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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

28 de dezembro: IN FESTO SANCTORUM INNOCENTIUM MARTYRUM

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Statio ad Sanctum Paulum - II classis

INTROITUS

Ps 8:3.- Ex ore infántium, Deus, et lacténtium perfecísti laudem propter inimicos tuos. ~~ Ps 8:2.- Dómine, Dóminus noster: quam admirábile est nomen tuum in univérsa terra! ~~ Glória Patri, et Fílio, et Spirítui Sancto. Sicut erat in princípio, et nunc, et semper, et in saecula saeculórum. Amen ~~ Ex ore infántium, Deus, et lacténtium perfecísti laudem propter inimicos tuos.

Gloria 

ORATIO

Orémus. Deus, cuius hodierna die præcónium Innocéntes Mártyres non loquéndo, sed moriéndo conféssi sunt: ómnia in nobis vitiórum mala mortífica; ut fidem tuam, quam lingua nostra lóquitur, étiam móribus vita fateátur. Per Dominum nostrum Iesum Christum, Filium tuum: qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia saecula saeculorum. Amen.

Orémus. Pro Octava Nativitatis:

Concéde, quaesumus, omnípotens Deus: ut nos Unigéniti tui nova per carnem Natívitas líberet; quos sub peccáti iugo vetústa sérvitus tenet.
Per eundem Dominum nostrum Iesum Christum filium tuum, qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti, Deus, per omnia saecula saeculorum. Amen.

LECTIO 
Léctio libri Apocalýpsis beáti Ioánnis Apóstoli.
Apoc 14:1-5

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Festa da Beata Virgem de Guadalupe, Imperatriz das Américas

IN FESTO BEATÆ MARIÆ VIRGINIS DE GUADALUPE


III classis

INTROITUS


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Sedulius.- Salve, sancta Parens, eníxa puérpera Regem: qui coelum terrámque regit in saecula sæculórum. ~~ Ps 44:2.- Eructávit cor meum verbum bonum: dico ego ópera mea Regi. ~~ Glória Patri, et Fílio, et Spirítui Sancto. Sicut erat in princípio, et nunc, et semper, et in saecula saeculórum. Amen ~~ Salve, sancta Parens, eníxa puérpera Regem: qui coelum terrámque regit in saecula sæculórum.


Gloria. 

ORATIO

Orémus.

Deus, qui sub beatissimae Virginis Mariae singulari patrocinio constitutos perpetuis beneficiis nos cumulari voluisti: praesta supplicibus tuis; ut, cuius hodie commemoratione laetamur in terris, eius conspectu perfruamur in caelis. Per Dominum nostrum Iesum Christum, Filium tuum: qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia saecula saeculorum. Amen.

Orémus.

Pro feria
Aurem tuam, quaesumus, Dómine, précibus nostris accómmoda: et mentis nostræ ténebras, grátia tuæ visitatiónis illústra: Qui vivis et regnas cum Deo Patre, in unitate Spiritus Sancti, Deus, per omnia saecula saeculorum. Amen.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

SANTO ROSÁRIO - ORAÇÕES EM LATIM / PORTUGUÊS

O Santo
Rosário

Em
Português e em Latim


Divino Jesus, nós Vos oferecemos este Santo
Rosário que vamos rezar, contemplando os mistérios de nossa Redenção. Concedei-nos,
pela intercessão de Maria, vossa Mãe Santíssima, a quem nos dirigimos, as
virtudes necessárias para bem rezá-lo e a graça de ganhar as indulgências
anexas a esta santa devoção.




quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Non nobis Domine...



“Non nobis Domine, non nobis, sed nomini tuo da gloriam” (Salmo 113,9) é latim e significa: “Não a nós, ó Senhor, não a nós, mas ao teu nome dai a glória”.

É uma pequena oração de agradecimento e, também, uma expressão de sincera humildade, quando se recusa agradecimentos por ter feito a própria obrigação ou por ter feito algo a serviço de ou por amor a Deus.  


Por séculos, foi o brado dos Cavaleiros templários do “Ordo Templi”. Como parte do Salmo 113 (“In Exitu Israel”) também foi recitado liturgicamente, como parte da Vigília Pascal: o celebrante ajoelha, em um gesto de auto-humilhação, quando chega a este versículo. Segundo a lenda, Henry V ordenou que fosse recitado junto com o “Te Deum”, em ação de graças pela vitória inglesa na batalha de Agincourt, em 1415. Jean Mouton (c. 1459-1522) compôs um moteto para um texto que começa com o “Non nobis” para celebrar o nascimento de uma filha de Louis XII e Anne da Bretanha, em 1510.  




