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terça-feira, 3 de setembro de 2019

A Beatificação e Canonização de Pio X



Papa PIO XII

Sobre a Beatificação 

e Canonização de Pio X


I M P R I M A T U R
POR COMISSÃO ESPECIAL DO EXMO.
E REVMO. SR. DOM MANUEL PEDRO
DA CUNHA CINTRA, BISPO DE PETRÓPOLIS.
FREI DESIDÉRIO KALVERKAMP, O. F. M.
PETRÓPOLIS, 15-5-1958.

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BEATIFICAÇÃO DE PIO X
I. Breve Quoniam, de Beatificação de Pio X, de 3-VI-1951; II. Discurso na tarde do mesmo dia 3-VI-1951 à multidão de fiéis aglomerada na Praça de S. Pedro, no ato de veneração de Pio X;
CANONIZAÇÃO DE PIO X
III. Discurso quando da Canonização, 29-V-1954.

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BEATIFICAÇÃO DE PIO X 


O Santo Padre Pio X foi elevado às honras dos altares em solene cerimônia celebrada na Basílica do Vaticano, em 3 de junho de 1951. Arquivamos a versão portuguesa do Breve Quoniam, pelo qual lhe foi reconhecido o título e o culto de Beato, e a do discurso que Sua Santidade Pio XII dirigiu na tarde do mesmo dia à multidão de fiéis aglomerada na Praça de S. Pedro, no ato de veneração ao seu glorioso Predecessor. 


I. Breve Quoniam, de Beatificação de Pio X, de 3-VI-1951: 


1. Porque “Cristo amou a Igreja e se entregou a si mesmo para a santificar” (Ef 5, 25), nunca faltaram nem poderão faltar, entre os fiéis, os que se avantajem aos outros em virtude, de modo que os seus exemplos sejam propostos à imitação. Por isso, em todos os tempos, uma nobilíssima falange de Santos e de Bem-aventurados, ingente multidão “que ninguém pode contar, de todas as nações e tribos e línguas” (Apoc 7, 9), homens e mulheres de todas as idades e condições, não cessarão de acrescer a beleza e multiplicar a alegria da Esposa de Cristo, até à consumação dos séculos. 

2. A essa fulgidíssima falange até a Nós, que, embora sem méritos, estamos ao leme da Barca de Pedro em tempos tão procelosos, concedeu o benigníssimo Senhor que, especialmente no passado Ano Santo, acrescentássemos muitos ilustres heróis, cujo triunfo celebramos com grande alegria do Nosso espírito. Mas aprouve à suavíssima clemência de Deus conceder hoje ao Vigário de Cristo na Terra uma graça que, há mais de dois séculos, isto é, desde o ano de 1712, em que Pio V foi inscrito no cânone dos Santos por Clemente XI, não foi concedida a nenhum dos Nossos Predecessores: poder agregar ao número dos Bem-aventurados outro Sumo Pontífice, um Pontífice que Nós próprio conhecemos, cujas exímias virtudes admiramos de perto, ao qual prestamos dedicada e devotamente a Nossa colaboração — Pio X. 

3. Nasceu Ele na humilde aldeia de Riese, na diocese de Treviso, a 2 de junho de 1835, filho de João Batista Sarto e Margarida Sanson, ambos de condição humilde, mas ilustres pela honestidade e virtude antiga, aos quais Deus circundou de uma coroa de dez filhos. Batizado no dia seguinte, recebeu o nome de José Melchior. Menino de índole vivaz e alegre, sob a direção da sua estilosíssima mãe distinguiu-se de tal modo na piedade que o pároco da freguesia não duvidou proclamá-lo “a mais nobre alma” da paróquia. Depois de completar os estudos elementares na escola local, levado pelo seu grande desejo de estudar mais, frequentou os estudos secundários, dirigindo-se para isso todos os dias, durante quatro anos, muitas vezes de pés descalços, ao próximo povoado de Castelfranco. Recebeu o Sacramento da Confirmação em 1º de setembro de 1845, e fez a Primeira Comunhão em 6 de abril de 1847 e, como mostrasse constante vontade de abraçar o estado eclesiástico, em setembro de 1850 mereceu ver satisfeito o seu ardente desejo de receber as vestes talares e em novembro seguinte, mercê do interesse do Cardeal Tiago Mônico, Patriarca de Veneza e seu patrício, entrou, radiante de alegria, no prestigioso Seminário de Pádua. Quanto aí progrediu em piedade e doutrina pode facilmente deduzir-se do seguinte testemunho dos superiores daquele Seminário: “a nenhum inferior em disciplina, de grandíssima inteligência, de suma memória, de máxima esperança” (Arquivo do Sem. de Pádua). Os fatos confirmaram plenamente a previsão. Ordenado sacerdote na igreja principal de Castelfranco em 18 de setembro de 1858, alguns dias depois celebrou solenemente a Missa-Nova (não se trata da missa protestantizada de Paulo VI, por óbvio) na terra natal, em meio da maior alegria dos seus, sobretudo da sua digníssima mãe, bem como de todos os conterrâneos. No mês de novembro, foi nomeado coadjutor do piedosíssimo pároco de Tômbolo, cuja saúde era bastante precária. Imediatamente, aquele venerando sacerdote e os paroquianos, quase todos agricultores, experimentaram e admiraram os egrégios dotes do jovem coadjutor, a sua humildade, pobreza, jovialidade, zelo assíduo em auxiliar de todos os modos o próximo e, além disso, a sua invulgar perícia na pregação. O Bispo de Treviso, ao conhecer estas excelentes qualidades, em 1867 escolheu José Sarto para reger a paróquia mais importante de Salzano. E aí se revelou cada vez mais em quanto amor de Deus e do próximo ele se distinguia pela suavidade de caráter, mansidão, modéstia, amor da pobreza, especialmente durante a terrível peste do ano de 1873.

