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terça-feira, 23 de julho de 2019

A ORIGEM JUDAICA DO PROTESTANTISMO

Artigo forte, que atrairá a ira de muitos. Mas interessante, porque são palavras de um judeu, e lógico, se pensarmos que os judeus que não se fizeram seguidores de Jesus talvez não tenham entendido o significado da própria “eleição” (povo eleito) como “servidão”, e permaneceram ligados ao ódio por Aquele que, segundo eles, havia causado a ruína do mundo deles. E se explica, também, a tendência judaizante da heresia Neocat(1) e a deriva carismática de parte da Igreja. O livro também mostra a ligação do Protestantismo com as ideologias socialistas, da qual não se exclui a participação dos próprios judeus. Boa leitura. E antes de gritar ao antissemitismo, preste atenção a quem é o autor do livro. Obrigada. 

Nota: Em (1), as notas de tradução; em [1], as notas originais. 



A ORIGEM JUDAICA DO PROTESTANTISMO





Judaísmo e “heresias cristãs” nos escritos do autor judeu Bernard Lazare


Dos primeiros séculos ao Protestantismo



Texto de Andrea Giacobazzi(2) 


Breve introdução

“Com o Protestantismo, o espírito judaico triunfou”

O que se segue não pode ser definido como um artigo — ou um ensaio — sobre as ligações entre as heresias “cristãs” e o Judaísmo. Trata-se, basicamente, de uma coleção de excertos de um único livro: “O Antissemitismo. História e causas”[1] (1894), do sionista Bernard Lazare(3), expoente proeminente da cultura hebraica na virada dos séculos XIX e XX. Esta breve apresentação pode servir ao mesmo tempo como uma parcial recensão (no sentido etimológico de “examinar, valorar”) e como base de reflexão acerca da lúcida análise com a qual, um autor bem distante do Catolicismo Romano, parece convergir sobre determinadas interpretações histórico-teológicas. O tema parece ainda mais interessante se for lido, ao contrário do que faz Lazare, pelo ponto de vista da Igreja que – enquanto “Novus Israel”, “Verus Israel” — tem em sua Doutrina o verdadeiro cumprimento da Lei Mosaica. Na Tradição eclesiástica se encontra a continuação perfeita daquele reto caminho que — já antes da vinda de Cristo — fora desviado, no contexto hebraico, por várias “tradições humanas” e, por fim, pelo espírito das heterodoxias farisaicas, por causa das quais o Messias não foi reconhecido por todos os hebreus[2] (“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que fechais o reino dos céus diante dos homens; porque assim vós não entrais nele, nem deixais entrar aqueles que querem entrar”[3]) Facilmente se compreende como o Judaísmo de hoje tenha muito pouco a ver com os Santos Profetas do Antigo Testamento que tantas vezes chamaram de volta à Fé genuína o povo e suas autoridades. Mas voltemos às heresias “cristãs”: o que afirma, então, Lazare sobre esta “corrente hebraica” que parece perseguir e golpear, de seita em seita, o Novo Israel Católico?



Os excertos 


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

¡Viva Cristo Rey y Santa María de Guadalupe!

VIVA CRISTO REI. 90 ANOS DA CRISTIADA, A GUERRA MEXICANA PELA RELIGIÃO QUE QUISERAM OCULTAR.




por María Fidalgo Casares[1], para Mundo Diario.  



Foto da época
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Crianças mártires, assaltos a trens, estradas de ferro povoadas de enforcados, indômitos guerrilheiros, brigadas de valentes mulheres com voto de silêncio, emboscadas em serras desérticas, Cavaleiros de Colombo[2] antimaçônicos, a Ku Klux Klan (KKK)[3] e as traições de um governo anticlerical são os fascinantes elementos de “A Cristiada” ou “Guerra Cristera” (1926-1929), a guerra religiosa mais dramática, sangrenta e desconhecida da História da América, que recém completa agora 90 anos. Uma tragédia que foi praticamente apagada dos livros de História. Seu grito de luta: “Viva Cristo Rei e a Virgem de Guadalupe”. 

O famoso Emiliano Zapata[4] lutou com 10 mil homens, e Pancho Villa[5] com 20 mil, mas os desconhecidos Cristeros conseguiram mobilizar 50 mil combatentes, apoiados por todo um povo. Foi uma guerra pela liberdade que se converteu em um verdadeiro “martirológio”[6], já que, nessa perseguição sangrenta e selvagem, centenas de religiosos e laicos católicos foram assassinados por sua fé. Um capítulo bélico recolhido em centenas de fotografias em preto e brancos, que surpreendem por sua força e magnetismo. 

domingo, 24 de janeiro de 2016

O TEMPO MEDIEVAL



O tempo é um fragmento da eternidade. Portanto, pertence a Deus. E, por conseguinte, à sua Igreja. O sol dita o ritmo das horas com o alternar-se dos anos e das estações, do dia e da noite. Aquele “branco manto de igrejas” que, como escreveu Roberto, o Glabro, recobriu de repente a Europa a partir do ano Mil, envolve também a vida cotidiana do homem medieval (na foto acima, o relógio da catedral de Wells).

