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domingo, 15 de julho de 2018

Libertação de Jerusalém pelos Cruzados


Aos 15 de julho de 1099, os exércitos Cruzados, que haviam partido 3 anos antes com a benção e as indulgências do beato Urbano II, entram triunfantes em Jerusalém, e liderados por Godofredo de Bulhão, libertam o Santo Sepulcro da ocupação islâmica. A Terra Santa é reconquistada à Santa Romana Igreja!

  

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Condenação do Cardeal József Mindszenty


Aos 6 de fevereiro de 1949, os comunistas húngaros, depois de bárbaras torturas físicas e morais, e ao final de um processo-farsa, condenam ao ergástulo (prisão perpétua) o Eminentíssimo Cardeal József Mindszenty, Arcebispo metropolita de Esztergom e Primaz de Hungria, ilustre hierarca da Igreja do Silêncio.  

Para denunciar o sacrilégio, Sua Santidade o Papa Pio XII fez três áureos discursos ao Sacro Colégio diplomático e ao povo romano.  

Mindszenty morreu mártir aos 6 de maio de 1975. 

Fonte: Sassari Tridentina. 


      

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Non nobis Domine...



“Non nobis Domine, non nobis, sed nomini tuo da gloriam” (Salmo 113,9) é latim e significa: “Não a nós, ó Senhor, não a nós, mas ao teu nome dai a glória”.

É uma pequena oração de agradecimento e, também, uma expressão de sincera humildade, quando se recusa agradecimentos por ter feito a própria obrigação ou por ter feito algo a serviço de ou por amor a Deus.  


Por séculos, foi o brado dos Cavaleiros templários do “Ordo Templi”. Como parte do Salmo 113 (“In Exitu Israel”) também foi recitado liturgicamente, como parte da Vigília Pascal: o celebrante ajoelha, em um gesto de auto-humilhação, quando chega a este versículo. Segundo a lenda, Henry V ordenou que fosse recitado junto com o “Te Deum”, em ação de graças pela vitória inglesa na batalha de Agincourt, em 1415. Jean Mouton (c. 1459-1522) compôs um moteto para um texto que começa com o “Non nobis” para celebrar o nascimento de uma filha de Louis XII e Anne da Bretanha, em 1510.  




No Salmo 113 (“In Exitu Israel”), Davi canta a saída de Israel do Egito. O início do Salmo, antigamente, era cantado ao transportar o corpo de um defunto até o local sacro, quase a indicar, alegoricamente, a mística viagem do cristão, prefigurado pelos Hebreus, até à Jerusalém Celeste. Dante o faz cantar em coro às almas que alcançam as praias do Purgatório (in Pg II 46-48: “... ‘In exitu Isräel de Aegypto’ / cantavan tutti insieme ad una voce / con quanto di quel salmo è poscia scripto”.  


SALMO 113,9 e ss.

Non nobis Domine non nobis sed nomini tuo da gloriam
super misericordia tua et veritate tua nequando dicant gentes ubi est Deus eorum
Deus autem noster in cælo omnia quæcumque voluit fecit
simulacra gentium argentum et aurum opera manuum hominum
os habent et non loquentur oculos habent et non videbunt
aures habent et non audient nares habent et non odorabuntur
manus habent et non palpabunt pedes habent et non ambulabunt non clamabunt in gutture suo
similes illis fiant qui faciunt ea et omnes qui confidunt in eis
domus Israël speravit in Domino adiutor eorum et protector eorum est
domus Aaron speravit in Domino adiutor eorum et protector eorum est
qui timent Dominum speraverunt in Domino adiutor eorum et protector eorum est
Dominus memor fuit nostri et benedixit nobis benedixit domui Israël benedixit domui Aaron
benedixit omnibus qui timent Dominum pusillis cum majoribus
adiciat Dominus super vos super vos et super filios vestros
benedicti vos Domino qui fecit cælum et terram
cælum cæli Domino terram autem dedit filiis hominum
non mortui laudabunt te Domine neque omnes qui descendunt in infernum
sed nos qui vivimus benedicimus Domino ex hoc nunc et usque in sæculum


EM PORTUGUÊS:

Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória, por amor de vossa misericórdia e fidelidade.
Por que diriam as nações pagãs: Onde está o Deus deles?
Nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que lhe apraz.
Quanto a seus ídolos de ouro e prata, são eles simples obras da mão dos homens.
Têm boca, mas não falam, olhos e não podem ver,
têm ouvidos, mas não ouvem, nariz e não podem cheirar.
Têm mãos, mas não apalpam, pés e não podem andar, sua garganta não emite som algum.
Semelhantes a eles sejam os que os fabricam e quantos neles põem sua confiança.
Mas Israel, ao contrário, confia no Senhor: ele é o seu amparo e o seu escudo.
Aarão confia no Senhor: ele é o seu amparo e o seu escudo.
Confiam no Senhor os que temem o Senhor: ele é o seu amparo e o seu escudo.
O Senhor se lembra de nós e nos dará a sua bênção; abençoará a casa de Israel, abençoará a casa de Aarão,
abençoará aos que temem ao Senhor, os pequenos como os grandes.
O Senhor há de vos multiplicar, vós e vossos filhos.
Sede os benditos do Senhor, que fez o céu e a terra.
O céu é o céu do Senhor, mas a terra ele a deu aos filhos de Adão.
Não são os mortos que louvam o Senhor, nem nenhum daqueles que descem aos lugares infernais.
Mas somos nós que bendizemos ao Senhor agora e para sempre.

Fontes:


Tradução e pesquisa: Giulia d'Amore.

 

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Igreja de Santa Maria in Aracoeli

https://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Maria_in_Aracoeli
Santo Bambino de Aracoeli
Santa Maria in Aracoeli é uma igreja em Roma, construída no local onde, segundo a lenda, a Sibila Tiburtina profetizou a chegada de Cristo ao Imperador Augusto, pouco antes da morte deste. Augusto, por isso, dedicou ali um altar ao “filho de Deus”: o ara coeli, isto é, “altar do céu”, que fica na colina do Capitólio e é um exemplo das igrejas tradicionais das Ordens Mendicantes. Santa Helena, mãe do Imperador Constantino, foi sepultada neste local, e se diz que seus ossos estão no altar à esquerda do transepto da igreja. Uma capela perto da sacristia contém a estátua milagrosa do Santo Bambino, ou o Cristo Menino de Aracoeli, que parece ter sido esculpida em madeira de uma árvore do Jardim das Oliveiras, ou Getsêmani, em Jerusalém, mas como o original foi roubado em 1994, apenas uma réplica aparece ao público


Nota n. 2 da Encíclica SACRA PROPEDIEM, do Papa Bento XV: http://farfalline.blogspot.com/2015/01/bento-xv-sacra-propediem-1921.html. 


Giulia d'Amore 

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quinta-feira, 9 de abril de 2015

A verdadeira história das Cruzadas

A verdadeira história das Cruzadas


Por Thomas F. Madden
São Bernardo de Clairvaux
Muitos historiadores têm tentado há já algum tempo esclarecer os factos em torno das Cruzadas visto que as más-concepções que são demasiado comuns. Para eles, este é um momento de ensinar sobre as Cruzadas no preciso momento em que as pessoas estão a prestar atenção.
Com a possível excepção de Umberto Eco, os estudiosos medievais não estão habituados a tanta atenção; nós temos a tendência de ser um grupo tranquilo (excepto durante as bacchanalia anuais que nós damos o nome de "International Congress on Medieval Studies" em Kalamazoo, Michigan, e logo aí), estando absorvidos a ler crónicas empoeiradas e a escrever estudos chatos e meticulosos que poucas pessoas irão ler. Imaginem, portanto, a minha surpresa quando no espaço de alguns dias após o 11 de Setembro, a Idade Média subitamente se tornou relevante.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

IDADE MÉDIA: Os escolásticos medievais fundaram a economia científica

Os escolásticos medievais fundaram a economia científica  

.
Um dado muito pouco conhecido é que a Igreja inspirou o pensamento econômico na Idade Média.

Até então os homens não tinham racionalizado os sistemas econômicos.

Alguns grandes pensadores como Aristóteles trataram de alguns problemas muito básicos da atividade econômica.

Porém, a imensa maioria dos homens e as civilizações antigas tocavam a vida econômica em função da agricultura, o artesanato, o comércio e o intercâmbio básico, e não raciocinavam sobre isso.

