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domingo, 6 de setembro de 2015

BIOGRAFIAS: TOMÁS DE CELANO

Tomás de Celano ou Tommaso da Celano (1200 c.a. -1265 c.a.) foi um frade da Ordem dos Frades Menores, sendo um dos primeiros discípulos do Poverello, tendo entrado na Ordem por volta de 1215. Também foi um poeta e um escritor, sendo autor de três obras biográficas sobre São Francisco de Assis, tendo estado presente a dois eventos notáveis: a morte do Santo (03-10-1226) e sua canonização (16-07-1228), por ocasião da qual o Papa Gregório XI encomendou seu primeiro trabalho literário: “Vita prima S. Francisci” (1228/1229), sobre o início da vida de São Francisco de Assis; contudo, esta biografia foi considerada insatisfatória por parte dos franciscanos, e foi escrita outra “Vita”, com base em testemunhos de outros franciscanos que seguiram Francisco de perto; por fim, todos esses escritos foram condenados à destruição e substituídos pela Legenda maior de São Boaventura de Bagnoreggio. O segundo trabalho foi “Vita secunda S. Francisci” (1246/1247), encomendado por Crescentius de Jessi, ministro geral da Ordem Franciscana entre 1244 e 1247, e descrevia as décadas seguintes à sua morte. O terceiro é um tratado dos milagres do santo: “Tractatus de miraculis S. Francisci” (1254/1257), encomendado por João de Parma. Tomás também escreveu: “Legenda ad Usum chori” (um resumo da vida do Santo feito para os frades lerem nas suas celebrações, que compendia muito bem a experiência religiosa do homem que se apaixonou por Deus, pela criação, e experimentou tudo que Jesus “tinha feito na carne”. O texto latino publicado na AF X em 1941 e reapresentado nas “Fontes Franciscani” foi reconstruído pelos estudiosos de Quaracchi a partir de onze manuscritos, inclusive o 338 de Assis; ler aqui), “Fregit victor virtualis” e “Sanctitatis nova signa” (PDF), ainda em honra de São Francisco, e “Legenda S. Clarae Virginis” (1255), quando da canonização da Santa. O belíssimo hino “Dies Irae” é atribuído a ele.  

Nota n. 3 da Encíclica SACRA PROPEDIEM, de Papa Bento XVI: http://farfalline.blogspot.com/2015/01/bento-xv-sacra-propediem-1921.html.

Giulia d'Amore


quarta-feira, 20 de maio de 2015

São Bernardino de Sena

20 de maio

São Bernardino de Sena

Confessor

 

Nasceu em Massa, perto de Siena, em 1380 e morreu em L'Aquila, Abruzzi, aos 20 de Maio de 1444. Da nobre família senense dos Albizzeschi, ficou órfão da mãe quando tinha três anos, e do pai aos sete, sendo criado na cidade de Sena por duas tias extremamente religiosas, que o levaram a descobrir a devoção a Nossa Senhora e a Jesus Cristo.

Depois de estudar na Universidade de Sena, formando-se aos vinte e dois anos, abandonou a vida mundana e ingressou na Ordem de São Francisco, cujas Regras abraçou de forma entusiasmada e fiel. Apoiando o movimento chamado "observância", que se firmava entre os franciscanos, no rigor da prática da pobreza vivida por São Francisco de Assis, acabou sendo eleito vigário-geral de todos os conventos dos franciscanos da observância.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Do esterco de asno e das línguas virulentas

Belíssimo exemplo de retratação. Quem hoje em dia faz isto? Nem mesmo os religiosos, que continuam sendo nossos exemplos. Veja, diante da nobreza de alma do simples fradinho, o  'nobre da ilha de Chipre', por causa da reconciliação dos frades, muda de vida e põe tudo o que é seu a serviço deles!!! Infelizmente, sabemos de fatos que escandalizam mais pelas consequências, tendo em vista que, além de reiteradamente ofender a outros religiosos, ditas pessoas recusam-se a se retratar de fato, que dirá, então, dispor-se a pôr esterco de asno na boca!!! Se bobear, pegariam o esterco para jogar nos outros!!! O que faria hoje aquele 'nobre da ilha de Chipre'? Se colocaria à disposição dos frades... ou fugiria escandalizado? Assim somos nós diante de tanto desrespeito aos sacerdotes por leigos e, pior, por religiosos... Que belo exemplo para as almas que assistem atônitas!!!
Para vossa reflexão...

GdA
DA RETRATAÇÃO
Espelho da Perfeição. Capítulo 51. Como os frades daquele tempo se reconciliavam, quando um perturbava o outro.

Afirmava que, nestes últimos tempos, os frades menores foram enviados (cf. Jd 18; Jo 1,6) pelo Senhor para darem exemplos de luz aos envolvidos pela treva dos pecados. Dizia que [São Francisco] se impregnava de suavíssimos perfumes (cf. Ex 29,18; Jo 12,3) e se ungia da força de um óleo precioso (cf. Mt 26,7), quando ouvia as maravilhas (cf. At 2,11) realiza­das pelos santos frades espalhados pelo mundo.

Uma vez, aconteceu que um frade lançou palavras (cf. Jó 18,2) injuriosas contra outro frade, na presença de um nobre da ilha de Chipre. Quando percebeu que, por isso, seu irmão ficara um pouco ofendido, levado pelo desejo de punir-se, imediatamen­te apanhou esterco de asno, colocou-o na boca e mordeu-o com os dentes, dizendo: “Mastigue esterco a língua que derramou o veneno (cf. Pr 23,32) da raiva no meu irmão!” Vendo isso, o ho­mem, atônito de espanto, foi embora edificado e, desde então, colocou tudo que era seu à disposição dos frades.

Porque todos os frades tinham o costume de, se algum deles dirigisse uma palavra injuriosa ou perturbadora ao outro, lançava-se imediatamente por terra (cf. 2Mc 10,4), beijava o pé do irmão ofendido e humildemente pedia perdão. O santo pai ficava exultante com essas coisas, quando ouvia que seus filhos tiravam exemplos de santidade de si mesmos e cumulava de bênçãos dignas de toda a aceitação (cf. 1Tm 1,15) os frades que, por palavras ou por obras (cf. Cl 3,17), induziam os pecadores ao amor de Cristo; pois, estando ele próprio perfeitamente repleto de zelo (cf. At 5,17) pelas almas, queria que seus filhos fossem verdadeiramen­te semelhantes a ele.

Fonte:
Confraria de São João Batista

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