No Salmo 113 (“In Exitu Israel”), Davi canta a saída de Israel do Egito. O início do Salmo, antigamente, era cantado ao transportar o corpo de um defunto até o local sacro, quase a indicar, alegoricamente, a mística viagem do cristão, prefigurado pelos Hebreus, até à Jerusalém Celeste. Dante o faz cantar em coro às almas que alcançam as praias do Purgatório (in Pg II 46-48: “... ‘In exitu Isräel de Aegypto’ / cantavan tutti insieme ad una voce / con quanto di quel salmo è poscia scripto”.  


SALMO 113,9 e ss.

Non nobis Domine non nobis sed nomini tuo da gloriam
super misericordia tua et veritate tua nequando dicant gentes ubi est Deus eorum
Deus autem noster in cælo omnia quæcumque voluit fecit
simulacra gentium argentum et aurum opera manuum hominum
os habent et non loquentur oculos habent et non videbunt
aures habent et non audient nares habent et non odorabuntur
manus habent et non palpabunt pedes habent et non ambulabunt non clamabunt in gutture suo
similes illis fiant qui faciunt ea et omnes qui confidunt in eis
domus Israël speravit in Domino adiutor eorum et protector eorum est
domus Aaron speravit in Domino adiutor eorum et protector eorum est
qui timent Dominum speraverunt in Domino adiutor eorum et protector eorum est
Dominus memor fuit nostri et benedixit nobis benedixit domui Israël benedixit domui Aaron
benedixit omnibus qui timent Dominum pusillis cum majoribus
adiciat Dominus super vos super vos et super filios vestros
benedicti vos Domino qui fecit cælum et terram
cælum cæli Domino terram autem dedit filiis hominum
non mortui laudabunt te Domine neque omnes qui descendunt in infernum
sed nos qui vivimus benedicimus Domino ex hoc nunc et usque in sæculum


EM PORTUGUÊS:

Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória, por amor de vossa misericórdia e fidelidade.
Por que diriam as nações pagãs: Onde está o Deus deles?
Nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que lhe apraz.
Quanto a seus ídolos de ouro e prata, são eles simples obras da mão dos homens.
Têm boca, mas não falam, olhos e não podem ver,
têm ouvidos, mas não ouvem, nariz e não podem cheirar.
Têm mãos, mas não apalpam, pés e não podem andar, sua garganta não emite som algum.
Semelhantes a eles sejam os que os fabricam e quantos neles põem sua confiança.
Mas Israel, ao contrário, confia no Senhor: ele é o seu amparo e o seu escudo.
Aarão confia no Senhor: ele é o seu amparo e o seu escudo.
Confiam no Senhor os que temem o Senhor: ele é o seu amparo e o seu escudo.
O Senhor se lembra de nós e nos dará a sua bênção; abençoará a casa de Israel, abençoará a casa de Aarão,
abençoará aos que temem ao Senhor, os pequenos como os grandes.
O Senhor há de vos multiplicar, vós e vossos filhos.
Sede os benditos do Senhor, que fez o céu e a terra.
O céu é o céu do Senhor, mas a terra ele a deu aos filhos de Adão.
Não são os mortos que louvam o Senhor, nem nenhum daqueles que descem aos lugares infernais.
Mas somos nós que bendizemos ao Senhor agora e para sempre.

Fontes:


Tradução e pesquisa: Giulia d'Amore.

 

quarta-feira, 25 de março de 2015

ANUNCIAÇÃO DE NOSSA SENHORA E A ENCARNAÇÃO DO VERBO

FESTA DA ANUNCIAÇÃO A NOSSA SENHORA

  
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Também chamada Festa da Anunciação de Nosso Senhor, esta festa nos lembra que, este anúncio foi feito por boca do grande Arcanjo Gabriel (cuja festa foi no dia de ontem. Oração breve a São Gabriel), enviado por Deus à Santíssima Virgem Maria, e Ela concebeu do Espírito Santo. É um dia especialíssimo para rezar o Rosário completo, para quem já não o faz diariamente. É um dia de Festa na Igreja, em que se suspendem os jejuns e as penitencias, a menos que caia na Semana Santa. Este ano não caiu, portanto é dia de festa, sim. 

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Te Deum laudamus!

TE DEUM

AGRADECEMOS A DEUS 

POR MAIS UM ANO SEGUNDO A SUA VONTADE!


