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sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Conclavismo no Brasil: o alastramento da praga herética em nosso País



Conclavismo no Brasil: o alastramento da praga herética em nosso País


O assunto não se esgotou no artigo anterior, e talvez renda mais alguns tópicos, tendo em vista que há que detalhar melhor essa insídia que está a se propagar em nosso meio, e há se combater essa nova insídia em nosso meio, com a verdade e a informação. 

Há alguns meses atrás, o senhor Christian Augusto Spinola Montandon, mais conhecido como Frei Tiago de São José, “carmelita” (sobre o qual também estou reunindo informações para escrever um tópico em breve), foi desmascarado justamente por seu apoio ao falso bispo Julio Aonzo, e foi quando se começou a falar publicamente de conclave no Brasil. Então, a partir de hoje, vamos saber melhor quem são esses personagens, porque as “visitas episcopais” estão começando neste mês de novembro (Aonzo e Cipitria), e tudo indica que um deles ou ambos podem vir a se estabelecer no nosso País, em busca de apoio ideológico e financeiro para essa empreitada monstruosa.  

Cuidado, católicos!!! Nem toda batina é verdadeira, nem toda mitra é legítima, nem tudo que reluz é ouro!!!


Julio Edmundo Aonzo de Salvo


Começamos pelo Aonzo, conclavista-mor do grupo Aonzo-Alarcón-Frei Tiago. Bi-ordenado e bi-consagrado na linhagem Duarte Costa, um comunista de carteirinha.  

Na década de 80, Aonzo era conhecido como Frei Bernardo do Sagrado Coração; professara seus votos perpétuos nas mãos de um capuchinho legítimo e verdadeiro, o Padre Frei Eugène de Villerbaunne OFMcap, em Morgon, França. Em 19/08/1981, foi ordenado por Mons. Marcel Lefebvre em Êcone. Logo depois, seu superior, o Padre Frei Eugène, o incumbiu de fundar um convento de Frades Menores na Argentina, com a expressa indicação de trabalhar de acordo com a Fraternidade São Pio X. O convento foi fundado em Mercedes, província de Buenos Aires, com o patrocínio do engenheiro Mateo Roberto Gorostiaga, através da Fundação São Pio X. Gorostiaga participou, com Aonzo, do "conclave" que elegeu Lino II. 

Mas isso durou pouco, pois Frei Bernardo rompeu com seu superior e se tornou independente; esta ruptura implicava a excomunhão dele. Pouco antes havia formulado a HERESIA da imaculada conceição de São José (SIC), e, diante da negativa do corpo docente de La Reja, uma vez que no decreto do Dogma da Imaculada Conceição de Maria está expressamente definido que foi um PRIVILÉGIO ÚNICO, o Frei Bernardo também deixou de frequentar La Reja.   

Dizem seus detratores (fontes nos links abaixo) que, sob pretexto de dedicar-se à caridade e à vida mendicante, Frei Bernardo havia se especializado em tirar de cada fiel o que podia: influências, favores, recomendações, serviços profissionais, comida, viagens de carro... Relatam alguns que nunca o viram andar a pé, como faziam os frades subordinados à sua autoridade abusiva. 

Aliás, um capítulo à parte merece seu convento, caracterizado pelas constantes deserções dos vocacionados, sem um motivo oficialmente declarado, mas se sabia que a causa eram os métodos de “santificação” que ele lhes infligia: humilhações públicas, xingamentos, tratamentos degradantes... Típico dos déspotas. Os jovens literalmente fugiam assim que viam a chance. Apenas dois permaneceram até o final: Frei Leão da Imaculada (Mariano Speroni) e Frei Pio da Virgem (Martín Errozarena), ambos “ordenados” por Aonzo entre 1994 e 1995. Errozarena acabou deixando o habito. 

O Frei é lembrado ainda como um grande manipulador, que mantinha uma constância medíocre, por décadas, nos mesmos fatos: da questão do Apocalipse, à missa em latim segundo o rito de São Pio V (não é o único a desobedecer a um Papa Católico, escolhendo o rito que mais lhe agrada; algum dia falarei sobre isso também), a imaculada conceição de São José, como dito acima, o conclavismo... A par disso, dizem que tinha um interesse visceral por dinheiro, bens materiais e influências que ele poderia atrair para sua capela (me faz lembrar de outro bispo pantagruélico). 

1992. Ao perceber que havia uma chance de abocanhar o episcopado, e sabendo que alguns paroquianos possuíam joias, não pestanejou em solicitá-las para mandar fazer um anel de ouro maciço com uma pedra violeta, um báculo e... a mitra! Destarte, procuro Mons. Moisés Carmona y Rivera (1912-1991), que se recusou. Então, foi atrás de Mons. José Ramon López-Gastón (1928-2009; perenialista e casado, até se tornar sedevacantista), que o sagrou bispo aos 27 de dezembro daquele ano. Então, exigiu do seu mais fiel financiador a construção de uma sede episcopal, porque não ficava bem continuar morando na casa “de sacerdote”. 

A nota patética é que a própria mãe dele não o seguia nessa aventura, à diferença do “Papa Miguel”, de cuja eleição participaram ambos os pais...

1997. Acaba sua primeira aventura eclesiástica, quando um de seus tantos romances o impeliu a renunciar ao sacerdócio para viver com a amada. Aos súditos informou que o fazia porque a Santa Sé não lhe havia concedido jurisdição. Pouco tempo depois, começava sua vida de motoqueiro, curtindo a vida com sua moto Chopper. 

2020. Depois de vagar por muito tempo de moto e surfar as ondas da internet, Aonzo regressa à Tradição com todas as pompas e honras que sempre quis: ser bispo! Aderindo ao Lienartismo(*), em dezembro daquele ano se faz reordenar por Gary Alarcón Zegada (1940-2021), um senhor casado e despreparado, da linhagem Duarte Costa. 

