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terça-feira, 17 de novembro de 2015

FRANCISCO: Intercomunhão com os Luteranos? Cada um decide por si!

Publico, a pedido, a tradução que fiz de um artigo do italiano Sandro Magister a respeito da visita que Francisco fez à Igreja Evangélica e Luterana de Roma, a mesma  Christuskirche de rua Sicília onde já estiveram João Paulo II (1983) e Bento XVI (2010). Quem o recebeu foi o pastor luterano Jens-Martin Kruse.  

Vários jornais online e sites/blogs publicaram a matéria e até as respostas dele a três perguntas que lhe foram feitas. Como veremos, perdeu a oportunidade de ser... Papa. Em seu artigo, Magister se limita a uma pergunta. 

Mas até quando responde candidamente a um menino de 9 anos, que lhe pergunta o que mais ele gosta em ser papa, Francisco dispara bergogliadas: “Se um Papa não faz o bispo, se um Papa não faz o parroco, não faz o pastor [espero que de almas, e não protestante!], poderá até ser uma pessoa muito inteligente, muito importante, terá mesmo muita influência na sociedade, mas eu penso – penso! – que no coração não é feliz” (Cf. http://www.toscanaoggi.it/Vita-Chiesa/Papa-Francesco-visita-a-Chiesa-luterana-Roma-Mi-piace-fare-il-Papa-con-lo-stile-del-parroco). Ou seja, ser Papa é ser muito inteligente, muito importante, é ter muita influência na sociedade. E... o mais importante é ser feliz! Sic.

Francisco fala ainda (cf. mesmo link): “Mas nós, luteranos e católicos, de que lado estamos, a direta ou a esquerda? [refere-se aqui a escolher um lado, como Jesus fez e ensinou] Tivemos tempos feios entre nós... Pensai às perseguições... entre nós! Com o mesmo Batismo! Pensai a tantas pessoas queimadas vivas. Devemos nos pedir mutuamente perdão disto, do escândalo da divisão [e quem o promoveu e ainda o promove esse escândalo?] porque todos, luteranos e católicos estamos nessa escolha, não em outras escolhas, nesta escolha, a escolha dos serviço como Ele nos indicou em sendo servo, o servo do Senhor [no meu Catecismo diz que Cristo é Deus e Filho de Deus, não servo de Deus]
, perguntou o Papa. “Me agrada, por encerrar, quando vejo o Senhor servo que serve, me agrada pedir-Lhe que Ele seja o servo da unidade, que nos ajude a caminhar juntos [veja bem, não diz “a sermos um só rebanho, católico”] – afirmou o Pontífice –. Hoje rezamos juntos [sic!]. Rezar juntos, trabalhar juntos pelos pobres, pelos necessitados; amar-nos juntos, com verdadeiro amor de irmãos [meu irmão é filho de Meu Pai – a SS Trindade – e minha Mãe – a Santa Romana Igreja; não há irmãos bastardos nesse assunto, porque ambos, Pai e Mãe, são santos e não podem pecar, gerando filhos bastardos!]. E a quem pudesse objetar: Mas, pai, somos diversos porque os nossos livros dogmáticos dizem uma coisa e os vossos dizem outra”, o Santo Padre respondeu: “Mas um grande entre vós (expoente) disse uma vez que existe o momento da diversidade reconciliada no Senhor, isto é, no Servo de Jahveh, daquele Deus que veio entre nós para servir e não para ser servido” (Cf. http://www.toscanaoggi.it/Vita-Chiesa/Papa-Francesco-visita-a-Chiesa-luterana-Roma-Mi-piace-fare-il-Papa-con-lo-stile-del-parroco). Querem mais, a seguir tem mais, ou leiam no site de notícias do Vaticano: http://www.news.va/pt/news/285437 (em italiano), ou no próprio site do Vaticano: http://press.vatican.va/content/salastampa/pt/bollettino/pubblico/2015/11/15/0888/01982.html (em italiano e alemão).  


À leitura. Embora às vezes me questione se, em tempos de Index, esses discursos bergoglianos poderiam ser publicados. 
 
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SIM, NÃO, VOCÊS DECIDEM. AS DIRETRIZES DE FRANCISCO PARA A INTERCOMUNHÃO COM OS LUTERANOS


"Chegou a hora da diversidade reconciliada", disse papa Francisco na Christuskirche luterana de Roma à qual foi em visita [no dia 15/11/2015].

Uma reconciliação que para ele se substancia nas obras de caridade, sem insistir demais nas diversidades dogmáticas e de “doutrina”: uma palavra, ele disse, muito “difícil de compreender”.