Para eles, a economia era o que a palavra significa ao pé da letra: as "regras da casa" ou "administração doméstica" (de 'eco' = casa e 'nomos' = regras ou costumes).

Joseph Schumpeter, um dos mais importantes economistas da primeira metade do século XX, em sua History of Economic Analysis (1954), disse dos escolásticos (a escola teológica que unificou a linguagem e a formulação dos conceitos na Idade Média)
:  
“Foram eles os que chegaram, mais perto do que qualquer outro grupo, a serem os ‘fundadores’ da economia científica”.

Jean Buridan (1300-1358), reitor da Universidade de Paris, deu importantes contribuições à moderna teoria da moeda.

Nicolas Oresme (1325-1382), aluno de Buridan e padre fundador da economia monetária, estudou com prioridade os efeitos destrutivos da inflação.

Martín de Azpilcueta (1493-1586), escolástico tardio, escreveu sobre a carestia provocada pelo aumento de meio circulante (moeda)
. 
 

Em bispados e abadias se começou a raciocinar
sobre a boa ordenação das atividades humanas.
Foto: abadia de Fontenay, França
O Cardeal Caietano (1468-1534) justificou moralmente o comércio internacional.

Ele também demonstrou como a expectativa sobre o valor futuro da moeda afeta o presente do mercado. Algo relacionado com os modernos mercados futuros.

Para Murray Rothbard, economista americano da Escola Austríaca do século XX, “o Cardeal Caietano, um príncipe da Igreja do século XVI, pode ser considerado o fundador da teoria da expectativa em economia".

O franciscano Jean Olivi (1248-1298) foi o primeiro a propor uma teoria do valor subjetivo, e mostrou que o "justo preço" emerge da interação entre compradores e vendedores no mercado.

Um século e meio depois, São Bernardino de Siena, o maior pensador econômico da Idade Média, consagrou esta teoria.  


por Santiago Fernandez


 
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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Carpaccio: arte & culinária

O carpaccio é uma iguaria fina servida nas melhores festas e restaurantes mais sofisticados, e, ultimamente, começa a ser consumido também por toda parte. A origem desse prato é disputada entre duas cidades italianas: Veneza e Milão. Particularmente, estou propensa a crer mais na versão veneziana, depois explico melhor. 

Aqui as versões: 

1) De acordo com Arrigo Cipriani, atual dono do "Harry's Bar", em Veneza, o carpaccio foi inventado pelo cozinheiro do bar à época, porque uma senhora, a Condessa Amalia Nani Mocenigo, por ordem médicas, pois sofria de anemia, se via obrigada a alimentar-se de carne crua, mas não consegui engolir a carne em pedaços. Assim, pensou-se em fatiar a carne em lâminas bem finas para que a sensação desagradável fosse melhorada. O prato foi servido com um molho de mostarda, para disfarçar mais ainda o gosto. Deu certo. O carpaccio é uma delícia, com ou sem molho.
O nome se deve ao fundador e dono do "Harry's Bar" à época, Giuseppe Cipriani, que se inspirou nas telas do pintor veneziano Vittore Carpaccio, que estavam sendo expostas em Veneza à época, particularmente por causa da cor vermelho sangue que era costumeiramente usada pelo artista.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

SANTOS QUARENTA MÁRTIRES DE INGLATERRA, ESCÓCIA E GALES

A história destes mártires é muito atual e nos serve de exemplo e estímulo para nós mesmos sermos mártires da atualidade. Há vários tipos de martírios, e o martírio da ridicularização parece ser o que mais atinge os católicos ocidentais, muitos dos quais sucumbem à pressão e preferem não falar de Fé, ou não defender a honra de Deus e da Igreja apenas para não criar constrangimentos ou parecer piegas. Temos um gravíssimo exemplo disso na pessoa de Francisco/Bergoglio, quando "preferiu" dar uma benção silenciosa para não ofender os jornalistas presentes que não eram católicos. Lembram? Gravíssimo pela qualidade da Pessoa que ele representa. Mas não nos enganemos, o martírio real está à nossa porta, com as políticas públicas do governo marxista que tomou o poder no Brasil, que defende e promove pretensos "direitos das minorias" que se opõem clara e violentamente aos direitos de Deus. No Congresso, já tramitam projetos de lei que pretendem "criminalizar o homofobia" (ou seja, por na cadeia qualquer pessoa que diga que homossexualismo é pecado), liberar o aborto em qualquer caso, permitir a eutanasia, reconhecer o direito dos pedófilos ao "amor da forma como eles o concebem", com a obrigatoriedade do estudo do Islã e do marxismo nas escolas públicas, e todo tipo de atrocidade moral que visa destruir a sociedade cristã ocidental. Chegarão tempos em que não poderemos mais ficar confortavelmente sentados atrás de um computador e teremos que ir à arena, enfrentar os leões.  