4. Passados nove anos em Salzano, foi nomeado Cônego da Catedral de Treviso, Chanceler da Cúria Episcopal e ainda Diretor espiritual do Seminário. Estes cargos tão honrosos como cheios de responsabilidade, e só aceitos por obediência, pois detestava honrarias e dignidades, exerceu-os com a costumada diligência e perícia, ele que sempre foi inimigo declarado da ociosidade. Em 1879, ficando vaga a Sé de Treviso, foi eleito por unanimidade de sufrágios Vigário Capitular. E também neste ofício deu tais provas de prudência e competência que, em 1884, com aplauso universal, embora contra sua própria vontade e vã relutância, foi nomeado Bispo de Mântua.  

domingo, 27 de janeiro de 2013

HOLOCAUSTO CATÓLICO: CRIME ESQUECIDO

HOLOCAUSTO CATÓLICO: CRIME ESQUECIDO

De Rino Cammilleri

Hoje se celebra o Dia da Memória para homenagear as vítimas do Holocausto(*). Uma página negra na História do Século XX, nas quais não faltam algumas luminosas figuras de mártires católicos.

Michele Kozal nasceu em 1893, na diocese de Poznan, na Polônia, de uma família pobre. Com muitos sacrifícios, conseguiu cursar as escolas superiores em 1905. Aqui se tornou presidente de uma associação clandestina católica que se opunha às tentativas de germanizar as escolas (a influência prussiana era muito forte naquela região).

Em 1914, entrou no Seminário ‘Leonium’ de Poznan, mas só pôde ser ordenado ao final da Grande Guerra, na Catedral de Gniezno (onde terminou o seminário), aos 23 de fevereiro de 1918. O cardeal Edmundo Dalbor, Arcebispo de Gniezno, o nomeou, em 29 de setembro de 1922, prefeito do ginásio católico humanístico feminino de Bydgoszcz e, em 1927, diretor espiritual do Seminário Maior de Gniezno. A sua obra sacerdotal e de direção espiritual foram tão profícuas que, em 25 de setembro de 1929, foi nomeado reitor do Seminário, apesar de, entre todos os docentes, ser o único a não possuir os graus acadêmicos; ele também foi vice-pároco de várias paroquias. Em 12 de junho de 1939 o Papa Pio XII o nomeou Bispo auxiliar de Włocławek (foi consagrado na catedral da cidade em 13 de agosto de 1939) e titular de Lappa.