Jorge Mario Bergoglio falou de improviso, deixando de lado a homilia escrita que fora preparada. E, naturalmente, respondeu de improviso também às perguntas que lhe foram feitas pelos presentes.

Uma delas tocou a questão da intercomunhão, isto é a possibilidade ou não de participar à mesma comunhão eucarística entre cristãos de diferentes confissões. Intercomunhão que a Igreja católica admite – sob determinadas condições – com as Igrejas ortodoxas, mas não com as protestantes, por causa da concepção demasiado diferente que estas têm da presença de Jesus na Eucaristia (cfr. Catecismo da Igreja Católica [pós-conciliar], n. 1400).


À pergunta, papa Francisco respondeu longamente [a verdade é simples e curta; a ambiguidade e a ambivalência típicas da linguagem modernista precisam de muitas elucubrações para injetar o veneno do erro doutrinário; e falar, falar e não dizer nada]. A transcrição oficial de suas palavras é reproduzida integralmente mais abaixo.

Mas se se chega ao final da resposta, acaba que não se sabe o que ele tenha querido dizer [é a marca registrada da linguagem modernista!!! Falar, falar e não dizer nada!]. Em determinados momentos parece pender para o sim. Em outros momentos para o não. Em outros ainda declara a própria incompetência para decidir [afinal, parafraseando-o como disse em relação aos gays... quem é ele para decidir?]. Ou devolve tudo às escolhas de cada um: “É um problema sobre o qual cada um deve responder" [sic].

E é talvez esta última resposta a essência que se acaba por tirar disso. O não da Igreja à intercomunhão entre católicos e luteranos foi, de fato, recolocado em discussão pelo papa. Um novo "processo" foi iniciado por ele. Não se sabe em que direção. E, entretanto, cada um se regule como quiser.

*

Pergunta. – Chamo-me Anke de Bernardinis e, como muitas pessoas de nossa comunidade, sou casada com um italiano, o qual é um cristão católico romano. Vivemos felizes juntos há muitos anos, compartilhando alegrias e dores. E, portanto, nos causa dor ser divididos na fé e não poder participar juntos da Ceia do Senhor. O que podemos fazer para alcançar, finalmente, a comunhão neste ponto? [que bela oportunidade para Francisco responder: “converta-se à verdadeira fé e poderá comungar, com seu marido, o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, porque, afinal, é isso que é a Eucaristia no Catolicismo!” Mas não, ele responde:].