As festas litúrgicas marcam o passar dos vários períodos do ano. Assim, os sinos, entre o amanhecer e o pôr-do-sol, sinalizam aos fiéis os ordenados fragmentos que compõem o dia, interrompido e recomposto três vezes pelo Ângelus, a prece católica que recorda o mistério da Encarnação.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

A verdadeira história das Cruzadas

A verdadeira história das Cruzadas


Por Thomas F. Madden
São Bernardo de Clairvaux
Muitos historiadores têm tentado há já algum tempo esclarecer os factos em torno das Cruzadas visto que as más-concepções que são demasiado comuns. Para eles, este é um momento de ensinar sobre as Cruzadas no preciso momento em que as pessoas estão a prestar atenção.
Com a possível excepção de Umberto Eco, os estudiosos medievais não estão habituados a tanta atenção; nós temos a tendência de ser um grupo tranquilo (excepto durante as bacchanalia anuais que nós damos o nome de "International Congress on Medieval Studies" em Kalamazoo, Michigan, e logo aí), estando absorvidos a ler crónicas empoeiradas e a escrever estudos chatos e meticulosos que poucas pessoas irão ler. Imaginem, portanto, a minha surpresa quando no espaço de alguns dias após o 11 de Setembro, a Idade Média subitamente se tornou relevante.

terça-feira, 8 de abril de 2014

VLADIMIR PUTIN, O INIMIGO DO MOMENTO?

Recebido por e-mail. Em espanhol:



Para todos los que creen que Putin es el enemigo del momento, y lo acusan de todo, incluso de querer restaurar el antiguo imperio como si los rusos, de esta Rusia, no tuvieran derecho a ello, y Argentina por Malvinas y la Antártida, lean lo que sigue, y después piensen a quiénes en realidad sirven con su manera "un poco extraña" de pensar:

http://actualidad.rt.com/actualidad/view/122836-putin-citas-rusia-ucrania-crimea


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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Arqueologia: O heroismo dos católicos japoneses durante séculos

Arqueologos revelam história heroica dos católicos japoneses perseguidos durante séculos – 2 

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Mapa do sitio do castelo de Hara, pintura japonesa. Anônimo siglo XVII
Mapa do sitio do castelo de Hara, pintura japonesa. Anônimo siglo XVII
continuação do post anterior (Pale Ideas)


A resistência de Shimabara
A resistência de Shimabara teve episódios épicos em que sucessivos exércitos pagões foram derrotados com imensas perdas, sendo que os católicos sofreram muito pouco.
Impotentes, os pagãos pediram auxilio aos holandeses protestantes que primeiro forneceram pólvora e canhões.
O chefe holandês Nicolaes Couckebacker se engajou pessoalmente na batalha.

Ele montou os canhões num barco de guerra e na costa.
Estas armas dispararam cerca de 426 projéteis em 15 dias, sem grande resultado, e dois vigias holandeses foram baleados pelos católicos resitentes.
Bala de canhão holandês protestante
Bala de canhão holandês protestante
Parte das mais de 400 balas desenterradas pelos arqueólogos podem ser vistas também no Museu de Shimabara.
Os mesmos peritos encontraram 16 cruzes de metal no castelo, provavelmente feitas a partir da fundição dos projéteis.
Afinal os holandeses se retiraram e receberam uma mensagem dos católicos resistentes:
“Não existem soldados mais corajosos no reino para combater conosco, e não estão envergonhados de terem chamado ajuda de estrangeiros contra o nosso pequeno contingente?” (Doeff, Hendrik (2003). Recollections of Japan. Translated and Annotated by Annick M. Doeff. (Victoria, B.C.: Trafford).
Por fim, o Shogun (chefe militar do império) concentrou um exército de 125.000 homens que arrendeu a fortaleza pela fome e falta de munição. 37 000 católicos e simpatizantes foram presos e martirizados logo a seguir. A perseguição se estendeu a todo o império.
Cruz feita com o bronze das balas holandesas
Cruz feita com o bronze das balas holandesas
Em Nagasaki, padres eram mortos em público e queimados vivos. Aproximadamente 80% dos cristãos da cidade foram executados e os outros foram presos ou escravizados.
Prêmios em dinheiro eram oferecidos aos que denunciassem os religiosos clandestinos.
Os portugueses foram expulsos do Japão, e os protestantes foram premiados. Cfr. Os últimos samurais cristãos.
Até hoje, em datas festivas, as perseguições aos cristãos são lembradas. Na semana do Festival Okunchi, celebrado entre os dias 7 e 9 de outubro em Nagasaki, os moradores da cidade abrem a porta de suas casas e exibem seus pertences no jardim.
Trata-se de um costume do século XVII, quando eles eram obrigados a mostrar tudo o que possuíam para provar que não eram católicos.
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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Descobertas capelas dos católicos japoneses perseguidos durante séculos

Em português y español

Gruta perto de Nagasaki, sobre o mar.
Os católicos reunidos foram pegos e martirizados

clique nas imagens para ampliar
Na região japonesa de Taketa, muito considerada pela sua beleza natural, foram descobertas oito capelas católicas escavadas na pedra durante a perseguição desencadeada pelo Shogun, governador militar do império, informou a Agência Zenit.

Situada no centro da Prefeitura de Oita Kyushu, Taketa também é conhecida como a Pequena Kyoto e está rodeada por montanhas e pelo rio Ono.

Lá estão as águas termais mais conhecidas do Império do Sol Nascente.

Mas a região é também onde a graça do Batismo foi vertida com maior abundância. Quando os missionários chegaram à localidade, ela se converteu e foi um dos centros com maior presença católica do Japão.

Um nobre samurai, batizado por São Francisco Xavier em Oita, foi para Taketa. Ali, muitos grandes proprietários de terra foram conquistados pelo exemplo do nobre guerreiro e foram professando a Fé Católica.

O primeiro grupo contava 200 fiéis, mas não demorou para que em Taketa, que tinha uma população de 40.000 habitantes, mais de 30.000 adotassem o Catolicismo.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Te$temunha$ - EUA: judeus foram pagos para se passar por vítima do Holocausto

Sempre para reflexão. O blog não concorda com tudo. 