(*) O que é Lienartismo? Há uma tropa de teólogos de boteco que afirma que Mons. Achille Lienart (1884-1973) seria maçom e, por isso, todas as ordenações dele seriam inválidas, inclusive a de Mons. Lefebvre. Obviamente, faltaram à aula sobre sagração episcopal, onde aprenderiam que a Igreja determina a presença de outro bispo na sagração, justamente para impedir que possa ser invalidada por algum motivo. Tomem nota para não continuar falando asneiras, senhores!!! 

2021. Em fevereiro, a dupla Aonzo e Alarcón lança, em um vídeo raivoso, a convocatória para um conclave, passando a perna no Juan José Squetino (convocatória de novembro de 2012) e ignorando o Pablo De Rojas Sanchez-Franco (convocatória janeiro de 2021). 

Desde o retorno triunfal de Aonzo em 2020, já se percebia que, graças ao conclavismo, logo pipocariam sagrações à torta e à direita. Dito e feito! Hoje vemos que a prudência foi totalmente abandonada, e logo teremos mais “bispos” do que padres.


Duas pérolas do Aonzo, para que se compreenda de quem se trata


1ª pérola de Julio Aonzo: o abuso da Epiqueia 

“Tanto os sacerdotes e sobretudo os Bispos que se serviram da virtude da Epiqueia(*) para receber a Ordem Sagrada, estando vacante a Sé Apostólica, não o fizeram para perpetuar a vacância, mas para trabalhar para que na Cúspide da Hierarquia Católica haja um Sucessor de São Pedro. Portanto, não basta, para ser católico, ser “sedevacantista” sem ter a intenção de acabar com a vacância. Sem esta intenção, o mero feito de obter as Ordens Sagradas não os habilita nem os faz lícitos a exercer o Sacerdócio, pois o Papa é uma NECESSIDADE para a Igreja, e não o vai a procurar nem Deus sozinho sem os homens, nem São Pedro ou as Duas Testemunhas sem os homens, os quais têm o dever de o fazer. Nada impede que o façam a não ser a comodidade e a covardia”.

Fonte: um comentário deste post.

(*) Farei, a seu tempo, um “Momento Dicionário” sobre o termo Epiqueia, que tem sido utilizado para justificar tremendos abusos. 


2ª pérola, uma verdadeira heresia pronunciada quando da re-sagração do José Vicente Ramón González-Cipitria/Sofronio/Fray Máximo

“Os bons católicos daqueles tempos creram que, conservando a Santa Missa, que é expressão da fé... mas o fundamento da fé é o Papa, o fundamento da fé da Igreja é o Papa! Então, (os católicos) criam que mantendo isto (a Missa) se solucionaria a situação, mas não foi assim. A primeira coisa a se fazer era eleger ao Papa. O que tem a ver isto? Tem a ver conosco porque nos propusemos, meus queridos irmãos, com esta cerimônia, começar a acabar com essa tentação. Nós desejamos VIVAMENTE, vivamente, ser regidos, ser governados por um Sumo Pontífice, por um Vigário de Cristo, sucessor de São Pedro, e isso é o que nos propusemos fazer. Por isso é que a consagração do padre não é para que celebre a Missa (ele já a celebra). É com esta intenção, de trabalhar, unidos com a fé, para a futura e próxima eleição do Soberano Pontífice, verdadeiro vicário de Nosso Senhor Jesus Cristo”. 

Vejam bem, o fundamento da fé NÃO É o Papa, mas a Tradição, o Magistério e a Sagrada Escritura. Isto não seria uma heresia?...





Gary Gonzalo Alarcón Zegada


Este senhor já rendeu a alma a Deus e já está na eternidade, seja ela qual for. Não vou, por ora, gastar teclado com ele, porque não representa um perigo iminente para nós, no Brasil. Mas vale a pena registrar uma curiosidade, ele se declarava um integralista inimigo do comunismo, mas pertence à linhagem Duarte Costa. Irônico, não? 


Advertência aos conclavistas 


Ao pretender eleger um Papa sem autoridade para isso, estareis incorrendo na sentença divina: “Ai de vós, filhos rebeldes, diz o Senhor, que formais projetos sem contar comigo, que estabeleceis alianças sem o meu espírito, acumulando assim pecados sobre pecados” Isaías 30, 1. 

Fontes:

       

sábado, 21 de outubro de 2023

S. Gaspar Del Bufalo, o Apóstolo do Preciosíssimo Sangue de Jesus


Vida de São Gaspar Del Bufalo



A nobre família romana Del Bufalo, é alegrada, em 6 de janeiro de 1786, com o nascimento de um filho que é batizado — em honra da solenidade da Epifania — com o nome de Gaspar Baltasar Melquior. Dedicado desde criança à oração e à penitência, Gaspar frequentou o Colégio Romano[1], então confiado ao clero secular, após a extinção da Companhia de Jesus. Contudo, desde que o pai, um nobre decaído, se tornara cozinheiro no Palácio Altieri[2], em frente à Igreja do Jesus[3], Gaspar aprendeu a conhecer e a venerar São Francisco Xavier, a quem atribui uma cura milagrosa obtida na juventude e que virá a ser o padroeiro da Congregação que irá fundar.  


