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domingo, 2 de junho de 2019

Nossa Senhora da Ajuda ou da Defesa

A Virgem Maria entrega o Menino Jesus e enfrenta o demônio,
in "Taymouth Hours", c.1325–40: Yates Thompson MS 13, f. 155v.

NOSSA SENHORA DA DEFESA 



Nossa Senhora da Defesa ou da Ajuda coloca o Menino Jesus em segurança entre os braços de um Anjo enquanto mantém vencido o demônio, no chão.  

Nossa Senhora da Ajuda está sempre armada com um bastão, a Ela é atribuída a tarefa de salvar as crianças dos que destroem a pureza e a vida delas. 


Festa vide aqui.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

CURIOSIDADES: Uma misteriosa linha reta une 7 santuários dedicados a São Miguel Arcanjo

A Linha Sacra de São Miguel Arcanjo


Uma linha reta impressionante e misteriosa, que vai da Irlanda até Israel, une sete mosteiros e santuários relacionados com o Arcanjo São Miguel. Será mera coincidência? Terá sido proposital? Os sete santuários ficam a grandes distâncias um do outro, mas estão alinhados de modo perfeito e assombroso. 




A “Linha Sacra de São Miguel Arcanjo” simboliza, de acordo com a tradição, o golpe de espada que o Arcanjo infligiu ao Diabo, para enviá-lo ao inferno depois da batalha nos Céus entre os Anjos fiéis e os Anjos rebeldes que, liderados por Lúcifer, tinham se voltado contra Deus. Seria uma advertência do Arcanjo para que, respeitando as leis de Deus, os fiéis caminhem sempre na retidão? Seja como for, é surpreendente a disposição de todos esses santuários ao longo de uma linha reta. A “Linha Sacra”, além disso, fica perfeitamente alinhada com o poente no dia do solstício de verão no hemisfério Norte.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Por que rezarmos Ave Maria?

A primeira parte desta bela oração, não é difícil entendermos, pois ela é bem explícita na Sagrada Escritura.

Ave Maria cheia de graça! O senhor é convosco!

Nada mais é do que a anunciação do Arcanjo a Maria.

Alegra-te, cheia de graça!! O senhor é contigo!!(Lc 1, 28)

Nesse trecho, já podemos entender a plenitude da graça de Nossa Senhora. 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Quando a mentira é propagada como verdade: Galileu e Santo Agostinho.

Achei este artigo por acaso e me interessei, porque somos bombardeados com informações “verdadeiras” por todos os lados e nem sempre podemos rastrear a fonte e acabamos por absorvendo essas “verdades”. Aqui, temos dois bons exemplos de frases famosas atribuídas a personagens famosos. Só que não. Isto mesmo, não é verdade! A primeira teria sido dita por Galileu, muito utilizado pelos progressistas para caluniar a Igreja. A segunda teria sido de Santo Agostinho. Contudo, quando são citadas nunca se informa a fonte dessas frases, onde e quando teriam sido ditas por eles. Bom, podemos ver a seguir o porquê. 

A expressão atribuída a Santo Agostinho interessa particularmente porque a vemos sempre na boca (ou teclado) dos arrogantes, os que não gostam de ser “fraternalmente corrigidos” – sobretudo se o interlocutor adota o estilo “sim sim, não não” – e lançam mão dessa expressão “mimizenta” pois... “palavras ferem” (não lhe parece familiar?).  

Meu lema preferido a respeito é: “verdade com caridade, quando possível; senão, apenas e sempre a verdade”. Isto, sim, tem “cara” de católico. 

Essa expressão atribuída a Santo Agostinho, de forte cheiro luterano, é recheada de respeitos humanos. E decididamente não tem a “cara” do Santo de Hipona, que, com certeza, não era “mimizento”. Bom, vindo dos luteranos, o que esperar?... 

Traduzi o texto e mantive só as partes que nos interessam. Quem quiser ler o texto integral (retirei apenas o segundo parágrafo da parte sobre Santo Agostinho), clique no link no fim da página. Acrescentei notas para que o leitor saiba de quem se fala. 