A Santa Madre Igreja concede Indulgência Plenária a todos os fiéis que rezarem o Te Deum no primeiro dia do ano sob as seguintes condições: Ter se confessado antes da Missa e ter assistido à mesma e rezar, no final, a oração do Te Deum.

Te Deum laudamus:
te Dominum confitemur.
Te aeternum Patrem
omnis terra veneratur.
Tibi omnes Angeli;

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Alma Redemptoris Mater

Alma Redemptoris Mater


Alma Redemptoris Mater,
quae pervia caeli porta manes,
Et stella maris,
succurre cadenti
surgere qui curat populo:
Tu quae genuisti,
natura mirante,
tuum sanctum Genitorem:
Virgo prius ac posterius,
Gabrielis ab ore
sumens illud Ave,
peccatorum miserere.




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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

NATAL: Anúncio do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo

Anúncio do Nascimento 

de Nosso Senhor Jesus Cristo


Do martirológio Romano, cantado no ofício da Prima de 25 de dezembro, Natal do Senhor.



Octávo Kaléndas Januárii. Luna decima quarta. Anno a creatióne mundi, quando in princípio Deus creávit cœlum et terram, quínquies millésimo centésimo nonagésimo nono: A dilúvio autem, anno bis millésimo nongentésimo quinquagésimo séptimo: A nativitáte Abrahæ, anno bis millésimo quintodécimo: A Moyse et egréssu pópuli Israël de Ægypto, anno millésimo quingentésimo décimo: Ab unctióne David in Regem, anno millésimo trigésimo secúndo; Hebdómada sexagésima quinta, juxta Daniélis prophetíam: Olympíade centésima nonagésima quarta: Ab urbe Roma cóndita, anno septingentésimo quinquagésimo secúndo: Anno Impérii Octaviáni Augústi quadragésimo secúndo, toto Orbe in pace compósito, sexta mundi ætáte, Jesus Christus ætérnus Deus, æterníque Patris Fílius, mundum volens advéntu suo piíssimo consecráre, de Spíritu Sancto concéptus, novémque post conceptiónem decúrsis ménsibus (Hic vox elevatur, et omnes genua flectunt), in Béthlehem Judæ náscitur ex María Vírgine factus Homo. (Hic autem in priori voce dicitur, et in tono passionis:) NATÍVITAS DÓMINI NOSTRI IESU CHRISTI SECÚNDUM CARNEM.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Profissão de Fé Tridentina

Professio fidei Tridentina

o Credo de Pio IV



Biografia de Papa Pio IV


Giovanni Angelo Medici, o Papa Pio IV (1559-1565), tem o seu nome ligado a uma importante declaração de Fé Católica, a Profissão de Fé Tridentina, que deve ser afirmada por todos os fiéis da Igreja de Roma. 


Esta profissão de fé, também conhecida por Credo do Papa Pio IV, é um dos quatro Credos da Igreja Católica. Foi publicada no dia 13 de Novembro de 1565 por aquele pontífice na sua bula Iniunctum nobis, sob os auspícios do conhecido Concílio de Trento (1545-1563), que Pio IV reabriu e terminou. O maior objetivo do Credo foi definir claramente a Fé Católica contra o protestantismo. Aliás, este Concílio afastou de vez qualquer possibilidade de conciliação com os protestantes. Desde então, o Catolicismo fiel à Tradição (tradicionalista) passou a ser designado como "tridentino" (de Trento). Durante mais de 300 anos, até ao I Concílio do Vaticano (1869-1870), nenhum outro grande concílio foi convocado. A Profissão de Fé Tridentina foi modificada após o Vaticano I, de forma a adequá-la às definições do Concílio. No passado foi utilizada por teólogos como juramento de lealdade à Igreja, mas nos dias de hoje é usada apenas pelos católicos fieis à Tradição da Igreja.