Entre os “barozzari”

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Beato Padre João Gabriel Perboyre, o protetor contra a Covid

 

Beato  Padre João Gabriel Perboyre

Não sei o que me espera no caminho que se abre diante de mim: sem dúvida a cruz, que é o pão quotidiano do missionário. O que podemos nos desejar de melhor indo pregar um Deus crucificado?[1]


O Presbítero lazarista francês, João Gabriel Perboyre, da Congregação das Missões, foi martirizado por crucifixão e estrangulamento no dia 11 de setembro de 1840, durante a Guerra do Ópio, em Wuchang, atualmente um dos 13 distritos que formam Wuhan[2], a capital da província de Hubei, na China. Seu nome chinês era Dong Wenxue ou Tong Wen Hio (imagem ao lado). Obrigado a vestir-se com os paramentos da Santa Missa durante o processo, para incriminá-lo, recusou-se trair “Aquele que morreu por nós e (...) por nós ressuscitou”[3]. De fato, muitas das circunstancias de sua detenção (traição, prisão, morte na cruz, dia e hora) o aproximam da Paixão de Cristo. Na realidade, toda a sua vida foi a de uma testemunha e um discípulo fiel de Cristo. Beatificado por Leão XIII, em 10 de novembro de 1889 (49 anos após sua morte), sua memória é no dia de sua morte: 11 de setembro.

Jean-Gabriel[4] Perboyre era o filho mais velho de Pierre Perboyre e de Marie Rigal, que por primeiro pensamento tinham o santo temor de Deus, princípio e fim de toda sabedoria, cúmulo de toda virtude. O casal teve oito filhos, cinco dos quais dados à Igreja: três Vicentinos e duas Filhas da Caridade. Nasceu no dia da Festa da Epifania de 1802, na vila de Puech, Paróquia de Mongesty, Diocese de Cahors[5], na então Guiena, antiga província do sudoeste francês. Cahors é famosa por ter sido o berço dos Bispos São Marçal de Limonges, que a evangelizou, e de São Desidério de Cahors, e por ter dado um Pontífice à Igreja Católica, João XXII.

O dia do seu nascimento, 6 de janeiro, recorda os Sábios do Oriente que, guiados por uma Estrela, conseguiram achar o caminho até uma gruta em Belém, onde encontraram, em um Infante deitado em uma pobre manjedoura, o suspirado pelos Patriarcas, o vaticinado pelos Profetas, o desejado das Colinas Eternas, o Filho de Deus! E é bem adequado que neste dia em que a Igreja vai celebrando as vocações das gentes ao Cristianismo, seja grande solenidade para os propagadores da Fé. E foi justamente em um dia desses que nasceu este mártir Perboyre, a quem foi dado nome de João, que significa “dom do Senhor”, e de Gabriel, que significa “Fortaleza de Deus”. A sua mãe, ao dá-lo à luz, não imaginaria que justo seu filhinho viria a ser um Apóstolo da Fé junto à idolatria, e que aqueles nomes que lhe foram dados na pia batismal verdadeiramente significavam aquilo que ele viria a ser! Mas... ascosos aos homens são os segredos do Céu. 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Teresa de Calcutá, a outra face.


Teresa de Calcutá, a outra face 

Um pequeno resumo sobre o que dizem os acusadores dela 



A verdade sobre Madre Teresa de Calcutá, a religiosa albanesa naturalizada indiana, fundadora da Congregação das Missionárias da Caridade, e apelidada por aqueles que a conheceram como “anjo da morte”. As suas “Casas para Doentes” eram chamadas por médicos da Organização Mundial de Saúde (OMS) de “necrotérios”.  

Teresa de Calcutá (1910-1997) recebeu de doadores centenas de milhões de dólares para seus hospitais — que ela chamava de “casas para doentes” — mas o grosso desse dinheiro se diz que ela mandou para o Vaticano, deixando os doentes em estado precário, sem remédios e cuidados. Médicos classificaram esses locais de “casas da morte” ou de “necrotérios”. No âmbito da OMS, houve denúncias de que essas “casas” eram locais de epidemias. Uma ex-voluntária escreveu que faltava até AAS para amenizar a dor dos doentes. Na verdade, a crítica maior da OMS a Teresa era por causa de sua pauta anti-aborto, diga-se, por dever de justiça. E, por dever de justiça também, diga-se que é a mesma crítica dos canadenses também, que acham que a solução para a pobreza na Índia é assassinar crianças no ventre materno. 

Essa são algumas das revelações do artigo “O Lado Escuro de Madre Teresa”[1], escrito pelos acadêmicos Serge Larivée e Geneviève Chénard, da Universidade de Montreal, Canadá, e Carole Sénéchal, da Universidade de Ottawa, Canadá, e publicado em março de 2013. Os pesquisadores canadenses, após examinar mais de 500 documentos, constataram que os alegados altruísmo e generosidade de Madre Teresa não passavam de fantasia vendida como verdade pela imprensa internacional.

A rigor, ela foi “inventada” pelo jornalista Malcolm Muggeridge, da BBC, que, em 1969, lhe dedicou o documentário “Algo bonito para Deus”[2], apresentando ao mundo a figura frágil de uma missionária que se dedicava aos pobres e doentes da Índia. Em 1971, o jornalista publicou um livro com o mesmo título.

O trabalho de Teresa de “auxílio a pobres, órfãos e moribundos” foi tão reconhecido dentro e fora da Índia que ela recebeu o Prêmio Templeton, em 1973, e o Prêmio Nobel da Paz, em 1979. Ela morreu em 1997. Em 2003, foi beatificada por João Paulo II e em 2016 foi canonizada por Francisco.  

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Biografias: Daniel-Rops

Henry Jules Charles Petiot, filho de um oficial militar, nasceu em Épinal (França), no dia 19 de janeiro de 1901. Quando tinha poucas semanas de vida, seus pais se mudaram para Grenoble, nos Alpes, onde ele cresceu e morou até se formar em História, Geografia e Direito em Lyon, no ano de 1922. Posteriormente mudou-se para Tresserve, na Savoia. 

Aos seus antepassados, todos camponeses de diversas regiões da França, Henry confessou dever a sua energia e a sua capacidade de aplicação em cada trabalho, que nele são tão fortes. Casou-se com Madeleine Bouvier em 1924, e com ela adotou um filho, Francis. Tornou-se professor de História com apenas 21 anos, para ter uma fonte de renda, e ensinou no Liceu de Chambéry, de 1923 a 1928, no de Amiens, de 1928 a 1930, e no de Neuilly Sur Seine, de 1930 a 1944, quando se aposentou. Foi professor durante vinte anos, e abandonou o ensino definitivamente em 1945 para dedicar-se somente à carreira de escritor.  

