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sexta-feira, 19 de abril de 2019

Quanto agrada a Jesus a lembrança da Sua Paixão

Quanto agrada a Jesus a lembrança da Sua Paixão


Gratiam fideiussoris ne obliviscaris; dedit enim pro te animam suam – "Não te esqueças da graça que te fez teu fiador, pois ele expos sua alma para te valer" (Ecclus. 29, 20).

Sumário. Quão agradável é a Jesus que nos lembremos da sua Paixão, conclui-se de que o Santíssimo Sacramento foi instituído exatamente para conservar em nós a memória dela. Eis porque todos os santos meditavam continuamente nos sofrimentos e desprezos que o Redentor padeceu em toda a sua vida e particularmente na morte. Procuremos dar esta satisfação ao Coração amabilíssimo de Jesus; contemplemo-lo muitas vezes, mormente na sexta-feira, moribundo por nós, lembrando-nos as penas que com tamanho amor sofreu por nós.

I. Quão agradável é a Jesus Cristo que nos lembremos freqüentemente da sua paixão e da morte ignominiosa que por nós sofreu, conclui-se da instituição do Santíssimo Sacramento do altar, a qual foi feita exatamente para guardar sempre viva a lembrança do amor que nos mostrou Jesus, sacrificando-se sobre a cruz pela nossa salvação. – Já sabemos que Jesus instituiu este Sacramento de amor na véspera da sua morte e que depois de ter dado seu corpo aos discípulos, lhes disse, e na pessoa deles também a nós, que quando tomassem a santa comunhão, anunciassem a morte do Senhor (1), quer dizer, que se lembrassem do muito que por nosso amor sofreu. Por isso, a Igreja ordena que na missa o celebrante diga depois da consagração, em nome de Jesus Cristo: Haec quotiescumque feceritis, in mei memoriam facietis – "Todas as vezes que fizerdes estas coisas, as fareis em memória de mim".

Se alguém padecesse pelo seu amigo injúrias e açoites e depois lhe contassem que o amigo, ouvindo falar disso, nem quer escutar dizendo: Falemos em outra coisa, que pena não havia de sentir de tamanha ingratidão? Que consolação teria, ao contrário, sabendo que o amigo proclama a sua gratidão eterna e dele sempre se lembra e fala com lágrimas de ternura? – Eis porque os santos, sabendo quanto agrada a Jesus Cristo a lembrança freqüente da sua Paixão, se tem aplicado sempre a meditar nas dores e nos desprezos que o amantíssimo Redentor sofreu em toda a sua vida e especialmente em sua morte.

Refere-se na vida do Bem-aventurado Bernardo de Corlione, capuchinho, que, quando os religiosos, seus irmãos, queriam ensiná-lo a ler, foi primeiro tomar conselho com Jesus crucificado. Respondeu-lhe o Senhor: Que leitura! Que livros! Eu, o crucificado, quero ser teu livro, no qual poderás ler o amor que te hei consagrado. – Jesus crucificado foi também o livro predileto de São Filipe Benício. No leito da morte pediu o Santo lhe dessem seu livro. Os assistentes não sabiam qual era o livro que desejava, mas frei Ubaldo, seu confidente, deu-lhe a imagem de Jesus crucificado e então disse o Santo: "É este o meu livro"; e, beijando as chagas sagradas, exalou a sua alma bendita.

II. Visto que Jesus deseja tanto que nos lembremos da sua Paixão, procuremos, ó almas devotas, imitar a Esposa dos Cânticos que dizia: Eu me assentei debaixo da sombra daquele que é o objeto dos meus desejos (2). Representemo-nos muitas vezes, particularmente nas sextas-feiras, Jesus moribundo sobre a cruz. Detenhamo-nos com ternura na consideração prolongada das suas chagas e do amor que nos tinha quando estava agonizando sobre aquele leito de dor: Não te esqueças da graça que te fez teu fiador, porque Ele expos por ti sua alma.

Ó Salvador do mundo, ó amor das almas, ó Senhor, objeto mais digno de todo o amor! É pela vossa Paixão que quisestes ganhar nossos corações, mostrando-nos o amor imenso que nos tendes e consumando uma Redenção que nos trouxe a nós um mar de bênçãos e a Vós Vos custou um mar de dores e de opróbrios. Com tantos prodígios de amor alcançastes que muitas almas santas, abrasadas pelas chamas do vosso amor, renunciassem a todos os bens da terra, para se consagrarem inteiramente a vosso amor, ó Senhor amabilíssimo! – Suplico-Vos, meu Jesus: fazei com que eu me lembre sempre da vossa Paixão, e que, miserável como sou, mas vencido, afinal, por tantas finezas do vosso amor, me renda a Vos amar e a dar-Vos com o meu amor alguma prova de gratidão pelo amor excessivo que Vós, meu Deus e meu Salvador, me haveis tido.