Em 1º de setembro. Os nazistas invadiram a Polônia e começou a Segunda Guerra Mundial. Após duas semanas, chegavam a Włocławek. Mons. Kozal se tornou ponto de referência e de conforto para a gente apavorada de Włocławek e apesar dos incessantes convites das autoridades polonesas de afastar-se da cidade, ele tenazmente quis permanecer com seu povo e administrar a diocese depois da saída, no dia 6 de setembro, do bispo titular, Mons. Karol Mieczysław Radoński (Bispo de Włocławek de 1928 a 1951). Seu trabalho pastoral durou, ao todo, apenas 22 meses; os alemães, que entraram na cidade em 14 de setembro, começaram um sistemático desmantelamento da atividade eclesial; as publicações católicas foram suprimidas, os edifícios eclesiásticos sequestrados, as igrejas fechadas e os religiosos presos. Diante do horror desencadeado pelos nazistas, Kozal protestou energicamente, mas inutilmente, junto às autoridades de ocupação, pelos abusos feitos à Igreja. Isso provocou a ordem de apresentar-se à Gestapo; entre outros, foi-lhe pedido que fizesse as homilias em alemão, mas ele se recusou e, já prevendo sua prisão próxima, mandou preparar uma maleta com o indispensável. Ele foi preso no dia 7 de novembro, levado à cadeia onde ficou em isolamento e submetido às sevícias dos guardas.

Em 16 de janeiro de 1940, foi transferido, com outros sacerdotes e seminaristas, para o Instituto dos Salesianos de Ląd, em prisão domiciliar, de onde pôde secretamente manter contatos com a diocese e reorganizar o Seminário. De suas janelas, pôde ver a multidão de deportados; por isso, não fazia ilusões sobre sua sorte, pelo contrário, decidiu oferecer a sua vida a Deus pela salvação da Igreja e de sua amada Polônia. Enquanto outros eclesiásticos eram deportados para os diferentes campos de concentração, Mons. Kozal foi deixado em Ląd, com sete sacerdotes e um diácono.

A Santa Sé, esperando beneficiá-lo, lhe fez chegar a nomeação como administrador de Lublin, mas, apesar dos esforços da Santa Sé, em 3 de abril de 1941 todos eles foram enviados para o campo de concentração de Inowroclaw, onde o Bispo teve lesões nas pernas e no ouvido esquerdo, por causa das torturas que lhe infligiram os nazistas.

Em 25 de abril de 1941, acontecia o último transferimento até o famigerado campo de Dachau, onde a mão sobre os sacerdotes católicos era particularmente pesada. Ao Bispo foi dado o número de identidade 24544; às sevícias diárias que sofriam, em particular os sacerdotes católicos, se juntou uma epidemia de tifo, que atingiu uma grande número de deportados. Kozal adoeceu de tifo e, em 25 de janeiro de 1943, junto com o primo, padre Ceslao Kozal, foi levado à tenda dos doentes, denominada “Revier”. No dia seguinte foi visitado pelos médicos, cujo chefe lhe deu uma injeção no braço direito e, após alguns minutos, Kozal expirou. O Bispo foi “terminado” com uma injeção letal de fenol. O testemunho do primo foi determinante, porque ele ouviu saindo do grupo de médicos a frase: “Agora, lhe será mais fácil a via da eternidade”.

Era o dia 26 de janeiro. Outras fontes relatam que Kozal morreu de fome porque compartilhava suas rações com outros presos, ele era conhecido por sua fé cristã e seu sacrifício. O atestado de óbito do médico do campo certificou: "morreu de tifo". Os detentos pediram o corpo para levá-lo ao cemitério para enterrá-lo, mas o comandante do campo estava sob pressão de Berlim e, em 30 de Janeiro, mandou cremar o corpo no crematório do campo. O pedido da família para entregar a urna e os pertences pessoais do Bispo foi rejeitado.

Bem conhecendo a ligação entre o Catolicismo e o espírito nacional nos poloneses, a invasão nazista não podia deixar de golpear os pastores para melhor dispersar o rebanho. Todos os que fora próximos de Kozal e os companheiros de desventura testemunharam sua santidade, demonstrada até o último momento. Sem gestos heroicos e frases históricas para deixar aos pósteros.

Foi um santo também em relação a seus opressores e assassino, pobre executores materiais de ordens estupidas, mais ou menos coniventes, mais ou menos convencidos da bondade da ideia que, a mão armada, representava, todos acomunados pela mesma ignorância desesperada de Deus e do que é o bem e o mal.

Hoje, uma lapide monumental colocada na Catedral de Włocławek em 1954 recorda o martírio silencioso de Michele Kozal, como também dos outros 220 sacerdotes da diocese “terminados” em Dachau, e mínima parte de um Holocausto Católico que, ao que parece, é de bom gosto não lembrar.

Os detentos e testemunhas do martírio de Mons. Kozal pediram, após a liberação do campo de concentração de Dachau, para iniciar a canonização, mas só tiveram sucesso em 1957. A beatificação se deu em 14 de janeiro de 1987, em Varsóvia. Segundo a Wikipédia alemã, a festa é no dia 14 de junho. Ele é padroeiro da diocese polonesa e da cidade de Włocławek, do Seminário de Bydgoszcz, Primaz do Seminário de Gniezno, co-padroeiro da Diocese de Bydgoszcz (desde 2004), e padroeiro de muitas igrejas na Polônia.