Que os mártires ingleses nos sirvam de modelo para defendermos a Fé Católica daqueles que pretensamente tem o poder de, "legalmente", nos tirar a liberdade e, ilegalmente, nos tirar a vida.  


SANTOS QUARENTA MÁRTIRES DE INGLATERRA, ESCÓCIA E GALES


Século XVI-XVII  


A história das perseguições anticatólicas em Inglaterra, Escócia e Gales começa em 1535 e vai até 1681; o primeiro a desencadeá-la foi, como se sabe, o rei Henrique VIII, que provocou o cima da Inglaterra com a separação da igreja anglicana de Roma.

Além dele, artífices mais ou menos cruéis foram também os seus sucessores Eduardo VI (1547-1553), a terrível Elisabeth I, a ‘rainha virgem’ († 1603), James I Stuart, Carlos I, Oliver Cromwell, Carlos II Stuart. 


Em 150 anos de perseguições, morreram milhares de católicos ingleses, pertencentes a todas as classes sociais, testemunhando sua adesão à fé católica e ao papa e recusando os juramentos de fidelidade ao rei, novo chefe da religião de Estado.

sábado, 19 de julho de 2014

Títulos Papais

Títulos Papais

  LEIA TAMBÉM: OS PAPAS SANTOS E BEATOS

 

Manuscrito nos Arquivos do Vaticano do Dictatus Papae,
um documento sobre a autoridade papal, do século XI,
que registra o processo histórico pelo qual, o título
"Papa" passou a ser usado apenas pelo Bispo de Roma.
Em sua proposição XI, ele diz: «Quod hoc unicum est
nomen in mundo» («Que este nome [Papa] é único no mundo»).
Os Títulos do Bispo de Roma, mais frequentemente designados por Títulos Papais, referem-se aos diversos títulos utilizados pelo Protocolo, como pronome de tratamento ou designando uma realidade teológica ou secular do Bispo de Roma. Para a Igreja Católica, “constituem o que se denominou de primazia de honra. Essas prerrogativas não são, como seus direitos de jurisdição, ligados ao jure divino do seu cargo. Eles cresceram no decorrer da história, e foram consagrados pelo uso de séculos, mas eles não estão livres de modificações” (cf. aqui).

Originalmente, os títulos do Bispo de Roma eram usados como expressões de respeito, poder e veneração, posteriormente muitos ficaram firmemente associados ao seu cargo, tornando-se títulos distintivos e específicos. O uso dos títulos mais antigos, são o de "Papa" e "Pontífice", que remontam a meados do século III; os demais títulos surgiram a partir do século V, e se desenvolveram ao longo de toda a Idade Média. O Anuário Pontifício, diretório da Santa Sé publicado desde 1716, lista os que são considerados os títulos oficiais papais desde então. No entanto, a lista oficial não inclui todos os que são usados. Além disso, durante a história, os Papas portaram, às vezes por séculos,
diversos outros títulos que em determinado momento foram abandonados. 

domingo, 22 de junho de 2014

História da Inquisição

 "Não haverá mais belo Apostolado nem mais valiosa obra de zelo que levar aos homens os argumentos e as razões da Fé Católica" pe. Devivier - Curso de Apologetica Cristã.

A HISTÓRIA DA INQUISIÇÃO

   
   
RECOMENDAÇÃO DE SS. S. PIO X

quando Patriarca de Veneza

ao editor da tradução italiana desta obra

Muito me honra o seu pedido de eu juntar minha humilde voz a dos eminentes Prelados, que louvaram o Curso d’Apologética Cristã do P. W. Devivier.