Lembrai-Vos, meu Jesus, que sou uma dessas ovelhas, por cuja salvação viestes à terra sacrificar a vossa vida. Sei que, depois de me haverdes remido pela vossa morte, não deixastes de me amar e que ainda me tendes o mesmo amor que me quisestes ter morrendo por mim. Não permitais que eu viva ainda ingrato para convosco, meu Deus, que tanto mereceis meu amor e tanto haveis feito para ser amado por mim. – É esta a graça que vos peço também, ó Maria, pelos merecimentos da dor que sentistes na Paixão de vosso Filho Jesus. (*I 642.)

sábado, 26 de março de 2016

Que mal ele fez?

ECCE HOMO
de Guido Reni
A hora fatal se aproximava. As potências das trevas estavam livres; e eis que todo um povo, tomado por um espírito de furor e de vertigem, se apodera do Justo. Seus próprios discípulos, educados em sua escola, alimentados com seu pão, cobertos por suas carícias; seus discípulos, que acabam de lhe jurar uma fidelidade a toda prova, o abandonam, o negam: um deles o traiu. Amarrado como um malfeitor, ele é levado de tribunal em tribunal, pelas ruas de uma grande cidade. Homens, mulheres, crianças, magistrados, anciões com cabelos brancos, todos acorreram e formaram um cortejo tumultuoso. Do seio desta multidão, hedionda como um homem embriagado, agitada como um mar em fúria, se elevam incessantemente gritos de morte. O ódio impaciente não pode esperar a sentença que deve lhe entregar o inocente. Escarram em seu rosto, o esbofeteiam, batem nele com varas, até colocar a nu as veias e os ossos: da cabeça aos pés, seu corpo forma apenas uma ferida.

À crueldade se junta a insultante zombaria. Como o tigre que brinca com sua presa antes de devorá-la, esse povo bárbaro ultraja sua vitima antes de beber seu sangue. Eles o revestiram com uma túnica de escárnio; em sua mão eles colocaram um caniço como um cetro, e sobre sua cabeça uma coroa de espinhos em sinal de diadema; depois, vendando-lhe os olhos, eles dobram os joelhos, o batem rudemente no rosto e lhe dizem: "Salve, Rei dos Judeus".

sexta-feira, 25 de março de 2016

A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo - Da esperança que devemos ter na morte de Jesus.

A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Da esperança que devemos ter na morte de Jesus.

Por Sto. Afonso Maria de Ligório. 

1. Jesus é a única esperança de nossa salvação; fora dele não há salvação, em nenhum outro (At 4,12). Eu sou a única porta, disse Ele, e quem entrar por Mim encontrará certamente a vida eterna (Jo 10,9). Que pecador poderia esperar perdão, se Jesus não tivesse satisfeito por nós a Justiça Divina com Seu Sangue e com Sua morte?. “Ele carregou com suas iniquidades” (Is 53,11). Por isso, o Apóstolo nos anima, dizendo: “Se o sangue dos bodes e dos touros santifica os imundos para a purificação da carne, quanto mais o Sangue de Cristo, que pelo Espírito Santo se ofereceu a si mesmo a Deus como Vítima imaculada, purificará a nossa consciência das obras mortas para servir o Deus vivo?” (Hb 9,13-14).

Se o sangue dos bodes e dos touros sacrificados tirava dos hebreus as manchas exteriores do corpo, para que pudessem ser admitidos aos sacros misteres, quanto mais o Sangue de Jesus Cristo, o qual por amor Se ofereceu a pagar por nós, tirará os pecados de nossas almas para podermos servir ao nosso sumo Deus. Nosso amoroso Redentor, tendo vindo a este mundo somente para salvar os pecadores e vendo já escrita contra nós a sentença de condenação por causa de nossas culpas, que faz? Ele com Sua morte pagou o castigo que nos era devido e, cancelando com Seu Sangue a escritura da condenação, afixou-a na própria cruz em que morre, para que a Justiça Divina não exigisse de nós a satisfação devida (Cl 2,14).

“Cristo entrou uma só vez no santuário, havendo-nos adquirido uma redenção eterna” (Hb 9,12). Ah, meu Jesus, se não tivésseis encontrado esse modo de obter-me perdão, quem o poderia alcançar? Tinha razão Davi para exclamar: “Publicarei as suas maravilhas” (Sl 9,12). Publicai, ó bem-aventurados, os esforços amorosos que fez nosso Deus para salvar-nos. Visto, pois, ó meu doce Salvador, que me dedicaste tão grande amor, não deixeis de usar de piedade para comigo. Vós me resgatastes das garras de Lúcifer por meio de Vossa morte: eu entrego minha alma nas Vossas mãos, tendes de salvá-la. “Nas vossas mãos encomendo o meu espírito: vós me remistes, Senhor Deus de verdade” (Sl 30,6).

sábado, 12 de março de 2016

1º Domingo da Paixão: velando os Crucifixos e as Imagens nas igrejas

No Primeiro Domingo da Paixão (o quinto Domingo da Quaresma), ocorre a “velatio”, ou seja, cobrem-se com véus roxos os Crucifixos e as imagens e quadros nas igrejas.  

