguns minutos, Kozal expirou. O Bispo foi “terminado” com uma injeção letal de fenol. O testemunho do primo foi determinante, porque ele ouviu saindo do grupo de médicos a frase: “Agora, lhe será mais fácil a via da eternidade”.

Era o dia 26 de janeiro. Outras fontes relatam que Kozal morreu de fome porque compartilhava suas rações com outros presos, ele era conhecido por sua fé cristã e seu sacrifício. O atestado de óbito do médico do campo certificou: "morreu de tifo". Os detentos pediram o corpo para levá-lo ao cemitério para enterrá-lo, mas o comandante do campo estava sob pressão de Berlim e, em 30 de Janeiro, mandou cremar o corpo no crematório do campo. O pedido da família para entregar a urna e os pertences pessoais do Bispo foi rejeitado.

Bem conhecendo a ligação entre o Catolicismo e o espírito nacional nos poloneses, a invasão nazista não podia deixar de golpear os pastores para melhor dispersar o rebanho. Todos os que fora próximos de Kozal e os companheiros de desventura testemunharam sua santidade, demonstrada até o último momento. Sem gestos heroicos e frases históricas para deixar aos pósteros.

Foi um santo também em relação a seus opressores e assassino, pobre executores materiais de ordens estupidas, mais ou menos coniventes, mais ou menos convencidos da bondade da ideia que, a mão armada, representava, todos acomunados pela mesma ignorância desesperada de Deus e do que é o bem e o mal.

Hoje, uma lapide monumental colocada na Catedral de Włocławek em 1954 recorda o martírio silencioso de Michele Kozal, como também dos outros 220 sacerdotes da diocese “terminados” em Dachau, e mínima parte de um Holocausto Católico que, ao que parece, é de bom gosto não lembrar.

Os detentos e testemunhas do martírio de Mons. Kozal pediram, após a liberação do campo de concentração de Dachau, para iniciar a canonização, mas só tiveram sucesso em 1957. A beatificação se deu em 14 de janeiro de 1987, em Varsóvia. Segundo a Wikipédia alemã, a festa é no dia 14 de junho. Ele é padroeiro da diocese polonesa e da cidade de Włocławek, do Seminário de Bydgoszcz, Primaz do Seminário de Gniezno, co-padroeiro da Diocese de Bydgoszcz (desde 2004), e padroeiro de muitas igrejas na Polônia.

Desagradáveis aos pretensos progressistas de esquerda e a certos revisionistas de direita, os mortos católicos (e mortos porque tais) dos lagers nazistas não possuem uma cinematografia que os celebre nem fotografias para pendurar nas escolas “para não esquecer”.

A memória do Mons. Kozal é no dia 26 de janeiro. Foi beatificado em Varsóvia, em 14 de junho de 1987, por João Paulo II, que fixou a memória em 14 de junho, talvez para não “atrapalhar” o Dia da Memória, que deve permanecer estritamente judeu.

Pesquisa, organização e nota: Giulia d’Amore
Fontes de pesquisa:




* Holocausto é um termo mal utilizado, obviamente com intenções sionistas. O termo “holocausto”, de origem grega, significa “sacrifico pelo fogo”, lembramo-nos disso no episodio de Abrão e Isaac, prefiguração do Sacrifício de Cristo. No caso das vítimas dos nazistas, caberia: massacre, extermínio, genocídio, morticínio, hecatombe... mas não Holocausto, sobretudo com maiúscula, porque o Holocausto por excelência refere-se exclusivamente à morte de Nosso Senhor, que Se deu em holocausto por nós; ou seja, em sacrifício por nós. Qual foi o sacrifício para a Humanidade que essas pobres almas fizeram? A não ser os mártires da Fé que morreram por serem católicos – e só por isso – os demais foram vítimas da guerra. É trágico, é lamentável, mas essa é a verdade. Esse assunto remete forçosamente a outra questão: à dos números do genocídio perpetrado pelos nazistas. Recentemente, o WikiLeaks, a “organização transnacional sem fins lucrativos, sediada na Suécia, que publica, em sua página, postagens de fontes anônimas, documentos, fotos e informações confidenciais, vazadas de governos ou empresas, sobre ‘assuntos sensíveis’...”, soltou a informação, vinda da própria Cruz Vermelha, de que o número de vítimas seria por volta de 300.000. Muita gente, sem dúvida, mas não chega nem perto dos 6 milhões alardeados pelos quatro cantos da Terra como um dogma. Além disso, segundo a Cruz Vermelha, “não há evidências de um Holocausto”.


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