Tal é, na verdade, o mérito desta obra que, onde quer que for conhecida será procurada pelos sacerdotes para relembrar as verdades aprendidas no seu curso dogmático. Eles a espalharão também nas famílias como resumo dessa teologia, que os leigos só podem estudar dum modo incompleto, mas que não podem ignorar para darem razão da sua fé a si e aos outros, defendendo-a contra as acusações suscitadas.

Aprovo, pois, o juízo favorável dado por tantos homens distintos e acho até o elogio do tradutor inferior à mesma obra. Também quisera vê-la nas mãos dos jovens e homens de toda a condição, e mesmo nas mãos das senhoras, pois elas às vezes deixam de, nesta época de negligência em matéria de instrução religiosa, aprofundar as coisas da fé, e vivem num estado de dúvida, produzido pelas objeções, que não sabem resolver.

Regozijando-me do bem que fazeis, preparando esta 2ª edição italiana, faço votos para que esta obra seja conhecida e dada como lembrança da 1ª comunhão, como prêmio nas casas de educação, como de leitura nas famílias cristãs. Tenho para mim, que todos os que a leram, dirão, ao Senhor, confirmados na verdade religiosa: “Vossos testemunhos são infinitamente dignos de fé”. (Ps. 92).  Eles reconhecerão também quanta perfídia há em outros livros, por demais espalhados, inimigos da religião, e reduzirão ao silêncio, com nobre franqueza, os que em conversas particulares ousam caluniar a Igreja em algum ponto...

Mantua, 20 de abril de 1894.
***

ALGUMAS DAS ACUSAÇÕES QUE SE FAZEM CONTRA A IGREJA
 


Nunca a Igreja, santa em seu Fundador e sempre pura na sua doutrina e na sua moral, deixou de encaminhar os seus filhos para a prática das mais belas e até das mais heróicas virtudes. E, por isso, não obstante as fraquezas da humanidade e a grande força das paixões, jamais deixou de haver entre os católicos uma grande multidão de santos, de apóstolos, de mártires, de homens de grande e nobre caráter, incapazes de baixezas e prontos a levar a cabo obras da mais elevada perfeição e da mais sublime caridade.

Mas não deixa o cristão de ser um homem livre, e nem a graça do batismo, nem também a do sacerdócio aniquilam as propensões que o puxam para o mal. Mesmo no colégio apostólico houve quem atraiçoasse o divino Mestre. E no correr dos séculos houve sacerdotes, bispos e até Papas, que faltaram às obrigações do seu estado.

E o que se segue daí? Que é falsa a sua doutrina? Mas nunca a esta doutrina nem à Igreja docente foi jamais concedido o privilégio da impecabilidade. Que ela seja impotente para produzir os frutos de virtudes, que ela própria preconiza? Ainda nos tempos mais corruptos contou entre seus filhos santos eminentes que conseguiram reagir contra a corrupção dominante e reformar a sociedade. 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

HISTÓRIA E DOCUMENTOS DA IGREJA: OS CONCÍLIOS

Estão tentando destruir a Igreja de Cristo. Nosso dever é estudar a Doutrina para não sermos enganados. Por exemplo, saber o Credo a memória é muito bom, mas não basta, é preciso conhecer sua história e compreender o que se professa.  


Os Concílios da Igreja

Paulo III inspirado pela Fé a convocar o Concílio de Trento
Sebastiano Ricci - 1687


Ano
Concílio
Assunto Principal
Concílios da Igreja Pré-Cisma
50
C. de Jerusalém
As leis judaicas e os cristãos}
325
1º C. de Niceia
Contra o arianismo. Credo
381
1º Constantinopla
Finalização do Credo
432
C. de Éfeso
Contra o nestorianismo
451
C. de Calcedónia
Contra o monofisitismo princípio da união hipostática
553
2º Constantinopla
Contra os nestorianos
681
3º Constantinopla
Contra o monotelitismo
767
2º C. de Niceia
Legaliza veneração de imagens




867 e 1064:Cismas entre as Igrejas Romana e Ortodoxas

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

LUTERANOS: O SAQUE DE ROMA

Tendo em vista as previstas e blasfemas comemorações dos 500 anos da herética Reforma Luterana, publicamos a história do Saque de Roma, para que tenhamos bem em mente de quem são esses hereges aos quais os papas conciliares tem tratando como irmãos, pedido desculpas e - Deus nos livre! - pretendendo agora louvá-los e glorificá-los ao comemorar com eles, plantando arvorezinhas e pedindo mais desculpas, o fim da Contrarreforma e a vitória de Lutero. 