NEM “EPPUR SI MUOVE” É DE GALILEU; NEM “IN DUBIIS LIBERTAS”, DE SANTO AGOSTINHO! 





Mais um mito, desta vez duplo, duas falsas atribuições cheias de segundas intenções.


NEM “EPPUR SI MUOVE” É DE GALILEU...

Ainda pulula na mídia e em autores “progressistas” pouco ilustrados, mas abundantes, a lenda de que Galileu foi condenado à fogueira por sustentar a teoria heliocêntrica(1). A Igreja havia cerceado o progresso da Ciência. Esse assunto merece ser tratado com mais profundidade em outra ocasião. 

Arrancadas da imaginação as chamas da fogueira, o cárcere – onde ele nunca esteve – e as supostas torturas no cavalete(2), ainda permanece enraizada, como uma ato final de rebeldia, o “eppur si muove” – “contudo, se move”, referindo-se à Terra – que supostamente Galileu teria pronunciado imediatamente após sua retratação. 

domingo, 25 de dezembro de 2016

Contos de Natal: O espinho e o Menino Jesus: uma piedosa lenda de Natal

O espinho e o Menino Jesus: uma piedosa lenda de Natal




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Uma piedosa lenda de Natal conta que o Menino Jesus, sentado num troneto, brincou tecendo uma coroa de espinhos. E um espinho machucou seu dedo indicador da mão direita. Nesse momento, com ciência profética, Ele previu os sofrimentos que haveria de aceitar para redimir o Gênero Humano

Em sua doçura de criança e na candura de sua inocência infinita, Ele pressentiu as dores lancinantes de sua Paixão e Morte na Cruz. Contemplou também a glória de sua Ressurreição. Anteviu a Redenção da Humanidade, o triunfo universal da Igreja e da Cristandade.

Na iconografia tradicional, o Menino Jesus do Espinho aparece sentado numa poltrona com braços de madeira, estofada em veludo vermelho, meditando sobre os futuros tormentos da Paixão. 

Numa outra tela do célebre pintor espanhol Francisco de Zurbarán (1598-1664), o Menino Deus contempla o dedo sangrando. O rosto mais sereno parece velado pelo presságio do sofrimento vindouro trazido pela ferida. 

domingo, 18 de dezembro de 2016

LITANIAS LAURETANAS ou LADAINHA DE NOSSA SENHORA

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LADAINHA DE NOSSA SENHORA

 

Com o termo “Litanias lauretanas” (também ditas Litanias da Beata Virgem Maria) se indicam as súplicas que se recitam ao final do Rosário ou Terço. O adjetivo “lauretanas” não indica o local de origem, mas o lugar que as tornou célebres: a Santa Casa de Loreto, onde se cantavam desde a primeira metade do século XVI. De fato, o termo “lauretanas” vem mesmo de Loreto; e ambos os termos vem de “louro”, a planta aromática. As litanias da Virgem são mais antigas; foi a fama do santuário que as difundiu na Igreja Católica latina. Hoje, são uma das orações mais populares à Mãe de Jesus

As “Litanias Lauretanas” representam uma singular “oratio fidelium” (“oração dos fiéis”), uma invocação com coros alternados, que canta a ação de Deus em Maria e na Igreja. A Beata Virgem Maria é invocada com os títulos que se originam, seja de fórmulas devocionais, seja de figuras bíblicas tradicionalmente associadas a Maria. 

Litania” vem do latim (litaníæ) é significa “súplica”, vindo de “lité”, que é “oração”, ou “litaínò”, que significa “rezo, suplico”. É o nome genérico de todas as orações públicas da Igreja Católica com as quais implora as bençãos divinas. Comumente, no entanto, se entende uma série de invocações a Maria ou aos Santos. As Litanias têm , por definição, uma natureza repetitiva, e, em tais preces, as fórmulas “Rogai por nós” e “Tende piedade de nós” são repetidas frequentemente (assim como a fórmula “Kyrie eleison” – “Senhor, piedade” – dirigida a Cristo no início das Litanias). “Mater”, “Virgo”, “Vas” e “Regina” são títulos honoríficos evidenciados por quem os recita. A oração se conclui com um tripleto similar ao “Agnus Dei”, seguida por uma oração.