Fonte




CREDO TRIDENTINO



Latim



Ego N. firma fide credo et profiteor omnia et singula, quae continentur in Symbolo, quo Sancta Romana ecclesia utitur, videlicet:

Credo in unum Deum, Patrem omnipotentem, factorem caeli et terrae, visibilium omnium et invisibilium. Et in unum Dominum Iesum Christum, Filium Dei unigenitum, et ex Patre natum ante omnia saecula. Deum de Deo, Lumen de Lumine, Deum verum de Deo vero, genitum non factum, consubstantialem Patri; per quem omnia facta sunt. Qui propter nos homines et propter nostram salutem descendit de caelis. Et incarnatus est de Spiritu Sancto ex Maria Virgine, et homo factus est. Crucifixus etiam pro nobis sub Pontio Pilato, passus et sepultus est, et resurrexit tertia die, secundum Scripturas, et ascendit in caelum, sedet ad dexteram Patris. Et iterum venturus est cum gloria, iudicare vivos et mortuos, cuius regni non erit finis. Et in Spiritum Sanctum, Dominum et vivificantem, qui ex Patre Filioque procedit. Qui cum Patre et Filio simul adoratur et conglorificatur: qui locutus est per prophetas. Et unam, sanctam, catholicam et apostolicam Ecclesiam. Confiteor unum baptisma in remissionem peccatorum. Et expecto resurrectionem mortuorum, et vitam venturi saeculi. Amen.

Apostolicas et Ecclesiasticas traditiones reliquasque eiusdem ecclesiae observationes et constitutiones firmissime admitto et amplector. Item sacram Scripturam iuxta eum sensum, quem tenuit et tenet sancta Mater Ecclesia, cuius est iudicare de vero sensu et interpretatione sacrarum Scripturarum, admitto; nec eam umquam nisi iuxta unanimem consensum Patrum, accipiam et interpretabor. Profiteor quoque septem esse vere et proprie Sacramenta novae legis a Iesu Christo Domino nostro instituta, atque ad salutem humani generis, licet non omnia singulis, necessaria: scilicet Baptismum, Confirmationem, Eucharistiam, Paenitentiam, Extremam Unctionem, Ordinem et Matrimonium; illaque gratiam conferre; et ex his Baptismum, Confirmationem et Ordinem sine sacrilegio reiterari non posse. Receptos quoque et approbatos Ecclesiae catholicae ritus in supradictorum omnium Sacramentorum solemni administratione recipio et admitto. Omnia et singula, quae de peccato originali et de iustificatione in sacrosancta Tridentina Synodo definita et declarata fuerunt, amplector et recipio. Profiteor pariter, in Missa offerri Deo verum, proprium et propitiatorium sacrificium pro vivis et defunctis. Atque in sanctissimo Eucharistiae Sacramento esse vere, realiter et substantialiter Corpus et Sanguinem, una cum anima et divinitate Domini nostri Iesu Christi, fierique conversionem totius substantiae panis in Corpus ac totius substantiae vini in Sanguinem, quam conversionem Ecclesia catholica transubstantiationem appellat. Fateor etiam sub altera tantum specie totum atque integrum Christum verumque Sacramentum sumi. Constanter teneo, Purgatorium esse, animasque ibi detentas fidelium suffragiis iuvari. Similiter et Sanctos, una cum Christo regnantes, venerandos atque invocandos esse, eosque orationes Deo pro nobis offerre, atque eorum reliquias esse venerandas. Firmiter assero, imagines Christi ac Deiparae semper Virginis, necnon aliorum Sanctorum habendas et retinendas esse, atque eis debitum honorem et venerationem impertiendam. Indulgentiarum etiam potestatem a Christo in Ecclesia relictam fuisse, illarumque usum Christiano populo maxime salutarem esse affirmo. Sanctam, catholicam et apostolicam Romanam Ecclesiam omnium ecclesiarum matrem et magistram agnosco, Romanoque Pontifici, beati Petri Apostolorum principis successori, ac Iesu Christi Vicario, veram oboedientiam spondeo ac iuro. Cetera item omnia a sacris canonibus et oecumenicis Conciliis, ac praecipue a sacrosancta Tridentina Synodo, indubitanter recipio ac profiteor; simulque contraria omnia, atque haereses quascumque ab Ecclesia damnatas et reiectas et anathematizatas ego pariter damno, reicio, et anathematizo. Hanc veram Catholicam Fidem, extra quam nemo salvus esse potest, quam in praesenti sponte profiteor et veraciter teneo, eandem integram, et immaculatam usque ad extremum vitae spiritum, constantissime, Deo adiuvante, retinere et confiteri, atque a meis subditis, vel illis, quorum cura ad me in munere meo spectabit, teneri, doceri et praedicari, quantum in me erit, curaturum, ego idem N. spondeo, voveo ac iuro. Sic me Deus adiuvet et haec sancta Dei Evangelia. Amen.


