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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Mais uma contribuição da Igreja para o mundo: o @.



Como surgiu o símbolo @?


O símbolo que você usa todos os dias para escrever um e-mail — o @ — os monges medievais o inventaram para escrever “Amém”.

A origem histórica do símbolo @ é fascinante. Embora tenha se tornado famoso na era digital, a evidência mais antiga do símbolo vem da Idade Média. Sua forma evoluiu ao longo dos séculos para diferentes funções.  

O termo. 

O símbolo é chamado:  
Arroba (português e espanhol). 
Arobase (no), em francês.  
At (em ou no), em inglês;  
Chiocciola (caracol), em italiano;

Etimologicamente, o termo arroba pode ter surgido: 
Do latim “ad”, que significa em direção a, para, dentro;
do francês “at”, denotando o a craseado “à”, indicando um lugar;
do árabe “ar-roub”, para indicar “um quarto” de algo;
da abreviação da expressão inglesa “each at”, que significa “cada um em”.   


A origem religiosa.  

domingo, 6 de agosto de 2017

Noivas de outros tempos: quem casa quer casa!

Uma leitura agradável. Copiei somente o texto, pois as fotos retratam o avanço do Modernismo sobre as famílias. Passo! O texto está escrito em português de Portugal, por isso escrevi umas poucas notas para auxiliar quem não conheça os termos.  

Uma confidência: Eu não precisei fazer o meu enxoval, mas fiz o de minha filha durante a gestação, costurado e bordado à mão: vestidinhos, pagãozinhos, lençóis, fronhas, fraldas de tecido (à época, as descartáveis eram muito caras e usadas mais para passeios fora de casa) e outras tantas. Também costurei, à mão ou na máquina de costura, muitas peças que ela usou na infância. Fiz também algumas peças em crochet para minhas irmãs, quando elas casaram. Quando ainda podia, eu também bordei muitos quadros em ponto cruz e em meio ponto. E eu não precisei fazer meu enxoval porque minha mãe começou nosso enxoval - meu e de minhas irmãs - quando eu tinha uns seis anos de idade: todas as peças eram de linho tecido no tear centenário da Nonna Aurelia, uma vizinha que auxiliava minha mãe em muitas coisas e que também bordava à mão todas as peças (foi ela quem nos ensinou a bordar, aliás!). Outras peças eram compradas de vendedores que passavam de porta em porta; minha mãe juntava troquinhos, tudo o que sobrava, para isso. A vida era mais barata antigamente. Além de Nonna Aurelia, tive outras "mestras" em manualidades, inclusive na escola, onde tínhamos aulas de "aplicações técnicas", em que as meninas aprendiam tudo que era tipicamente feminino: cozinhar, costurar, bordar, pintar, fazer artesanato etc.; e os meninos o que lhes dizia respeito: marcenaria, elétrica, desenho técnico (desde fazer uma planta de uma casa até coisas maiores, fora de casa) e etc. Era o mesmo livro, mas a parte dos meninos era área proibida para nós e vice-versa... rsrs. Bons tempos, sem as confusões da ideologia de gênero que nossas crianças enfrentam hoje. Ao texto. 



Noivas de outros tempos




“Quem casa, quer casa”.

Para haver casamento era necessário construir casa, e era o homem que tinha de pôr de pé a casa que iria albergar a sua futura família.

Tudo o que era recheio da casa, competia à mulher. As mães começavam muito cedo a fazer o enxoval para as filhas porque, para uma casa, é preciso muita coisa e quase nada se comprava feito. 

As raparigas, para além de estarem preparadas para executar todos os trabalhos agrícolas (apanha da azeitona, mondas sachas, ceifas etc.), era importante que soubessem pôr uns fundilhos numas calças e remendar com perfeição. [Muito obrigada, Nonna Aurelia!] 

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Mistérios...

Os links dos Comentários Eleison que pretendia informar no artigo anterior eram  do site do Mosteiro da Santa Cruz, mas ocorreu um fenômeno interessante: após o dia 5 de março, o site mudou o layout e misteriosamente os tais Comentários... sumiram. Em um post à parte, vou falar disso. o print para comprovar que NÃO MINTO.  

E é um fenômeno que ocorreu em outros sites/blogs ligados ao novo bispo, como o Borboletas ao Luar que, após o dia 12 de março, deletou todos os posts que mostravam o Padre Cardozo, ainda que contivessem fotos do beloved bispo... Só ficaram os últimos posts, onde se deleitam em injuriar ao Padre que cometeu o único e grande crime de dizer a Verdade: Dom Williamson mudou o discurso. Avaliem vocês mesmos... 