HISTÓRIA

A mais antiga fórmula conhecida das litanias à Virgem é datada do século XII, e se compõe de 73 invocações. Contém elogios como “flos virginitatis” (“flor de virgindade”), “forma sanctitatis” (“modelo de santidade”), “hymnus cælorum” (“hino dos céus”), “luctus infernorum” (“luto do inferno”), além das invocações que conhecemos. [1]

domingo, 11 de dezembro de 2016

Milagre durante a proclamação do Dogma da Imaculada Conceição de Maria

Nota histórica: Na oitava da Festa da Imaculada, queremos lembrar o fato prodigioso ocorrido no dia 8 de dezembro de 1854, durante a proclamação do Dogma da Imaculada.  

O dia estava coberto, e não havia sol: Papa Pio IX estava ao ponto de pronunciar a fórmula solene quando um único raio de sol, rompendo as nuvens, lhe iluminou a face de uma forma tão clara, distinta e precisa, que os presentes restaram fortemente impressionados, muitos choravam.  

O fato foi reproduzido no célebre afresco de Francesco Podesti, pintor pontifício, pintando na Sala dell'Immacolata no Vaticano, com o tema da proclamação do Dogma, o qual não tem nada a dever aos afrescos de Rafael Sanzio

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sábado, 9 de abril de 2016

Como os anjos compuseram o “Regina Coeli”

Era o ano 590, em Roma. Já devastada por um transbordamento do Tibre, que havia alagado a cidade reduzindo-a à fome, irrompeu uma terrível peste.

Para aplacar a cólera divina, o Papa S. Gregório Magno ordenou uma litania septiforme.

Isto é, uma procissão geral do clero e da população romana, formada por sete cortejos que confluíram para a Basílica Vaticana.

Enquanto a grande multidão caminhava pela cidade, a pestilência chegou a um tal furor, que no breve espaço de uma hora oitenta pessoas caíram mortas ao chão.

Mas S. Gregório não cessou um instante de exortar o povo para que continuasse a rezar, e que diante do cortejo fosse levado o quadro da Virgem que chora, do Ara Coeli, pintado pelo evangelista S. Lucas.

Fato maravilhoso: à medida que a imagem avançava, a área se tornava mais sã e limpa à sua passagem, e os miasmas da peste se dissolviam.

Junto da ponte que une a cidade ao castelo, inesperadamente ouviu-se um coro que cantava, por cima da sagrada imagem: “Regina Coeli, laetare, Alleluia!”, ao qual S. Gregório respondeu: “Ora pro nobis Deum, Alleluia!”. Assim nasceu o Regina Coeli.

Após o canto, os anjos se colocaram em círculo em torno do quadro. São Gregório Magno, erguendo os olhos, viu sobre o alto do castelo um anjo exterminador que, após enxugar a espada, da qual escorria sangue, colocou-a na bainha, como sinal do cessamento do castigo.

Como recordação, o castelo ficou conhecido com o nome de Sant’Angelo. Em sua mais alta torre foi posta a célebre imagem de São Miguel, o anjo exterminador.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Non nobis Domine...



Non nobis Domine, non nobis, sed nomini tuo da gloriam” (Salmo 113,9) é latim e significa: “Não a nós, ó Senhor, não a nós, mas ao teu nome dai a glória”.

É uma pequena oração de agradecimento e, também, uma expressão de sincera humildade, quando se recusa agradecimentos por ter feito a própria obrigação ou por ter feito algo a serviço de ou por amor a Deus.  


Por séculos, foi o brado dos Cavaleiros templários do “Ordo Templi. Como parte do Salmo 113 (“In Exitu Israel”) também foi recitado liturgicamente, como parte da Vigília Pascal: o celebrante ajoelha, em um gesto de auto-humilhação, quando chega a este versículo. Segundo a lenda, Henry V ordenou que fosse recitado junto com o “Te Deum”, em ação de graças pela vitória inglesa na batalha de Agincourt, em 1415. Jean Mouton (c. 1459-1522) compôs um moteto para um texto que começa com o “Non nobis” para celebrar o nascimento de uma filha de Louis XII e Anne da Bretanha, em 1510.  