Na realidade, quando era ainda muito jovem, seu desejo era ser literato. Tornou-se professor porque sabia que, como escritor, os rendimentos seriam muito precários. Com doze anos escreveu seu primeiro romance, um romance histórico, e aos dezesseis anos quatro ou cinco obras já estavam concluídas. Foi inspirado numa personagem dessas breves histórias que Henry adotou o pseudônimo “Daniel-Rops”, utilizando-o em todas as suas obras posteriores. Esses primeiros trabalhos, no entanto, foram lançados ao fogo. Em 1926, foi publicado o seu primeiro livro, e desde então seu trabalho como escritor intensificou-se. Primeiro em Neuilly, depois em Tresserve, continuou a escrever. Chegou a produzir mais de cinquenta livros, algumas brochuras e inumeráveis artigos.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Biografia, biógrafos, dores-de-cotovelo...

Bom, me refiro, obviamente, ao post do maior tomista de todos os tempos, maior até que o próprio Aquinate, visto que o “ilustre” se deu ao desfrute de “reinterpretá-lo” para fazê-lo caber certinho nas lorotas de Dom Williamson sobre os “milagres” na missa bastarda do cismático CVII. E por que me reporto a este post? Porque quero deixar um registro honesto a respeito da escolha do prior (?) do Mosteiro da Santa Cruz. 

Volto ao tema, primeiro quero compartilhar o comentário de uma pessoa que conhece muito bem o futuro Monsenhor (família, história de vida, cidade natal), que reagiu com perplexidade à notícia jubilosa e disse: “Ele não tem os três 's' para ser bispo!”. E explicou detalhadamente quais seriam os três “s”. Por uma questão de caridade, omitirei o significado aqui. O que posso dizer dos três “s” é: o segundo, ele mesmo já reconheceu não possuir; o terceiro, todo mundo sabe que ele não possui; quanto ao primeiro, é coisa entre ele e Deus, e mais não digo.

Digo, contudo, a respeito da “biografia” do monge feita por um testemunho obviamente parcialíssimo: o que, de per si, já detona a biografia do monge e a do biógrafo. Uma biografia honesta é completa. Mas como poderiam nos dar uma biografia completa do monge sem calar boa parte da história?

E o que mais grita nesta biografia, além de ser rasa como uma poça d'água, são as “grandes ausências”. As lacunas que ficaram e que eles podem até varrer para debaixo do tapete, mas são indeléveis, como aquelas marcas que a polícia técnica faz ao redor de um cadáver na cena de um crime de homicídio. As têm em mente? Não? Vide a imagem acima...

Pois bem, a primeira “grande ausência” é de um dos maiores benfeitores do Mosteiro, o que denota também uma grande ingratidão. Falo do “Fleichman pai”. Júlio Fleichman foi benfeitor em sentido material, mas, muito mais, em sentido moral. Graças a ele, os monges têm hoje um teto sobre suas cabeças. Ao citar o antigo superior e pai espiritual do prior, Dom Gérard, limitou-se o biógrafo a contar parte da história, a que mais convinha ao futuro Bispo e o faz posar de herói. Esqueceu-se, o preclaro e finíssimo tomista, de mencionar a “visita” de Dom Gérard ao Brasil, para tomar “na mão grande” o Mosteiro da Santa Cruz e, por conseguinte, omitiu também o papel preponderante e indiscutível do sr. Júlio em impedi-lo de o fazer, inclusive postando-se fisicamente contra Dom Gérard, e capaz até de chegar às vias de fato para proteger quem hoje premeditadamente o esquece de sua biografia. Foi épico! Uma das mais belas páginas da história da Tradição! Peçam ao monge para narrá-la! 

Enfatizo a ingratidão e o premeditado esquecimento porque, ainda que o preclaro tomista não soubesse disto (e como poderia não saber, vistos os clamorosos protestos de tão longa e profunda amizade?), por que o monge se cala sobre esta grande injustiça e ingratidão?

O porque, a grande maioria dos que estavam na Tradição em 2012 o sabem muito bem, mas resumo aqui: ao mencionar o “Fleichman pai”, seria obrigado a mencionar o “Fleichman filho”, e isto é a grande pedra (Pedro... rsrs) no sapato dele. 

“Fleichman filho” é Dom Lourenço Fleichman, da capela de Niterói, e que agora está com Dom Fellay indo, contente ou a contragosto, rumo à plena comunhão com Roma Apóstata. Deus o guarde! 

Mas não é exatamente por isso que Dom Lourenço é “esquecido” da biografia. É esquecido porque é uma figura inconveniente, como uma espada de Dámocles, pois mostra (ou prova) que o primeiro “s” também lhe falta.  

Há, por trás, uma história que dividiu a Tradição bem antes da necessidade de uma resistência às loucuras de Fellay — que, agora, Dom Williamson e companhia também repetem. E essa divisão na Tradição se deu porque, tendo havido uma questão absolutamente pessoal entre pai e filho espirituais, acabaram por se formar duas panelas: a panela “tomasina” e a panela “lourencina”. Não sem uma grande dose de paixão e falta de bom senso, é claro! Contudo, as razões dessa disputa vão ficar do conhecimento dos que já as conhecem, porque não pretendo alimentar a curiosidade mórbida de ninguém. Fato é que, quanto à questão pessoal, eu, com as informações de que dispunha (porque não presenciei pessoalmente os fatos), me senti confortável com a posição que tomei à época nessa disputa, pois me parecia mais verossímil a versão “lourencina”. E mais não digo.  