Te$temunha$



EUA: judeus foram pagos para se passar por vítima do Holocausto




Cerca de 5,5 mil judeus receberam de forma fraudulenta US$ 42 milhões nos Estados Unidos pagos pela Alemanha, fazendo-se passar por vítimas do Holocausto, informou nesta terça-feira a promotoria de Nova York. Dezessete pessoas, responsáveis pela armação do golpe, foram acusadas de usar um fundo destinado a ajudar vítimas da perseguição nazista na Segunda Guerra Mundial, informou em um comunicado a promotoria.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Judeu nega o holocausto

Judeu nega o holocausto

Porque me denomino um Negador do Holocausto


O publicitário britânico Paul Eisen, apesar de membro da comunidade judaica, se tornou um fervoroso defensor do Revisionismo do “Holocausto”. Naturalmente devemos relevar algumas frases de seu discurso, mas ele publicou a verdade fundamental em Londres com grande coragem e dedicação. Como podemos ver a partir de suas publicações na rede, ele é um judeu correto. A 5 de dezembro de 2012, ele fez em seu Blog a seguinte revelação: “Porque eu me denomino um negador do holocausto”.
 




Minha família era formada por pessoas completamente normais – duas vezes por ano éramos judeus, como costumávamos dizer. Mas como a maioria de nós, judeus da segunda e terceira geração, bastante modernos, do norte de Londres, nosso judaísmo preenchia nossas vidas. E isso significava nesta época Sionismo e Holocausto. Minha família, amigos e eu entendíamos sob o termo Holocausto, simplesmente apenas “nunca mais”. [...] A princípio eu fazia o papel de Zadik da família (o “justo”), muito ligado a Deus e meu judaísmo (apesar de sempre conflitar com outros judeus). Então me tornei o dissidente intelectual da família. Como jovem adulto, eu me pendia de alguma forma para a esquerda sionista, mas sempre totalmente fiel ao Estado Judeu. Bem, eu desejava que Israel não se comportasse tão mal e me envergonhasse diante de meus amigos. Mas quando se tratava do Holocausto, minha fé era inabalável. Já em 1978 eu visitara o Yad Vashem. [...]

terça-feira, 5 de novembro de 2013

O que é a História?

A HISTÓRIA É A NARRATIVA DOS ESFORÇOS DE DEUS
PARA SALVAR TODOS OS HOMENS
E CONDUZI-LOS À ETERNA BEATITUDE.
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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Cronologia Universal das Mentiras e Sabotagens Protestantes

Mais uma vez, um texto para reflexão, para ler com discernimento, tendo em vista que a boa vontade do autor navega no desconhecimento da crise na Igreja. 



Por Fernando Nascimento


Uma vez protestante, ensinava Lutero: "Que mal pode causar se um homem diz uma boa e grossa mentira por uma causa meritória e para o bem da Igreja (luterana)." (Grisar, Hartmann, S.J., Martin Luther, His life & work, The Newman Press, 1960- pág 522).

O teólogo e humanista Erasmo de Rotterdam (1467-1536), amigo contemporâneo de Lutero, assim chegou a se expressar diante da vil conduta do pai do protestantismo: "Revelarei a todos que mestre insigne és em falsificar, exagerar, maldizer e caluniar. Mas já toda gente o sabe... Na tua astúcia sabes torcer a própria retidão, desde que o teu interesse o requeira. Conheces a arte de mudar o branco em preto e de fazer das trevas luz". (Grisar, Luther, II, 452 e ss, apud Franca, IRC: 200, nota 96)


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

INQUISIÇÃO PROTESTANTE

Para ler com o devido discernimento, levando em conta que a boa vontade do autor é ofuscada pelo desconhecimento da crise na Igreja e da co-existência da verdadeira Igreja e a igreja conciliar. Este texto é ponto de partida para ulteriores pesquisas e reflexões. Basta de mentiras protestantes. Mas não como nova mentiras, porque não devemos fazer o mal, mesmo visando a um bem, porque os fins não justificam os meios. Nunca.


Autor: Fernando Nascimento
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. Introdução .

O artigo que segue, revela em rica bibliografia, os números de mortos e requintes de crueldade dos incomparáveis tribunais eclesiásticos protestantes. E deixará claro que as levianas acusações protestantes contra a Igreja Católica, sorrateiramente mudaram o significado da palavra “inquisição”, que quer dizer apenas: “sindicância”, “investigação”, em sinônimo de “matança de pessoas”.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Notícias vaticanas: até quando, Bergie?

Bergoglio, de joelhos, recebendo uma bênção de um herege
A publicação do ZENIT desta semana é um banquete de blasfêmias, heresias e esquisitices do Bispo de Roma. Vamos elencar algumas:

Primeira de todas a notícia sobre a tal carta aos não crentes, que é uma apoteose de heresias/blasfêmias/tolices. São Pio X dizia que o Modernismo é a síntese de todas as heresias, talvez pressupondo que depois disso não viria nada de novo... Já há sinais, no entanto, de uma nova heresia: o bergoglianismo. Sobre a carta, escreveremos um post à parte. Aqui apenas noticiamos. 

Em seguida, a notícia de que, para Bergoglio, a Igreja pode errar, como todas as mães. Isso não é uma heresia? A Igreja não pode errar porque é Santa, e é Santa porque Santo é seu Fundador, Nosso Senhor Jesus Cristo. Essa visão de que a Igreja é "santa e pecadora" é tipicamente protestante. Bom, o que esperar de quem dobrou os joelhos diante de um herege protestante para receber uma "bênção" e se recusa a assumir o Papado, em sua plenitude, grandeza e glória? Bergoglio ainda afirma que, por ter defeitos, a Igreja precisa ser ajudada a ser "mais bela, mais autêntica, mais conforme ao Senhor"... De mestra a Igreja vira um ser que precisa de tutela... 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

MENTIRA HISTÓRICA: A IGREJA E HITLER

Esclarecendo foto do arcebispo de Viena Innitzer apertando a mão de Hitler



Por Fernando Nascimento

O site Terra, sabe-se lá com que intenção, publicou o texto a seguir sobre a antiga foto abaixo:

“Hitler é recebido pelo arcebispo de Viena Theodor Innitzer (de batina) em hotel no dia 15 de março. O religioso assinou uma declaração de apoio ao Anschluss, acrescentando "Heil Hitler!"”



