Publico, a pedido, a tradução que fiz de um artigo do italiano Sandro Magister a respeito da visita que Francisco fez à Igreja Evangélica e Luterana de Roma, a mesma Christuskirche de rua Sicília onde já estiveram João Paulo II (1983) e Bento XVI (2010). Quem o recebeu foi o pastor luterano Jens-Martin Kruse.
Vários jornais online e sites/blogs publicaram a matéria e até as respostas dele a três perguntas que lhe foram feitas. Como veremos, perdeu a oportunidade de ser... Papa. Em seu artigo, Magister se limita a uma pergunta.
Mas até quando responde candidamente a um menino de 9 anos, que lhe pergunta o que mais ele gosta em ser papa, Francisco dispara bergogliadas: “Se um Papa não faz o bispo, se um Papa não faz o parroco, não faz o pastor [espero que de almas, e não protestante!], poderá até ser uma pessoa muito inteligente, muito importante, terá mesmo muita influência na sociedade, mas eu penso – penso! – que no coração não é feliz” (Cf. http://www.toscanaoggi.it/Vita-Chiesa/Papa-Francesco-visita-a-Chiesa-luterana-Roma-Mi-piace-fare-il-Papa-con-lo-stile-del-parroco). Ou seja, ser Papa é ser muito inteligente, muito importante, é ter muita influência na sociedade. E... o mais importante é ser feliz! Sic.
Francisco fala ainda (cf. mesmo link): “Mas nós, luteranos e católicos, de que lado estamos, a direta ou a esquerda? [refere-se aqui a escolher um lado, como Jesus fez e ensinou] Tivemos tempos feios entre nós... Pensai às perseguições... entre nós! Com o mesmo Batismo! Pensai a tantas pessoas queimadas vivas. Devemos nos pedir mutuamente perdão disto, do escândalo da divisão [e quem o promoveu e ainda o promove esse escândalo?] porque todos, luteranos e católicos estamos nessa escolha, não em outras escolhas, nesta escolha, a escolha dos serviço como Ele nos indicou em sendo servo, o servo do Senhor [no meu Catecismo diz que Cristo é Deus e Filho de Deus, não servo de Deus]”, perguntou o Papa. “Me agrada, por encerrar, quando vejo o Senhor servo que serve, me agrada pedir-Lhe que Ele seja o servo da unidade, que nos ajude a caminhar juntos [veja bem, não diz “a sermos um só rebanho, católico”] – afirmou o Pontífice –. “Hoje rezamos juntos [sic!]. Rezar juntos, trabalhar juntos pelos pobres, pelos necessitados; amar-nos juntos, com verdadeiro amor de irmãos [meu irmão é filho de Meu Pai – a SS Trindade – e minha Mãe – a Santa Romana Igreja; não há irmãos bastardos nesse assunto, porque ambos, Pai e Mãe, são santos e não podem pecar, gerando filhos bastardos!]. E a quem pudesse objetar: Mas, pai, somos diversos porque os nossos livros dogmáticos dizem uma coisa e os vossos dizem outra”, o Santo Padre respondeu: “Mas um grande entre vós (expoente) disse uma vez que existe o momento da diversidade reconciliada no Senhor, isto é, no Servo de Jahveh, daquele Deus que veio entre nós para servir e não para ser servido” (Cf. http://www.toscanaoggi.it/Vita-Chiesa/Papa-Francesco-visita-a-Chiesa-luterana-Roma-Mi-piace-fare-il-Papa-con-lo-stile-del-parroco). Querem mais, a seguir tem mais, ou leiam no site de notícias do Vaticano: http://www.news.va/pt/news/285437 (em italiano), ou no próprio site do Vaticano: http://press.vatican.va/content/salastampa/pt/bollettino/pubblico/2015/11/15/0888/01982.html (em italiano e alemão).
À leitura. Embora às vezes me questione se, nos áureos tempos do Index, esses discursos bergoglianos seriam publicados.
"Chegou a hora da diversidade reconciliada", disse papa Francisco na Christuskirche luterana de Roma à qual foi em visita [no dia 15/11/2015].
Uma reconciliação que para ele se substancia nas obras de caridade, sem insistir demais nas diversidades dogmáticas e de “doutrina”: uma palavra, ele disse, muito “difícil de compreender”.
Jorge Mario Bergoglio falou de improviso, deixando de lado a homilia escrita que fora preparada. E, naturalmente, respondeu de improviso também às perguntas que lhe foram feitas pelos presentes.
Uma delas tocou a questão da intercomunhão, isto é a possibilidade ou não de participar à mesma comunhão eucarística entre cristãos de diferentes confissões. Intercomunhão que a Igreja católica admite – sob determinadas condições – com as Igrejas ortodoxas, mas não com as protestantes, por causa da concepção demasiado diferente que estas têm da presença de Jesus na Eucaristia (cfr. Catecismo da Igreja Católica [pós-conciliar], n. 1400).