Português



Eu N. creio firmemente e confesso tudo o que contém o Símbolo da fé usado pela Santa Igreja Romana, a saber:

Creio em um só Deus, Pai Onipotente, Criador do céu e da terra e de todas as coisas, visíveis e invisíveis. E em um só Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos; é Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; é gerado, não feito; consubstancial ao Pai, por quem foram feitas todas as coisas. O qual, por amor de nós homens e pela nossa salvação, desceu dos céus. E se encarnou por obra do Espírito Santo no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Foi também crucificado por nossa causa; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos e foi sepultado. E ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. E subiu ao céus, está sentado à mão direita de Deus Pai. E pela segunda vez há de vir com majestade a julgar os vivos e os mortos. E seu reino não terá fim. E no Espírito Santo, Senhor Vivificador, o qual procede do Pai e do Filho. O qual, com o Pai e o Filho é juntamente adorado e glorificado, e foi quem falou pelos profetas. E na Igreja, que é una, santa, católica. Confesso um só Batismo para remissão dos pecados. E aguardo a ressurreição dos mortos e a vida da eternidade. Assim seja.

Aceito e abraço firmemente as tradições apostólicas e eclesiásticas, bem como as demais observâncias e constituições da mesma Igreja. Admito também a Sagrada Escritura naquele sentido em que é interpretada pela Santa Madre Igreja, a quem pertence julgar sobre o verdadeiro sentido e interpretação das Sagradas Escrituras. E jamais aceitá-la-ei e interpretá-la-ei senão conforme o consenso unânime dos Padres. Confesso também que são sete os verdadeiros e próprios sacramentos da Nova Lei, instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo, embora nem todos para cada um necessários, porém para a salvação do gênero humano. São eles: Batismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Extrema-Unção, Ordem e Matrimonio, os quais conferem a graça; mas não sem sacrilégio se fará a reiteração do Batismo, da Confirmação e da Ordem. Da mesma forma aceito e admito os ritos da Igreja Católica recebidos e aprovados para a administração solene de todos os supracitados sacramentos. Abraço e recebo tudo o que foi definido e declarado no Concílio Tridentino sobre o pecado original e a justificação. Confesso outrossim que na Missa se oferece a Deus um sacrifício verdadeiro, próprio e propiciatório pelos vivos e defuntos, e que no santo sacramento da Eucaristia estão verdadeira, real e substancialmente o Corpo e o Sangue com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, operando-se a conversão de toda a substância do pão no corpo, e de toda a substância do vinho no sangue; conversão esta chamada pela Igreja de transubstanciação. Confesso também que sob uma só espécie se recebe o Cristo todo inteiro e como verdadeiro sacramento. Sustento sempre que há um purgatório, e que as almas aí retidas podem ser socorridas pelos sufrágios dos fiéis; que os Santos, que reinam com Cristo, também devem ser invocados; que eles oferecem suas orações por nós, e que suas relíquias devem ser veneradas. Firmemente declaro que se devem ter e conservar as imagens de Cristo, da sempre Virgem Mãe de Deus, como também as dos outros Santos, e a eles se deve honra e veneração. Sustento que o poder de conceder indulgências foi deixado por Cristo à Igreja, e que o seu uso é muito salutar para os fiéis cristãos. Reconheço a Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana, como Mestra e Mãe de todas as Igrejas. Prometo e Juro prestar verdadeira obediência ao Romano Pontífice, Sucessor de S. Pedro, príncipe dos Apóstolos e Vigário de Jesus Cristo. Da mesma forma aceito e confesso indubitavelmente tudo o mais que foi determinado, definido e declarado pelos sagrados cânones, pelos Concílios Ecumênicos, especialmente pelo santo Concílio Tridentino. Condeno ao mesmo tempo, rejeito e anatematizo as doutrinas contrárias e todas as heresias condenadas, rejeitadas e anatematizadas pela Igreja. Eu mesmo, N., prometo e juro com o auxílio de Deus conservar e professar íntegra e imaculada até ao fim de minha vida esta verdadeira fé católica, fora da qual não pode haver salvação, e que agora livremente professo. E quanto em mim estiver, cuidarei que seja mantida, ensinada e pregada a meus súditos ou àqueles, cujo cuidado por ofício me foi confiado. Que para isto me ajudem Deus e estes santos Evangelhos! Amém.


Sem as palavras inseridas na profissão da Fé Tridentina por ordem do Papa Pio IX, num decreto promulgado pelo Santo Oficio, de 20 de Janeiro de 1877 (Acta Sanctae Sedis, X [1877] , 71 ff.). 

Fonte: http://catolicosnovohamburgo.blogspot.com.br/2012/02/voce-e-mesmo-catolico.html



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