É um costume ligado às duas últimas semanas da Quaresma, através do qual se deseja centrar a atenção dos fiéis no Mistério da Paixão do Senhor.

O motivo principal para isso é para que os fiéis não “se distraiam” com os Santos e que a sua devoção deve estar fundamentada no Mistério Pascal de Cristo, ou seja, na Sua Paixão, Morte e Ressurreição.

Cobrindo-se todas as imagens dos Santos e os crucifixos, surge com maior evidência o que há de essencial nas igrejas: o altar, onde se opera e eterniza o Mistério Pascal de Cristo, por seu Sacrifício incruento.

Com os sinais externos da penitência, do recolhimento, da purificação da visão e do coração de tudo o que é secundário ou mesmo supérfluo, pode-se concentrar o sentir, pensar e agir no Cristo Crucificado.

sábado, 4 de abril de 2015

FILMES: CRISTIADA & PAIXÃO DE CRISTO

Assista aqui, ou baixe, os seguintes filmes

CRISTIADA



Se não aparecer o vídeo em seu e-mail, clique aqui: https://youtu.be/XAvAEJ23Ajo. 


Leia mais sobre os cristeros, no Pale Ideas aqui: http://farfalline.blogspot.com/2016/08/indice-cristeros.html. 



PAIXÃO DE CRISTO 

baixe aqui  




Se não abrir o vídeo, clique aqui: https://youtu.be/-sYEpYrsir8.


Ajude o apostolado do Rev. Pe. Cardozo, adquirindo alguns dos itens do Edições Cristo Rei, encomendando Missas (consulte a espórtula diretamente com o rev. Padre), ou fazendo uma doação aqui:

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sexta-feira, 3 de abril de 2015

COMUNICADO DEL REVERENDO PADRE CARDOZO A TODAS LAS MISIONES, FIELES Y AMIGOS

COMUNICADO DEL REVERENDO PADRE CARDOZO A TODAS LAS MISIONES, FIELES Y AMIGOS




COMUNICADO DEL REVERENDO PADRE CARDOZO 
A TODAS LAS MISIONES, FIELES Y AMIGOS

Estimados,

Hoy vamos a unirnos en oración a las 15h, rezando la Via Crucis. 

Releer la Pasión según San Juan 18 y 19. 

Recordar que hoy es día de ayuno y abstinencia de carne.

PAX!
Rev. Pe. Ernesto J. Cardozo
Adjuntos:
  • Via Crucis: PDF. 
  • Pasión según San juan 18 y 19: PDF.

domingo, 29 de março de 2015

DOMINGO DE RAMOS

Apresentamos, aqui, a liturgia do Domingo de Ramos, com alguns comentários tirados do Missal Quotidiano de Dom Beda e do Manual do Cristão de Goffiné. Façam bom proveito. Grifos nossos.    
  


DOMINGO DE RAMOS



É o Domingo que precede à Festa da Páscoa e dá início à Semana Santa. Domingo de Ramos, Páscoa florida, Domingo das Palmas, assim chamado porque, antes da Missa principal, se realiza a benção dos ramos com procissão.

Desta benção e desta procissão, já encontramos vestígios claros no século V.

Se deveras queremos compreender a liturgia deste Domingo, cumpre colocarmo-nos bem no meio do cenário onde se vai desenrolar o doloroso drama, e, para que possamos atingir esse objetivo, útil será recordarmos os acontecimentos dos últimos dias de vida do Divino Salvador aqui na Terra.

sexta-feira, 27 de março de 2015

A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo: ECCE HOMO

A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Do Ecce Homo:

"Eis aqui o homem"


Por Sto. Afonso Maria de Ligório.


1. Pilatos, vendo o Redentor reduzido a um estado tão digno de toda a compaixão, pensou que a sua só vista comoveria os judeus e por isso, conduziu-o a uma varanda, levantou o farrapo de púrpura e, mostrando ao povo o corpo de Jesus coberto de chagas e dilacerado, disse-lhe: “Eis aqui o homem” (Jo 19,4).

domingo, 13 de julho de 2014

Meditação da Agonia de Jesus no Calvário

Meditação da Agonia de Jesus no Calvário 



por Pe. Pio de Pietrelcina


Espírito Divino ilumine a minha inteligência, inflamai o meu coração, enquanto medito na Paixão de Jesus. Ajudai-me a penetrar nesse mistério de amor e sofrimento do meu Deus, que, feito homem sofre, agoniza, morre por mim.

Ó Eterno, ó Imortal, descei até nós para sofrer um martírio inaudito, a morte infame sobre a cruz no meio dos insultos, de impropérios e ignomínias, a fim de salvar a criatura que o ultrajou e continua a atolar-se na lama do pecado.

O homem saboreia o pecado e, por causa do pecado, Deus está mortalmente triste; os tormentos duma agonia cruel fazem-no suar sangue!…

Não, não posso penetrar neste oceano de amor e de dor sem a ajuda da vossa graça, ó meu Deus. Abri-me o acesso a mais íntima profundidade do coração de Jesus, para que eu possa participar da amargura que o conduziu ao Jardim das Oliveiras, até às portas da morte — para que me seja dado consolá-lo no seu extremo abandono. Ah! Pudesse eu unir-me a Cristo, abandonado pelo Pai e por Si próprio, a fim de expirar com Ele!

