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terça-feira, 25 de julho de 2017

Charlie Gard e o Santo Ofício

Chega ao fim a história e a vida de Charlie Gard, segundo a vontade do Mundo. Hoje, me parece, sai o veredito definitivo da Corte Inglesa sobre o último pedido dos pais para salvar a vida do inocente. Li que os pais não vão recorrer, li que eles "desistiram", mas, de fato, parece que aos pais foi dada a escolha de decidir se Charlie morrerá sozinho ou na companhia dos pais. É preciso estar nos panos deles para compreender o sofrimento e as razões da decisão deles. Neste caso, sim, não cabe um julgamento. É desumano. Bom, mas se Charlie vai mesmo morrer ou não... quem sabe? O futuro a Deus pertence, precisamos confiar nEle. O que importa é que ele foi batizado. Morrerá católico.  

Posto, hoje, um documento de Santa Romana Igreja acerca da eugenia travestida de eutanasia que está na moda mundo afora e que é a verdadeira razão do assassinato de Charlie Gard. Ele "não serve", é uma vida inviável, sem futuro, um estorvo. Não se encaixa nos padrões estéticos e hedonísticos que o Mundo reclama. Para muitos, nem um ser humano é, pois ainda não tem noção de "existir". Chamam de eutanasia (boa morte, em grego; morte humanitária, hoje em dia) mas não tem nada de bom nisso. É um tipo de morte que costuma ser dolorosa e agônica. A pessoa morre de fome, de sede e de dor. Pode ser rápido - Deus o permita! - , mas pode levar dias, como é público e notório.  

Charlie não é a única criança nessa situação hoje. Nem a última. Moloque exige sacrifícios! Herodes vive. 

E não pensem que no Brasil não se faz, porque se faz. Com crianças e adultos. Sendo informado à família ou não. Assim, por prudência e segurança, façam um testamento biológico no qual possam estabelecer as últimas vontades quando já não puderem falar por si próprios. Falem disso com seus parentes e amigos mais próximos. Um católico deve morrer como católico


DECRETO DO SANTO OFÍCIO SOBRE A EUGENIA: 




“Foi perguntado a esta Suprema Sagrada Congregação se é lícito, por parte da autoridade pública, matar diretamente aqueles que, ainda que não tenham cometido nenhum crime merecedor de morte, todavia, por seus defeitos físicos ou psíquicos, não possam ser úteis à Nação e possam ser para ela um peso, e se estima que possam ser de impedimento a seu vigor e à sua força. Na sessão plenária da Suprema Sagrada Congregação do Santo Ofício, de quinta-feira 27 de novembro de 1940, os Eminentíssimos e Reverendíssimos Cardeais prepostos à tutela da fé e da moral, tendo recebido o voto dos Reverendíssimos Senhores Consultores, assim responderam e decretaram: ‘Não é lícito, por ser contrário à lei natural e ao preceito divino’. 

No domingo seguinte, dia primeiro de Dezembro do mesmo ano, o Santíssimo Senhor nosso Pio pela divina providência Papa XII, na costumeira audiência concedida ao Excelentíssimo Senhor Assessor do Santo Ofício, aprovou a decisão dos Eminentíssimos Padres e ordenou a sua publicação. 

Dado em Roma, junto ao Palácio do Santo Ofício, no dia 2 de dezembro de 1940.” 


quinta-feira, 3 de julho de 2014

DECRETO LAMENTABILI SANE EXITU: PROPOSIÇÕES DOS MODERNISTAS CONDENADAS PELA IGREJA


CONGREGAÇÃO DO SANTO OFÍCIO

DECRETO

LAMENTABILI  SANE  EXITU


DAS PROPOSIÇÕES DOS MODERNISTAS CONDENADAS PELA IGREJA

DECRETO DA SAGRADA INQUISIÇÃO ROMANA E UNIVERSAL 
no qual se elecam 65 proposições que perturbam a doutrina católica 
mesmo apresentando-se como derivadas e fundadas na mesma doutrina. 

O decreto é um tipo de antecipação do que São Pio X exporá, 
em 8 de Setembro seguinte, na Encíclica Pascendi Dominici gregis.

Com estes dois documentos é condenado o modernismo
que andava se difundindo dentro dos ambientes católicos.


Quarta-feira, 3 de julho de 1907.

Com êxito verdadeiramente Lamentável, a nossa idade, desmandando-se no indagar as razões supremas das coisas, vai não raras vezes atrás de novidades por tal forma, que deixa de parte o que é como herança do gênero humano, para se precipitar em erros gravíssimos. Erros esses que serão muito mais perniciosos, quando se trata das ciências sagradas, ou da interpretação da Sagrada Escritura, ou dos principais mistérios da fé.

E é para lamentar profundamente que também entre os católicos se encontrem não poucos escritos que, ultrapassando os limites demarcados pelos santos Padres e pela própria Santa Igreja, a pretexto de mais elevados conhecimentos e em nome de considerações históricas, procuram esse progresso dos dogmas, que, na realidade, não é senão a sua corruptela.

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