Desagradáveis aos pretensos progressistas de esquerda e a certos revisionistas de direita, os mortos católicos (e mortos porque tais) dos lagers nazistas não possuem uma cinematografia que os celebre nem fotografias para pendurar nas escolas “para não esquecer”.

A memória do Mons. Kozal é no dia 26 de janeiro. Foi beatificado em Varsóvia, em 14 de junho de 1987, por João Paulo II, que fixou a memória em 14 de junho, talvez para não “atrapalhar” o Dia da Memória, que deve permanecer estritamente judeu.

Pesquisa, organização e nota: Giulia d’Amore
Fontes de pesquisa:




* Holocausto é um termo mal utilizado, obviamente com intenções sionistas. O termo “holocausto”, de origem grega, significa “sacrifico pelo fogo”, lembramo-nos disso no episodio de Abrão e Isaac, prefiguração do Sacrifício de Cristo. No caso das vítimas dos nazistas, caberia: massacre, extermínio, genocídio, morticínio, hecatombe... mas não Holocausto, sobretudo com maiúscula, porque o Holocausto por excelência refere-se exclusivamente à morte de Nosso Senhor, que Se deu em holocausto por nós; ou seja, em sacrifício por nós. Qual foi o sacrifício para a Humanidade que essas pobres almas fizeram? A não ser os mártires da Fé que morreram por serem católicos – e só por isso – os demais foram vítimas da guerra. É trágico, é lamentável, mas essa é a verdade. Esse assunto remete forçosamente a outra questão: à dos números do genocídio perpetrado pelos nazistas. Recentemente, o WikiLeaks, a “organização transnacional sem fins lucrativos, sediada na Suécia, que publica, em sua página, postagens de fontes anônimas, documentos, fotos e informações confidenciais, vazadas de governos ou empresas, sobre ‘assuntos sensíveis’...”, soltou a informação, vinda da própria Cruz Vermelha, de que o número de vítimas seria por volta de 300.000. Muita gente, sem dúvida, mas não chega nem perto dos 6 milhões alardeados pelos quatro cantos da Terra como um dogma. Além disso, segundo a Cruz Vermelha, “não há evidências de um Holocausto”.


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Os "sonhos" do Taumaturgo de Tambaú: a destruição dos altares

Padre Donizetti

O "pesadelo dos altares" e a foto do Papa João XXIII


Padre Donizetti Tavares de Lima, mineiro de Cássia/MG, nascido aos 03/01/1882 e falecido em Tambaú/SP aos 16/06/1961, conhecido como “Taumaturgo de Tambaú”, nos idos de 1960, em uma visita do Sr. Arcebispo de Ribeirão Preto/SP, Dom Luiz do Amaral Mousinho, até sua paróquia de Santo Antônio, em Tambaú/SP, juntamente com Padre Agmar de Paula Marques, afirmou ao Sr. Arcebispo e ao Padre Agmar:

“Senhor Arcebispo, tive um pesadelo terrível! Vi o demônio entrando na Catedral de São Sebastião[1], com alguns padres consigo, e, todos munidos de picaretas nas mãos, se dirigiam até os Altares laterais da Catedral, gritando em altas vozes. Ao  chegar diante do altar de Santo Antônio, a imagem do Santo Frade lisboeta olhou com autoridade ao demônio e seus sequazes, saindo todos em disparada.
Por Amor a Deus, Senhor Arcebispo, NÃO DEIXE QUE DERRUBEM OS ALTARES DA CATEDRAL!”

Dizem que, neste momento, o Arcebispo saltou da cadeira na qual estava sentado e disse ao Padre que aquilo seria apenas um sonho, um pesadelo, que nunca ninguém iria destruir os altares, sendo interrompido pelo “Taumaturgo de Tambaú”, que lhe disse:

“Não, não, Senhor Arcebispo! Nós não veremos esta desgraça![2] Mas ela virá! Não é um sonho, tampouco um pesadelo! Infelizmente virá este dia! As trevas cairão sobre o mundo! Por isso, lhe imploro: NÃO DEIXE DESTRUIREM OS ALTARES!”

O Arcebispo, todo amável, como era sua característica pessoal, sorriu-lhe e lhe disse:

“Padre Donizetti, prometo que não deixarei que ninguém destrua os altares de nossa Catedral!”