A Pérola de York, Beata Margarida Clitherow, vítima dos algozes anglicanos, no momento do suplício, foi convidada a rezar pela Rainha, e ela o fez desejando a conversão do monarca à verdadeira Fé. Alguns anglicanos presentes lhe pediram que rezasse com eles, mas ela se negou, afirmando: “Eu não rezarei convosco, nem vós rezareis comigo. Nem direi Amém a vossas orações, nem vós às minhas”. Estas palavras são meu lema, em se tratando de hereges, de todos os tipos.

E não disse o Apóstolo (1Cor 5,11) que não devemos nos juntar a quem se diz "irmão", mas é devasso, avarento, idólatra, caluniador, beberrão ou ladrão? E que não devemos nem mesmo nos sentar à mesa com um tipo assim? Que dizer, então, dos luteranos que tanto sangue CATÓLICOS têm nas mãos e se orgulham disso (vide texto em vermelho abaixo)! E no versículo 13, ensina: "Afastai do meio de vós o homem mau".


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O saque de Roma pelos luteranos em 1527

 

Leão X com Carlos V (à direita) e Henrique VIII - outro excomungado
Até mesmo muitos católicos não sabem que tal fato aconteceu. O que foi o Saque de Roma?

O Saque de Roma foi um dos episódios mais sangrentos do Renascimento. Foi no dia 6 de maio de 1527 que cerca de quarenta mil homens espalharam terror, violência e morte em Roma. Eram seis mil espanhóis, catorze mil italianos e vinte mil alemães, quase todos fanáticos luteranos. Gritavam: ”Lutherus pontifex”, diante de Castelo de Santo Anjo, para zombar do papa! Ávidos, incansáveis na busca das riquezas, os invasores saquearam e massacraram a população local. Num precioso afresco representando o Santíssimo Sacramento, escreveram à ponta de espada o nome do miserável apóstata Lutero.


Cerca de 18.000 lansquenetes foram lançadas durante semanas contra a pior das repressões, ocasionando um rio de sangue costumeiramente "esquecido" pelos historiadores, que não lhe prestam a devida atenção. Um texto veneziano (contemporâneo) afirma sobre este saque que: "o inferno não é nada quando comparado com a visão da Roma atual".

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Deixe o boi e o burro em paz, Sua Santidade!

A última polêmica vaticana: Não há boi nem burro! 

Por Giulia d'Amore 

Natividade (detalhe) - Frá Angélico
Recentemente, foram divulgados trechos do novo livro[1] do Papa, dos quais se destacou o fato de que a presença de animais no Presépio não consta das Escrituras, o que me leva a crer que Sua Santidade segue a teologia da Sola Scriptura, tendo em vista que, mais uma vez, faz questão de ignorar tanto a Tradição da Igreja quando a tradição popular que, humilde e alegremente, vem transmitindo, há séculos, o costume de enfeitar o presépio com um boi e um asno, assim como fez São Francisco de Assis, o "idealizador" dessa encenação natalina que é uma verdadeira catequese. 

Natividade - Frá Angélico
Além disso, há toda uma tradição artística que está sacramentada em inúmeras obras, das mais famosas às mais anônimas, que pelos séculos afora, desde Belém, vêm retratando este dois fieis escudeiros do Santo Menino.Há, sim, uma profusão de anjos, há a Estrela de Belém, há os (nobres) Rei Magos e os (pobres) pastores com suas ovelhas (que também são animais), mas há também e sobretudo o burro e o boi, sempre próximos ao seu Senhor! 

Em uma breve e rápida pesquisa, colhi estes excertos que podem nos ajudar a compreender porque Bento XVI errou.

“Um burro e um boi: Os animais representam a simplicidade do local onde Jesus nasceu. ‘Jesus não nasceu em palácios, nem em lugares luxuosos, mas sim no meio dos animais’.” (Wikipédia. As figuras do presépio.) O texto entre aspas está em referências.

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