Maria, Mãe das Dores, permitiu que eu seguisse Jesus e participe intimamente da sua Paixão e do seu sofrimento!

domingo, 13 de abril de 2014

Quando a arte é catecismo: Passio Domini - Mestre Hans Memling - 1471

Toda a beleza da Arte Sacra na narração da Paixão de Cristo pelo pintor alemão Hans Memling, em tela de 1471: 

clique para ver melhor


A obra foi encomendada pelo florentino Tommaso Portinari, um banqueiro de Bruges a serviço dos Medici, e pela esposa Maria Baroncelli, retratados em baixo, nos dois lados da pintura: ele à direita e ela, à esquerda.

A obra é excepcional porque, na mesma imagem, o pintor representou simultaneamente todos os episódios da última fase da vida de Cristo, desde a entrada em Jerusalém até à aparição no Lago Tiberíades.

A cidade de Jerusalém domina a composição, que ganha um ar oriental por causa das inúmeras torres e cúpulas. No conjunto, todavia, o aspecto é de uma típica cidade do Quatrocentos tardio do Norte europeu, assim como vários outros elementos, desde particulares decorações às vestes das personagens, aos adornos dos cavalos, tudo isso “atualiza” a narração evangélica, transportando a Antiguidade para o Quatrocentos.

Tudo é concebido como uma representação teatral, na qual o elemento arquitetônico serve de fio condutor para conferir unidade aos diversos momentos da narração. É como se estivéssemos diante de uma grandiosa cenografia formada pode diferentes palcos, sobre cada um dos quais se desenrola simultaneamente cada episódio da última parte da vida de Jesus.

Lugares distantes e próximos, externos e internos, as diversas horas do dia e da noite são apresentados simultaneamente com um extraordinário efeito de unidade, como se uma inteira cidade e seus arredores se abrissem diante de nossos olhos no tempo e no espaço. 


A obra se “lê” a partir do ângulo superior esquerdo, 


vide a sequência:
(todas as imagens são ampliáveis)

  • Sobre um fundo de um sugestivo vislumbre de uma paisagem atravessada por um riozinho, vemos Jesus fazer seu ingresso triunfal em Jerusalém.
  • Caminhando com o olhar para a direita, vemos Cristo expulsando os vendilhões do Templo.
  • Logo abaixo, à esquerda, Judas Iscariotes que vende Jesus aos sacerdotes.
  • Descendo o olhar mais à esquerda, observamos a Última Ceia.

sexta-feira, 29 de março de 2013

SEXTA-FEIRA SANTA: ... inclinou a cabeça e expirou.

Após provar o vinagre, Jesus disse: "Tudo está consumado!". Em seguida, exclamou em alta voz:
"Pai! Nas vossas mãos entrego o meu espírito". Depois destas palavras, inclinou a cabeça e expirou.
S. João 19,30


A Paixão de Jesus


JUDAS VENDE O SENHOR
O apóstolo Judas foi encontrar-se com os príncipes dos judeus e disse-lhes: "O que me dais se vos entregar Jesus". Ofereceram-lhe trinta moedas e ele aceitou.

JESUS NO JARDIM DAS OLIVEIRAS
Saindo do Cenáculo, Jesus atravessou a torrente do Cedron e dirigiu-se, com seus discípulos, para o monte das Oliveiras.
Chegando a um lugar chamado Getsêmani, onde havia um jardim, entrou nele com os discípulos e disse-lhes: "Sentai-vos aqui enquanto eu vou orar".
Levou consigo Pedro, Tiago e João e disse-lhes: "A minha alma está triste até à morte. Ficai aqui e vigiai comigo". Depois, andou um pouco, pôs-se de joelhos e orou, dizendo: "Pai, se for possível, afasta de mim este cálice! Mas seja feita a vossa vontade e não a minha".
Depois de orar assim por três vezes, apareceu-lhe um anjo do céu para o consolar. Jesus, prolongando a sua oração, caiu em agonia e começou a suar sangue que escorria até o chão.
Depois voltou para junto dos três apóstolos, que estavam dormindo. Jesus disse-lhes: "Vamos, levantai-vos! Já está perto aquele que me traiu".

A PRISÃO DE JESUS
Jesus ainda estava falando quando chegou Judas com um grupo de soldados e servos. Todos traziam lanternas e archotes, espadas e varapaus. O traidor tinha-lhes dito: "Será aquele que eu beijar. Prendei-o".
Judas aproximou-se logo de Jesus e disse: "Mestre, eu vos saúdo". E deu-lhe um beijo na face. Jesus disse-lhe: "Meu amigo, que vieste fazer? Judas, é com um beijo que entregas o Filho do Homem?".
Então Jesus disse aos que acompanhavam Judas: "A quem procurais?". Eles responderam: "A Jesus de Nazaré". Jesus disse-lhes: "Sou eu". E logo caíram por terra. Jesus perguntou-lhe outra vez: "A quem procurais?". Eles repetiram: "A Jesus de Nazaré". Jesus respondeu: "Já vos disse que sou eu. Se é a mim que buscais, deixai que estes se vão". Então puseram as mãos em Jesus e o prenderam.