No Salmo 113 (“In Exitu Israel”), Davi canta a saída de Israel do Egito. O início do Salmo, antigamente, era cantado ao transportar o corpo de um defunto até o local sacro, quase a indicar, alegoricamente, a mística viagem do cristão, prefigurado pelos Hebreus, até à Jerusalém Celeste. Dante o faz cantar em coro às almas que alcançam as praias do Purgatório (in Pg II 46-48: “... ‘In exitu Isräel de Aegypto’ / cantavan tutti insieme ad una voce / con quanto di quel salmo è poscia scripto”.  


SALMO 113,9 e ss.

Non nobis Domine non nobis sed nomini tuo da gloriam
super misericordia tua et veritate tua nequando dicant gentes ubi est Deus eorum
Deus autem noster in cælo omnia quæcumque voluit fecit
simulacra gentium argentum et aurum opera manuum hominum
os habent et non loquentur oculos habent et non videbunt
aures habent et non audient nares habent et non odorabuntur
manus habent et non palpabunt pedes habent et non ambulabunt non clamabunt in gutture suo
similes illis fiant qui faciunt ea et omnes qui confidunt in eis
domus Israël speravit in Domino adiutor eorum et protector eorum est
domus Aaron speravit in Domino adiutor eorum et protector eorum est
qui timent Dominum speraverunt in Domino adiutor eorum et protector eorum est
Dominus memor fuit nostri et benedixit nobis benedixit domui Israël benedixit domui Aaron
benedixit omnibus qui timent Dominum pusillis cum majoribus
adiciat Dominus super vos super vos et super filios vestros
benedicti vos Domino qui fecit cælum et terram
cælum cæli Domino terram autem dedit filiis hominum
non mortui laudabunt te Domine neque omnes qui descendunt in infernum
sed nos qui vivimus benedicimus Domino ex hoc nunc et usque in sæculum


EM PORTUGUÊS:

Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória, por amor de vossa misericórdia e fidelidade.
Por que diriam as nações pagãs: Onde está o Deus deles?
Nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que lhe apraz.
Quanto a seus ídolos de ouro e prata, são eles simples obras da mão dos homens.
Têm boca, mas não falam, olhos e não podem ver,
têm ouvidos, mas não ouvem, nariz e não podem cheirar.
Têm mãos, mas não apalpam, pés e não podem andar, sua garganta não emite som algum.
Semelhantes a eles sejam os que os fabricam e quantos neles põem sua confiança.
Mas Israel, ao contrário, confia no Senhor: ele é o seu amparo e o seu escudo.
Aarão confia no Senhor: ele é o seu amparo e o seu escudo.
Confiam no Senhor os que temem o Senhor: ele é o seu amparo e o seu escudo.
O Senhor se lembra de nós e nos dará a sua bênção; abençoará a casa de Israel, abençoará a casa de Aarão,
abençoará aos que temem ao Senhor, os pequenos como os grandes.
O Senhor há de vos multiplicar, vós e vossos filhos.
Sede os benditos do Senhor, que fez o céu e a terra.
O céu é o céu do Senhor, mas a terra ele a deu aos filhos de Adão.
Não são os mortos que louvam o Senhor, nem nenhum daqueles que descem aos lugares infernais.
Mas somos nós que bendizemos ao Senhor agora e para sempre.

Fontes:


Tradução e pesquisa: Giulia d'Amore.

 

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Un guerrillero y un legionario españoles, voluntarios en el frente contra Estado Islámico

Un voluntario español contra el
Estado Islámico en Irak, posa
con chaleco de combate y su
prenda de cabeza del Ejército
de Tierra /Facebook
Dos españoles se han alistado en milicias cristianas para combatir al IS en Irak. Cuentan con visados para seis meses, permiso de armas. Su bautismo de fuego fue el pasado 15 de enero.