Portanto, sim, confesso, nunca nutri muita simpatia pelo monge prior (?), e parece que sou acompanhada nisso por boa parte da família, dos amigos e conhecidos de Nova Friburgo. Então, assunto encerrado.

Voltemos ao que interessa. A biografia, no mais, é só lengalenga sentimental e voltada a engrandecer quem não soube ser grande. É inegável o papel que o futuro bispo teve na Tradição – e quem seria leviano de negar? – mas não nos esqueçamos que Dom Fellay e os outros dois Bispos ralliés também tiveram um grande, senão maior, papel na História da Tradição. Até a traírem. Dom Lefebvre vivo... não havia muita escapatória, ou você era herói da Fé ou você pegava sua malinha e ia para casa! E até por isso que as tão propaladas cartas de Mons. Lefebvre ao monge perderam a tinta, sobretudo depois que ele perdeu a garra do combate e se acomoda à mitra. Agora, ele pode se abanar com elas...

Assim, com base nesses grandes silêncios, na “profundidade de uma rasa poça d’água” da biografia e na questão dos três “s”, e deixando HONESTAMENTE de lado simpatias ou antipatias, o que sobra é desastroso. Refutem isso... 

Sobre a escolha do monge para futuro bispo de Romana Igreja (?), já coloco como premissa que não me corresponde decidir pela escolha de um bispo, nem sagrar bispos — somente um imbecil diria isso! —, mas posso (como todos fazem hipocritamente, ainda que me condenem), me manifestar a respeito.  

E não erro em afirmar que a escolha foi imprudente. Mas vindo do Dom Williamson dos últimos tempos... o que esperar? Se até mesmo os seus ferrenhos defensores reconhecem sua imprudência atrás da covarde proteção da confidencialidade dos e-mails... o que dizer? Só digo o que digo para mim todo santo dia: “Giulia, Deus é Onipresente e Onisciente, faça sempre a coisa certa, pois é apenas a Ele, que tudo sabe e tudo vê, que você deve prestar contas naquele dia fatídico”. E o que diria eu a Ele naquele dia? Que apenas obedecia a meu Superior enquanto ele traía a Fé? Well, sou mulher, uma simples mulher, mas não sou idiota. Se os “grandes” não compreendem o 4º Mandamento, ou se para eles funciona diferente do que ensinam... não é problema meu.

ENCERRO com um comentário a respeito do maior e mais recomendando biógrafo do mundo. Soube que, desde que Dom Williamson começou a dizer asneiras sobre a Fé, ele começou a disparar tolices contra mim de forma covarde, vulgar e debochada. A última, segundo me disseram (porque não perco tempo em ler coisas inúteis) é a de que ele teria zombado de mim, chamando-me sarcasticamente de “teóloga” e “mulher fina”, ou algo assim.

Bom, quanto ao “teóloga”, é claramente um juízo temerário, pois eu jamais me fiz passar por algo que não sou, diferentemente dele. Eu jamais disse que sou teóloga. Pelo contrário, quem, antes de sair falando asneiras, LEU o que escrevi, certamente leu que: para conhecer a doutrina da Igreja não precisa ser teólogo, nem homem, nem adulto. Qualquer criança de catecismo BÁSICO sabe a Verdade e pode defendê-la.  

Onde está escrito que, para falar de religião, é requisito sine qua non ser teólogo? De fato... se isso fosse verdade, muitos dos que andam falando por aí deveriam calar as boquinhas santas! Não me consta que o futuro bispo, por exemplo, seja diplomado em teologia. Ou me engano? Até mesmo o maior tomista de todos os tempos... Será ele um teólogo de carteirinha? (e tendo em vista as universidades de teologia pós-CVII, isso valeria de que?) Ou é o fato único e exclusivo de serem homens que lhes dá autoridade para falarem asneiras por aí e rotulá-las de “teologia”? Seriously?  

A verdade, bem sabemos, é outra: inveja, ressentimento, recalque, complexo de inferioridade, lacunas insuperáveis no catecismo que os faz ter uma ideia equivocada do papel da mulher na sociedade cristã. Eu prefiro me espelhar em Maria Santíssima, sem a qual, as núpcias de Canaã nem estariam nos Evangelhos. Sim, porque, se Ela fosse a mosca morta que “eles” querem que as mulheres sejam, Ela não teria, como boa mãe judia (povo), dado ordens aos empregados (que escândalo! Uma mulher dando ordens a homens, na casa dos outros!!! Passando por cima do que o Filho já tinha respondido de forma definitiva!!!! Mamma mia!!!) e proporcionado a toda a Humanidade o primeiro milagre de Nosso Senhor Jesus Cristo. Refutem isso.

Sobre o fato de eu não ser uma mulher “fina”.

1) Bom, não tenho como contra-argumentar uma grosseria, porque grosseria não é argumento (nem é... fino), mas, se eu o fizesse, diria que, certamente, é “muito fino” referir-se a qualquer mulher, por mais indigna que seja, da forma como ele o faz tranquilamente em relação a mim. Eu sei o por que dele fazer isso. Só não sei se ele sabe que eu sei. E, pior, que Deus sabe o que ele diz e faz... 

Ademais, é sabido que os tolos, que são desprovidos de argumentos, lançam mão das ofensas como desabafo por sua inferioridade intelectual. Ainda mais se for uma mulher que o desqualifica: a suprema das ofensas! É verdade, sim, que eu também, aqui e ali, uso de sarcasmo e ironia, e que isso pode “ofender” as moçoilas do gênero masculino que brincam de ser tradicionalistas. Mas, junto com o sarcasmo e a ironia, eu sempre ofereço argumentos.

E não vou me desculpar por ser mulher e por ter sido dotada por Deus por um intelecto – sem falsa modéstia! – privilegiado e ágil. Mais do que me preocupar com o que dizem/pensam de mim os meus detratores, estou ocupada em devolver a Ele muito mais do que me deu. Por isso, não posso enterrar meus talentos, como o tolo do Evangelho. 

