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quarta-feira, 24 de abril de 2019

Como escolher uma esposa


Como escolher uma esposa 

São João Crisóstomo 



Portanto, quando fordes escolher uma esposa, não examineis somente as leis do Estado, mas, antes, examineis as leis da Igreja. Deus não vos julgará no último dia segundo as leis do Estado, mas segundo Suas leis. Não é mesmo uma tolice? Quando estamos sob ameaça de perder dinheiro, tomamos todos os cuidados possíveis, mas quando nossa alma está sob risco de ser eternamente punida, nem ao menos prestamos atenção. Tu sabes que tem duas escolhas. Se tu escolheres uma má esposa, terás de enfrentar aborrecimentos. Se não aceitares enfrentá-los, serás culpado de adultério por divorciar-te dela. Se tivesses investigado as leis do Senhor e as conhecesse bem antes de te casares, terias tomado muito cuidado e escolhido uma esposa decente e compatível com teu caráter desde o início. Se tivesses te casado com uma esposa assim, terias ganhado não apenas o benefício de não te divorciares dela como o benefício de amá-la intensamente, conforme Paulo ordenou. Pois quando ele diz "Maridos, amem vossas esposas", ele não pára por aí, mas fornece a medida deste amor, "como Cristo amou a Igreja".

Vejamos, porém, se a beleza e a virtude da alma da noiva atraiu o Noivo. Não, ela não era atraente nem pura, conforme estas palavras de Paulo: "Ele se entregou por ela para a santificar, purificando-a com a lavagem da água" (Efésios 5:25-26). [...] Apesar disso, Ele não abominou sua feiura, mas neutralizou sua repulsividade, remoldando-a, reformando-a e remitindo seus pecados. Tu deves imitá-Lo. Mesmo que tua esposa peque contra ti mais vezes do que podes contar, tu deves perdoá-la em tudo. Quando surge uma infecção em nossos corpos, não cortamos o membro fora, mas tentamos curar a doença. Devemos fazer o mesmo com uma esposa. Mesmo que ela não apresente melhoras em função de nossos ensinamentos, assim mesmo receberemos uma grande recompensa de Deus pela nossa paciência e por termos mostrado tanto auto-domínio em temor a Ele. Nós conseguimos suportar as maldades dela com nobreza, sem cortar o membro fora. Pois uma esposa é como se fosse um membro nosso, e por causa disso devemos amá-la. É precisamente isto que ensina Paulo: "Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos […] Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Cristo à Igreja; porque somos membros do Seu corpo, da Sua carne, e dos Seus ossos" (Efésios 5:28-30).

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Sermão Domingo da Septuagésima 2019

SERMÃO DO DOMINGO DA SEPTUAGÉSIMA 

Missão Nossa Senhora da Graça, Contagem, MG 
17-02-2019

“Muitos são os chamados, poucos os escolhidos”.


Transcrição: 

Queridos fiéis, hoje começa o Tempo da Septuagésima, que é como que uma preparação para a Quaresma, e por isto os paramentos roxos, o altar com adornos mais sóbrios, pode-se usar as flores até, exclusive [ou seja, fora], o Domingo de Quaresma. Hoje, também é Festa do Desterro da Santíssima Virgem, e, na segunda-feira passada, foi a Festa de Nossa Senhora de Lourdes. 

Eu queria tomar um pouquinho de uma e de outra festa, e arrematar, digamos, o sermão do dia de hoje com o fim da Epístola e o fim do Evangelho. “Muitos são os chamados, poucos os escolhidos”

Primeiro: vamos falar um pouquinho de Lourdes.

Poderíamos dar vários sermões sobre a aparição de Nossa Senhora em Lourdes. Vamos tocar em alguns pontinhos, que me parecem importante lembrar. Por exemplo, a aparição de Nossa Senhora de Lourdes é muito curta em palavras. A Virgem praticamente disse: “Eu sou a Imaculada Conceição”. Não há muita conversa. E contam que, quando a Virgem aparece a Santa Bernadete, a Virgem lhe mostrava o Terço e lhe dizia: “vamos rezar o Terço”, e fazia sinal como que dizendo “vamos rezar o Terço”, e Bernadete se punha a rezar o Terço. Bernadete dizia que a Virgem rezava o Pai-Nosso, e não rezava as Ave-Marias, porque não ia rezar para Si mesma, e que nos Gloria Patri abaixava a cabeça. 

