Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Da Caridade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Da Caridade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Desafio quaresmal: desapegue-se de 40 coisas em 40 dias

A Quaresma é um período propício para a reflexão e a espiritualidade, mas a caridade também nos é particularmente exigida nesta época, e nos traz frutos. Abaixo um "desafio" que encontrei na net. Parece-me interessante. Desapegar e desapegar-se é um bom exercício. Entulhar os armários de coisas que não se usam não faz bem, nem ao corpo nem ao espírito. E pode causar um transtorno de acumulação, que uma vez iniciado é difícil de se desvencilhar. Tenham uma boa Quaresma! 




Desafio quaresmal: desapegue-se de 40 coisas em 40 dias


Enquanto se desprende de bens materiais em bom estado, você ainda ajuda quem de fato precisa!

Excelentes iniciativas estão animando os católicos a viverem a Quaresma com mais consciência e com gestos concretos de união a Cristo no dia-a-dia. Uma delas é o desafio quaresmal de “um desapego por dia”.

O ponto de partida é o desejo de viver a Quaresma direcionando tudo a Deus, mediante a confiança e entrega de todos os aspectos da própria vida a Ele. Junto com a oração e o jejum, um dos três pilares da Quaresma em termos de ação prática é a esmola – mas não no sentido mundano de “dar alguma coisinha” por mero “desencargo aparente de consciência”, e sim no sentido cristão tradicional: compartilhar bens materiais realmente úteis com pessoas necessitadas que possam de fato aproveitá-los. Não se trata necessariamente de dar dinheiro: podem ser doadas coisas úteis e em bom estado das quais não precisamos mais. Assim, além de ajudar os outros, nos desapegamos do material.

Eis portanto o desafio: durante os 40 dias da Quaresma, desapegue-se de 40 coisas, uma por dia, das quais você não precisa mais (ou talvez nunca tenha precisado realmente…), mas que estejam em condições dignas para ser usadas por outras pessoas. Pode ser um utensílio de cozinha, uma jaqueta, uma bicicleta, uma bolsa, uma mochila, um livro, um aparelho eletrônico, uma ferramenta, algum equipamento esportivo… Revise os armários, as gavetas, a cozinha, a despensa, a garagem!

E encontre alguém ou algum lugar que precise desse objeto como doação:

- centros de acolhimento de gestantes que precisam de cadeirinhas, berços, carrinhos de bebê, roupinhas…;
- orfanatos que precisam de louça, brinquedos, calçados, artigos esportivos…;
- asilos que precisam de móveis, roupa, utensílios domésticos, lençóis, toalhas, livros, revistas…;
- centros paroquiais que coletam e distribuem donativos em bom estado…
- etc.

Há grupos que até buscam objetos de grande porte na sua casa.

Importante: pode haver casos em que é mais frutífero vender o item por um preço bem acessível do que doá-lo. Muita gente, mesmo necessitada, se sente mais gratificada quando pode retribuir com algo, mesmo que seja pouco (só tome cuidado para não desvirtuar o seu desapego tratando de ganhar alguma coisa até na hora de fazer um suposto ato de caridade… Siga a sua consciência e aja com reta intenção).

Enquanto limpa os seus armários, você limpa também a sua mente e o seu coração, pensando e agindo em prol dos menos felizardos e sentindo-se grato por tudo o que você mesmo já recebeu.


Fonte: https://pt.aleteia.org/2019/03/05/desafio-quaresmal-desapegue-se-de-40-coisas-em-40-dias/. 



domingo, 25 de agosto de 2019

Da Prática da Caridade pelo exemplo e oração


Da Prática da Caridade pelo exemplo e oração


1. O melhor exercício de caridade é ter zelo pelo bem espiritual do próximo. Quanto a alma é superior ao corpo, tanto a caridade que se exerce com a alma do próximo vale mais diante de Deus do que a que se exerce com o corpo. Esta caridade se exerce em primeiro lugar pela correção daqueles que pecam. Quem converte um pecador, salva não só o seu irmão, senão também a si mesmo porque Deus, por essa caridade, lhe perdoará todos os pecados, como escreve São Tiago. 

Pelo contrário, diz Santo Agostinho, que aquele que vê seu próximo se perder, irando-se contra seu irmão ou maltratando-o com injúrias, e deixa de adverti-lo, com seu silêncio torna-se pior do que o outro com suas afrontas.  