Esse episódio ocorreu em 1960, antes, portanto, da convocação do Concílio Vaticano II, que Padre Donizetti não presenciou, uma vez que faleceu em 16 de junho de 1961.

O mais interessante é que este fato foi presenciado pelo Padre Agmar de Paula Marques, que, após o Concílio, quando quiseram “retirar” os altares da Catedral de São Sebastião, conseguiu impedir este intento e contou este fato a alguns Sacerdotes, entre os quais o Cônego Horácio Longo e o Padre Savério Brugnara.

O Arcebispo Dom Luiz do Amaral Mousinho também não presenciou estes tristes acontecimentos da “retirada” dos altares e das imagens sacras das igrejas, já que foi para o Céu em 24 de abril de 1962.

Contava o saudoso Cônego Horácio Longo que, ao observar a “retirada” de dois dos altares laterais da Matriz da Franca, hoje Catedral da Nossa Senhora da Conceição, lembrou-se do “pesadelo dos altares”, contado pelo amigo Padre Agmar, profetizado pelo “Taumaturgo de Tambaú”.

Ademais, contava o Padre Savério Bruganara que o Padre Donizetti ganhara um quadro do Papa João XXIII, em 1959, e que, diante da alegria de seus coroinhas, ao desempacotar a “fotografia do Doce Cristo na Terra”, o “Taumaturgo de Tambaú” sorriu e olhou demoradamente no rosto do Papa, dizendo para seus coroinhas: “Rezemos muito pelo Papa e pela Igreja!”.

Nesse ínterim, um dos coroinhas dirigiu-se até o quadro com a foto do grande Papa Pio XII, para retirá-lo e substituí-lo pelo quadro recém-chegado do novo Papa.

Então, Padre Donizetti, com a autoridade de sempre[3], disse ao coroinha:

“Não! Deixe aí o quadro do Papa Pio XII, que é um Santo! Deixe aí, meu filho! Em breve vou me encontrar com ele! Quanto ao quadro do novo Papa, deixem aí onde está!”

Segundo Padre Brugnara, o quadro do Papa João XIII foi colocado sobre uma cômoda, e o quadro de Pio XII continuou na parede, no lugar “principal” da sacristia.

Ainda segundo Padre Brugnara, o “Taumaturgo de Tambaú” sempre pedia aos outros Sacerdotes que rezassem muito, muito pela Igreja, que estava chegando um período de grandes provações para Ela.



[1] Em Ribeirão Preto/SP.
[2] Prevendo que ambos iriam para o Céu antes da desgraça conciliar.
[3] Diziam que ele era “um santo, porém, um santo bravo”. 


Breve biografia


Pe. Donizetti Tavares de Lima nasceu na cidade de Cássia-MG, no dia 03 de Janeiro de 1882, filho de Tristão Tavares de Lima e de Francisca Cândida Tavares de Lima, teve 8 irmãos.

Quando Donizetti tinha quatro anos de idade, sua família mudou-se para a cidade de Franca-SP, onde fez o curso primário e foi aprendendo os rudimentos da música.

Aos 15 anos de idade, foi matriculado no curso preparatório do antigo Seminário Episcopal de São Paulo e, depois de três anos, cursou o Colégio em Sorocaba, voltando no ano de 1900 para o Seminário.

No dia 12 de Julho de 1908, foi ordenado Sacerdote em Pouso Alegre-MG. Passou pelas Paróquias de São Caetano, em Pouso Alegre; Jaguariúna; Paróquia de Santa Mãe de Deus; Paróquia Sant’Ana, em Vargem Grande do Sul. No dia 24 de maio de 1926 foi nomeado Pároco da Paróquia Santo Antônio em Tambaú-SP, aonde chegou no dia 12 de Junho do mesmo ano; foi o sexto vigário da paróquia, sua posse aconteceu no dia 13 de junho de 1926 na Missa das 11 horas de um domingo. Ele trabalhou por 35 anos em Tambaú, até o dia 16 de Junho de 1961, quando faleceu aos 79 anos de idade por complicações cardíacas.

“Pe. Donizetti tinha vida austera, sem luxo, nada de requinte. Sua aspiração era servir a Deus sobre todas as coisas. Tinha total zelo pelas crianças e idosos, mas acolhia a todos sem distinção”. (Livro Pe. Donizetti de Tambaú - José Wagner Azevedo). Possuía grande devoção e fé a Nossa Senhora Aparecida.