Esta foto tem sido exaustivamente usada por inimigos da Igreja como uma cabal “prova” de apoio da Igreja ao nazismo, o que é uma grotesca mentira.

A Verdade:

terça-feira, 25 de junho de 2013

HISTÓRIA MUNDIAL: o Testamento da Rainha Isabel, a Católica

clique na imagem para ler a biografia

Testamento de la Señora Reina Católica Doña Isabel

hecho en la villa de Medina del Campo, a doce de octubre del año 1504.


En el nombre de Dios todopoderoso, Padre, Hijo e Espíritu Santo, tres Personas en una esencia Divinal, Criador e Governador universal del Cielo e de la Tierra, e de las cosas visibles e invisibles; e de la gloriosa Virgen Santa María, su Madre, Reyna de los Cielos y Señora de los Ángeles, nuestra Señora e Abogada,...

...quiero e mando que mi cuerpo sea sepultado en el Monasterio de San Francisco, que es en la Alhambra de la Cibdad de Granada, siendo Religiosos o Religiosas de la dicha Orden, vestido en el hábito del bienaventurado Pobre de Jesu Christo San Francisco, en una sepultura baxa que no tenga bulto aguno, salvo una losa baxa en el suelo, llana, con sus letras esculpidas en ella; pero quiero e mando que si el Rey mi señor eligiese sepultura en cualquier otra parte o lugar destos mis Reynos, que mi cuerpo sea allí trasladado e sepultado, junto al cuerpo de su Señoría, porque el ayuntamiento que tuvimos viviendo y en nuestros ánimos, espero, en la misericordia de Dios, tornar a que en el Cielo lo tengan e represenen nuestros cuerpos en el suelo.


Otrosí, conformándose con lo que debo y soy obligada de derecho, ordeno y establezco e instituyo por universal heredera de todos mis Reynos, e Tierras, e Señoríos, e de todos mis bienes rayces, después de mis días, a la Ilustrísima Princesa Doña Juana, Archiduquesa de Austria, duquesa de Borgoña, mi muy cara, e muy amada hija, primogénita, heredera e sucesora legítima de los dichos mis Reynos e Tierras e Señoríos; la cual luego que Dios me llevare, se intitule Reyna.


sexta-feira, 21 de junho de 2013

A Inquisição exterminou 30 milhões de pessoas?

Para muitos estes supostos dados de “milhões de mortes” são as provas claras e literais do obscurantismo e corrupção da Igreja católica durante a “Idade das Trevas” podemos então afirmar a veracidade destes números que pressupõem que um verdadeiro “holocausto” foi promovido por parte do clero da Igreja Católica?

É comum vermos na literatura secular, em filmes e documentários, pior nas escolas do ensino fundamental e médio e até em faculdades e universidades, a afirmativa de que a Igreja “torturou e matou milhares”, alguns dizem milhões de pessoas aniquiladas pela Inquisição. Há também diversos ambientes acadêmicos no Brasil em que é nítido tal interpretação, são muitos autores e professores universitários a partilhar dessas objeções.

É inegável a atuação da Inquisição assim como os julgamentos, qualquer contraposição é uma aberração um erro grotesco de história, a crítica veiculada neste texto é dirigida aos números de mortes e incidentes referentes aos cerca de 386 anos de atuação, deste tribunal eclesiástico.

Muitos podem até dizer que números não importam, contudo ela “matou e torturou”, a questão é que nesta situação os números representam o maior pretexto e fonte de contradições a temática, pois tendem a alimentar e propagar a ideia de uma tragédia histórica, sem controle, um crime, um perverso e criminoso ato, vindo da Igreja contra a humanidade. Não levando em conta os fatores, o contexto e as posições religiosas da época estaria correto colaborar com estas argumentações e afirmações? Teria sido uma ferramenta de perseguição e extermínio de quem ousava pensar diferente? ou trata-se de posições subjetivas oriundas do homem contemporâneo?

Vale salientar que estas sociedades eram claramente ligadas ao bem e ‘alegria social’ (Pernoud, 1997) e da religião “em função da fé cristã” (Daniel Rops, Vol. III. p. 43), tinham como ferramentas de prevenção, a condenação de grupo ou individuo, para evitar a contaminação de confusões e divisões que ruíam ‘todo o sistema e ordem social da época’ (Gonzaga, 1994) além de evitar a propagação de heresias e divisões entre os fieis na Cristandade, assim os códigos penais abraçavam e previam comumente a tortura e a morte do réu. E o povo entendia que estes eram os princípios jurídicos e inquisidores (cf. Mt 18,6-7) que evitavam a expansão de cismas e heresias.

Mas seriam verdadeiros estes indicies sobre a Inquisição? Ou é maquinação vinda dos inimigos da religião que tiram proveito não só da Inquisição ou das Cruzadas, centram-se também nos erros e faltas morais de alguns filhos da Igreja para fazê-los de “cavalo de batalha na sua guerra contra a religião e para perpetuamente as estarem lançando em rosto à Igreja.” como disse o historiador e Pe. W. Devivier, S.J.  Fato que "é da natureza da Igreja provocar ira e ataque do mundo" segundo Hilaire Belloc.