JESUS PROÍBE A RESISTÊNCIA
Vendo isto, os discípulos perguntaram: "Senhor, e se os feríssimos à espada?". Sem esperar a resposta, Simão puxou a espada, feriu Malco, servo do sumo-sacerdote, e cortou-lhe a orelha direita. Jesus disse: "Basta!". E, dirigindo-se a Pedro, disse: "Coloca a espada na bainha porque quem com o ferro mata, com o ferro será morto. Julgas que eu não poderia pedir a meu Pai e ele não me enviaria mais de doze legiões de anjos? Mas como se cumpririam as Escrituras, que anunciam que assim deve acontecer? Não hei de beber o cálice que o Pai me deu?". E, tocando a orelha de Malco, a curou.
Depois Jesus disse aos príncipes dos sacerdotes, aos magistrados do templo e aos anciãos: "Viestes armados de espadas e varapaus para me prender, como se faz a um ladrão. Todos os dias eu estava sentado entre vós, ensinando no templo e não me prendestes. Mas é esta a vossa hora, a hora do poder das trevas. Tudo isto aconteceu para que se cumprissem as palavras dos profetas".
Então os discípulos o abandonaram e fugiram. Só Pedro e João o seguiram de longe.

O SINÉDRIO CONDENA JESUS À MORTE
Os soldados levaram Jesus preso ao palácio do sumo-sacerdote Caifás, onde estava reunido o Sinédrio.
Os príncipes dos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum falso testemunho contra Jesus, para o entregarem à morte, mas nada encontravam, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. Por fim, apareceram duas que declararam: "Ouvimos ele dizer: 'Posso destruir o templo de Deus e reedificá-lo em três dias. Destruirei este templo, feito pela mão do homem e em três dias edificarei outro que não será feito pela mão do homem". Mas as testemunhas não eram concordes.
Então o sumo-sacerdote levantou-se e, em pé, no meio do Sinédrio, disse a Jesus: "Nada respondes aos que depõem contra ti?". Mas Jesus permaneceu em silêncio e nada respondeu. Então o sumo-sacerdote disse: "Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se és o Cristo, o Filho do Deus Altíssimo". Jesus respondeu: "Sou eu". Então o sumo-sacerdote rasgou as vestes, dizendo: "Blasfemou! Que necessidade temos de mais testemunhas? Acabais de ouvir a blasfêmia! Que vos parece?". Responderam: "É réu de morte!".

PEDRO NEGA O SENHOR TRÊS VEZES
Simão Pedro, que tinha seguido Jesus de longe, entrou no átrio do palácio e sentou-se com outros perto de uma fogueira, a aquecer-se. Então a criada que abriu-lhe a porta aproximou-se dele e disse: "Tu também andavas com Jesus da Galiléia". Pedro negou diante de todos, dizendo: "Não era eu, mulher. Eu não o conheço, nem sei do que falas". No mesmo instante o galo cantou.
Pouco depois, enquanto se dirigia para a porta, outra criada reparou ele e disse aos que o cercavam: "Este também estava com Jesus de Nazaré". Pedro protestou pela segunda vez, jurando: "Não! Eu não conheço esse homem!".
Passada quase uma hora, outro veio confirmar as suspeitas, afirmando: "Certamente este estava com ele pois é galileu!". Os assistentes se aproximaram e disseram-lhe: "Não há dúvidas! Também pertenceis a eles! Até se percebe pela fala!".
Um dos servos do sumo-sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha, disse-lhe: "Então eu não te vi com ele no jardim?". Ainda desta vez Pedro negou, protestou e jurou: "Não conheço esse homem de quem falais".
Ele ainda falava quando o galo cantou pela segunda vez. Nesse instante, Jesus virou-se e bateu o olhar em Pedro. Então o apóstolo lembrou-se da palavra que o Mestre lhe dissera: "Antes que o galo cante duas vezes, tu me negarás três vezes!". Pedro saiu do palácio e chorou amargamente.

JESUS É RIDICULARIZADO E MALTRATADO
Os criados que estavam guardando Jesus começaram a ridicularizá-lo e a maltratá-lo. Uns cuspiam-lhe no rosto e o feriam a punhaladas; outros vendavam-lhe os olhos e davam-lhe bofetadas, dizendo: "Profetiza agora, Cristo: quem te bateu?". E acrescentavam muitos outros ultrajes.
Logo ao raiar do dia, os anciãos do povo, os príncipes dos sacerdotes e os doutores da Lei se reuniram e decidiram entregar Jesus à morte.
Então Judas sentiu o remorso de o haver traído e foi devolver as trinta moedas de prata ao Sinédrio, dizendo: "Pequei ao entregar sangue inocente". Eles responderam: "E o que isso nos importa?. Judas arremessou o dinheiro no templo e, retirando-se, enforcou-se numa árvore.