Desde el pasado 11 de enero, dos ciudadanos españoles, un cabo segundo del Ejército de Tierra, antiguo guerrillero y miembro del Grupo de Operaciones Especiales, y un legionario, se encuentran en el frente de batalla contra el Estado Islámico en Irak

Según ha podido saber Actuall de un ex militar español que también formó parte de milicias cristianas durante la Guerra de Yugoslavia, es costumbre que los voluntarios extranjeros vistan la prenda de cabeza de su unidad de origen.

Como es sabido, no se trata de los primeros españoles en acudir al frente contra el Estado Islámico. Probablemente no sean los últimos tampoco. Pero la experiencia de los anteriores les ha servido para tomar algunas precauciones de cara a no ser detenidos a la vuelta.


Con permiso de armas y en ejército regular 


domingo, 24 de janeiro de 2016

O TEMPO MEDIEVAL



O tempo é um fragmento da eternidade. Portanto, pertence a Deus. E, por conseguinte, à sua Igreja. O sol dita o ritmo das horas com o alternar-se dos anos e das estações, do dia e da noite. Aquele “branco manto de igrejas” que, como escreveu Roberto, o Glabro, recobriu de repente a Europa a partir do ano Mil, envolve também a vida cotidiana do homem medieval (na foto acima, o relógio da catedral de Wells).

As festas litúrgicas marcam o passar dos vários períodos do ano. Assim, os sinos, entre o amanhecer e o pôr-do-sol, sinalizam aos fiéis os ordenados fragmentos que compõem o dia, interrompido e recomposto três vezes pelo Ângelus, a prece católica que recorda o mistério da Encarnação.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Visitando a igreja onde São Pedro celebrou a primeira Missa na Itália

Visitando a igreja onde São Pedro celebrou a primeira Missa na Itália



A belíssima Basílica românica de San Pietro a Grado, na homônima cidade, é o testemunho mais antigo da difusão do Cristianismo no território de Pisa. 




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Em época romana, aqui desaguava no Mar Tirreno um ramo do rio Arno, e foi exatamente junto a esta antiga e desaparecida escala fluvial chamada Grado, do antigo Porto Pisano, que, no ano 44 dC, desembarcou São Pedro [1] durante a viagem que da Palestina o levaria até
Roma. A esta data remonta a celebração da primeira Eucaristia na Itália [2]. Uma vez desembarcado, Pedro teria improvisado um altar utilizando-se de uma porção de coluna encimada por uma prancha de mármore que ainda hoje é conservada no interior da igreja. Daí em diante, este local se tornaria um lugar de culto [3], e, de fato, restos de uma antiquíssima construção, remontante ao século IV, foram encontrados nas numerosas escavações que, no curso dos anos, foram conduzidas no local. Uma segunda igreja foi, sucessivamente, construída, entre o VI e o VII século, provavelmente por causa de um incêndio que danificou gravemente o primeiro edifício. A basílica atual foi construída no séc. X, mas sofreu modificações e ampliações nos dois séculos sucessivos. Está ligada por uma gemelagem singular à Basílica de São Pedro e à tumba do Apóstolo.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

CRUZIOS

Crúzios (em italiano: Crocigeri, que deriva do latim “gerere crucem” e significa “portar a Cruz”) é o nome com o qual são comumente indicados os membros de diversas Ordens intituladas à Cruz ou que têm por distintivo una Cruz. Por exemplo: Ordem da Santa Cruz (Crúzios); Crúzios da Estrela Vermelha (ou de Boêmia); Cônegos Regulares da Penitência dos Santos Mártires (Crúzios do Coração Vermelho); Cônegos Regulares da Santa Cruz (Crúzios Portugueses).  


Nota n. 16 da Encíclica SACRA PROPEDIEM de Papa Bento XV.