Bom, um ponto de vista apologético que não se deve esquecer: lembrem-se que a Virgem podia rezar o Pai Nosso como se rezava sempre, com as “dívidas”: “perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”. E por quê? Porque a Virgem, enquanto criatura de Deus, é devedora, pois Ela recebe todo seu ser de Deus, Seu Criador. Mas o interessante é que a Virgem, hoje em dia, com a troca, com toda a troca do Pai-Nosso, da Missa, de todas essas coisas [vindas após o Concílio Vaticano II], mudaram o Pai-Nosso e colocaram “perdoai as nossas ofensas”. A Virgem não poderia rezar o Pai-Nosso novo, porque Ela nunca ofendeu a Deus. Então, vejam como uma só, uma só palavra [a alteração de “dívidas” por “ofensas”] esmaga a Teologia Católica. Então, é necessário que se tenha um cuidado extremo de não se fazer trocas. Por isso, sempre os Santos, enfim os Doutores, eles diziam que se deve conservar a Tradição, conservar tudo, não mexer nem em ponto, nem em vírgula, pronto! Então, por um lado, lembrem-se que a Virgem pode usar este argumento para nos mostrar que não podemos rezar o Pai Nosso novo, pois não o rezaria a Virgem conosco. Ou seja, devemos conservar o que Deus nos ensinou. Lembrem-se que Cristo, a única oração que nos ensinou foi o Pai Nosso. E, agora, somos mais Cristo do que Cristo e O corrigimos? Não! Não!

Vamos para outro ponto. Do ponto de vista ascético.

A biografia de Santa Bernadete Soubirous, eu recomendaria que tratassem de ler. É uma vida magnífica, pode-se tirar muito proveito espiritual. Fundamentalmente, proveito em respeito ao espírito de penitência que tinha esta freira, é à sua humildade. Pensem vocês que, quando Deus privilegia uma criatura, como privilegiou à Santa Bernadete, com a visão da Sua Mãe Santíssima, esta criatura corre o risco de sofrer a tentação de soberba espiritual. Fiquem espertos! É por isto que, sem dúvida, Nosso Senhor já viu em Bernadete, ou a foi preparando, enfim, seja pela pobreza, seja pelas diferentes doenças que ela tinha etc., em um caminho de cruz e de humildade

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Purgatório existe? As orações para as Almas e a cremação. Mons. Lefebvre responde

Sermão proferido por Sua Graça, o Arcebispo Marcel Lefebvre, na Festa de Todos os Santos, em 07 de novembro de 1978, em Ecône, Suíça.  

Se realmente entendêssemos o que as Almas do Purgatório 
SOFREM, faríamos tudo o que é possível de NOSSA PARTE 
para entregá-los e EVITAR O PURGATÓRIO nós mesmos!

Purgatório existe? As orações para as Almas e a cremação. Mons. Lefebvre responde 



O ARCEBISPO FALA:

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Meus queridos amigos e meus queridos irmãos:

A Igreja tem o costume de associar as Almas do Purgatório com a Festa de Todos os SantosNa verdade, a partir desta noite (vésperas do Dia de Finados), a Igreja nos pede para rezar pelas Almas do Purgatório, e amanhã, o dia inteiro, foi consagrado para elas.  

Os sacerdotes que celebram três Missas amanhã, rogando a Nosso Senhor para entregar as Almas do Purgatório, podem aplicar a cada uma de suas Missas a indulgência plenária para as Almas do Purgatório. É por isso que, durante estes poucos momentos, eu gostaria de chamar a sua atenção e de vê-los refletir sobre a realidade do Purgatório e sobre a devoção que devemos ter pelas Almas que estão sofrendo neste lugar de purificação. 


EM PRIMEIRO LUGAR, o Purgatório existe?  