Chego a ter dó das pobres esposas desses santos que se creem, de verdade, superiores intelectualmente à mulheres pelo só fato de terem nascido homens... O que as pobres devem suportar é inimaginável!!! Eu preferiria ser surda do estar na pele dela e ouvir o marido, com toda a empáfia, dizer asneiras... E publicamente!  

Por fim, o meu falar é sim, sim, não, não. E isso pode parecer “não fino” para as pessoas mais suscetíveis emocionalmente, aquelas que não têm ou perderam a fibra, a hombridade. Não vi Nossa Senhora pedir aos lacaios das famosas núpcias: “por favor”... Não me parece que os judeus (povo) fossem melindrosos. Basta ver que não se chocavam quando Cristo os chamava de “raça de víboras”. Uma big de uma ofensa, à época.

O caso, meus caros leitores, é de “dor-de-cotovelo”. Para isso, não tenho solução, que procurem uma terapia, ou... remédios. Eu só posso rezar por eles, e amá-los e perdoá-los. O que não é “ponto” para mim visto que é uma obrigação. Cristo foi taxativo: amar os que não nos amam e perdoar sete vezes sete.  

A Ele eu obedeço cegamente. 

Aos leitores-proibidos-de-ler-o-Pale-Ideas-mas-que-rebeldes-leem-ainda-assim, antes que gralhem que eu é que estaria com dor-de-cotovelo por causa da escolha, já lhes poupo o teclado esclarecendo que não, pela simples razão de que não tenho nada a ver com essa gente. Me “incluam fora” disso (LOL), por favor! Eu anseio por bispos CATÓLICOS. Se faltarem... paciência! Deus permite esse estado de coisas. Um dia saberemos o por que. Mas eu pretendo seguir católica, com ou sem bispos. Me basta a graça de Deus.   

Ademais, se eu fosse de apostar, diria que isso não durará muito, a falta dos "s" será um obstáculo intransponível. 

Giulia
A última dos inúteis servos de Deus


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

TEM CARNICERO NO MEU PC!!!

Antonio Carnicero y Mancio



Sagrada Família com o Menino dormindo
(Salamanca, 1748 — Madrid, 1814). Pintor e gravador espanhol, filho do escultor barroco Alejandro Carnicero, foi também miniaturista de grande interesse, embora a parte mais conhecida de sua obra seja constituída por cenas de gênero e séries de ilustrações gravadas. Ingressou aos dez anos na “Academia de San Fernando” (Madrid) e acompanhou seu irmão Isidro a Roma. Na Cidade Eterna permaneceu seis anos e ganhou diversos concursos artísticos. A seu regresso, completou sua formação na academia madrilena e preparou, a partir de 1775, como colaborador de José del Castillo, desenhos para tapeçaria para a “Real Fábrica”, destinados a decorar os aposentos da princesa de Astúrias no palácio de “El Pardo”.  

domingo, 6 de setembro de 2015

BIOGRAFIAS: TOMÁS DE CELANO

Tomás de Celano ou Tommaso da Celano (1200 c.a. -1265 c.a.) foi um frade da Ordem dos Frades Menores, sendo um dos primeiros discípulos do Poverello, tendo entrado na Ordem por volta de 1215. Também foi um poeta e um escritor, sendo autor de três obras biográficas sobre São Francisco de Assis, tendo estado presente a dois eventos notáveis: a morte do Santo (03-10-1226) e sua canonização (16-07-1228), por ocasião da qual o Papa Gregório XI encomendou seu primeiro trabalho literário: “Vita prima S. Francisci” (1228/1229), sobre o início da vida de São Francisco de Assis; contudo, esta biografia foi considerada insatisfatória por parte dos franciscanos, e foi escrita outra “Vita”, com base em testemunhos de outros franciscanos que seguiram Francisco de perto; por fim, todos esses escritos foram condenados à destruição e substituídos pela Legenda maior de São Boaventura de Bagnoreggio. O segundo trabalho foi “Vita secunda S. Francisci” (1246/1247), encomendado por Crescentius de Jessi, ministro geral da Ordem Franciscana entre 1244 e 1247, e descrevia as décadas seguintes à sua morte. O terceiro é um tratado dos milagres do santo: “Tractatus de miraculis S. Francisci” (1254/1257), encomendado por João de Parma. Tomás também escreveu: “Legenda ad Usum chori” (um resumo da vida do Santo feito para os frades lerem nas suas celebrações, que compendia muito bem a experiência religiosa do homem que se apaixonou por Deus, pela criação, e experimentou tudo que Jesus “tinha feito na carne”. O texto latino publicado na AF X em 1941 e reapresentado nas “Fontes Franciscani” foi reconstruído pelos estudiosos de Quaracchi a partir de onze manuscritos, inclusive o 338 de Assis; ler aqui), “Fregit victor virtualis” e “Sanctitatis nova signa” (PDF), ainda em honra de São Francisco, e “Legenda S. Clarae Virginis” (1255), quando da canonização da Santa. O belíssimo hino “Dies Irae” é atribuído a ele.  

Nota n. 3 da Encíclica SACRA PROPEDIEM, de Papa Bento XVI: http://farfalline.blogspot.com/2015/01/bento-xv-sacra-propediem-1921.html.

Giulia d'Amore


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

BIOGRAFIAS: PAPA NICOLAU IV


 PAPA NICOLAU IV


Girolamo Masci (1227-1292) foi um frade piedoso e amante da paz, sem outras ambições se não o bem da Igreja, as cruzadas e a extirpação das heresias. Foi o 191º Papa da Igreja como Nicolau IV, de 22 de fevereiro de 1288 até a sua morte, quatro anos depois; eleito uma primeira vez no dia 15 de fevereiro, recusou, mas tendo sido novamente eleito por unanimidade no dia 22 acabou aceitando. Primeiro papa franciscano, foi eleito depois de dez meses e 19 dias de sede vacante.