A principal finalidade do artigo não é amenizar os efeitos da Instituição ou fazê-la mais branda, mas trazer a tona os fatos e verdadeiros números da referida instituição, cujos estudiosos sérios testemunham para que possamos construir uma justa interpretação do tema, sem nos veicularmos a nenhuma propaganda anticatólica.

Vamos tomar como referência as Atas do grande Simpósio Internacional sobre a Inquisição, em que 30 grandes historiadores participaram vindos de diversas confissões religiosas, para tratar historicamente da Inquisição, proposta motivada pela Igreja. O Papa João Paulo II afirmou certa vez: “Na opinião do publico, a imagem da Inquisição representa praticamente o símbolo do escândalo”. E perguntou “Até que ponto essa imagem é fiel à realidade”.

O encontro realizou-se entre os dias 29 e 31 de Outubro de 1998. Com total abertura dos arquivos da Congregação do Santo Oficio e da Congregação do Índice. As Atas deste Simpósio, foram anos depois reunidas e apresentadas ao público, sob forma de livro contendo 783 paginas, intitulado originalmente de “L’Inquisione” pelo historiador Agostinho Borromeo, professor da Universidade de La Sapienza de Roma. O mesmo historiador lembrou “Para historiadores, porem, os números têm significado” (Folha de S. Paulo, 16 junho 2004).

As atas documentais do Simpósio, já foram utilizadas em vários obras de historiadores, e continuam a ser, tais documentos são resultados de uma profunda pesquisa sobre os dados de processos inquisitoriais: as seguintes afirmações foram declaradas pelo historiador Agostinho Borromeo.

Sobre a “famigerada e terrível” Inquisição Espanhola:

“A Inquisição na Espanha celebrou, entre 1540 e 1700, 44.674 juízos. Os acusados condenados à morte foram apenas 1,8% (804) e, destes, 1,7 (13) foram condenados em “contumácia”, ou seja, pessoas de paradeiro desconhecido ou mortos que em seu lugar se queimavam ou enforcavam bonecos.”

Sobre as famosas “caças as bruxas”.

“Dos 125.000 processos de sua historia [tribunais eclesiásticos], a Inquisição espanhola condenou a morte 59 “bruxas”. Na Itália. 36 e em Portugal 4.”

E a propaganda de que “foram milhões”.

Constatou-se que os tribunais religiosos eram mais brandos do que os tribunais civis, tiveram poucas participações nestes casos, o que não aconteceu com os tribunais civis que mataram milhares de pessoas.

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Sentenças de uma famoso inquisidor:

“Em 930 sentenças que o Inquisidor Bernardo Guy pronunciou em 15 anos, houve 139 absolvições, 132 penitências canônicas, 152 obrigações de peregrinações, 307 prisões e 42 “entregas ao braço secular” ([citado em] AQUINO, Felipe. Para entender a Inquisição. 1 ed. Cleofas. Lorena. 2009, p. 23).

O Simpósio conclui que as penas de morte e os processos em que se usava-se tortura, representam números pouco expressivos, ao contrario do se imaginava e foi propagado. Os dados são uma verdadeira demolição e extirpação de muitas ideias falsas e fantasiosas sobre a Inquisição.

“Hoje em dia, os historiadores já não utilizam o tema da inquisição como instrumento para defender ou atacar a Igreja. Diferentemente do que antes sucedia, o debate se encaminhou para o ambiente histórico com estatísticas sérias” (Historiador Agostinho Borromeo, presidente do Instituto Italiano de Estudos Ibéricos: AS, 1998).

Bom que tudo isto tem mudado é sinal de esperança, tomara que haja uma nova reconstrução “hermenêutica”, sendo esta necessidade histórica. Que com uma justa crítica acurada, superem-se as ambiguidades historiográficas.

Pena que as correntes históricas penduram-se e os teóricos antigos, dizem eles os “conceituados” continuam a ser as referencias “fidelíssimas”, assim na prática pedagógica e histórica; seja superior (acadêmica) ou (média e fundamental) ensinos públicos, continua à ritualista tradição a-histórica, não transparente sobre os acontecimentos e de tom feiticista e alienado, incluindo dentre destes, muitos estudiosos, professores, e jornalistas brasileiros e do resto do mundo. “Há milhões de pessoas que odeiam o que erroneamente supõe o que seja a Igreja Católica” (Bispo americano, John Fulton Sheen).

Referencias:

AQUINO, Felipe. Para entender a Inquisição. 1º ed. Cleofas. Lorena. 2009.
DEVEVIER, W. A Historia da Inquisição, curso de apologética cristã. Melhoramentos, São Paulo, 1925.
L’INQUISIONI. Atas do Simpósio sobre a Inquisição, 1998.
PERNOUD, Régine. A Idade Média: Que não nos ensinaram. Ed. Agir, SP, 1964.
ROPS. Henri-Daniel. A Igreja das Catedrais e das Cruzadas. Vol. III. Ed. Quadrante, São Paulo. 1993.

FONTE: http://www.veritatis.com.br/apologetica/artigospapaprimado/933-a-inquisicao-exterminou-30-milhoes-de-pessoas?hitcount=0.

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quinta-feira, 7 de março de 2013

Charles-Henri Sanson reabilita o Rei Luís XVI

Notícia antiga - 2007 - mas vale a pena ler de novo.  Afinal, as mentiras se perpetuam quando a verdade é calada.