Se fosse para crer em tudo o que está escrito hoje, mesmo por membros da Igreja Católica, alguém seria tentado a acreditar que o Purgatório é uma fábula medieval! NÃO! O Purgatório é um dogma, um dogma da nossa Fé. Quem se recusa a acreditar no Purgatório é um herege. Na verdade, já no século XIII, o Segundo Concílio de Lyon afirmou solenemente a existência do Purgatório; então, no século XV, o Concílio de Latrão afirmou novamente a realidade do Purgatório. Finalmente, o Concílio de Trento, em particular, afirmou solenemente, contra as negações dos protestantes, a necessidade de preservar a Fé, de acreditar na existência do Purgatório. Por isso, é certo que este é um dogma da nossa Fé, que é afirmado especialmente e apoiado pela Tradição, mais do que pela Sagrada Escritura.  

A Sagrada Escritura, no entanto, oferece passagens que fazem alusão, tão claramente quanto possível, à existência do Purgatório. Temos, além disso, em uma Epístola que é lida pela Igreja nas Missas oferecidas pela intenção das Almas do Purgatório, no Livro dos Macabeus, onde Judas Macabeu enviou uma soma de doze mil talentos a Jerusalém para pedir aos Sacerdotes que oferecessem um sacrifício pela intenção dos soldados que haviam morrido em combate, a fim de que estes pudessem ser entregues a partir de suas aflições e entrar no Céu. A Sagrada Escritura acrescenta: é um pensamento salutar rezar por nossos mortos.  

São Paulo também faz alusão às Almas do Purgatório quando diz que certas Almas entram no Céu imediatamente e outras quasi per ignem, isto é, entram no Céu também, mas passam pelo fogo, fazendo alusão, certamente, à purificação necessária para estas Almas que não estariam perfeitamente preparadas para entrar no Céu.  

É por causa dessas alusões e, particularmente, pela Tradição que nos é transmitida pelos Apóstolos e pelos Padres da Igreja, que a Igreja fundou a sua Fé na existência e na realidade do Purgatório. 


POR QUE PURGATÓRIO existe?  

domingo, 26 de março de 2017

Sermão do Quarto Domingo da Quaresma



Exórdio. Sermão aos pregadores. 

1.  Com cinco pães e dois peixes saciou o Senhor cinco mil homens etc1.

Aos pregadores fala Salomão no Eclesiastes2Lança o teu pão sobre as águas que passam, e depois de muito tempo o acharás. "As águas que passam" são os povos a correr para a morte3. Por isso, diz a mulher de Técua no segundo livro dos Reis4Todos corremos como água. Escreve Isaías5Este povo rejeitou as águas de Siloé, que correm em silêncio, e preferiu apoiar-se em Rasim e em Face, filho de Romélia. "Siloé" interpreta-se "enviado"; portanto, as águas de Siloé são a doutrina de Jesus Cristo6, enviado do Pai. Rejeitam esta água os que se perdem em desejos terrenos e se apoiam em "Rasim", isto é, "no espírito soberbo", e em "Face", ou seja, "na imundície da luxúria". E por esta razão correm como água para o profundo da Geena. Portanto, sobre as águas que passam, ó pregador, lança o teu pão, o pão da palavra de Deus, do qual se diz: Não só de pão7etc. E Isaías8Foi-lhe, isto é, ao justo, dado o pão; depois de muito tempo, no dia do juízo, achá-lo-ás, ou seja,encontrarás o que te dará em troca dele. Em nome do Senhor, lançarei o pão sobre as águas, compondo por vosso amor, sobre os cinco pães e dois peixes, um pequeno sermão.

Os cinco pães e os dois peixes.

2. Digamos, portanto: Com cinco pães e dois peixes etc. Os cinco pães são os cinco livros de Moisés9, em que se encontram as cinco refeições da alma. O primeiro pão é detestar o pecado na contrição; o segundo é revelá-lo na confissão; o terceiro é a miséria e humilhação de si mesmo na satisfação; o quarto é o zelo das almas na pregação; o quinto é a doçura da Pátria celeste na contemplação. 