Na década de 50 fatos impressionantes aconteceram e que o levaram a ter fama de Santo, muitas curas foram atribuídas a ele através de sua benção. Mesmo com o seu falecimento até nos dias de hoje milagres continuam acontecendo, muitos relatos de curas de Tambauenses e romeiros estão registrados.

Processo de Beatificação

Em maio de 1991, foi solicitada a abertura do processo de Beatificação do Pe. Donizetti através da Câmara Municipal de Tambaú, juntamente à Diocese de São João da Boa Vista. Em 1992, no dia 21 de Fevereiro, o processo foi aberto oficialmente. Em 1996, no dia 02 de Dezembro, a Congregação das Causas dos Santos, do Vaticano, conferiu ao Pe. Donizetti o título de Servo de Deus. Após de 17 anos de pesquisa e trabalhos, a primeira etapa foi finalizada e o encerramento da fase Diocesana foi realizado em Cerimônia Pública. Em 08 de Maio de 2009, foram exumados os restos mortais do Pe. Donizetti. Em 16 de Maio de 2009, às 17 horas, iniciou -se o cortejo com os restos mortais do saudoso Sacerdote, que percorreu as ruas da cidade. Às 18 horas, Dom David Dias Pimentel, Bispo da Diocese de São João da Boa Vista, celebrou a Missa, na esplanada do Santuário Nossa Senhora Aparecida para milhares de fiéis entre tambauenses e romeiros. (...) Findo o ato jurídico de fechamento da fase diocesana do Processo de Beatificação, os restos mortais do Padre Donizetti, que estavam em urna de acrílico, ficaram expostos para que todos pudessem ver; formou-se, então, uma fila quilométrica de pessoas que queriam tocar as relíquias do sacerdote. Encerrada a visitação, os restos mortais do Padre Donizetti foram sepultados no mausoléu erguido no Santuário Nossa Senhora Aparecida onde permanecerão definitivamente. No dia 14 de setembro de 2009, às 09h00 (Brasil), o Processo de Beatificação foi aberto, no Vaticano, na Congregação das Causas dos Santos. 


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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Prece pela Canonização de Mons. Lefebvre

Registro mais um blog - este em Inglês - que propugna pela Canonização de Mons. Lefebvre, fundador da Fraternidade Sacerdotal São Pio X - FSSPX e defensor da Fé Católica.



Eu já havia publicado em inglês (Canonização) e em italiano (Beatificação).
Aqui sobre os vinte anos de sua morte: Um Santo!

Editado em 06/07/2018, às 21:12 - Que fique bem claro que não esperamos a canonização pela Igreja Conciliar de Roma modernista e apóstata. Nem desejamos isto. Um Papa católico virá um dia e consertará todas as coisas. Canonizá-lo porque? Não só por tudo que fez para preservar a Santa Missa Católica e o Sacerdócio, mas há relatos de milagres. Em breve falarei a respeito. Viva Cristo Rei! Viva Monsenhor Lefebvre! 
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sábado, 30 de abril de 2011

João Paulo II, Beato?

Reflexão


«Chegará um dia em que o Mundo civilizado negará o seu Deus, em que a Igreja duvidará como Pedro duvidou. Ela será tentada a acreditar que o homem se tornou Deus. Nas nossas igrejas, os Cristãos procurarão em vão a lamparina vermelha onde Deus os espera. Como Maria Madalena, chorando perante o túmulo vazio, perguntarão: “Para onde O levaram?”». 

… Cardeal Eugenio Pacelli (o futuro Pio XII) quando
era Secretário de Estado do Papa Pio XI




Leia também: JOÃO PAULO II, BEATO?, do rev. pe. Ludovic Girod.

domingo, 2 de maio de 2010

Preghiera per la beatificazione di Don Lefebvre

Preghiera per la beatificazione di Don Lefebvre

"Cuore Divino di Gesù, 
gioia di rissurrezione per ogni uomo che Vi desidera, 
Vi supplichiamo di glorificare anche su questa terra il Vostro Servo, 
il Vescovo Monsignor Marcel Lefebvre, 
che intrepido missionario ravvivò nelle coscenze 
la bellezza del Santo Sacrificio della Messa. 
Ravvivate con il sacrificio della croce 
chi ha spento ogni desiderio di santità: 
Voi siete la luce del mondo. 
Mandate nuovi operai nella vostra messe: 
voi siete l'Eterno Sacerdote della nuova alleanza. 
Infondete il Vostro Spirito sulla Chiesa radunata nel vostro nome."

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