Manuscrito de carrasco reabilita Luís XVI


O leilão, em Londres, do relatório de Charles-Henri Sanson, carrasco do rei da França Luís XVI, causou sensação. Segundo Sanson, face à morte, o martirizado soberano "manteve um sangue-frio e uma fortaleza que nos deixou a todos admirados. Estou muito convencido de que ele tirava essa força dos princípios da religião. Ninguém jamais me pareceu tão compenetrado e persuadido deles". O verdugo descreve o domínio que o rei tinha sobre si mesmo, e como lhe estendeu espontaneamente as mãos para serem amarradas antes de ser guilhotinado. As difamações dos asseclas da Revolução Francesa contra o monarca, hoje lembrado com respeito por inúmeros franceses, ficam assim desacreditadas.


domingo, 27 de janeiro de 2013

HOLOCAUSTO CATÓLICO: CRIME ESQUECIDO

HOLOCAUSTO CATÓLICO: CRIME ESQUECIDO

De Rino Cammilleri

Hoje se celebra o Dia da Memória para homenagear as vítimas do Holocausto(*). Uma página negra na História do Século XX, nas quais não faltam algumas luminosas figuras de mártires católicos.

Michele Kozal nasceu em 1893, na diocese de Poznan, na Polônia, de uma família pobre. Com muitos sacrifícios, conseguiu cursar as escolas superiores em 1905. Aqui se tornou presidente de uma associação clandestina católica que se opunha às tentativas de germanizar as escolas (a influência prussiana era muito forte naquela região).

Em 1914, entrou no Seminário ‘Leonium’ de Poznan, mas só pôde ser ordenado ao final da Grande Guerra, na Catedral de Gniezno (onde terminou o seminário), aos 23 de fevereiro de 1918. O cardeal Edmundo Dalbor, Arcebispo de Gniezno, o nomeou, em 29 de setembro de 1922, prefeito do ginásio católico humanístico feminino de Bydgoszcz e, em 1927, diretor espiritual do Seminário Maior de Gniezno. A sua obra sacerdotal e de direção espiritual foram tão profícuas que, em 25 de setembro de 1929, foi nomeado reitor do Seminário, apesar de, entre todos os docentes, ser o único a não possuir os graus acadêmicos; ele também foi vice-pároco de várias paroquias. Em 12 de junho de 1939 o Papa Pio XII o nomeou Bispo auxiliar de Włocławek (foi consagrado na catedral da cidade em 13 de agosto de 1939) e titular de Lappa.

Em 1º de setembro. Os nazistas invadiram a Polônia e começou a Segunda Guerra Mundial. Após duas semanas, chegavam a Włocławek. Mons. Kozal se tornou ponto de referência e de conforto para a gente apavorada de Włocławek e apesar dos incessantes convites das autoridades polonesas de afastar-se da cidade, ele tenazmente quis permanecer com seu povo e administrar a diocese depois da saída, no dia 6 de setembro, do bispo titular, Mons. Karol Mieczysław Radoński (Bispo de Włocławek de 1928 a 1951). Seu trabalho pastoral durou, ao todo, apenas 22 meses; os alemães, que entraram na cidade em 14 de setembro, começaram um sistemático desmantelamento da atividade eclesial; as publicações católicas foram suprimidas, os edifícios eclesiásticos sequestrados, as igrejas fechadas e os religiosos presos. Diante do horror desencadeado pelos nazistas, Kozal protestou energicamente, mas inutilmente, junto às autoridades de ocupação, pelos abusos feitos à Igreja. Isso provocou a ordem de apresentar-se à Gestapo; entre outros, foi-lhe pedido que fizesse as homilias em alemão, mas ele se recusou e, já prevendo sua prisão próxima, mandou preparar uma maleta com o indispensável. Ele foi preso no dia 7 de novembro, levado à cadeia onde ficou em isolamento e submetido às sevícias dos guardas.

Em 16 de janeiro de 1940, foi transferido, com outros sacerdotes e seminaristas, para o Instituto dos Salesianos de Ląd, em prisão domiciliar, de onde pôde secretamente manter contatos com a diocese e reorganizar o Seminário. De suas janelas, pôde ver a multidão de deportados; por isso, não fazia ilusões sobre sua sorte, pelo contrário, decidiu oferecer a sua vida a Deus pela salvação da Igreja e de sua amada Polônia. Enquanto outros eclesiásticos eram deportados para os diferentes campos de concentração, Mons. Kozal foi deixado em Ląd, com sete sacerdotes e um diácono.

A Santa Sé, esperando beneficiá-lo, lhe fez chegar a nomeação como administrador de Lublin, mas, apesar dos esforços da Santa Sé, em 3 de abril de 1941 todos eles foram enviados para o campo de concentração de Inowroclaw, onde o Bispo teve lesões nas pernas e no ouvido esquerdo, por causa das torturas que lhe infligiram os nazistas.

Em 25 de abril de 1941, acontecia o último transferimento até o famigerado campo de Dachau, onde a mão sobre os sacerdotes católicos era particularmente pesada. Ao Bispo foi dado o número de identidade 24544; às sevícias diárias que sofriam, em particular os sacerdotes católicos, se juntou uma epidemia de tifo, que atingiu uma grande número de deportados. Kozal adoeceu de tifo e, em 25 de janeiro de 1943, junto com o primo, padre Ceslao Kozal, foi levado à tenda dos doentes, denominada “Revier”. No dia seguinte foi visitado pelos médicos, cujo chefe lhe deu uma injeção no braço direito e, após alguns minutos, Kozal expirou. O Bispo foi “terminado” com uma injeção letal de fenol. O testemunho do primo foi determinante, porque ele ouviu saindo do grupo de médicos a frase: “Agora, lhe será mais fácil a via da eternidade”.

Era o dia 26 de janeiro. Outras fontes relatam que Kozal morreu de fome porque compartilhava suas rações com outros presos, ele era conhecido por sua fé cristã e seu sacrifício. O atestado de óbito do médico do campo certificou: "morreu de tifo". Os detentos pediram o corpo para levá-lo ao cemitério para enterrá-lo, mas o comandante do campo estava sob pressão de Berlim e, em 30 de Janeiro, mandou cremar o corpo no crematório do campo. O pedido da família para entregar a urna e os pertences pessoais do Bispo foi rejeitado.