JESUS NA PRESENÇA DE PILATOS
Os judeus levaram Jesus da casa de Caifás ao Pretório para o entregarem a Pôncio Pilatos, governador romano da Judéia.
Pilatos saiu do Pretório e perguntou aos judeus: "Que acusação apresentais contra este homem?". Eles responderam: "Estava sublevando a nossa nação, proibindo de pagar o tributo a César e dizendo que ele é o Cristo Rei".
Pilatos tornou a entrar no Pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: "És tu o rei dos judeus?". Jesus respondeu: "Dizes isto por ti mesmo ou foram os outros que te falaram sobre mim?". Pilatos respondeu: "Acaso eu sou judeu? A tua nação e os príncipes dos sacerdotes é que te entregaram nas minhas mãos. O que fizeste?". Jesus respondeu: "O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, certamente os meus soldados se esforçariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui". Então Pilato disse-lhe: "Logo, tu és rei". Respondeu Jesus: "Tu o dizes: eu sou rei". Então Pilatos foi ter com os judeus e disse-lhes: "Não encontro nele crime algum". Os príncipes dos sacerdotes e os anciãos apresentavam toda espécie de acusações contra ele, mas Jesus não repondeu nada.

PILATOS QUER LIBERTAR JESUS
Tendo chamado os príncipes dos sacerdotes, os magistrados e o povo, Pilatos disse-lhes: "Apresentaste-me este homem como perturbador. Interroguei-o na vossa presença e não encontrei nenhuma das culpa de que o acusais. Vou soltá-lo depois de o castigar".
Havia um preso famoso chamado Barrabás. Era um ladrão e assassino, preso por ter cometido homicídio num motim. Quando a multidão se juntou, Pilatos perguntou: "A quem quereis que eu solte: Barrabás ou Jesus chamado o Cristo".
Os príncipes dos sacerdotes incitaram o povo a pedir a libertação de Barrabás e pedir a morte de Jesus. O governador, falando outra vez, disse: "Qual dos dois quereis que eu solte?". O povo gritou: "Queremos Barrabás". Pilatos, que desejava libertar Jesus, disse: "O que farei com Jesus, chamado o Cristo?". Gritaram: "Crucifica-o! Crucifica-o!".
Pilatos disse-lhes ainda: "Mas que mal ele fez? Não encontro nele causa alguma de morte". Mas os judeus gritavam cada vez mais: "Crucifica-o! Crucifica-o!".

JESUS É FLAGELADO E COROADO DE ESPINHOS
Pilatos, vendo que nada conseguia, mandou vir água e lavou as mãos diante da multidão, dizendo: "Estou inocente do sangue deste justo! A vós pertence toda a responsabilidade!". O povo gritou: "Que caia o seu sangue sobre nós e nossos filhos". Cedendo às exigências, Pilatos soltou Barrabás e mandou flagelar Jesus.
Em seguida, os soldados levaram Jesus para o Pretório, despojaram-no de suas vestes e puseram-lhe sobre os ombros um manto escarlate; teceram uma coroa de espinhos e enterraram-na em sua cabeça; colocaram-lhe uma cana na mão direita e, dobrando o joelho, ridicularizavam-no, dizendo: "Salve, ó rei dos judeus". Cuspiam-lhe na face e, tirando-lhe a cana da mão, batiam-lhe com ela na cabeça. Depois, davam-lhe bofetadas.

JESUS É CONDENADO À MORTE
Então Pilatos mandou levar Jesus à presença do povo, com a coroa de espinhos e o manto púrpura. E disse aos judeus: "Eis aqui o homem". Mas logo que o viram, os judeus gritaram: "Crucifica-o! Crucifica-o". Disse-lhes Pilatos: "Tomai-o vós e crucifiquem-no porque eu não encontro nele crime algum". Responderam-lhe os judeus: "Se o soltas, não és amigo de César".
Aterrado, Pilatos pronunciou a sentença de morte e entregou Jesus aos judeus, para que o crucificassem.

JESUS É CRUCIFICADO
Depois de tornarem a vesti-lo com suas vestes, os soldados levaram Jesus para ser crucificado. Carregando a sua cruz, Jesus saiu da cidade a caminho do monte Calvário, também chamado Gólgota.
Com ele seguiam outros dois condenados, dois malfeitores, destinados ao suplício.
Pelo caminho, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, que voltava do campo e o obrigaram a levar a cruz atrás de Jesus.
No Calvário, Jesus foi crucificado, entre os dois ladrões, um à sua direita e o outro à sua esquerda. E Jesus orava: "Pai, perdoai-os pois não sabem o que fazem".
Os soldados dividiram entre si as vestes de Jesus, tirando a sorte. Como a túnica era uma peça única, lançaram a sorte para ver a quem cabia.
Junto à cruz do Senhor estava Maria, sua Mãe, e o apóstolo João. Jesus disse à Mãe: "Mulher, eis aí o teu filho". Depois disse ao discípulo: "Eis aí a tua Mãe". E a partir daquele momento o discípulo tomou Maria consigo.