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Sermão das Cadeias de S. Pedro em Roma - São Pedro ad Vincula

Sermão das Cadeias de S. Pedro em Roma pregado na Igreja de S. Pedro


- Pe Antônio Vieira




http://sacragaleria.blogspot.com.br/2014/07/sao-pedro-ad-vincula-as-correntes-de.html
clique para ver mais imagens
  
I

Lá viu São João, no seu Apocalipse, um anjo, o qual em uma mão tinha uma chave e na outra uma cadeia: Habentem clavem abyssi, et catenam magnam in manu sua (3). E que anjo é este, ó Roma, senão o teu grande custódio, Pedro? Pedro com as chaves nas mãos: Tibi dabo claves regni caelorum; e Pedro com as mãos nas cadeias: Vinctus catenis duabus. Lá foi visto com a chave em uma mão e a cadeia na outra, porque assim devia ser; mas hoje o vemos com as chaves em ambas as mãos, e com ambas as mãos nas cadeias, porque havia de vir tempo em que assim fosse.

domingo, 1 de maio de 2016

CINCO RAZÕES PORQUE NÃO SEGUIMOS MONSENHOR WILLIAMSON

CINCO RAZÕES PORQUE NÃO SEGUIMOS MONSENHOR WILLIAMSON - R. P. CARDOZO - 24/4/16 (EL PASO, TX)



Missão Católica Ven. Maria de Agreda - El Paso, Texas - EUA 





Se o vídeo não abrir, clique aqui: https://youtu.be/tOdsHzFSQrk



Editado em 16/01/2018 para postar o vídeo de outra fonte porque a fonte original foi removida sem a permissão do Rev. Padre Cardozo. Lamentável. 






 
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quinta-feira, 3 de março de 2016

Como diziam os romanos: "Pauci, sed boni".

Não precisamos de "figurantes", mas de católicos verdadeiros: "Pauci, sed boni". Poucos, mas bons! 


A verdade e o número. Por Santo Atanásio.








Por Santo Atanásio*


Sermão de Santo Atanásio contra os que consideram o número como prova da verdade ou que não julgam de acordo com a verdade, senão, pelo número.

"De Deus devemos esperar a força e as luzes necessárias para combater a mentira e o erro e a Ele recorremos para obtê-las. Ele é o Deus da verdade, Ele nos tirou do seio do erro e da ilusão, Ele nos diz no fundo do coração: “Eu sou a Verdade”; Ele sustenta a nossa esperança e anima nosso zelo, quando nos diz: “Tende confiança, eu venci o mundo”.

Depois disso, como não sentir compaixão por todos os que só medem a força e o poder da verdade pelo grande número? Tem esquecido, conseguinte, que Nosso Senhor Jesus Cristo não elegeu, senão, doze discípulos, gente simples, sem letras, pobres e ignorantes, para opor-se, com uma misericórdia totalmente gratuita, ao mundo inteiro e que não lhes deu como única defesa, senão a confiança nEle? Ignoram, por acaso, que lhes deu como instrução a estes doze enviados não o seguir ao grande número e a estes milhões de homens que se perdiam, senão ganhar a essa multidão e comprometê-la a segui-los? Quão admirável é a força da Verdade! Sim, a verdade é sempre vencedora, mesmo que não esteja sustentada, senão, por um número muito pequeno. Não ter outro recurso, senão o grande número, recorrer a ele com uma muralha contra todos os ataques, e como uma resposta para todas as dificuldades, é reconhecer a debilidade de sua causa, é concordar com a impossibilidade em que se está de defender-se, é, em uma palavra, reconhecer-se vencido.

Que pretendeis, com efeito, quando nos objetais vosso grande número? Quereis como em outro tempo, levantar uma segunda torre de Babel para impor limites a Deus e atacá-Lo em caso de necessidade? Que exemplo o dessa multidão insensata!




Que o vosso grande número me apresente a Verdade com toda a sua pureza e seu brilho, estou disposto a render-me e minha derrota é segura; mas que não me dê como prova e razão nada mais que o seu próprio grande número e sua autoridade: é querer causar terror e dar medo, mas de nenhum modo irá persuadir-me. Se dez mil homens se houvessem reunido para fazer-me crer, em pleno dia, que é de noite, para fazer-me aceitar uma moeda de cobre por uma de ouro, para persuadi-me a tomar um veneno às claras e conhecido por mim, como um alimento útil e conveniente, estaria obrigado, por isso, a acreditar-lhes?