Giulia d'Amore

   
Ajude o apostolado do Rev. Pe. Cardozo, adquirindo alguns dos itens do Edições Cristo Rei, encomendando Missas (consulte a espórtula diretamente com o rev. Padre), ou fazendo uma doação aqui:

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quarta-feira, 21 de maio de 2014

COROA DE SANTO ESTEVÃO, REI DA HUNGRIA




A santa coroa foi dada ao Rei Santo Estevão, primeiro Rei da Hungria, pelo Papa São Silvestre, no ano 1000, em reconhecimento por ele ter cristianizado o povo magiar. É composta de duas partes: a parte inferior, chamada corona graeca (coroa grega), que circunda a fronte e a cabeça, e a corona latina (coroa latina), em forma de arcos que se sobrepões à caixa craniana.

No centro da coroa grega, há, em esmalte, a imagem de "Cristo, Rei do Universo" (Pantokator), ladeado dos Arcanjos São Miguel e São Gabriel. Ao lado destes, uma série de representações em esmalte se intercala a pedras preciosas. Entre os esmaltes mais significativos estão os de São Jorge e São Demétrio (guerreiros) e os de São Cosme e São Damião (taumaturgos, com o dom de cura). Do lado direito e do lado esquerdo da coroa, bem como no centro da parte posterior, pendem nove torrentes com uma pequena pedra preciosa na ponta.

Sobreposta à coroa grega, está acoplada a coroa latina. Na parte superior do arco central, também está esmaltada a imagem de "Cristo, Rei do Universo". Nos demais arcos estão esmaltadas as imagens dos Apóstolos e, no topo da coroa, eleva-se a Cruz. Não se trata da cruz original, que era um relicário contendo um pedaço da Cruz de Cristo e que se quebrou. A atual que a substitui foi originalmente colocada em sua posição vertical, mas – acredita-se – sofreu um dano físico que a deixou na posição inclinada. Imagens que datam do século XVII já a mostram nesta posição.

A cerimônia de coroação prevê que, após ter sido colocada sobre a cabeça do novo Rei, a coroa é levada à Rainha, que terá seu ombro tocado por ela. Tal gesto significa que a esposa do Rei deve ser seu apoio em todas as vicissitudes do Reino. Após a coroação do Rei Beato Carlos I, a Serva de Deus Zita de Bourbon-Parma teve seus ombros tocados pela cora de Santo Estêvão. O casal teve oito filhos. Zita ficou viúva aos 28 anos de idade.



quarta-feira, 7 de maio de 2014

Há dois dias para São João Apóstolo e Evangelista no calendário litúrgico?

Martírio de São João Evangelista em Porta Latina
by Charles Le Brun




CURIOSIDADE SOBRE SÃO JOÃO EVANGELISTA


São João, o único dos Apóstolos a morrer de morte natural (em Éfeso), é considerado como mártir, embora tenha sobrevivido, ao banho de azeite fervente. Por um infrequente privilégio, a Igreja consagrou-o com duas festas, uma das quais corresponde ao suplício da Porta Latina (a de ontem, 06 de maio) e a outra ao seu Dies Natalis, isto é, à sua morte (a 27 de dezembro).

Com o nome de São João em Porta Latina, é reconhecido como patrono dos impressores, livreiros, encadernadores, papeleiros, copistas de manuscritos, gravadores ao buril ou talha doce, porque São João aparece representado, com frequência, escrevendo o Apocalipse junto à sua águia, de cujo peito pende um tinteiro. Mas estes patrocínios podem explicar-se, mais simplesmente, pela cuba de azeite onde foi imerso. Os impressores empregavam uma tinta oleosa que compararam com o azeite. Outro tanto ocorre com os gravadores. A tela que empregam os fabricantes de papel macera-se em cubas e os encadernadores também empregam peles curtidas em cubas de madeira. A cuba de azeite fervente que originou quase todos os patrocínios de tão diversos ofícios. E, também, por esta razão São João era invocado contra as queimaduras. Contudo, alguns destes patrocínios têm outra origem. Visto que Cristo lhe confiara a sua mãe, a Santíssima Virgem, do alto da cruz, se converteu em Virginis custos e, por extensão, em Virginum custos, isto é, protector das virgens e das viúvas. Por causa da legenda da taça do veneno, São João também protegia contra os venenos. Chamava-se "vinho de São João" ou "Johannesminne" a um sacramental que protegia contra o veneno, e, em geral, contra as intoxicações alimentares. É a este título que, às vezes, São João aparece representado nas fachadas das farmácias (por exemplo em Romans, no Delfinado), formando parelha com Esculapio o deus médico, que também, tem, como atributo, uma serpente. Outro dos seus milagres, a transmutação das canas em ouro e dos pedregulhos em pedras preciosas lhe valeram o patrocínio dos alquimistas em busca da pedra filosofal. 


