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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

São Martinho I, Papa e Mártir

12 de Novembro 

São Martinho I

74º Papa e Mártir

Pontificado: 649 a 655

 

O papa Martinho I sabia que as consequências das atitudes que tomou contra o imperador Constante II, no século VII, não seriam nada boas. Nessa época, os detentores do poder achavam que podiam interferir na Igreja, como se sua doutrina devesse submissão ao Estado. Martinho defendeu os dogmas cristãos, por isso foi submetido a grandes humilhações e também a degradantes torturas.

Martinho nasceu em Todi, na Toscana, em 590, e era padre em Roma quando morreu o papa Teodoro, em 21 de julho de 649. Eleito para sucedê-lo, Martinho I passou a dirigir a Igreja com a mão forte da disciplina que o período exigia. Para deixar isso bem claro ao chefe do poder secular de então, assumiu mesmo antes de ter sua eleição referendada pelo imperador.

Um ano antes, Constante II tinha publicado o documento "Tipo", que apoiava as teses hereges do cisma dos monotelistas, os quais negavam a condição humana de Cristo, o que se opõe às principais raízes do Cristianismo.  


I CONCÍLIO DE LATRÃO 

Para reafirmar essa posição, o Papa convocou, de 5 a 31 de outubro de 649, um grande Concílio, um dos maiores da história da Igreja, na basílica de São João de Latrão, para o qual foram convidados todos os bispos do Ocidente. Ali foram condenadas, definitivamente, todas as teses monotelistas, inclusive condenou os escritos dos imperadores bizantinos Heráclio (a Ecthesis) e Constante II, o que provocou a ira mortal deste.

Ele ordenou a seu representante em Ravena, o exarca Olímpio, que prendesse o Papa Martinho I. Querendo agradar ao poderoso imperador, Olímpio resolveu ir além das ordens: planejou matar Martinho. Armou um plano com seu escudeiro, que entrou no local de uma Missa em que o próprio Papa daria a santa Comunhão aos fiéis. Na hora de receber a Hóstia, o assassino sacou de seu punhal, mas ficou cego no mesmo instante e fugiu apavorado. Impressionado, Olímpio aliou-se a Martinho e projetou uma luta armada contra Constantinopla. Mas o Papa perdeu sua defesa militar porque Olímpio morreu em seguida, vitimado pela peste que se alastrava naquela época.

Com o caminho livre, o imperador Constante II ordenou, ao novo exarca, Teodoro Calíopas de Ravena, a prisão do Papa Martinho I, pedindo a sua transferência para que o julgamento se desse em Bósforo, estreito que separa a Europa da Ásia, próximo a Istambul, na Turquia. A viagem tornou-se um verdadeiro suplício, que durou quinze meses e acabou com a saúde do Papa. Mesmo assim, ao chegar à cidade, ficou exposto, desnudo, sobre um leito no meio da rua, para ser execrado pela população. Depois, foi mantido incomunicável num fétido e podre calabouço, sem as mínimas condições de higiene e alimentação.

Ao fim do julgamento, o Papa Martinho I foi condenado ao exílio na ilha de Naxos, na Crimeia, sul da Rússia, e declarado herege, inimigo da Igreja e do Estado. Foi levado para lá em março de 655, em outra angustiante e sofrida viagem que durou dois meses. Ele acabou morrendo de fome quatro meses depois, em Quersoneso (atual Ucrânia), em 16 de setembro daquele mesmo ano. Basílica de Santa Maria ad Blachernas, em Constantinopla.
A maior parte das suas relíquias foram transferidas para Roma, onde repousam na basílica de San Martino ai Monti. Foi o último Papa a ser martirizado.   

Foi durante o seu papado que se celebrou pela primeira vez a festa da "Virgem Imaculada", em 25 de Março. Passou mais de três anos, dos seus seis anos de pontificado, no exílio e na prisão. 

Fontes:
  • https://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Martinho_I
  • https://it.wikipedia.org/wiki/Papa_Martino_I
  • http://www.paginaoriente.com/santos/martinhoi1304papa.htm
  • https://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=santo&id=174. 
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