DO MISTERIOSO SUMIÇO DOS COMENTÁRIOS ELEISON DO SITE DO MOSTEIRO DA SANTA CRUZ:


Na busca do Google, até aparece o Comentário Eleison 436, como podem ver
Mas, se clicarem no link, serão levados à página atual do Mosteiro. 
E, se clicarem na setinha verde, ao lado direito da segunda linha
serão levados à página do cache que pode ser vista abaixo




Aqui se pode ver a data do último salvamento, que foi no dia 5 de março 2016.
Nessa data, a configuração (layout) da página era a anterior, como sabem os que a acessavam.
Sinal que foi depois do dia 5 de março que houve o misterioso sumiço dos Comentários Eleison
Será que depois que estava garantida a mitra, não era mais necessário se aborrecer com isto?
Fica a questão e o mistério...





Aqui, podem ver a página com o novo layout, na qual busquei por "436"
e, como podem ver (e podem testar lá se quiserem), não há resultado para esse número,
que é o número do primeiro Comentário Eleison "polêmico". 
Coloquei na busca do site "Williamson", e vieram alguns links, nenhum de 2016,
os de 2015 são anteriores à "polêmica"...
Mistério... 


DO MISTÉRIO SUMIÇO DO ARTIGO QUE CONTINHA FOTOS DO PADRE CARDOZO DO BLOG BORBOLETAS AO LUAR: 

Aqui se pode ler, bem acima, que é a imagem do que aparecia 
no dia 12 de março de 2016.
Se buscarem no blog: "Os bons frutos calam as vozes ociosas...", 
ainda aparece na busca, como se vê na imagem abaixo. 



mas se clicarem no link... abre a página abaixo



... mistérios...




MAS, O QUE HAVIA NAQUELA PÁGINA DE TÃO GRAVE?
UMA PÁGINA COM O TÍTULO:

Os bons frutos calam as vozes ociosas...


PRINTADO EM TRÊS PARTES. VEJAMOS:






 Imagens meramente ilustrativas;
tenho os originais printados
Mas bem se vê que as primeiras fotos
retratam o copioso apostolado 
de bons frutos do Padre Cardozo

Essa atitude de "purgar" os sites/blogs
é típica dos sectários que são "amigos de infância" hoje e
"inimigos mortais" amanhã de manhã. 

Uma técnicavale a pena lembrar, bolchevista de reescrever a História




COMENTARISTA, LEIA ANTES O 
LEIA ANTES DE COMENTAR
THANKS! 
  

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Neologismos & Patifarias

Neologismos & Patifarias 




Em primeiro lugar, o que é um neologismo? Em Linguística, neologismo é um fenômeno que consiste na criação de uma palavra ou expressão nova. Infelizmente, em tempos bárbaros em que vivemos, os neologismos não respeitam minimamente a Etimologia, a parte da Gramática que estuda a composição dos vocábulos e as regras de sua evolução histórica. Trata-se de um artifício muito comum na linguagem informal (aceitável e razoável) e na chula, como a gíria (abominável).  

Lembro-me bem que, antigamente, em aulas de Redação, os neologismos eram banidos, preferindo-se os termos já existentes; a menos que fosse absolutamente necessário. É por vezes é mesmo necessário, sobretudo diante da avalanche de novidades que não encontram um termo para "existir" no vocabulário, como é o caso de "mídia", por exemplo, o qual "veio expressar uma ideia nova, mais específica do que o genérico meios de comunicação", e que foi "diretamente metamorfoseada do inglês media". E termos como software e hardware, hoje já dicionarizados nesta forma, e que "exprimem ideias complexas, que não tinham anteriormente uma expressão simples" (cf. aqui).

Mas o neologismo precisa fazer sentido para servir. E, para exemplificarmos bem o que seja um neologismo NULO ou INÚTIL, analisemos o caso do termo HOMOFOBIA.  

domingo, 24 de janeiro de 2016

O TEMPO MEDIEVAL



O tempo é um fragmento da eternidade. Portanto, pertence a Deus. E, por conseguinte, à sua Igreja. O sol dita o ritmo das horas com o alternar-se dos anos e das estações, do dia e da noite. Aquele “branco manto de igrejas” que, como escreveu Roberto, o Glabro, recobriu de repente a Europa a partir do ano Mil, envolve também a vida cotidiana do homem medieval (na foto acima, o relógio da catedral de Wells).

