Reflexões para a Quaresma: Da cegueira espiritual
Comentários do Evangelho (Luc. 18,31-43) in "Manual do Cristão", de Goffiné
Era esta a última viagem de Jesus a Jerusalém; achava-se, então, em Ephrem, perto do deserto da Judeia, onde permaneceu algum tempo com seus discípulos, depois de ressuscitado Lázaro; de lá partiu a 22 ou 23 de Março, para ir celebrar a Páscoa em Jerusalém; foi nesta viagem que disse aos Apóstolos o que lemos no Evangelho de hoje.
Caminhava com muita pressa o Divino Mestre, diz S. Marcos, para essa cidade desgraçada, que havia de ser o teatro dos seus opróbrios; tal era o seu ardente desejo de dar o sangue pelos homens que dobrava o passo e deixava muito atrás os que o acompanhavam.
Eram enigmas para os Apóstolos os sofrimentos e a morte de Jesus Cristo; não entendiam que fosse tão indignamente tratado o Messias tanto tempo esperado, nem lhes parecia compatível tanta ignomínia com a dignidade e a grandeza do seu Mestre; não penetravam ainda o mistério da morte do Filho de Deus.