JESUS MORRE NA CRUZ
Depois Jesus disse: "Tenho sede!". Um dos soldados molhou a esponja em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e chegou-a aos lábios de Jesus. Após provar o vinagre, Jesus disse: "Tudo está consumado!".
Em seguida, exclamou em alta voz: "Pai! Nas vossas mãos entrego o meu espírito". Depois destas palavras, inclinou a cabeça e expirou.
Imediatamente a terra tremeu, os rochedos racharam, os túmulos se abriram e muitos mortos ressuscitaram.
O centurião e os soldados que estavam de guarda disseram: "Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus!".

JESUS É SEPULTADO
Ao anoitecer, um dos soldados traspassou com a lança o lado de Jesus. E logo saiu sangue e água.
Pouco depois, dois homens piedosos e estimados, José de Arimatéia e Nicodemos, desprenderam da cruz o corpo do Senhor. Envolveram-no em um lençol de linho fino e o colocaram em um sepulcro novo, aberto no rochedo. Rolaram uma grande pedra sobre a entrada do sepulcro.
Os judeus selaram a pedra e puseram soldados a guardar o sepulcro.


Leia mais em: http://www.bibliacatolica.com.br/conhecendo-a-biblia-sagrada/34/#ixzz2OtHD7rSA

Sexta-Feira Santa ou Sexta-feira da Paixão

Sexta-Feira Santa ou Sexta-feira da Paixão


Este é o momento onde a Igreja recorda a Morte de Jesus Cristo. É o único dia que não se celebra a Missa e não há consagração das hóstias.

É celebrada a Liturgia da Paixão e a Adoração da Cruz. É realizada a narrativa da Paixão, segundo São João, que narra os acontecimentos desde quando Jesus foi interrogado; a Oração Universal, pela conversão dos pecadores (abaixo uma oração encontrada na web que não é a da liturgia), dos que não crêem em Deus e em Cristo, dos Judeus, pelos poderes públicos, dentre outros, e a Adoração da Cruz.

Há comunhão, mas as partículas são consagradas na quinta-feira, é a comunhão dos pré-santificados.

Em várias cidades brasileiras, após a celebração acontece a Procissão do Enterro, também conhecida como Procissão do Senhor Morto, em que populares e religiosos percorrem algumas ruas tocando e cantando músicas fúnebres.



Para mais artigos sobre a Semana Santa, use a ferramenta de pesquisa acima.

ORAÇÕES PARA A SEXTA-FEIRA SANTA



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quarta-feira, 27 de março de 2013

Nosso Senhor dos Passos

Senhor dos Passos.
Tu que és poderoso, Deus forte,
Venha em meu socorro,
Eu sei para ti não há nada impossível,
Por isso afaste da minha vida todo mal,
Liberte-Me, Cura-Me. Senhor dos Passos.
Guie os meus passos,
Me coloque no caminho certo,
Tire todos os obstáculos do meu caminho
e me ajude a nunca desanimar.

NOSSO SENHOR DOS PASSOS


Nosso Senhor dos Passos é uma invocação de Jesus Cristo e uma devoção especial na Igreja Católica a ele dirigida, que faz memória ao trajeto percorrido por Jesus Cristo desde sua condenação à morte no pretório até o seu sepultamento, após ter sido crucificado no Calvário.

A história desta devoção remonta à Idade Média, quando os cruzados visitavam os locais sagrados de Jerusalém por onde andou Jesus a caminho do martírio, e quiseram depois reproduzir espiritualmente este caminho quando voltaram à Europa sob forma de dramas sacros e procissões, ciclos de meditação, ou estabelecendo capelas especiais nos templos.

No século XVI se fixaram 14 momentos principais deste trajeto, embora o número tenha variado na história do catolicismo de sete a 39. Estes pontos principais são chamados de as estações ou os passos da Paixão de Cristo ao longo da Via Sacra ou Via Crucis. São eles:

    I. Jesus é condenado à morte
    II. Jesus carrega a cruz às costas
    III. Jesus cai pela primeira vez
    IV. Jesus encontra a sua Mãe
    V. Simão Cirineu ajuda Jesus a carregar a cruz
    VI. Verônica limpa o rosto de Jesus
    VII. Jesus cai pela segunda vez
    VIII. Jesus encontra as mulheres de Jerusalém
    IX. Terceira queda de Jesus
    X. Jesus é despojado de suas vestes
    XI Jesus é pregado na cruz
    XII. Morte de Jesus na cruz
    XIII. Descida do corpo de Jesus da cruz
    XIV. Sepultamento de Jesus

Esta invocação se tornou muito popular em alguns países como Portugal e Brasil, dando origem a rica iconografia e onde existem inúmeras igrejas fundadas sob sua proteção, e na Quaresma são realizadas procissões especiais chamadas de Procissão dos Passos ou Procissão do Encontro [1].