Por conseguinte, posto que não estou obrigado a crer no grande número, que está sujeito a erro em suas coisas puramente terrestre, porque quando se trata dos Dogmas da Religião e das coisas do céu, estaria eu obrigado a abandonar aos que estão apegados à Tradição dos seus Padres, a quem crê com todos os que existiram antes que eles o que se tem crido nos séculos mais remotos e confirmado, ademais, pela Sagrada Escritura? Porque, digo, estaria eu obrigado a abandoná-los para seguir uma multidão que, de alguma forma, não prova o que se afirma? Acaso o Senhor mesmo não nos disse que haveria muitos chamados, mas poucos escolhidos, que a porta da vida é pequena, que a estrada que leva a ela é estreita e que são poucos os que a encontram? Por conseguinte, qual é o homem razoável que não prefere ser deste pequeno número que entra na vida eterna por este caminho estreito, a ser do grande número que corre e se precipita a morte pelo caminho largo? Quem de vós outros, se tivesse estado nos tempos em que Santo Estevão foi apedrejado e expulso aos insultos do grande número, não tivesse preferido e, inclusive, não tivesse desejado ser do seu partido, mesmo que ele estivesse sozinho, antes que seguir ao povo, que, por testemunho e a autoridade da multidão, acreditava estar na verdadeira fé?

Um só homem de probidade reconhecida merece mais fé e mais atenção que outros dez mil que não contam, senão, com o seu número e seu poder. Buscai nas Escrituras y encontrareis as provas. Leia o Antigo Testamento, ali vereis Fineés [neto de Arão, Êxodo 6,25) quem se apresenta diante do Senhor e sozinho apazigua Sua cólera e faz cessar a matança dos israelitas, dos que acabavam de se perecer vinte quatro mil. Se se tivesse contentado com dizer-se então, quem ousará opor-se a um  número tão grande que está unido para cometer o crime? Que posso contra a multidão? Do que me serviria opor-me ao mal que cometem com vontade plena? Haveria trabalhado valentemente e tinha detido o mal que cometia o grande número? Não, sem dúvida, o resto dos israelitas teria perecido e Deus não teria perdoado a este povo graças ao zelo de Fineés. É necessário, por conseguinte, que se prefira o sentimento de um homem com probidade, que trabalha e fala com liberdade que dá a Religião, que as opiniões e as máximas corrompidas de um multidão.

Enquanto a vós outros, segui, se quereis, o grande número que perece nas águas e abandona a Nóe, o único que é conservado, mas ao menos não me impedis salvar-me na Arca com o pequeno numero. Segui, se quereis, ao grande número dos habitantes de Sodoma, enquanto a mim, eu acompanharei a Ló; e mesmo que ele esteja só, não abandonarei para seguir a multidão da que se separou para buscar sua salvação.

Não creias, contudo, que desaprecio o grande número; não, o respeito, e sei os cuidados que se deve ter com ele: mas é esse grande número que dá prova e faz ver a verdade do que afirma, e não este grande número que teme e evita discussão e o exame; não esse grande número que aparece sempre disposto ao assalto e que ataca com orgulho, senão este grande número que repreende com bondade; não este grande número que triunfa e se compraz com a novidade, senão, este grande número que conserva a herança que seus Padres lhes legou e está apegado a ela.

Mas, quanto a vós outros, qual é esse grande número que jactais? Que dizer dos indivíduos vencidos, seduzidos e ganhados pelas carícias, os presentes e dos indivíduos cegos e arrastados por sua incapacidade e sua ignorância, dos indivíduos que, uns por timidez e outros por temor, sucumbem ante vossas ameaças e vosso crédito, dos indivíduos que preferem um prazer de momento, mesmo que pecando, à vida que deve ser eterna?

Assim, por conseguinte, pretendeis sustentar o erro e a mentira por meio do grande número, e estabelecê-lo com prejuízo da Verdade, que um grandíssimo número não se enrubesceu em confessar publicamente a despesa de sua vida? Ah, por certo, fareis ver a magnitude do mal e fareis conhecer a profundidade da chaga, pois a desgraça é tanto maior quanto mais indivíduos se encontram envolvidos nela!