Resposta. – Grato, Senhora. À pergunta sobre o compartilhar a Ceia do Senhor não é fácil lhe responder [o que?????], sobretudo diante de um teólogo como o cardeal Kasper [porque, ele responderia outra coisa, sendo católico?]! Tenho medo! [o peixe morre pela boca. Francisco confessa publicamente seu medo de responder sobre doutrina católica. Lembremo-nos que Cristo disse: “não tenhais medo”! - Lucas 12,7]. Eu penso que o Senhor nos disse, quando nos deu este mandato: “Fazei isso em memória de mim”. E quando compartilhamos a Ceia do Senhor, recordamos e imitamos, fazemos a mesma coisa que fez o Senhor Jesus. E a Ceia do Senhor virá, o banquete final na Nova Jerusalém virá, mas esta será a última. Ao invés disso, no caminho, me pergunto – e não sei como responder, mas a sua pergunta eu a faço minha – eu me pergunto: compartilhar a Ceia do Senhor é o final do caminho ou é o viático para caminhar juntos? Deixo a pergunta aos teólogos, àqueles que entendem. É verdade que, em certo sentido, compartilhar é dizer que não há diferenças entre nós, que temos a mesma doutrina – sublinho a palavra, palavra difícil de entender [refere-se à palavra “doutrina”] – mas eu me pergunto: mas não temos o mesmo Batismo? E se temos o mesmo Batismo devemos caminhar juntos. A senhora é um testemunho de um caminho também profundo porque é um caminho conjugal, um caminho mesmo de família, de amor humano e de fé compartilhada. Temos o mesmo Batismo. Quando a senhora se sente pecadora – eu também me sinto muito pecador [como “bom” protestante, precisa procura causar empatia com a vítima, ou seja, o interlocutor incauto] – quando seu marido se sente pecador, a senhora vai diante do Senhor e pede perdão [igualzinho aos católicos, só que não!]; seu marido faz o mesmo e vai ao sacerdote pedir a absolvição. São remédios para manter vivo o Batismo. Quando vocês rezam juntos [há uma infinidade de santos e doutores da Igreja que dizem que não devemos rezar juntos, nós e os hereges], aquele Batismo cresce, se torna forte; quando vocês ensinam a vossos filhos quem é Jesus, para que veio Jesus, o que nos fez Jesus, façam o mesmo, tanto em linguagem luterana quanto em linguagem católica, mas é a mesma coisa. A pergunta: e a Ceia? Há perguntas às quais somente se alguém é sincero consigo mesmo [conceito modernista, a fidelidade a si mesmo, custe o que custar aos outros e principalmente a Deus] e com as poucas “luzes” teológicas que possuo, se deve responder a mesma coisa: vocês decidem. “Este é o meu Corpo, este é o meu sangue”, disse o Senhor, “fazei isso em memória de mim”, e isto é um viatico que nos ajuda a caminhar. Eu tive uma grande amizade [sic] com um bispo episcopal, 48 anos, casado, dois filhos, e ele tinha esta inquietude [e Francisco não o ajudou?]: a mulher católica, os filhos católicos, ele bispo. Ele acompanhava aos domingos a sua mulher e os seus filhos à Missa e depois ia fazer o culto com a sua comunidade. Era um passo de participação à Ceia do Senhor. Depois ele foi em frente, o Senhor o chamou, um homem justo [um herege é um homem justo? Parodiando os protestantes: onde está isso na Bíblia, que um herege é um homem justo?]. À sua pergunta lhe respondo apenas com uma pergunta: como posso fazer com meu marido para que a Ceia do Senhor me acompanhe na minha estrada [se cada um tem sua estrada... o dogma do “fora da Igreja não há salvação” já não faz sentido mais]? É um problema ao qual cada um deve responder [a que serve um papa?]. Mas me dizia um pastor amigo [lá vem o bote]: “Nós cremos que o Senhor está presente alí. Está presente. Vós acreditais que o Senhor está presente. E qual é a diferença?” – “É! São as explicações, as interpretações...” [justamente, as interpretações pessoais dos protestantes estão viciadas pelo erro doutrinário]. A vida é maior do que as explicações e interpretações ["baixou" o padre Favo de Mel - mas, falando sério, aqui ele derruba a autoridade da Igreja em explicar e intrepretar. E a que vida se refere? À vida eterna ou à vida mundana, onde o que importa é ser feliz e aproveitar porque a vida é curta? Carpe diem, Francisco?]. Sempre reportai-vos ao Batismo: “Uma fé, um batismo, um Senhor” [ou seja, deixai de lado a Tradição e o Magistério da Igreja: sola scriptura!], assim nos diz Paolo [cadê o “São”? Respeitos humanos, porque estava no covil dos lobos, ou crença mesmo?], e disso tirai as consequências [ou seja, cada um interprete a Escritura como bem quiser]. Eu jamais ousarei dar permissão para fazer isso porque [pasmem!!!] não me compete. Um Batismo, um Senhor, uma fé. Falai com o Senhor [tirem a Igreja do meio] e segui em frente. Não ouso acrescentar nada mais.

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O amigo “bispo episcopal” que papa Francisco lembrou aqui era o sul-africano Tony Palmer. E a sua viúva católica é retratada ao lado do papa na foto que ilustra este artigo de www.chiesa de um ano atrás, rico de informações a respeito:

> Como Francisco torna os pentecostais seus amigos (link: http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/1350924 - em italiano).

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A documentação integral (https://webmail2.espressoedit.it/iwc_static/layout/main.html?lang=it&12.01_213523& - link de risco, não abram!), oral e escrita, da visita do papa Francisco à Christuskirche luterana de Roma está no site do Vaticano.

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A respeito de como e porque o “protestante” Roger Schutz, fundador da comunidade de Taizé, recebeu várias vezes a comunhão das mãos de João Paulo II e do cardeal Joseph Ratzinger, veja-se neste artigo de 25 de agosto de 2008:

> O fundador de Taizé era protestante ou católico? Um cardeal desvenda o enigma (link: http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/206302).

Sandro Magister – 16/11/2015.

Fonte: http://magister.blogautore.espresso.repubblica.it/2015/11/16/si-no-non-so-fate-voi-le-linee-guida-del-papa-allintercomunione-con-i-luterani/.
A outra fonte: http://www.toscanaoggi.it/Vita-Chiesa/Papa-Francesco-visita-a-Chiesa-luterana-Roma-Mi-piace-fare-il-Papa-con-lo-stile-del-parroco.

Tradução e [notas]: Giulia d’Amore.  


     

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