Em 1290, foi o autor da bula que aprovou o Estudo Geral, criado por D. Dinis. Promoveu missões entre os tártaros e os mongóis. Deu início à colocação dos mosaicos na Basílica de Santa Maria Maior e na de São João de Latrão.

Contemporâneo de São Boaventura, entrou na ordem franciscana no convento São Lourenço de Carpeneta, e subiu rapidamente devido a seus dotes morais e doutrinários, e ao serviço árduo e fatigante; encabeçou a Ordem à data da morte de São Boaventura, em 1274.

Pregador primeiro, depois Leitor e, finalmente, Magister theologiae. Dedicou-se com grande zelo à extirpação da heresia, organizando cruzadas contra os inimigos da Igreja.

Para defender a Terra Santa, sobre a qual gravava a ameaça árabe, compreendia que era necessário pacificar as grandes potências para que se unissem em prol do Cristianismo, e, por isso, já o seu primeiro ano de pontificado foi focado em sanar as divergências. Ameaçada a Terra Santa, uma frota foi enviada pelo papa a São João de Acre, em socorro dos senhores cristãos, tendo contudo acabado por cair Jerusalém em poder dos muçulmanos a 18 de maio de 1291. Foram então diversos os incentivos à cruzada, entre os quais se destaca o Liber de recuperatione Terre Sanctae, do frade franciscano Fidenzio de Pádua, e o projeto estruturado de Ramón Lhull. Paralelamente, enviou missionários também aos búlgaros, tártaros e chineses.

Nicolau IV foi um dos protagonistas da cultura medieval; a seu nome estão associadas as Universidades de Montpellier, de Gray, de Ascoli e de Macerata, mas também o começo da construção de algumas igrejas, como o Duomo de Orvieto e o restauro das Basílicas de São João de Latrão e de Santa Maria Maior, procurando adequar a liturgia e a iconografia mariana ocidental e aquela oriental, na indômita esperança de reunir as duas Igrejas.

Após sua morte, a Sé ficou vacante por dois anos. 

Bulas: 
  • Coelestis altitudo (18/06/1289) – onde se garantia aos cardeais a metade das rendas da Sé de Roma, como tb uma fatia da gestão financeira, abrindo estrada àquela independência do Colégio dos Cardeais que, no século seguinte, viria a ser uma desvantagem para o próprio Papado.
  • Supra montem (18/08/1289) – Onde se reconhecia São Francisco como fundador da Ordem da Penitência e a denominava de Ordem Terceira de São Francisco.

Pesquisa, tradução e organização: Giulia d'Amore di Ugento.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

PAPA LEÃO XIII

Primeiro esboço:


PAPA LEÃO XIII


Vincenzo Gioacchino Raffaele Luigi Pecci Prosperi Buzzi (1810-1903) foi o 256º Papa da Igreja como Leão XIII, O.F.S.. 

Foi padre (1837), Núncio Apostólico (1843), Bispo de Tamiathis (1843), Arcebispo de Perugia (1843) e Cardeal-presbítero (1853) de São Crisogno. 

Foi frutífero em Encíclicas, bem 86, e pelas suas doutrinas sociais e econômicas é comum referir-se ao Papa Leão XIII como o ‘Papa das encíclicas sociais’, nas quais ele apontava as falhas do Capitalismo e do Comunismo. A mais conhecida de todas, a Rerum Novarum (1891), sobre os direitos e deveres do capital e do trabalho, introduziu a ideia da subsidiariedade no pensamento social católico e marcou o início da sistematização do pensamento social católico, a Doutrina social da Igreja Católica. 

Concedeu a S.A.I., a Princesa D. Isabel, uma Rosa d'Ouro, por sua generosidade ao publicar a Lei Áurea. 

A encíclica Arcanum Divinae Sapientiae, sobre os valores da família, aborda os problemas relacionados com o matrimônio, fazendo a defesa da indissolubilidade do casamento e críticas ao divórcio. 

Leão XIII condenou a Maçonaria (Humanum Genus, 1884) e a heresia do Americanismo (Testem Benevolentiae — 1899)

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

São Boaventura de Bagnoreggio - pensamentos

PENSAMENTOS DE SÃO BOAVENTURA DE BAGNOREGGIO


"Veio sobre ela (Maria) o Espírito Santo como fogo divino que inflamou sua mente e santificou sua carne, conferindo-lhe uma pureza perfeitíssima... Oh, se tu fosses capaz de sentir, de algum modo, qual e quão grande foi o incêndio que desceu do céu, que refrigério se produziu... "

"A abundância dos bens temporais é um empecilho para a alma, impedindo-a de voar para Deus".

"Mais segura e humilde está a alma no ouvido do que na língua".

"A ciência que por amor da virtude se despreza, pela virtude se adquire melhor".

"Se eu nada mais puder fazer, meu Jesus, procurarei vossas chagas e aí permanecerei".

"Se o meu Redentor, por causa de meus pecados; me atirasse longe de Si, lançar-me-ia aos pés de sua Mãe e, prostrado, não me levantaria enquanto Ela não me obtivesse o perdão. Ela não deixaria de fazer violência ao Coração de Jesus para que me perdoe".

"Se quereis progredir no amor de Deus, meditai todos os dias na paixão do Senhor".

"Interroga a graça, não a doutrina; o desejo, não o intelecto; o gemido da oração, não o estudo do que vê; o esposo, não o mestre; Deus, não o homem; a fuligem não a clareza; não a luz, mas aquele fogo que tudo penetra com sua chama e reporta a Deus com excessivas unções e com ardentíssimos afetos".