Não sigais a multidão para fazer o mal, nem o juízo te acomode ao parecer do maior número, se com eles te desvias da verdade." (grifos nossos)

*Tradução livre feita por este blog. Ao compartilhar o texto, favor citar a fonte. Texto original extraído daqui.





quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Festa de Nossa Senhora de Lourdes

Aparição de 
Nossa Senhora da Imaculada Conceição 
em Lourdes 


11 de fevereiro de 1858
158º ano da aparição
 

http://sacragaleria.blogspot.com/2015/02/nossa-senhora-de-lourdes.html
clique para ver mais belas imagens


Em comemoração ao dia, releiam o que já foi publicado.

Ontem havíamos comentado que íamos dizer algumas palavrinhas sobre o tema de “Martin Lutero”. E vamos falar um pouco de Martin Lutero, em razão de que, faz pouco mais de uma semana, saiu em um site do Vaticano a notícia de que vão celebrar-se os 500 anos do reformador Martin Lutero, do herege Martin Lutero.  Vocês sabem que, no ano de 1517, o monge Martin Lutero, que era um monge agostiniano, que se rebelou contra Roma e pregou na porta de uma igreja suas 95 teses heréticas [vide aqui, mas cuidado, é um blog protestante!], e nestas 95 teses, dentre outras coisas, negava a presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo na Eucaristia, negava que a Missa fosse um Sacrifício, negava que a Missa fosse propiciatória, que fosse em reparação dos nossos pecados, dava a livre interpretação das Sagradas Escrituras, e é por isso que Lutero abre a porta da livre interpretação da Bíblia, com a qual se origina a multidão de seitas protestantes que existe. Porque se você lê a Bíblia e interpreta em tal passagem tal coisa, diferente do que interpreta a Igreja Católica e o que interpreta qualquer outro grupo, você já pode fundar a sua própria igreja

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Vídeo completo e fotos da Festa da Apresentação do Menino Jesus no Templo e da Purificação de Nossa Senhora e Nossa Senhora da Candelária.

2 de fevereiro  

Festa da Apresentação do Menino Jesus no Templo e da Purificação de Nossa Senhora e Nossa Senhora da Candelária. 









Prezados amigos,

Salve Maria!

Seguem abaixo, as fotografias e um vídeo inteiro contendo a benção das velas, a recepção dos fiéis, o sermão do Padre e uma benção com a relíquia de São Pio X.

Esta Missa foi rezada pelo Pe. Ernesto Cardozo na Capela da Missão Nossa Senhora das Graças, em Contagem/MG, no dia 02 de fevereiro de 2.016, Festa da Apresentação do Menino Jesus no Templo e da Purificação de Nossa Senhora e Nossa Senhora da Candelária.
 


LEIA MAIS AQUI: http://missaosagradafamilia.blogspot.com.br/2016/02/video-completo-e-fotos-da-festa-da.html.  




Vide mais sobre a Festa da Candelária: http://farfalline.blogspot.com/2017/02/o-assunto-e-nossa-senhora-da-candelaria.html



  

*
É possível que, ao enviar este post por e-mail, o botão de doação acima não funcione. Nesse caso, envie um e-mail para edicoes.cristo.rei@gmail.com, ou diretamente para o Rev. Pe. Cardozo: runaejcv@gmail.com

domingo, 10 de janeiro de 2016

FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA

10 DE JANEIRO 

FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA 


Foi Leão XIII quem instituiu essa festa, para, diz ele, ao desregramento dos costumes criado pelo Liberalismo, opor a austeridade do lar de Nazaré.

De fato, nessa risonha cidadezinha da Galileia, viviam do trabalho honesto de S. José, o Deus Menino e a mais pura das criaturas saídas das mãos de Deus, Maria Santíssima. Viviam todos de dedicações e renúncias, obedecendo à ordem normal estabelecida por Deus na primeira sociedade oriunda da própria natureza, a Família.

Jesus obedecia à Maria e a José, e aquela seguia a orientação deste, o chefe da casa. E nesta ordem, nesta renúncia, neste amor mantinha-se a coesão do lar e a felicidade de todos. Família modelar feita por Deus como protótipo de todos os lares bem formados.


Oxalá fossem as intenções do Papa atendidas! Não teríamos progredido no egoísmo liberal até aos seus mais lídimos frutos.

Estamos cansados de ouvir dizer que a Família é a célula da sociedade. De onde aprendemos que a defesa da sociedade está na defesa da Família. E ao Estado nada mais interessa do que amparar e fomentar os laços que tornem mais sólidos os vínculos familiares, e impedir ou destruir ou dificultar o mais possível as causas que enfraquecem ou destroem a união dos membros da família.

