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domingo, 18 de dezembro de 2016

LITANIAS LAURETANAS ou LADAINHA DE NOSSA SENHORA

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LADAINHA DE NOSSA SENHORA

 

Com o termo “Litanias lauretanas” (também ditas Litanias da Beata Virgem Maria) se indicam as súplicas que se recitam ao final do Rosário ou Terço. O adjetivo “lauretanas” não indica o local de origem, mas o lugar que as tornou célebres: a Santa Casa de Loreto, onde se cantavam desde a primeira metade do século XVI. De fato, o termo “lauretanas” vem mesmo de Loreto; e ambos os termos vem de “louro”, a planta aromática. As litanias da Virgem são mais antigas; foi a fama do santuário que as difundiu na Igreja Católica latina. Hoje, são uma das orações mais populares à Mãe de Jesus

As “Litanias Lauretanas” representam uma singular “oratio fidelium” (“oração dos fiéis”), uma invocação com coros alternados, que canta a ação de Deus em Maria e na Igreja. A Beata Virgem Maria é invocada com os títulos que se originam, seja de fórmulas devocionais, seja de figuras bíblicas tradicionalmente associadas a Maria. 

Litania” vem do latim (litaníæ) é significa “súplica”, vindo de “lité”, que é “oração”, ou “litaínò”, que significa “rezo, suplico”. É o nome genérico de todas as orações públicas da Igreja Católica com as quais implora as bençãos divinas. Comumente, no entanto, se entende uma série de invocações a Maria ou aos Santos. As Litanias têm , por definição, uma natureza repetitiva, e, em tais preces, as fórmulas “Rogai por nós” e “Tende piedade de nós” são repetidas frequentemente (assim como a fórmula “Kyrie eleison” – “Senhor, piedade” – dirigida a Cristo no início das Litanias). “Mater”, “Virgo”, “Vas” e “Regina” são títulos honoríficos evidenciados por quem os recita. A oração se conclui com um tripleto similar ao “Agnus Dei”, seguida por uma oração.



HISTÓRIA

A mais antiga fórmula conhecida das litanias à Virgem é datada do século XII, e se compõe de 73 invocações. Contém elogios como “flos virginitatis” (“flor de virgindade”), “forma sanctitatis” (“modelo de santidade”), “hymnus cælorum” (“hino dos céus”), “luctus infernorum” (“luto do inferno”), além das invocações que conhecemos. [1]

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