Não vos escuseis por falta de capacidade. Para corrigir, vos responde São João Crisóstomo, é mais necessária a caridade do que a sabedoria. Fazei a correção no tempo oportuno com caridade e doçura, e vos saireis bem. Se sois superiora [o texto foi dirigido originalmente à orientação espiritual de religiosas], estais obrigada a fazê-la por ofício; se o não sois, estais obrigada por caridade, sempre que houver esperança de bom resultado.  

Quem visse um cego caminhar para um precipício, não seria cruel se o não avisasse para livrá-lo da morte temporal? Muito mais cruel é quem, podendo livrar sua irmã da morte eterna, por negligência deixa de fazê-lo.  

Quando, pois, julgardes prudentemente que a vossa correção será inútil, procurai, ao menos, advertir secretamente a superiora ou outra que possa remediar o caso. Não insteis em dizer: 'Este não é o meu ofício, não quero ser intrometida'. Esta foi a resposta de Caim, que assim dizia: 'Sou eu, pois, guarda de meu irmão?' Cada um está obrigado a impedir a ruína do próximo, quando pode; pois diz o Sábio: Deus encarregou a cada homem de zelar pelo bem de seu próximo (Ecl 17, 12).

2. São Filipe Nery diz que, quando se trata de socorrer o próximo, principalmente nas suas necessidades espirituais, Deus se compraz de ver-nos, se preciso for, deixar a oração.  

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Quando a mentira é propagada como verdade: Galileu e Santo Agostinho.

Achei este artigo por acaso e me interessei, porque somos bombardeados com informações “verdadeiras” por todos os lados e nem sempre podemos rastrear a fonte e acabamos por absorvendo essas “verdades”. Aqui, temos dois bons exemplos de frases famosas atribuídas a personagens famosos. Só que não. Isto mesmo, não é verdade! A primeira teria sido dita por Galileu, muito utilizado pelos progressistas para caluniar a Igreja. A segunda teria sido de Santo Agostinho. Contudo, quando são citadas nunca se informa a fonte dessas frases, onde e quando teriam sido ditas por eles. Bom, podemos ver a seguir o porquê. 

A expressão atribuída a Santo Agostinho interessa particularmente porque a vemos sempre na boca (ou teclado) dos arrogantes, os que não gostam de ser “fraternalmente corrigidos” – sobretudo se o interlocutor adota o estilo “sim sim, não não” – e lançam mão dessa expressão “mimizenta” pois... “palavras ferem” (não lhe parece familiar?).  

Meu lema preferido a respeito é: “verdade com caridade, quando possível; senão, apenas e sempre a verdade”. Isto, sim, tem “cara” de católico. 

Essa expressão atribuída a Santo Agostinho, de forte cheiro luterano, é recheada de respeitos humanos. E decididamente não tem a “cara” do Santo de Hipona, que, com certeza, não era “mimizento”. Bom, vindo dos luteranos, o que esperar?... 

Traduzi o texto e mantive só as partes que nos interessam. Quem quiser ler o texto integral (retirei apenas o segundo parágrafo da parte sobre Santo Agostinho), clique no link no fim da página. Acrescentei notas para que o leitor saiba de quem se fala. 




NEM “EPPUR SI MUOVE” É DE GALILEU; NEM “IN DUBIIS LIBERTAS”, DE SANTO AGOSTINHO! 





Mais um mito, desta vez duplo, duas falsas atribuições cheias de segundas intenções.


NEM “EPPUR SI MUOVE” É DE GALILEU...

Ainda pulula na mídia e em autores “progressistas” pouco ilustrados, mas abundantes, a lenda de que Galileu foi condenado à fogueira por sustentar a teoria heliocêntrica(1). A Igreja havia cerceado o progresso da Ciência. Esse assunto merece ser tratado com mais profundidade em outra ocasião. 

Arrancadas da imaginação as chamas da fogueira, o cárcere – onde ele nunca esteve – e as supostas torturas no cavalete(2), ainda permanece enraizada, como uma ato final de rebeldia, o “eppur si muove” – “contudo, se move”, referindo-se à Terra – que supostamente Galileu teria pronunciado imediatamente após sua retratação. 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Reflexão para a Quaresma: DA CARIDADE.

Reflexão para a Quaresma: DA CARIDADE. 