Vários jornais online e sites/blogs publicaram a matéria e até as respostas dele a três perguntas que lhe foram feitas. Como veremos, perdeu a oportunidade de ser... Papa. Em seu artigo, Magister se limita a uma pergunta.
Mas até quando responde candidamente a um menino de 9 anos, que lhe pergunta o que mais ele gosta em ser papa, Francisco dispara bergogliadas: “Se um Papa não faz o bispo, se um Papa não faz o parroco, não faz o pastor [espero que de almas, e não protestante!], poderá até ser uma pessoa muito inteligente, muito importante, terá mesmo muita influência na sociedade, mas eu penso – penso! – que no coração não é feliz” (Cf. http://www.toscanaoggi.it/Vita-Chiesa/Papa-Francesco-visita-a-Chiesa-luterana-Roma-Mi-piace-fare-il-Papa-con-lo-stile-del-parroco). Ou seja, ser Papa é ser muito inteligente, muito importante, é ter muita influência na sociedade. E... o mais importante é ser feliz! Sic.
Francisco fala ainda (cf. mesmo link): “Mas nós, luteranos e católicos, de que lado estamos, a direta ou a esquerda? [refere-se aqui a escolher um lado, como Jesus fez e ensinou] Tivemos tempos feios entre nós... Pensai às perseguições... entre nós! Com o mesmo Batismo! Pensai a tantas pessoas queimadas vivas. Devemos nos pedir mutuamente perdão disto, do escândalo da divisão [e quem o promoveu e ainda o promove esse escândalo?] porque todos, luteranos e católicos estamos nessa escolha, não em outras escolhas, nesta escolha, a escolha dos serviço como Ele nos indicou em sendo servo, o servo do Senhor [no meu Catecismo diz que Cristo é Deus e Filho de Deus, não servo de Deus]”, perguntou o Papa. “Me agrada, por encerrar, quando vejo o Senhor servo que serve, me agrada pedir-Lhe que Ele seja o servo da unidade, que nos ajude a caminhar juntos [veja bem, não diz “a sermos um só rebanho, católico”] – afirmou o Pontífice –. “Hoje rezamos juntos [sic!]. Rezar juntos, trabalhar juntos pelos pobres, pelos necessitados; amar-nos juntos, com verdadeiro amor de irmãos [meu irmão é filho de Meu Pai – a SS Trindade – e minha Mãe – a Santa Romana Igreja; não há irmãos bastardos nesse assunto, porque ambos, Pai e Mãe, são santos e não podem pecar, gerando filhos bastardos!]. E a quem pudesse objetar: Mas, pai, somos diversos porque os nossos livros dogmáticos dizem uma coisa e os vossos dizem outra”, o Santo Padre respondeu: “Mas um grande entre vós (expoente) disse uma vez que existe o momento da diversidade reconciliada no Senhor, isto é, no Servo de Jahveh, daquele Deus que veio entre nós para servir e não para ser servido” (Cf. http://www.toscanaoggi.it/Vita-Chiesa/Papa-Francesco-visita-a-Chiesa-luterana-Roma-Mi-piace-fare-il-Papa-con-lo-stile-del-parroco). Querem mais, a seguir tem mais, ou leiam no site de notícias do Vaticano: http://www.news.va/pt/news/285437 (em italiano), ou no próprio site do Vaticano: http://press.vatican.va/content/salastampa/pt/bollettino/pubblico/2015/11/15/0888/01982.html (em italiano e alemão).
À leitura. Embora às vezes me questione se, nos áureos tempos do Index, esses discursos bergoglianos seriam publicados.
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SIM, NÃO, VOCÊS DECIDEM. AS DIRETRIZES DE FRANCISCO PARA A INTERCOMUNHÃO COM OS LUTERANOS
"Chegou a hora da diversidade reconciliada", disse papa Francisco na Christuskirche luterana de Roma à qual foi em visita [no dia 15/11/2015].
Uma reconciliação que para ele se substancia nas obras de caridade, sem insistir demais nas diversidades dogmáticas e de “doutrina”: uma palavra, ele disse, muito “difícil de compreender”.
Jorge Mario Bergoglio falou de improviso, deixando de lado a homilia escrita que fora preparada. E, naturalmente, respondeu de improviso também às perguntas que lhe foram feitas pelos presentes.
Uma delas tocou a questão da intercomunhão, isto é a possibilidade ou não de participar à mesma comunhão eucarística entre cristãos de diferentes confissões. Intercomunhão que a Igreja católica admite – sob determinadas condições – com as Igrejas ortodoxas, mas não com as protestantes, por causa da concepção demasiado diferente que estas têm da presença de Jesus na Eucaristia (cfr. Catecismo da Igreja Católica [pós-conciliar], n. 1400).
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