"A Missa é a obra na qual Deus coloca sob os nossos olhos todo o amor que ele nos teve: é de certo modo, a síntese de todos os benefícios que ele nos fez".

"Ó Jesus, trespassaram vosso lado para nos abrir uma porta; feriram vosso coração para nos abrir nessa sagrada vinha, um asilo seguro de toda perturbação externa".

"Não basta a leitura sem a unção, não basta a especulação sem a devoção, não basta a pesquisa sem maravilhar-se; não basta a circunspecção sem o júbilo, o trabalho sem a piedade, a ciência sem a caridade, a inteligência sem a humildade, o estudo sem a graça".

"Cada sacerdote no altar deveria ser inteiramente identificado com Nossa Senhora, porque como por meio dela é que nos foi dado este Santíssimo Corpo, assim é pelas mãos dela que Ele deve ser oferecido a nós".

"Todas as coisas criadas são sombras, ecos, imagens ou semelhanças de Deus, que é a Causa Primeira de todas as coisas"

"Já que toda a natureza divina esteve nas entranhas da Santíssima Virgem, não duvido dizer que em toda distribuição de graças tem certa jurisdição essa Virgem, de cujas entranhas como de um oceano da divindade, emanam os rios de todas as graças"

"Pela oração se obtém todos os bens e a libertação de todos os males".

"Assim como o rei julgaria traidor o capitão, que sitiado em uma praça, não lhe pedisse socorro, assim Deus considera traidor aquele que, vendo-se assaltado pelas tentações, a Ele não recorresse pedindo auxílio".

"Em um dia ganha o homem, pela oração, mais do que vale o mundo".

"Às vezes, se obtém mais depressa com uma breve oração, o que dificilmente se alcançaria com boas obras"

"Assim como nunca cessa a luta, assim também nunca devemos deixar de pedir a misericórdia divina, para não sermos vencidos".

"Quem não se ilumina com o esplendor de coisas tão grandes como o mundo e as coisas criadas, é cego. Quem com todas essas coisas não se põe a louvar a Deus, é mudo. Quem, a partir de indícios tão evidentes, não volta a mente para Deus, que é o primeiro princípio, é tolo"

"A oração é conversão da alma a Deus. Queres saber como hás de converter tua alma a Deus? Pois então ouve. Quando estás a orar deves recolher-te todo em ti mesmo e entrar com o Amado no aposento do teu coração e ali permanecer a sós com o Só, esquecido de todas as coisas exteriores e erguer-te acima de ti mesmo com todo o coração, com toda a alma, com todo afeto, com todo desejo, com toda devoção. E não hás de afrouxar o espírito de oração, mas por longo tempo hás de subir para o alto, por meio do ardor da devoção, até entrares no tabernáculo admirável, até a casa de Deus. E ali, visto de algum modo o teu Esposo com os olhos da alma e tendo saboreado de certa maneira a suavidade do Senhor e a grande afluência de sua doçura, cai nos seus braços e com os lábios fechados oscula-o com beijos de íntima devoção a fim de que, de todo alheado de ti mesmo, totalmente arrebatado ao céu, transformado todo em Cristo, não possas deter teu espírito, mas que digas, exclamando com o profeta Davi: 'Recusou a minha alma consolar-se, lembrei-me de Deus e me deleitei'".

"É pobre quando nasce, mais pobre durante a vida, pobre em extremo quando morre sobre a cruz".

"Morramos, pois, e entremos nas trevas; imponhamos silêncio às solicitudes, às concupiscências aos fantasmas; passemos com Cristo crucificado deste mundo ao Pai".

"Segundo os seis graus da ascenção a Deus, são as seis potências da alma, pelas quais ascendemos do último ao sumo, do exterior ao interior, do transitório ao eterno: os sentidos, a imaginação, a razão, o entendimento, a inteligência e o ápice da mente, ou a centelha da consciência. Esses graus, nós os temos em nós, plantados na natureza, deformados pela culpa, reformados pela graça, e devemos purificá-los com a justiça, praticá-los com a ciência, aperfeiçoá-los com a sabedoria".

"Quando uma alma olha para Deus toda a natureza lhe parece insignificante".

"O puríssimo Coração de Maria foi o Horto e Paraíso do Espírito Santo, jardim de delícias em que viceja toda a sorte de flores e se aspira toda a fragrância das virtudes... Ó Coração de amor, porque te converteste em esfera de dor? Contemplo, Senhora, o Teu Coração e nele vejo, não o coração mas a mirra, o absinto e o fel! Ó vulnerada Senhora, fere também os nossos corações! Porque não possuo ao menos o Teu Coração, para que, aonde quer que eu vá, Te veja sempre crucificada com Teu Filho!"

"A santa Missa tem tantas maravilhas quantas são as gotas de água no oceano, os grãozinhos de poeira no ar, as estrelas no firmamento, e os Anjos no céu. Nela se operam, quotidianamente, tantos mistérios que não sei se, em tempo algum, a mão onipotente de Deus fez obra melhor e mais sublime".

“Maria foi verdadeiramente forte e terna, doce e rigorosa ao mesmo tempo, rígida consigo mesma, pródiga para conosco! É, pois, a Ela que devemos amar e venerar acima de todas as coisas, em segundo lugar, após levarmos nosso amor à suprema Trindade e a seu Santíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, cujo mistério divino não pode ser expressado por língua alguma”.

“Deus não comunica vida à alma nem a ela se une (...) a não ser que ela se aqueça com o desejo da pátria celeste e do próprio Amado”.

“Não devemos duvidar do fato de que a bem-aventurada Mãe e Virgem Maria, possuidora de um coração vigoroso e determinação sempre constante, desejava dar seu Filho para a salvação do gênero humano, de tal forma que a Mãe viveu, em tudo, conforme o Pai”.

Fonte: http://coracaomistico.blogspot.com.br/2007/12/so-boaventura.html.



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