A procissão do Senhor Jesus dos Passos, organizada pela Real Irmandade do Senhor dos Passos da Graça, com sede na Igreja de Graça, em Lisboa, teve origem no ano de 1586, fundada pelo pintor Luís Alvares de Andrade.



Na segunda-feira santa é o dia que contemplamos a caminhada do Nosso Senhor dos Passos rumo ao calvário.  Na quarta-feira santa conta a história do encontro do Nosso Senhor dos Passos com a Nossa Senhora das Dores.




de Santo Afonso Ligório




Visto em: 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Nosso_Senhor_dos_Passos.
http://www.santoprotetor.com/tag/nosso-senhor-dos-passos.

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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Et inclinato capite, tradidit spiritum

Deus, qui peccáti véteris hereditáriam mortem, in qua posteritátis genus omne succésserat, Christi Fílii tui, Dómini nostri, passióne solvísti, da, ut confórmes eídem facti, sicut imáginem terréni hóminis natúræ necessitáte portávimus, ita imáginem cæléstis grátiæ sanctificatióne portémus. Per Christum Dóminum nostrum. R. Amen.

Ó Deus, que pela paixão de vosso Cristo, Senhor nosso, destruíste a morte herdada com o antigo pecado por toda posteridade, concedei que, tornando-nos semelhantes a Cristo e trazendo pela igualdade da natureza sua imagem terrena, possamos também trazer pela justificação a imagem de sua celeste graça. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso.

Dio, che con la passione di Cristo tuo Figlio e Signore nostro hai dissolto la morte, eredità del peccato antico cui era soggetta l’intera discendenza umana, fa’ che, diventati a lui conformi, come per l’ineluttabilità della natura abbiamo portato l’immagine dell’uomo terrestre, così per la santificazione della grazia portiamo ora l’immagine dell’uomo celeste. Per Cristo Signore nostro. Amen.



sexta-feira, 22 de abril de 2011

... e expirou!

Jesus deu então um grande brado e disse: 
Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. 
E, dizendo isso, expirou. (São Lucas 23,46)


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domingo, 6 de março de 2011

Nada era d'Ele

Nada era d’Ele

(Gioia Junior)

Disse um poeta um dia, 
fazendo referência ao Mestre amado:
"o berço que Ele usou na estrebaria, 
por acaso era d'Ele? 
Era emprestado!

E o manso jumentinho, 

que em Jerusalém chegou montado 
e palmas recebeu pelo caminho, 
por acaso era d'Ele? 
Era emprestado!

E o pão - o suave pão, 

que foi por Seu amor multiplicado, 
alimentando a multidão, 
por acaso era d'Ele? 
Era emprestado!

E os peixes que comeu junto ao lago,

e ficou alimentado, 
esse prato era d’Ele? 
Era emprestado!

E o famoso barquinho? 

Aquele barco em que ficou sentado, 
mostrando à multidão qual o caminho, 
por acaso era d’Ele? 
Era emprestado!

E o quarto em que ceou ao lado dos Discípulos,

ao lado de Judas , que O traiu...
Por acaso era d'Ele? 
Era emprestado!

E o berço tumular, 

que depois do Calvário foi usado, 
de onde havia de ressuscitar
Por acaso era d'Ele? 
Era emprestado!

Enfim, nada era d'Ele!


Mas a coroa que Ele usou na Cruz era d'Ele!

E a Cruz que carregou e onde morreu,
Essas eram de fato de Jesus!"

Isso, disse um poeta, certa vez,
numa hora de buscada verdade. 
Mas eu não aceito essa filosofia
que contraria à própria realidade.

O berço, o jumentinho, o suave pão,
os peixes, o barquinho, a sepultura e o quarto,
eram d'Ele a partir da Criação;
Ele os criou - assim diz a Escritura;

mas a Cruz que Ele usou,
a rude Cruz,
a Cruz negra e mesquinha,
onde meus crimes todos expiou,
essa Cruz não era d’Ele!

Essa Cruz... era minha!

quarta-feira, 2 de março de 2011

LITURGIA: O Ciclo da Páscoa


 CICLO DA PÁSCOA

QUARESMA
INÍCIO: Quarta-Feira das Cinzas
TÉRMINO: Quarta-feira da Semana Santa
ESPIRITUALIDADE: Penitência e conversão
ENSINAMENTO: A misericórdia de Deus
COR: Roxa
PÁSCOA
INÍCIO: Quinta-feira Santa (Tríduo Pascal)
TÉRMINO: No Pentecostes
ESPIRITUALIDADE: Alegria em Cristo Ressuscitado
ENSINAMENTO: Ressurreição e vida eterna
COR: Branca

 

Tempo da Quaresma

 



O domingo da Septuagésima enceta o segundo ciclo do ano eclesiástico, a época da Páscoa, que termina com o último domingo de Pentecostes.



A – Preparação para a Festa da Páscoa


Os três domingos consecutivos da Septuagésima, Sexagésima e Qüinquagésima, têm por fim encaminhar os fiéis à preparação próxima da festa da Páscoa: a Quaresma.

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