Bem conhecendo a ligação entre o Catolicismo e o espírito nacional nos poloneses, a invasão nazista não podia deixar de golpear os pastores para melhor dispersar o rebanho. Todos os que fora próximos de Kozal e os companheiros de desventura testemunharam sua santidade, demonstrada até o último momento. Sem gestos heroicos e frases históricas para deixar aos pósteros.

Foi um santo também em relação a seus opressores e assassino, pobre executores materiais de ordens estupidas, mais ou menos coniventes, mais ou menos convencidos da bondade da ideia que, a mão armada, representava, todos acomunados pela mesma ignorância desesperada de Deus e do que é o bem e o mal.

Hoje, uma lapide monumental colocada na Catedral de Włocławek em 1954 recorda o martírio silencioso de Michele Kozal, como também dos outros 220 sacerdotes da diocese “terminados” em Dachau, e mínima parte de um Holocausto Católico que, ao que parece, é de bom gosto não lembrar.

Os detentos e testemunhas do martírio de Mons. Kozal pediram, após a liberação do campo de concentração de Dachau, para iniciar a canonização, mas só tiveram sucesso em 1957. A beatificação se deu em 14 de janeiro de 1987, em Varsóvia. Segundo a Wikipédia alemã, a festa é no dia 14 de junho. Ele é padroeiro da diocese polonesa e da cidade de Włocławek, do Seminário de Bydgoszcz, Primaz do Seminário de Gniezno, co-padroeiro da Diocese de Bydgoszcz (desde 2004), e padroeiro de muitas igrejas na Polônia.

Desagradáveis aos pretensos progressistas de esquerda e a certos revisionistas de direita, os mortos católicos (e mortos porque tais) dos lagers nazistas não possuem uma cinematografia que os celebre nem fotografias para pendurar nas escolas “para não esquecer”.

A memória do Mons. Kozal é no dia 26 de janeiro. Foi beatificado em Varsóvia, em 14 de junho de 1987, por João Paulo II, que fixou a memória em 14 de junho, talvez para não “atrapalhar” o Dia da Memória, que deve permanecer estritamente judeu.

Pesquisa, organização e nota: Giulia d’Amore
Fontes de pesquisa:




* Holocausto é um termo mal utilizado, obviamente com intenções sionistas. O termo “holocausto”, de origem grega, significa “sacrifico pelo fogo”, lembramo-nos disso no episodio de Abrão e Isaac, prefiguração do Sacrifício de Cristo. No caso das vítimas dos nazistas, caberia: massacre, extermínio, genocídio, morticínio, hecatombe... mas não Holocausto, sobretudo com maiúscula, porque o Holocausto por excelência refere-se exclusivamente à morte de Nosso Senhor, que Se deu em holocausto por nós; ou seja, em sacrifício por nós. Qual foi o sacrifício para a Humanidade que essas pobres almas fizeram? A não ser os mártires da Fé que morreram por serem católicos – e só por isso – os demais foram vítimas da guerra. É trágico, é lamentável, mas essa é a verdade. Esse assunto remete forçosamente a outra questão: à dos números do genocídio perpetrado pelos nazistas. Recentemente, o WikiLeaks, a “organização transnacional sem fins lucrativos, sediada na Suécia, que publica, em sua página, postagens de fontes anônimas, documentos, fotos e informações confidenciais, vazadas de governos ou empresas, sobre ‘assuntos sensíveis’...”, soltou a informação, vinda da própria Cruz Vermelha, de que o número de vítimas seria por volta de 300.000. Muita gente, sem dúvida, mas não chega nem perto dos 6 milhões alardeados pelos quatro cantos da Terra como um dogma. Além disso, segundo a Cruz Vermelha, “não há evidências de um Holocausto”.


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Cristeros - a perseguição que a mídia esconde

GUERRA CRISTERA - a perseguição aos Cristãos no Mexico, de 1926 a 1929. 


A guerra dos Cristeros


“No dia 31 de Julho de 1926, alguns homens fizeram com que Nosso Senhor se ausentasse de seus templos, de seus altares, dos lugares dos católicos, mas outros homens fizeram com que voltasse; estes homens não viram que o governo tinha muitos soldados, muito armamento e muito dinheiro para fazer-lhes a guerra; isto eles não viram, o que viram foi defender seu Deus, sua Religião, sua Mãe, que é a Santa Igreja, isto é o que eles viram. A estes homens não importou deixar suas casas, seus pais, seus filhos, suas esposas e tudo o que possuíam; foram aos campos de batalha procurar Deus Nosso Senhor. Os rios, as montanhas, os montes, as colinas são as testemunhas de que aqueles homens falaram a Deus Nosso Senhor com o Santo Nome de Viva Cristo Rei, Viva a Santíssima Virgem de Guadalupe, Viva o México. Os mesmos lugares são o testemunho de que aqueles homens regaram o solo com seu sangue e, não contentes com isto, deram mesmo suas vidas para que Deus Nosso Senhor voltasse. E vendo Deus Nosso Senhor que aqueles homens realmente o procuravam, se dignou vir outra vez a seus templos, a seus altares, aos lugares dos católicos como estamos vendo agora, e recomendou aos jovens de hoje que, se no futuro aparecer novamente o problema, não se esqueçam do exemplo que nos deixaram nossos antepassados” (carta de Francisco Campos, Santiago Bayacora, Durango). 

Capítulo 1

A Premeditação — 31 de julho a 31 de dezembro de 1926 

31 de Julho; Último Dia de Cultos.