Comentário da Epístola (I Cor. 13,1-13) in "Manual do Cristão", de Goffiné  

 
Como metal que soa, ou sino a tinir. (1) Sem a caridade, que lhe deve animar a voz e alimentar a eloquência, o mais perfeito orador não passa de bronze sonoro. Servirá talvez aos maus com sua eloquência, como o som do metal; não tira, porém, utilidade alguma para si. Sem a caridade, anunciará a Palavra de Deus como os mercenários semeiam o trigo e plantam a vinha: sem terem parte na vindima e na seara.

A caridade é paciente e benigna. Em duas palavras, traça-nos o Apóstolo o mais acabado retrato da caridade. Com a paciência, sofremos de boamente os defeitos do próximo; a bondade acode a todas as suas necessidades; nisso consiste, essencialmente, a doçura, o espírito, o exercício, o caráter da caridade.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Epístola de Santo Efrém da Síria sobre a caridade a humildade e a fidelidade à Fé recebida da Igreja

Santo Efrém da Síria (306-373 d.C. aprox.), Padre da Igreja, expõe nesta epístola a um monge uma série de questões espirituais referentes à vida monástica, entre elas a humildade, a vivência da caridade e a exortação para que o cristão seja sempre fiel à fé que recebeu da Igreja Católica.
Meu bem-amado no Senhor,

Quando desejardes dar alguma resposta, deves por em tua boca, antes de mais nada, a humildade uma vez que sabes muito bem que, por ela, todo o poder do inimigo se reduz a nada. Tu conheces a bondade do teu Mestre, que foi blasfemado, e como Ele se fez humilde e obediente inclusive até a morte. Filho meu, trabalha por ti mesmo para firmar a humildade em tua boca, em teu coração e em teu colo, pois há um mandamento que a exige. Lembra-te de Davi, que vangloriava-se por sua humildade e disse: “Porque me humilho, o Senhor me libertou e me abençoou” (Sal 29 [30], 8-12). Filho meu, apega-te à humildade e farás com que as virtudes de Deus te acompanhem. E se permanecerdes no estado de humildade, nenhuma paixão, qualquer que seja, poderá dominar-te. Não existe medida para a beleza do homem que é humilde. Não há paixão, qualquer que seja, capaz de dominar o homem humilde; e não há medida para a sua beleza. O homem humilde é um sacrifício a Deus. O coração de Deus e de seus anjos descansam naquele que é humilde. Mais ainda: quando os anjos o glorificam, é porque houve uma razão para ele obter todas as virtudes; porém, aquele que se revestiu da humildade não necessita de nenhuma razão além de se Ter feito humilde.

sábado, 30 de novembro de 2013

Caridade

Antologia de São João Crisóstomo


Caridade



Se a simples circunstância de serem de uma mesma cidade é suficiente para que muitos se façam amigos, como não terá de ser o amor entre nós, que temos a mesma casa, a mesma mesa, o mesmo caminho, a mesma porta, idêntica vida, idêntica cabeça, o mesmo pastor e rei e mestre e juiz e criador e Pai? (Homilias sobre São Mateus, 32, 7)

Procuremos aquelas virtudes que, além de nos darem a salvação, aproveitam principalmente ao próximo. [...] Nas coisas terrenas, ninguém vive para si mesmo. O artesão, o soldado, o lavrador, o comerciante, todos sem exceção contribuem para o bem comum e para o proveito do próximo. Por maioria de razão nas coisas espirituais, porque isto, acima de tudo, é que é viver. Aquele que vive só para si, e despreza os outros, é um ser inútil, não é um homem, não pertence à nossa linhagem.

Também nós seremos chamados a prestar contas dos mandamentos que nos foram dados, e, por mais que façamos, não teremos com que pagar. Por isso Deus nos deu um caminho chão e fácil para pagar, um meio simples de saldar toda a nossa divida: não guardar nunca rancor ao nosso próximo. (Homilias sobre São Mateus, 61, 3)

Nada nos assemelha tanto a Deus como o estarmos sempre dispostos a perdoar. (Homilias sobre São Mateus, 19, 3)

Deus a ninguém aborrece e rejeita tanto como ao homem que se lembra da injúria, ao coração endurecido, ao ânimo que conserva o ressentimento. (Homilia sobre a traição de Judas, 2, 6)

Quem é humilde é útil a si e aos outros. (Homilias sobre os Atos dos Apóstolos, 6).

Fonte: http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/pais_da_igreja/s_joao_crisostomo_vida_e_obra.html.

+
Informe aqui o seu e-mail para receber as publicações do PALE IDEAS: Delivered by FeedBurner

clique na imagem abaixo

Leitores