As festas litúrgicas marcam o passar dos vários períodos do ano. Assim, os sinos, entre o amanhecer e o pôr-do-sol, sinalizam aos fiéis os ordenados fragmentos que compõem o dia, interrompido e recomposto três vezes pelo Ângelus, a prece católica que recorda o mistério da Encarnação.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

IDADE MÉDIA: Os escolásticos medievais fundaram a economia científica

Os escolásticos medievais fundaram a economia científica  

.
Um dado muito pouco conhecido é que a Igreja inspirou o pensamento econômico na Idade Média.

Até então os homens não tinham racionalizado os sistemas econômicos.

Alguns grandes pensadores como Aristóteles trataram de alguns problemas muito básicos da atividade econômica.

Porém, a imensa maioria dos homens e as civilizações antigas tocavam a vida econômica em função da agricultura, o artesanato, o comércio e o intercâmbio básico, e não raciocinavam sobre isso.

Para eles, a economia era o que a palavra significa ao pé da letra: as "regras da casa" ou "administração doméstica" (de 'eco' = casa e 'nomos' = regras ou costumes).

Joseph Schumpeter, um dos mais importantes economistas da primeira metade do século XX, em sua History of Economic Analysis (1954), disse dos escolásticos (a escola teológica que unificou a linguagem e a formulação dos conceitos na Idade Média)
:  
“Foram eles os que chegaram, mais perto do que qualquer outro grupo, a serem os ‘fundadores’ da economia científica”.

Jean Buridan (1300-1358), reitor da Universidade de Paris, deu importantes contribuições à moderna teoria da moeda.

Nicolas Oresme (1325-1382), aluno de Buridan e padre fundador da economia monetária, estudou com prioridade os efeitos destrutivos da inflação.

Martín de Azpilcueta (1493-1586), escolástico tardio, escreveu sobre a carestia provocada pelo aumento de meio circulante (moeda)

 

Em bispados e abadias se começou a raciocinar
sobre a boa ordenação das atividades humanas.
Foto: abadia de Fontenay, França
O Cardeal Caietano (1468-1534) justificou moralmente o comércio internacional.

Ele também demonstrou como a expectativa sobre o valor futuro da moeda afeta o presente do mercado. Algo relacionado com os modernos mercados futuros.

Para Murray Rothbard, economista americano da Escola Austríaca do século XX, “o Cardeal Caietano, um príncipe da Igreja do século XVI, pode ser considerado o fundador da teoria da expectativa em economia".

O franciscano Jean Olivi (1248-1298) foi o primeiro a propor uma teoria do valor subjetivo, e mostrou que o "justo preço" emerge da interação entre compradores e vendedores no mercado.

Um século e meio depois, São Bernardino de Siena, o maior pensador econômico da Idade Média, consagrou esta teoria.  


por Santiago Fernandez


 
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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Bartolomeu Scappi, cozinheiro dos Papas

Bartolomeo Scappi (1500 – 1577) foi um cozinheiro de intensa capacidade, mas, sobretudo, visionário e predecessor de muitas técnicas modernas de cozinha. É curioso notar como alguns particulares da sua vida permanecem ainda misteriosos, e as poucas informações que temos a respeito dele partiram exatamente das páginas de sua obra: “L’Opera dell’arte del cucinare”, um dos mais completos livros de Gastronomia do Século XVI.

Relativamente ao seu nascimento, não é possível precisar a data de seus natais com exatidão. Tampouco a sua origem geográfica: alguns estudiosos supõem que ele tenha nascido na cidade de Bolonha, outros em Veneza e outros, ainda, na cidade de Varese, norte da Itália. Calcula-se que deva ter nascido no início do século XVI, e que tenha falecido por volta do ano 1570.

Scappi prestou serviços a personagens importantes de seu tempo, destacando-se entre eles o Cardeal Lorenzo Campeggi (1474 – 1538), Papa Paulo III (1468 – 1549) e Papa Pio V (1504 – 1572). Desse último personagem, ele nos fornece na “Opera”, a descrição do rico banquete de Entronização, afirmando, mais tarde, e no próprio frontispício do livro, ter sido “cuoco segreto” (cozinheiro particular) de Sua Santidade.
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