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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Neologismos & Patifarias

Neologismos & Patifarias 




Em primeiro lugar, o que é um neologismo? Em Linguística, neologismo é um fenômeno que consiste na criação de uma palavra ou expressão nova. Infelizmente, em tempos bárbaros em que vivemos, os neologismos não respeitam minimamente a Etimologia, a parte da Gramática que estuda a composição dos vocábulos e as regras de sua evolução histórica. Trata-se de um artifício muito comum na linguagem informal (aceitável e razoável) e na chula, como a gíria (abominável).  

Lembro-me bem que, antigamente, em aulas de Redação, os neologismos eram banidos, preferindo-se os termos já existentes; a menos que fosse absolutamente necessário. É por vezes é mesmo necessário, sobretudo diante da avalanche de novidades que não encontram um termo para "existir" no vocabulário, como é o caso de "mídia", por exemplo, o qual "veio expressar uma ideia nova, mais específica do que o genérico meios de comunicação", e que foi "diretamente metamorfoseada do inglês media". E termos como software e hardware, hoje já dicionarizados nesta forma, e que "exprimem ideias complexas, que não tinham anteriormente uma expressão simples" (cf. aqui).

Mas o neologismo precisa fazer sentido para servir. E, para exemplificarmos bem o que seja um neologismo NULO ou INÚTIL, analisemos o caso do termo HOMOFOBIA.  


Esta palavra - PRECONCEITUOSA em vários níveis - é formada por duas partes: homo + fobia

Homo - do latim hòmo - significa "igual", "semelhante". E fobia - do grego φόβος (lê-se, fobós) - significa "medo". Traduzindo, seria algo como "medo do que é semelhante"... LOL. Patético e ridículo!

Daí se vê que os homossexuais, ao inventarem uma palavra para nos condenar por defendermos a Verdade, perverteram também a gramática, forçando o sentido para um fantasioso "ódio aos homossexuais" (um neologismo NULO para uma acusação NULA, pois o Cristianismo prega: abominar o pecado, não o pecador), chegando a fazer malabarismos intelectuais para justificar a patacoada (cf. aqui) 
  • Pior é que, se, no começo, a palavras significava apenas "medo, aversão e ódio à pessoa homossexual", agora passou a significar "quaisquer atos de discriminação contra o homossexual ou contra a homossexualidade" (cf. idem). Em nossa defesa, é preciso esclarecer que, criminalmente, o termo se refere, única e exclusivamente, aos crimes praticados contra os homossexuais (sic). Portanto, se alguém vos chamar de homofóbicos apenas porque publicam um trecho das Escrituras, podem processá-lo criminalmente, porque isso - o ato de publicar trechos das Escrituras - não tipifica uma ação delitiva contra os pervertidos. 

Bom, vamos ao neologismo motivo deste artigo: o termo ECLESIOVACANTISMO

Não vem ao caso quem inventou, nem quem disse, porque isso é mera fofoca, e não estamos aqui para julgar PESSOAS, mas suas IDEIAS. Todavia, não deixo de pensar que falta fazem os estudos clássicos - latim & grego - para forjar um pouco de cultura e discernimento...  

O que vale é descobrirmos o real significado desta expressão, porque, como eu disse acima, o neologismo deve ser útil e fazer sentido!

Em meu modesto parecer, quem inventou o termo, por uma evidente ignorância sobre a etimologia da palavra, se valeu de outro termo: sedevacantismo, que já foi objeto de um MOMENTO DICIONÁRIO, nos idos de junho de 2012, quando os neofrat (outro neologismo) nos alcunhavam de sedevacantistas apenas porque "ousávamos" criticar o líder da Neofrat: Bernard Fellay. Parece que estamos vivenciando um dèjá vu (estrangeirismo)...  

Então, analisaremos os dois, just for fun.  


SEDEVACANTISMO 


Sedevacantismo é formado por dois termos: sede + vacantismo.

Sede, do latim sèdes, significa "Sé"; um "lugar estável sobre o qual senta dignamente alguma pessoa de autoridade"; também é o móvel sobre o qual nos sentamos: a cadeira (Dicionário online http://www.etimo.it). Refere-se, na primeira acepção, à Sé de Pedro.

Vacantismo, do latim vàcare, significa: "ser/estar vazio". Tem a mesma raiz de vàcuus, ou seja, "vácuo". Diz-se de "ofício ou de benefício eclesiástico privado de seu titular" (Dicionário online http://www.etimo.it)

Temos, daí, que "sedevacante" significa "Sé vazia", ou seja, "sem o Papa".   

Portanto etimologicamente, sedevacantista é aquele que declara a vacância da Sé de Pedro (Sic) 
  • E, mais uma vez, para apreendermos bem, temos também que desobedecer ou criticar JUSTAMENTE um superior não tem nada a ver com sedevacantismo, como andam a dizer por aí alguns patifes.

Dito isso, analisemos, agora, a palavra eclesiovacantismo, segundo a Etimologia.  


ECLESIOVACANTISMO 


Eclesiovacantismo é formado por dois termos: eclesio + vacantismo

Eclesio, do grego Εκκλησία (lê-se, ekklesía), significa "igreja", "assembleia". Refere-se estritamente ao que pertence à Igreja, oposto a laico, secular (Dicionário online http://www.etimo.it)

Vacantismo, já vimos anteriormente, é "ser/estar vazio". 