sábado, 5 de abril de 2014

O MILAGRE DE NOSSA SENHORA DO CARMO EM CORUMBÁ/MS II

No mesmo dia que publicamos o artigo "O MILAGRE DE NOSSA SENHORA DO CARMO EM CORUMBÁ/MS", uma querida amiga me escreveu um e-mail emocionado e emocionante, contando um milagre que viveu em primeira pessoa. Ela me contou, pessoalmente, que, durante o ataque dos Paraguaios, a esposa do comandante à época do primeiro milagre, a sra. Ludovina Portocarrero, pediu a um soldado para erguer a imagem da Santa por cima da muralha do forte, pois lá não havia padre fixo, e o capelão do Exército ia lá vez ou outra. Os paraguaios recuaram. Os soldados brasileiros já não tinham mais nenhuma bala. Segundo ela me contou, há uma sala de ex votos no forte, pois os oficiais que eram promovidos, ou recebiam alguma graça muito especial, deixavam junto à Virgem as insígnias respectivas em ouro. Conta-se que fazendeiros davam bois para "pagar promessas". Pelo que parece, foram muitos os milagres em Corumbá. Por razões particular, vou omitir o nome dela, mas Nossa Senhora o conhece muito bem.

Creio que o Forte Coimbra, em Corumbá, deva entrar em seus planos de um roteiro religioso.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

O MILAGRE DE NOSSA SENHORA DO CARMO EM CORUMBÁ/MS

Uma história que recorda o feito de Lepanto


Este quadro está no Comando Militar do Oeste, aqui em Campo Grande-MS.

O Major Rodrigo Menezes, que nos recebeu no CMO, contou um pouco sobre a história deste quadro e mais informações encontrei no site: http://www.passeiaki.com/noticias/forte-coimbra-comemora-nossa-senhora-carmo-padroeira


Conta-se que Nossa Senhora do Carmo livrou a guarnição militar do forte (110 homens, cinco canoas e três canhões) de um massacre no dia 17 de setembro de 1801, quando um exército espanhol (600 homens, navios e 30 canhões) tinha ordem de ocupar o lugar na disputa pelo território com Portugal.

Após nove dias de batalha, os espanhóis venceram, mas bateram em retirada ao verem a imagem da santa na entrada do forte.Desde então, a imagem passou a ser referenciada pela população local, que acredita em milagres. A segunda manifestação ocorreu durante a Guerra do Paraguai.

No dia 28 de dezembro de 1864, tropa paraguaia com 3,2 mil homens, 41 canhões, 11 navios e farta munição cercou o forte. Os brasileiros (149 homens) resistiram até o segundo dia, quando um soldado exibiu a imagem da santa e os inimigos suspenderam o fogo, permitindo a fuga dos sobreviventes.

A mesma imagem, trazida pelo construtor e depois comandante do forte, Ricardo Franco, encontra-se na capela da vila, onde recebe as honras militares. As jóias, fotos, dinheiro e condecorações junto a seu manto representam graças recebidas.

No dia da festa de Nossa Senhora do Carmo, a imagem é carregada por uma guarda real com vestimentas de gala da época do Império durante a procissão, que segue da capela para a vila militar e termina no Rio Paraguai.

A fortificação foi construída em 1775 e tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) 200 anos depois. 