Trata-se de uma autodefesa, pois a morte da família acarreta a morte do Estado, melhor da sociedade civil que mereça esse nome. Pois que a destruição da família deixa o indivíduo inerme diante do alvedrio tirânico de um Estado absorvente. Segundo a ordem natural das coisas, é a família o alicerce da sociedade maior, a sociedade civil, enquanto ela se distingue especialmente de uma aglomerado de animais, ou seja, enquanto ela é civil, isto é humana. De onde destruída a família, não se mantém mais a sociedade civil. Os laços que unirão os homens num mesmo lugar perderão aquela unção humana própria da nossa espécie.

O que quer dizer que todos devemos nos empenhar por defender a família. Infelizmente não é ao que assistimos. Por toda parte fomentam-se os fatores desagregadores da família. Em todo lugar alimenta-se de todos os modos a paixão que exacerba o egoísmo, inimigo de toda dedicação, ou seja da união familiar, feita de renúncias e dedicações.

E como se isso não bastasse uma instabilidade econômica que deixa as classes menos favorecidas na incerteza do dia de amanhã. Desde que o momento é denominado pela preocupação econômica, ao menos que se firmem salários e custo de vida, de maneira que, sarado este mal, se possa cuidar dos outros fatores da estabilidade do lar, ou melhor de expurgar a sociedade dos fatores dissolventes da vida familiar.

D. Antônio de Castro Mayer (+ 1991)
Bispo Emérito de Campos/RJ  




quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Sermão de Mortalitate, São Cipriano.

Sermão "de Mortalitate"


de São Cipriano

"Viver é Cristo, e o morrer é lucro". Assinalamos a impressionante firmeza com que o santo bispo exorta seus fiéis a terem uma atitude sobrenatural, movida pela fé e pelas demais virtudes infusas, diante dos acontecimentos da vida. Que seja lição para nós, mais do que nunca apegados a um mundo cheio de atrativos e prazeres.

A divisão em capítulos segue o publicado na Patrologia de Migne.

"DE MORTALITATE"
São Cipriano (200-258)

I. — Bem sei, irmãos diletíssimos, que muitos de vocês conservam o espírito calmo, a fé firme e o ânimo devotado, e assim, longe de serem abalados pela extensão da mortandade atual, qual rochedo forte e estável, quebram os assaltos impetuosos do mundo e as violentas vagas do século, sendo por elas provados mas não vencidos. Noto, porém, que alguns dos fiéis sustentam o combate com menor vigor, e — seja por fraqueza de caráter, seja por falta de fé, seja pelos encantos da vida no século ou pela fraqueza do sexo, seja ainda, o que é mais grave, por um erro de doutrina — não fazem valer a força divina e invencível que trazem dentro de si.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Por que condenar formalmente o Concílio Vaticano II?

clique para ampliar
Em continuação ao assunto abordado em post anterior, acerca da Consagração ao Imaculado Coração de Maria com uma fórmula pela qual rejeitamos formalmente o conciliábulo infernal, publicamos o sermão do rev. Pe. Cardozo, do dia 19 de julho, VIII Domingo depois de Pentecostes, em João Monlevade/MG, na Missão dos Sagrados Corações de Jesus e Maria. O vídeo foi gentilmente cedido pela Missão Sagrada Família de Betim/MG.  


De minha parte, digo que se nós fazemos o Juramento Antimodernista e se nós, com Mons. Marcel Lefebvre, "aderimos de todo o coração e com toda a nossa alma à Roma católica, guardiã da fé católica e das tradições necessárias para a manutenção dessa fé, à Roma eterna, mestra de sabedoria e de verdade" e repudiamos a Roma Apóstata, nada mais certo e necessário do que rejeitar, por completo (100%, para o bom entendedor!), o concílio que destronou Nosso Senhor e fundou uma nova religião, "aggiornada" com os tempos de trevas que infelizmente vivenciamos! Porque nosso falar deve ser sim, sim, não, não, para evitarmos equívocos e confusões, para não pormos em risco nossa alma, que custou o Sangue de um Deus bom, para que, no meio do caminho, não percamos o foco e venhamos a ser seduzidos por falácias ou enganações de qualquer tipo, como quando um Bispo consagrado por Mons. Lefebvre diz, para quem queira ouvir, que o tal concílio é 95% bom e 5% questionável!!! Em outras palavras, tal Bispo chama a seu Pai espiritual de mentiroso ou equivocado!!! Pois não foram poucas as vezes em que Mons. Lefebvre, assim como Mons. de Castro Mayer, expressamente rejeitaram o CVII, acusando-o de destruir a Igreja. 