Temos, daí, que "eclesiovacante" significa "Igreja vazia". Sic.  

Portanto, etimologicamente, eclesiovacantista é aquele que declara a vacância da Igreja. Um termo novo para não dizer nada que faça algum sentido

Ainda assim, ultimamente, esse termo tem sido utilizado de forma aleatória e... burra por pessoas que, pela posição que ocupam, deveriam ter um pouco mais de conhecimento etimológico e de bom senso.  

Estão a chamar de eclesiovacantista a quem defenda a ideia de que, ipsis litteris, "na Neoigreja não restou nada de católico", em outras palavras, nos acusam de dizer que a igreja cismática do CVII  não é a Igreja Católica (nem parte dela).  

Verdade... em parte. De fato, é fato que a igreja cismática do CVII não é a Igreja Católica (nem parte dela); porém, seria melhor cunhar um termo que signifique isso, e que seja etimologicamente correto...   
  • Pergunta que não quer calar: porque há pessoas que necessitam rotular o próximo? Não sabem elas que "rotular" é pecado? Como conciliam o sono à noite os patifes que assassinam a reputação alheia à moda dos comunistas? Só posso dizer: ainda bem que eu não necessito disso! Sigo atacando IDEIAS, não PESSOAS.  

Bom, bem se vê, pela análise etimológica, que o autor desta "pérola" está, no mínimo, equivocado.   


ESCLARECIMENTO NECESSÁRIO


Por dever de caridade, vou tentar esclarecer as coisas a essa pessoa e a todos os patifes que, como gansos, grasnam imitando o líder do gansaral sem saber o por que, ou melhor, sem ter lido nada...

1. Em 1965, foi concluído o funesto Concílio Vaticano II, o qual rompeu com 2000 anos de História, Escritura, Magistério e Tradição da Igreja Católica: a Santa e ÚNICA Esposa de Nosso Senhor Jesus Cristo (FRISO: Cristo NÃO TEM duas Esposas! Isto é heresia!)

2. Rompendo com a Igreja, o Concílio é cismático; e cismático é também TUDO que com ele se relaciona, tendo em vista que não dá para pinçar e separar a pouca verdade que há nesse lamaçal de mentiras.
  • Por isso é que devemos RECHAÇAR o CVII como um todo, como foi feito nas Missões Cristo Rei, pois, como ensina um certo religioso: "O bem vem de uma causa integra, o mal vem de qualquer defeito". O Catolicismo é um bloco, integro; se faltar qualquer parte deixa de ser Catolicismo. N'est pas? 

3. Se é cismático tudo que se relaciona com o Concílio Vaticano II, cismática é a nova religião que dele nasceu, a nova liturgia, as novas práticas, os documentos etc.  

4. Por ter sofrido o CVII influências protestantes, pode-se dizer, sem medo de errar, que a nova religião é PROTESTANTE, tal qual o luteranismo, o calvinismo, o anglicanismo e todos os demais cismáticos desse tipo. E, por conseguinte, protestante é também o culto que eles (não) prestam a Deus.

5. Podemos afirmar que tudo no CONCILIARISMO é mentira? Não, porque o erro, para ser crível, deve conter um mínimo de verdade. E há verdades nele porque é necessário que haja, para enganar as pessoas e levá-las a perder a Fé. 

6. A grande diferença que há entre a igreja conciliar e as demais seitas protestantes é que os hereges conciliares conseguiram tomar os templos, como outrora fizeram os arianos. Mas isso não os faz católicos (ou católicos em parte).   
  • Por justiça, se os conciliares (modernistas) ainda são católicos, só porque ocupam NOSSOS templos e "nasceram" da Igreja Católica, os luteranos também o são, e os calvinistas, e os anglicanos... E, por outro lado, e por conseguinte, também seria "bom" ir ao culto deles; e também seria "possível" haver milagres - e milagres eucarísticos!!! - no culto deles... SQN (neologismo sarcástico!).

7. Por se tratar de uma seita protestante, não é errado afirmar que a chamada "missa nova" - a forma de culto deles - não é uma missa boa, e pode levar o católico a perder a Fé. E, em não sendo uma missa boa, não é apenas IMPRUDENTE, mas essencialmente MAU dizer que é possível assistir à missa nova quando não há Missa Católica; e é mau por causa dos riscos a que se expõe a alma nesses ambientes. 
  • "E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião?" (S. Lucas 11,11-12)

9. Se não há Missa Católica, devemos ficar em casa rezando o terço. Lembrem-se: a Fé é mais importante do que a Missa. Sem a Missa podemos manter a Fé com a oração, mas sem a Fé... do que adianta a Missa?

10. A Igreja que vemos - por alguns chamada erroneamente de "Igreja Oficial" - NÃO É a Igreja Católica, mas a cismática igreja conciliar.  

E tenho dito!   

Concluo com um dos mais belos versículos dos Evangelhos: "Replicou-lhe Jesus: Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates?” (São João 18,23), na esperança de que os patifes respondam com argumentos, não com mais... patifarias.
  

Giulia d'Amore

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