Carla d'Amore

Vide também: http://portaldoforte.blogspot.com.br/2013/03/tradicao-e-fe-o-milagre.html. De lá são estas fotos (ampliáveis):






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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Arqueologia: O heroismo dos católicos japoneses durante séculos

Arqueologos revelam história heroica dos católicos japoneses perseguidos durante séculos – 2 


Mapa do sitio do castelo de Hara, pintura japonesa. Anônimo siglo XVII
Mapa do sitio do castelo de Hara, pintura japonesa. Anônimo siglo XVII
continuação do post anterior (Pale Ideas)


A resistência de Shimabara
A resistência de Shimabara teve episódios épicos em que sucessivos exércitos pagões foram derrotados com imensas perdas, sendo que os católicos sofreram muito pouco.
Impotentes, os pagãos pediram auxilio aos holandeses protestantes que primeiro forneceram pólvora e canhões.
O chefe holandês Nicolaes Couckebacker se engajou pessoalmente na batalha.

Ele montou os canhões num barco de guerra e na costa.
Estas armas dispararam cerca de 426 projéteis em 15 dias, sem grande resultado, e dois vigias holandeses foram baleados pelos católicos resitentes.
Bala de canhão holandês protestante
Bala de canhão holandês protestante
Parte das mais de 400 balas desenterradas pelos arqueólogos podem ser vistas também no Museu de Shimabara.
Os mesmos peritos encontraram 16 cruzes de metal no castelo, provavelmente feitas a partir da fundição dos projéteis.
Afinal os holandeses se retiraram e receberam uma mensagem dos católicos resistentes:
“Não existem soldados mais corajosos no reino para combater conosco, e não estão envergonhados de terem chamado ajuda de estrangeiros contra o nosso pequeno contingente?” (Doeff, Hendrik (2003). Recollections of Japan. Translated and Annotated by Annick M. Doeff. (Victoria, B.C.: Trafford).
Por fim, o Shogun (chefe militar do império) concentrou um exército de 125.000 homens que arrendeu a fortaleza pela fome e falta de munição. 37 000 católicos e simpatizantes foram presos e martirizados logo a seguir. A perseguição se estendeu a todo o império.
Cruz feita com o bronze das balas holandesas
Cruz feita com o bronze das balas holandesas
Em Nagasaki, padres eram mortos em público e queimados vivos. Aproximadamente 80% dos cristãos da cidade foram executados e os outros foram presos ou escravizados.
Prêmios em dinheiro eram oferecidos aos que denunciassem os religiosos clandestinos.
Os portugueses foram expulsos do Japão, e os protestantes foram premiados. Cfr. Os últimos samurais cristãos.
Até hoje, em datas festivas, as perseguições aos cristãos são lembradas. Na semana do Festival Okunchi, celebrado entre os dias 7 e 9 de outubro em Nagasaki, os moradores da cidade abrem a porta de suas casas e exibem seus pertences no jardim.
Trata-se de um costume do século XVII, quando eles eram obrigados a mostrar tudo o que possuíam para provar que não eram católicos.
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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Descobertas capelas dos católicos japoneses perseguidos durante séculos

Em português y español

Gruta perto de Nagasaki, sobre o mar.
Os católicos reunidos foram pegos e martirizados

clique nas imagens para ampliar
Na região japonesa de Taketa, muito considerada pela sua beleza natural, foram descobertas oito capelas católicas escavadas na pedra durante a perseguição desencadeada pelo Shogun, governador militar do império, informou a Agência Zenit.

Situada no centro da Prefeitura de Oita Kyushu, Taketa também é conhecida como a Pequena Kyoto e está rodeada por montanhas e pelo rio Ono.

Lá estão as águas termais mais conhecidas do Império do Sol Nascente.

Mas a região é também onde a graça do Batismo foi vertida com maior abundância. Quando os missionários chegaram à localidade, ela se converteu e foi um dos centros com maior presença católica do Japão.

Um nobre samurai, batizado por São Francisco Xavier em Oita, foi para Taketa. Ali, muitos grandes proprietários de terra foram conquistados pelo exemplo do nobre guerreiro e foram professando a Fé Católica.

O primeiro grupo contava 200 fiéis, mas não demorou para que em Taketa, que tinha uma população de 40.000 habitantes, mais de 30.000 adotassem o Catolicismo.

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