“Desde o dia em que o Episcopado anunciou sua decisão de suspender o culto público, começou a aparecer gente para colocar em ordem suas consciências, apesar de ser tempo de cultivo na lavoura. Cada dia que passava, aumentava a aglomeração de gente nas povoações, de todos os ranchos vizinhos acudia gente, em todos os semblantes se via a inquietação, em todos os olhos se via a tristeza, e das bocas só saía a pergunta: A que se deve isto? Por que fecham as igrejas, o que está acontecendo? E só se respondia: Quem sabe? Eu não sei. Em uma paróquia havia três sacerdotes, mas foram insuficientes para confessar tanta gente, não tinham tempo nem descanso para tomar seus alimentos, passavam os dias desde muito cedo até altas horas de noite sentados nos confessionários, mas não lhes foi possível confessar aquela multidão. Os dias e as horas transcorriam e passavam e se dissipavam. E a gente cabisbaixa e pensativa, que não acatava e não aceitava, decidia (sic) que não estava de acordo com aquela lei dada a conhecer e executada tão de repente; havia caído como um raio em todos os corações e em todas as mentes... Mas não havia remédio, tinham de obedecer. Mas não era somente isto: a lei arbitrária ditada por Plutarco Elías Calles não terminava com fechar os templos, mas que Deus tinha de sair dali, apesar de Ele ter dito: ‘Estarei convosco até a consumação dos séculos’. Esta promessa tinha de ser quebrada, Ele tinha de ir para as matas, Ele tinha de abandonar sua casa, assim como Ele um dia expulsou os mercadores do templo dizendo-lhes: ‘Minha casa é casa de oração’, mas um dia teve de deixá-la e fugir como um criminoso porque Calles o havia ordenado. Fechou-se o templo, o sacrário ficou deserto, ficou vazio, Deus já não está aí, foi-se para ser hóspede de quem queria dar-lhe pousada mesmo temendo ser prejudicado pelo governo; já não se ouvia o badalar dos sinos que chamam o pecador para que vá fazer sua oração. Só nos restava um consolo: que a porta do templo estava aberta e os fiéis, de tarde, iam rezar o Rosário e chorar suas culpas. O povo estava de luto, acabara-se a alegria, já não havia bem-estar nem tranqüilidade, o coração se sentia oprimido, e para completar tudo isso o governo proibiu reunião na rua como acontece se uma pessoa fica de pé diante de outra, pois isto era um delito grave” 1.

“Neste dia haveria missa solene às 12 horas da noite, e, desde que terminou o exercício vespertino, a nave do templo era materialmente insuficiente para a imensa multidão de fiéis. As visitas de joelhos, desde a porta até o altar, sucediam-se. Ninguém queria ver chegado aquele momento tão doloroso, mas Deus permitiu que assim fosse. Às 11:30h, os sinos com um alegre repicar, ou então com lúgubre canto, chamam para a missa. A Adoração Noturna, as associações piedosas e os agrupamentos católico-sociais, com seus contingentes e respectivas bandeiras, fizeram ato de presença com todos os fiéis. Às 12 em ponto foi feita a Exposição do Santíssimo, e, na seqüência, começou a Santa Missa. Depois do Evangelho, nosso querido Pe. González ocupou o púlpito... Logo que ele apareceu na tribuna, começou o pranto de todo o povo reunido aos pés de Jesus Hóstia. As palavras do padre, também cheias de dor, eram interrompidas... A missa continuou, e nela houve comunhão geral, e, terminado o Santo Sacrifício, nos foi dada a bênção com o Ostensório... Finalmente, o padre, sem os paramentos, ajoelhou-se ao pé do altar, com os olhos fixos na imagem do senhor das Misericórdias, despediu-se d’Ele e saiu misturado com os fiéis; Cristo e seu Ministro tinham ido embora.” 2  

"Mas naquele dia já não havia alegria, já não havia tranqüilidade, sentia-se algo estranho, todos os ânimos exaltados, exclamações de dor. Valha-nos Deus! Que nos irá acontecer? Certamente é o fim do mundo, diziam outros, e também outros diziam que são nossos pecados, que é isto e nada mais, e por todas as ruas se viam como multidões quando se pressente que vai chover. Muita surpresa causava ver pessoas que viviam afastadas dos sacramentos procurar o confessor para receber o perdão de seus pecados, outros, que viviam amasiados, pedindo que fossem unidos pelo matrimônio como Deus manda, e grande quantidade de batismos. Por fim foi rezado o rosário com grande fervor, com um eloqüente sermão, e depois o Santo Sacrifício da missa, pois era meia-noite, nem a igreja se fechou porque tantos fiéis acudiam aos sacramentos... não houve quem dormisse nessa inesquecível noite, comentando o futuro... Terminada a missa foi dada como despedida a bênção com o Santíssimo Sacramento, ficando tudo escuro. Meu Deus! Como descrever esta tremenda hora? Meus nervos se crispam, minha mão treme ao descrever o que se via e o que se ouvia. Acabava de se retirar o pai, e seus filhos... ficamos órfãos... Ficou aquele santo lugar como um mar de lágrimas; no meio das trevas saía a gente... repercutindo nas abóbadas todos os ais de dor que saíam de todas as bocas... ao sair em meio de tanta confusão tinham medo, porque gente em todos os lados gritava ‘o diabo, o diabo’...” 3  
      

24 de Julho de 1926: O Episcopado mal havia decretado a suspensão 
do culto público em todo o México. Esta medida, inaudita na história da
Igreja Universal, serviu para dar impulso à reação de 31 de Julho.  De 24
a 31 de Julho, dia e noite, filas enormes formavam-se nas portas das igrejas,
como na foto acima, tirada em frente da Catedral do México. Centenas de 
milhares de confissões, milhares de batismos e casamentos foram aqui 
administrados. Nestes dias de confusão, suplicavam os fiéis pela benção
de Jesus Sacramentado.

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