quinta-feira, 14 de maio de 2015

OS NOVOS PADRES JURAMENTADOS & REVOLUCIONÁRIOS

Publicamos mais um vídeo-sermão do Reverendo Padre Cardozo, desta vez falando sobre os novos padres juramentados e revolucionários que transitam com desenvoltura entre a Tradição e o Modernismo, não vendo mal algum em conviver com o Vaticano II, contanto que possam continuar a brincar de igrejinha, com a capelinha bonitinha e cheia de gente, a cama quente, o prato cheio... enquanto a Doutrina se esvazia e todos perdem a Fé. Ouvimos muito por ai: "mas é um padre sério!", "tem que ver os sermões dele! Ele arrasa com Francisco!", "você precisa conhecer! Ele reza a missa tridentina (sic!!!)!... Com o missal de São Pio V... comprado no Priorado!", "ele está subordinado ao bispo, mas nunca rezou a missa nova!"... e coisas assim. A coisa vai mal quando você começa a dizer: "que mal tem fazer isso...". Foi o que disse a serpente a Eva, e olha onde fomos parar! Quando relaxamos na Fé, na liturgia, na moral, nos costumes... como pode acabar bem? E a grande desculpa para assistir às novas missas juramentadas (as do Motu Proprio, da neo-FSSPX etc.) sabem qual é? "É que eu preciso dos sacramentos!", "Sabe o que é? na minha cidade não tem a verdadeira Missa Tridentina...", "Os Padres da Resistência vêm uma vez por ano aqui e olha lá, como posso ficar sem a Missa?"... Sem a Missa ficamos rezando o Rosário (ou Terço) em casa! Porque a Fé é mais importante do que a Missa porque sem Missa guardamos a Fé com a oração, mas sem Fé do que adianta a Missa? E perdemos a Fé indo a tais missas bonitinhas, bem rezadinhas, com o padre com sua casula estilosinha, de costas para o povo, em latim, com o Missa certinho, mas subordinado à "autoridade" (sic!!!) modernista! Não reza a missa nova, ok! É um padre sério, ok! Seus sermões são um arraso, ok! Mas ele continua sub Vaticano II. Ainda que rejeite o concílio com a boca, ou aceita com o coração e a mente. Não se serve a dois Senhores. Ou você está com Cristo (ou seja contra o CVII) ou contra Ele (ou seja sob o CVII). De mais a mais... você pode mentir para mim, pode mentir para você mesmo... mas não pode enganar a Deus. E os frutos dessa convivência desavergonhada com o Modernismo os vemos no comportamento de certos "tradicionalistas", em seu falar, nas intrigas, nas mentiras que semeiam, no espírito de confusão... Sim, ninguém pode enganar a Deus. 

Mas vamos ao que interessa, vamos ouvir quem sabem mais do que nós e tem autoridade para falar!

Giulia d'Amore  


OS NOVOS PADRES JURAMENTADOS & REVOLUCIONÁRIOS 


​Vídeo e transcrição do Sermão do Pe. Ernesto Cardozo na Missa de São Bernardo, em Betim/MG, do dia 20 de agosto de 2014.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Sermão Rev. Pe. Ernesto Cardozo: Segunda-feira da Paixão 2015

Sermão Rev. Pe. Ernesto Cardozo 

Realizado na Missa da Capela Cristo Rei em Ipatinga MG.
23/03/2015  - Segunda-feira da Paixão 



 Se não abrir no e-mail, clique aqui: https://youtu.be/VzmOuskEmSc.



Ajude o apostolado do Rev. Pe. Cardozo, adquirindo alguns dos itens do Edições Cristo Rei, encomendando Missas (consulte a espórtula diretamente com o rev. Padre), ou fazendo uma doação aqui:

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